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sexta-feira, outubro 10, 2014

Solano Portela

Casamento Gay e a Revolução Sexual dos Judeus

A Folha de São Paulo de 06.10.2014 informa, em grande manchete, que a “Suprema Corte dos EUA abre caminha para casamento Gay em Cinco Estados”. No texto da notícia, a notícia de que apelos advindos de Virginia, Okhlahoma, Utah, Wiscosin e Indiana, para que suas leis fossem mantidas, contra decisões de tribunais federais, foram rejeitados pela corte maior daquele país. Estas decisões vinham respaldando a união entre pessoas do mesmo sexo, mesmo contra as leis estaduais, que proibiam “casamentos” gays, atendendo a apelos de indivíduos e organizações. Os tribunais federais vinham julgando contra as legislações estaduais, considerando estas inconstitucionais.  Outros seis estados, que atualmente proíbem essas uniões, caminham para julgamentos na mesma direção. Serão obrigados pela Corte Suprema, a aceitarem o “casamento” gay, fazendo com que o total de estados norte-americanos, nos quais a união entre pessoas do mesmo sexo é permitida, chegue a 30, dentre os 50 daquele país.

O Blog Break Point, de hoje, traz um texto já de alguns anos, do Charles Colson, no qual ele aponta o conceito revolucionário do judaísmo e do cristianismo sobre o ethos sexual das civilizações. Indicando que “aqueles que esquecem a história estão fadados a repetirem os seus erros”, o Blog relembra faz referência aos comentários do Colson, do qual transcrevemos algumas partes essenciais. Diz ele:

Com frequência ouvimos que permitir que dois homens ou duas mulheres se casem não prejudica ninguém e nem afetam pessoas que são heterossexuais. A verdade é que sabemos o que acontece com uma sociedade promove a licenciosidade sexual e desvaloriza a instituição do casamento. Temos apenas que examinar a história.
Alguns anos atrás, antes que houvesse todo esse falatório sobre o “casamento gay”, um comentarista que possuí um programa no rádio e é também um teólogo do judaísmo, Dennis Prager (1948 - ), escreveu um artigo fascinante chamado – prepare-se para o título: “A Revolução Sexual do Judaismo: Por que o Judaísmo Rejeitou a Homossexualidade”.
Antes que os judeus estivessem situados no antigo Oriente Próximo o mundo pagão já apresentava uma dissociação social libertina, na qual imperava a livre sexualidade, em todos os sentidos, degradando mulheres e crianças, colocando a própria religião a serviço da lascívia masculina. Todos os aspectos da vida tinham conotação sexual. Os deuses pagãos se envolviam em atividades sexuais sem fronteiras, e o povo seguia no mesmo trilho. A homossexualidade tinha praticamente aceitação plena no mundo antigo.
Mas o ponto chave não era gênero, mas poder. Dennis Prager cita a filósofa Martha Nussbaum, que escreveu: “A distinção principal na moralidade sexual da antiguidade era... entre os papéis passivos e ativos”. Considerando que meninos e mulheres estavam no lado recebedor da atividade sexual, eles eram “muito frequentemente tratados e trocados como simples objetos do desejo masculino”.
Não é de espantar, portanto, que as mulheres fossem colocadas à margem das coisas que contam; eram importantes para a procriação e para cuidar da casa, mas não importantes para serem consideradas como parceiras reais niveladas ao homem. Os homens possuíam outras opções sexuais, com meninos ou com outros homens.
É por isso que a proclamação do judaísmo, de que Deus criou o sexo somente para ser praticado entre um homem e uma mulher, no casamento, era um conceito tão revolucionário – e igualmente desprezado tanto pelos pagãos antigos, como, posso acrescentar, pelos de hoje em dia. É o livro de Gênesis que diz: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne. Ora, um e outro, o homem e sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam”.
Prager escreve: “Essa revolução aprisionou o ‘gênio’ sexual de volta à garrafa matrimonial. Assegurou que não mais o sexo dominaria a sociedade; exaltou o amor e a sexualidade entre macho e fêmea (criando, consequentemente, a singular possibilidade de amor e envolvimento erótico dentro dos limites do casamento); e disparou a árdua tarefa de elevação do status da mulher”. Não é de espantar, aponta Prager, que “o melhoramento da condição da mulher ocorreu somente dentro dos limites da civilização ocidental”, a qual, historicamente, foi a “menos tolerante à ocorrência da homossexualidade”.
É claro que devemos notar que foi o Apóstolo Paulo que levou à frente essa revolução sexual judaica através do mundo antigo. A [autora e erudita] Sarah Ruden escreveu em seu livro recente: Apóstolo Paulo [Paul Among the People, traduzido e publicado em português pela Benvirá [ISBN: 9788582400050]: “A homossexualidade predadora era comum em Roma e na Grécia; as mulheres e crianças eram consideradas apenas como propriedades”. Por meio de Paulo, entretanto, o cristianismo legou à civilização ocidental [a propriedade] do envolvimento do sexo dentro dos limites do casamento, entre um homem e uma mulher. Ficou patente o desvio dos limites que é o abuso sexual de meninos e escravos.

Ora, o ponto é simplesmente este: Deus institui o casamento para o bem da humanidade (restringindo e canalizando [apropriadamente] a sua sexualidade), para proteção e dignidade da mulher e para que a sociedade possa florescer – Charles Colson.
Consideramos muito pertinente esse lembrete da história, pois caminhamos a passos largos para a colocação da família e das expressões legítimas da sexualidade humana, na ilegalidade e à margem da sociedade, se Deus não for misericordioso com nossa pátria e se os cristãos não acordarem do torpor atual, para os direcionamentos firmes e seguros da Palavra de Deus.

Solano Portela
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segunda-feira, março 05, 2007

Mauro Meister

Peter Jones no Brasil...



Prezados leitores,

Sei que há muito não escrevo, mas estou vivo... espero poder contribuir mais em breve, antes que os colegas me expulsem do blog... corro este risco!!! Por enquanto, faço um anúncio importante. Ano passado escrevi sobre neo-paganismo e uma conferência da qual participei com o Dr. Peter Joner, na Califórnia. Estivemos lá novamente e foi muito bom. A boa notícia é que poderemos ter um gostinho do tema com a vinda do organizador da conferência, na próxima semana, em vários lugares do Brasil, lançando alguns de seus livros em português. Aproveitem a oportunidade!

A Editora Cultura Cristã e o CPAJ trazem ao Brasil, nos próximos dias 12 a 16, o Dr. Peter Jones, com quem estiveram reunidos recentemente alguns de nossos professores (veja notícia abaixo). Dr. Jones possui grau de M.Div. pelo Gordon-Cornwell Theological Seminary, grau de Th.M. pela Harvard Divinity School e Ph.D. pelo Princeton Theological Seminary. É professor de Novo Testamento no Westminster Seminary em Escondido, na Califórnia e autor de vários livros. Dentre eles, a Editora Cultura Cristã já lançou no Brasil A Ameaça Pagã e agora, por ocasião de sua visita, lança O Deus do Sexo, Falsa Identidade e Verdades do Evangelho versus Mentiras Pagãs. Com seu ministério Christian Witness to a Pagan Planet o Dr. Jones se dedica a alertar a igreja sobre o avanço do neo-paganismo, fazendo conferências e dando palestras em vários lugares do mundo, bem como por meio de seu boletim eletrônico (http://www.cwipp.org/). Peter Jones e sua esposa Rebecca residem na Califórnia. Veja onde você poderá ouvir o Dr. Jones:

12/03
Palestra promovida pelo CPAJ/EST no Auditório Benedito Garcez, Campus Itambé do Mackenzie. Telefone (11) 2114 8644 - 19:00h

13/03
Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia - Rua 68 esq. c/ 71, Centro. Telefone: (62) 3213 3320
20:00h

14/03
Seminário Presbiteriano Brasil Central - local da palestra - Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia - 9:00h


14/03
Primeira Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte - Rua Ceará 1434 - Funcionários – Belo Horizonte. Telefone: (31) 3273 7044 - 19:30h


15/03
Igreja Presbiteriana da Barra da Tijuca, Rio de Janeiro - Estrada do Itanhangá 1051. Telefone (21) 2493 1999 - 19:30h


18/03
Igreja Presbiteriana da Lapa - Rua Roma, 465, Lapa, São Paulo - 9:00h
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