
Marquez, Llosa e Amado
O que Gabriel Garcia Marquez, Mario Vargas Llosa e Jorge Amado têm em comum?Várias coisas: um incrível talento para a narrativa, popularidade inconteste dos seus escritos, honrarias internacionais recebidas (ainda que, dos três, somente Jorge Amado não foi agraciado com o Prêmio Nobel) e uma apresentação precisa (permeada pelo fantástico) de realidades latino-americanas bem típicas.
Os três mantiveram, também, namoro ou relações sérias com o totalitarismo de esquerda. As convicções comunistas de Amado, são sobejamento conhecidas; a amizade de Gabriel Garcia Marquez com o "democrata" Fidel e as defesas do regime de Cuba, são marcas de sua vida; e o Llosa, bem, ele tem ataques de lucidez e já expôs a face negra da esquerda - especialmente a orquestração e terrorismo desta sob a bandeira ambientalista; mas, ultimamente (dez. de 2013), teve recaídas sérias e encheu de elogios o governo uruguaio do ex-guerrilheiro Mujica, defendendo a legalização da maconha e o casamento gay.
Mas, essencialmente, o grande ponto que os une é que compartilham de uma visão amoral da humanidade: as mulheres são objetos para a satisfação dos machos latinos; a linguagem e os temas são chulos e rasteiros; a visão é hedonista e não baseada em absolutos éticos; não há consequências para a quebra de princípios e para a imoralidade. Características tristes para esses grandes heróis latinos.