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segunda-feira, maio 05, 2008

Augustus Nicodemus Lopes

Filosofia e Cristianismo no Mackenzie

Por     11 comentários:



Nos dias 21 a 23 de outubro o Mackenzie estará promovendo o IV Congresso Internacional de Ética e Cidadania, desta feita versando sobre o tema "Filosofia e Cristianismo". O convidado internacional é Dr. Merold Westhpal, mestre e doutor em Filosofia pela Universidade de Yale (veja www.fordham.edu/philosophy/faculty/westphal.htm). Ele falará sobre os seguintes temas:


  • Os Usos Religiosos do Ateísmo

  • Como é Deus?

  • Fé e Conhecimento

  • Oração e o Eu Pós-Moderno

Haverá uma mesa redonda da qual participarão, além de Dr. Westphal, o Dr. José Carlos Estêvao, mestre e doutor em Filosofia pela USP e Dr. Davi Charles Gomes, doutor em teologia contemporânea pelo Westminster Theological Seminary.


O evento será transmitido ao vivo pela Internet a partir do site do Mackenzie.


As inscrições estarão abertas a partir de Julho. Serão aceitos trabalhos de estudantes e professores para mesas de comunicações.


Uma boa oportunidade para reflexão sobre a interação entre filosofia e fé cristã, à luz de questões atuais e polêmicas, como ateísmo, oração, pós-modernidade e epistemologia.

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segunda-feira, abril 07, 2008

Augustus Nicodemus Lopes

Darwin no Banco dos Réus

Por     29 comentários:
Esse é o título do livro que será lançado essa semana durante a realização do I Simpósio Internacional Darwinismo Hoje, escrito por Philip Johnson, professor de direito da Universidade de Berkeley.

Apesar de ter sido publicado em 1993, o livro de Johnson continua atualíssimo. Pouca coisa surgiu nesse período que inovou a apologética antievolucionista além do que Johnson tem feito. O livro causou um grande impacto na comunidade científica por ocasião do seu lançamento, provocando reações, resenhas e contestações de grandes nomes do meio científico, como o renomado evolucionista Stephen Jay Gould. Muitos intelectuais consideraram essa obra como a primeira ameaça séria ao evolucionismo a aparecer nos últimos 40 anos. Johnson, graduado em Harvard e na Universidade de Chicago, escreve com maestria, lógica e domina a retórica.

O livro de Johnson não é o primeiro a questionar o dogma que a evolução é um fato científico inconteste. Em 1985 o pesquisador médico Michael Denton, um agnóstico australiano, agitou o meio científico com o livro Evolution: A Theory in Crisis [Evolução: Um a Teoria em Crise], cujo ponto era que o darwinismo estava em dificuldades diante das evidências contraditórias de campos diversos como paleontologia, biologia do desenvolvimento, biologia molecular e taxonomia. O livro de Johnson vai no mesmo caminho, embora partindo de diferentes premissas e usando um método distinto. A voz de Johnson se junta a muitas outras, em tempos recentes, que questionam o status de “fato” que o evolucionismo tem gozado na academia por quase duzentos anos.

Outra coisa interessante sobre esse livro é que seu autor não é um cientista cristão tentando mostrar com base na Bíblia e em dados científicos que o sistema darwinista está totalmente contrário aos primeiros capítulos do livro de Gênesis. Johnson é advogado e professor emérito de Direito da Universidade da Califórnia - Berkeley. Sua especialidade é análise lógica de argumentos e identificação dos pressupostos que estão por detrás desses argumentos. E é esse o alvo desse livro, trazer Darwin e o darwinismo, a um tribunal, por assim dizer, e examinar logicamente as suas a sserções e afirmações para verificar se são verdadeiras, e identificar os pressupostos filosóficos e os compromissos epistemológicos que estão subjacentes. Daí o nome do livro. Portanto, o que encontraremos aqui, nas palavras do próprio Johnson, é um exame criterioso, lógico, analítico, dos fundamentos teóricos, pressupostos e principais afirmações do darwinismo.

Mais uma coisa sobre esse livro. Ele é diferente de muitos outros que fazem parte da apologética antievolucionista – e é aqui, talvez, que resida em grande medida a sua eficácia. Muitos autores antievolucionistas empregam abertamente declarações e princípios fundamentados em suas crenças cristãs como base da sua argumentação, apresentando uma visão alternativa da realidade alicerçada na Bíblia. Johnson evita cuidadosamente esse tipo de abordagem, ainda que seja cristão, como se fosse um cético desinteressado do evolucionismo e que procura analisar seus argumentos à distância, para ver se os mesmos são apoiados pelas evidências. Essa falta de alusão aos argumentos bíblicos geralmente empregados pelos criacionistas faz com que a obra de Johnson tenha penetração em círculos universitários e acadêmicos, onde, via de regra, se pretende deixar o criacionismo fora da academia. Essa abordagem de Johnson é característica da abordagem do movimento do Design Inteligente, que permite reunir dentro do movimento inclusive cientistas e filósofos que não têm convicções cristãs ou religiosas, unidos, todavia, pela consciência de que o darwinismo, como paradigma científico, já não tem mais respostas para as questões levantadas por recentes descobertas, especialmente na área de bioquímica.

A estratégia de Johnson em Darwin no Banco dos Réus é dupla. Primeiro, ele procura demonstrar que o evolucionismo está profundamente comprometido com o naturalismo filosófico-ateísta. Esse ponto está desenvolvido em capítulos como “As Regras da Ciência,” “A religião darwinista,” “A educação darwinista” e “Ciência e pseudociência.” Como tal, o evolucionismo se sustenta sobre pressupostos filosóficos e metafísicos, como o ateísmo e o naturalismo filosófico, tornando-se assim uma religião do tipo fundamentalista, o que tinge a análise dos dados e das evidências. Segundo, ele analisa as evidências que os evolucionistas apresentam como prova científica da sua teoria. É aqui que o expertise de Johnson mais lhe serve. Com sua capacidade ímpar de detectar o que está por detrás de argumentos, ele analisa essas evidências nos capítulos “A seleção natural,” “As mutações grandes e pequenas,” “O problema do registro fóssil,” “A seqüência dos vertebrados,” entre outros. O veredito é sempre o mesmo. O compromisso da ciência evolucionista com a visão ateísta e naturalista de mundo compromete e vicia seus resultados.
O livro é publicado em português pela Editora Cultura Cristã e estará breve disponível para aquisição pelo site da editora.

[Essa postagem é uma adaptação da Apresentação do livro de Johnson, que tive o privilégio de fazer.]
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sábado, outubro 20, 2007

Solano Portela

A Batalha contra o Liberalismo: Citações de J. Gresham Machen

Aqueles que prezam as Sagradas Escrituras e estão convictos que o liberalismo teológico deve ser combatido, com freqüência verificam que a batalha pode ser muito solitária. Parece que a maioria puxa em sentido contrário. Parece que a nossa comunicação não tem eficácia. Por vezes, parece que Deus não abençoa os nossos esforços. Com facilidade podemos ser vítimas da síndrome de Elias – "Só eu, Senhor?". Ao mesmo tempo, podemos estar abrindo mão exatamente de uma bênção que Deus nos deu – a facilidade de comunicação e comunhão com aqueles que Ele levantou para a mesma frente de batalha. A troca de idéias e ideais com aqueles que podem nos fortalecer.

Os conservadores não deveriam ser conhecidos primariamente por sua beligerância e isolamento, mas, dedicando intenso cuidado às suas vidas pessoais, para que haja abundante coerência cristã, devem ser homens de paz preparados para tempos de guerra, sempre aplicando Colossenses 4.6, para que a verdade seja eficazmente comunicada. E devem manter relações fraternas com outros que igualmente prezam a Palavra de Deus e as verdades do Evangelho salvador de Cristo.

Que maior paz podemos ter do que a certeza e convicção que o conselho de Deus e seus propósitos subsistirão? Que maior privilégio podemos ter do que estarmos com a consciência limpa, perante Ele, envolvidos na proclamação de "todo o conselho de Deus", na defesa da fé "uma vez dada aos Santos", na resistência aos "outros evangelhos" que se nos apresentam?

Para fortalecimento e alimento, gostaria de compartilhar algumas citações extraídas do livro “Cristianismo e Liberalismo” do conhecido pensador cristão do século passado J. Gresham Machen, que está disponível em português desde 2001, cuja revisão final tive o privilégio de fazer (se quiserem saber um pouco mais sobre Machen e outros gigantes da história da igreja contemporânea, dêem uma olhada neste artigo do excelente Blog de Gilson Santos ou no post do Dr. Augustus Niodemus, neste mesmo blog - que faz considerações sobre o mesmo livro, aqui). Todas essas citações foram extraídas do capítulo 7. Vejam a pertinência dessas colocações, sob os tópicos destacados, aos nossos dias.:

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Sobre a questão da salvação individual de alguns liberais:
... nenhum homem pode dizer com segurança se a atitude de certos indivíduos "liberais" com relação a Cristo é fé salvadora ou não. Mas uma coisa é perfeitamente clara - quer os liberais sejam ou não cristãos, de qualquer modo é perfeitamente claro que o liberalismo não é Cristianismo. E sendo este o caso, é altamente indesejável que o liberalismo e o Cristianismo continuem a ser propagados dentro dos limites da mesma organização. Uma separação entre os dois grupos na Igreja é a necessidade urgente do momento.

Sobre os padrões de doutrina de uma denominação:
... Suponha que a devoção a um credo seja um sinal de estreiteza ou de intolerância, suponha que a Igreja deva ser fundamentada na devoção ao ideal de Jesus ou no desejo de colocar Seu espírito em operação no mundo, e de forma alguma em uma confissão de fé, com relação à Sua obra redentora. Mesmo se tudo isso fosse verdadeiro, mesmo se uma Igreja doutrinária fosse algo indesejável, ainda assim seria verdadeiro que, na realidade, muitas (em espírito, de fato, todas) igrejas evangélicas são igrejas doutrinárias, e se um homem não aceita o seu credo, ele não tem direito a um lugar no seu ministério de ensino.

Sobre os votos de ordenação dos ministros e oficiais:
O caráter doutrinário das igrejas é expresso de forma diferente nas diferentes denominações, mas o exemplo da Igreja Presbiteriana talvez possa servir para ilustrar o que queremos dizer. É requerido, por ocasião da sua ordenação, que todos os oficiais na Igreja Presbiteriana, incluindo os ministros, respondam "claramente" a uma série de questões que começa com as duas seguintes:

"Você crê que as Escrituras do Antigo e Novo Testamentos são a Palavra de Deus,
a única regra infalível de fé e prática?"
"Você sinceramente recebe e adota a
Confissão de Fé desta Igreja, como contendo o sistema de doutrina ensinado nas
Santas Escrituras?"
Se estas "questões constitucionais" não fixam claramente a base doutrinária da Igreja Presbiteriana, é difícil ver como qualquer linguagem humana poderia fazê-lo. Porém, imediatamente após fazer esta declaração solene, imediatamente após declarar que a Confissão de Westminster contém o sistema de doutrina ensinado nas Escrituras infalíveis, muitos ministros da Igreja Presbiteriana começam a desprezar esta mesma Confissão e a doutrina da infalibilidade da Escritura com a qual eles solenemente acabaram de se comprometer!

Sobre "dúvidas de fé" e honestidade:
Não estamos falando agora dos membros da Igreja mas do ministério, e não estamos falando do homem que está perturbado por dúvidas graves e pergunta a si mesmo se, com suas dúvidas, pode honestamente continuar a ser membro da Igreja. Para as grandes multidões de almas assim perturbadas, a Igreja oferece generosamente sua comunhão e sua ajuda; seria um crime bani-los. Há muitos homens de pouca fé em nossos tempos tumultuosos. Não é deles que nós falamos. Deus conceda que eles possam obter conforto e ajuda através das ministrações da Igreja! Estamos falando de homens muito diferentes destes homens de pouca fé - destes homens que estão perturbados por dúvidas e que buscam seriamente a verdade. Os homens aos quais nos referimos não estão buscando um lugar como membro da Igreja, mas um lugar no ministério, e eles não desejam aprender mas ensinar. Eles não são homens que dizem, "Eu creio! Ajuda-me na minha falta de fé!" (Mc 9.24), mas homens orgulhosos da sua posse de conhecimento deste mundo e que buscam um lugar no ministério para que possam ensinar o que é diretamente contrário à Confissão de Fé à qual submeteram-se. Várias desculpas são dadas para este curso de ação - o crescimento do costume pelo qual as questões constitucionais supostamente tornaram-se letra morta, várias reservas mentais, várias "interpretações" da declaração (que, naturalmente, significam uma reversão completa de significado). Mas, nenhuma destas desculpas pode mudar o fato essencial. Desejável ou não, a declaração de ordenação é parte da constituição da Igreja. Se um homem pode se colocar naquela plataforma, ele pode ser um oficial na Igreja Presbiteriana; se não pode se colocar nela, ele não tem o direito de ser um oficial na Igreja Presbiteriana.

Sobre a saída dos conservadores ou dos liberais:
Neste ponto, pode surgir uma questão. Se deve haver uma separação entre os liberais e os conservadores na Igreja, por que não se retiram os conservadores? Com certeza, isso pode ocorrer. Se a ala liberal realmente obtiver controle total dos concílios, então nenhum cristão evangélico poderá continuar a apoiar a obra da Igreja. Se um homem crê que a salvação do pecado só é obtida através da morte expiatória de Jesus, então ele não pode honestamente apoiar, através dos seus dons e da sua presença, uma propaganda que pretende produzir uma impressão exatamente oposta. Fazer isso significaria cometer o mais terrível assassinato possível. Se a ala liberal, então, realmente obtiver controle da Igreja, os cristãos evangélicos devem estar preparados para se retirarem, não importa o que isso for custar. Nosso Senhor morreu por nós e, com certeza, não devemos negá-Lo em favor dos homens. Mas, até o presente momento, esta situação ainda não apareceu; a base doutrinária ainda se encontra firme nas constituições das igrejas evangélicas.

Sobre a questão da harmonia na igreja:
Mas como uma situação tão anômala pode chegar a um fim? O melhor caminho seria, indubitavelmente, a retirada voluntária dos ministros liberais das igrejas confessionais, cujas confissões, no sentido histórico simples, não aceitam. Não abandonamos completamente ainda a esperança desta solução.
Nossas diferenças com a ala liberal na Igreja são realmente profundas mas, com relação à obrigação da simples honestidade do discurso, algum acordo certamente pode ser alcançado. Com certeza, a retirada dos ministros liberais das igrejas doutrinárias seria um grande avanço no interesse da harmonia e da cooperação. Nada produz tanto conflito quanto uma unidade forçada, dentro da mesma organização, daqueles que discordam fundamentalmente quanto aos objetivos.

Sobre a acusação de intolerância, feita contra os conservadores:
... quando uma organização, edificada com o propósito fundamental de propagar uma mensagem, passa seus recursos e seu nome para aqueles que estão engajados em combater esta mensagem, isto não é tolerância mas simples desonestidade. Apesar disso, esse é exatamente o curso de ação advocado por aqueles que permitem que a religião não doutrinária seja ensinada no nome das igrejas doutrinárias - igrejas que são claramente doutrinárias tanto nas suas constituições quanto nas declarações que requerem de cada candidato à ordenação.

Sobre a necessidade de se encorajar a defesa da fé:
Qual é a obrigação do cristão nesta hora? Em particular, qual é a obrigação dos oficiais cristãos da Igreja? Em primeiro lugar, eles deveriam encorajar aqueles que estão se engajando em lutas intelectuais e espirituais. Eles não deveriam dizer, no sentido em que alguns leigos dizem, que mais tempo deveria ser devotado à propagação do cristianismo e menos à sua defesa. Com certeza, deve haver a propagação do cristianismo. Crentes certamente não deveriam contentar-se em evitar os ataques, mas deveriam também esclarecer de forma ordenada e positiva as riquezas completas do evangelho. Mas muito mais é pretendido por aqueles que requerem menos defesa e mais propagação. O que eles realmente pretendem é o desencorajamento de toda a defesa intelectual da fé. E suas palavras vem como um golpe na face daqueles que estão travando uma grande batalha. Na realidade, não deveria ser devotado menos, mas mais tempo à defesa do evangelho. De fato, a verdade não pode ser dita claramente sem ser nomeada comandante contra o erro. Assim, uma grande parte do Novo Testamento é polêmica; a enunciação da verdade evangélica foi ocasionada pelos erros que surgiram nas igrejas. Assim será sempre por causa das leis fundamentais da mente humana. Além disso, a crise atual deve ser considerada. Pode ter havido um dia onde a propagação do evangelho foi feita sem defesa. Mas este dia é passado. No presente, quando os oponentes do evangelho estão quase em controle das nossas igrejas, o menor esquivar-se da defesa do evangelho é apenas infidelidade absoluta ao Senhor.

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Que Deus nos fortaleça na batalha!
Solano
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