Mostrando postagens com marcador moralidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador moralidade. Mostrar todas as postagens

terça-feira, julho 03, 2012

Solano Portela

Modelo para quem e para quê, cara muito pálida?


O ultra competente repórter e âncora da rede de televisão CNN, Anderson Cooper, “saiu do armário” e declarou publicamente que é gay. Personalidade televisiva de alta exposição, que apresenta as notícias e o cenário político e social norte americano, Cooper ficou também conhecido por suas reportagens internacionais e presença em áreas de desastres, conflito e risco, como no Haití, logo após o grande terremoto; no Egito, no meio da pseudo (mas violenta) revolução, da chamada “primavera árabe” (que tem substituído ditadores sanguinários, por xiitas radicais – seis, por meia-dúzia); e, ultimamente na fronteira da Turquia com a Síria.

Nascido em berço de ouro (é filho da socialite-atriz Glória Vanderbilt com o ator Wyatt Cooper), Anderson chama a atenção não somente por sua competência, desembaraço e fluência verbal, mas também por seus cabelos platinados e pelos suspiros e comentários advindos do público feminino. Essa não é bem a sua praia e a sua homossexualidade, que se comentava a boca pequena nos círculos gays, agora foi confirmada pelo próprio Cooper. O Washington Post e vários outros órgãos de comunicação divulgaram, hoje (03.07.2012) uma troca de e-mails entre o Anderson Cooper e o articulista Andrew Sullivan, que preparava uma matéria para o seu blog em The Daily Beast e para o periódico EntertainmentWeekly, sobre “A Nova Arte de Sair [do armário] em Hollywood”.

Desde que a notícia correu o mundo, as reações e comentários não param de surgir. Apenas algumas horas depois a Ellen DeGeneres (intensa defensora do lesbianismo) e Neil Patrick Harris (ator, que divulgou sua homossexualidade em 2006), entre outras personalidades do mundo do entretenimento, expressaram “orgulho”, aprovação e elogios a Cooper, em suas redes sociais. A alegria da comunidade Gay é evidente. De acordo com o articulista do Washington Post (Jonathan Capehart), “Cooper estava preocupado que o silêncio sobre sua orientação sexual desse a impressão de que ele esta ‘envergonhado ou até receoso’, e isso o impeliu a quebrar o silêncio sobre sua vida pessoal”.

O artigo do Washington Post é perturbador em vários sentidos. Primeiro, vemos como comportamentos que, antigamente, eram considerados imorais e promíscuos, agora se tornam motivo de adulações, elogios e entusiasmados gritinhos de apoio. Eu sei que muitos disputarão a classificação da homossexualidade como imoralidade, principalmente no meio de uma sociedade que está cada vez mais sem padrões ou referências de moralidade. No entanto, não existe outra forma correta de encarar essa postura e comportamento, mas como desvio da sexualidade original e fundamental à estrutura da Criação de Deus – e assim Ele a trata nas Escrituras Sagradas.

Mas o segundo aspecto do artigo, mais perturbador ainda, é o foco explícito aos jovens e crianças. O autor diz que Cooper sempre se esquivou de responder a perguntas pessoais, mas ele nunca escondeu a sua “sexualidade”. A sua família, seus amigos, seus superiores e seus colegas – todos sabiam de sua inclinação e prática. Nisso, ele continua, Cooper era autêntico e isso é o que importava. Mas agora, ressalta o articulista, ele está sendo autêntico para o seu público e para todos aqueles garotos gays que agora possuem mais outro modelo proeminente de postura, que se desvela! Pasmem! Serão esses os novos modelos a serem seguidos por nossa juventude? Refletindo o pensamento de uma amiga minha, sobre essa “revelação” do Cooper, a situação está tão bizarra que, a cada exposição pública da sexualidade equivocada temos mais um integrante no panteão de heróis do século 21. Aqueles que acham que não devemos vigiar e estar alertas aos sinais cruzados que são continuadamente martelados às novas gerações, devem revisar suas conclusões. A cada dia, nossa sociedade se torna mais amoral, mais complacente com o erro, mais intolerante com aqueles que desejam preservar os traços de propriedade, recato e padrões que caracterizam a família. Não precisamos de heróis nem de modelos como esses, muito menos para os nossos filhos.

Solano Portela
Leia Mais

domingo, março 04, 2012

Solano Portela

Em defesa da CENSURA! (2)

O meu post anterior gerou uma série de comentários, uns com mal entendidos, outros irados, e outros até positivos e de apoio. Respondi a todos os comentários, lá, mas continuo o assunto com observações adicionais, algumas contidas naquelas respostas.

O nome do meu texto original foi “Em defesa da Censura”! Por alguma razão estranha, muitos leram tanto o título, como o conteúdo, como uma defesa à criação de uma confraria de censores de vestes pretas, articulando suas decisões em porões obscuros em bases subjetivas. Mas o fato é que, para defender a censura, não precisamos dessa categoria de pessoas: os censores. Bastaria a aplicação da Lei da Terra que já existe e que, pela misericórdia divina e sua Graça Comum, reflete, ainda que de longe, a Lei Moral de Deus. Por exemplo – por que o estatuto da criança é olhado apenas para coibir “trabalho infantil”, ou para impedir o exercício da disciplina em colégios e outras instituições? Quem está preocupado em proteger as crianças do incentivo nauseante à sexualidade precoce? Ou seja, basta aplicarmos leis que já existem, que a bandalheira que aí está seria pelo menos diminuída. Precisamos que cidadãos se levantem contra a baderna que impera e que governantes e magistrados ajam como Ministros de Deus na promoção da justiça e das verdades, punindo os maus e recompensando os bons.

Quando os crentes se inibem, deixam de se indignar, ou – quando se indignam – mas acham apenas que “isso é um problema meu e da minha família”, prejudicam a sua missão na terra e, na melhor das hipóteses, estreitam a influência que deveriam ter como sal da terra e luz do mundo. Ninguém está defendendo a substituição da proclamação do evangelho salvador de Cristo pelo exercício consciente da cidadania, mas uma coisa não exclui a outra.

De onde vem essa ingenuidade cristã, demonstrada por alguns, de que a sociedade civil e as suas leis são neutras e se constituem um regramento moralmente estéril para regular a sociedade secular? As sociedades prosperam no exercício da justiça na medida em que preservam o que Deus diz que deve ser preservado e condenam aquilo que deve ser condenado. Impossível, clamam alguns! Será? Não é essa a ótica da Palavra de Deus. O fato é que a grande maioria dos cristãos subestima a abrangência da grande verdade que é a criação das pessoas à imagem e semelhança de Deus. Subestima também o ensino sobre os que não têm o conhecimento direto de Deus, achando que são incapazes de qualquer traço de moralidade, mas a Bíblia registra que eles têm a lei dele impressa em seus corações.

Creio que temos um descaso pela forma como Deus age, derramando sua Graça Comum sobre a Terra (diferente da Graça Especial – que é salvífica). E isso leva os cristãos a dois polos – retratados em alguns comentários: (1) Aceitação acrítica da secularização da sociedade – “o que eles definirem está bom; é o que lhe compete, e nada tem a ver com os pilares e princípios de nossa fé”; ou (2) a sociedade secular é completamente má e pervertida; “temos de proteger a nossa família deles e tão somente pregar o evangelho, pois não há nenhum ponto em comum e nunca defenderão os princípios reais de justiça”. Esses extremos têm um ponto de contato: consideram que a religiosidade e os princípios da religião verdadeira são questões particulares. Defender a censura e um “basta!” para a dissolução moral seria “impingir a visão cristã de mundo aos demais”, e isso não seria correto nem praticável.

Ocorre que a defesa de “um estado laico”, por cristãos, é com frequência equivocada. Em vez de promoverem e defenderem um estado que não abrigue ou promova uma determinada religião – o que é defensável; aceitam um estado que é divorciado de princípios universais de justiça, que Deus, por sua misericórdia, ainda mantém até na consciência dos ímpios. Nessa ânsia de abstrair o estado da religião, retiram dos governantes o papel de ministros de Deus, como a própria Bíblia os considera. Ministros para que? Para servirem na condenação do mal e na promoção do que é bom e verdadeiro. Engolem a falácia coletivista de que os governantes não respondem primariamente a Deus, mas ao povo. Retiram-se da esfera governamental âncoras éticas e comportamentais que são, sim, defendidas pelos cristãos, mas deveriam também, ser a base do governo justo.

Acho pertinentes as palavras de um autor (você pode ler o artigo todo dele, aqui) que escreveu contra o mito de que “não se pode legislar moralidade”. Na realidade, ele afirma corretamente que “toda lei é uma moralidade legislada”, e adiciona que não podemos legislar pessoas morais, mas é possível, sim, legislar moralidade:
Leis contra roubo e assassinato nunca foram feitas para tornar alguém melhor,
nem pretendem fazê-lo. Elas têm o intuito de dissuadir as pessoas imorais de um
comportamento imoral por meio do medo da justiça. Nem parar num sinal de pare
faz você uma pessoa moral; o intuito não é torná-lo moral, mas fazer você
dirigir de uma forma que proteja a vida e propriedade dos outros. Os
magistrados, diz o apóstolo Paulo, devem ser um terror para os malfeitores; seu
propósito é controlar as pessoas que querem fazer o que a lei diz ser errado.
Muitos cristãos pensam que devem manter apenas as suas ações de evangelização, mas conservar os seus padrões apenas para “a comunidade cristã”, jogando a toalha da vida em sociedade, pois qualquer tentativa de reafirmar nossos princípios ao governo, não somente será inútil, como até será errada – pois estaríamos forçando nossa visão de vida aos demais. Crentes que pensam dessa maneira podem até se considerar cidadãos esclarecidos, mas diminuem o papel que devem ter na sociedade e o que deles espera o seu Criador. Essa é uma atitude politicamente correta, adorada pelos ímpios, mas inócua e inadequada ao cristão cidadão.

Ora se vamos ser politicamente corretos, paremos de evangelizar! A evangelização é o fruto de uma profunda certeza de que as verdades e o Deus das Escrituras são reais, e de que a mensagem de Cristo é real – convicção essa operada pelo Espírito Santo. Essa persuasão deve ser tão grande, que carreamos o anúncio a outros, indicando que só existe UM caminho, e apenas UMA forma correta de compreender a realidade, para sair da punição eterna e entrar na comunhão com o Criador. Essa exclusividade da fé Cristã, que não admite compartilhar O Caminho, com outras “fés”, é politicamente incorreta, mas é a própria mensagem, que nos legou Jesus Cristo, o Salvador, para que ressoasse pelo mundo por meio de nossas vidas e palavras.
Solano Portela
Leia Mais