sexta-feira, novembro 01, 2013

Augustus Nicodemus Lopes

O QUE É UM "REFORMADO"?


Ainda aproveitando o aniversário da Reforma...

O crescimento do interesse pela fé reformada em todo o mundo é um fato que tem sido notado aqui e ali pelos estudiosos de religião. Crescem em toda a parte a publicação de literatura reformada, o ingresso de estudantes em seminários e instituições reformadas, a realização de eventos, o surgimento de novas igrejas e instituições de ensino reformadas e o número de pessoas que se dizem reformadas, especialmente oriundas de denominações pentecostais.

Como se trata de um rótulo, é preciso definir “reformado.” Por “reformado” entendo aquele que adere a uma das grandes confissões reformadas produzidas logo após a Reforma protestante no século XVI, aos cinco grandes pontos dessa Reforma, que são Sola Scriptura, Sola Gratia, Sola Fides, Solus Christus e Soli Deo Gloria e aos chamados “Cinco Pontos do Calvinismo,” resumidos no acrônimo TULIP (Depravação total, Eleição incondicional, Expiação limitada, Graça irresistível e Perseverança final).

A Reforma produziu movimentos associados aos seus grandes líderes, os quais concordariam substancialmente entre si quanto aos “solas” e o TULIP, mas que divergiram em outros pontos. Refiro-me a luteranos, zuinglianos e calvinistas. Com o passar do tempo, o nome “reformado” foi se associando mais e mais aos calvinistas, de maneira que, de maneira genérica, os termos “reformado” e “calvinista” são usados hoje como similares.

Existe, todavia, um grande número de igrejas que são da "tradição reformada" mas que já não creem de maneira ortodoxa quanto a estas doutrinas. Geralmente essas igrejas não estão experimentando esse crescimento, mas um esvaziamento, como a Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos e outras denominações historicamente ligadas à Reforma, mas que já não professam seus postulados. Por outro lado, da África, Coréia, China, Indonésia, por exemplo, chegam relatórios do florescimento calvinista. É claro que o calvinismo acaba recebendo diferentes interpretações e expressões em tantas culturas variadas, mas os pontos centrais estão lá.

Isso não quer dizer que os reformados são muito numerosos, comparados com pentecostais e arminianos, por exemplo. O que eu quero dizer é que os relativamente poucos reformados têm experimentado um crescimento que já chama a atenção de muitas denominações e tem provocado alertas da parte de seus líderes.

A ressurgência calvinista nos Estados Unidos não está ocorrendo somente entre os Batistas, mas entre muitas outras denominações. Um dos motores é o ministério de pastores reformados populares, como John Piper, R. C. Sproul, Mark Driscoll, J. C. Mahaney, Paul Washer , Tim Keller, Kevin DeYoung e John MacArthur, entre outros. Os eventos promovidos por eles recebem milhares de pastores de todas as denominações e seus livros são traduzidos em dezenas de línguas, inclusive em português. No Brasil temos quase todos os títulos destes autores.

Mas, o interesse maior na fé reformada no Brasil parece ser da parte dos pentecostais. Cresce a presença de pastores e líderes pentecostais nos grandes eventos reformados no Brasil. Cresce também o número de pentecostais que estão adquirindo literatura reformada. E cresce o número de igrejas pentecostais independentes que estão nascendo já com uma teologia influenciada pelo calvinismo. Algumas denominações pentecostais também vêm recebendo a influência calvinista a passos largos.

O ministério de editoras que publicam material reformado, como a Editora Cultura Cristã, a Fiel e a Publicações Evangélicas Selecionadas, por exemplo, tem servido para colocar as obras de reformados brasileiros e internacionais nas mãos dos evangélicos brasileiros ávidos por uma teologia consistente, e cansados dos excessos do neopentecostalismo e da aridez do liberalismo teológico.

Não tenho uma explicação definitiva para esse fenômeno do retorno da TULIP. No mínimo, é curioso que uma fé tão perseguida e odiada como o calvinismo, de repente, passe a ter mais aceitação. Poucos, na história da Igreja, foram tão mal entendidos, distorcidos, vilipendiados, odiados e amaldiçoados quanto João Calvino. Chamado de tirano, déspota, incendiário de hereges, frio, duro, determinista, criador do capitalismo selvagem, Calvino tem sofrido mil mortes nas mãos de seus detratores, os quais, na maioria das vezes, nunca leram sequer uma de suas obras, e que formaram sua opinião lendo obras de críticos.

Somente espero que, à medida que o movimento cresce no Brasil, os reformados aprendam a reter o que é essencial e bíblico na Reforma, sem tornar em matéria de fé aquilo que pertenceu a séculos passados em outras culturas, como, infelizmente, já tem acontecido no Brasil com alguns grupos. Que eles lembrem que a fé bíblica, que é a fé da Reforma, também pode se expressar dentro da rica e variada cultura brasileira.

Augustus Nicodemus Lopes

Postado por Augustus Nicodemus Lopes.

Sobre os autores:

Dr. Augustus Nicodemus (@augustuslopes) é atualmentepastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia, vice-presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana doBrasil e presidente da Junta de Educação Teológica da IPB.

O Prof. Solano Portela prega e ensina na Igreja Presbiteriana de Santo Amaro, onde tem uma classe dominical, que aborda as doutrinas contidas na Confissão de Fé de Westminster.

O Dr. Mauro Meister (@mfmeister) iniciou a plantação daIgreja Presbiteriana da Barra Funda.

22 comentários

comentários
1/11/13 21:30 delete

Na verdade não é um comentário, mas sim solitações de esclarecimento...
Sou de origem neopentecostal. Sei exatamente os "credos" desse grupo de cristãos. Em 2010 comecei a congregar numa igreja batista que ao meu ver não era nem renovada, nem tradicional. Infelizmente, essa igreja, através de seu líder, começou a se neopentecostalizar-se (ao meu ver). O pastor chegou a me dizer que existia maldições hereditárias, maldições disso e daquilo; o momento do louvor passou a um momento de show. Muito triste... Hj sou membro de uma outra igreja batista, esta é tradicional. O Voltemos ao Evangelho me ajudou muito, as pregações de Paul Washer e principalmente os estudos do John Piper no Desinred in God. Mas o que eu gostaria muito de saber é o que é o movimento de igrejas reformadas. Paul Washer e John Piper são reformados? Reformado é presbiteriano ou pode haver batista reformado. Quais são e em que se diferem as igrejas reformadas das demais igrejas batistas e presbiterianas tradicionais? Se puderem me ajudar a entender... Obrigada!

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1/11/13 22:15 delete

Alessandra,

Sim, Piper e Washer são reformados no sentido que eu expliquei no texto: aderem à alguma confissão reformada, aceitam os 5 solas e os cinco pontos do calvinismo.

Não existe um movimento de "igrejas reformadas". O quer há é o ressurgimento do interesse por estes pontos acima em todo o mundo e entre denominações que não se consideram reformadas.

Abs.

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Tiago Diniz
AUTOR
1/11/13 23:35 delete

Depois de ler, fiquei a vontade pra falar um pouco da minha história e no final fazer uma pergunta para o senhor rsrs
Tenho 23 anos, sou estudante de economia, vim de uma igreja Batista-Neopentecostal sem uma confissão doutrinária definida, no início da minha conversão, juntamente com dois amigos da mesma igreja, estudei em um seminário de teologia interdenominacional, mas logo desanimei (depois de um tempo descobri que na igreja predominava o arminianismo), passei seis anos lá até me interessar novamente pela teologia, foi há dois anos atrás quando conheci a ABUB (Aliança Bíblica Universitária do Brasil) após eu ter entrado e ser apresentado as exposições bíblicas, estudos, livros, meu desejo pela teologia voltou e a partir daí comecei a estudar por conta própria, comentários de John Stott, Bruce Milne, Inclusive Nicodemus (li seu livro sobre Batalha Espiritual) livros doutrinários (li uma dogmática Evangélica da Presbiteriana Independente, bem antiga, que estava na biblioteca abandonada da antiga denominação que eu era membro)e depois de um tempo não conseguia mais ouvir as mensagens, tentei por várias vezes dar estudos bíblicos na igreja, incentivar alguns outros colegas meus mas foi em vão, teologia lá era vista como "algo do demônio", "não toqueis no ungido" depois de diversas conversas com o antigo pastor, a saída da igreja foi inevitável, (meus dois colegas do seminário, um saiu um ano antes de mim (hoje é membro da IPI), e o outro e a sua esposa saíram na mesma ocasião) eu era líder de jovens. Atualmente fazem nove meses que eu o casal de amigos frequento a IPI, semana passada fomos recebidos como membros e estou muito feliz com a congregação, a IPI da minha cidade é uma igreja apaixonada pela boa teologia, o pastor nos ensinou muito sobre a teologia reformada, tenho apenas receio de algumas coisas que vejo na IPI do Brasil, como células (aqui não tem) e outras coisas que eu tenho um ‘pé’ muito atrás.
Um problema que enfrentamos eu e meus colegas - que quer chegar aqui - é célula; Nicodemus, como o senhor vê esse sistema em igrejas tradicionais?

Obrigado, excelente texto!

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Samyr Brito
AUTOR
2/11/13 03:15 delete

Prezados irmãos em cristo, a paz do senhor Jesus! Sou um pentecostal clássico, membro da Assembleia de Deus, tenho 23 anos, fui criado no evangelho, sou curioso de Teologia e estou próximo de concluir o curso de direito. Há pouco mais de 3 anos tenho lido as literaturas reformadas e alguns sites de qualidade que versam sobre a Teologia Reformada. Meu interesse surgiu quando conheci uma presbiteriana que tentou me convencer sobre a predestinação. Eu acreditava que era uma doutrina morta, mais ao pesquisar percebi o quanto está viva e operante. Daí em diante conheci vários autores e pregadores que tem me ajudado a crescer espiritualmente. Na verdade, o meu maior interesse em ler a Teologia Reformada se resume ao fato da literatura brasileira pentecostal ser muito rasa, quase que seus livros são de autoajuda e com pouco aprofundamento (apesar da CPAD ter assumido ultimamente uma postura mais acadêmica, publicando inclusive livros de autores reformados). Não sou um calvinista, quanto a teologia tenho uma postura neo-ortodoxa e sou um pentecostal nato (mesmo discordando de alguns ensinamentos doutrinários), todavia como eu existem muitos outros (inclusive amigos meus) que mesmo discordando da predestinação, busca na teologia reformada um conhecimento sincero, sólido, sadio e seguro. Acredito que os pentecostais estão amadurecendo, deixando de lado o “emocionalismo” e buscando um conhecimento de Deus mais profundo. Acredito que essa aproximação entre pentecostais e históricos renderá bons frutos para o desenvolvimento do evangelho no Brasil. Só gostaria de fazer uma pergunta: Rev. Augusto Nicodemos o senhor tem algum prognóstico do que pode resultar essa aproximação entre Reformados e Pentecostais?

OBS.: Leio sempre as suas colunas, e fico ansioso esperando uma nova postagem. Parabéns pelo Blog e que Deus continue lhe dando sabedoria para que possa continuar nos abençoando com o seu conhecimento.

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2/11/13 16:34 delete Este comentário foi removido pelo autor.
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2/11/13 20:40 delete

Eu era um arminiano que combatia a "heresia" calvinista, afinal, como pode Deus deixar de lado quem quer ser salvo e salvar quem não quer ser salvo? Quanta besteira eu escutei! Afinal, nós, arminianos éramos melhores, por causa de nossos esforços. Mas, apenas uma simples análise da Palavra começaram a abalar o alicerce de minha crença nas doutrinas de Armínio. Todo o meu medo de perder a salvação foi embora, mas minha compreensão sobre a doutrina da santidade foi aprofundada. Não desmereço meus irmãos que pensam de maneira diferente, apenas creio que devemos viver segundo aquilo que já alcançamos. Porém, continuo batista e creio na contemporaneidade dos dons espirituais. Dentro desta nova linha de pensamento, dei minha contribuição para que ela corrigisse seu rumo e não se tornasse neopentecostal. Em amor, podemos conseguir bons resultados e influenciar muitas pessoas acerca das doutrinas da graça.

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2/11/13 22:44 delete

Sou de uma igreja denominada arminiana. Mas tem muitos pastores que se concedera Calvinistas aderindo a teologia reformada. Graça a Deus onde congrego temos um pastor para os jovens que me apresentou muitas coisa da teologia reformada. A cada dia que-se passa esta crescendo a teologia reformada dentro do seminário da nossa denominação. Aprendi e continuo aprendendo com você (Augustus Nicodemus Lopes). Você foi um dos pastores que me foi apresentado pelo meu pastor. Agradeço a Deus pela sua vida.

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Dani Lima
AUTOR
3/11/13 09:44 delete

GLORIA A DEUS POR ISSO!
Não é maravilhoso, só pode ser Deus querendo conservar um remanescente fiel em dias tão confusos!
Vindo do neopentecostalismo, observo hj que os reformados sairam do guarda-roupa acho que ficaram observando tempo d+ que "bicho ia dar" o movimento neopentecostal, más antes tarde do que nunca, não é?!Hj digo o seguinte me defino como uma cristã-calvinista, (más na maioria das vezes para evitar controvérsia falo reformada ou monergista) em aprendizado pois como o sr. mesmo diz calvinismo não é só os 5 pontos más td uma cosmovisão um jeito de olhar e participar do mundo)Sou grata a Deus e nunca,NUNCA, desperdiço uma oportunidade de indicar seus videos e outros, pois foi assim(depois de 20 na igreja que fui convertida)Abraço

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3/11/13 11:02 delete

Sou de igreja pentecostal, mas minha teologia é reformada, bem como de muitos amigos meus pentecostais. Reniê, de Natal.

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Pablo Diego
AUTOR
5/11/13 18:01 delete

Sou, talvez, um caso raro.

Me converti fora dos ambientes denominacionais, até porque era um católico não praticante e tinha uma certa simpatia pelo Kardecismo.

Mas tudo isso mudou quando comecei a me dedicar de maneira, bem particular, ao estudo da bíblia. Tomando apenas 3 pré-supostos ao iniciar cada verso:

1) que Deus existe;
2) que Ele é perfeito e só nos deseja o bem;
3) e que os textos bíblicos foram realmente inspirados por Ele.

Durante meses lendo e estudando o novo testamento foi sentindo cada vez mais um profundo constrangimento diante da cruz do calvário e da obra santificadora do Espírito. Então certa manhã me achei confessando Jesus Cristo como meu único e suficiente salvador e nunca mais fui a mesma pessoa (pra glória Dele).

Depois da conversão, fiquei ávido por estudos teológicos e comecei a perceber um tal de Calvinismo x Arminianismo. Devido as "brigas" entre os defensores doutrinários, nunca me interessei por isso, morria de medo de me tornar um crente assim.

Mas com o tempo, fui percebendo que o assunto merecia uma certa atenção, visto que era visível a crise que isso vinha causando em alguns irmãos. Era um tal monergismo pra cá, sinergismo pra lá (risos).

Então pra me inteirar mais do assunto, dei uma boa lida mais aprofundada sobre a assunto que até então achava que seria algo muito espinhoso.

Confrontando tudo que li com as escrituras, finalmente conclui não haver divergências entre a bíblia e os Solas da reforma, nem Paulo de Tarso e como a TULIP.

Pra mim, negar isso significa rasgar muitos textos bíblicos.

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5/11/13 23:37 delete

vi esta exposição, sobre a predestinação desse pastor batista,pr. Rubert Teixeira ( http://www.youtube.com/watch?v=ajMoZx2Azlg )que esta nos EUA, comecei acreditar na predestinação com as pregações de pr Hernandez dias Lopes, e o senhor Augustus Nicodemos, e ao ler a bíblia,gostei muito dessa explicação desse pastor, sou católico mais após vários anos estudado a bíblia adoutrina católica começou a mim incomodar estou procurando uma igreja na zona leste perto de cidade Tiradentes, mais igreja presbiteriana aqui ta complicado achar, .. abraço..

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6/11/13 00:18 delete

Querido Rev. Augustus, a paz do Senhor.
Meu nome é Henrique Quintino e sou um jovem pastor que se encaixa perfeitamente dentro desta definição comentada em seu artigo. sou um reformado-pentecostal, ou vice e versa,e realmente creio que o futuro do calvinismo esteja neste novo caminho.
Eu sei que pra muitos parece estranho e incompatível mas creio não haver incompatibilidade nenhuma em ser reformado/calvinista(de todos os 5 pontos inclusive.....rsrsrsrs) e ter convicções pentecostais.
Um abraço fraterno e com muita admiração!!!
Soli Deo Gloria

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6/11/13 14:45 delete

As pessoas precisam ser mais coerentes e verdadeiras em suas definições teológicas e parar com a ilusão de que dá para ser reformado e pentecostal ao mesmo tempo.

Não dá para ser ao mesmo tempo:

Arminiano e Calvinista;
Frio e Quente;
Claro e escuro;
Pentecostal e Reformado;

São coisas que NÃO caminham juntas!

Parem de se enganar...

Soli Deo Gloria

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6/11/13 22:13 delete

Rev. Augustus,

paz. Amado, sempre que visito sue blog sou edificado e convocado para refletir sobre os argumentos do irmão. mas, gostaria que o sr. falasse sobre algum exemplo do é tirado de séculos passados para trazer para a nossa era, mas que não é pertinente. Solicito isso, porque de fato muitos tem aderido a fé reformada, mas nem sempre tem tal percepção do que é aplicável e daquilo que não é.
Fico no aguardo.
Fabio Henrique

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7/11/13 08:18 delete

Esdras Amorim, Graça e Paz.

Porque é tão incompatível assim alguém ser reformado, mas com princípios pentecostais? Sou reformado, mas tenho amigos pentecostais que são verdadeiramente crentes e servos de Cristo. Acho que a maior diferença vai ser a visão sobre os dons do Espírito, mas creio que não é algo que torne incompatível.

Obrigado.

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9/11/13 10:47 delete

Caro Filipe Santos,

Graça e paz.

É incompatível ser pentecostal e dizer-se reformado, pelo simples fato que a teologia pentecostal, para se sustentar, tem que abandonar completamente o sola scriptura. Não precisa horas de estudo das Escrituras para perceber isso.

Acredito que os seus amigos "pentecostais que são verdadeiramente crentes e servos de Cristo" ao continuarem verdadeiramente crentes e servos de Cristo, irão crescer na graça e no conhecimento e irão abandonar o desvio doutrinário do pentecostalismo. Torço muito para que o Senhor os esclareça.

Grande abraço meu nobre!

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9/11/13 10:56 delete

Filipe Santos,

Eu já ia esquecendo.
As diferenças entre os pentecostais e reformados, não ficam apenas na questão da contemporaneidade dos dons, as diferenças são ainda mais gritantes quando adentramos na soteriologia, antropologia, teontologia, escatologia, milênio, batismo, cosmovisão cristã, etc.

As diferenças doutrinárias causam um antagonismo gigantesco! Por isso afirmar-se pentecostal e reformado é algo tão incompatível assim.

Abração!

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9/11/13 15:38 delete

Prezado Esdrans,

sem querer me meter em sua vonversa como irmão Felipe, vc deve se recordar que o autor do texto diz que por reformado deve entender quem toma uma das confissões produzidas depois da reforma. Sendo assim, vc encontrar não somente o Felipe, mas tantos outros que creem apenas no pontos destacados a seguir: “Cinco Pontos do Calvinismo,” resumidos no acrônimo TULIP (Depravação total, Eleição incondicional, Expiação limitada, Graça irresistível e Perseverança final. Digo isso, porque hoje temos teólogos da envergadura de MacArthur, Piper e outros, embora não sejam pentecostais ou neopentecostais, mas, que todavia, não creem em tudo que vc colocou como ideal. Mas, vc sabe que, hj são classificados como reformados. Muito embora, particularmente discorde disso. Em Cristo, nosso comum Salvador e Senhor,
Fabio Henrique

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9/11/13 17:16 delete

Esdras, Graça e Paz

Seus comentários fazem sentido, já que os pentecostais são arminianos e só isso já é uma diferença gritante. No entanto, vejo alguns desses irmãos aqui no blog adotando a teologia reformada, mas mantendo apenas a questão dos dons. Mas gostaria de aprofundar essa discussão, já que sou um presbiteriano quase autodidata (embora meu pastor tenha me ajudado, pesquiso muito por conta própria). Você tem algum artigo ou livro que possa me indicar sobre esse assunto? Pode mandar link para meu e-mail cafilipe@ibest.com.br.

Obrigado.

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17/11/13 14:01 delete

Reverendo, o mais triste que percebo, parece que ser "Reformado" virou uma moda, e passa uma idéia de "pastor cult" mais sério, tem um discurso reformado, mas o culto a DEUS não é reformado, a forma de viver a fé Cristã tb não é reformada,não sei se é pq não entendem de fato a teologia Reformada, ou se se é por conveniência. Onde moro vejo muitos pastores presbiterianos (sou da IPB), que se dizem reformados, NO DISCURSO, mas que a ordem do culto é nada reformada, os tipos de "programações" que promovem tb passam longe do TULIP! Espero em DEUS, que aumentem cada dia mais pastores como vcs, REFORMADOS, no discursos, biblicamente, no viver da vida cristã e na forma de conduzir a igreja! Que abençoe vcs e os aguarde!

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15/9/14 16:43 delete

Retificando a postagem que acabei de fazer: Onde escrevi "mas estou defendendo explicitamente o calvinismo" o correto é "mas não estou defendendo explicitamente o calvinismo." Segue postagem corrigida:

Olá reverendo.

Em primeiro lugar gostaria de parabenizá-lo pela obra que tem realizado segundo a graça que Deus lhe tem concedido. Admiro bastante o seu trabalho.

Em segundo lugar gostaria de contar um pouco sobre o que tem acontecido comigo e, quem sabe, ter uma orientação

Sou batista. Pertenço a uma igreja filiada à CBB (Convenção Batista Brasileira). Nos últimos 02 anos tenho entrado em contato maior com a teologia reformada e hoje estou convencido que esta teologia é a mais bíblica. Tenho notado que não são poucos os batistas que também são calvinistas como por exemplo Franklin Ferreira, Rumbert Teixeira, John Piper, entre muitos outros.
Entretanto, na igreja local na qual congrego, há um certo preconceito até mesmo com o termo "eleição" que por muitos é rejeitado como se fosse uma espécie de heresia. Sou professor de escola dominical e ultimamente temas relacionados a questões soteriológicas vem surgindo em aula e sempre acabo tocando de leve no assunto de uma forma ou outra, mas não estou defendendo explicitamente o calvinismo.

Me incomoda de certa forma o fato de que escondo o meu calvinismo, por outro lado a minha intenção é não causar maior escândalo ou debates sem fim que produzam mais calor do que luz, se é que me entende.

Como devo agir em sua opinião? Devo guardar o calvinismo somente para mim e compartilhar com os mais íntimos? Ou devo defender sem medo, expondo a doutrina explicitamente?

Em caso de defender explicitamente, qual a melhor forma de fazê-lo sem gerar maiores atritos ou debates intermináveis?

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7/1/15 08:35 delete

Sou pentecostal ( minha igreja tá beirando o neopentecistalismo), e sempre via com receio o calvinismo, todavia estudando sobre a teologia reformada percebi que ela é que deveras reflete mui bem a verdade da Palavra e do Evangelho.
Em suma, concordo com as 5 solas, todavia acerca não concordo com a TULIP, e em decorrência continuo arminiano (vide as consistentes explanações do W.L.Craig e outros).
Todavia quanto mais conheço sobre a cosmovisão reformada, mais fico impressionado com a concordância bíblica, sobretudo no que concerne a soberania de Deus.

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