quarta-feira, janeiro 18, 2012

Augustus Nicodemus Lopes

Conselhos a Um Pregador Itinerante

[carta dirigida a personagem fictícia, porém baseada em experiências e fatos bem reais]

Meu caro Pr. Filipe,

Obrigado por seu e-mail contando as experiências recentes em suas pregações Brasil afora. Eu mesmo tenho tido a oportunidade, durante meu ministério, de pregar praticamente em todos os Estados da Federação e em vários países do exterior. Só posso agradecer a Deus.

Acho que é por isso que me sinto à vontade para atender seu pedido de conselhos práticos para suas viagens. Vou falar de coisinhas práticas que, mesmo sendo pequenas e “mundanas”, podem estragar sua estada em uma igreja.

1. Se for viajar de avião, acerte bem cedo quem vai comprar a passagem. Já me aconteceu de chegar o dia de viajar e não ter um bilhete. Os que me convidaram não compraram passagem pensando que eu ia comprar! Foi uma dificuldade conseguir passagem de última hora e estas geralmente são mais caras.

2. Se ficar a seu critério comprar a passagem, veja o horário em que a programação começa, para não chegar em cima da hora. Dê sempre um espaço para atrasos nos aeroportos. Peça um assento no corredor ou janela, não deixe para marcar na hora do embarque. Você pode terminar lá no fundo, espremido entre dois gordões durante duas horas de vôo. Um verdadeiro inferno.

3. No caso de você comprar a passagem, guarde o comprovante para mostrar quanto custou, na hora do reembolso. Não será um problema se você não tiver comprovante, mas fica mais elegante e transparente estar pronto para mostrá-lo.

4. Escreva em lugar acessível um telefone para contato, e mesmo o endereço da Igreja ou do local das pregações, para quando chegar ao aeroporto da cidade onde vai pregar não ser surpreendido por um aeroporto vazio, sem ninguém lhe esperando. Já passei por isso, sem telefone de contato e sem endereço, e lhe garanto, é desesperador!

5. A bagagem é extremamente importante, em caso de compromissos fora da sua cidade. Se for de ônibus, tudo bem. Se for de avião, esteja preparado para extravios. A melhor coisa é viajar leve e acomodar suas roupas, etc. em uma mala ou bolsa que você possa levar consigo dentro do avião, sem ter que despachar como bagagem. Se não tiver jeito, leve pelo menos uma muda de roupa com você. As chances de extravio de bagagem são grandes. Já me ocorreu de chegar em Goiânia para pregar num grande evento, e minha mala se extraviou. Tive que morrer num Shopping Center para comprar de última hora uma roupa completa e todos os acessórios (por causa do meu tamanho, sempre é difícil conseguir paletó emprestado...). A mala só apareceu dois dias depois.

6. Ainda sobre bagagem. O costume das igrejas varia muito pelo Brasil quanto à indumentária do pregador. Em alguns lugares, usar paletó é sagrado. Em outras, indiferente. Meu conselho é que pergunte antes ao pastor da Igreja que indumentária ele costuma usar. E caso isso não tenha sido possível, leve um paletó completo por via das dúvidas. Esteja preparado para tudo – rasgar as calças, descosturar o zíper da calça do único paletó (isso me ocorreu na encantadora Porto Velho. Minha sorte foi que havia uma irmã que era excelente costureira e deu um jeito a tempo para o culto da noite), manchar o único paletó que levou logo na primeira refeição, etc.

7. Por falar em hospedagem, naqueles compromissos de mais de um dia, meu conselho é que não imponha como condição ficar num hotel. Pega muito mal. Infelizmente, muitos pregadores evangélicos de renome quando aceitam um convite impõem como condição, além da oferta já determinada, ficar em hotéis de várias estrelas, comer em determinados locais, etc. etc. Para mim, é coisa de mercenário. Diga que aceita ficar hospedado na casa de uma família desde que você tenha tempo para descansar e rever seus sermões e orar. No meu caso, eu acrescento que não consigo dormir com mosquito (pernilongo, muriçoca, etc. – você tem que lembrar que dependendo do lugar para onde vai, o nome muda...) e calor, e se a família tiver pelo menos um bom ventilador e repelente, já basta. Deixe a Igreja que lhe convida decidir onde vai lhe hospedar. (Se você quiser ler um pouco sobre as bençãos de ser hospedado – e dos que hospedam pregadores – leia uma série de posts sobre o assunto, que começa aqui.

8. Como você é presbiteriano, fique atento para um detalhe que pode acabar trazendo algum embaraço, se você for convidado para pregar numa igreja batista. Isso nunca me aconteceu, mas sei de casos em que o pastor presbiteriano foi pregar numa igreja batista e na hora da Ceia do Senhor foi preterido – o diácono zeloso não lhe serviu o pão e o vinho (como eram batistas, provavelmente era suco de uva). Ouvi falar de pastores presbiterianos que passaram por esse vexame e sei de pelo menos um que se levantou e saiu do culto, na hora. Não precisava tanto, talvez. Mas, que fica chato, fica. Você é crente o suficiente para estar falando lá e até para ensinar a congregação como trilhar os caminhos de Deus, mas não para tomar ceia...Por isso, cuidadosamente, pergunte antes ao colega batista, ou de outra denominação que restrinja a Ceia, se haverá celebração da Ceia e se ele tem a posição restrita ou mais aberta, que concede a Ceia aos pobres presbiterianos. O que é acertado antes, não sai caro.

9. Outro conselho – procure informar-se ao máximo da Igreja onde vai pregar, ou dos que estão patrocinando o evento em que você vai falar. Em 1997 paguei um dos maiores micos do meu ministério quando fui convidado para falar sobre Batalha Espiritual em uma igreja presbiteriana fora de São Paulo (eu tinha acabado de lançar meu livro O Que você Precisa Saber sobre Batalha Espiritual). Eles esperavam que eu falasse a favor e eu fui falar contra! Se eu tivesse tomado o cuidado de me informar cuidadosamente das posições do pastor da época e da situação da igreja, provavelmente teria recusado o convite ou então deixado muito claro que iria falar contra. Foram três dias de tensão e desconforto, na esperança de que Deus estivesse utilizando positivamente aquele constrangimento... Conhecer antecipadamente sua audiência vai ajudar a calibrar a pregação, determinar os conteúdos e tirar do baú do escriba coisas velhas e novas apropriadas para a ocasião (Mateus 13.52).

10. Nesse sentido, é bom estar absolutamente seguro da ocasião e do motivo do convite. O que a Igreja espera? É um aniversário da Igreja? Há um tema específico? Os temas das pregações ou palestras são livres? Eles esperam que você fale quantas vezes? Seja organizado, tenha tudo isso anotadinho bem antes do evento. Eu já passei por maus momentos por causa de desorganização. Cheguei na cidade onde tinha de pregar três vezes sem ter me assegurado da ocasião. Confesso que confiei demais na minha experiência e nos sermões de reserva que tenho de memória. A ocasião era o aniversário do coral da UPH!!! Eu não tinha sermão nenhum preparado para isso. Tive de improvisar na última hora e ficou aquela beleza...

11. Ainda alguns conselhos sobre as pregações. Pergunte antes o tempo que o pastor da igreja costuma pregar. Não abuse do fato que você é convidado. Você vai querer que eles se lembrem de você como “ah, aquele pastor que pregou tão bem sobre Lázaro...” e não como “ah, sim, aquele pastor que pregou cada sermão um mais comprido que o outro...”

12. Outro conselho muito importante. Pregadores itinerantes “como nós” costumam ter um pacote de sermões que levamos conosco e pregamos onde somos convidados. Pode acontecer o desastre de você repetir o mesmo sermão num mesmo lugar. Já passei por essa vergonha. Quem me salvou foi Solano Portela, que estava presente, e logo que eu anunciei o texto e fiz a introdução do sermão, ele discretamente se levantou do banco e me passou um bilhetinho onde estava escrito “você já pregou esse sermão aqui no mês passado”. Quase morri de vergonha. E o pior foi pregar na hora um sermão novo de improviso! Portanto, ache um jeito de registrar onde você pregou determinado sermão e quando, para evitar esse desastre.

13. Por incrível que pareça, o púlpito onde você vai pregar pode se tornar um problema. Há igrejas com púlpitos minúsculos e outras que nem púlpito têm mais – foram aposentados quando o pastor e a igreja adotaram grupo de coreografia, um enorme grupo de louvor e equipe de teatro. O pastor passou a pregar com microfone sem fio, andando pelo palco e pela igreja, sem anotações e sem a Bíblia diante dele, só contando histórias e experiências. Eu sei que você gosta de pregar expositivamente, de ter sua Bíblia aberta diante de você e as anotações ao lado. O que fazer em casos assim? Eu já me virei com aquele estande do regente do conjunto coral, onde de improviso acomodei a Bíblia e as notas. Em outras vezes, não teve jeito. Tive de pregar com a Bíblia aberta numa mão e o microfone sem fio na outra, sem chance de ter as anotações! Nesse caso, o que me salvou foi a boa memória a experiência de pregar de improviso. Meu conselho é que você também pergunte ao pastor se haverá ao menos um estande de regente para colocar Bíblia e notas. Outro conselho é que memorize os sermões e passe a pregar sem notas. Isso vai lhe salvar de inúmeras situações similares.

14. Agora, a questão da oferta. Na verdade, isso não deveria ser nem mesmo uma questão para você. No máximo é uma questão apropriada para quem convida. Quando isso passa ser o foco do seu ministério, vira coisa de mercenários, os que mercadejam a Palavra de Deus. Sei que existem muitos que não têm outras fontes de sustento a não ser o ministério itinerante, mas não é o seu caso e eu não saberia como lidar com essa situação... Já recebi vários convites que vinham com a pergunta receosa, “quanto o irmão cobra por palestra?” Obviamente, respondi que não cobro absolutamente nada, só preciso que paguem as despesas de passagem e hospedagem. Já houve casos em que acabei pagando para ir pregar em outro Estado, numa igrejinha que não tinha condições de pagar a passagem de avião. De ônibus, levaria 2 dias para ir e mais 2 dias para voltar (Deve ser por isso que minha agenda de pregações vive lotada...). Meu conselho é que não conte com ofertas, como se fosse coisa certa. Não são. São um extra, um bônus, que pode ter ou não. Se, todavia, a igreja ou entidade patrocinadora lhe oferecer uma oferta, aceite com alegria e gratidão. Se recusar, vai ofendê-los.

Bom, eu teria mais um monte de coisas para dizer sobre esse assunto. Afinal, após 30 anos como pregador itinerante, no Brasil e fora dele, a gente aprende muito. Mas, no geral, eu lhe diria que tem sido um grande privilégio e alegria pregar em tantos lugares diferentes. Os contratempos não representam nada diante das bênçãos. É claro que isso só tem sido possível pela compreensão e apoio da minha esposa (filha de missionários) e de nossos quatro filhos... recentemente fiquei muito alegre quando uma igreja mandou uma carta para minha esposa e filhos, agradecendo por terem me liberado para passar um fim de semana com eles.

Um grande abraço!
Augustus

Augustus Nicodemus Lopes

Postado por Augustus Nicodemus Lopes.

Sobre os autores:

Dr. Augustus Nicodemus (@augustuslopes) é atualmentepastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia, vice-presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana doBrasil e presidente da Junta de Educação Teológica da IPB.

O Prof. Solano Portela prega e ensina na Igreja Presbiteriana de Santo Amaro, onde tem uma classe dominical, que aborda as doutrinas contidas na Confissão de Fé de Westminster.

O Dr. Mauro Meister (@mfmeister) iniciou a plantação daIgreja Presbiteriana da Barra Funda.

14 comentários

comentários
18/1/12 18:39 delete

Esse texto é uma preciosidade, Rev. Augustus. Acho que deveria escrever um livro somente sobre essas experiências dando as devidas referências bíblicas.

Espero que, um dia, o sr. pregue numa igreja batista reformada e venha um dia aqui na nossa cidade. Tema livre. Poderíamos unir-nos com a igreja presbiteriana. Um abraço. :)

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18/1/12 21:50 delete

Acredito q deva gerar um burburinho entre os irmãos se o pregador for omitido da Ceia. rs
Achei muito legal as histórias.

Espero que nos próximos 30 anos possamos recebê-lo aqui na IP de Alto Jequitibá. Adianto que não temos muriçocas por aqui.rs

Abraço Rev. Augustus

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18/1/12 22:27 delete

Como sempre Rev. Nicodemus suas cartas são preciosas orientações, obrigado por tecer comentários sobre Porto Velho, já morei lá 7 anos e conheço os irmãos da IPB daquele lugar. Tirando o calor que é demais, os irmãos são caridosos! Muito bom ler suas cartas de experiências, espero que me breve podemos ve-las reunidas em um livro! Deus nos abençoe!

Soli Deo gloria!

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18/1/12 22:42 delete

Rev, realmente ótimas observações. Creio que demonstram um coração de servo que busca fazer o melhor dentro das possibilidades para abençoar e ser abençoado através do ministério.
Infelizmente como João adverte existem Demétrios mas também existem mercenários.
Que Deus o abençoe.

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19/1/12 01:29 delete

Rev. Augustus, minha esposa me recomenda sempre para eu anotar os sermões que já preguei, e ainda mais lendo em voz alta para ela os conselhos... Decidi: anotar os sermões e onde preguei. Já me aconteceu de estar numa mesma igreja três vezes no ano... Ela sempre me pergunta: - Você já revisou se não pregou o que está levando? Eita... Bons conselhos!

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19/1/12 10:29 delete

reverendo, olhando os seus conselhos sobre etinerancia imaginei o senhor dando uma conferencia aos pregadores etinerantes que pregam em minha denominaçao Assembelia de Deus uma vergonha estao milhonarios a custa de pobres igrejas e irmaos que quase se matam o ano todo para juntar 8 9 e ate 10 mil reais com toda dispesa livre para ver esses espertalhoes dizerem herezias e gritaria dois dias inteiros

que bom que esses espertalhoes lessem seus conselhos

sandro barcelos
vou dar um exemplo nesse final de semana passado eu viagei 1200 km entre ida e vinda e quando terminou a conferencia da escola biblica que ministrei o pastor preocupado me perguntou quanto o senhor vai cobrar e falei a despesa e ele me deu 600 reais e gastei entre gasolina e refeiçoes para tres pessoas que me acompanharam na viagem para ir e voltar 480 reais mais voltei feliz por que fiz a vontade de Deus.

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19/1/12 10:58 delete

Excelente texto, rev. Augustus:

Tenho apenas duas observações:

1) A hospedagem em casas, conquanto seja uma opção, tem, todavia, algumas contraindicações. A principal delas é quando os donos acham de contar os "problemas" da igreja para o pregador e este sente-se tentado a pregar um sermão "de Deus para hora", totalmente direcionado.

2) Quanto ao ponto de número 9, entendi bem o sentido, mas é preciso bastante cuidado de não levá-lo ao extremo. Aonde quero chegar. Há "itinerantes" que pregam o que o auditório deseja ouvir. Ou, ao invés disso, se a igreja é contra a batalha espiritual, ele é contra; se é a favor, ele é a favor. Digamos que seria o pregador da conveniência, ou, numa expressão mais bem humorada, pregador camaleão.

Mas, regra geral, já passei pela maioria das experiências aqui relatadas, inclusive o extravio de malas e ter de pregar com a roupa do corpo, porque não tinha dinheiro nem cartão para ir ao shopping. Não é fácil!

Abraços!

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19/1/12 14:29 delete

Estimado Geremias,

Estou de acordo. A hospedagem em casa tem esta vulnerabilidade, mas a gente poderia aproveitar para orientar os nossos hospedeiros a procurar diretamente aqueles de quem eles discordam, de acordo com Mateus 18.

Já o seu ponto 2 (meu ponto 9), acho que eu não fui claro. É evidente que eu sou contra pregadores camaleão, como você corretamente os chamou, rsrs. O que eu quis dizer é que deveríamos saber de antemão a linha teológica da igreja, os posicionamentos dela e deixar claro a quem nos convida que temos uma posição diferente. Ele deseja mantwr o convite assim mesmo? Se ele mantiver o convite mesmo sabendo que vamos falar contra, poderemos fazâ-lo com tranquilidade e sem muito constrangimento. É só isto.

Um abraço.

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19/1/12 22:25 delete

Excelente produção, mais uma vez estou admirado com tamanha eloquência e ao mesmo tempo simplicidade na abordagem!

Gostaria de convida-lo a visitar meu site!

http://www.antropicos.org

Abraços

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Marcelo
AUTOR
21/1/12 12:11 delete

Sou batista e minha igreja pratica a ceia restrita, e certa vez um pastor da IPI foi conferencista em nossa igreja. Felizmente não era culto de ceia, mas se houvesse, com certeza haveria o mesmo constrangimento. Não concordo com essa posição, mas respeito meus pastores. Anseio o dia em que os irmãos de diferente denominações deixarão de lado coisas de pouca imortância.

Marcelo

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Oliveira
AUTOR
23/1/12 16:59 delete

Nobre Reverendo

Quanto ao item 7, se for em Joinville, fica na minha casa e não se fala mais nisto. Ponto. E não adianta reclamar...

Ficamos conversando sobre as Escrituras até umas duas da madruga, e tem para orar... bem... das duas em diante...

risos...

Abraço!

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24/1/12 18:32 delete

Prezado Rev. Augustus, confesso que me foi de grande valia as dicas do seu texto 'Conselhos a Um Pregador Itinerante'. Que Deus continue o abençoando!!!

Só uma nota: a prática da Ceia restrita no meio batista* está sendo a cada dia menos utilizada, e graças a Deus por isso.

*Isso nas igrejas do meu estado (RJ), capital e região metropolitana... Já a realidade das igrejas de outros estados eu sinceramente desconheço, apesar de já ter visitado igrejas do Sul (RS) e Nordeste (João Pessoa-PB), e de dois outros estado do Sudeste (MG e ES). No entanto não em dia de Ceia.

Abraços,

Robson Oliveira
Pastor filiado a OPBB (Ordem dos Pastores Batista do Brasil)

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27/1/12 14:23 delete

Prezado Pastor Augustus,

Gostei demais de seu artigo! As várias situações descritas deram-me asas à imaginação...
Realmente, ocorrem situações que exigem improviso, agilidade e, porque não dizer, "jogo de cintura"!
Cumprimento-o por sua humildade e grande preocupação em não repetir sermões...
Não sou pastor, nem oficial de Igreja. Mas, mensageiro de uma ONG Internacional, presente em mais de uma centena de países, e já tive oportunidade de pregar em algunas Igrejas Presbiterianas e, até mesmo, numa Igreja Batista, apesar de ser presbiteriano.
Gostaria de compartilhar a história. Nesse dia, também tive que improvisar! Antes de assumir o púlpito, o pastor da Igreja, um verdadeiro entusiasta do Ministério que faço parte, durante a apresentação, em sua introdução, falou cerca de 70 a 80% de toda a minha mensagem...
Orei... E segui em frente! Note bem, era a segunda vez que pregava em uma Igreja... Não foi fácil, mas deu tudo certo!
A situação mais dificil nessa área que passei foi quando tiver que fazer um sepultamento. A finada senhora, membra da Igreja Adventista, era mãe de meu concunhado. O único crente presente era eu... Os adventistas deram o "cano", não veio nenhum membro da igreja dela. Pediram-me que fizesse uma pequena mensagem.
Tremi nas pernas, mas o SENHOR abençoou tanto a mensagem, que fiquei sabendo que o texto lido (João 14) era o preferido da finada senhora.
Um forte abraço!

Cristiano Pereira de Magalhães

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ROBSON
AUTOR
5/2/12 12:17 delete

REVERENDO AUGUSTUS, É SEMPRE UM PRAZER INEFÁVEL LER SEUS COMENTÁRIOS E OUVIR SUAS PREGAÇÕES, ACHEI MUITO PERTINENTE SEUS CONSELHOS PARA PREGADORES ITINERANTES, QUEM DERA SE TODOS OS QUE SE DENOMINAM PREGADORES E CONFERENCISTAS EM NOSSA TÃO GRANDE NAÇÃO PUDESSEM LER E PÔR EM PRÁTICA OS SEUS CONSELHOS, HAJA VISTO QUE A MAIORIA DESTES NÃO PASSAM DE MERCENÁRIOS, QUE SE APROVEITAM DA BOA FÉ DA MAIORIA, E PREGAR MESMO A PALAVRA DE DEUS QUE É BOM NADA.

QUE O DEUS DE PAZ CONTINUE LHE USANDO EM NOME DE JESUS CRISTO.

AMÉM

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