domingo, janeiro 13, 2013

Mauro Meister

Para ser pastor... sobre a matéria da VEJA SÃO PAULO

A Veja São Paulo publicou neste final de semana a edição 2304, de 16 de Jan de 2013, a matéria de capa "Profissão Pastor". A chamada da matéria diz:
Acompanhamos um curso de formação de mão de obra evangélica
Em troca de dedicação integral, quem segue carreira pode ganhar um salário de até R$ 22.000 por mês

Silas Malafaia em Águas de Lindoia: a organização do evento custou 4 milhões de reais
Que impressão se tem ao ler uma chamada como esta? Que ser pastor, não importa onde, é um negócio, e até bom, afinal, são poucos os ganham salários dessa monta. Veja mostra mais uma vez parcialidade ao trazer a informação ao público, selecionando de forma maliciosa o que diz e dando um quadro falso a respeito da verdade como um todo. Não que o conteúdo da matéria em si seja mentiroso. Aliás, não tenho nem como avaliar, mas posso imaginar que seja fato. O que traz o arrepio a respeito, além do erro logo no começo, ao citar uma das pessoas com quem teve contato (“Que Deus abra o caminho contra as sílabas do maligno” - certamente deveria ser "ciladas") é que a reportagem não passa de uma generalização. Ou seja, além das igrejas mencionadas, existem muitas outras, sérias e comprometidas com a formação acadêmica e pastoral dos seus ministros e que não fizeram e nem fazem do pastorado uma profissão. Que se fizesse ao menos uma ressalva... mas, nada é dito. Que existem aqueles que fizeram de igrejas comércio, é fato. Que tornaram seus pastores comerciantes, não é o meu ponto aqui. Minha indignação é que o leitor, depois de ler a VEJA SP, olhe para todos os pastores da maneira como descrito pela revista. Pois bem, para que se saiba, e isto já escrevi como carta para a revista, veja como é que se forma um pastor na Igreja Presbiteriana do Brasil:

1. precisa ser membro de uma igreja local há no mínimo 3 anos.

2. precisa se apresentar diante do conselho da igreja e ser reconhecido por este como 
alguém vocacionado. 

3. o conselho da igreja local deve testar este que aspira ao ministério pastoral. É costume da minha igreja local enviar este jovem para um instituto bíblico antes de enviar ao seminário (1 a 2 anos).

4. se aprovado, é enviado ao presbitério, que o examina teologicamente e exige exames e atestados físicos e psicológicos. Chega como aspirante e, caso aprovado, torna-se candidato ao ministério.

5. o presbitério deve enviá-lo a um seminário da denominação para um curso teológico que
dura entre 4 e 5 anos (matutino ou noturno) no qual deve aprender, entre dezenas de disciplinas, as línguas hebraica e grega (as línguas originais em que o Antigo e Novo Testamentos foram majoritariamente escritos). A entrada é feita por uma espécie de vestibular que testa a capacidade intelectual e o conhecimento geral do candidato.

6. durante o período de candidatura é designado um tutor ao candidato que deve se assegurar dos aspectos diversos da vida espiritual, emocional e os estudos do candidato, vendo para que mantenha um padrão digno do Evangelho de Cristo.

7. depois do curso teológico o candidato apresenta-se ao presbitério com seu diploma de Bacharel em Teologia e deve fazer uma série de exames diante do presbitério (orais e escritos). 

8. se aprovado o presbitério pode licenciar este candidato para a obra pastoral, ainda em um período de experiência que pode durar de um a dois anos. 

9. o licenciado, depois deste período é novamente examinado pelo presbitério e então pode ser ordenado pastor.
Este processo todo tem como finalidade testar se aquele que se apresenta como candidato ao ministério pastoral preenche os requisitos bíblicos para ser pastor, como os descritos em 2 Timóteo 3.
Em um comentário a respeito desses passos alguém chegou a dizer: "assim, nem Jesus poderia ser pastor nesta igreja". Ora, a questão é que não estamos examinando Jesus, mas homens que precisam, antes de mais nada, mostrar idoneidade ao transmitir a Palavra de Deus e trabalhar com a vida das ovelhas de Cristo.
Sim, tem custo, que normalmente é arcado pela igreja, presbitério e o candidato. Não, o salário médio de um pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil está muito longe de 22 mil reais. Vamos convidar o repórter da Veja SP para ver se passa neste!
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Mauro Meister

Postado por Mauro Meister.

Sobre os autores:

Dr. Augustus Nicodemus (@augustuslopes) é atualmentepastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia, vice-presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana doBrasil e presidente da Junta de Educação Teológica da IPB.

O Prof. Solano Portela prega e ensina na Igreja Presbiteriana de Santo Amaro, onde tem uma classe dominical, que aborda as doutrinas contidas na Confissão de Fé de Westminster.

O Dr. Mauro Meister (@mfmeister) iniciou a plantação daIgreja Presbiteriana da Barra Funda.

33 comentários

comentários
Sisi
AUTOR
13/1/13 15:55 delete

Muito bom seria se a Isto é ou Época pegassem "a deixa" de ver essa parcialidade e investirem em apresentar reportagens realistas e condizentes, que mostrem também a belíssima realidade, de que há muitos obreiros fieis, que não fazem de seu ministério, carreira, de suas igrejas, corporações, de seus irmãos, clientes e da Palavra de Deus, moeda de troca e política de interesses - e denunciassem a parcialidade ridícula exposta pela Veja.

Que o Senhor nos ajude a batalhar contra a mentira e denunciar o erro para que Seu Nome não seja blasfemado e que Ele se levante contra toda impiedade e nós, nEle sejamos capacitados para esta batalha e que seja para Seu Louvor.

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13/1/13 16:52 delete

Muito bem colocado. Trabalho em um seminário interdenominacional, o Seminário Bíblico Palavra da Vida, que serve a várias denominações sérias e nossa realidade de preparo de obreiros também está muito, mas muito distante do descrito na Veja, na qual aptidão em mover as massas é mais importante do que conhecimento da Palavra e vida exemplar.
www.jovemcrente.net

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13/1/13 18:05 delete

Excelente reflexão, Mauro, em cima de um texto superficial e enganoso da Revista. Se pelo menos houvesse a particularização no segmento que andaram penetrando, mas não - as conclusões são genericamente aplicadas e divulgadas e isso contribui para uma descaracterização do que é o Pastor, de acordo com a Bíblia e naquelas denominações que encaram o ofício com seriedade.

Há de se pontuar, também, que os requerimentos acima delineados nada mais buscam do que qualificar adequadamente os vocacionados, que devem estar encaixados, sob a supervisão dos Conselhos e Presbitérios, nas qualificações comportamentais de 1 Timóteo 3 e Tito 1.

O interessante é que os que dizem que se formos almejar exigências e qualificações, nem Paulo nem Cristo seriam pastores. Ora, quem as escreveu foi o próprio Paulo (que também "ralou" aprendendo aos pés de Gamaliel), sob inspiração do Espírito Santo.

Estamos mesmo na era do tudo instantâneo, até na formação dos pastores.

Solano

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José Moglia
AUTOR
14/1/13 01:59 delete

Sim, Reverendo Mauro, excelente postagem!!!

A mídia como sempre, faz as matérias com interesse em vendagem e também de difamação, digo isso, porque nem todos os evangélicos são como essa matéria descreve. É necessário deixar bem claro que não são todas as igrejas que agem dessa forma, ou seja que fazem do pastorado uma profissão para ficar bem na vida e de satisfazer seus líderes gananciosos a fim de ter seus prosélitos mantenedores de suas empresas e não de igrejas. Apesar de a matéria generalizar de uma forma incorreta, podemos tirar lições dessa afronta!
Bom uma coisa é certa essa matéria traz a discussão a respeito do chamado mais precioso que um homem pode ter, o de ser chamado para pregar o Evangelho de Cristo, o único caminho que pode levar a Deus e ao céu, sim, quem sabe alguns evangélicos repensem suas convicções, e certificam-se que não estão no pastorado por dinheiro ou se estão, é por que amam a Deus em primeiro lugar, e as almas preciosas pelo qual seu filho Jesus Cristo morreu... Estamos servindo a Deus ou a mamon(Deus do dinheiro)?

Posso falar por mim, nunca estive no pastorado por dinheiro. Graças a Deus, estou porque amo a Deus, e as almas que Ele comprou com preço de sangue! E espero que muitos outros sinceros pastores estejam pelas mesmas convicções. Que esse chamado nobre seja algo para glorificar a Deus, a Cristo e ao Espírito Santo que nos separou para tal ofício, o mais glorioso da face da terra.

Eu trabalho e mantenho minha família através do emprego que o Senhor me preparou, mas se um dia vivesse somente para obra, sim seria necessário um salário digno, mas não um salário milionário ou algo que formate um terrível escândalo,ou caracterizasse um sinal de exploração aos fieis servos de Cristo, e sim algo para minha sobrevivência e de minha família, caso fosse necessário. Deus os abençoe em Cristo Jesus!

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Heleno Filho
AUTOR
14/1/13 09:24 delete

Fica claro que o interesse da revista é vender seu produto e não o comprometimento com a ética da notícia. Compor uma reportagem séria não daria lucro...
Excelente reflexão, Mauro. Não só por desmascarar a matéria tendenciosa quanto por expor a seriedade que se deve ter na condução de aspirantes ao ministério até a sua ordenação.

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Diego Ramon
AUTOR
14/1/13 12:50 delete

Na IPB há diversas outras exigências que o Rev. Mauro nem citou porque, certamente, alongariam o post.

1 - O curso Teológico tem cadeiras como: Psicologia, Sociologia, Português, Inglês, Metodologia Científica, Filosofia entre outros;

2 - O Bacharelando é examinado anualmente pelo Presbitério em seu desempenho acadêmico, moral, espiritual e etc.

3 - Depois de ordenado o Pastor está submisso a um Concílio ao qual presta relatórios e contas de sua vida, família e ministério.

É mole!?
Orgulho de ser Pastor PRESBITERIANO.

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14/1/13 16:39 delete

A matéria de VESGA ops, Veja vem como consequencia do que Malfaias e cia estão fazendo no país. Vejam que o mote é justamente um "caça niquel" de quem? Malafaia. Sim, é tudo tendencioso até porque os jornalistas que fazem essas matérias são analfabetos em Biblia e no movimento evangelico que pretendem estudar. Eles pegam quem está na crista da onda e generalzam. Aliás, que ter dor de cabeça compre estas revistas ditas históricas ou semanais quando a matéria de capa é sobre relgião, é sempre uma decepção revelando o despreparo preconceito das tais. Sou da Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil, e aqui para ser pastor o cara tem que:

1- Cursar o seminário teológico (temos 3);
2- Fazer uma monografia e apresentar a mesma em presença de banca examinadora;
3- Fazer prova escrita do Departamento Teológico;
4- Fazer prova oral;
5- Ter certificado negativo na justiça;
6- Fazer teste psicotécnico;
7- Fazer teste psicológico;
8- Ter o pedido de consagração pela igreja de origem sendo que para isso já deve ter um campo para trabalho.

É dificil? Sim, e mesmo temos cada bomba,e se não fosse?

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14/1/13 16:42 delete

Obrigado por enviar o comentário à Revista Mauro.

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Marcelo
AUTOR
15/1/13 09:09 delete

Creio que o repórter quis mostrar a realidade da formação de pastores nas igrejas que mais aparecem na mídia.
Infelizmente, são estas igrejas que dão a "cara" das igrejas evangélicas hoje em dia.
Mas, nem tudo está perdido. Conforme o rev. Augustus Nicodemus Lopes já afirmou neste blog, existe em curso no nosso país um despertamento no interesse pela teologia reformada pelos pentecostais clássicos, como a Assembléia de Deus.
Creio que logo os frutos deste despertamente começarão a aparecer.

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Rafael
AUTOR
15/1/13 21:08 delete

Queria saber qual é o salário de um pastor da IPB.

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16/1/13 00:46 delete

A Paz!
Esse processo seletivo, não sei se é essa a definição correta, sempre foi assim ou sofreu aperfeiçoamentos com o passar dos anos? A dúvida surgiu porque ouvi um pastor, à época presbiteriano, dizer numa pregação nunca ter cursado seminário, isso nos anos 90. Haveria possíveis diferenças regionais quanto a esse processo ou é padronizado a nível nacional?
Desde já grato pelos esclarecimentos, Rafael Filgueira. (escrevi dois comentários, pois não prestei atenção às instruções e um foi anônimo)

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16/1/13 11:49 delete

Mauro.

muito bom o comentário sobre o artigo da revista veja SP.
tenho observado que há muitos blogs e sites que criticam apologeticamente estas barbaridades que fazem em nome do evangelho, porem nós que estamos inconformado com toda essa situação, apenas trabalhamos no campo das palavras, apontando os erros e dizendo como evita-los, mas nos falta atitudes concretas.
por exemplo criarmos um selo e colocarmos nas placas de nossas igrejas e tambem nos sites, que definiria o que é uma igreja evangélica comprometida com a reforma. quando as pessoas olhassem para aquele simbolo nas nossas placas reconheceria que aquela igreja não comunga com essas patifarias que estão por ai a fora.
Mas o grande problema é que muitas igrejas historicas estão comprometidas com essas coisas e seus presbiterios e convençoes, fazem vistas grossas.

Um abraço

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16/1/13 14:18 delete

Prezados:

De fato, essa reportagem é pra lá de parcial e tendenciosa. Evidentemente que foi motivada por conta da proliferação das igrejas neopentecostais.

Contudo, quero comentar e levantar um problema que está ocorrendo dentro de igrejas históricas, das quais a IPB é uma das principais aqui no Brasil e que, em certo sentido, tem a ver com o post. Seguinte:

Muitos Pastores Presbiterianos estão realmente virando "profissionais do púlpito". A começar pelos direitos "quase trabalhistas" que possuem, a exemplo de 13º salário, férias etc.

Isso não seria problema (e em si não é mesmo) se esses pastores não "trabalhassem" cada vez "menos". Isso mesmo. Limitam o trabalho do pastor à pregação do Domingo à noite. Claro, essa é uma das principais atividades, mas pastorear é muito mais.

O tempo que "muitos" (e não são poucos) pastores Presbiterianos têm dedicado às suas igrejas é um tempo realmente ínfimo. Completamente incompatível com seus altos salários (no mínimo cinco, mesmo nas comunidades pequenas e que, para ter um pastor, precisam repassar quase toda sua arrecadação para pagar seu "salário").

Alguns não dedicam o tempo necessário porque trabalham em atividades seculares e outros (e nessa categoria está a maioria) por pura "preguiça". Pastores que aparecem na igreja duas horinhas na semana e no domingo (só). Não fazem visitas (nunca ou quase nunca). Há pastores que não fazem acampamento de carnaval, por exemplo, porque, pasmem, "dá muito trabalho". Isso é só um exemplo. A maioria (esmagadora) dos "pastores Presbiterianos" deixam suas igrejas entregues às ameaças dos lobos, na maior parte do tempo. As ovelhas presbiterianas precisaram, ao longo do tempo, sofrer uma "mutação genética espiritual". Ou seja, precisaram desenvolver, elas mesmas, técnicas para "matar os lobos" ou mesmo para procurar seu próprio alimento.


Sem contar que a contrapartida do "trabalho" dos pastores não acontece. Explico: se um trabalhador "normal" falta ao emprego, o que ocorre? O desconto no seu salário é implacável. Já os pastores Presbiterianos (muitos deles; a maioria) além de "trabalharem" apenas no domingo, ainda faltam exatamente nesse dia, porque ficaram "resfriados" (isso é só um exemplo para denotar que faltam por motivos que realmente não faria nenhum trabalhador "normal" faltar). Se eles "trabalham" em algum dia da semana (na igreja), em reuniões de oração ou doutrina, por exemplo, resolvem levar seus filhos e esposas ao médico exatamente nesses dias. Nenhum problema, eu também levo meus filhos ao médico. Mas, mesmo cansado (afinal essa é uma atividade muito "cansativa" mesmo...), não deixo de dar aulas "a noite". Sim, senhores, o médico é sempre pela manhã. E por aí vai a liste dos desmandos....

Não, não estou falando dos "pastores presbiterianos" fracos de teologia ou influenciados pelo pentecostalismo. Não, não, senhores. Estou falando exatamente dos "bons". Brevemente estarei publicando uma série intitulada "As ovelhas mutantes" que tratará exatamente dessa questão.

Desculpem o tamanho do comentário. É que o problema é igualmente GGGGrrrannnnde.

Tudo de bom!

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16/1/13 14:56 delete

Caros leitores,

Respondo por atacado... Eu escrevi tendo em mente a Igreja Presbiteriana do Brasil, mas, é certo, como colocado acima, que muitas igrejas históricas levam a sério a formação pastoral e louvamos a Deus por isto. É verdade, também, que o articulista usou de alguns que se dizem representantes do povo chamado evangélico, mas, deveria, no mínimo, checar as credencias do cristianismo histórico/protestante/evangélico, o que não fez. Por isto a matéria tornar-se tendenciosa.

Alguém perguntou quanto a salários na IPB. Primeiro, não devemos chamar de salário, pq assim não é reconhecido. É claro que com a existência da nossa CLT e os chamados direitos do trabalhador, os pastores acabam por receber o tal 13o, 1/3 nas férias e etc. Quanto ao nome exato, alguns chamam de côngruas pastorais e sobre estas incide IR, paga-se o INSS para que o pastor tenha uma aposentadoria ao fim da vida, e a própria IPB tem acordos para que seus ministros façam uma previdência privada, o que é importante para o futuro dele e da família. Quanto ao valor, este é de um acordo entre o pastor e igreja local ou presbitério ao qual está jurisdicionado. A IPB e os presbitérios estabelecem um piso de ganhos mensais para garantir que seus ministros tenham uma vida digna dentro do seu contexto social e cultural. Não é praxe, de forma alguma, que pastores recebam 'comissão' sobre arrecadação da igreja, como acontece em alguns lugares. Isto só serve para criar lobos.

Quanto a outro comentário feito acima, a respeito de pastores que são preguiçosos, que ganham muito e não trabalham, cabe à igreja local e seus presbitérios avaliar cada caso e cada ministro. Em todo lugar existe a exceção da regra. Em geral, vejo a maioria dos colegas pastores como gente esforçada e trabalhadora, que vai além até do que deveria, com prejuízo da família e da saúde (o que é pecado diante de Deus!). A percepção particular de cada um a respeito varia quanto ao volume de trabalho assumido. Muitos entram em exaustão e estafa... Uma das grandes críticas aos pastores é que tem um grande controle sobre suas agendas e isto pode ser perigoso e, alguns, de fato, caem na indolência e podem acabar não fazendo o trabalho que deveriam. De novo, conselho da igreja local e presbitérios devem tomar conta do assunto.

Fico por aqui...

Mauro

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16/1/13 18:34 delete

Prezado Rev.Mauro:

Os conselhos e as igrejas locais não têm tido muitas opções. Teria o que fazer se estivéssemos falando de um ou outro pastor. O grande problema é que essa é uma condição quase homogênea entre a maioria dos pastores. Em termos percentuais diria algo em torno de 98% dos pastores da IPB. A exceção, em minha opinião, além dos 2% restantes, seriam apenas os vinculados às juntas de missões, quando em campo. Portanto, não adiantaria trocar de pastor.

Desculpe, mas o senhor conhece, realmente, algum pastor, que por conta "exclusiva" do pastoreio de sua igreja "vai além até do que deveria [...]", chegando a entrar "em exaustão e estafa"? O senhor chega a dizer "muitos". Isso foi apenas uma colocação retórica ou o senhor, de fato, conhece "muitos" (na atualidade, não vale pioneiro) nessa condição? Note: não me refiro àqueles que chegam à "exaustão" porque têm várias atividades "extra-igreja", como a da docência, por exemplo. A referência é exclusiva ao trabalho dedicado ao pastoreio da igreja local. Não acha melhor refazer a frase?

Infelizmente não estamos falando de "exceção à regra". É um câncer generalizado; pelo menos na capital pernambucana.

Só pra não fugir muito da reportagem tema desse post, completaria minha fala anterior:

"De fato, essa reportagem é pra lá de parcial e tendenciosa. Evidentemente que foi motivada por conta da proliferação das igrejas neopentecostais ... e por conta de muitos pastores presbiterianos".

Obs: nunca tive pessoalmente nenhum problema com qualquer pastor presbiteriano. Minha opinião é apenas fruto de uma reflexão crítica que se estende aos mais de 20 anos de presbiterato, mas, certamente, não sou o único a pensar assim. O problema é que tabu é tabu!

Tudo de bom!

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18/1/13 13:52 delete

Caro Filósofo Calvinista,
Estou em desvantagem aqui, mas já sei que é de Recife e presbítero...

Não, minha colocação não é retórica. Conheço e poderia nominar, o que não farei, várias dezenas de pastores sobre os quais posso atestar que são trabalhadores e vão muito além do que a saúde física e emocional permite. Dentre eles, dezenas são nossos alunos.

Infelizmente, os preguiçosos existem e pode ser que em algum lugar ou outro sejam predominantes, mas não saberia nominar este lugar.

Assim, por conhecimento de causa, afirmo com sinceridade que não vejo o quadro da maneira como você o vê e, quero crer, que não faço por 'movimento de classe'. Já estive em presbitérios onde um ou dois ministros eram preguiçosos e indolentes. As igrejas já não mais os queriam e lutei, arranjando inimigos, para que fossem colocados no seu devido lugar: fora do ministério pastoral. Confesso que nem sempre prevaleci...

abs

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18/1/13 18:49 delete

Rev.Mauro:

Esse é um tema que tenho travado algumas batalhas e criado alguns dessabores.

Em 2011 postei sobre isso. Publiquei um post sobre o tema "Fórmula pra saber seu pastor ganha bem". Podes ver no link abaixo. Sei que isso pode parecer muito duro ou ainda com certo ar de impiedade. Mas, não abordo a questão pensando em pastor "A" ou pastor "B". É preocupação com a igreja mesmo, porque sei que ovelha sem os cuidados adequados do pastor está sob risco. Veja no que deu:

http://filosofiacalvinista.blogspot.com.br/2011/07/formula-pra-saber-se-seu-pastor-ganha.html

Tudo de bom!

PS: Sou professor de Filosofia de algumas Faculdades aqui no Recife, dentre elas a Faculdade Damas. Ouvi dizer que nosso Mackenzie vem para o Recife este ano. Procede? Sabes dizer algo? Na comemoração da IPB, o Rev.Roberto Brasileiro disse que queria ver Makenzie aqui no Recife. Sabes informar algo nesse sentido?

Tudo de bom!

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18/1/13 23:34 delete

Devo confessar,pastor,que fiquei chocada quando vi a revista na banca! Porque eu estudo em um seminário que busca preparar obreiros com seriedade.Infelismente por causa de alguns picaretas que se intitulam 'pastores' entre outras coisas,somos obrigados a nos deparar com essas manchetes horriveis.
Que Deus nos ajude a combater esse mal.

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Rafael
AUTOR
19/1/13 11:53 delete

Saiu a noticia da forbes sobre os pastores mais ricos do Brasil.

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19/1/13 13:29 delete

Excelente artigo, mas infelizmente as igrejas que levam a sério a formação acadêmica pastoral e o preparo integral de seus oficiais são minoria.
A IPB por exemplo não tem muita expressão, as igrejas pentecostais e neopentecostais são ais que mais crescem no Brasil. Até onde conheco, não generalizando, elas não buscam um preparo teologico e estão mais interessadas numa prática utilitarista da fé. Quando aqueles que estão de fora analisão o mundo evangélico, são essas igrejas que estão visíveis.

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Andre Souza
AUTOR
19/1/13 20:26 delete

sou Andre sou filho de pastor (rev. Otávio Henrique de Souza - pastor em volta redonda - RJ) e presbítero em minha igreja em Caraguatatuba- SP

sobre esse assunto do "filosofo calvinista" acho que poderia ser motivo de algum texto dos honoráveis autores deste blog. o que o presbítero disse é da sua experiencia de 20 anos... e infelizmente esse é o problema! a nossa constituição presbiteriana tem o cuidado de delinear muito especificamente o trabalho do presbítero e do diácono, os quais mesmo assim são pegos fora de suas responsabilidades . Já o pastor tem pouca ou nenhuma menção dos seus serviços, suas "obrigações". Com isso ha muitos conselhos e presbíteros que podem ficar "perdidos" sobre o que o pastor deve ou não fazer . Ha casos de extremos de todos os lados! sempre! ha exageros! 98% é um numero arbitrário por exemplo... mas ha mesmo alguns que fazem o serviço erradamente ou aquém ... como saber se esta aquém, se não ha normas claras para: quantos sermoes o pastor deve fazer, ou quantas visitas por semana seria o minimo, quantos dias ou horas ele deve trabalhar na igreja , se o pastor tem que bater cartão...etc. Apenas generalizando é claro! o que fica realmente é o pedido que se pense nesse problema! Qual é a regra para saber se esta ou não cumprindo o trabalho? Infelizmente para nossa igreja acho que não é suficiente apenas ler a Bíblia pois os padrões mudam de canto a canto deste pais... sugiro um balizamento do trabalho do pastor! protegerá ao pastor de exageros de alguns filósofos , e dará regras para saber se o presbitério deve ou não reclamar do trabalho de certo pastor( afinal o pastor é membro do presbitério) .o próprio pastor terá meios de saber se esta cumprindo bem seu trabalho.da mesma forma que ...retirada da bíblia ... pudemos ter a confissão de fé de
Westminister , e a confissão de fé e catecismo maior... porque não se reunirem alguns homens de boa reputação e fazer este balizamento baseado nas escrituras?fica a ideia ... eu de minha parte tenho tentado e ainda tentarei fomentar esse processo na igreja...para que acabem os disse me disses e chocarrices de anciãos (presbíteros)que extrapolam a frase " de medico e louco todo mundo tem um pouco" e acham que de pastor e louco todo presbiteriano tem um pouco e se acham pastores ou mais sabedores que os pastores de suas igrejas.

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19/1/13 23:22 delete

Fico realmente indignado com esse mal costume que infelizmente é generalizado, de partir do particular para o geral, fazendo com que, um comportamento que é minoritário, passe a ser encarado como geral. É um hábito devastador. Mas uma coisa também é certa, além do fato de a citada revista ser capaz "de vender a própria mãe" para vender uns exemplares a mais; as exceções infelizmente não são poucas. A não ser quanto ao teto de ganhos dos pastores, que acho que realmente são poucos os que recebem o montante citado. É louvável a preocupação da IPB quanto a que seus pastores tenham uma vida digna, mais a informação que tenho é que embora existam muitas igrejas sem pastor, existem muitos pastores sem igreja justamente porque estes, embora vocacionados, preparados e aprovados não querem ir para estas igrejas visto que as referidas igrejas estão sem pastor porque estão localizadas em lugares remotos e dispõe de poucos recursos que permitam "pagar" um "salário" "digno". Não acho que esses pastores estejam errados em não aceitar ir para um lugar que não ofereça o mínimo necessário. Por outro lado, essa atitude não pode reforçar o pensamento levantado pela revista?

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20/1/13 19:51 delete

Assinei essa revista durante alguns anos, mas, após ler nela uma matéria relatando fatos que envolviam pessoas conhecidas, não tive dúvidas sobre uma verdade: A vocação da Revista Veja é fabricar notícias que vendam pelo alarde e sensacionalismo, onde não há preocupação com a ética.

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Welerson
AUTOR
21/1/13 11:55 delete

Como alguém pode conhecer 98% dos pastores da IPB em sua intimidade e afirmar que são preguiçosos? Como o Rev Mauro conheço dezenas de pastores que pecam, não por preguiça, mas não cuidarem da saúde e prejudicar a família pelo tempo de trabalho que dedicam a igreja.

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Rafael
AUTOR
22/1/13 21:17 delete

Djalma o seu final de texto reflete o pensamento de muitos.

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23/1/13 14:00 delete

Presb.André Souza:

Espero que estejas certo quanto à acusação que me fazes de exagero. Achas que 98% é um percentual absurdo para determinar a monta de pastores preguiçosos? Também acho. Devo ter exagerado mesmo. Concordo em baixar o percentual para 90%. Já não concordo muito com a “quebrada de galho” para com os pastores. Será mesmo que eles não fazem o que “todos” sabem que deve ser feito porque “tem pouca ou nenhuma menção dos seus serviços, suas "obrigações"? Será mesmo que não temos como mensurar a quantidade de trabalho de um pastor? Não creio ser necessário um manual detalhado de quantas visitas, pregações ou funerais o pastor tenha que fazer, mas uma coisa é certa: sabemos perfeitamente quando o pastor não faz nem mesmo o básico do grande trabalho que lhe foi confiado. Nossa constituição aponta o que seria o básico do trabalho de um pastor, na Seção 2 - Ministros do Evangelho – Artigo 36:

a) orar com o rebanho e por este (quantas horas por dia o pastor dedica a isso?);
b) apascentá-lo na doutrina cristã (alguns têm feito, mas se limitam);
c) exercer as suas funções com zelo (quanto zelo vemos?);
d) orientar e superintender as atividades da igreja, a fim de tornar eficiente a vida
espiritual do povo de Deus (como, se muitas vezes não tem “tempo” de ir à igreja?);
e) prestar assistência pastoral (QUANTAS VISITAS O PASTOR FAZ POR MÊS? Duvido que chegue à 10 normalmente);
f) instruir os neófitos, dedicar atenção à infância e à mocidade, bem como aos necessitados, aflitos, enfermos e desviados (há pessoas na igreja que nunca receberam uma visita do pastor. Aliás, são pouquíssimas as que têm esse grande privilégio).

Então, meu caro, veja que não é por não saber o que deve ser feito que o pastor não faz. Será que só ele não sabe? Não achas engraçado, para não dizer trágico, que qualquer trabalhador normal tenha que trabalhar pelo menos 8 horas por dia e o pastor não? Refiro-me ao tempo dedicado exclusivamente à igreja que pastoreia. Os pastores, caro presbítero, e você sabe disso, não podem ter uma gripezinha que logo faltam aos “poucos dias de trabalho que têm na igreja”. Não é raro também que os médicos para os filhos sejam marcados sempre nos dias em que ele deveria estar na igreja. Afinal, terá sempre um presbítero que, depois de um dia exaustivo de trabalho duro (de no mínimo 8 horas), para substituí-lo. E sabe o que mais? Nada é descontado das suas “côngruas ou honorários’, como queiramos chamar. Agora, prezado presbítero, falte no seu trabalho pra ver o que acontece. É normal também ouvirmos: não tive tempo de fazer isso ou aquilo. Estou pensando em dizer isso ao meu chefe também. Certamente não ficará por isso mesmo.

Mas concordo contigo, presbítero. Acho mesmo que esse tema deveria ser amplamente discutido.

Tudo de bom!

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23/1/13 14:06 delete

Prezado Welerson:

Conheces dezenas de pastores que “chegam à exaustão” de tanto trabalharem na igreja em que pastoreiam? Se o irmão não for pastor, o que justificaria tal comentário, tenho absoluta certeza que o que disse foi sem pensar seriamente no assunto. Então, permita-me ajudá-lo: eu o desafio a contar os pastores que o irmão conhece e que, de fato, são dignos do seu comentário. Tem mais: o desafio é para que o irmão complete apenas os dedos de uma única mão, pois certamente não teria condições de chegar a um número parecido com 10. Contudo, esse desafio se estende apenas aos pastores presbiterianos, ok?

Tudo de bom!

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23/1/13 19:17 delete

Quanto a opinião do irmão "filósofo calvinista", creio que ele foi pelo mesmo caminho da revista, generalizou... Quando generalizamos grupos e classes de pessoas, podemos cair no erro de julgarmos pessoas que não conhecemos e sermos incoerentes e irresponsáveis. Quando generalizamos caímos no erro de julgar, e julgar o próximo é uma das coisas que Jesus condenou e também preveniu "pois com o critério com que julgardes, sereis julgados" (Mt.7.1,2).
Que Deus abençoe os pastores da IPB e de outras igrejas que encaram o ministério como um chamado de Deus, com a consciência do "privilégio" como da "responsabilidade" delegada por Deus.
Rev. Gilberto P. de Moraes.
IPEM - São Paulo.

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24/1/13 12:14 delete

Senhoras e senhores
Mas uma vez volto humildemente a fazer um novo comentário.
Quero apenas pontuar algumas questões que julgo importante, pois embora não seja presbiteriano sou pastor e tenho alguns colegas pastores presbiterianos. Portanto acho uma injustiça o que alguns estão falando sobre os mesmos. Vamos lá:
1- Estamos fugindo do assunto e atacando pastores da igreja presbiteriana.A matéria em pauta na revista veja embora tendenciosa, em hipótese alguma está se referindo a pastores presbiterianos e sim dessa turma que todos nós já conhecemos muito bem. Acho que o nosso querido Mauro quis exatamente provar que nas denominações serias as coisas não acontecem assim como a revista está colocando.
2- Não acredito que aqui no Brasil exista algum pastor de denominação histórica que ganhem salários de 22 mil reais por mês a não ser que seja escritor venda bastante seus livros e seja também professor de universidade, somando com o salário da igreja talvez até ultrapasse os 22 mil reais.
3- Quanto a fato de afirmarem que os pastores são preguiçosos, discordo. Pode até haver exceções, porém é a minoria. Alguém afirmou que seria 98%. Eu por uma questão de justiça inverto essa conta para 2%
4- Sou pastor (não presbiteriano) há mais de 20 anos. Toda vida pastoreie e trabalhei em uma empresa por 32 anos quando sai aposentado. Durante o tempo que trabalhava, nunca recebi salário da igreja, pelo contrario, sempre fui o maior dizimista e ofertante de minha igreja com toda humildade falo isso. Nunca tirei férias, pois quando estava de férias do emprego trabalhava mais ainda na igreja, Em construção, visitando congregações etc.
5- Depois que aposentei e fiquei tempo integral no ministério observei que é muito mais difícil ser pastor tempo integral do que parcial.
6- Quanto ao trabalho, o de qualquer pessoa tem uma jornada de mais ou menos 8 horas diárias, depois disso ele vai para casa e esquece trabalho. Já com o pastor não é assim, pois ele está a disposição da igreja 24 horas por dia. Vejamos: morreu alguém de madrugada, quem é procurado? O pastor, está alguém na UTI quem esta lá? O pastor, uma tragédia acontece com alguma família da igreja quem está lá? O Pastor. Casamento, o pastor, aniversário o pastor, mesmo que seja aniversário de criança quando ele não tem mais filhos pequenos, mas o pastor tem que está presente, pois afinal de contas é o primeiro bebe do jovem casal, onde ele ou ela é filho ou filha daquele presbítero que está sempre de olho no pastor, fora os sermões que ele tem preparar para cada ocasião, no mínimo 3 por semana, além da lição de sua classe de EBD, fora as reuniões de presbitério, conselho da igreja e administrativa, além de que ele deve estar sempre se reciclando indo a congressos e conferencias. E tem mais, se estiver fazendo uma pós graduação então a situação tende a piorar.
7- Fora a família dele que também tem que pastorear, pois ele pastoreia a família de todos os membros de sua igreja e quem pastoreia a dele? Não é a toa que tenho 2 filhos já adultos que são ariscos com igreja, pois afirmam que a igreja tomou o pai deles.
Concluindo: vamos tomar cuidado quando fazemos certas afirmações, pois 98% dos pastores que conheço de igrejas históricas, inclusive meus colegas presbiterianos que os amo no Senhor pelos seus trabalhos e empenho, Ganha bem menos do que o salário mínimo dessas igrejas neopentecostais. E tem mais, não são os pastores presbiterianos que fazem seus salários, é a igreja juntamente com o conselho ou talvez até o presbitério como é caso de nossa denominação. E pode ter certeza que o salário da maioria que estudou bacharel em teologia, geralmente fez uma pós, mesmo sendo lato sensu é bem menor do que os 4 mil que o Malafaia paga para o iniciante que fez aquele seminário de um final semana deles.
Desculpem-me pela extensão do texto mas é uma questão de justiça com meus colegas presbiterianos

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25/1/13 11:44 delete

Prezado Rev.Gilberto:

Não há problema algum em julgar. O texto de Mateus apenas nos adverte que "seremos julgados com o mesmo critério que julgamos". Ora, se julgamos com equidade, não deveremos temer julgamentos, se é que de fato temos vivido de acordo com os preceitos escriturísticos. O próprio Apóstolo Paulo em I Coríntios 5 fala sobre o dever de julgar. Logo, não é errado julgar. É errado fazer isso de forma leviana, parcial, desonesta e iníqua. Penso que não é o caso aqui. Estou apenas chamando a atenção para um assunto importante que tem feito padecer mutias igrejas locais da IPB. É só fazer a pesquisa de quanto tempo os senhores dedicam às suas igrejas e logo constatarão o que estou afirmando.

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25/1/13 12:09 delete

Prezado Pr.Eronildo Ramos:

1- Não estamos fugindo do assunto. Se observar bem meu primeiro comentário verá que "pedi licença" para abordar esse assunto, que certamente é correlato, até porque, proporcionalmente, muitos pastores, se considerado o tempo que "trabalham na e para igreja" têm uma das "horas" mais caras entre a maioria dos trabalhadores brasileiros. E não estou falando dos pastores de Malafaia. Nesse sentido, repito a dica para quem quiser fazer o cálculo. Trata-se de uma "fórmula para saber o "real" salário (ou côngruas, como queiram) do pastor.

http://filosofiacalvinista.blogspot.com.br/2011/07/formula-pra-saber-se-seu-pastor-ganha.html

2- Gostaria muito que sua inversão de percentuais realmente fosse a verdade sobre o tema. Mas, parece, que somente os pastores têm essa opinião. Que tal perguntar aos membros das igrejas? De qualquer forma, fico feliz que o senhor se enquadra nos 10% que "chegam à exaustão" ao desenvolverem seus ministérios.

3- Finalmente quero abordar um último ponto de seu comentário. Veja o que o senhor diz:

"Quanto ao trabalho, o de qualquer pessoa tem uma jornada de mais ou menos 8 horas diárias [..]. Já com o pastor não é assim, pois ele está a disposição da igreja 24 horas por dia. Vejamos: morreu alguém de madrugada, quem é procurado?".

Pastor, o senhor está brincando não é? Ou todo dia morre gente na sua igreja? Ou vai para a UTI? Ou tem tragédia? Os irmãos precisam orar mais, então. Desculpe o tom de brincadeira, mas esse argumento conheço bem. É o mesmo utilizado por muitos pastores. Sejamos honestos: ele não tem a menor consistência.

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André Eler
AUTOR
26/1/13 01:53 delete

Acho engraçado como, quando jornalistas escrevem sobre temas que alguns profissionais dominam, estes profissionais se revoltam contra o absurdo que é um leigo falar de sua área. No entanto, vários se prestam rapidamente a fazer comentários sobre a qualidade jornalística de qualquer veículo (o que não está errado, porque o jornalismo é passível de crítica do público, posição na qual deveriam se colocar todas as áreas de conhecimento, em maior ou menor grau). É evidente que a matéria não trata de todo o universo evangélico brasileiro -- reportagens, como qualquer tipo de discurso, são recortes. Isso, uma formação humanística básica (já que ela existe nos bons seminários) deveria ser suficiente para ensinar. A matéria é muito representativa, por exemplo, do que pensam os evangélicos (no geral, óbvio, porque é impossível falar em um grupo gigantesco de pessoas supondo que é homogêneo; a generalização é necessária) -- mas isso ninguém quis dizer nos comentários (é uma opção, é um recorte, nada mais natural, e uma opção ideológica, evidentemente).

Vi que o rev. Roberto, da PV-Atibaia, citou o seu próprio seminário. Talvez ele não saiba que a formação desse seminário também é insuficiente para que um homem seja ordenado em boa parte dos presbitérios da IPB. Outro senhor aqui em cima sugeriu que nenhum pastor de denominação histórica ganhe 22 mil reais. Eu sugiro que ele faça a pesquisa nas grandes igrejas da IPB, nas grandes igrejas batistas, até em algumas anglicanas -- para não forçar uma tentativa de colocar a Assembleia de Deus entre as históricas, apesar de seus cem anos no Brasil e sua seriedade ser admitida por boa parte dos "históricos". O rev. Mauro Meister deve saber melhor que eu se esses salários existem ou não, embora provavelmente não sejam padrão (nem na Assembleia de Deus Vitória em Cristo). Considerando que os presbitérios que conheço têm piso salarial entre 6 e 8 salários mínimos, não é tão fora de padrão assim esse salário inicial de 4 mil.

Também acho curiosa essa tentativa constante de diferenciar evangélicos de evangélicos -- como se o nome "evangélico" não fosse uma opção nossa mesmo (preferível a protestante, na chegado do protestantismo no país) e se não fosse sempre nossa a tentativa de dar unidade a esse grupo. Renegar a imagem que passam alguns televangelistas não nos exime da responsabilidade de fazermos, sim, parte do mesmo grupo que eles.

se um veículo não fala dos evangélicos, os evangélicos reclamam. se falam, reclamam também. ora, a única forma de se satisfazerem é que cada um edite seu próprio jornal. mesmo assim, jogue-o fora rápido. porque a chance de se irritar com o que você mesmo escreveu em outro momento é bem grande.

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Geo
AUTOR
28/1/13 00:53 delete

Caro irmão em Cristo Pr. Nicodemus gostaria de solicitar um informação com sua pessoa o único meio que posso fazer isto é por aqui? Existe outro meio? Meu e-mail tomazprof@gmail.com. Agradeço desde já o seu retorno. Obrigado.

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