domingo, fevereiro 23, 2014

Solano Portela

A quebra da lei e a instabilidade social.

Já há alguns anos, tenho escrito sobre a obrigação primordial do governo – garantir a segurança dos cidadãos de bem e agir como braço vingador divino, punindo os malfeitores. Os que contestam essa designação, desconhecem o que diz a Bíblia sobre isso e acham que o governo é uma mera estrutura gerada pela engenhosidade humana. Os cristãos, que se opõem principalmente ao qualificativo "vingador", não têm desculpa - devem voltar a ler Romanos 13 e revisar os seus conceitos humanistas da sociedade e dos governantes.

Repetidamente vemos incidentes maiores que demonstram quão desfocadas estão as autoridades, que buscam interpretações e paliativos inconsequentes para a criminalidade e os distúrbios que geram instabilidade social. 
Agora, sob o pretexto de “protestar a realização da Copa”, o quebra-quebra continua em cima de pessoas e propriedades. Em paralelo, os bandidos continuam com ataques cada vez mais ousados, deixando segmentos da população aterrorizados e gerando um clima geral de insegurança. A polícia, quando comparece, vem tardia e sem o respaldo de uma compreensão maior do seu papel. Em certas ocasiões, a autoridade até se volta contra os mais indefesos – os cidadãos de bem, exorbitando suas funções, agravando a sua omissão. Por isso, volto a algumas questões que devem ser repetidas.

A falta de visão clara das autoridades, na área de segurança, dá clara evidência de que a estrutura remanescente de lei e ordem é extremamente frágil, em nossa sociedade. Ela é facilmente rompida com um mínimo de articulação e esforço por parte dos que já se posicionaram contra a justiça e o direito. Vivemos uma verdadeira batalha campal, com mais vitimas do que muitos locais de guerra declarada.

A essas alturas, não basta simplesmente expressar indignação e solidariedade para com as famílias das vitimas inocentes nas mãos dos assassinos, que não têm o temor de Deus nem respeito às suas determinações para a humanidade. É hora de repetirmos alguns questionamentos importantes. O que é possível fazer nessa situação? Certamente devemos apoiar as autoridades e repelir a violência de todas as maneiras. No entanto, o retorno à estabilidade social não é obtido pela simples colocação nas ruas de um formidável contingente de policiais ou até de batalhões de soldados. Isso pode até dar a ilusão de segurança, mas não creio que uma mera demonstração de força nas ruas traga a solução real.

Além de ficarmos temerosos para com a vida do nosso povo, e dos que amamos, devemos refletir sobre rumos que foram perdidos ao longo dos anos, pelo estado – pelos governantes. Estamos cansados da mesma resposta de algibeira, de que essa fragilidade é fruto da desigualdade social – uma solução que insulta os milhões de trabalhadores e famílias honestas, que lutam contra a adversidade econômica, mas preservam a dignidade de comportamento e o respeito pela vida e pelo bem alheio. É claro que, como sociedade, devemos nos empenhar para uma equalização das oportunidades de progresso a todos. Mas isso é bem diferente de uma equalização de bens e recursos que ignora a necessidade de trabalhar a equanimidade das oportunidades. Ou seja, a missão do governo não é igualar a todos, mas igualar as oportunidades para todos.

O problema que atravessamos, portanto, é mais grave, mais profundo, e diz respeito a um desvio do propósito real e primordial do governo e da missão maior dos governantes. Durante décadas a ideia do governo amplo e abrangente, que se intromete em todos os aspectos da sociedade, tem sido defendida e apresentada como a solução de todos os males. Os governantes adoram essa diversificação, pois lhes confere mais poder; o povo, enganado, considera os governos e os governantes “bons” quanto maiores sejam as promessas de intervenção em todas as áreas de nossa vida. As promessas nunca são cumpridas, a esperança é estrangulada, mas a memória curta dos eleitores, e a avidez por soluções milagrosas, vão perpetuando e agravando um governo cada vez maior, mais inchado e mais opressor. Chegamos à seguinte situação:

1. O princípio de um governo limitado, mínimo, é rechaçado, e quanto mais caos e convulsão social ou econômica atravessamos, mais prontos estamos para conceder mais poder aos governantes – depois nos espantamos porque a segurança da sociedade é “apenas” uma das funções do governo (e nunca a prioritária).

2. A idéia de respeito às autoridades vem sendo repetidamente minada na sociedade, a começar pela destruição da família, pela ridicularização dos mais velhos; pelo enaltecimento indevido de uma cultura jovem e permissiva que pode prosseguir sem direcionamento ou disciplina; pelo abrigo de “movimento dos sem isso ou aquilo” que podem desrespeitar as leis ao bel prazer, desde que tenham a mais tênue e remota justificativa social – depois nos espantamos porque não existe mais respeito pela polícia, nem pelo bem individual, nem pelos recursos da coletividade.

Como cristãos, deveríamos estar intensamente interessado em todas essas questões que transcendem o próprio instinto de conservação de nossas pessoas e nossas famílias, mas tocam no legado social que pretendemos deixar para os nossos netos e nos conceitos que Deus nos apresenta em sua Palavra – como missão nossa, como cidadãos; e como estrutura para a regência da sociedade.

O governo, ou o estado – no seu sentido mais amplo – deveria fazer pouco, mas fazê-lo bem e com competência. O livro que Deus escreveu para o homem – A Bíblia – ensina a origem da autoridade, e constatamos que ela procede de Deus (João 19.10-11). Ela também nos faz entender a origem do estado, e constatamos que ele se tornou necessário após a queda do homem em pecado, sendo formalmente instituído após o dilúvio (Gênesis 9); igualmente ela explicita o propósito principal do governo – a segurança dos seus governados (Romanos 13).

Outras perguntas importantes também não são deixadas sem respostas pela Bíblia: ela nos apresenta a necessidade de um governo ilimitado, ou apresenta limites a um governo controlado por propósitos fundamentais? Queremos (se desejamos refletir o conceito bíblico) mais governo, ou menos governo (por “menos governo”, não nos referimos a um governo inoperante, deficiente, ineficaz, que não cumpra suas responsabilidades básicas), ou seja: estamos esperando, do estado, ações que pertencem a nós, como indivíduos; ou nas quais até a própria igreja deveria estar envolvida? Estamos projetando um caráter messiânico, e não protetor, ao estado? Em todas essas questões, vamos encontrar a Bíblia dando diretrizes que focalizam a tarefa principal do governo – a repressão aos malfeitores e o reconhecimento dos que praticam o bem (1 Pedro 2.13-14).

É verdade que a Bíblia especifica, em paralelo, várias obrigações para os governados, mas a grande realidade vivida é que nessa perda de foco da responsabilidade primordial do estado – garantir a segurança, a sociedade está sendo moída pela violência. Os governantes foram estabelecidos com o propósito de reprimir os que fazem o mal. Deus utiliza governos, governantes e estados imperfeitos para restringir o mal. Deus os usa para impedir o caos generalizado, as execuções, os assassinatos em massa, os “arrastões”, os Black Blocs insanos.

Sabemos que muitos governos instituídos abusam a autoridade em muitas situações – em vários lugares do mundo, testemunhamos ataques e opressões pontuais da parte de governantes e isso só revela que a natureza humana, também desses líderes, está caída em pecado. Ainda assim, de uma forma generalizada, Deus ainda restringe a escalada da brutalidade contra a igreja e contra as pessoas. Mesmo a justiça imperfeita e tribunais imperfeitos servem como limites ao fluxo de opressão desenfreada, mesmo que funcionem alimentados pela sede do poder pessoal e por ganância pessoal.

Os governos, portanto, recebem de Deus o poder de utilizar “a espada”, ou seja, de utilizar a força física contra criminosos. Deus é pela dignidade da vida humana e, por isso, delega ao estado a preservação das vidas dos cidadãos, dando a ele poder sobre a dos criminosos. Cabe aos governos, através de suas cortes, se constituírem nos vingadores legais da sociedade contra o crime. Ninguém tem a aprovação, pela Palavra, em nossa sociedade, de fazer justiça pelas próprias mãos. Na sociedade, a autoridade recebida de Deus é exercida pelo governo civil. Sem dúvida, de acordo com o texto magno de Romanos 13.1-7, os governantes têm a obrigação primordial de zelar pela ordem civil. É simples assim! Todas as demais questões nas quais se envolvem, são supérfluas. Todas elas tiram o foco e a concentração do principal – essa é a grande razão de estarmos envolvidos neste caos – porque durante anos, o governo tem sido voraz e temos alimentado a sua insaciabilidade. Também porque a grande maioria dos supostos “representantes do povo”, não tendo visão de estadistas, terminam representando-se a si mesmos e seguindo seus próprios caminhos – isso quando não promovem desvios de recursos.

Intercedamos pelas autoridades, como nos manda 1 Timóteo 2.1-3; mas, colocando a responsabilidade nos criminosos – que subtraem a nossa segurança, reflitamos na gigantesca máquina burocrática e trituradora que nós construímos. Ela perdeu seu foco ao longo do tempo e seus tentáculos atingem a todas as esferas, mas age pifiamente naquela área que seria a sua finalidade principal: garantir a segurança dos cidadãos.


Solano Portela

Solano Portela

Postado por Solano Portela.

Sobre os autores:

Dr. Augustus Nicodemus (@augustuslopes) é atualmentepastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia, vice-presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana doBrasil e presidente da Junta de Educação Teológica da IPB.

O Prof. Solano Portela prega e ensina na Igreja Presbiteriana de Santo Amaro, onde tem uma classe dominical, que aborda as doutrinas contidas na Confissão de Fé de Westminster.

O Dr. Mauro Meister (@mfmeister) iniciou a plantação daIgreja Presbiteriana da Barra Funda.

19 comentários

comentários
Alex Esteves
AUTOR
23/2/14 23:47 delete

Concordo plenamente com o senhor, que tem escrito de maneira excelente sobre temas sociais.
O conservadorismo, como doutrina política, tem princípios que se afinam com valores bíblicos fundamentais: liberdade, propriedade, valor do indivíduo, autoridade, estabilidade, meritocracia, fruição dos benefícios do próprio trabalho, respeito às tradições e costumes sociais, ordem, existência de um padrão absoluto de moralidade. Esses são alguns dos princípios conservadores, mas o conservadorismo político não é conhecido em nosso querido Brasil, que há décadas tem sido ensinado nas escolas por professores de pensamento esquerdista.
Ao procurar livros de política, história ou sociologia por aí, em livrarias de porte, veremos que as obras da esquerda são abundantes, mas há grandes autores conservadores que precisam ser lidos, e já!
Lendo I Jo 3.4, quando o apóstolo diz que o pecado é a transgressão da lei, a palavra grega é "anomia" O pecado é "hamartia" (erro, falha) e "adikia" (injustiça), mas também é anomia, algo como violação das normas (estou certo, irmao Solano?). Somos pecadores porque contrariamos as regras estabelecidas por Deus, e essas regras são capazes de condenar.

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24/2/14 09:50 delete

Com todo respeito ao Solano Portela,mas quando leio esse tipo de comentário, me reporto ao tempo antigo, quando as autoridades se diziam "deuses", e com base nisso praticavam toda sorte de bestialidade e insulto contra o verdadeiro DEUS e os homens. Pois bem, de lá pra cá o que mudou?...Nos dias hodiernos, os governantes não mais se intitulam "deuses", mas adoram com muito mais reverência, um outro deus, "mamom". Em nome desse deus, eles praticam as mesmas bestialidades e insultos contra o Criador do Universo. Eu pergunto, de um mundo, para o qual, está reservado o fogo do juízo de DEUS, devemos esperar o quê? Amor, Paz, alegria, harmonia, verdade,união entre os homens? Posso parecer simplista demais, mas esse é o quadro real desse pequenino planeta chamado terra, e que há muito, “jaz no maligno”, segundo as Sagradas Escrituras. Mas os homens maus e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados. (II Tim 3:13). Na minha reles opinião, tudo o mais que passar disso, será “chover no molhado”.

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Igor Garcia
AUTOR
24/2/14 10:28 delete

Como é bom ler um texto escrito com equilíbrio e sensatez. Parabéns Solano.
Vivemos, realmente, um período muito estranho. Com discursos variados de salvação vemos os extremistas "marxistas" criarem uma espécie de confronto de classes no Brasil. Com esse tema estão levando o país a um verdadeiro caos. Aprendi a muito tempo que a sabedoria está no meio e não nos extremos, mas os nossos governantes são "extremamente extremistas". Precisamos de um governo equilibrado e que entenda bem o seu papel.
Abçs...

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24/2/14 14:39 delete

"Quem tem ouvidos para ouvir: Ouça".
Parabéns pelo brilhante texto. Há tempos que temos a sensação de estarmos nadando em mar bravio sem nenhuma perspectiva de salvamento, mas já se vê aqui e ali um filete de luz. Sou completamente convicta de que o que mais nos deixa no atraso, em todos os sentidos, é essa forma de pensar que o governo dirigindo tudo nos protegerá (pensamento Marxista). Falso engano, quanto maior o monstro, maior será sua fome e gula. Nada o saciará. E infelizmente, nossa pobre população tem uma visão deturpada, servil, cúmplice, criminosa, ignorante, conivente etc. Só o conhecimento do verdadeiro cristianismo trará a verdade. Confio que com muita oração e "soldados" fiéis tentando mostrar a verdade, como você o faz, possamos no futuro, gozar um país melhor. Que Cristo e o Espírito Santo nos dê sabedoria para sermos instrumentos de mudança. Amém!

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24/2/14 21:21 delete

Prezado irmão Solano Portela,

Embora seja bíblico, ouvir dizer que Deus é "vingador", pode parecer-nos estranho. Tão estranho quanto ouvir: "Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o Senhor, faço todas estas coisas. Isaías 45:7", ou que a alguns elegeu para o Paraíso, e a outros reprovou, predestinando-os ao Inferno. Mas, tudo isso é bíblico. Consolo-me com a ideia de que não estamos à altura de entender tais mistérios, como já reconheceu o Reverendo Augustus no seu texto Eu Não Sei: "http://tempora-mores.blogspot.com.br/2011/11/eu-nao-sei.html".

Só por curiosidade, consultei www.bibliaonline.com.br, tendo obtido as seguintes estatísticas sobre ocorrência dos termos: vingança, punição e castigo. No VT eles aparecem,respectivamente, 51, 28 e 176 vezes. No NT, 5, 28 e 32 vezes.

Gostei muito do argumento que explica o significado de castigo. Esta palavra vem do latim castum agere, tornar casto, puro. Isto é, o castigo é educativo, e não vingativo.

Concordo que os criminosos devem temer a mão forte da justiça, e serem isolados da sociedade. Contudo,suponho que Cristo deva ter a última palavra: "Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus; Mateus 5:44"

Enfim, a questão é difícil, mas precisa ser enfrentada com o amor de um pulso forte; tão forte que os bandidos concluam que o crime não compensa.

Em Cristo,
João Martins

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27/2/14 20:41 delete

Pastor, talvez essa quebradeira seja um propósito para desestabilizar e derrubar esse governo. Não acha?

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28/2/14 09:40 delete

Caro Professor João Martins:
A expressão "vingador" soa estranha ao contexto amoroso do Cristianismo. Mas Deus é Deus de justiça e vingança, quando propriamente entendida é execução de justiça retributiva por quem tem capacidade de fazê-lo. Creio que a equação se resolva da seguinte forma: pessoalmente, somos instados a sermos amorosos, perdoadores e levarmos nossas causas ao Justo Juiz que, no seu próprio tempo "vingará" a nossa causa. O estado (ou governo) não é conclamado a ser amoroso ou perdoador, mas é o braço de Deus para execução da justiça imparcial, por isso os governantes, através das forças coatoras legalmente constituídas, são legítimos "vingadores", sim, contra os que praticam o mal, em favor dos que praticam o bem.

Grato por seu comentário.

Solano

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28/2/14 09:43 delete

Caro Norberto:
Certamente há muita movimentação política e muito financiamento e pagamentos por "desserviços prestados" nessa quebradeira, objetivando desestabilizar UM governo, O governo, ou alguém. Mas essa questão só prospera porque encontra pessoas sem valores e princípios para serem os criminosos "quebradores", incentivados pela complacência das autoridades perdidas em mil devaneios - sobre o que É governar.
Abs
Solano

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Aprendiz
AUTOR
1/3/14 01:15 delete

Norberto

As Quebradeiras tem dois objetivos:

1. Enfraquecer e desestabilizar governadores que não são subordinados ao partido dominante na federação.

2.Se possível, desestabilizar também o governo federal, numa luta interna dentro do próprio partido governante.

Dizendo de forma mais clara:

1 Querem derrubar Alckimim e Cabral.
2. Dilma não quer "devolver" o poder ao seu "criador", então querem que ela devolva a força. Quem promove isso? o ministro que Dilma mantém contra a vontade, porque quem mandou ela nomea-lo tem mais poder que ela.

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Adir Freitas
AUTOR
7/3/14 23:42 delete

Realmente parece-me excesso de romantismo o estranhar a expressão vingador para se referir a Deus. Até porque a visão do Estado que aplica a "justiça retributiva" contra os malfeitores em favor dos que praticam o bem é uma visão ainda mais romântica e não absolutista e sem-Graça como parece ser. Isso porque se aplicarmos tal tese no caso concreto de Jesus e os discípulos, seríamos forçados a concluir que eles, que foram vítimas do Estado romano, foram malfeitores e Deus estaria se "vingando" deles.

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Adir Freitas
AUTOR
7/3/14 23:51 delete

Sejamos completamente claros e verdadeiros diante de Deus: os malfeitores que estão reagindo a séculos de malfeitorias de agentes públicos em conluio com particulares a cometer injustiças e reproduzir uma ordem iníqua e sem Deus com base em seus próprios valores e não nos princípios insertos na Constituição da República de forma legítima.

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Adir Freitas
AUTOR
8/3/14 10:45 delete

Onde abundou o pecado, superabundou a graça. Jesus nos ensinou a nos relacionar com os homens, inclusive, com nosso inimigo. Não importa se vai adiantar ou não. Ele ordenou. Quem tem em si o Espírito de Deus, expressa o Seu fruto.

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Adir Freitas
AUTOR
8/3/14 22:34 delete

A maioria dos extremistas "marxistas" só o são porque muito provavelmente jamais leram os livros de Marx, exatamente como tantos outros que o citam. A prova é que jamais o pensador alemão ensinou que grupos criassem uma luta de classes. O que ele disse de vários modos e em diversas ocasiões havia uma luta de classes na sociedade de classes. Os grandes pensadores liberais o criticam porque antes o leram.

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Adir Freitas
AUTOR
9/3/14 00:42 delete

Em relação à concepção de Estado que o autor apresenta, devo dizer que concordo com ela, a saber, a função primordial do Estado é oferecer segurança ao cidadão: segurança alimentar, segurança educacional, segurança a um ambiente ecologicamente sustentável, segurança energética, etc.

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Adir Freitas
AUTOR
9/3/14 01:05 delete

A despeito, todavia, das concepções que venhamos a ter, devemos lembrar que a CR/88 instituiu um Estado Democrático de Direito que tem objetivos a serem alcançados. Basta que os agentes políticos cumpram a Lei Magna do País.

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21/3/14 12:44 delete

Concordo com vc Evandro, infelizmente encontramos em palavras como essa que até certo ponto ou seja apenas no ponto contra violência, posso concordar, pois não precisa de violência, mas quanto o restante, só vejo infelizmente palavras de apoio a um governo maldito, comunista, satânico, corrupto, opressor, e a igreja vai na contra mão da palavra de Deus, ficar sempre do lado dos fracos e oprimidos, mas historicamente, a igreja que tbm se afunda na corrupção, sempre está ao lado dos vencedores dos opressores, destes que sugam o sangue do pobre, bem que o Solano poderia apenas ter falado contra a violência, sem ter se posicionado, o que demonstra que está do lado deste governo que a cada dia destroi o brasil e toda America latina em um grande golpe arquitetado durante décadas.

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21/3/14 16:21 delete

Caro "Igreja de Cristo". Aparentemente você não entendeu nada do que escrevi. Como é que eu fico ao lado deste Governo, se ele é exatamente a instituição que se mete em tudo e deixa de lado a proteção do cidadão de bem, como eu denuncio no texto? O que escrevi é uma mera exposição bíblica do papel do governo - que é exatamente o contrário do que vem fazendo ESSE governo. Os antecessores não foram muito melhores. Todos os que tivemos, em nossa combalida nação, procuraram o papel GIGANTE do estado, e com isso todos sofrem e ficam desprotegidos, quando não oprimidos. Releia o texto, meu amigo!!
Solano

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Adir Freitas
AUTOR
23/3/14 21:30 delete

O autor do texto diz que faz uma mera exposição bíblica do governo, passando a ideia errônea que a doutrina protestante acerca do governo civil é tudo que a Bíblia ensina sobre o assunto. Mas ele sabe mais do que eu, que o protestantismo baseou sua doutrina em Romanos 13 e numa interpretação específica, a qual, aliás, nada tem a ver com a visão liberal que ele, legitimamente, defende.

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20/10/14 16:19 delete

O verso bíblico se refere AOS MAGISTRADOS e não aos GOVERNANTES CORRUPTOS.

Romanos 13 - 3 Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a potestade? Faze o bem, e terás louvor dela.

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