terça-feira, maio 24, 2011

Augustus Nicodemus Lopes

Por Quê Igrejas Presbiterianas pelo Mundo estão Aceitando Pastores Homossexuais?

Por     62 comentários:
Duas denominações presbiterianas acabam de decidir no plenário de suas Assembléias Gerais que homossexuais praticantes podem ser pastores nas igrejas delas.

A primeira foi a Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos da América (PCUSA). Veja a notícia aqui:

Igreja Presbiteriana dos EUA  permite ministros homossexuais

E ontem, foi a vez da Igreja Presbiteriana da Escócia. Veja a notícia aqui:

Church of Scotland votes on gay ministers


Estas resoluções foram tomadas depois de muitos anos de conflitos internos e discussões teológicas. E em ambas as igrejas, o voto passou com uma maioria apertada. Os pastores, presbíteros, diáconos e membros destas denominações que discordam da decisão, e que por muito tempo lutaram para que ela não fosse aprovada, enfrentam agora o dilema de saber qual é a coisa correta a fazer. Com certeza, muitos sairão para outras denominações ou para formar novas igrejas; outros, ainda, permanecerão na esperança de que um dia as coisas mudem.

A pergunta que não quer calar é como igrejas de origem reformada, que um dia aceitaram as confissões de fé históricas e adotaram os lemas da Reforma, especialmente o Sola Scriptura, chegaram a este ponto? Em minha opinião, o que está acontecendo hoje é o resultado lógico e final da conjunção de três fatores: a teologia liberal que foi aceita por estas igrejas, a conseqüente rejeição da autoridade infalível da Bíblia e a adoção dos rumos da sociedade moderna como norma.

O processo pelo qual estas denominações passaram, uma na Europa e outra nos Estados Unidos, é similar. As etapas vencidas são as mesmas. Primeiro, em algum momento de sua história, em meados dos séculos XIX, o método crítico de interpretação da Bíblia passou a ser o método dominante nos seminários e universidades teológicas destas denominações. Boa parte dos pastores formados nestas instituições saíram delas convencidos que a Bíblia contém erros de toda sorte e que reflete, em tudo, o vezo cultural de sua época. Para eles, os relatos bíblicos dos milagres são um reflexo da fé dos judeus e dos primeiros cristãos expresso em linguagem mitológica e lendária (veja aqui um post sobre liberalismo teológico).

Segundo, uma vez que a Bíblia não poderia ser mais considerada como o referencial absoluto em matérias de fé e prática, devido ao seu condicionamento às culturas orientais antigas e patriarcais, estas denominações aos poucos foram adotando as mudanças culturais e a direção da sociedade moderna como referência para suas práticas.

Terceiro, com a erosão da autoridade bíblica e o estabelecimento da cultura moderna como referencial, não tardou para que estas igrejas rejeitassem o ensinamento bíblico de que somente homens cristãos qualificados deveriam exercer a liderança nas igrejas e passaram a ordenar mulheres como pastoras e presbíteras. As passagens bíblicas que impõem restrições ao exercício da autoridade por parte da mulher nas igrejas foram consideradas como sendo a visão patriarcal dos autores bíblicos, e que não cabia mais na sociedade moderna (veja aqui uma matéria deste blog sobre ordenação feminina).

O passo seguinte foi usar o mesmo argumento quanto ao homossexualismo: as passagens bíblicas que tratam as relações homossexuais como desvio do padrão de Deus e, portanto, pecado, foram igualmente rejeitadas como sendo fruto do pensamento retrógrado, machista e preconceituoso dos autores da Bíblia, seguindo a tendência das culturas em que viviam. A igreja cristã moderna, de acordo com este pensamento, vive num novo tempo, onde o homossexualismo é comum e aceito pelas sociedades, inclusive com a aprovação do Estado para a união homossexual e benefícios decorrentes dela.

E o resultado não poderia ser outro. O único obstáculo para que uma igreja que se diz cristã aceite o homossexualismo como uma prática normal é o conceito de que a Bíblia é a Palavra de Deus, inerrante e infalível única regra de fé e prática para o povo de Deus. Uma vez que esta barreira foi derrubada - e a marreta usada para isto sempre é o método crítico e o liberalismo teológico - não há realmente mais limites que sejam defensáveis. Pois mesmo os argumentos não teológicos, como a não procriação em uniões homossexuais e a anormalidade anatômica e fisiológica da sodomia, acabam se mostrando ineficazes diante do relativismo da cultura moderna. E as igrejas que abandonaram a autoridade infalível da Palavra de Deus acabam capitulando aos argumentos culturais.

Nem todos os que adotam o método crítico são favoráveis ao homossexualismo. E nem todos liberais são a favor da homossexualidade. Mas espero que as decisões destas duas igrejas, que têm em comum a adoção deste método e a aceitação do liberalismo teológico, sirvam como reflexão para os que se sentem encantados com o apelo ao academicismo e intelectualismo da hermenêutica e da teologia liberais.

Veja o artigo relacionado:

Gays e Lésbicas praticantes agora podem ser ministros do Evangelho na Igrejas Luterana Americana
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quarta-feira, maio 11, 2011

Mauro Meister

Carta aos Senadores - PLC 122/2006

Foto de Sérgio Lima da Folha.
Imagens do Dia da UOL.

O texto é reproduzido do blog dos eleitos. Leia e entenderá porque está aqui também! Anime-se, escreva e faça com que nossos senadores saibam que temos opinião. Atenção: aceitarei comentários respeitosos e decentes, expressando opiniões argumentadas com racionalidade. Pela absoluta falta de tempo, reservo-me o direito de responder a alguns apenas... ou nenhum!


Conforme a agência de notícias do Senado, a senadora Marta Suplicy relatora do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 122/06 que trata da criminalização da discriminação por gênero e orientação sexual, deseja submeter o projeto a votação na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) nesta quinta-feira (12).

Diante do que aconteceu recentemente no STF e diante do que pode estar em vias de acontecer no legislativo, creio que nos cabe como cristãos fazer duas coisas: orar e trabalhar. No que diz respeito ao trabalho, uma das coisas que podemos fazer neste momento é enviar uma carta aos senhores senadores que fazem parte da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

Abaixo oferecemos um modelo que você pode utilizar. Esta carta foi escrita pelo pr. Mauro Meister, que nos permitiu usá-la. Copie e cole o texto abaixo, mas não esqueça de colocar: sua função (se desejar), seu nome e rg.

_______________________________________

Excelentíssimo Senador da Republica,

Sou cidadão brasileiro e tenho os senhores por legítimos representantes do povo deste país no poder legislativo. Exerço a função de (coloque aqui sua função). A Comissão de Direitos Humanos do Senado está prestes a votar sobre o PLC 122, sobre o qual os senhores deverão posteriormente votar em plenário.

Por meio desta mensagem quero deixar a minha opinião. Creio que todo o cidadão deve ser protegido pela força da lei e de nossa Constituição Federal e que nenhum cidadão ou estrangeiro deve ser discriminado. Isto é o que mantém o estado de direito e faz com que tenhamos, de fato, um pais livre, em todas as necessárias liberdades, inclusive a liberdade de expressão. O artigo 5º de nossa constituição já garante isto:

"Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

(...)
VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;
VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva;
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;"

A questão é que o proposto PLC 122 fere a nossa Constituição e o direito da liberdade de expressão e cria uma classe especial de cidadãos. Em que pese o fato de nosso estado ser laico, a liberdade religiosa no Brasil é protegida e faz parte do nascedouro da nossa nação. O PL 122 é uma ameaça a liberdade religiosa, à liberdade de consciência e à liberdade de expressão.

Assim, solicito, apesar das muitas funções e atividades, que este projeto seja objeto de sua especial atenção e apreciação. O povo brasileiro deve ser devidamente representado e considerado e não simplesmente um lobby de minoria que pretende calar a boca daqueles que não concordam com sua postura, ainda que respeitem seus direitos como cidadãos.


Atenciosamente,
(Coloque aqui seu nome)
RG: (o número de seu rg)
_________________________________________


A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) é composta por 19 senadores titulares e 19 suplentes (para ver a lista clique aqui). Mas no momento existem 15 nomes entre os titulares e 15 entre os suplentes. Por via das dúvidas o ideal é mandar a carta para todos eles. Abaixo você tem o nome de cada um deles com seus respectivos emails. Se puder envie a carta para todos eles.

Titulares
Ana Rita (PT) - ana.rita@senadora.gov.br
Marta Suplicy (PT) - marta.suplicy@senadora.gov.br
Paulo Paim (PT) - paulopaim@senador.gov.br
Wellington Dias (PT) - wellington.dias@senador.gov.br
Magno Malta (PR) - magnomalta@senador.gov.br
Cristovam Buarque (PDT) - cristovam@senador.gov.br
Pedro Simon (PMDB) - simon@senador.gov.br
Garibaldi Alves (PMDB) - garibaldi@senador.gov.br
João Alberto Souza (PMDB) - joao.alberto@senador.gov.br
Sérgio Petecão (PMN) - sergiopetecao@senador.gov.br
Paulo Davim (PV) - paulodavim@senador.gov.br
Ataídes Oliveira (PSDB) - ataides@senador.gov.br
Demóstenes Torres (DEM) - demostenes.torres@senador.gov.br
Mozarildo Cavalcanti (PTB) - mozarildo@senador.gov.br
Marinor Brito (PSOL) - marinorbrito@senadora.gov.br

Suplentes
Angela Portela (PT) - angela.portela@senadora.gov.br
Gleisi Hoffmann (PT) - gleisi@senadora.gov.br
Humberto Costa (PT) - humberto.costa@senador.gov.br
João Pedro (PT) - joaopedro@senador.gov.br
Vicentinho Alves (PR) - vicentinho.alves@senador.gov.br
João Durval (PDT) - joaodurval@senador.gov.br
Lídice da Mata (PSB) - lidice.mata@senadora.gov.br
Geovani Borges (PMDB) - geovaniborges@senador.gov.br
Eunício Oliveira (PMDB) - eunicio.oliveira@senador.gov.br
Ricardo Ferraço (PMDB) - ricardoferraco@senador.gov.br
Wilson Santiago (PMDB) - wilson.santiago@senador.gov.br
Eduardo Amorim (PSC) - eduardo.amorim@senador.gov.br
Cyro Miranda (PSDB) - cyro.miranda@senador.gov.br
José Agripino (DEM) - jose.agripino@senador.gov.br
Randolfe Rodrigues (PSOL) - randolfe.rodrigues@senador.gov.br

Para ter uma lista só com o endereço de email dos senadores da comissão, para copiar e colar, clique aqui:

A idéia é enviar esta mensagem curta e que tem mais chance de ser lida pelos senadores, ainda mais seu suas caixas de email ficarem lotadas com a mesma. Por isso, é importante não somente que você envie a carta, mas também ajude a divulgar esta campanha nas redes sociais e também em blogs que você administre.

Comunicamos que o Projeto Romanos 13 tem um grupo de discussão no facebook no qual desejamos definir as bases do projeto e sua aplicação a fim de articularmos uma ação política mais organizada por parte de cristãos de confissão reformada. Se você deseja participar, clique aqui ou deixe um comentário comunicando seu desejo. 

Extraído do blog: http://blogdoseleitos.blogspot.com/2011/05/carta-aos-senadores-da-republica-plc.html#ixzz1M61imao0
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segunda-feira, maio 02, 2011

Mauro Meister

Osama Bin Laden - poucos pensamentos a respeito

Pois é, estou escrevendo sobre o fato quase 24 horas depois do ocorrido... no mundo de hoje, atrasado! Mas há poucos minutos fui perguntado: “o que você pensa sobre a morte do Bin Laden?” Uma pergunta de sondagem de alguém que ouviu sobre o tema várias vezes e precisava de um pouco horizonte sobre a questão. Prontamente respondi, depois de ver dezenas de noticiários internacionais e nacionais a respeito: "foi correta e necessária. É uma situação de guerra."
Muitos deram suas opiniões e Barak Obama disse: "justiça foi feita", "o mundo está melhor sem Osama Bin Laden". Bem, como podemos considerar a questão toda a partir da perspectiva bíblica?
O primeiro texto que me veio à mente foi Romanos 13:1-4:
Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas.  2 De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação.  3 Porque os magistrados não são para temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela,  4 visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal.
De acordo com Paulo, "a autoridade é ministro de Deus..., vingador, para castigar o que pratica o mal". Neste caso, temos um sentimento comum e claro de que o terrorismo é mau, maligno e promove todo tipo de males, de forma aberta, como uma forma de dominação e opressão. O grande representante, líder e fomentador dos maiores ataques terroristas no mundo foi Osama Bin Laden, o criador de uma espécie de franchising do terrorismo. Diante disso seguem minhas simples conclusões e algumas afirmações que considero bíblicas a respeito:
  1. A ação americana foi justa e digna no ambiente da guerra contra o terror e, certamente, serviu como ministro de Deus nesta situação. Já li postagens e tweets 'revoltados' afirmando que os 'sanguinários americanos' matam crianças e mulheres inocentes em suas guerras e que são como Bin Laden. Paciência. Que existe guerra injusta, não há de se duvidar, mas esse não é o caso aqui. As ações terroristas são covardes e são dignas da reação pela espada. Não foi o bem contra o mal. Foi o estado como ministro de Deus contra o mal. Não está em julgamento aqui a probidade moral do estado americano, mas sua função.
  2. "Justiça foi feita." No horizonte humano de justiça executada pelo estado, usando o princípio da Lei de Talião, "olho por olho, dente por dente e vida por vida", sim. Veja que o princípio de justiça deste mandamento, conforme Êx 21:23-25, é que deve existir proporcionalidade entre o crime e a pena, exatamente para que o 'vingador de sangue' (o representante tribal no ‘modelo de governo’ da época) não ultrapassasse os limites da justiça. No caso, um mandante de milhares de mortes perdeu a vida. A proporcionalidade, neste caso, parece estar além da capacidade humana. Mas observe que quem exige o uso da espada é Deus, não o desejo de vingança do homem. Assim, justiça bíblica foi feita. Por favor, antes de muitas perguntas e respeito deste princípio, leia o artigo "Olho por olho: a Lei de Talião no contexto bíblico". Concordo com muito pouco do Obama diz e representa, mas, nesse caso, concordo com ele.
  3. "O mundo está melhor sem Osama Bin Laden." Por tudo o que Bin Laden representou e continua a representar depois de sua morte, concordo com a afirmação. Certamente, a sua morte não representa o fim do terrorismo e o fim da sua organização terrorista. Sem Al Qaeda, o mundo estaria muito melhor. Mas, com certeza, a sua liderança maligna serviu para fazer aflorar a malignidade em muitos outros, treinando e enviando homens, mulheres e até crianças para a morte suicida em nome de uma mentira e um falso paraíso. Osama Bin Laden não é Satanás, mas certamente serviu a seus propósitos. 
  4. Discute-se o caso de Deus alegrar-se ou não na morte de Bin Laden. Vi textos bíblicos citados para defender ambas as coisas (Ezequiel 5:13  e  Ezequiel 18:23, 32, por exemplo).  O que não podemos nos esquecer neste contexto é que os crentes são julgados debaixo da justiça de Cristo, a saber, nossos pecados já foram pagos pela morte de um inocente. No caso dos incrédulos, serão julgados segundo as suas obras. O que posso então concluir: Osama Bin Laden foi julgado pelo Senhor segundo suas obras. Até onde sei, nunca conheceu a Cristo como seu Senhor. O mesmo julgamento terão todos os que não conhecem ao Senhor.
Me alegro com a morte de um individuo? Não é do meu feitio. Lembro de ter assistido o vídeo ‘pirata’ do enforcamento de Saddam Russein. Achei muito triste. Não me alegraria em ‘ver’ a morte de Osama. Estou grato pela morte de Osama Bin Laden? Sim, com certeza, pelo que ele representou e da forma que operou contra o bem e tudo o que cremos debaixo da graça comum.

Por último, oro para tenhamos paz. Temo, porque muitos continuam a fazer a sua propaganda de que esta é uma luta de sangue contra o islamismo e não contra o terrorismo.

Quando os atentados aconteceram, em 2001, estávamos nos EUA e imediatamente percebemos que o mundo não seria mais o mesmo. Mesmo vendo pela TV, o cenário e o sentimento era de guerra. Na escola dos meus filhos foram aumentadas as medidas de segurança naquele dia. Hoje, 02 de maio de 2011, foram aumentadas as medidas de segurança na escola dos meus filhos, aqui no Brasil!
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sexta-feira, abril 29, 2011

Augustus Nicodemus Lopes

Declaração de Fé da Fraternidade Reformada Mundial no ar...

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A Fraternidade Reformada Mundial, da qual a IPB é membro fundador juntamente com a PCA e a Igreja Presbiteriana do México, aprovou mês passado uma Declaração de Fé após seis anos de estudo e debate. Participaram da sua elaboração teólogos, pastores, professores e estudiosos dos seis continentes, todos comprometidos com as grandes confissões de fé reformadas.

A introdução da Declaração expõe com clareza os motivos para a sua elaboração. Ela será em breve traduzida para o português e mais uma dezenas de outras línguas. Enquanto isto, para os que lêem inglês segue uma prévia:

DECLARAÇÃO DE FÉ DA FRATERNIDADE REFORMADA MUNDIAL
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quarta-feira, abril 20, 2011

Mauro Meister

Páscoa e Liberdade

Túmulo escavado na pedra, primeiro século.
Como não temos ainda uma nova mensagem para a páscoa, segue um 'requente' do ano passado... 
Antes do texto, um breve comentário sobre a foto ao lado. Quem me conhece sabe que não sou místico, ainda que bastante emotivo. Uma das emoções que senti vistando Israel por alguma vezes foi quando visitei o "Jardim da Tumba" pela primeira vez, um local fora dos muros da cidade atual onde se encontra um tumulo legitimamente datado do primeiro século, um túmulo de um homem rico, com um jardim e uma prensa de óleo. Bem próximo está um monte que lembra uma caveira. Quem vai para a visita certamente vai curioso para ver o túmulo, mas a surpresa e emoção me vieram quando me virei para sair, depois de observar por alguns segundos as pedras frias. Na porta, que se encontra aberta para quem entra, vemos a plaquinha: "Ele não está aqui, mas ressuscitou." Obrigado Senhor, pela ressurreição do teu filho, meu Senhor, meu Salvador.

Páscoa e Liberdade
Tanto para o povo hebreu, que viveu durante 430 anos no Egito, quase todo esse tempo em regime de escravidão, quanto para os cristãos, a páscoa tem um significado essencial: libertação. Aproveitando-nos do tempo e da época em que, com grande estardalhaço de coelhos e ovos se comemora a páscoa comercial, que traz alguma esperança de livramento da opressão da crise econômica para muitos envolvidos no mundo dos negócios, convido o leitor a refletir sobre o significado básico deste precioso evento. Continue lendo: http://tempora-mores.blogspot.com/2010/04/pascoa-e-liberdade.html
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segunda-feira, abril 11, 2011

Mauro Meister

Congresso Nacional de Educadores Cristão - ACSI / ANEP


O 9o Congresso Nacional de Educadores Cristãos, voltado para a educação cristã escolar e promovido pela ACSI e ANEP, ocorrerá no mês de Junho, nos dias  23 e 24. Já temos confirmadas mais de 300 inscrições. Você é educador cristão? Trabalha em uma escola cristã? Tem convicção de que a educação dada na sua escola é baseada em uma legítima cosmovisão cristã? Por conta de perguntas como estas que a ACSI e ANEP organizaram o
Buscai em Primeiro Lugar o Reino de Deus

Universidade Presbiteriana Mackenzie  - Auditório Ruy Barbosa
Rua Itambé, 135, Higienópolis, São Paulo - SP

  • Dr. Derek Keenan
  • Vice Presidente da ACSI Global
  • Dra. Sheryl Vasso
  • Professora da Philadelphia Biblical University, EUA
  • Prof. Stuart Salazar
  • Diretor Regional da ACSI América Latina
  • Dr. Mauro Meister
  • Coordenador do CPAJ
  • Prof. Solano Portela
  • Diretor Financeiro do Instituto Presbiteriano Mackenzie
  • Dr. Augustus Nicodemus
  • Chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzi
  • Dr. Marcos Eberlin
  • Professor da UNICAMP
  • Profª Marta Franco Dias
  • Vice Diretora Executiva da ACSI Brasil
  • Profª Dilean Martins
  • Coordenadora Pedagógica da ACSI Brasil
  • Prof. Ricardo Marques
  • Diretor do Colégio Kerigma, Fortaleza
  • Profª Neli Freitas
  • Consultora Pedagógica da ANEP
  • Profª Inez Borges
  • Professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie e Conselheira da AECEP
  • Prof. Wilson do Amaral
  • Secretário da ANEP
  • Paulo Debs
  • Autor de livros infantis
Veja alguns dos workshops que estamos preparando para o evento, alem de outros 30, com diversos palestrantes de todo o Brasil:
UMA ESCOLA COM O CORAÇÃO DE DEUS (Dr. Derek Keenan) – Escolas cristãs desejam ser escolas que refletem o coração de Deus aos seus alunos, pais e comunidade. Há alguns espelhos que podemos usar para ver se é realmente o coração de Deus que está sendo refletido em nós. Toda escola com o coração de Deus terá certas características que podem ser identificadas e avaliadas. Onde estivermos em falta, podemos correr atrás de mudanças, e onde Deus tem nos abençoado, podemos ser gratos e encorajados.

LIVRES PARA VOAR – O ESPÍRITO DO ENSINO (Dr. Derek Keenan) – O “espírito” do ensino é viver a vida privilegiada do professor e esta vida é poderosa, animadora, revigorante e capaz de influenciar. Mas devemos ter uma liberdade de espírito para exercer a plenitude do dom. Começando com o Salmo 142.3, essa plenária explorará a compreensão do “espírito do professor” e a manutenção do mesmo nas nossas escolas e salas de aula.

SUPER SEMINÁRIO PARA PROFESSORES
MANTENDO A ALEGRIA DE ENSINAR (Dr. Derek Keenan) – As demandas do ensino podem ter efeito desgastante ao longo do ano escolar. Esse efeito desgastante é também um efeito cumulativo que pode chegar ao ponto de nos roubar a alegria de servir. O dom de ensinar é o que Deus tem dado a certos indivíduos, os quais Ele deseja que sejam Seu reflexo de uma forma muito especial. Esse dom não está sendo devidamente refletido se não está sendo exercido num espírito de alegria. Esse seminário focaliza em como manter (ou renovar) a gloriosa alegria de ensinar.

WORKSHOP PARA DIRETORES, COORDENADORES E LIDERANÇA
CONFRONTANDO OS INIMIGOS DA EXCELÊNCIA NA LIDERANÇA (Dr. Derek Keenan) Há qualidades, características e fatores comuns de liderança que são desenvolvidos e inseridos na excelência.  Todas as organizações precisam de liderança que confronta os inimigos da excelência e procura uma qualidade de “performance” que beneficia a organização, sua missão e seus funcionários.



Assista a um vídeo sobre o trabalho feito com educadores cristãos no ano passado:




Atenção, o 3o Congresso de Educação Cristã da IPB foi adiado.
Nova data a ser confirmada.



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quarta-feira, abril 06, 2011

Augustus Nicodemus Lopes

Aaahh, agora sim - "Deus" não sabe onde a evolução vai dar...

Por     37 comentários:
Eu nunca havia atentado para o fato de que o teísmo aberto oferece o tipo de deus que alguns evolucionistas teístas tanto precisavam para ser coerentes em sua teoria. A idéia me estalou nesta segunda, conversando com o cientistas cristãos do Discovery Institute em Seattle, que acabam de lançar um livro "God and Evolution" que promete ser uma das críticas mais pertinentes e sérias ao evolucionismo teísta.

Explico.

O evolucionismo teísta acredita que Deus existe e que "criou" a vida na terra através daquilo que a teoria evolucionista chama de processo não dirigido ou intencional, em que mutações acidentais e aleatórias levaram gradativamente à seleção natural e à sobrevivência das espécies mais aptas.

O grande problema aqui com esta teoria são as palavras "não dirigido," "aleatório" e "acidental". Este conceito é fundamental na teoria darwinista. Na verdade, é um de seus pilares. O conceito da evolução repousa neste princípio de que as mutações ocorreram de forma randômica, ao acaso. Como, então, integrar o conceito de mudanças aleatórias com a supervisão do Deus cristão, que é onisciente, onipresente e onipotente? Se Deus é onisciente, como poderia ter inventado um processo natural que se desenrolaria de maneira totalmente imprevisível, acidental e randômica, totalmente fora de seu controle ou conhecimento?

A solução é o deus do teísmo aberto. Esta "divindade," de acordo com os teólogos relacionais, desconhece o futuro e não sabe o que vai acontecer no universo nos próximos minutos. Ou seja, ela serve perfeitamente como o deus do evolucionismo teísta.

É isto que está sendo defendido em anos recentes por evolucionistas teistas. De acordo com os tais, "Deus" implantou no DNA o potencial para as mutações mas não tinha - e nem tem - a menor idéia em que tudo isto vai acabar. O processo evolucionário é autônomo e imprevisível a tal ponto que "Deus" desconhece seu produto final - se é que um dia ele haverá de terminar.

Bem, se é assim, os evolucionistas teístas deveriam mudar o nome para evolucionistas "deístas", uma vez que estes tais acreditam numa divindade remota que criou o mundo como um relógio, deu corda e simplesmente afastou-se. O deus do evolucionismo-deísta-aberto não tem a menor idéia onde tudo isto vai parar. Ainda sou mais Deus.
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terça-feira, abril 05, 2011

Augustus Nicodemus Lopes

Um culto em Mars Hill Church

Por     83 comentários:
Aproveitei uma visita ao Discovery Institute em Seatlle e no domingo fui com meu amigo Davi Gomes à famosa igreja do Mark Driscoll, a Mars Hill Church, localizada em Ballard, próximo ao centro de Seattle. Eu poderia ter ido a várias outras igrejas, inclusive presbiterianas, mas quis conhecer em primeira mão a igreja do Driscoll. Afinal, tem havido tanta controvérsia sobre ele entre reformados que não poderia deixar passar a oportunidade de formar, por mim mesmo, uma opinião sobre sua igreja.

Eu sabia que ele não estaria lá neste domingo. Ele estaria pregando em Chicago. Já conheço bastante o Driscoll através dos podcasts de seus sermões e faltava apenas conhecer seu ministério.

Anoto aqui algumas observações sobre o que vi e ouvi. A primeira delas é quanto à igreja em si. Trata-se de uma edificação térrea, sem andares, que não parece de forma nenhuma com uma igreja. A gente só sabe que é lá porque tem uma placa dizendo “Mars Hill Church” e os horários dos cultos (foto). Uma vez dentro, o local de culto também não parece com nada que eu já havia conhecido. Trata-se de um ambiente enorme, para cerca de 2 mil pessoas, com uma iluminação fraca advinda de enormes abajures pendurados no teto sem forro, sem qualquer entrada para a luz do sol. Cinco telas enormes espalhadas pelo salão ficam transmitindo o culto, passando vídeos e divulgando as programações. O palco tem um púlpito simples ao lado de outra tela onde se projeta os textos bíblicos sendo usados. O pano de fundo são obras artísticas representando temas bíblicos, como a crucificação ou a ressurreição.

Há muita tecnologia visível. Três câmeras gravam e transmitem tudo ao vivo para outras localidades. As telas exibem informações de que os membros podem acompanhar a vida da igreja pelo Twitter ou Facebook. Até mesmo a inscrição nos grupos de comunhão pode ser feita através de mensagens de texto pelo celular! Um jogo de luzes acompanha as músicas. O efeito geral é muito bonito, embora eu pessoalmente não goste muito de efeitos produzidos desta forma durante o culto.

Havia Bíblias disponíveis em toda parte. A versão usada é a ESV, preferida hoje pelos reformados em lugar da NVI e da King James. As cópias disponíveis eram personalizadas para uso da Mars Hill.

O ambiente no geral era totalmente informal. As pessoas pareciam estar totalmente à vontade, embora houvesse um respeito evidente a julgar pelo silêncio absoluto que acompanhava cada leitura da Bíblia, oração e mesmo a pregação. Não havia gente se levantando e andando pelo salão durante o culto. Mesmo as crianças ficavam perto de seus pais. É um ambiente acolhedor, confortável, informal, ao mesmo tempo que também é reverente e respeitoso.

Quanto às pessoas que estavam no culto, eu esperava encontrar cabeludos tatuados com brincos no nariz e na orelha desmontando de enormes Harleys barulhentas. Negativo. Entre as pessoas que vi, apenas uma ou duas tatuadas e uma somente com brinco na orelha – uma proporção absolutamente normal mesmo para padrões brasileiros. A maioria era de jovens adultos vestidos de maneira absolutamente normal. Muitas crianças e adolescentes e uns poucos velhos. Eu diria, julgando pelos carros estacionados, que não são pessoas da classe alta, mas americanos de classe média baixa.
Se me recordo corretamente, a seqüência do culto foi esta: abertura com leitura de Hebreus 12 e uma breve oração, dois cânticos (já já falo sobre isto), um testemunho, avisos das atividades da igreja, mais um cântico, pregação (cerca de 45 minutos), oração, celebração da Ceia, testemunhos, recolhimento de ofertas, mais dois cânticos e pronto. Durou tudo cerca de 2 horas. Embora eu pessoalmente prefira um culto mais litúrgico, não me senti um peixe fora d’água. Não gostei da mistura de avisos com o culto, mas tirando isto, de fato o centro do culto foi Cristo e sua obra.

Alguns comentários sobre as diferentes partes do culto. Primeiro, as músicas. O louvor estava a cargo de uma banda que tocou todas as músicas no estilo rock, com a bateria pegando pesado e solos de guitarra. Apesar disto, não houve gente dançando e nem requebrando, apesar das palmas. O Davi me chamou a atenção depois para ao fato de que várias das músicas eram hinos tradicionais tocados neste estilo – eu na verdade só havia reconhecido um! Não me admira, então, que gostei de todas as letras! Eu pessoalmente prefiro outro estilo musical para a adoração e exultação, mas entendo que este estilo musical alcança bem as pessoas aqui no contexto de Seattle, da geração que Mars Hill tem como alvo. A banda era muito boa, tocou em nível profissional, ao contrário das improvisações e do amadorismo que encontramos em muitas de nossas igrejas.

Uma coisa que apreciei foi que o dirigente do louvor não ficava dando bronca na igreja entre as músicas nem tentando fazer a ponte entre uma música e outra citando passagens da Bíblia. Ele entendia perfeitamente que a missão dele era conduzir o louvor e se ateve exatamente a isto. Outra coisa positiva foi que não tentavam ficar fazendo fundo musical durante as orações ou palavras de exortação do pastor.

Segundo, a pregação. Como eu disse, não foi Mark Driscoll quem pregou, mas um pastor da equipe daquela igreja. O que me chamou a atenção, antes de qualquer coisa, foi que ele e um outro pastor que dirigiu a liturgia se vestiam exatamente como Driscoll: calça jeans, camisa por fora das calças e tênis! Até na maneira de falar e gesticular havia a sombra do Driscoll. Quero crer que Mark teve um impacto muito forte na sua equipe e que esta semelhança não é intencional ou proposital.

Bom, o sermão foi em Lucas 17, a cura dos dez leprosos. Foi uma excelente exposição bíblica. As idéias teológicas eram claramente reformadas, como a doutrina da depravação total, a soberana graça de Deus e a salvação pela fé somente, na obra completa e eficaz de Cristo. A linguagem era fácil, respeitosa, limpa, havia muitas ilustrações e o tom era bem evangelístico. Não houve apelo para as pessoas levantarem a mão aceitando Jesus e nem para virem à frente, mas houve um forte apelo para que aqueles que foram tocados pela mensagem procurassem os pastores ao final.

Durante o sermão as pessoas ficaram absolutamente silenciosas, escutando atentamente a pregação. Era evidente que o sermão era o centro do culto e foi a parte que mais demorou. As músicas escolhidas giravam em torno do tema da mensagem, que foi a graça de Deus em tocar pecadores perdidos, como Jesus tocou aqueles leprosos.

Terceiro, os testemunhos. Ao final da mensagem, depois da Ceia, um dos pastores desceu e foi conversar com algumas pessoas, e escolheu três para darem testemunho de como Cristo havia tocado suas vidas, à semelhança dos leprosos. Foram testemunhos sóbrios, curtos e bem focados. Um em especial emocionou a todos, de um pai cuja filha havia morrido na semana anterior. A confiança deste pai em Jesus Cristo e na ressurreição causou uma profunda impressão em muitos.

Quarto, a celebração da Ceia. Este foi talvez o ponto que achei mais fraco. Devido à grande quantidade de pessoas, há vários pontos no salão onde ficam disponíveis uma taça de vinho e outro de suco de uva, ao lado de uma cesta de pão sem fermento. As pessoas que querem participar chegam, molham um pedaço de pão no vinho ou no suco de uva, e retornam para seus lugares. Uns comem na hora, outros esperam mais para o final, ficou meio desorganizado e se perdeu o senso de comunhão. Também faltou uma explicação mais clara sobre o que era a Ceia e o que os elementos representam. Todavia, é preciso ressalvar que eles não encorajam a que todos participem. Foi dito claramente que se alguém tem consciência de pecados cometidos e não resolvidos, que não deveria participar.
A brochura distribuída no balcão de visitantes, à entrada do salão de cultos, informa que eles têm celebração da Ceia em todo culto – algo a que João Calvino teria dado um retumbante “amém”!

A impressão geral é que o culto é voltado para pessoas quebradas, estragadas pelo pecado, necessitando de arrependimento, perdão e encorajamento. É tudo muito focado na graça. É o tipo de igreja em que pessoas arrebentadas por seus próprios erros e pelos erros de outros se sentirão acolhidas, perdoadas e respeitadas. Estou falando de usuários de drogas, prostitutas, gente que foi abusada sexualmente, mulheres espancadas – enfim, o catálogo é enorme. Em Mars Hill esse pessoal é recebido e a ministração é voltada especialmente para eles. A mensagem do Evangelho e o chamado ao arrependimento e reconciliação com Deus são proclamados muito claramente.

Ao final, penso que o modelo de Mars Hill provavelmente não funcionaria no Brasil, a não ser em alguns ambientes específicos. Mas, penso que o princípio por detrás de Mars Hill merece nossa consideração. Ou seja, que nós, reformados no Brasil, precisamos encontrar uma maneira de ser reformados que seja mais eficaz e relevante para nossa própria cultura, sem comprometer princípios bíblicos. Precisamos refletir seriamente sobre o quanto na tradição reformada é inegociável por ser bíblico, e o quanto pode ser alterado e mudado por representar apenas a maneira reformada de ser de nosso pais e avós séculos passados.
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domingo, abril 03, 2011

Augustus Nicodemus Lopes

O irmão crente do ateu Hitchens

Por     37 comentários:

Quase por acaso me caiu nas mãos um livro escrito pelo irmão do famoso ateu Christopher Hitchens. Eu estava numa reunião em São Paulo com um representante de uma conhecida editora, discutindo sobre a publicação de um livro de minha autoria. Ao término da reunião ele me entregou um livro em inglês e disse que ele havia sido cogitado para ser traduzido em português e publicado no Brasil, mas a editora decidiu não fazer por entender que não teria público para ele.

Tratava-se de "The Rage Against God - How atheism led me to faith" ["A Ira contra Deus - Como o Ateísmo me Levou à Fé"], de Peter Hitchens, publicado em 2010 pela Zondervan. Meu amigo me perguntou se eu tinha interesse no assunto. Respondi que sim pois, coincidentemente, eu havia tentado trazer Christopher Hitchens para um debate sobre ateísmo e fé em Deus no Mackenzie ano passado. A tentativa acabou fracassando porque Christopher foi diagnosticado com câncer e cancelou os compromissos internacionais. Ganhei o livro de presente. E aproveitei uma viagem aos Estados Unidos, as horas monótonas de vôo e a espera em aeroportos, para lê-lo.

Embora Richard Dawkins seja o ateu mais famoso do mundo, Christopher Hitchens tem sido considerado por muitos como mais eficiente em promover o ateísmo. Extremamente inteligente, excelente debatedor e movido por uma raiva profunda contra Deus e o Cristianismo, bem como contra as religiões em geral, Christopher tem empreendido uma cruzada ao redor do mundo - impedida agora em parte por sua doença - contra a fé em Deus, que ele considera a raiz de todos o males que já acometeram a raça humana.

Qual não foi minha surpresa ao descobrir que ele tem um irmão, Peter Hitchens, igualmente inteligente e capaz, que seguiu o caminho contrário de seu irmão ateu. Neste livro,  Peter conta  como ele e Christopher perderam a fé em Deus por volta dos 14 anos de idade. Ambos foram criados num lar protestante na Inglaterra. Seus pais eram da Igreja Anglicana e costumavam freqüentar os cultos, embora fossem cristãos nominais.

A secularização brutal da Europa depois das guerras, o avanço do racionalismo e a perda da esperança e da confiança nos valores que um dia marcaram a Inglaterra levaram ambos a se declarar ateus quando ainda na escola. Peter celebrou sua libertação da religião e de Deus queimando uma Bíblia King James no pátio da escola, perante seus amigos.

Tanto Christopher quanto Peter se tornaram jornalistas bem sucedidos. Christopher se tornou cada vez mais raivoso contra a fé em Deus e aos poucos colocou como alvo supremo de sua vida atacá-la e destruí-la de todas as maneiras possíveis. Peter permaneceu ateu, e embora desprezasse profundamente todos que cressem Deus, não tinha a atitude beligerante de seu irmão.

No livro, Peter atribui seu retorno à fé a alguns fatores. Primeiro, sua experiência na Rússia durante cinco anos como correspondente estrangeiro. A frieza, dureza, desconfiança, rudeza e desumanidade da cultura e civilização da Rússia ateísta, bem como o fracasso do socialismo ateu o levou a uma comparação com a civilização cristã da Inglaterra. Segundo, sua experiência no Iraque como correspondente durante a guerra do Golfo. Ali, mais uma vez, ele percebeu a diferença de uma cultura moldada pelos valores cristãos.

O sub-título do livro, "Como o Ateísmo me levou à fé," é uma referência à constatação que Peter fez, em contato com culturas anti-cristãs, do efeito destruidor do ateísmo na vida das pessoas. Num certo sentido, é o contra argumento da bandeira levantada por seu irmão ateu, Christopher, de que a fé em Deus está por detrás dos maiores males ocorridos na humanidade. Aparentemente, Christopher não levou em consideração os males causados pelos regimes socialistas ateístas.

O evento aparentemente decisivo para a conversão de Peter ocorreu uma vez em que ele estava viajando pelo interior da França com sua namorada. Acabaram visitando uma igreja do século XVI onde há uma pintura famosa de Rogier van der Weyden, chamada de "O Último Julgamento". Ao contemplar a parte do quadro em que os ímpios, em horror, caminham para o inferno em chamas, ele foi abalado por um medo incompreensível de que, se realmente houvesse um inferno, ele seria um dos condenados a passar a eternidade em tormentos.

Peter saiu dali abalado e aos poucos começou a perder sua fé humanista num mundo sem Deus. Ele sentiu que precisava de uma fé que trouxesse sentido ao mundo. E assim, sua jornada de volta começou. Mais tarde sua namorada, uma marxista atéia, também se tornou crente em Jesus Cristo. Ambos se tornaram membros da Igreja Anglicana, onde permanecem até hoje.

Fiz algumas contatações da leitura do livro. Primeiro, que ser ateu é uma decisão que uma pessoa toma "pela fé". O ateísmo é uma religião tanto quanto o Cristianismo. Segundo, que Deus é poderoso para mudar corações, transformar vidas, arrebentar bastiões da incredulidade e salvar homens e mulheres para Sua glória, quando humanamente falando não haveria possibilidades. Terceiro, que não devemos perder as esperanças com nossos jovens, quando mostram fascinação pelos argumentos aparentemente científicos apresentados pelos evangelistas do ateísmo como Dawkins e Hitchens. Oremos para que cedo ou tarde eles percebam que ser ateu é uma escolha precedida por um ato de fé, e não a conseqüência lógica da ciência.

Quando Christopher Hitchens foi diagnosticado com câncer, alguém lhe perguntou se isto não o faria rever sua posição. Ele respondeu sarcasticamente, "se você me vir dizer que agora creio em Deus, é porque o câncer já comeu meu cérebro." 

Veremos. O Deus que mudou a vida de seu irmão pode também mudar a vida de Christopher - sem que ele tenha de ter seu cérebro atingido pelo câncer.
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quarta-feira, março 30, 2011

Augustus Nicodemus Lopes

A Fraternidade Mundial Reformada se Reúne nos Estados Unidos

Por     8 comentários:
Esta reunião, na verdade, é do Conselho Diretor da Fraternidade Mundial Reformada, que acontece anualmente em alguma parte do mundo. A reunião do plenário acontece a cada quatro anos. Ano passado o plenário se reuniu na Escócia e fizemos o registro aqui no blog. A próxima plenária está planejada para 2014, talvez na Austrália.

Aqui em Bethesda, estado de Maryland, próximo a Washington D.C., estamos reunidos nas dependências da Fourth Presbyterian Church, uma igreja da PCA (conservadora) com cerca de 3 mil membros. Somos cerca de 35 presentes, representando os seguintes países: Estados Unidos, Inglaterra, Escócia, Irlanda, França, Coréia, China, Indonésia, Índia, África do Sul, Etiópia, Argentina, Porto Rico, Austrália, entre outros.

Os principais pontos da reunião são estes: (1) Aprovar a Declaração de Fé da Fraternidade - estamos ainda em discussão no plenário, mas encaminhados para a finalização. Faz seis anos que a Comissão de Teologia vem trabalhando nessa declaração. Tenho o privilégio de fazer parte desta comissão desde o início, representando a Igreja Presbiteriana do Brasil e meu próprio país. Esta declaração, que não é uma confissão de fé destinada a substituir outras, já está no site da Fraternidade em sua forma provisória.

(2) Discutir e preparar uma consulta sobre Ministérios Reformados entre Muçulmanos - já tivemos apresentações das vitórias e dificuldades dos que estao trabalhando nessa área e estamos caminhando na direção de marcar um grande evento sobre o assunto. O assunto é realmente difícil e sério. No Brasil temos um milhão de muçulmanos.

(3) Educação teológica entre as igrejas afiliadas que estão passando por uma necessidade muito grande de obreiros, material, recursos financeiros. Houve uma apresentação de irmãos da África sobre as necessidades das missões reformadas naquele continente e especialmente a necessidade de educação teológica e preparação de lideranças. Atualmente, há perto de 400 milhões de cristãos na África, com previsão de 1 bilhão para 2050. E muitos reformados entre eles! Mas somente 5% dos pastores africanos têm algum treinamento teológico. A apresentação foi feita por Dr. Mwaya Kitavi.

No geral, o quadro mundial é positivo. Existe o claro reconhecimento de que a maior concentração de reformados no mundo está se movendo para África, Ásia e América Latina, acompanhando movimento similar do Cristianismo.

Tive uma boa conversa com Pierre Berthoud, teólogo e pastor francês reformado, que me encorajou sobre a situação dos cristãos em França, após eu ter lido um artigo que falava da crescente secularização da Europa com previsões de zero ou quase nenhum cristão em mais 50 anos. Lembramo-nos de previsões similares em anos anteriores, que em se previa que a ciência e o iluminismo haveriam de acabar com a fé cristã em pouco tempo - e que falharam redondamente!

Orem pela igreja no mundo. Há muitas perseguições, necessidade de Bíblias e treinamento e as portas estão abertas como nunca para a proclamação do Evangelho. No Brasil somos felizes e não sabemos.
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quinta-feira, março 24, 2011

Mauro Meister

Cristianismo e Política - Videos

Os vídeos do II Congresso Internacional de Religião, Teologia e Igreja, no qual falaram Wayne Grudem, Solano Portela, Augustus Nicodemus e Hernandes Dias Lopes estão disponíveis na internet. Passe pela nossa página de conteúdo de eventos!


Part 1: Basic Principles

Chapter 1: Five Wrong Views about Christians and Government (este capítulo está disponível neste link, no formato PDF)
Chapter 2: A Better Solution: Significant Christian Influence on Government
Chapter 3: Biblical Principles Concerning Government
Chapter 4: A Biblical Worldview
Chapter 5: The Courts and the Question of Ultimate Power in a Nation
Part 2: Specific Issues
Chapter 6: The Protection of Life
Chapter 7: Marriage
Chapter 8: The Family
Chapter 9: Economics
Chapter 10: The Environment
Chapter 11: National Defense
Chapter 12: Foreign policy
Chapter 13: Freedom of Speech
Chapter 14: Freedom of Religion
Chapter 15: Special Groups
Chapter 16: The Problem of Media Bias: When the Watchdogs Fall Asleep
Chapter 17: Application to Democratic and Republican Policies Today
The five views that Grudem argues against in the first chapter are:
  1. Government should compel religion
  2. Government should exclude religion
  3. All government is evil and demonic
  4. Do evangelism, not politics
  5. Do politics, not evangelism
Nas oficinas falaram:
Franklin Ferreira: "Na presença de governadores e de reis": modelos da relação da Igreja com o Estado e o Espectro Político.
Heber Carlos de Campos: A Política, Deus e o Cristão (Executivo do Congresso).
Paulo Rodrigues Romeiro: O pentecostalismo e a política partidária no Brasil.
Fabiano de Almeida Oliveira: A Raiz Religiosa da Esfera Pública.
Heber Carlos de Campos Jr.: Trazendo a fé da esfera privada para o cenário público.
Wilson Santana Silva: Gilberto Freyre - literatura, política e religião.

Quem perdeu, tema agora a oportunidade de assistir as palestras do congresso. Aproveite. 
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segunda-feira, março 21, 2011

Augustus Nicodemus Lopes

Small is Beautiful?

Por     17 comentários:
Como eu já disse em outras postagens, sempre achei curioso, para dizer o mínimo, que liberais estejam aderindo ao movimento de "formação espiritual" ou simplesmente "espiritualidade." Não estou dizendo que todo mundo envolvido neste movimento é liberal. Conheço vários que não são. Mas certamente é intrigante ver liberais fazendo palestras sobre espiritualidade e defendendo suas práticas.

Também já mencionei antes algumas razões pelas quais, na minha opinião, isto ocorre.  Essa semana pensei em mais duas delas, que permitem ao movimento de espiritualidade justificar a existência de igrejas minúsculas, que não crescem e que são voltadas para obras sociais. Ou seja, igrejas típicas dos liberais. Explico.

Primeiro, o movimento de espiritualidade ataca as igrejas grandes por fomentar o ativismo e o envolvimento dos seus membros em múltiplas atividades, sem lhes deixar tempo para meditar, jejuar, ficar em silêncio ou praticar as disciplinas espirituais. Além disto, estas igrejas grandes, conforme a análise dos espiritualistas, acabam estimulando o materialismo e a busca de posições sociais e financeiras melhores, deixando de enfocar a vida espiritual. Partindo do entendimento de que os cristãos deveriam ser mais contemplativos, alguns adeptos do movimento da espiritualidade defendem uma espécie de retiro espiritual -  talvez um pouco semelhante aos monges da idade média - como o modelo ideal de cristianismo para o mundo moderno afogado em materialismo individualista, consumismo e indiferença. Assim, igrejas minúsculas, que não evangelizam, não crescem, e que vão minguando a cada ano, como as igrejas dos liberais, podem justificar esta situação de estagnação. O argumento é este: números não expressam qualidade e melhor do que evangelizar multidões e ganhá-las para Cristo é usar as igrejas como uma espécie de mosteiro evangélico, paraísos de contemplação e meditação, onde os crentes que ainda restam podem praticar os exercícios espirituais e se aperfeiçoar, enquanto esperam a morte chegar.

Segundo, o movimento de espiritualidade critica as grandes igrejas por não darem a devida atenção às questões que consideram realmente essenciais. Os espiritualistas as acusam de prosperidade, prestígio, poder e outras coisas que seriam contrárias à teologia da cruz, do sofrimento, da pobreza e da renúncia. Enquanto ficam pregando avivamento, crescimento, conversão, as grandes igrejas esquecem dos pobres,  abandonados, excluídos, marginalizados que povoam as periferias e os centros das grandes cidades. Aqui, os ícones são os padres e monges maltrapilhos, sem vintém, que andam pelas ruas recolhendo os bêbados, os sem teto, os drogados e as prostitutas para lhes dar pão, sabão e abrigo. Para eles, o Evangelho reside nisto. Não Lutero ou Calvino, mas Francisco de Assis e Madre Tereza. Dessa perspectiva, igrejas liberais minguantes, cujos últimos membros ainda saem pelas ruas à noite dando o sopão aos desvalidos, podem justificar o status quo.

Bem, há vários pontos do raciocínio líbero-espiritual que me parecem corretos. Como, por exemplo, a crítica pertinente feita à mega-igrejas voltadas para prosperidade, poder e prestígio, sem tempo e sem interesse em exercícios espirituais. Aprecio também a preocupação para com os pobres e necessitados.

Todavia, algumas outras coisas precisam de reparo, como a teimosia dos liberais em não reconhecer que muito do esvaziamento violento sofrido nas suas igrejas nas últimas décadas se deve ao... liberalismo! Em vez de atacar a causa real da sangria que vem acontecendo nas denominações onde eles dominaram os seminários, as instituições e assumiram a sua direção, alguns liberais preferiram adotar uma concepção de cristianismo que justifique o declínio cada vez maior de jovens e o envelhecimento de suas igrejas locais, que é se isolar do mundo para jejuar e meditar, e depois sair para distribuir sopa.

Eu estaria realmente totalmente errado se fosse contra os exercícios espirituais como oração, meditação e jejum, ou ainda contra socorrer os pobres em suas necessidades. Eu sou contra, todavia, em se usar estas coisas como uma cortina de fumaça que oculta as verdadeiras causas da diminuição anual no rol de membros de igrejas liberais. Sou contra a idéia de que igrejas grandes não podem ser espirituais, comprometidas com questões sociais ou oferecer condições para a comunhão de seus membros. Sou contra o conceito de que small sempre é beatiful. Sou contra a idéia de que se uma igreja decadente virar uma ONG, ou um mosteiro, ela legitimiza sua situação de declínio.

Não estou defendendo o movimento de crescimento de igrejas e nem o movimento de igrejas emergentes. Muitas destas igrejas se tornaram grandes por oferecer um Evangelho distorcido, que apela para as necessidades menores e secundárias das pessoas e que deixa de tratar das maiores. Para mim, igrejas pequenas podem e têm sido uma bênção. Nem sempre igrejas são pequenas porque estão morrendo. Mas quando igrejas dominadas por liberais continuam a minguar ano após ano, enquanto aquelas que pregam o Evangelho bíblico crescem, temos de procurar a causa da estagnação na teologia destas igrejas.

Em resumo, pode haver casos em que liberais se tornam seguidores da espiritualidade dos monges da Idade Média porque mosteiros sempre foram um escape para os que nunca quiseram ir ao mundo e ganhá-lo para Cristo.
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sexta-feira, março 18, 2011

Mauro Meister

Escritura em Foco

Um dos projetos do Centro Presbiteriano de Pós-Graduação é a produção de um programa de TV chamado Escritura em Foco. No momento, dentro do programa estamos produzindo duas séries, uma chamada Terra de Deus e outra chamada A Mensagem dos Evangelhos. Os programas são gravados em HD e estão sendo transmitidos num canal experimental do Mackenzie, que, por enquanto, só vai ao ar na TV aberta, em São Paulo (60).  Abaixo, um clipe do programa 2, sobre o Tabernáculo e o Templo.

 

E agora, mais um clipe, do Escritura em Foco 1

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segunda-feira, março 14, 2011

Mauro Meister

Congresso Internacional de Teologia - Wayne Grudem

Hoje à noite o Dr. Wayne Grudem vai falar no II Congresso Internacional de Religião, Teologia e Igreja no Mackenzie. O tema de hoje à noite será sobre cinco visões erradas sobre cristianismo e política. Você pode assistir as palestras principais do evento AO VIVO na IPBTV. É uma grande oportunidade para quem não tem como vir.

Tivemos o prazer de almoçar com ele, os escritores deste blog e ainda, Heber Carlos de Campos Jr., Fernando Almeida, Franklin Ferreira e Tiago Santos.

Teremos livrarias das editoras Cultura Cristã, FIEL e Vida Nova.  Veja aqui o programa completo do evento.


Depois de São Paulo o Dr. Grudem, junto com Franklin Ferreira e Jonas Madureira, participará de um evento em João Pessoa, PB, realização de Edicões Vida Nova.


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segunda-feira, fevereiro 28, 2011

Mauro Meister

Treinamento do Logos Bible Software

O Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper tem uma parceria com a Logos Bible Software, uma publicadora de livros teológicos e ferramentas de pesquisa bíblica eletrônicos. O software propriamente dito, é gratuito. O que é comprado são os livros e ferramentas, que podem ser adquiridos individualmente ou em pacotes. 

As vantagens dos livros eletrônicos são imensas pela sua indexação e integração, além dos pacotes de pesquisa por passagem bíblica, guias exegéticos, temáticos e muitos outros. São muitas as possibilidades dentro do software, só vendo para entender! Além disso, o Logos faz a integração com o iPhone, iPad e sistemas Android, além de uma versão online na qual você acessa boa parte da sua biblioteca de qualquer computador, pelo site Biblia, inclusive os textos originais (eu consigo abrir 728 dos meus livros em qualquer computador conectado à rede). As versões da Bíblia da Sociedade Bíblica do Brasil estão disponíveis para a versão Windows e Mac do Logos (Biblioteca Digital da Bíblia).

Nos dias 21 e 22 de março teremos um curso do Logos e eu pensei que entre nossos leitores teríamos alguns interessados.O pacote exigido para este curso é o pacote Scholar's. O instrutor será o professor residente do CPAJ, Tarcízio Carvalho.

Nesta página você pode acessar os dados do curso:
http://www.mackenzie.br/cursologos.html
Nesta página você pode acessar os dados do programa de descontos acadêmicos:
http://www.mackenzie.br/fileadmin/Mantenedora/CPAJ/swf/index.html
Este é o site da Logos: 

Para inscrição no curso, escreva para academicocpaj@mackenzie.br

Se houver um grupo interessado neste curso em uma região, podemos levar o curso até você. Escreva para academicocpaj@mackenzie.br para obter maiores informações.

Disclaimers:
1. Não somos representantes comercias da Logos e não vendemos os produtos da Logos. Caso vá fazer o curso, a compra é feita diretamente com a Logos nos Estados Unidos com cartão internacional.
2. Vou responder perguntas sobre o Logos desde que o leitor tenha tido o mínimo trabalho de buscar nos sites indicados as informações básicas.

Se você não tem qualquer interesse em livros eletrônicos, existe algo que pode mudar sua opinião e recomendo que assista o filme abaixo:




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