
Então, o islamismo é uma religião Pacífica?
O
mundo está chocado com mais essa demonstração de violência de militantes
muçulmanos ocorrida na França. Chefes de estado se preparavam para participar da marcha de repúdio aos assassinatos, neste domingo 11 de janeiro de
2015, que reuniu milhões de pessoas, quando o presidente da França François Hollande
emitia essa declaração: “Esses terroristas nada têm a ver com a religião muçulmana”.
Nesse meio tempo, a imprensa divulgava as palavras de um dos terroristas,
Amedy
Coulibaly, o homem que tomou de assalto o supermercado judaico em Vincennes,
responsável por cinco das 17 mortes contabilizadas nesses atos de violência.
Uma emissora de rádio gravou toda a sua argumentação e defesa dos seus
tresloucados atos e de seus companheiros. Ele fundamenta a violência e os
assassinatos exatamente na fé muçulmana que professa.
Mas
a desencontrada afirmação, que contradiz as evidências, não tem sido emitida
apenas por Hollande. O longo histórico de violência cometido por muçulmanos tem
sido acompanhado pela tentativa renitente da mídia de esquerda em dissociar
violência de islamismo. Jornalistas referem-se repetidamente a que atos de
violência refletem apenas o “islamismo radical” e ressoam o bordão do Presidente
Obama, de que “o islamismo é uma religião pacífica”, procurando dissociar as
ações violentas dessa fé professada. Será?
A
imprensa e governantes talvez assim se expressem temendo os movimentos que vêm
surgindo na Europa contra o avanço islâmico no ocidente. Em janeiro de 2015, na
Alemanha, a passeata do movimento PEGIDA (sigla, em alemão, para Europeus
Patrióticos Contra a Islamização do Ocidente) despertou vários pronunciamentos
da mídia fazendo ilações dessas reações com o que chamam de “Islamofobia”.
Outros movimentos surgem na própria França, na Holanda e em outros países onde
a presença dos maometanos é não somente muito visível, como crescente. Assim, tanto
políticos como jornalistas querem nos convencer, que o islamismo não é uma
ameaça real, mas apenas uns poucos extremistas. É lógico que não desejamos
apoiar movimentos que apresentem ódio e discriminação civil a muçulmanos. Mas
podemos fechar os olhos à associação de violência com o islamismo?
Os
atentados na França despertam muita comoção porque foram perpetrados contra um
órgão de imprensa, mas nem de longe são representativos do horror da continuada
violência de origem muçulmana que tem martelado o mundo. Homens e carros-bombas
são ocorrências quase diárias no oriente médio. As execuções em massa e a
decapitações do chamado Estado Islâmico (“EI” ou “ISIS”) são atos impar de
barbárie, justificados por profunda convicção de que Alá aprova esse
envolvimento em uma “guerra santa”. As ações repugnantes do Boko Haram (o nome
significa proibição de educação ocidental), na Nigéria, são apresentadas como “conversão”
ao islamismo das adolescentes raptadas, e a indiscriminada matança que eles
promovem, são praticadas com perturbadora tranquilidade e seus porta-vozes as
fundamentam no Corão – quase na mesma semana em que 17 foram mortos na França,
eles dizimaram centenas na cidade de Baga (as estimativas de mortos, espalhados
pela cidade, variam de 200 a 2.000 pessoas – ninguém sabe ao certo). Não
precisamos nem lembrar os ataques às torres gêmeas, em Nova York, com as quase
3.000 mortes. Nos últimos anos, violência e ameaças que cruzam as linhas
internas do islamismo têm sido praticadas contra escritos, charges e
pronunciamentos de personalidades. Os “militantes” e os vários Imãs que os
apoiam nos informam que tudo ocorre sob a tutela e aprovação de Maomé. O
próprio incidente na França é uma expressão mais cruel do que já vinha sendo
anunciado desde que, nos idos de 2005, o jornal Dinamarquês “Jyllands-Posten”
publicou 12 cartuns sobre Maomé, caracterizando-o como terrorista. Aquele
periódico foi alvo de violentos protestos e ameaças dos muçulmanos.
Também
em 2005, o Papa Bento XVI fez um pronunciamento caracterizando a religião
islâmica como violenta (na realidade ele estava tão somente citando registros
de pronunciamentos de Manoel II Paleologus, emitidos em 1391). O que aconteceu? Os islâmicos promoveram
violentos protestos para provar que não eram violentos! Em Basra, no Iraque, a
efígie do Papa foi queimada e, no Oriente Médio, muçulmanos jogaram bombas
incendiárias em sete igrejas católicas, como se pudessem provar, pela
violência, que o islamismo não é violento.
E
as ocorrências no antigo império soviético? Em 2002, rebeldes muçulmanos chechenos
ameaçaram mandar pelos ares centenas de pessoas, no Teatro Dubrovka, em Moscou.
Isso gerou uma desastrada intervenção, característica da competência russa com
inúmeros mortos (morreram 54 terroristas e quase 100 reféns). Na mesma Rússia,
em setembro de 2004, outra brigada de muçulmanos chechenos fez 1200 mulheres e
crianças reféns, em uma escola de Beslan, provocando um morticínio em massa – e
haja mais intervenção russa desastrada (morreram mais de 330 mulheres e
crianças).
Quando
a grande mídia, em quase sua totalidade, fica apontando que a agenda de desprezo
pela vida humana é característica apenas de algumas das correntes islâmicas,
repetindo essas afirmações ad nauseam, fecham-se os olhos do mundo para o fato de que a
própria religião realmente abraça e encoraja a violência e a sua propagação
pela espada. Estudemos os xiitas e sunitas; arábios e indonésios; correntes supostamente
moderadas e outras classificadas como extremistas; afro-americanos convertidos
ao islamismo e os tradicionais muçulmanos: encontraremos a violência recorrente
em todas essas vertentes, em grande parte dessas vezes, contra si mesmos.
O
que o incidente da França tem em comum com todos esses outros ao longo da
história contemporânea? O Corão e a religião islâmica. Mesmo que tenha virado
moda confundir, em vez de esclarecer, e dizer que o cristianismo também é uma
religião de sangue, que propaga a sua fé pelas guerras, etc. Mesmo que ouçamos
essa inverdade repetida constantemente, o cristianismo verdadeiro não tem esse
argueiro ou trava no olho. Como instituição ou religião não exaltou os
suicidas, nem encorajou massacre de inocentes, nem reagiu com violência às infames
blasfêmias do Charlie Hebdo. Raros fatos pontuais da história, em que um
segmento ou outro de cristãos confundiu a Espada do Espírito com a de metal,
não provam a regra. A verdade é que O CRISTIANISMO É PACÍFICO. Cristo ensina
que a nossa luta não é contra carne e sangue. Ela é espiritual e não é vencida
pela violência.
No
entanto, se dermos uma olhadinha no Corão (Sura 9.5). Não há dúvida sobre o que
ensina o Islamismo: “Assim, quando os meses sagrados passarem, então matem os idólatras aonde
quer que possa encontrá-los e leve-os cativos e encurrale-os e espere por eles,
em cada emboscada...” Ou
(Sura 4.56) : “… com relação
àqueles que não creem em nossas comunicações, faremos com que adentrem o fogo;
com tanta frequência que suas peles serão totalmente queimadas. Mudaremos elas
por outras peles, para que possam experimentar o castigo; certamente Alá é poderoso
e sábio”. Realmente,
não é um exagero equacionar islamismo com violência – ela está na raiz dessa religião
falsa.
Então
não existem muçulmanos pacíficos? Claro que sim. Mas, com toda probabilidade, eles
ou são incoerentes com os documentos da fé que professam, ou fazem parte de um
segmento oprimido pelo próprio islamismo. Não estamos dizendo que muçulmanos
pacíficos sejam hipócritas, mas afirmamos que o germe da violência (que é
expressão do anticristo, contrapondo-se à paz, que vem de Deus) está no
islamismo. Se forem seguidas as consequências lógicas dessa religião, esse
germe cria raiz, se aprofunda e desabrocha em violência. O grande lado cruel, e
ao qual devemos demonstrar extrema sensibilidade, é que grande parte dos
pacíficos são os muçulmanos oprimidos por muçulmanos opressores: mulheres,
crianças, homens que amam suas famílias acima da pressão circunstante (“peer
pressure”) dos semelhantes – uma característica do islã. Nesse caldeirão, as
crianças vão crescendo olhando para a violência como uma forma de redenção e de
rito de passagem de uma lado (o oprimido) para o outro (o opressor). Quantas mulheres,
por vezes, não são pressionadas, ou cooptadas, a aderir à violência? Chega-se
ao absurdo de se utilizarem, agora, de “meninas bombas”, como o Boko Haram fez
no dia 10 de janeiro de 2015, na Nigéria (dizimaram 20 pessoas inocentes). O
incidente na França fará com que esses pacíficos aflorem e resistam à
violência? Não sei. Prouvera Deus que assim fosse, mas não tenho muita
esperança disso.
Condeno o ataque ocorrido na França. Condeno as demonstrações de
violência do islamismo, agora e em todas as épocas. Não me sinto obrigado,
entretanto, a me identificar com a irreverência (termo que era pejorativo e
hoje serve de elogio) e desrespeitos praticados pelos cartunistas e editores,
ou a apoiar – sob pretexto de preservação da liberdade – as blasfêmias indiscriminadas
presentes naquele Pasquim de segunda categoria (definitivamente, não sou
Charlie), para protestar contra os assassinatos praticados em nome de Alá.
Desprezo as ilações que têm sido feitas pela imprensa contra o cristianismo,
como se andássemos de mãos dadas com os violentos da Terra. Não sou
islamofóbico – o que quer que isso signifique – mas procuro ir além das versões
superficiais apresentadas.
Por fim, a vigilância e repressão por meio das autoridades constituídas
é o meio imediato, por certo, para garantir a vida e o direito de ir e vir. No
entanto, concordo com as palavras do Rev. Ageu Magalhães, que escreveu a propósito
dos incidentes na França:
As ações militares são necessárias para frear o
terror e a injustiça, todavia, são paliativas. Morrem 100 terroristas, nascem
1.000, dispostos a vingar os que morreram. A solução passa pelo Evangelho,
transformando terroristas em servos de Jesus Cristo. Esse é o único remédio
eficaz. Não sabemos o quanto de muçulmanos ainda se converterão ao Evangelho,
mas sabemos que nosso dever é ir, enviar, orar e sustentar.
Essa é a mensagem de paz que caracteriza os verdadeiros cristãos. A paz
de Cristo é o que precisamos agora e sempre.
Solano Portela