quinta-feira, julho 30, 2009

Davi dançou, eu também quero dançar!

Este é um dos argumentos que mais escuto da parte daqueles que defendem a "dança litúrgica" durante os cultos públicos nas igrejas evangélicas. Se o rei Davi dançou diante da arca de Deus, quando a mesma estava sendo trazida de volta para Jerusalém, por que nós não podemos, da mesma forma, expressar nossa alegria diante de Deus em nossos cultos, com danças de caráter religioso? Afinal, a Bíblia menciona não só Davi, mas Miriã e outras pessoas que dançaram de alegria na presença do Senhor (a imagem ao lado de Davi dançando é do famoso pintor francês James Tissot).

Não consigo me convencer com este argumento. Eu sei que existem outros, mas este, em particular, não me convence. Não é que eu seja contra a dança em si. Sinceramente, não vejo como considerar a dança como um ato pecaminoso, como parece que alguns segmentos evangélicos fazem. Se Davi dançou, e com ele outros personagens da Bíblia, isto pode não provar que devemos dançar em nossos cultos, mas no mínimo é uma evidência de que a dança em si não é pecaminosa, errada ou imprópria para o cristão. A não ser, é claro, aquelas danças sensuais, provocativas, eróticas ou, no mínimo, sugestivas, que despertem paixões e a lascívia. Nesse caso, me junto aos Pais da Igreja, como Basílio, João Crisóstomo, Agostinho, Tertuliano, entre outros, que condenaram veementemente este tipo de dança por parte parte dos cristãos.

Mas, nem toda dança é sensual. Quando eu estava estudando para meu doutorado nos Estados Unidos frequentava com minha família uma igreja presbiteriana muito firme biblicamente. Uma vez por mês os casais da igreja se encontravam no salão social num sábado a noite onde, liderados pelo pastor e sua esposa, ouviam música country, jazz, clássica, e eventualmente dançavam (cada um com seu cônjuge, veja bem!). Minha esposa Minka e eu estivemos lá umas poucas vezes. Nós mesmos não chegamos a dançar, sou meio duro nas articulações e daria um espetáculo horroroso, matando a Minka de vergonha... hehehehe. Mas foi uma experiência muito interessante, que me marcou pela alegria, naturalidade e pureza do evento. E serviu para demonstrar o que eu já pensava, que dançar em si não é pecado.

Voltemos a Davi. Por que então não consigo aceitar que o exemplo dele é definitivo como base para as danças litúrgicas, ministérios de coreografia, dança profética e grupos de danças durante os cultos?

Bem, primeiro porque não acredito que devamos fazer normas ou estabelecer princípios gerais para a vida da igreja simplesmente a partir de atos, ações, eventos, incidentes envolvendo os heróis da Bíblia. Nem tudo o que aconteceu na vida deles pode virar paradigma para os cristãos. A não ser aquelas coisas que a própria Bíblia determina. Jesus, por exemplo, recomendou que imitássemos Davi em sua atitude para com a lei cerimonial (Mat 12:3). Davi é citado como homem segundo o coração de Deus (Atos 13:22), que serviu a Deus em sua própria geração (Atos 13:36), no que deveria ser imitado. Sua fé o coloca na galeria dos heróis da fé em Hebreus (11:32) e serve de exemplo para nós. Ainda poderíamos mencionar seu arrependimento e contrição após ter pecado contra Deus (Salmos 32 e 51). Tais coisas são norma e regra geral para todos os cristãos. Isto não significa, todavia, que cada atitude de Davi sirva de modelo para nós.

Uma segunda dificuldade que tenho é com este tipo de interpretação, muito popular hoje entre os evangélicos, que simplesmente transpõe para nossos dias os eventos históricos narrados na Bíblia, sem levar em consideração o contexto cultural, histórico, teológico e literário dos mesmos, e os usa como base para construir ritos, práticas e regras a serem seguidos nas igrejas cristãs. Moisés bateu com a vara na rocha - lá vem a reencenação do episódio nas igrejas como símbolo da vitória. Ouvi falar que a derrubada da muralha de Jericó foi recentemente reencenada numa igreja (usando uma muralha de isopor e gelo seco) como base para se clamar a vitória para o ano de 2009. E por ai vai. A lista é enorme. No caso de Davi, não poderíamos esquecer que na cultura do Antigo Oriente as danças eram usadas como manifestação popular pelas vitórias militares obtidas, e eram geralmente lideradas pelas mulheres. Foi o caso com a dança de Miriã (Ex 15:20), a filha de Jefté (Juízes 11:34), as mulheres de Judá (1Sam 18:6) e a própria dança de Davi (2Sam 6:20). Ao que parece, o povo saia em passeata dançando em roda (sobre dança de roda, veja Juízes 21:21 e 23). Até onde sei, no Brasil não se costuma celebrar as vitórias com danças de roda. As danças têm outra conotação e servem a outros propósitos, nem sempre moralmente neutros.

Tudo bem, vá lá. Vamos supor, por um momento, que a dança de Davi sirva de base para nós, cristãos. O que o evento lúdico do rei de Israel poderia nos autorizar? Com certeza, não autoriza que dancemos nos cultos públicos de nossas igrejas, pois a dança de Davi foi numa passeata religiosa, nas ruas de Jerusalém, algo espontâneo e do momento. Ele não marcou um culto no templo de Jerusalém, que era o local determinado por Deus para os cultos a Ele, onde foi dançar de alegria perante o Senhor. Até onde eu sei, nos cultos determinados por Deus no Antigo Testamento não havia dança alguma. Deus não determinou a dança como elemento de culto, não há qualquer registro de que as mesmas fizessem parte do culto que lhe era oferecido no templo. E acho que os apóstolos e primeiros cristãos entenderam desta forma, pois não há danças nos cultos do Novo Testamento.

Se formos usar o exemplo de Davi como base, chegaremos à conclusão que a dança dele também não autoriza a criação de grupos de dança litúrgica nas igrejas, que se apresentam regularmente nos cultos. Não justifica nem a criação dos ministérios de dança e a descoberta do dom espiritual da dança litúrgica e profética. A dança de Davi foi um evento isolado e individual. Não foi feita por um grupo que treinava e ensaiava para se apresentar regularmente nos cultos do templo. Aliás, não encontro no Antigo Testamento qualquer indicação de que havia em Jerusalém um grupo de levitas que se dedicavam ao ministério da dança litúrgica e que se apresentavam regularmente durante os cultos no templo de Deus. E deve ser por isto que também não encontramos estes grupos no Novo Testamento. Acho que o rei de Israel cairia de costas se ele visse tudo o que se inventou hoje no culto a Deus com base naquele dia em que ele saltou de alegria diante da arca do Senhor.

Por último, acho que este tipo de argumento, "Davi dançou, eu também quero dançar", deixa de lado alguns princípios importantes sobre o culto que devemos prestar a Deus. Primeiro, que embora toda nossa vida seja um culto a Deus (veja 1Cor 10:31), Ele mesmo determinou que seu povo se reunisse regularmente para cultuá-lo, cantar louvores a seu Nome, buscá-lo publicamente em oração e ouvir Sua Palavra. Uma coisa não exclui a outra, mas não devem ser confundidas. Nem tudo que cabe na minha vida diária como culto a Deus caberia no culto público e solene. Por exemplo, posso plantar bananeira para a glória de Deus, mas não vejo como justificar isto no culto público regular das igrejas. Cabia perfeitamente a Davi dançar de alegria naquele dia, na procissão de vitória, nas ruas de Jerusalém. Todavia, não o vemos fazendo isto no templo de Jerusalém, durante os cultos estabelecidos por Deus.

Segundo, não podemos inventar maneiras de cultuar a Deus além daquelas que Ele nos revelou em Sua Palavra. Os elementos que compõem o culto a Deus, até onde eu entendo a Bíblia, são a oração, o cantar louvores, a ação de graças, a leitura e pregação da Palavra, as contribuições voluntárias de seu povo, o batismo e a Ceia (quando houver). É claro que a Bíblia não estabelece ritmos musicais, não nos dá orações fixas e nem mesmo uma ordem litúrgica a ser seguida. Mas, ela nos dá os princípios e os elementos do culto que Deus aceita. A questão, portanto, não é se Davi e outros heróis da fé dançaram, mas sim se as danças litúrgicas fazem parte daquele culto que Deus determinou em Sua Palavra. E mesmo que eu não tenha nada contra o dançar em si, não vejo como as danças possam ser enquadradas como elementos de culto.

Enfim. Ao ler a história da dança de Davi o que aprendo é o amor que ele tinha ao Senhor, e a alegria que o dominava pelas coisas de Deus. Aprendo que devo amar ao Senhor e me alegrar com as coisas dele à semelhança de Davi. Todavia, não creio que a maneira com que Davi expressou estes sentimentos seja elemento de culto para os cristãos. O texto está muito longe de requerer isto. Sei que vou escandalizar muita gente ao dizer que eu não veria problemas com grupos de coreografia para evangelizar ou mesmo para participar em reuniões sociais dos jovens e adolescentes de nossas igrejas (sobre boate evangélica, falaremos em outra oportunidade). Mas o culto público a Deus, quer nos templos, quer em qualquer outro lugar, é regido pela regra: "só devemos adorar publicamente a Deus com aqueles elementos de culto que encontramos na Bíblia".

Termino lembrando que neste post estou interessado apenas no uso do episódio da dança de Davi como base para as danças litúrgicas. Há vários outros argumentos usados para defender esta prática, cada vez mais comuns nas igrejas evangélicas (como por exemplo o Salmo 150), que não receberam atenção aqui, mas que podem ser alvo de uma futura postagem sobre o assunto.

68 comentários:

Danilo Neves disse...

"não podemos inventar maneiras de cultuar a Deus além daquelas que Ele nos revelou em Sua Palavra".

Se não me engano, na ocasião do lançamento do seu livro (O que estão fazendo com a igreja), o senhor disse "mais ou menos" assim em determinado momento: "...Eu posso acender uma vela no culto solene? A resposta geralmente é: Sim porque a Bíblia não proíbe. Mas a resposta de ve ser: Não, porque a Bíblia não ensina"

"Nem tudo que cabe na minha vida diária como culto a Deus caberia no culto público e solene. Por exemplo, posso plantar bananeira para a glória de Deus, mas não vejo como justificar isto no culto público regular das igrejas."

É por isso que acho que o capítulo mais importante do seu livro "O que estão fazendo com a igreja" é o capítulo 6: "Uma questão de Método"

Jorge Fernandes disse...

Pr. Nicodemus,
Apelar para esses artifícios refletem como o evangélico atual está distante da revelação bíblica, apoiado em crendices, supertições e manias, que, em último caso, o levará à carnalidade.
O descuido com a Escritura faz surgir, a cada novo dia, uma nova doutrina não-bíblica, saída de mentes e corações, no mínimo, relapsos, para não dizer outra coisa.
Envoltas em pretensa devoção, piedade, sujeição, estão, na verdade, envolvidas pelo pragmatismo, pelo hedonismo, pela sensualidade... e muitas vezes, pela disputa interna para ver qual ministro ou diretor é mais eficiente (assim como o ministério musical também sofre por causa da vaidade dos seus líderes).
Os cultos se parecem mais com shows onde se tem música e ritmos nitidamente mundanos (rock, forró, funk, e congêneres sensuais, já adentraram a igreja), danças lacivas (muito parecidas com a dança-do-ventre), pregação humanista e cética, luzes hipnóticas, gelo seco... a cartase coletiva em que tudo é permitido, desde rugir e gritar até rolar pelo chão e socar os vizinhos. Onde está a reverência e o temor do Senhor? "Odiaram o conhecimento; e não preferiram o temor do Senhor" (Pv 1.29).
A comoção, ainda que sincera, não justifica a ignorância e o desprezo aos mandamentos de Deus. Como o irmão tão bem colocou, não há respaldo nem ordem expressa para que se cometa tal delito no culto; é apenas mais uma corrupção do homem, uma afronta a Deus (mesmo que não deliberada).
Abraço.

Breno Macedo disse...

Pastorzão Augustus...

Que saudade de você. Mamãe me falou que você esteve recentemente na Primeira Igreja em Recife e que está magrinho magrinho...Que maravilha, hein !!!

Post maravilhoso. Bíblico e prático. Só está faltando mesmo é que nossos presbitérios e sínodos exerçam seu papel de fiscal de suas igrejas e faça valer a decisão do supremo através do amor, da paciência e da doutrina.

Deus continue abênçoando-o ricamente.

Breno.

Anônimo disse...

Fui convidado a ir numa igreja presbiteriana mais "avivada". E no meio do culto se apresentou alguns grupos de dança. Isso quer dizer que até mesmo na IPB, não a um consnso sobre a questão da dança.

Abs!
Leonardo

Adalberto A. R. Taques disse...

CAro Nicos...
Excelente texto. Aguardo ansioso seu texto sobre as "Boates Gospel".
Abs!!

Igor Gomes disse...

Reverendo,
Minhas convicções sobre a dança ou coreografias no culto é que são impróprias e refletem uma tendência apelativa de um “culto” que tem como principal objetivo agradar esteticamente ou alcançar emocionalmente as pessoas, em busca de uma satisfação meramente humana, o que deveria ser um momento de louvor a Deus unicamente, é convertido em show; espetáculo para uma platéia, que ao final, vai louvar dizendo: “nossa como estes irmãos dançam bem pra a glória de Deus”; perdoe-me a ignorância, talvez , mas não seria o caso de plantar bananeira também, como a Sr. citou?
Penso na profundidade evangelística; em quantas vidas seriam resgatadas do pegado, ou chamadas ao arrependimento genuíno através da coreografia no culto? Ah... Uma ferramenta de expressão pessoal onde se externa a alegria de está na presença do Senhor? Talvez Davi (onde a dança era um expressão cultural como uma forma de se contar uma história, sem apelo), talvez na vida eterna (com o coração modificado), talvez em alguma tribo indígena convertida ao cristianismo autentico. Mas para brasileiro? No culto evangélico? Um povo em que a dança é basicamente sinônimo de sensualidade e sedução? Não cabe. No mínimo o irmãozinho(a) iria agradecer a Deus por ter Ele feito algumas belas(os) dançarinas(os) (provavelmente pecando duplamente, desonra ao 1° mandamento e adultério).
No mais, sei que é repetitivo, mas infelizmente as pessoas continuam negligenciando isso. O que é que a Bíblia diz a respeito do culto? Como ele deve ser e o que deve conter? Acaso as Palavras e ordenanças de Deus mudaram?
Curioso como as pessoas se levantam e querem dançar como Davi, mas tão poucos reagem as afrontas dos “gigantes incircuncisos contra o Deus de Israel” como Davi o fez.
Jorge, corroboro de sua opinião.
Rev. Augustus, não sei se devo pedir assim, mas gostaria de sua eloqüente exegese sobre temas afins como: tatuagens por exemplos. E outros para mim misteriosos como di e Tricotomia.
Igor Gomes.

Vinicius de Oliveira disse...

Querido irmão Augustus,

Quando você citou em seu texto os argumentos "bíblicos" que os evangélicos utilizam para aprovar suas danças no culto, tais como o Salmo 150, a dança de Miriã, dentre outros, senti falta de algo crítico também com relação a esses outros textos que sugerem não só a dança, como também o uso de instrumentos e talvez, possamos dizer, até outros ritmos. E bem sabemos que o livro dos Salmos é um "prato cheio" para os dançarinos de plantão!

Penso que vocë desconstruiu muito bem a idéia da dança no culto fazendo a separação entre o episódio (isolado) de Davi e o que acontece e deve acontecer no templo. Porém a dificuldade para mim se encontra no fato de haverem muitas outras "bases" em que eles se apóiam, bem como o próprio Salmo 150 (esse é um dos maiores chavões utilizados pelos levitas-dançarinos) e outros textos que conclamam o louvor com vozes de júbilo, palmas, danças, etc. Lembrando que também não tenho nada contra a dança em si, apesar de não saber dançar nada!

Bem, minha questão portanto seria nesse sentido: como refutaríamos os chavões do tipo: "Louvai ao Senhor com danças", "louvai ao Senhor com instrumentos de cordas e com harpa", "batei palmas todos os povos, celebrai a Deus com vozes de júbilo", etc.

Se puder nos indicar algum material para nos aprofundarmos no assunto, seria ótimo também!

Grande abraço, e quero parabenizá-lo pelo excelente conteúdo do blog, que tem nos abençoado e esclarecido muito.

OBS: Ah! Esses dias estava lendo em uma newsletter (acho que do Pavazine, se não me engano) a seguinte crítica: a pessoa em questão disse que entendia e até concordava com os pontos tão bem apresentados pelo Augustus Nicodemus, porém não "aceitava" e nem "cria" nesse seu deus.

Confesso que achei engraçado, especialmente para uma ex-presbiteriana, como ela mesmo disse. Só o que me chamou atenção foi a forma como as pessoas pensam hoje. Penso que esses deveriam ler um pouco o Antigo Testamento para ver as guerras, mortes, sangue e todas tragédias pessoais e coletivas descritas ali, e que nem por isso fazem do Senhor um "deus carrasco" (aliás no Antigo Testamento já temos vários insights da Graça), como os emergentes tëm pintado em relação a fé histórica-tradicional. Ao invés de examinar as Escrituras é mais fácil incorporar o pensamento pós-moderno de que isso é tudo "muito relativo". Uau, que tempos os nossos! E que costumes!

Anônimo disse...

A Paz de Cristo, Dr. Augustus!

Excelente postagem!
Vejo tudo isso como um reflexo de um evangelicalismo decaído que estão querendo trazer para dentro de nossas igrejas, com um propósito de “atrair” os jovens e os mais “moderninhos”. A mensagem pura e santa, para muitos, “parece” que não está mais atraindo ninguém, precisando assim de complementos, de um empurrãozinho. Essa é a verdadeira igreja ao gosto do freguês.
Quando na época de Noé, a Bíblia deixa bem claro que o mundo estava corrompido à vista de Deus, não era, portanto, à vista do homem que o mundo estava corrompido e “degenerado”, que possamos olhar o atual evangelicalismo à vista de Deus através de sua Palavra e não por aquilo que achamos correto e atrativo, pois nem tudo aquilo que nos atrai é sinônimo de espiritual e decente.
Que a mensagem da cruz seja o nosso lema, e que ela, somente ela, possa servir como atrativo para conversão, causando após isso uma verdadeira transformação.
Que não venhamos nos moldar às paixões desse mundo.

E, como o irmão Adalberto também aguardo ansioso seu texto sobre as boates gospel.

Em Cristo,
Cleiton Tenório

Anônimo disse...

A Questão da Interpretação

Reverendo Nicodemus,

Seu texto é sensato, como sempre. Mas como estou fazendo o caminho mais difícil - analisar o quadro mais amplo para me posicionar -, deparei-me com o seguinte problema:

1 - o homem é obrigado a interpretar;
2 - o homem não sabe interpretar;
3 - o homem interpreta como pode;
4 - o resultado é a variedade da interpretações.
5 - cada intérprete alega que a sua é a mais correta.

Exemplos:

Jesus, ao ensinar a orar, foi explícito quanto ao fato de que as orações não poderiam transformar-se em discurso público, mas praticas-se o contrário mesmo na IPB calvinista.

Os Católicos Romanos dizem ter a chave da interpretação (veja-se www.montfort.org.br), mas são combatidos como se errassem deliberadamente.

Os independentes acusam calvinistas e arminianos de estarem errados em suas interpretações.

Existem regras inequívocas de interpetação capaz de trazer consenso no campo cristão, como um todo?

REV. PAULO SERGIO DA SILVA disse...

Rev. Ausgustus, grande mestre dessa galera que ama a Palavra de Deus explicada com propriedade e respeito... Parabéns por mais esse post que veio na horinha... Tenho alguns irmãos na "minha" igreja que estão com essas idéias, fruto da influência e modismos evangélicos atuais... Espero que eles estejam lendo aqui, na fonte, porque já tenho incentivado que todo meu rebanho navegue nessas páginas de conhecimento profundo, coerente, ético e doutrinário da Palavra de Deus. QUE DEUS SEMPRE O CONSERVE ASSIM REVERENDO, e cada vez mais íntimo do Mestre eterno e amado. Estarei publicando no meu blog, citarei a fonte. Abraços fraternais.

Anônimo disse...

Dr. Augustus,

Excelente post, claro e objetivo!
Concordo que a dança pode até ser utilizada como atividade cultural e de evangelismo pela Igreja, desde de que feito com decoro, mas no culto não há qualquer base bíblica.
Agora e os bailes funk's, rave's e agora as festas "jenuínas"? Sem comentários, vou aguardar um novo post...

Graça e Paz!

Ir. Anderson

Danilo Neves disse...

Irmão Igor Gomes,

espero que te ajude sobre a Di ou Tricotomia: http://umpcgyn.blogspot.com/2009/05/paulo-era-tricotomista.html

Abraço.

Daniel disse...

Caro irmão,

Gostei da sua posição! Bem equilibrada! Gostaria apenas de fazer uma consideração. O irmão argumentou que o exemplo de dança encontrada em Davi não deve servir de argumento para estabelecermos a dança como um elemento do culto público.O problema e que o irmão usou do exemplo de Davi para contrapor esse idéia evangélica da dança cerimonial. De forma contrária, se utilizou do mesmo exemplo para desconstruir uma idéia, ou seja, incorreu no mesmo "erro". Quanto a distinção que o irmão faz do Culto público e reunião de jovens e evangelismo, qual é a diferença? Me parece que o Novo testamento mostra que para que haja culto basta que 2 ou 3 pessoas se reunam em nome de Jesus e o culto está feito. Isso posto, quero deixar claro que concordo com sua posição quanto a dança cerimonial.
Um abraço!

Francisco Mário disse...

Com todo respeito ao amado mestre e amado Rev. Nicodemus eu discordo desse post.

Bem, se esse blog deu espaço de uma discussão sadia e de livre pensamento, venho trazer um ponto de vista.

Acredito que a razão de muitas igrejas estarem assumindo a dança litúrgica, inclusive as presbiterianas é devido esses argumentos muito contraditórios (na minha opinião) e claramente parciais hermeneuticamente (com todo respeito).


Com base nas leis que o Sr. falou que as danças são até ordenadas no culto público.

Davi dançou em um culto público e adoração pública. O culto de Israel era diferente do NT (claro). Começava nas procissões ao templo onde tinha os salmos de romagem.

Davi demonstrou uma forma de cultuar a Deus, pois foi confirmado com vários outros textos dos salmos que dizem que devemos louvar a Deus com danças.

(149.1,3 [no original hebraico]; Sl 150.1,3).
O próprio Deus fala pelo profeta que Israel sairia com danças (Jr 31.2-4; 10-13).

É muito estranho que Deus queira que se dance num pátio ao lado da igreja, mas não no culto, sendo que ele mesmo ordena que o louvemos com danças. Realmente essa é de doer (não convence nem uma criança, já que é sincera).

Quanto ao NT, não podemos nos basear somente nele para a nossa regra de fé e prática. A palavra de Deus é um todo (VT e NT).

Não existe um só verso do NT para uso de instrumentos na igreja. Existe sim no VT. Portanto, acredito que argumentos que se baseie em um dos testamentos em detrimento do outro é perigoso.

Também não podemos falar de um texto e dizer que não falemos nos demais. Isso quebra o princípio básico de Hermenêutica que a Bíblia interpreta a si mesma. Os outros textos são importantes para ratificar as danças de Davi.

Se não quiser publicar esse post, entendo, amado Rev.

Leonardo Bruno Galdino disse...

Caro Rev. Augustus,

Como sempre, seus textos são extremamente práticos ao mesmo tempo em que são extremamente bíblicos.

Imagine que numa determinada igreja do bairro em que morei, no Recife, uma pastora (!) disse, num desses congressos "gedozeanos" de "Adoração Profética", que: "Quando a Bíblia diz em Gn 1 que 'o Espítrito de Deus pairava sobre as águas', quer dizer que os Espírito Santo estava dançando"! Imagine, reverendo, se dentro da Pneumatologia, na teologia sistemática, tivermos que estudar agora sobre a "pneuma-coreografia"?! Isso é o cúmulo!

Bom seria se todos os que aprovam essas práticas nos cultos públicos lessem esse texto que o Rev. postou com tanta propriedade.

Um grande abraço!

Crentão disse...

Dança na igreja hoje é moda, e os presbiterianos quando tentam imitar os outros sempre estão atrasados ou "fora de moda".

Mas a moda mesmo agora é ter Festa Junina da Igreja, com quadrilha e tudo, e chamar de Festa na Roça ...

Joelson Gomes disse...

Pr, Augustus como sempre uma postagem esclarecedora.Sobre este assunto acho que se tem passado dos limites(como em tantos outros) com os famosos grupos de "tai chi chuan" gospels atuais, mas não contra a dança,mesmo em ambiente de adoração, mas praticada por todos os adoradores, não por um grupo para a platéia assistir. As Escrituras falam da dança em ambiente de culto, e o senhor sabe que povo dela praticava. Evocar o exmplo do silencio sobre o fato da igreja do NT como muitos fazem, não serve, pois o argumento do silêncio não é bom (o senhor é doutor em xegese e quem sou eu?), tb o NT silencia sobre muitas outras coisas na prática litúrgica. No mais, Deus o abençoe e sobre dança ousei escrever algo não exegético aqui (http://gracaplena.blogspot.com/2009/03/deus-ja-dancou-por-sua-causa.html) e sobre adoração tb fiz algo aqui (http://gracaplena.blogspot.com/2007/07/adorao-ou-show.html). Deus o abençoe sempre.

Joelson Gomes

http://gracaplena.blogspot.com

Menuemai disse...

Estimado Pastor

Penso que quem queira ensinar danças litúrgicas deveria "autoamputar-se" da IPB, ou senão, ser amputado por seu presbitério. Então saindo, (a)fundasse sua própria igreja, levando seus fiéis hedonistas consigo. Talvez assim juntos, os pastores e membros de sapatilhas alegrassem aos próprios egos famintos, que só se saciam alimentando-se de vidas.

De qualquer forma, quem muito quer dançar liturgicamente hoje, o fará escatologicamente no fim.

Fraterno e forte "upa" [abraço sulista], de quebrar as costelas da alma, no amor e nos vínculos refletidos na cruz,

Vinícius

Cristiano Silva disse...

Olá Rev.,

Obrigado por nos auxiliar pastoralmente em mais esta questão que tem dividido a Igreja (dentre tantas, infelizmente). Gostaria de destacar a ação da Secretaria Executiva da IPB, que por meio de seu Blog abriu uma discussão sadia deste tema, podendo ser acessada aqui, bem como sobre a discussão da ordenação feminina. Gostei muito desta iniciativa.

Abraços.

Cristiano.

Oliveira disse...

Oi aos fiéis debatedores

Eu sou admirador do estilo dos textos do Reverendo Augustus.
Gosto demais da conta dos temas que ele escolhe.

Detesto dança nos cultos.
A última que assisti (se bem que eu ainda não era convertido), a dança das moças vestidas de malha preta colante, me lembrou uma das aberturas de um filme do 007, que eu assisti no passado com a libido em polvorosa, naquela época o que se exibia no 007 era o máximo que eu podia ou tinha acesso enquanto adolescente a filmes mais picantes.

Gostei do argumento do colega lá acima quando diz "... não é Sim porque a Bíblia não proíbe, mas Não porque a Bíblia não ensina."

Teria que mastigar esta proposta de reflexão, e apesar de interessante ela me parece ter um furo que não consigo ainda visualizar.

Mas... apesar de toda a minha aversão a dança como ferramenta de adoração litúrgica, me parece que a Bíblia autoriza e até estimula tal prática.

Se eu pudesse tirar este texto da escritura, eu até fazia... risos... aquele que diz que é para adorarmos ao Senhor com dança, mas eu não posso.

Então como não gosto (e agora o meu colega Jorge vai me trucidar), eu acabei procurando uma igreja cuja liturgia me "agradasse" mais, ou seja, a minha querida e conservadora Igreja Presbiteriana da minha cidade.

Lá eu canto os hinos antigos na minha infância na Assembléia de Deus, que mesmo nos cultos da AD ninguém mais canta.
Lá eu choro ao ouvir e meditar naquelas letras dos antigos hinários, cujas músicas meu pai sempre cantava para nós em casa e na igreja também.

Jorge, me perdoe... mas queira ou não queira eu acabei buscando um lugar que me agradasse mais, e mesmo que eu não vá no culto para me divertir, no fundo no fundo a minha alma se diverte (se alegra e se emociona) quando eu participo de um culto tradicional.

Logo, como diz o desenho dos Incríveis: "Nada de capa!... quer dizer: Nada de dança!"

Mas que é bíblico, isto é.... não as moças de colan preto, mas o uso da dança para adoração.

E de forma bem simplória, não mastiguei o assunto, a Bíblia não ensina que possamos ou devemos usar "notebooks" e canhão projetor quando dos cânticos na adoração, então se não ensina deveríamos não usar...? Sei lá... esta sugestão do Danilo ainda vai me fazer pensar um pouco...

Sei não... mas se a lei não proibe, vai da consciência de cada um.

Um grande abraço

Artur disse...

Texto equilibrado, como sempre... Apenas observo algo que me incomoda há tempos: a administração do sacramento não deveria ser um apêndice do culto ("...batismo e ceia quando houver"), mas antes, elementos de TODO culto dominical. Afinal de contas, ou as ordenanças são também evangelho, como quer a CFW, ou são ritos dispensáveis... Muitas das "inovações" liturgicas que vemos não tem raiz aí, neste quase desprezo pelas duas formas visíveis de evangelho que nos foram deixadas? De resto, ótimas as observações.

Rev. Ageu Magalhães disse...

Caro Rev. Augustus, parabéns pelo texto. Bíblico e claríssimo. Que Deus continue lhe usando. Abraço, Ageu.

Anônimo disse...

Aquecimento global,crise econômica mundial,gripe suína,desigualdade social,avanço do islã...Enfim tantos temas para se discutir,mas os protestantes preferem gastar tempo,neurônios e energia na questão da dança no culto.
Troféu relevância ao sr Nicodemos.

Pr. Roberto A. Rodrigues disse...

Pr. Augusto, foi muito bom ler seu artigo, esta é uma temática que defendo em nossa igreja e em alguns momentos já fui questionado quanto ao episódio de Davi. Quando olhamos ao redor é cada vez mais comum vermos ministérios abrindo espaço para a dança litúrgica ou até mesmo sendo centrados nela.
Precisamos de mais vozes trazendo reflexão sobre temas tão atuais.

Pr. Roberto Rodrigues
adolescentecrente.blogspot.com

Luciane disse...

Caro Anônimo (de 1/8/09 07:53)

Se você quer resolver problemas como aquecimento global, crise econômica mundial, gripe suína, desigualdade social e avanço do islã, sugiro que você comece buscando a Deus da forma correta: sem danças inúteis!

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Amigos,

Agradeço os comentários. O assunto é bastante polêmico e espero ter contribuido para lançar alguma luz sobre ele.

Quanto aos irmãos que respeitosamente discordaram do meu entendimento sobre o assunto, digo que a amizade continua absolutamente a mesma. Se quando chegarmos na glória dançar fizer parte do culto celestial, dançarei com alegria junto com os irmãos. Por enquanto, meu entendimento permanece ao contrário.

Quanto aos que apontaram outras passagens bíblicas que aparentam justificar a dança no culto e disseram que sentiram falta de uma análise minha, relembro o parágrafo final do meu post.

E quanto o prêmio de irrelevância que me foi oferecido pelo Anônimo, seria uma injustiça da minha parte aceitá-lo. Primeiro, porque eu estaria admitindo que Jesus e Paulo também deveriam ganhá-lo, pois eles viveram em um época de dominação estrangeira, guerras e pestes atrozes, fome e mortandade que assolavam o mundo daquela época, e no entanto tiveram tempo para falar de outras coisas, digamos, "irrelevantes", como uso do véu, o que levar numa viagem missionária, etc.

Segundo, porque se eu aceitar este prêmio, estarei admitindo que o culto a Deus é uma matéria irrelevante e secundária, como evidentemente o Anônimo pensa.

E por último -- e este é o maior motivo -- não seria justo tirar o prêmio da irrelevância das mãos do Anônimo. Ali está no lugar certo.

Abraços.

Felipe Alves Davi disse...

Rev. Augustus,

Eu não conheço o sr, mas já gostei de ti só pela leitura deste texto. Concordo, em parte com vc, sobre a dança "liturgica" e o uso desta relugarmente no culto, contudo um dos seus argumentos me deixou um tanto desconcertado:

"Ao que parece, o povo saia em passeata dançando em roda (sobre dança de roda, veja Juízes 21:21 e 23). Até onde sei, no Brasil não se costuma celebrar as vitórias com danças de roda".

Realmente, atualmente tbm não vejo; mas e os saraus? E as festas negras? E as festas de famílias italianas?
Somos ou não somos uma mistura de praticamente todos os povos/raças?!
E isso deveria ou não refletir em nosso modo de cultuar?!

Ou é a formalidade Européia, bíblica?! Os órgãos suntuosos e os pianos longos são o que deveria estar num culto público?

Como o sr bem disse, e assim entendi, tudo não passar de uma questão cultural e o Brasil, posso afirmar, é um país dançante! (Com e sem rebolados!)

Oliveira disse...

Sobre irrelevância

Ele usou a expressão "... os protestantes preferem..." então como bom protestante não consegui resistir a tentação de protestar.

O mais irrelevante assunto que fale de teologia, e os aspectos de adoração e louvor que afetam a liturgia da nossa adoração a Deus fazem parte deste todo teológico, é muito mais relevante que qualquer debate sociológico e econômico.

Existe uma benção para quem medita nas implicações que a Lei de Deus (a Bíblia com um todo) provoca no dia-a-dia da nossa vida.

Mas mesmo levando "a sério" a crítica que me fez enquanto protestante, eu gasto tão pouco tempo diário lendo este blog e outros poucos da minha preferência, fico dias sem entrar nos mesmos, e quando os leio é nas frações das sobras do meu dia, que não daria para classificar isto como relevante.

Nem consigo imaginar que na vida do Reverendo Augustus a preocupação com este blog seja a coisa mais importante da sua vida.

Temos todo o restante do dia para no contexto social em que estamos envolvidos, colocarmos em prática a ética cristã que nos envolve.

Mas eu também gosto de teorias de conspiração... risos...

E estas todas que citas são de destaques, e me permitam alguns comentários "heréticos" sobre elas:

Aquecimento global: Estes dias li em algum lugar que basta a emissão de um dia apenas de um vulcão e já são expelidos mais gases "anti-ecológicos" na natureza do que a emissão anual de todos os automóveis do mundo de hoje... O que me leva a refletir que esta "demonização" do automóvel, e a condenação da queima de combustíveis fósseis tem outra fonte de interesses... a que eu mais gosto no momento é aquela que diz que é uma briga pelo terrorismo mundial, onde judeus trilhardários estariam financiando a ciência e a mídia para fomentar a idéia de que a queima de petróleo é o grande bandido do aquecimento global, visando com isto destruir a médio prazo as economias islâmicas que supostamente estaria financiando o terrorismo mundial.

Crise econômica: Na mídia hoje tudo é superlativo, e eles são escravos (o jornalismo - falo genericamente) da audiência, e daqui 60 dias outra grande crise será elencada como tema dos telejornais. Dá pena! Lindas mulheres e homens másculos com vozes sensualmente graves são colocados para lerem com ênfase e emoção notícias do que há de pior acontecendo no mundo. Mas quem já leu os romances de John Steinbeck sabe que os efeitos da crise de 1930 foram muito, mas muito mais graves. Esta "crise" de hoje, trouxe o espanto de se saber que o mundo tinha bilhões de reservas financeiras que foram usadas para salvar bancos e executivos capitalistas. Um belo tema conspiratório.

continua...

Oliveira disse...

continuação...

Gripe suína: Morreram, vamos arredontar... 500 pessoas no mundo todo de gripe suína.... e já temos uma pandemia, a mídia faz questão de enfatizar... mas alguém esqueceu que morrem milhões no mundo da gripe comum....? Sei lá... gosto também da tese que diz que nos bastidores existe toda um debate sobre a venda mundial e milionária de vacinas por parte de laboratóriios de farmácia.... vacinas de efeito duvidoso até então mas que estão sendo compradas aos milhões pelos governos desesperados com a pandemia. Me lembra um filme do Harrison Ford sobre pesquisas, vacinas, lucro... aquele "O Fugitivo".

Desigualdade Social: Esta me lembrou a pedagogia de Judas, que queria ensinar aos outros que o uso irrelevante de um caro perfume como forma de adoração, seria melhor usado se fosse vendido e dados aos pobres... (Judas era sensível com as questões sociais....) O Senhor já deu a resposta para este tema. Como se o fato de eu dedicar poucos minutos do dia neste blog e no meu próprio me desligasse enquanto cristão das questões sociais da minha comunidade e dos que estão em dificuldade ao meu lado...

O Avanço do Islã: Este sim um dos mais importantes a serem discutidos, a meu ver, uma vez que acho que sim é tema para reflexão da igreja de hoje: O fomento, a oração e a busca de mecanismos missionários para evangelização dos paízes mulçulmanos, e eu incluiria a África também. É um grande desafio para a igreja. Entendo (com todo o respeito aos irmãos dispensacionalistas e os outros adeptos da pregação da suposta iminente volta do Senhor) que depois que passar esta expectativa (digamos daqui uns 50 a 100 anos) quando cairem por terra todas as teorias que marcam a volta do Senhor a partir da geração de 1948, a igreja lentamente irá rever seu papel missionário e na agenda de missões da Igreja será colocado em destaque estes dois cenários para colheita de almas: a África e os paízes do Islã. Mas é bom lembrar que o próprio Islã fundamentalista está se desconstruindo de dentro para fora, com a troca de gerações, os mais radicais estão morrendo dando lugar a um geração mais estudada, mais sedenta por liberdade, o que promoverá o que meio que aconteceu com a Assembléia de Deus da minha infância, onde a troca de gerações foi deixando os radicalismos de lado (não é mais "pecado" ter rádio ou televisão em casa de crente...) e se preocupando com coisas mais relevantes (o estudo sério da Palavra de Deus, haja vista os livros e autores que a CPAD está publicando (lentamente até mesmo autores reformados são publicados).

Mas enfim... para variar... falei demais.
Eu não resisti em protestar... a parte que falava da minha "irrelevância".

Por último, caro anônimo, um pouco de ironia da minha parte, não gaste o teu relevante tempo lendo estes comentários e este blog, vá cuidar da tua vida e dos assuntos que você considera relevante.

Reverendo... obrigado pela consideração em publicar minhas divagações "irrelevantes"... risos...

Anônimo disse...

Eu comugo das mesmas convicções que o autor do texto. Sinceramente não vejo a dança como elemento de culto a Deus, pelo menos no culto coletivo a Deus. Vejo mais como uma maneira de está em evidência. Aliás, sou contrária a qualquer participação isolada em culto, seja ele inspiração musical (exceto quando seja um grupo musical) ou coreografia, qualquer um que me faça sentir mera assistente e não participante do culto, que não envolva toda a congregação.

Marcone Figueira Cabral disse...

Graça e paz querido Rev. Augustus!

O texto vem realmente cair muito bem no atual momento pelo qual nossas igrejas vem passando.

Usar o argumento de que Davi dançou e Miriã dançou para se ter "ministérios de danças" dentro das igrejas é muito pouco válidos.

Não posso falar pelas outras igrejas co-irmãs, mas acredito que a resolução do SC/IPB-98, em Sua XXXIV Reunião Ordinária, deveriam ser acatados por todas as nossas igrejas.

A Bíblia nos ensina que o culto tem que ser para adoração ao Senhor e todas as partes que o formam tem que ser para a edificação dos membros.

Sabemos que quem formam esses grupos de danças nas igrejas, são moças que se dedicam ao Senhor, que O buscam, mas a Igreja Presbieriana é formada de uma liderança que compõe a mesa no SC, de homens que também buscam o Senhor, e acredito que são homens instituídos por Deus para estarem na liderança dessa igreja é o que eles decidem, tem que ser acatado, para não incorrer no pecado de insubmissão.

Soli Deu Gloria.

Anônimo disse...

Olá Querido irmão, Pastor e Dr. Augusto

Graça e paz de nosso Senhor Jesus Cristo.

Tem 7 anos, quase oito, que venho aprendendo teologia reformada. Passei 17 anos aprendendo teologia catolica. E não consigo narrar como meu coração fica feliz ao perceber a seriedade com que você trata as Escrituras. Estive com você no encontro de liderança aqui em Belo Horizonte no SESC. Na ocasião, meu cunhado, pastor Marcio Souza, e eu estavamos tirnado fotos com varias pessoas. Chegando a vez de tirar uma foto com você não me achei digno. Espero que Deus te sustente sempre.
Embora concorde totalmente com você sobre a questão da dança no culto, venho, com tristeza, percebendo que reportarmos as normas de culto dado pela bíblia não muito comum.
Parabéns! Que Deus o mantenha para nosso deleite.
Prof Davi(profbdavi@hotmail.com)

Cristiano Pereira de Magalhães disse...

Rev. Augustus,

Gostei muito do seu "post". Concordo, plenamente, que a dança em si não é pecaminosa (apesar de pessoalmente detestar danças).

Não sou profundo conhecedor da História da Igreja Cristã, mas creio que nunca fez parte do culto reformado a Dança.

Nesses momentos, peço socorro ao Apóstolo Paulo: "Tudo nos é lícito, mas nem tudo nos convém" (a citação foi feita pela memória). Será que é conveniente a dança no ambiente de culto?

Outro dia, debatia esse assunto com a minha esposa e chegamos à conclusão que por mais consagrados que sejam os irmãos que fazem a coreografia, tira-se o foco do culto.

As pessoas se distraem com a beleza de uma "dançarina" (ou mesmo "dançarino") e perde-se a necessária concentração que é exigida para o momento do culto.

Tudo deve ser feito com "decência e ordem". Não é também a lição do Apóstolo Paulo?

A reverência é uma virtude que faz parte do culto cristão.

Sei que há irmãos consagrados e sérios que defendem tal prática (inclusive, meu flho mais velho congrega em uma Igreja Batista no interior de São Paulo que adota a coreografia), mas lamentavelmente é mais uma faceta da secularização invadindo a Igreja.

Não sou contra as adaptações regionais em que se favorece o melhor aprendizado do evangelho (1Coríntios 9.19 a 23), mas isso não significa disvirtuar (tirar o foco em DEUS e pô-lo nos homens).

Cordialmente.

Cristiano Pereira de Magalhães

Helder Nozima disse...

Rev. Augustus,

O senhor disse: "“Ele não marcou um culto no templo de Jerusalém , que era o local determinado por Deus para os cultos a Ele, onde foi dançar de alegria perante o Senhor. Até onde eu sei, nos cultos determinados por Deus no Antigo Testamento não havia dança alguma. Deus não determinou a dança como elemento de culto, não há qualquer registro de que as mesmas fizessem parte do culto que lhe era oferecido no templo. "

Vejo um ponto fraco na sua argumentação: não havia templo de Jerusalém nos dias de Davi, ele só foi erguido nos dias de Salomão. Aliás, a Arca estava sendo levada para Jerusalém, enquanto o tabernáculo de Moisés ficava no "alto maior", em Gibeom (2 Crônicas 1:3). Logo, a situação exigida pelo senhor para reconhecer um culto era, simplesmente, impossível! Se seguir esta linha de raciocínio, simplesmente nenhum culto antes do Templo pode ser chamado de culto, todos deveriam ser descartados!

Naquele tempo, antes do Templo, tínhamos o tabernáculo em um lugar, a Arca em outro e sacrifícios sendo feitos em outros lugares. Quando Samuel ungiu a Saul, o fez em uma espécie de culto, em Zufe (1 Sm 9:5, 12), com sacrifício inclusive, indiscutivelmente um elemento importante do culto veto-testamentário. A exigência do Templo, além de ser uma incoerência histórica, não faz jus ao contexto do culto nos dias anteriores à Salomão.

Por que insisto nisso? Para mostrar que a dança de Davi foi feita em um contexto de culto, e não de desfile militar de vitória. O senhor disse: "“Cabia perfeitamente a Davi dançar de alegria naquele dia, na procissão de vitória , nas ruas de Jerusalém." Com todo respeito ao senhor, o texto de 2 Samuel 6 e o de 1 Crônicas 13-15 não mencionam que a dança foi um ato de vitória militar. Ao contrário: "Consultou Davi os capitães de mil, e os de cem, e todos os príncipes; e disse a toda a congregação de Israel: Se bem vos parece, e se vem isso do SENHOR, nosso Deus, enviemos depressa mensageiros a todos os nossos outros irmãos em todas as terras de Israel, e aos sacerdotes, e aos levitas com eles nas cidades e nos seus arredores, para que se reúnam conosco; tornemos a trazer para nós a arca de nosso Deus; porque nos dias de Saul não nos valemos dela." (1 Crônicas 13:1-3).

Quando Davi dança, não é a comemoração de uma vitória militar ou de um evento "cívico", mas sim um ato religioso, um culto. Por que chamo de culto, ao invés de "passeata religiosa", como dito pelo senhor?

1) Porque havia sacrifícios (1 Cr 15:26)

2) Porque Davi vestia uma estola sacerdotal (1 Cr 15:27)

3) Porque nenhum objeto era mais sagrado do que a Arca, um símbolo do próprio Deus, e uma transgressão no transporte da mesma causou a morte de Uzá, na primeira tentativa feita por Davi (1 Cr 13:9-10). Como não havia templo, a Arca acabava sendo, para aquele momento histórico, o símbolo da presença de Deus no meio do povo, papel que seria feito pelo Templo nos dias de Salomão.

Se entendermos que o transporte da Arca foi sim um culto, então achamos em Davi um registro da dança como elemento de culto no AT. Isso somado ao Salmo 150 e à dança de Miriã (a mesma coisa, não tinha nem tabernáculo naquela época, se dançar diante da glória de Deus, da presença do Deus vivo, não é culto, o que era culto naqueles dias?) nos mostram que há sim, registro da dança em cultos. Não há ordem para dançar (se bem que o Salmo 150 pra mim é ordem), mas há registro.

Não concordo com a dança coreografada, ensaiada, mas acho que o texto de Davi autoriza a dança espontânea do adorador, por exemplo, em acampamentos e cultos jovens. Afinal, Mical viu pecado na atitude de Davi e foi castigada por isso, mas Davi não viu pecado algum e, pelo relato, a única castigada foi Mical (2 Sm 6:20-23). A Bíblia não se cala sobre a dança de Davi, mas implicitamente a aprova, e de modo explícito, condena quem condenou a dança do rei.

Helder Nozima
http://reformaecarisma.blogspot.com

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Caro Helder,

Agradeço sua coreção. De fato, eu não deveria ter mencionado o "templo" mas sim o "tabernáculo".

Mas, feita esta correção, meu argumento permanece. O templo foi apenas o seguimento do tabernáculo. Tudo que se fazia no tabernáculo passou a ser feito no templo: sacrifícios, os cultos solenes, o ajuntameno do povo para ouvir a lei. A arca estava sendo levada para o tabernáculo, local da presença e da manifestação de Deus, mais tarde substituido pelo templo.

Ou seja: permanece o meu argumento de que o caso de Davi não autoriza os cristãos a terem grupos de dança que se apresentam regularmente nos cultos e nem autorizam a dança como elemento de culto.

Se eu for usar o seu argumento contra você, então o Salmo 150 não prova nada, pois fala do tabernáculo e não do templo.

Só um detalhe: Davi usava uma estola sacerdotal, mas não era sacerdote. Ele não podia oferecer sacrifícios. Quando o rei Uzias tentou exercer as funções de sacerdote foi ferido de lepra por Deus (2Cr 26:19).

Como eu disse no post, não tenho problemas com a dança fora do culto e portanto não é justo me alinhar com Mical, que condenou Davi. Se eu fosse judeu, amasse a Deus e estivesse em Jerusalém, naquele dia, provavelmente estaria pulando com Davi. Mas, sou cristão, cidadão de um país onde há separação de Igreja e Estado, onde cultuo a Deus regularmente aos domingos numa igreja local, seguindo o costume dos primeiros cristãos que nao dançavam nos cultos, mas que tinham como elementos do mesmo aquilo que o NT prescreve: orações, cânticos, leitura da Palavra, sacramentos e pregação.

Por fim, o Salmo 150 me parece mais uma chamda geral à toda a criação para louvar a Deus, pois menciona o firmamento do seu poder e todo ser que respira -- animais inclusive.

Grande abraço.

Helder Nozima disse...

Oi, Rev. Augustus,

Na verdade não acho que o argumento se mantenha...o tabernáculo não estava em Jerusalém quando Davi levou a Arca, estava em Gibeom, segundo 2 Cr 1:3. Nos dias de Davi, vc tinha a Arca em um lugar e o tabernáculo em outro...por isso que entendo que era culto o transporte da mesma para Jerusalém. O culto não estava organizado como nos dias do Templo, isso precisa ser levado em consideração na análise do texto.

Sobre a estola, sei que Davi era rei, e não sacerdote...mas Davi foi um rei, digamos, especial. Comeu o pão dos sacerdotes, vestia estola sacerdotal...como símbolo de Cristo, entendo que ele extrapolou algumas coisas, assim como Moisés, que não era sumo sacerdote, mas podia fazer coisas que, pela Lei, só Arão podia. Mas isso não vem ao caso aqui...Davi usar a estola só mostra que era um culto, ao meu ver. Senão, por que usá-la? E por que o autor do texto mencionaria o uso?

Sobre Mical, não quis igualá-lo a ela. Só quis mostrar que a Bíblia não se cala sobre o comportamento de Davi, sobre a dança. Ao contrário, a história de Mical mostra a aprovação de Deus. E, se há aprovação...não digo que todos devam dançar, mas acho que a dança não deveria ser condenada (pelo menos aquela que é parecida com a de Davi).

Abraços,

Helder Nozima
http://reformaecarisma.blogspot.com

Helder Nozima disse...

E sobre o Salmo 150, um convite sim...mas um convite à dança tb. Sinal de que a dança, se não era ordenada, era aceita por Deus como uma expressão de adoração.

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Helder,

Meu ponto não depende do fato que o tabernáculo estava em Jerusalém ou não, mas sim que era nele que se fazia o culto público regular do povo de Israel. E nele, conforme meu entendimento, não havia danças.

Mas, vamos admitir seu ponto, que na época de Davi o culto era mais solto, descentralizado, espontâneo e livre, com danças como parte dele. Isso só reforça meu ponto. Uma vez que o culto foi posteriormente organizado, estruturado, centralizado no templo, depois de Davi, não temos mais as danças, como facilmente se verifica. E com certeza, o modelo então para os cristãos não é a época de Davi, mas o período posterior da organização e centralização do culto no templo.

E neste caso, o Salmo 150 também não serve para provar danças no templo, pois foi escrito na época do tabernáculo (Salmo 150:1).

Volto a dizer que em momento nenhum desaprovei as danças. Meu questionamento é sobre danças litúrgicas nos cultos cristãos regulares, como elemento de culto.

missionário Genes disse...

rogo a Deus que nos dê mais unidade e seriedade (ipb)e que os sinodos e presbitérios acatem as resoluções do supremo.

Anônimo disse...

Que belo de post! Uma pena que a maioria das IPBs de PE ignoram isto.

Paulo disse...

Acho esclarecedor lembrar o que se seguiu à dança: deixando-se levar pelo entusiasmo, Davi e a multidão aparentemente esqueceram-se de observar com o rigor pertinente o temor e a reverência exigidos na presença de Deus, e a conseqüência (sim, ainda uso o trema) trágica não se fez esperar: a Arca oscilou, o que fez com que Uzá estendesse a mão para ampará-la, pelo que ele caiu morto no mesmo instante, o que pôs fim à festa e encheu o coração de Davi de pesar.

Anônimo disse...

Quais são as prescrições de Cristo a esse respeito?

Penso que:
1) Ele não prescreveu como deve ser o culto, mas pressupôs sobriedade,inclusive na oração;
2) Ao "chicotear" os vendilhões do templo ele "chicoteou" todos aqueles que usurpam o nome de Deus para alcançar um bom emprego ou até riquezas e reconhecimento público com o evangelho, inclusive e, talvez, principalmente, nos momentos de culto.

Se o fiel não pode ter o mínimo de paciência durante o culto, tendo de expressar sua "excitação" corporal-cinestésica, ou seus dons musicais, ou linguísticos, como pode dizer que dignifica o Nome de Cristo e não o interesse próprio?

Helder Nozima disse...

Paulo,

Isso foi no primeiro relato do transporte da Arca, quando Davo NÃO dançou. Na segunda tentativa, deu tudo certo, Davi dançou e quem terminou amaldiçoada foi Mical por criticar a Davi...só pegar os textos e ler.

Pierre disse...

Rev.Augustus Nicodemus,como vai?Espero que muito bem!Concordo com sua reflexão acerca das danças litúrgicas nos cultos religiosos e gostaria de saber se a proibição é para todas as Igrejas Presbiterianas do Brasil ou é opcional?Porque faço parte da Igreja Presbiteriana do Brasil em Maraponga e essa resolução não tem sido acatada em minha Igreja.Queria saber do Pastor se a Igreja está,dessa forma,insubmissa.Sem mais no momento,agradeço pela atenção e espero sua resposta.

Anônimo disse...

Ola,
Rev:Augustus
Eu tenho vergonha dizer que nos samos igreja verdadeiras.Por que a igreja sitonou um show e tambem danca profetica e os pulinhos.Sou membro da ipb em fort-ce e as vezes tem dessa coisa aqui.Como coreografia,danca e teatro...
Minho opiniao e que faltar pessoas como Espirito dos nos amigos da reformada.Tem um livro chamado A LITURGIA REFORMADA,Autor clarles w. baird.
Talvez caia bem nesse cometario que vc fala.E bom livro.hummm!!!!
Todos dever lembra que a palavra esta primeiro lugar, entao lirtugia vai ser nota mil....

Joubert, pr. disse...

Amado Rev. Nicodemus.

Sou aluno de pós da primeira turma de Fundamentos da Educação Cristã.

Admiro e acompanho suas colocações sobre este e outros assuntos postados neste blog. Entendo seu cuidado em buscar acuradamente fundamentos bíblicos que justifiquem ou não a dança no culto público, embora não esteja totalmente de acordo com suas conclusões. Por isso vou aguardar outras análises a respeito do assunto e espero que sejam postadas.

Reconheço, porém que suas colocações "atrapalham" o trabalho ministerial de muita gente! Por favor veja o link abaixo e constate que manifestação "maravilhosa" o amado Reverendo está contrariando.

http://www.youtube.com/watch?v=Hau9P-oAbeQ

Eu que sou "duro nas articulações", como o reverendo - até agora, a única coisa que minha esposa lamenta em mim, que eu saiba - estaria disposto a me mexer mais depois de ver este vídeo, mas seu artigo jogou água fria nas minhas "juntas"!!!

Até breve.
Abração,
Joubert de O. Sobº
emfamilia23.blogspot.com

Tales Paranahiba disse...

Aguardo comentário sobre o Sl 150.
O imperativo louvai é seguido da palavra dança.
O que é dança? Bater palmas e a sola do pé direito é dança? Mexer o corpo?
Em minha igreja, quase centenária, Cristã Evangélica (uma das mais conservadoras de SJC), temos um grupo de adolescentes que fazem coreografias e encenações em alguns cultos. Não vislumbro pecado nisso.
Não vejo censura a isso, desde que feito com decência, ordem e glorifique ao Criador, e não escandalize meu irmão. Se escandalizar, é melhor suprimir do culto.

Reitero que não sou adepto e tampouco fã do movimento de dança e coreografia moderna na igreja. Pois, via de regra, não são acompanhados de pregação expositiva, tornando o culto um show e escalizando não poucos irmãos.
Mas se for feito para a Glória do Criador, santidade, temor e reverência, sigo o último verso do Salmo 150: Tudo que tem fôlego louve ao Senhor.
A paz
Tales

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Jouberto,

Obrigado pelo link do Youtube. Aquele lá não tem junta dura, não!

Tales,

Aguarde, vai chegar algo sobre o Salmo 150, só preciso achar um tempo para escrever.

Abs.

Anônimo disse...

ola,
rv augustus.
isto foi melhor coisa de vc escreveu.Porque igrejas aparece como boa,boa...Devemos lembra da nos origem no sec:15 ou 16.Uma vergolha e quando vejo isto na ipb. Recomendo que todas as pessoa leiam este livro( a liturgia reformada)autor:Charles W.Baird.

ÚltimoPorão disse...

Olá Rev. Augusto. Gostaria de entrar em contato com o senhor para retirar uma postagem antiga realizada por mim no site que nao refelte mais o meu pensamento sobre o determinado assunto. poderia realizar esse contato com maiores explicaçoes pelo email?

Phillipe disse...

Muito legal...

Gilberto Sampaio disse...

Graça e Paz Dr. Augustus, é sempre bom ler seus post´s, quanto a "dança" de Davi penso que dois fatores nos impedem de usar como paradgma, o primeiro é a questão di culto no templo, na continuação do texto que relata tal dança, podemos ver a mudança de atitude quando se adentra o local para o culto solene ao Senhor. E em segundo lugar os "dançarinos" que defendem a "dança profética" para não falar "patética, pois as vezes é riduculo os movimentos que eles fazem" esquecem é o fator cultural assim como o Rev. expos, esquecem que Israel tinha um governo Teocentri, religião cultura e politica, convergiam em Deus. Portanto creio que o que Davi fez foi um ato civico, em comemoração a vitoria civica que teve, ae assim como nós exaltamos nossa patria no dia 7 de Setembro, Davi exaltou o Senhor, pois Ele era sua patria.

Em Cristo que nos fortalece - Gilberto Sampaio

Joelson Gomes disse...

Olá, parabens pelo post e pelo blog. Já faz algum tempo que seu blog é indicado no meu, mas vejo que o mesmo não acontce com o meu na sua página. Gostaria de saber se vc se interessa em continuar sendo indicado por mim, e se quer fazer uma parceria de indicação colocando-me em seu blog. Me responda por favor, seja positiva ou negativa a resposta.

Deus lhe abençoe sempre.

Joelson Gomes.

http://gracaplena.blogspot.com

Adriana Helena disse...

Pastor, sobre esse tema temos a mesma opinião, também acho válido utilizar a dança como evangelismo, atividade física... Mas no Culto ao Senhor, seja ensaiando ou todos tendo que repetir os mesmos gestos... me recuso a aceitar. Acho que se a pessoa quer adorar ao Senhor com danças que faça por si só, de maneira espontânea, natural e no lugar em que estiver.
A paz do Senhor Jesus.

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Joelson, meu irmão,

A iniciativa de colocar nosso link em seu blog foi sua. Até onde sei (ainda não perguntei a Mauro e a Solano) não partiu de nós.

Portanto, fique totalmente à vontade para manter ou tirar.

Não temos parceria de indicação com ninguém. Os blogs que são indicados no nosso foi iniciativa nossa, e pedimos permissão aos autores, sem pedir nada em troca.

Um abraço.

Joelson Gomes disse...

Pr. Augustus, obg pela resposta. Deus abençoe sempre.

Joelson Gomes

anderson queiroz disse...

Dr Nicodemos congrego na igreja presbiteriana das gracas em recife onde o sr muita vezes ja esteve presente nao venho colocar um comentarios afinal sua postagem sobre danca descreveu muita coisa boa onde me sinto satisfeito embora eu condeno veementemente a danca na igreja !
gostaria de perguntar o que vc acha sobre cantar salmos? se é um algo essencial ou a adicao de louvores tambem pode ocorrer ?

outra coisa Nicodemos estamos com um blog onde o seu esta como um dos favoritos e ficaria muito honrado se o sr colocasse algum depoimento em uma de nossas postagens.
o blog é apenaafiada.blogspot.com
nome retirado do livro O que estao fazendo com a igreja. E se podemos copiar algumas postagens para divulga-las no blog


abracao Anderson Queiroz

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Anderson,

Tenho boas lembranças da IP das Graças em Recife, mande um abraço aos irmãos.

Sobre o cantar Salmos, acho muito bom e apropriado. Aliás, tem uma decisão do Supremo Concílio de nossa Igreja que determinava a inclusão dos Salmos (com base no Saltério Genebrino) no nosso hinário, para serem cantados juntamente com os hinos. Mas infelizmente esta decisão nunca foi colocada em prática, nem sei dizer o motivo. Acho que os Salmos não foram ainda todos traduzidos e musicados pela comissão nomeada pelo Supremo Concílio.

Apenas discordo do conceito de Salmodia exclusiva, que somente os Salmos (e aqueles do Saltério!) é que deveriam ser cantados no culto.

Abraços!

Rafael Santos disse...

Dr. Nicodemus, gostei muito do seu post.
Realmente, estamos em uma era ao qual a maioria dos cristãos não analisa as escrituras, e isto é triste, infelizmente!
O senhor falou sobre a dança como forma de evangelismo, “Sei que vou escandalizar muita gente ao dizer que eu não veria problemas com grupos de coreografia para evangelizar.”
Bem sei q o senhor conhece o pragmatismo e q ele tem invadido a igreja de forma horrenda, tendo em vista que tal pratica é e muito antibíblica/liberal. Não seria o fato de inserir a dança no evangelismo como uma atitude pragmática, com a qual se tenta atrair a atenção das pessoas de uma forma humana e não com a pregação da palavra que é a forma Divina? Levando em consideração que nenhum dos missionários da nova aliança (Paulo, Tiago, Timóteo, etc.), nem tão pouco os da velha aliança (profetas, juízes, etc.) fizeram tal coisa e nem mesmo a nossa tradição mostra esse fato como ocorrido na história da igreja.
Vejo que o fato da inserção da dança, como evangelismo, seria uma atitude humana de melhorar o evangelismo e com isso ser mais atrativo.
Não há nada de errado com os moldes bíblicos de evangelismo e não estou dizendo que o senhor falou tal coisa, longe de mim, o admiro muito como teólogo, vejo-o como um forte aliado na coerência bíblica para nossa sociedade pós-moderna.
Muito obrigado pela contribuição e esclarecimento do assunto dança, também faço parte de um blog com o Anderson Queiroz (apenaafiada.blogspot.com) e ficaria muito feliz se o senhor pudesse também contribuir com o nosso blog, como o Anderson já o pediu.
.
Sola scriptura

Leonardo Gonçalves disse...

Rev. Augustus Nicodemus,

O título da postagem me soou pra lá de engraçado, tudo por conta de uma irmã que conheci lá em Minas Gerais. Quando alguém queria justificar uma prática mediante a praxe de algum rei, profeta ou apóstolo bíblico, sua contra-partida era citar um feito ainda maior deste personagem.

Assim, quando alguém dizia a esta dona: "Beber vinho pode... Jesus tomava um poquinho" - então ela, zelosa da sua tradição denominacional (que lhe proibia beber vinho) respondia: "Jesus morreu na cruz; tu vai querer também?".

A atitude dela, no entanto, não era uma proposta exclusiva: Adeptos do ministério da dança costumam fazer uso do jargão: "Davi dançou, eu também quero (e posso) dançar", fazendo uma grande confusão entre aquilo que a Bíblia descreve, e aquilo que ela ensina.

Embora realmente Davi e Miriã tenham dançado, estas danças foram casos fortúitos, uma expressão de alegria e patriotismo, coisa beeeem individual, e não parte de uma liturgia coletiva do povo de Deus.

Davi dançou, e assim como o senhor, não vejo mal algum em dançar. Mas querer justificar a dança como elemento litúrgico tomando por pretexto as passagens supracitadas, não só é antibíblico, como também uma atitude infantil.

Que Deus em Cristo o abençoe,

Leonardo Gonçalves
blog Púlpito Cristão

Anônimo disse...

Sim,então teremos que rever centenas de aspectos que hoje esta na igreja,altar,lugar de oração e adoração etc.., se eu estou fazendo um culto a Deus na minha casa com irmãos e quero dançar ali mesmo, qual seria a diferença de dançar na igreja? seria abominavel do mesmo jeito?

marcos_paiva disse...

Bela explanação sobre o assunto Sr Augustus, aliás comprei o seu livro e me sinto muito edificado por isso.

Estretanto descordo quanto a sua crítica sobre as danças no momento de culto, assim como o Sr Francisco Mário disse. Porém tambem não acho justo a obrigatoriedade dessa prática.

Abraço!

Paz

Ethel disse...

Excelente o artigo do sr. Augustus!A apropriação de eventos históricos de Israel, de costumes e até mesmo de artefatos e objetos do culto hebraico é muito comum nos dias de hoje, um modismo fútil dos que ainda não perceberam que Israel é Israel e a igreja...é a Igreja!E tudo o que concerne à igreja se encontra no Novo Testamento, na doutrina apostólica.

Auguste Thomas disse...

Descordo veementemente do caro Augustus. A bíblia, inteiriça e completa, é uma manual de como agradar a Deus. A leitura correta e o estudo cauteloso, nos faz cumprir algo que o nosso amigo Paulo recomendou, que é estar a par de tudo, e estar naquilo que é excelente! A dança litúrgica está contida na bíblia, e a meu ver, é excelente. A dança, ao meu ver, é excelente, porque é com o corpo inteiro, com DANÇA, com harpas e saltérios, que se deve louvar ao Senhor. Seja no culto público ou não.

Lamento, mas o seu argumento, parte de um interpretação exclusivamente sua do que se "pode" ou "não pode" se fazer num culto. Nâo existe nada de forma literal que proiba a dança litúrguca, sem contar, que como aqui já foi dito, ELA É RECOMENDADA!!

Abraços ao irmão,
Esperando ser bem compreendido!

Paz seja convosco

Mariana disse...

Concordo com o artigo, nunca simpatizei com a idéia de danças liturgicas. Além dos motivos argumentados, quero lembrar que 99% das igrejas não têm pessoas devidamente capacitadas para apresentações de dança, daí vêm aquelas danças inspiradas nos movimentos das dançarinas do Gugu, só pode, e os figurinos lamentáveis de cafona.
Mas escrevo mesmo para relatar um exemplo que julgo como exceção. Ainda neste ano, um missionário Moçambicano (nativo mesmo) da igreja presbiteriana esteve em minha igreja, pregou no culto a noite. A pregação na verdade foi mais voltada a relatar a realidade da missão em Moçambique, as lutas e vitórias. Ao final da mensagem cantou uma música em uma língua nativa e fez uma "dancinha" tal como era feito nos cultos (de 4horas) de Moçambique, a dança não tinha nada de apelativa ou sensual, parecia dança de criança. Nos convidou para acompanhá-lo nos movimentos e na canção. Acredito que só 4 ou 5 pessoas (eu inclusive) fizeram a dancinha com ele, os demais só cantaram, estáticos. Bem, pra mim, condenar este tipo de manifestação é um tipo de intolerância cega, é claro que muitos se sentem constrangidos, mas os que ficaram parados emburrados, agiram com antipatia e foram deselegantes com o convidado. Creio que sempre vão existir casos e casos... e sempre deve-se ponderar para entender a autenticidade das manifestações, pedir sabedoria a Deus pra nos ajudar a discernir aquilo que é dele ou não, estarmos preparados biblicamente quando confrontados com essas diversas situações. E lembrem-se, a motivação pra repreender ou reprovar qualquer atitude deve ser o amor a Deus e a nossos irmãos, muitas vezes nos enchemos de razão e de verdades e esquecemos disso.

Silma disse...

Meus amigos, que texto. Vou compartilhar agora no meu facebook. Estou de pleno acordo com o autor. Devemos combater essas invençoes de culto que o mundo pos moderno está impondo. Deus abençoe o autor.

evando silva disse...

olha respeito a sua abordagem sobre a dança, mas acredito que devemos adorar a Deus de todas as maneiras ate porque a palavra de Deus diz no texto de 1corintos 10.31 (Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus) porque então excluir a dança? se ate a comida Deus colocou em questão? e ainda disse qualquer outra coisa, bom acredito que devemos fazer td aquilo que glorifique o nome dele. obrigado abraço para todos..!!

Renato Cabral disse...

Se olharmos criticamente, veremos que Jesus é na verdade um dos maiores críticos de costumes e tradições, Ele prega ,mais sobre o nosso corpo ser o templo do Senhor, e desvincula a sua presença do templo, mostrando que o nosso andar e a sinceridade de coração é o que vale.
O dançar ou não dançar, qual ritmo tocar, de que forma adorar, acho que é algo pessoal, o que vale é a intenção do coração para Deus, e isto é muito explicito na bíblia, se formos levar a bíblia ao pé da letra para realização do culto, devemos nos considerar “neojudeus”, mas se entendemos as entrelinhas da pregação de Cristo, será espontânea, mas lógico, deve se haver ponderação, pois se houver sensualidade ou qualquer coisa que desabone, não é algo para Deus e sim para auto-afirmação.

Pr. Cabral