quarta-feira, abril 01, 2015

Reminiscência... O Fim de Uma Carreira!

O ano era, creio, 1965. Eu era um jovem de 18 anos cheio de ânimo. Havíamos saído de Recife, eu e outros três amigos, para Garanhuns, para um encontro de Jovens Presbiterianos. Um desses amigos era o pregador e eu achei de dar uma de fotógrafo.
Todo empolgado, havia comprado um FLASH para uma máquina da época da segunda guerra mundial que meu pai tinha em casa. Nos meses anteriores eu havia lido na Enciclopédia Prática Jackson a seção de FOTOGRAFIA e estava todo entusiasmado, crente de que era o maior expert nas redondezas sobre o manejo da câmera. Sabia tudo sobre abertura, lentes, foco, sensibilidade de filmes (alguém lembra de "ASA 100"?) e, especialmente, sobre fotografias com flashes. A geringonça adquirida, fruto de MUITAS economias, era um trambolho de bom porte, que ainda tinha um leque de alumínio que abria e ampliava o poder de projeção da lâmpada ENORME, com aqueles mil filamentos internos, envoltos em magnésio, que explodia e causava aquele clarão de arrepiar, invariavelmente queimando fotos, no processo, ou submetendo-as à superexposição!
Pois bem, enquanto o meu amigo pregava, armei o leque, coloquei a lâmpada (com as duas mãos) no soquete, parafusei o flash em cima da máquina, liguei o fio no local devido e me encaminho na ala central da igreja para registrar o histórico momento da pregação! Nenhuma preocupação em disfarçar, pois, seguindo a milenar tradição dos fotógrafos, eles são o centro da atenção, mesmo.
Aponto a máquina, preparo-me para o grande momento, aperto o botão e ... clik – NADA do FLASH!! Impossível! Eu testei antes (lembrando que as lâmpadas, naquele tempo, QUEIMAVAM ao serem acionadas – isso mesmo – eram suficientes para UMA foto, e custavam uma nota!). Perplexo, viro a máquina para ver o que estava acontecendo e a bomba de efeito retardado entra em ação: a lâmpada explode, com grande clarão a uns cinco centímetros da minha face.!
Pausa no sermão, olhares se voltam ao fotógrafo cego, que ziguezagueava no meio da igreja, segurando uma máquina fotográfica com uma lâmpada fumegante, ainda, em direção à porta de entrada. Nesse percurso, que durou um século, até chegar lá fora e sentar na calçada, foi tomada a decisão de abandonar a promissora profissão. O incidente, como de costume, gerou brincadeiras e zombarias dos colegas, especialmente dos que haviam me acompanhado até o evento! Foi o fim de uma possível carreira...
Solano Portela

domingo, março 29, 2015

Como ser uma escola cristã relevante no contexto do séc. XXI? Congresso

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Como ser uma escola cristã relevante no contexto do séc. XXI?

Essa pergunta inquieta o nosso coração. Como educadores almejamos exercer uma prática pedagógica que alcance o coração e a mente dos nossos alunos e nos realize como profissionais. Mas, além disso, também desejamos ser instrumentos de Deus para inspirá-los a desenvolver um relacionamento com o Deus Criador.

O apóstolo Paulo nos deixa a seguinte exortação: “aquele que ensina, esmere-se no fazê-lo!” Rm.12.7. Diante das exigências do séc. XXI, é preciso que a escola esteja adequada para exercer uma educação que capacite o aluno para uma vida de sucesso profissional, pessoal, emocional e espiritual. Para tal, todo o programa educacional deve ser feito com excelência, com cosmovisão cristã e coerente com as necessidades do mundo pós - moderno. Nesses dias, é impossível falar em educação dissociada das questões tecnológicas, da globalização, da tolerância ao diferente, das novas leis, do novo modelo de família, etc... Jeremy Ervin diz que o desafio do educador cristão é entender a mentalidade do aluno do séc. XXI, pois tem a missão de atender o “aluno como um todo”.

Não fique de fora deste Congresso! INSCREVA-SE AQUI
Estes serão dias de compartilhar, de conhecer e de despertar. Dias para renovar o chamado e alinhar a visão. Você é parte do projeto de Deus através da Educação Cristã Escolar para o mundo do séc. XXI!

Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra.
2 Timóteo 3.16-17

quinta-feira, março 26, 2015

Carta a um jovem cristão que frequenta barzinho

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DATA: quinta, 26/03/2015
DE: Augustus Nicodemus
PARA: castilho@barzinho.com.ws
ASSUNTO: Re: Por que não posso continuar a frequentar casas de show?
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Caro Castilho,

Gostei da nossa conversa ontem, mas vejo que você continua com algumas dúvidas. Obrigado por mandar este e-mail para esclarecer o que talvez não tenha ficado claro.

Eu não sou contra ouvir boa música. E boa música nem sempre é feita por cristãos. Mas, com isto, eu não quis dizer que frequentar casas de shows, pubs e barzinhos para ouvir estas músicas, bebendo uma cervejinha, é a coisa certa a fazer. Você me perguntou no e-mail o que há de errado em fazer isto. Assim, de pronto, posso pensar em algumas razões.

Eu frequentei casas de show, pubs e barzinhos a maior parte da minha mocidade, antes de conhecer a Cristo. Eu sei muito bem o que rola numa boite e nestes lugares. O ambiente é voltado para sexo, bebida, drogas e algumas vezes a coisa acaba em discussão e brigas. É claro que isto nem sempre rola, mas o potencial está ali. O que se exalta ali é o ego humano, o prazer irrestrito e uma suposta liberdade sem limite. Paulo escreveu que devemos evitar “toda forma do mal” – inclusive aquilo que pode nos levar a ele ou que tem aparência do mal (1Tess 5:22).

Outra razão. Deus nos ensina na Bíblia que somos servos dos nossos irmãos em Cristo. Eu jamais deveria usar minha liberdade de forma a induzir, ocasionar, incentivar e levar um irmão em Cristo a cometer pecado. Paulo falou que se a comida ou a bebida levasse um irmão a tropeçar ele jamais comeria carne ou beberia vinho outra vez (Romanos 14:21; 1Coríntios 8:13).

Você pode se sentir tranquilo e seguro bebendo cerveja num pub. Mas imagine que um irmãozinho novo na fé lhe vê ali fazendo isto. Ele vai ser induzido a pensar que está de boa se fizer a mesma coisa. E vai imitar você, com o risco de embebedar-se, e fazer o que não deve, para não mencionar a culpa que vai sentir no "day after". É Paulo quem cita este exemplo, leia 1Coríntios 8:9-12. E ele diz que ao fazer isto, você está pecando contra Cristo. Por amor aos irmãos em Cristo, deveríamos nos abster destas coisas.

Mais uma razão que me ocorre. Sua atitude de querer curtir tudo o que o mundo oferece e ainda se considerar como cristão é idêntica à atitude de uma das primeiras e mais perigosas seitas que já apareceram na história do Cristianismo, que foi a seita dos libertinos. Eles se consideravam cristãos e diziam que tinham recebido um conhecimento especial da parte de Deus, de que poderiam desfrutar de tudo, que nada é pecado para quem crê e que Deus nos aceita livremente como somos. Assim, eles ensinavam que os cristãos eram livres para frequentar os templos pagãos, comer das carnes oferecidas aos ídolos ali e praticar a prostituição “sagrada” oferecida nestes templos. Os escritores das Bíblia enfrentaram estes cristãos libertinos firmemente. Judas, o irmão de Jesus, os considera ímpios e que eles negavam a Jesus (Judas 4). O próprio Jesus condenou severamente as igrejas de Pérgamo e Tiatira por abrigarem libertinos no seu rol de membros. Inclusive, havia uma profetisa chamada Jezabel que ensinava claramente que os cristãos podiam participar dos festivais pagãos nos templos de ídolos e se prostituir ali (Apocalipse 2:14-15 e 20). O que eu quero dizer é que sua atitude lhe empurra mais para perto dos libertinos do que dos cristãos.

Uma última coisa, e para mim, a mais importante. Acho que você está fazendo as perguntas erradas. Por que em vez de perguntar o quão longe você pode ficar do pecado e de tudo que leva a ele, você fica perguntando o quanto você pode ficar perto do pecado e de situações que podem levar a ele? Se você é nascido de novo, tem o Espírito Santo, é nova criatura, está arrependido de seus pecados e ama a Deus de todo coração – não deveria estar perguntando o que pode fazer para ficar mais perto dele e longe de tudo que pode entristecê-lo?

Castilho, estas coisas nunca vêm sozinhas. Por vezes a frequência à casas de show, bebidas e curtição de shows acaba em sexo entre jovens cristãos que não são casados. Sobre isto falaremos outra vez. Mas lembre do que diz a Palavra de Deus: “um abismo chama outro abismo” (Salmo 42:7).

Fico por aqui. Longe de mim querer privá-lo de sua liberdade em Cristo. Meu único interesse é que você a use da forma correta. Existem dezenas de maneiras sadias de fazer novos amigos, curtir os atuais e se divertir. Por que seguir o caminho do que é duvidoso, polêmico e potencialmente perigoso para sua vida espiritual?

Um abraço amigo,
Pr. Augustus

[Este e-mail é fictício. "Castilho" é uma personagem fictícia, embora as circunstâncias mencionadas neste e-mail não sejam]

quarta-feira, março 18, 2015

A APOSTASIA CRESCENTE DA PCUSA

A Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos (PCUSA) redefiniu nesta terça 17/03/2015 o seu entendimento sobre o que é casamento. Por maioria dos seus presbitérios, alterou a sua constituição, que agora diz que o casamento é “tradicionalmente” entre um homem e uma mulher.

O que houve, na verdade, foi a adequação da constituição da PCUSA à prática já em vigor. Os pastores desta denominação (que para nós é apóstata) já estavam autorizados a realizar casamentos entre pessoas do mesmo sexo faz já algum tempo.

Como é sabido de todos, a Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) não tem nenhum relacionamento com esta “igreja” americana, da qual se desligou faz décadas por causa das posturas liberais da mesma, muito antes dela aprovar o casamento gay. A PCUSA é uma denominação liberal que já abandonou faz tempo os principais pontos da Reforma, como a autoridade e infalibilidade das Escrituras.

Muitos não sabem que o termo “presbiteriana” define apenas um sistema de governo, não uma teologia. A rigor, uma igreja presbiteriana é aquela que é governada por presbíteros. Assim, há igrejas que se dizem presbiterianas mas que são renovadas ou de linha pentecostal. No caso da PCUSA, é uma igreja governada por presbíteros e que adota uma teologia liberal.

A IPB é conservadora na sua doutrina e mantém o conceito da inerrância das Escrituras. Como tal, não reconhece o “casamento” gay e certamente repudia tal decisão da PCUSA de redefinir o casamento desta forma.

Já escrevi antes sobre casamento gay na PCUSA. Os artigos sobre o assunto estão no blog Tempora-Mores:

http://tempora-mores.blogspot.com.br/2014/06/agora-gays-podem-casar-na-igreja.html
http://tempora-mores.blogspot.com.br/2011/02/pcusa-prestes-se-dividir.html
http://tempora-mores.blogspot.com.br/2012/01/decepcionados-com-ordenacao-de.html
http://tempora-mores.blogspot.com.br/2006/07/denominao-americana-finalmente-aprova.html
http://tempora-mores.blogspot.com.br/2011/05/por-que-igrejas-presbiterianas-pelo.html

segunda-feira, fevereiro 02, 2015

Encontro Consciência Cristã - Campina Grande


Vídeo de apoio ao grande encontro de evangélicos em Campina Grande, chamado Consciência Cristã. Nos dias em que o país para e se dedica ao Carnaval, existem muitos que procuram aprender mais da Palavra de Deus, em retiros e acampamentos, ou em encontros, como este, que congrega dezenas de milhares de pessoas, no nordeste do país. Clique aqui, para assistir ao vídeo!