quinta-feira, janeiro 23, 2014

Augustus Nicodemus Lopes

Respostas a Argumentos Usados em Favor da Ordenação de Mulheres


Oferecemos aqui respostas aos argumentos geralmente empregados em favor da ordenação de mulheres para o ministério pastoral.

1.     Deus não criou originalmente o homem e a mulher iguais? Qual a base, pois, para impedir que a mulher seja ordenada?

Resposta: De fato, lemos em Gênesis 1 que Deus criou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança. Entretanto, lemos no relato mais detalhado de Gênesis 2 que Deus lhes atribuiu papéis diferentes, dando ao homem o papel de liderar e cuidar da mulher e à mulher o papel de ser sua ajudadora, em submissão. Esta diferenciação é percebida por Paulo na ordem em que foram criados (primeiro o homem e depois a mulher, 1Tm 2.13), na forma como foram criados (a mulher foi criada do homem, 1Co 11.8) e no propósito para o que foram criados (a mulher foi criada por causa do homem, 1Co 11.9). A igualdade da criação, portanto, não anula a diferenciação de funções estabelecida na própria criação.

2.     A subordinação feminina não é parte da maldição por causa da queda? E Cristo não aboliu a maldição do pecado? Por que, então, as mulheres cristãs não podem exercer o ministério em igualdade com os homens?

Resposta: Sem dúvida um dos castigos impostos por Deus à mulher foi o agravamento da sua condição de submissão. Entretanto, a subordinação feminina tem origem antes da queda, ainda na própria criação. O homem não foi feito da mulher, mas a mulher foi feita do homem. O homem não foi criado por causa da mulher, mas sim a mulher por causa do homem (1Co 11.8-9). Quanto à obra de Cristo, lembremos que seus efeitos não são total e exaustivamente aplicados por Deus aqui e agora. Por exemplo, mesmo que Cristo já tenha vencido o pecado e a morte, ainda pecamos e morremos. Outros efeitos da maldição impostos por Deus após a queda ainda continuam, como a morte, o sofrimento no trabalho e o parto penoso das mulheres. Além do mais, desde que os diferentes papéis do homem e da mulher já haviam sido determinados na criação, antes da queda, segue-se que continuam válidos. O que o Cristianismo faz é reformar esta relação de submissão para que a mesma seja exercida em amor mútuo e reflita assim mais exatamente a relação entre Cristo e a Igreja.

3.     Há abundantes provas na Bíblia de que as mulheres desempenharam papéis cruciais, ocupando funções de destaque e sendo instrumento de bênção para o povo de Deus. Isto não prova que elas, hoje, podem ser ordenadas e exercer liderança?

Resposta: Estas provas demonstram apenas a tremenda importância do ministério feminino, mas não a existência do ministério feminino ordenado. Nenhuma destas mulheres era apóstola, pastora, presbítera ou diaconisa. Jesus não chamou nenhuma mulher para ser apóstola. As qualificações dos pastores em 1Timóteo 3 e Tito 1 deixam claro que era função a ser exercida por homens cristãos. O fato de que as mulheres sempre foram extremamente ativas e exerceram muitas e diferentes atividades e serviços na Igreja Cristã não traz como corolário que elas tenham sido, ou tenham que ser, ordenadas para tal.

4.     Há evidência na Bíblia de que Hulda, Débora, Priscila e Febe eram líderes e exerciam autoridade. Isto não é prova bíblica suficiente para ordenação de mulheres?

Resposta: Há dois pontos a se ter em mente quanto ao ministério destas mulheres: (1) O fato de que a Bíblia descreve como Deus usou determinadas pessoas em épocas específicas para propósitos especiais não faz disto uma norma. Lembremos da utilíssima distinção entre o descritivo e o normativo na Bíblia. Deus usou o falso profeta Balaão (Nm 22.35). O desobediente rei Saul também profetizou em várias ocasiões (1Sm 10.10; 19.23), bem como os mensageiros que enviou a Samuel (1Sm 19.20,21). A descrição destes casos não estabelece uma norma a ser seguida pelas igrejas na ordenação de oficiais. O fato de que Deus transmitiu sua mensagem através de uma mulher não faz dela um oficial da Igreja. Há outros requisitos no Novo Testamento para o oficialato conforme lemos nas especificações explícitas que temos em 1Timóteo 3 e Tito 1.

 (2) Os profetas de Israel não recebiam um ofício mediante imposição de mãos para exercer uma autoridade eclesiástica oficial. Os reis e sacerdotes, ao contrário, eram “ordenados” para aquelas funções e as exerciam com autoridade. Não há sacerdotisas “ordenadas” em Israel, pelo menos nas épocas onde prevalecia o culto verdadeiro. Hulda foi uma profetiza em Israel, recebendo consultas em sua casa (2Re 22.13-15). A mesma coisa pode ser dita de Débora, que foi juíza em Israel numa época em que não havia reis e nem o sacerdócio funcionava, quando todos faziam o que parecia bem aos seus olhos. Seu ministério foi uma denúncia da fraqueza e falta de coragem dos homens daquela época (Jz 4.4-9; compare com Is 3.12). Sobre Priscila, sua liderança parece evidente, porém menos evidente é se ela era pastora ou presbítera. Quanto à Febe, ver a pergunta sobre ela mais adiante.

5.     Podemos afirmar que o patriarcado, conforme o encontramos na Bíblia, especialmente no Antigo Testamento, é uma instituição nociva e perversa que denigre, inferioriza e humilha a mulher?

Resposta: O patriarcado, como o encontramos na Bíblia, especialmente no Antigo Testamento, não é simplesmente uma afirmação da masculinidade, não é jamais sinônimo de domínio macho ou um sistema de valores no qual o homem trata a mulher com descaso, desvalorizando-a e super valorizando-se. Muito menos sinônimo de exploração e domínio, como afirma o feminismo. Patriarcado é o sistema no qual os pais cuidam de suas famílias. A imagem do pai no Velho Testamento não é primariamente daquele que exerce autoridade e poder, mas do amor adotivo, dos laços pactuais de bondade e compaixão. Somente nas Escrituras hebraicas podemos encontrar um Deus Pai Todo-Poderoso e Todo-Bondoso. Os patriarcas refletem a paternidade de Deus, ainda que muito pobremente. O Deus dos Hebreus não é como os deuses masculinos irresponsáveis das culturas pagãs das cercanias de Israel, porque ele jamais abandona os filhos que gera, antes, deles cuida. Os patriarcas seguem o exemplo de Deus. Naquela cultura ensinava-se ao homem judeu que ele não era simplesmente um animal, agressivo, assertivo e violento, mas pai, cuja agressividade deveria ser transformada pela responsabilidade, que haveria de manifestar a gentileza e o cuidado pelos filhos e a expressão da completa masculinidade, que haveria de se unir com o ser feminino e o mundo feminino da família, ainda que mantivesse a separação necessária para o exercício da autoridade. O machismo é uma versão deturpada de alguns aspectos do patriarcado, e oprime as mulheres. Devemos lutar contra o machismo, e não deixar de reconhecer a verdade sobre o patriarcado.

6.      Febe não era uma diaconisa, conforme Romanos 16.1-2? Isto não prova que as mulheres podem exercer autoridade eclesiástica na Igreja?

Resposta: Temos de considerar os seguintes aspectos.

(1) Não é claro se Febe era realmente uma diaconisa. Muito embora no original grego Paulo empregue o termo “diácono” para se referir a ela, lembremos que este termo no Novo Testamento nem sempre significa o ofício de diácono. Pode ser traduzido como servo, ministro, etc. Portanto, nossa tradução “Recomendo-vos a nossa irmã Febe, que está servindo à igreja de Cencréia” é perfeitamente possível e não é uma tradução preconceituosa.

(2) Mesmo que houvesse diaconisas na Igreja apostólica, é certo que elas não exerceriam qualquer autoridade sobre as igrejas e sobre os homens – a presidência era dos presbíteros, cf. 1Tm 5.17; o trabalho delas seria provavelmente com outras mulheres (Tt 2.3-4) e relacionado com assistência aos pobres. É interessante que a primeira referência que existe na história da Igreja sobre o trabalho de mulheres, diz assim: “A mulher deve servir às mulheres” (Didascalia Apostolorum). Isto queria dizer que elas instruíam as outras que iam se batizar, ajudavam no enterro de mulheres, cuidavam das pobres e doentes. Não há qualquer indício de que tais mulheres eram ordenadas para o exercício da autoridade eclesiástica.

7.     O que fazer quando mulheres possuem visão pastoral, liderança, habilidades para o ensino ou capacidade administrativa, dons de evangelismo ou profecia?

Resposta: Que exerçam estas habilidades e dons dentro das possibilidades existentes nas Igrejas. Elas não precisam ser ordenadas para desenvolver seus ministérios e manifestar seus dons.

8.     A resistência em ordenar mulheres hoje não decorre da reafirmação através dos séculos da inferioridade da mulher, feita por importantes teólogos e líderes da Igreja?

Resposta: A Igreja deve andar pelo ensino das Escrituras Sagradas. Se teólogos e líderes antigos defenderam idéias erradas sobre a inferioridade da mulher, cabe à Igreja corrigi-las à luz das Escrituras, que mostram que Deus criou o homem e a mulher iguais. Porém, corrigir os erros dos antigos neste ponto não significa ordenar mulheres, pois aí estaríamos cometendo um outro erro. Certamente as mulheres não são e nunca foram inferiores aos homens, mas daí a abolirmos os papéis distintos que lhes foram determinados por Deus na criação vai uma grande distância.

9.      Existe algum texto na Bíblia que diga claramente “é proibido que as mulheres sejam ordenadas ao ministério”?

Resposta: Nenhuma das passagens usadas contra a ordenação feminina diz explicitamente que mulheres não podem ser ordenadas ao ministério. Entretanto, todas elas impõem restrições ao ministério feminino, e exigem que as mulheres cristãs estejam submissas à liderança cristã masculina. Essas restrições têm a ver primariamente com o ensino por parte de mulheres nas igrejas. Já que o governo das igrejas e o ensino público oficial nas mesmas são funções de presbíteros e pastores (cf. 1Tm 3.2,4-5; 5.17; Tt 1.9), infere-se que tais funções não fazem parte do chamado cristão das mulheres. Ainda, se o argumento do silêncio for usado, ele se vira contra a ordenação feminina, pois não há texto algum que diga que as mulheres devem ser ordenadas ao ministério da Palavra e ao governo eclesiástico, enquanto que as Escrituras atribuem ao homem cristão o exercício da autoridade eclesiástica e na família.

10.  Se as mulheres recebem os mesmos dons espirituais que os homens, não é uma prova de que Deus deseja que elas sejam ordenadas ao ministério?

Resposta: Não. As condições para o oficialato na Igreja apostólica estão prescritas em 1Timóteo e Tito 1. Percebe-se que o dom do ensino é apenas um dos requisitos. Há outros, como por exemplo, governar a própria casa e ser marido de uma só mulher, que não podem ser preenchidos por mulheres cristãs, por mais dons que tenham.

11. O ensino de Paulo sobre as mulheres na Igreja se aplica hoje? Não estava ele influenciado pela cultura daquela época, que era muito diferente da nossa?

Resposta: É necessário fazer a distinção entre o princípio teológico supra cultural e a expressão cultural deste princípio. Há coisas no ensino de Paulo que são claramente culturais, como a determinação para o uso do véu em 1Coríntios 11. Porém, enquanto que o uso do véu é claramente um costume cultural, ao mesmo tempo expressa um princípio que não está condicionado a nenhuma cultura em particular, que é o da diferença funcional entre o homem e a mulher. O que Paulo está defendendo naquela passagem é a vigência desta diferença no culto público — o véu é apenas a forma pela qual isto ocorreria normalmente em cidades gregas do século I. Notemos ainda que Paulo defende a participação diferenciada da mulher no culto usando argumentos permanentes, que transcendem cultura, tempo e sociedade, como a distribuição ou economia da Trindade (1Co 11.3) e o modo pelo qual Deus criou o homem (1Co 11.8-9).

12.  Paulo escreveu suas cartas para atender a problemas locais e específicos. Como podemos aplicar hoje o que Paulo escreveu, se a situação e o contexto são diferentes?

Resposta: Quase todos os livros do Novo Testamento foram escritos em resposta a uma situação específica de uma ou mais comunidades cristãs do século I, e nem por isto os que querem a ordenação feminina defendem que nada do Novo Testamento se aplica às igrejas cristãs de hoje. A carta aos Gálatas, por exemplo, onde Paulo expõe a doutrina da justificação pela fé somente, foi escrita para combater o legalismo dos judaizantes que procuravam minar as igrejas gentílicas da Galácia, em meados do século I. Ousaríamos dizer que o ensino de Paulo sobre a justificação pela fé não tem mais relevância para as igrejas do final do século XX, por ter sido exposto em reação a uma heresia que afligia igrejas locais no século I? O ponto é que existem princípios e verdades permanentes que foram expressos para atender a questões locais, culturais e passageiras. Passam as circunstâncias históricas, mas o princípio teológico permanece. Assim, o comportamento inadequado das mulheres das igrejas de Corinto e de Éfeso, às quais Paulo escreveu determinando que ficassem caladas na Igreja, foi um momento histórico definido, mas os princípios aplicados por Paulo para resolver os problemas causados por estas atitudes permanecem válidos. Ou seja, o ensino de que as mulheres devem estar submissas à liderança masculina nas igrejas e na família, sem ocupar posições de liderança e governo, é o princípio permanente e válido para todas as épocas e culturas.

13. Onde está na Bíblia que somente homens podem ser pastores, presbíteros e diáconos?

Resposta: Os textos mais explícitos da Bíblia são Atos 6.1-7; 1Timóteo 2.11-15; 1Coríntios 14.34-36 e 1Coríntios 11. 2-16. Algumas destas passagens foram analisadas com mais profundidade em outra parte deste caderno. Além disto, a relação intrínseca entre a família e a Igreja mostra que aquele que é cabeça na família (Efésios 5.21-33) também deve exercer a liderança na Igreja.

14.  Onde está na Bíblia que os homens devem ser o cabeça da família?

Resposta: Há diversas passagens no Novo Testamento onde se trata dos papéis do homem e da mulher na família: Efésios 5.21-33; Colossenses 3.18-19; 1 Pedro 3.1-7; Tito 2.5. Em todos eles, a liderança da família é atribuída ao homem.

15.  Os argumentos usados hoje para defender a submissão da mulher não são os mesmos usados no século passado por muitos cristãos para defender a escravidão?

Resposta: O fato de que no passado a Bíblia foi usada de forma errada para defender a escravidão não significa que a defesa da subordinação feminina seja igualmente feita de forma errada. Não devemos pensar que a relação entre o homem e a mulher na família e na igreja está no mesmo pé de igualdade que a escravidão. Primeiro, os papéis distintos do homem e da mulher estão enraizados na própria criação, enquanto que a escravidão não está. Segundo, o fato de que Paulo faz recomendações aos escravos cristãos para que sejam bons escravos não significa que ele aprovava a escravidão. Na verdade, as recomendações que ele dá aos cristãos que eram donos de escravos já traziam embutidas a idéia da dissolução do sistema de escravidão (Fm 16; Ef 6.9; Cl 4.1; 1Tm 6.1-2).

16.  Havia uma mulher chamada Júnias que Paulo considera como apóstola, em Romanos 16.7. Se havia apóstolas, por que não pastoras, presbíteras e diaconisas?

Resposta: A passagem diz o seguinte: Saudai a Andrônico e a Júnias, meus parentes e companheiros de prisão, os quais são notáveis entre os apóstolos, e estavam em Cristo antes de mim” (Rm 16.7). Não é tão simples assim deduzir que Júnias era uma apóstola. Há várias questões relacionadas com a interpretação deste texto. Júnias é um nome masculino ou feminino? Existe muita disputa sobre isto, embora a evidência aponte para um nome masculino. Outra coisa, a expressão “notável entre os apóstolos” significa que Júnias era um dos apóstolos, já antes de Paulo, e um apóstolo notável, ou apenas que os apóstolos, antes de Paulo, tinham Júnias em alta conta? A última possibilidade é a mais provável. Em última análise, só podemos afirmar com certeza, a partir de Romanos 16.7, que, quem quer que tenha sido, Júnias era uma pessoa tida em alta conta por Paulo, e que ajudou o apóstolo em seu ministério. Não se pode afirmar com segurança que era uma mulher, nem que era uma “apóstola”, e muito menos uma como os Doze ou Paulo. A passagem não serve como evidência bíblica para a ordenação feminina no período apostólico. E essa conclusão está em harmonia com o fato de que Jesus não escolheu mulheres para serem apóstolos. Não há nenhuma referência indisputável a uma “apóstola” no Novo Testamento.

17.  O Novo Testamento diz que, em Cristo, não há homem nem mulher, todos são iguais diante de Deus (Gl 3.28). Proibir as mulheres de serem oficiais da Igreja não é fazer uma distinção baseada em sexo?

Resposta: Não se pode discordar de que o Evangelho é o poder de Deus para abolir as injustiças, o preconceito, a opressão, o racismo, a discriminação social, bem como a exploração machista. E nem se pode discordar de que Cristo veio nos resgatar da maldição imposta pela queda. A pergunta é se Paulo está falando da abolição da subordinação feminina e de igualdade de funções nesta passagem. Está o apóstolo dizendo que as mulheres podem exercer os mesmos cargos e funções que os homens na Igreja, já que são todos aceitos sem distinção por Deus através de Cristo, pela fé? Entendemos que a resposta é não. Gálatas 3.28 não está ensinando a igualdade para o exercício de funções, mas a unidade de todos os cristãos em Cristo. Veja a análise desta passagem acima.

18.  O conceito da submissão feminina ensinado na Bíblia não acarreta inevitavelmente o conceito de que o homem é melhor e superior à mulher?

Resposta: Infelizmente muitos têm chegado a esta conclusão, mas ela certamente é equivocada. O ensino bíblico é que Deus criou homem e mulher iguais porém com diferentes atribuições e funções. A Bíblia ensina que Deus tem autoridade sobre Cristo, Cristo tem autoridade sobre o homem, e o homem tem autoridade sobre a mulher. É uma cadeia hierárquica que começa na Trindade e continua na igreja e na família. Podemos inferir (guardadas as devidas proporções) que, da mesma forma como a subordinação de Cristo ao Pai não o torna inferior — como afirma a fé reformada em sua doutrina da Trindade — a subordinação da mulher ao homem não a torna inferior. Assim como Pai e Filho, que são iguais em poder, honra e glória, desempenham papéis diferentes na economia da salvação (o Filho submete-se ao Pai), homem e mulher se complementam no exercício de diferentes funções, sem que nisto haja qualquer desvalorização ou inferiorização da mulher. Em várias ocasiões o Novo Testamento determina que os crentes se sujeitem às autoridades civis (Rm 13.1-5; 1 Pe 2.13-17). Em nenhum momento, entretanto, este mandamento implica que os crentes são inferiores ou têm menos valor que os governantes. Igualmente, os filhos não são inferiores aos seus pais, simplesmente porque devem submeter-se à liderança deles (Ef 6.1). O conceito de subordinação de uns a outros tem a ver apenas com a maneira pela qual Deus estruturou e ordenou a sociedade, a família e a igreja.

19. Em 1Timóteo 3.11, ao descrever as qualificações do diácono, Paulo se refere às mulheres: “Da mesma sorte, quanto a mulheres, é necessário que sejam elas respeitáveis, não maldizentes, temperantes e fiéis em tudo”. Este versículo não prova que havia diaconisas nas igrejas apostólicas?

 Resposta: Não necessariamente. Esta passagem tem sido entendida de diferentes modos: (1) Paulo pode estar se referindo às mulheres dos diáconos (Calvino). Porém, ele emprega para elas a expressão “é necessário” (1Tm 3.11), que foi a mesma que empregou para os presbíteros (3.2) e os diáconos (3.8), ao descrever suas qualificações. Logo, não nos parece que o apóstolo se refira às mulheres dos diáconos. (2) Paulo pode estar se referindo à todas as mulheres da igreja; entretanto, é bastante estranho que ele tenha colocado instruções para todas as mulheres bem no meio das instruções aos diáconos! (3) Paulo pode estar se referindo às assistentes dos diáconos, mulheres piedosas, que prestavam assistência em obras de misericórdia aos necessitados das igrejas (Hendriksen). (4) Paulo se referia à diaconisas. Porém, é no mínimo estranho que Paulo não empregou o termo apropriado para descrever a função delas (diaconisas), já que ele vinha falando de presbíteros e diáconos. A opção 3 nos parece a melhor e mais provável: havia mulheres piedosas nas igrejas apostólicas, não ordenadas como “diaconisas”, que ajudavam os diáconos nas obras de misericórdia, trabalhando diretamente com as mulheres carentes e necessitadas. É a estas que Paulo aqui se refere.

Augustus Nicodemus Lopes

Postado por Augustus Nicodemus Lopes.

Sobre os autores:

Dr. Augustus Nicodemus (@augustuslopes) é atualmentepastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia, vice-presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana doBrasil e presidente da Junta de Educação Teológica da IPB.

O Prof. Solano Portela prega e ensina na Igreja Presbiteriana de Santo Amaro, onde tem uma classe dominical, que aborda as doutrinas contidas na Confissão de Fé de Westminster.

O Dr. Mauro Meister (@mfmeister) iniciou a plantação daIgreja Presbiteriana da Barra Funda.

58 comentários

comentários
23/1/14 17:54 delete

Amado reverendo, a paz do Senhor! Eu penso que diante de muitas deduções e possibilidades, devemos nos apegar apenas ao que está claramente determinado nas Escrituras, como por exemplo, na passagem da ordenação ao ministério (1 Timóteo e Tito). Não se trata de um pensamento machista, mas pensar conforme ensina a Palavra de Deus. Valoremos o que está escrito (Ro 15.4). Excelente abordagem, meu querido! Espero conhecê-lo pessoalmente quando regressar da missão ao meu país. Deus o abençoe plenamente!

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Ana Fontoura
AUTOR
23/1/14 17:55 delete

Me desculpe, mas suas bases bíblicas são um tanto fracas. Se fossemos ao pé da letra não poderiam ser ordenados pastores já que a Bíblia se refere a bispos, diáconos e presbíteros. Também não vi a palavra reverendo como alguns lhe chamam. Não sei se você usa, se usa, está usando um nome que não é bíblico. Com todo o respeito, não quero aqui desfazer de muitas postagens suas que são de grande valor pra mim, mas essa da ordenação feminina me deixou com dúvidas. Um abraço e que Deus o abençoe!

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23/1/14 18:12 delete

Sim, está claro que a ordenação feminina não tem apoio na Escritura. Mas será que esta proibição é simplesmente por motivo organizacional ou existe algo na natureza feminina que a motiva (a proibição)? Quando Paulo proíbe às mulheres ensinarem na igreja em I Tm 2 ele diz que Adão não foi enganado, mas a mulher sendo enganada caiu em transgressão. Não seria a natureza feminina mais propensa à sedução do pecado? O texto do Gênesis logo após afirmar que a serpente era a mais astuta das alimárias cita que ela procura a mulher. A astúcia da serpente não pode ser percebida pela escolha da vítima? E quanto ao fato de a mulher ter se vitimado diante da serpente afirmando que Deus a proibira até mesmo de pegar no fruto, coisa que não ocorreu, pois não há essa proibição por parte de Deus, não significa que já havia nela a inclinação para o pecado mesmo antes da queda?

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celso jasper
AUTOR
23/1/14 18:17 delete

Extremamente edificante e esclarecedor!Seria importante mais estudos como esse nas reuniões de doutrina,para enfim,extirparmos essas heresias de dentro de nossas igrejas e congregações!!!Deus o abençoe sempre!

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23/1/14 19:50 delete

Mais que esclarecedor!
Parabéns, rev Nicodemus!

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23/1/14 19:51 delete

Graça e paz da parte de nosso Senhor Jesus. Excelente artigo, embora sendo mulher e exercendo o pastorado junto ao meu esposo, claro que dentro daquilo que a Biblia nos deixa claro, que as mulheres mais experientes devem ensinar as mais mais novas a amarem e respeitarem aos seus esposos. Nada impede que uma mulher deva servir a igreja, ela realmente não precisa de uma ordenação para que se mostre o seu valor e necessidade dentro da igreja. Deus os abençoe.

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23/1/14 19:53 delete

Pastor, poderia dar explicação sobre o uso do título "Reverendo"? Paz! LPS.

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23/1/14 20:10 delete

Pastor Augusto Nicodemus qual a sua opinião quanto ao artigo de Waldyr Carvalho Luz
http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/329/ordenacao-feminina

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23/1/14 20:15 delete

Muito bom!!!! Apesar de ser mulher e batista, lamento o fato dos batistas terem adotado a ordenação de mulheres ao ministério pastoral. Para mim, tal atitude reflete a assimilação do "mundanismo" na Igreja cristã evangélica. Entendo que as mulheres cristãs têm muitas outras funções a desempenhar como ministério e em casa, tornando o ministério pastoral uma carga que não poderiam carregar. Dessa forma não conseguiriam desempenhar bem o papel para o qual Deus as chamou. O outro lado negativo da decisão da OPBatistas é que pode contribuir para afetar o entendimento dos homens no que diz respeito às suas responsabilidades e hombridade.

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Filipe
AUTOR
23/1/14 20:26 delete

Claro e cristalino.

Infelizmente o feminismo e a ideia errônea de que todos, indistintamente, têm o mesmo propósito/funções acaba gerando a falta de subordinação à escritura nesse aspecto.

O nefasto é que uma concessão aqui, acaba por gerar outra concessão ali e assim vemos as heresias e desvios inconciliáveis surgindo...

Obrigado pelo texto.

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23/1/14 23:15 delete

Rev. Augustus,

com certeza são ótimos esclarecimentos.
Quero, contudo, expor as minnhas opiniões:

Segundo o dicionário Vine, o termo grego "diakonos" tem uma abrangência muito grande, podendo referir-se até a "servos de Satanás", ou seja, não podemos a partir do termo grego apostar que Febe era mesmo diaconisa.
O mesmo dicionário também mostra a diferença do termo grego "doulos", que põe a relação do servo com o seu mestre, enquanto que "diakonos" coloca a relação do servo com o seu serviço.
Uma pergunta: Isso pode significar que a palavra "diaconisa" na versão NTLH está ali precipitadamente, isto é, errada?

Sobre Júnias, em todas as minhas pesquisas percebi que se trata de um homem, e não de uma mulher, apesar da construção grega não definir claramente o sexo. Fica mais fácil perceber que é um homem pelo contexto, de que Andrônico e Júnias eram companheiros de prisão de Paulo, isto é, não seria correto numa época e cultura tão rígidos uma mulher encarcerada junto com os homens.
Outro ponto interessante sobre Júnias (ou Júnia) é a construção da oração "notável entre os apóstolos". É que quando há um homem e várias mulheres, a oração é feita no plural masculino.

Sobre I Timóteo 3.11, penso que as "mulheres" aqui são sim diaconisas (Shedd e Eugene Peterson), pela construção dos versículos 10,11 e 12. Com isso, penso que não haveria problemas de a mulher chegar ao patamar de diaconisa, visto que as funções até combinam perfeitamente com elas (mas não acho somente por isso) como ajudar os mais necessitados, cuidar dos enfermos, ornamentar a Casa de Deus, cuidar da Casa de Deus e muitas vezes ensinar. Contudo, acredito que biblicamente a mulher não possa atingir o ponto de presbítera ou pastora oficialmente, embora muitas a façam melhor do que muitos.

Independente de poder ou não, devemos construir nosso ministério conforme as Escrituras e nunca se esquecer que o homem sempre depende de sua esposa e vice-versa (I Coríntios 11.11).

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23/1/14 23:46 delete

Prezado reverendo,

Dentro da discussão do papel da mulher tanto no governo eclesiástico quanto no civil, gostaria de saber sua opinião, embora eu saiba dos limites que um comentário como esse possua, da atual relevância dos estudos registrados por John Knox em "The first blast of the trumpet against the monstruous regiment of women".
Desde já agradeço sua constante atenção.

Abraço,

William Teixeira

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24/1/14 03:20 delete

Excelente abordagem sobre o tema Rev.; muito esclarecedor, só não entende e aceita mesmo quem não quer.
Rev Valdemiro Knidel

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24/1/14 12:18 delete

Na complexidade diante do entendimento Bíblico considero muito arriscado procurar fazer o que não está direcionado pela Bíblia. Assim, é algo muito perigoso procurar fazer algo que não está claro. Melhor é que cumpramos o que é claro e evitemos ousar.
Façamos o que recebemos como ordem para fazer e não ousemos inventar.
Normalmente quem não quer obedecer inventa desculpas e arruma alternativas.
Se não há orientação para determinada função seria muita ousadia procurar fazer exatamente aquilo que não se tem tal orientação.
Além disso, sabemos que o inimigo anseia bagunçar e tumultuar. Assim, como está escrito que Deus é o Cabeça do homem e o homem o cabeça da mulher, o inimigo insiste que o homem renegue Deus como Cabeça e aproveita para que a mulher renegue também o homem como cabeça. A inversão do sistema é a demonstração da ação diabólica.
Deus nos abençoe e use!
Henri.

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24/1/14 14:03 delete

É natural ter dúvidas minha irmã, principalmente porque a nossa natureza é caída e especialmente no seu caso que deve sofrer na pele os preconceitos de muitos homens machistas e ignorantes, no sentido de não conhecer ou discernir as verdades Bíblicas. Dizer que os argumentos do reverendo não são bons é colocar a Bíblia em segundo plano, elevando a sua natureza caída, pecadora, insubimiça a primeiro plano. Seja mais atenta e submiça a palavra de Deus e ele poderá te revelar as verdades dele com mais clareza, para isso aconselho muita oração para que o Espírito Santo abra seu entendimento e seu coração. Com respeito e toda consideração eu desejo isso a vc. Abraço!

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24/1/14 14:21 delete

Se havia nela a inclinação para o pecado então a Bíblia não poderia ter dito que EVA foi feita a imagem e semelhança do seu Criador. Porque Deus não tem uma natureza pecadora e Adão como representante Humano, não Eva, é que Errou e apartir do seu livre Arbítrio, que só em seu estado natural e perfeito e neutro ele possuia, trouxe a toda humanidade a maldição. Ele foi o culpado, dizer que Foi Eva nada mais é que certo preconceito e natural também de um ser caído que gosta de jogar a culpa no outro. Teológicamente falando, é provável e quase certo na nossa maneira de entender que se o homem rejeitasse a oferta de Eva, quem provavelmente teria se dado mal, seria somente ela! E ponto. Não toda a humanidade, visto que o pacto( pacto das obras) de Deus foi feito com o primeiro ADÃO, e consequêntemente o segundo pacto( da graça) foi feito Com Nosso Senhor Jesus. Ele nos representa, e Atravez da nossa fé nele e em sua obra é que Obtemos Salvação. Louvado seja Deus por nos ter escolhido por sua graça! Abraço meu irmão!

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24/1/14 14:27 delete

É muito bom ver o Espírito Santo abrindo o Entendimento e nossos corações para aceitar as suas verdades. Que Deus a continue usando em sua obra. Graça e paz

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24/1/14 14:32 delete

Que o Senhor sempre te ilumine como vem fazendo até o momento. Existirá sempre o insubmiço dividindo, infelizmente! A paz

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Unknown
AUTOR
24/1/14 15:11 delete

Rev. Augustus, nós como servos em Cristo e participantes de uma lgreja Batista agradecemos a Deus pela sua vida e nossa oração ao Pai é que lhe dê muitos anos de vida, a fim de queo senhor continue a ser usado por Ele no esclarecimento da Sua Palavra.

Marcos e Christianne David.

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Gisa
AUTOR
24/1/14 18:46 delete

concordo a ordenança de mulheres não tenha apoio biblico...mas eu tenho uma duvida sobre a passagem 1TM 2:15 "salvar-se-a dando a luz filhos". A mulher crista casada tem a obrigação de ter filhos???
Agradeço as opiniões e respostas!
Graça e Paz...

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Leonardo
AUTOR
24/1/14 18:52 delete

Perfeita e Bibliocêntrica analise. O que vemos são histerias coletivas por parte de mulheres que se submeteram ao feminismo de Beth Friedman e N. B Zant, o que é lamentável. Achei no mínimo curioso a afirmação da Ana Fontoura que diz ter sido FRACO os argumentos expostos. rs. Seria cômico se não fosse trágico. A sra. em questão tem muita dificuldade em entender um texto claro como este e fazer diferenciação entre Pastor e diacono. rs

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25/1/14 11:05 delete

Querido, a paz esteja contigo.
Bem não sei se meu comentário será publicado, os últimos não foram, mas, vamos lá.
Entendo o que leio, mas se surpreende um grande mestre de exegese e hermenêutica bíblica usar tais textos, que comprobatóriamente foram acrescidos na bíblia pela igreja católica, que visava extinguir o ministério feminino, como exemplo mais conhecido Maria de Magda ou Maria Magdalena, bem esta andou com Jesus viu e participou de seu ministério, sendo assim esta era uma apostolesa ( não apostola, por favor ).
E só para que conste, o texto de gênesis onde foi dito que a mulher deveria se submeter ao seu marido, não é conclusivo, ou seja, este pode ter sido mais um acréscimo da igreja católica.
Fico muito surpresa com sua posição, ainda mais por ser mestre, mas, cada um pense como desejar, mas não impeçam que o chamado de deus se cumpra na vida de muitas outras mulheres, mulheres mais fortes que os homens, mais sensíveis ao espirito santo, e as necessidades da congregação, e como pude observar agora, mais preparadas também.

Atenciosamente

Maiara Paixão, Teóloga, Pastora E Futura Bispa.

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25/1/14 13:51 delete

Maiara,

Este seu comentário eu não podia deixar de publicar para que os leitores vejam o nível da argumentação que você usa. Quero já dizer que não estou generalizando e dizendo que todas as mulheres que defendem a ordenação feminina são do seu nível.

Há outras mulheres que defendem com argumentos mais sérios a ordenação de mulheres.

Acréscimo da igreja católica? Os textos hebraicos e gregos nunca foram propriedade de igreja nenhuma, nem a católica e nem a protestante e nem mesmo os judeus. São públicos.

Todos os textos hebraicos que temos incluem a passagem de Gênesis, bem como todas as passagens que citei acima. E a Vulgata Latina, que é a tradução oficial da igreja católica não acrescentou nenhuma passagem contra as mulheres aos textos hebraico e grego.

Não quero impedir que as mulheres cumpram o chamado de Deus na vida delas, quero apenas ajudá-las a entender a natureza deste chamado, se é realmente para o pastorado.

Como você pretende ser bispa, segue uma carta fictícia que mandei para uma bispa, se tiver tempo leia:

http://tempora-mores.blogspot.com.br/2010/06/carta-bispa-evonia.html

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25/1/14 18:31 delete

Caro reverendo Augustus,

talvez não tenha sido claro em meu comentário acima, mas expus uma pergunta em negrito e gostaria de ouvir a opinião de um dos biblicistas que adimiro (você) a respeito da mesma.

Que Deus continue abençoando sua vida.

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25/1/14 20:08 delete

Caro Jones de Lira,

Sim, a NTLH precipitou-se em traduzir como "diaconisa", da mesma forma que outras versões.

Abs.

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25/1/14 22:07 delete

Obrigado pela rica atenção, reverendo.
Deus seja contigo, meu irmão!

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26/1/14 02:29 delete

Graça e Paz, Rev. Dr. Augustus Nicodemus Lopes,

Gostaria da opinião do Insigne Pastor sobre o verso:'E, abrindo Pedro a boca, disse: Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas;' - Atos 10:34

Shalom.

(Gostaria muito que o senhor me respondesse, pois te admiro)

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Alex Esteves
AUTOR
26/1/14 12:39 delete

Rev. Augustus,

O artigo é esclarecedor e muito bem fundamentado, como sói acontecer com os estudos que o senhor faz. Posso dizer isso porque leio e ouço com frequência as exposições do senhor.
Alguns comentários feitos por leitores revelam aspectos que têm contribuído para os rumos que a Igreja brasileita tem tomado.
Tenho percebido que é cada vez maior a quantidade de mulheres pregando em minha igreja - não que elas não possam pregar, mas a intensidade com que mulheres têm pregado em lugar de homens - e são muitos os obreiros - indica que algum passo brevemente poderá ser dado para a ordenação mesmo. Já há quem chame mulher de pastor de "pastora", talvez sem saber das consequências práticas disso.
Os argumentos de que os textos mencionados pelo senhor teriam sido adicionados pela Igreja Católica são os mesmos utilizados para justificar erros como a ordenação de homossexuais ou o casamento de homossexuais. Vejo que o que há de comum entre este e os demais artigos e exposições do senhor é a atenção exclusiva à Palavra, sem acréscimos fornecidos pela tradição, pela filosofia, por interesses ou pelo preconceito.
É por isso que o ministério do senhor tem sido uma bênção ao longo dos anos.
Que Deus o abençoe ainda mais, mesmo porque sei que quanto mais o senhor for abençoado, mais nós seremos também.

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26/1/14 15:29 delete

Olá Reverendo, esse seu artigo é excelente !
Sou Batista, mais como diz Franklin Ferreira "não muito convicta", minha Igreja faz parte da convenção, que ao que parece aprovou o pastorado feminino, tive o prazer de conhecê-lo pessoalmente em Areia Branca-RN embora seja de Mossoró, concordo com sua posição, por isso algo que me deixa duvidosa é se as mulheres da Igreja podem levar a palavra (pregar) nos cultos aos domingos e outros, pois estou há um tempo na escala de pregadores da minha Igreja, mais já disse ao meu pastor que não gosto de pregar para Igreja nos cultos de oração, e aos domingos procuro pregar sermões evangelísticos pois isso todos não só podem mais tem o dever de fazer, meu pastor inclusive deu o exemplo de Ana no templo ao falar de Jesus, por favor o que o senhor acha é errado eu pregar ?
Deus continue te abençoando !

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Angélica
AUTOR
27/1/14 08:51 delete

Em tudo que já li sobre assuntos relacionados o que mais me chama a atenção é ver os valores de Deus sobre masculinidade e feminilidade sendo claramente deturpados ao longo dos anos...ninguém se atenta às características fisiológicas femininas e masculinas....isso já dá todo embasamento teórico e bíblico tb, pois se Deus criou todas as coisas, é o Criado, não fez nada de errado!!! simples assim!!! Então criou o homem com características masculinas a fim de que cumprisse com sua masculinidade e criou a mulher com suas características femininas a fim de que cumprisse com sua feminilidade. Até mesmo qto características físicas um complementa o outro, então se a mulher entrar na liderança irá competir com o homem, haverá discórdia e isso que o inimigo que de deseja hoje e sempre. Só observar a natureza, os animais irracionais: macho e fêmea - cada um tem sua função, mas nós como racionais sempre temos que questionar, sempre temos q discordar do bom, perfeito e agradável plano de Deus. Não vejo em nada de inferioridade em ser feminina e viver minha feminilidade à luz da Palavra de Deus!!! tinha mta dificuldade em aceitar a submissão, o não liderar, entre outras coisas, mas busquei na Palavra as respostas....e Ela é clara!!! Graças a Deus por Sua Palavra, por me mostrar que não sou inferior, até msmo pq Ele me amou primeiro, me escolheu e em Cristo sou filha do Deus vivo!! Sou batista e não defendo a posição de mulheres tomar à frente. Sou líder de ministério, mas oro para que Deus levante os homens da minha igreja a tomarem à frente da liderança e nós mulheres possamos auxiliá-los em tudo que for preciso.

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27/1/14 10:18 delete

Concordo plenamente!

Não aceita quem não quer aceitar, e não quem não entende. Esse assunto, mesmo biblicamente, é muito objetivo. Aleluia! Que Deus continue a te iluminar, queri do irmão!

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27/1/14 12:46 delete

BASES BÍBLICAS DO MINISTÉRIO FEMININO:

PASTORAL: "Estando ele ainda falando com eles, veio Raquel com as ovelhas de seu pai; porque ela era pastora".
Gênesis 29:9

DIACONAL: "Recomendo-vos, pois, Febe, nossa irmã, a qual serve na igreja que está em Cencréia," Romanos 16:1

APÓSTOLICO: "Saudações a Andrônico e à irmã Júnia, meus patrícios judeus, que estiveram comigo na prisão. Eles são apóstolos bem conhecidos e se tornaram cristãos antes de mim".
Romanos 16:7

Esta é a Bíblia!!!!!

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27/1/14 13:36 delete

Nathalie,

É por argumentos assim como os seus que fica claro que o pastorado feminino realmente não tem base alguma.

A base para ordenação de mulheres ao pastoreio de almas de pecadores perdidos e remidos pelo sangue de Jesus é que uma mulher chamada Raquel era pastora de animais chamados ovelhas?!

Se Romanos 16:1 prova que Febe érea diaconisa porque o verbo "diakoneo" é usado para se referir a ela, então está provado que Jesus era diácono e Paulo era diácono, pois neste mesmo livro de Romanos o próprio Paulo se refere a Jesus como "diácono" (ministro, Romanos 15:8) e ele mesmo como "diácono (ministro, Romanos 15:16)- em todos estes casos o sentido não é técnico e estrito do ofício de diácono, mas sim lato e geral, de servir, ministrar.

Apostólico?! Em Romanos 16:7? Esta tradução que você está usando é mais do que tendenciosa. Leia a pergunta 16 acima e a resposta.

Fidelidade a Bíblia não é citá-la fora de contexto e usando traduções tendenciosas.

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27/1/14 15:57 delete

Vanusa Alves Carneiro.Excelente comentário. Bom se as mulheres tivessem esta mesma visão. A mulher já servem muito em nossas igreja e se e fora delas. Não precisam que seja imposta a elas mais esta árdua missão que não as pertencem. Vejo que para a maioria dela o negócio é o "título". As irmãs não precisam disso para que seus serviços no corpo de Cristo ganhe notoriedade.

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27/1/14 16:05 delete

Vanusa Alves Carneiro.Excelente comentário. Bom se as mulheres tivessem esta mesma visão. A mulher já servem muito em nossas igreja e se e fora delas. Não precisam que seja imposta a elas mais esta árdua missão que não as pertencem. Vejo que para a maioria dela o negócio é o "título". As irmãs não precisam disso para que seus serviços no corpo de Cristo ganhe notoriedade.

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27/1/14 16:06 delete

Maiara, perdeu a oportunidade de somente observar os comentários dos outros. Estude mais teóloga!

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27/1/14 16:12 delete

Nathalie, o Texto fora do Contexto vira Pretexto e induz ao erro. E mais, se Junias era mulher, o que dizer então de "ANANIAS"?? Por favor, vamos reconhecer os argumentos esclarecedores do rv. Augustus Nicodemus Lopes.

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28/1/14 14:39 delete

Estimada Ana Fontoura,
Ao ler sua profunda refutação ao artigo, decidi fazer algumas rápidas considerações:
1º Ao afirmar que as argumentações são fracas, você deveria, no mínimo apresentar outras argumentações mais profundas que aquelas apresentadas pelo autor. Não foi isso que li. Aliás, nenhum texto foi mencionado claramente. Entretanto, apenas a citação de um texto não seria suficiente. Você deveria citá-lo fazendo a análise do contexto próximo, do livro, do autor e canônico. Sem contar, é claro, deve ser levada em conta a análise dos termos à luz da sintaxe e gramática das língua originais. Acredito que suas argumentações falharam nisso.
2º Quando você fala de bispos, talvez seria melhor que estudasse um pouco a história da igreja do primeiro século, bem como as funções eclesiásticas do termo. Seria importante realizar um estudo semântico desse termo. Você perceberia seu engano. Finalmente, você nem mesmo considerou passagens como Ef 4.11. E isso, falando apenas de NT.

Sem mais, que Deus a abençoe.

Att,

Carlos Eduardo

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28/1/14 19:00 delete

Boa noite Reverendo!
E quanto documento abaixo, muito bem respondido pelo teólogo, doutor e professor Waldyr Carvalho Luz, que também atuou no Seminário Presbiteriano do Sul em Campinas?http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/329/ordenacao-feminina

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MAC
AUTOR
28/1/14 19:07 delete

Olá Pastor Augustus.

O sr. poderia tecer algum comentário com relação ao fato de as mulheres serem proibidas de exercer ensino autoritativo, segundo a sua exposição, mas não o serem para profetizar, uma vez que este último parece ter tanto peso quanto o primeiro em termos de autoridade?

Abraço.

Mac (Amilenismo.com e BTCast)

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28/1/14 21:29 delete

Gilmara,

Trata-se de um artigo que defende uma posição a favor da ordenação de mulheres, que usa os mesmos argumentos dos feministas, a saber, que os textos bíblicos que são contra devem ser entendidos como culturalmente condicionados, e portanto, sem valor para hoje.

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28/1/14 21:48 delete

Pastor augustus,

Sou da igreja presbiteriana e tenho uma dúvida quanto ao ensino de mulheres na igreja. Está certo de que as mulheres não podem ser ordenadas pastoras, nisto eu creio estar certo, mas na minha igreja mesmo sendo presbiteriana, as mulheres ainda que sem ordenação estão aptas à ensinar nas escolas dominicais em classes mistas, nos cultos de estudo bíblico e também no culto de domingo pela manhã. O senhor é a favor deste ensino fora da assembléia ou culto principal da igreja? qual a base para isso?

espero ser possível entender a pergunta

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28/1/14 21:51 delete Este comentário foi removido pelo autor.
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Rodolfog
AUTOR
29/1/14 01:06 delete

Pr. Nicodemus, gostaria de perguntar algo.

Vi que o sr. comentou algo sobre o uso do veu sobre isso ser algo cultural na igreja de Corinto. No entanto, eu ja ouvi de alguns que por causa do versiculo 10 de 1 Co.11 falar "por causa dos anjos", o veu deixa de ser algo cultural e passa a ser definitivo. Qual a opiniao e explicacao do sr. a respeito disso?

Obrigado!

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29/1/14 07:51 delete

Mais um excelente texto com boas argumentações.

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3/2/14 03:14 delete

Reverendo,

talvez eu precise repensar minhas ideias:
O texto de I Timóteo 3.8-13, deve ser analisado, evidentemente, no contexto e na sequência em que está inserido. Se observarmos atentamente os versículos 10-12, quando Paulo se refere aos diáconos que precisam ser experimentados (v. 10), subentende-se que as "mulheres" (v. 11) seriam as "diaconisas". Contudo, Paulo não encerra as orientações aqui, ele continua a falar dos diáconos a seguir concernente a monogomia(v. 12), ou seja, acaba evidenciando que as mulheres do versículo anterior (v. 11) são as esposas (gr. gynen dos diáconos (ver o versículo 11 na NTLH).

Em Romanos 16.1, relacionado a Febe, na NTLH, caro reverendo, a palavra "diaconisa" pode ser entendida como "semelhante ao diácono".

Para melhor compreensão ou complemento do assunto, leiamos um pouco antes, em I Timóteo 2.8-15.

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11/5/14 13:28 delete

Rev,

Gostaria de saber algo que não sei se entendi bem do texto: É,também, vedado a pregação em culto por parte de mulheres? Quer dizer, só homens podem pregar?

Nesta passagem aqui: "Essas restrições têm a ver primariamente com o ensino por parte de mulheres nas igrejas. Já que o governo das igrejas e o ensino público oficial nas mesmas são funções de presbíteros e pastores (cf. 1Tm 3.2,4-5; 5.17; Tt 1.9), infere-se que tais funções não fazem parte do chamado cristão das mulheres."

Pascoal Gomes

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Sá bia
AUTOR
15/5/14 20:14 delete

Li o texto principal... Todos os comentários...No entanto, minha mente está repleta de dúvidas. Quero deixar claro que não almejo o pastorado, porém; devo eu ficar em pleno silêncio nos cultos?(...)

Responder
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Sá bia
AUTOR
15/5/14 20:17 delete

Li o texto principal e todos os comentários, no entanto; devo dizer que minha mente está repleta de dúvidas. Não almejo o pastorado ou qualquer que seja o nome dado à titulos, pois acredito que para fazer servir à DEUS os títulos são totalmente dispensáveis. Contudo, devo eu manter-me em completo silêncio durante os cultos? (...)

Responder
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5/7/14 10:45 delete

Rev. Augustus, o pessoal que acusa Paulo de ser condicionado pela cultura machista judaica ou romana tem de engolir a instrução revolucionária e contra-cultural dele ao dizer que marido e mulher têm direitos e deveres sexuais iguais um para com o outro:
"O marido conceda à esposa o que lhe é devido, e também, semelhantemente, a esposa, ao seu marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim o marido; e também, semelhantemente, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim a mulher. Não vos priveis um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e, novamente, vos ajuntardes, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência. (1Co 7.3-5)

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Sodré
AUTOR
24/9/14 07:04 delete

Jesus é a referência maior, e ele foi mais do lado das mulheres, crianças e pobres .

No fundo parece que existe na hermenêutica, um fundo politico entre esquerda e direita.

O esquerdismo parece querer imitar Jesus através da imposição, enquanto o cristianismo deveria fazer o maior servir ao menor.


Hoje acordei com uns pensamentos para responder perguntas se Jesus foi comunista ou não, ..lógico que não, mas ele não fica longe, pois mandou o rico vender tudo e dar aos pobres, e o Espírito Santo moveu o fiscal de impostos que trabalhava para um governo corrupto, (olha bem ai funcionários publicos ) Zaqueu, a fazer o mesmo e ainda restituir 4 vezes mais quem ele defraudou

PERGUNTO AGORA

Será que o Espírito Santo que moveu Zaqueu a devolver tudo não atua mais neste sentido hoje em dia em que temos a mesma péssima distribuição social, onde a exploração comercial, empresarial, alugueis, de toda sorte é a mesma?

Será que Jesus foi exagerado em mandar o rico vender tudo, ou será que isso não se aplica aos ricos de hoje? só aplica ao jovem rico do NT?

Será quea Igreja primeira não quis seguir Jesus de fato e deverdade e parar de bla bla bla???

Será que esta FALHA do cristianismo em promover justiça social, não é uma das justificativas do socialismo e comunismo????

Será que o Espírito Santo de hoje só quer nos dar paz, dom de linguas e inspiração pra pregar e escrever até babar???

¶ E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns.
E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça.
Não havia, pois, entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido, e o depositavam aos pés dos apóstolos.
E repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha.

Atos 4:32-35

mas o cristianismo rasgou estas páginas da Bíblia e ficaram somente com as que convém.
A DENUNCIA DE COMO FUNCIONA O EGOISMO BRASILEIRO - FHC
"Não existe direita no Brasil, no sentido clássico do conceito... O pensamento conservador filia-se a uma tradição ocidental que estabelece como pilares da ordem a família, a propriedade, os costumes. O nosso conservadorismo não é nada disso. Tem a ver com clientelismo, patrimonialismo, uso indevido dos recursos do Estado. Ele não é composto de um ideário, e sim de aproveitadores. Por que a 'direita', no Brasil, apóia todos os governos, não importa qual? Na história recente, ela apoiou os militares, apoiou o Sarney, apoiou o Collor, apoiou a mim, apóia o Lula. Porque seus integrantes não são de direita. Essa gente toda só quer estar perto do Estado, tirar vantagens dele." FHC

o cristianismo de hoje é egoista e nega a Cristo

distribuição social


isso é tanto cristão como comunista


só que o Estado interno Cristão não funciona, e o Estado externo socialista quer fazer funcionar de qualquer jeito


Mas o alvo , o ideal, é um só : Justiça, equidade, igualdade de lados

Jesus falou muito em justiça social, Lázaro e o rico, jovem vender tudo e dar aos pobres, os dizimos no VT é pura obra social (destinado as viuvas , orfãos e levitas pobres) , MAS QUASE NINGUEM PRATICA ISSO HOJE, de 2 bilhões de cristãos, deve ter uns 100 mil que pratica isso

O cristianismo não pratica o cristianismo


Deveria se exortar que cristãos fossem cristãos, ou pelo menos pregar isso em termos de vender tudo e dar aos pobres, rasgaram isso da Bíblia deles

http://igrejaadventista.no.comunidades.net/index.php?pagina=1413822072

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13/11/14 18:45 delete

Olá,irmão! Muito edificante o texto. Quero pedir sua permissão para postar esse texto no blog Jovens Valiosos, com as devidas referências ao seu nome e ao blog. Desde já, grata!
Letícia Bernardo

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estudante
AUTOR
17/7/15 03:02 delete

parabéns pastor, nada podemos contra a verdade senão pela verdade, coisa que o senhor fez muito bem aqui !

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Gioto Primo
AUTOR
16/4/16 00:22 delete

Me aponte base bíblica para " pastora, e bispa"?

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