quarta-feira, junho 21, 2006

Augustus Nicodemus Lopes

A Teologia da Marcha para Jesus

A edição 2006 da “Marcha para Jesus” aconteceu semana passada. Como caiu no feriadão, nosso blog silenciou sobre o tema porque os articulistas, exaustos de suas atividades, saíram para merecido descanso. Um deles, cujo nome só la no fim é que revelarei, saiu de vez para Recife e deve estar na base da água de coco e rede na beira da praia. Mas, aqui vai, meio atrasado, mas vai.

O presente post não analisa o evento propriamente dito, mas as razões e argumentos apresentados para justificar o evento. Para quem já conhece, é uma versão resumida de um artigo que escrevi em 2005 sobre o assunto.

A IDEOLOGIA POR DETRÁS DA MARCHA

Existe uma justificativa teológica elaborada para a Marcha, que procura abonar o evento à luz da Bíblia. Os pontos abaixo foram retirados do site Marcha para Jesus (www.marchaparajesus.com.br, em 12/01/05) e se constituem na “teologia da Marcha”. Aliás, a maior parte deles se encontra exatamente debaixo do tópico “teologia” no site da Marcha. Segue um resumo dos principais argumentos, entre outros, seguidos de um breve comentário.

1. A ordem de “marchar” aparentemente foi dada mediante revelação do Espírito Santo. Diz o site:

A visão inicial da Marcha para Jesus, como qualquer outra ação em que os cristãos empreendem para Deus, está baseado [sic!] no conhecimento e na obediência. Nós acreditamos que Deus diz para nós marcharmos, e esta obediência precede uma revelação. O Espírito Santo de Deus nos conduz em toda a verdade (João 16:13) e a teologia do ato de marcharmos para Jesus emerge quando nós nos engajamos em ouvir o que o Espírito Santo está dizendo para uma Igreja atuante e batalhadora nesta terra.

Comentário: O parágrafo acima não é claro, mas dá a entender que a visão inicial foi mediante uma revelação de Deus, seguida da obediência de quem a recebeu, em cumprir a visão. O parágrafo acima sugere que a visão da Marcha foi dada pelo Espírito Santo. Quando nos lembramos que a denominação organizadora da Marcha tem um “apóstolo” (uso o termo entre aspas, não por qualquer desrespeito a esse líder, mas porque não creio que existam apóstolos hoje à semelhança dos Doze e de Paulo), imagino que “revelações” (uso o termo entre aspas não por desrespeito às práticas dessa denominação, mas porque não creio que existam novas revelações da parte de Deus hoje) devam ser freqüentes.

2. Segundo o site, a Marcha é uma declaração teológica: a Igreja está em movimento e está viva! É o meio pelo qual os cristãos querem ser conhecidos publicamente como discípulos de Jesus.

Comentário: Se esta é a forma bíblica dos cristãos mostrarem que estão vivos e que são seguidores de Jesus, é no mínimo estranho que não encontremos o menor traço de marchas para Jesus no Novo Testamento, ou para Deus no Antigo.

3. A Marcha é entendida como uma celebração semelhante às do Antigo Testamento, possuindo uma qualidade extremamente espontânea e alegre. Participam da Marcha jovens de caras pintadas, cartazes, roupas coloridas e canções vivazes. Isto é visto como uma celebração do amor extravagante de Deus para o mundo.

Comentário: Na minha avaliação, o ponto acima dificilmente pode ser tomado como um argumento bíblico ou teológico para justificar o evento. As “marchas” de Israel no Antigo Testamento, não tinham como alvo evangelizar os povos – ao contrário, eram marchas de guerra, para conquistá-los ou exterminá-los, conforme o próprio Deus mandou naquela época. Fica difícil imaginar os israelitas organizando uma marcha através de Canaã, com os levitas tocando seus instrumentos e dando shows, para ganhar os cananeus para a fé no Deus de Israel!

4. Marchar para Jesus é visto também como um ato profético que dá consciência espiritual às pessoas. Josué mobilizou as pessoas de Israel para marchar ao redor das paredes de Jericó. Jeosafá marchou no deserto entoando louvores a Deus. Quando os cristãos marcham, estão agindo profeticamente, diz o site.

Comentário: Entendo que se trata de um uso errado das Escrituras. Por exemplo: se vamos tomar o texto de Josué como uma ordem para que os cristãos marchem, por que então somente marchar? Por que não tocar trombetas? E por que só marchar uma vez, e não sete ao redor da cidade inteira? E por que não mandar uma arca com as tábuas da lei na frente? E por que não ficar silencioso as seis primeiras vezes e só gritar na sétima?

5. Marchar para Jesus traz uma sensação natural de estar reivindicando o lugar no qual os participantes caminham. Acredita-se que assim libera-se no mundo espiritual a oportunidade desejada por Deus: “Todo o lugar que pisar a planta do vosso pé, eu a darei ...” (Josué 1.3).

Comentário: Será esta uma interpretação correta das Escrituras? Podemos tomar esta promessa de Deus a Josué e ao povo de Israel como sendo uma ordem para que os cristãos de todas as épocas marquem o terreno de Deus através de marchas? Que evangelizem, conquistem, e ganhem povos e nações para Jesus através de marchar no território deles? Que estratégia é esta, que nunca foi revelada antes aos apóstolos, Pais da Igreja, missionários, reformadores, evangelistas, de todas as épocas e terras, e da qual não encontramos o menor traço na Bíblia?

6. A Marcha destrói as fortalezas erguidas pelo inimigo em certas áreas das cidades e regiões onde ela acontece, declarando com fé que Jesus Cristo é o Senhor do Brasil.

Comentário: Onde está a fundamentação bíblica para tal? Na verdade, este ponto é baseado em conceitos do movimento de batalha espiritual, especialmente o conceito de espíritos territoriais, e em conceitos da confissão positiva, que afirmam que criamos realidades espirituais pelo poder das nossas declarações e palavras.

7. Os defensores da Marcha dizem que ela projeta a presença dos evangélicos na mídia de todo o Brasil.

Comentário: É verdade, só que a projeção nem sempre tem sido positiva. Além de provocar polêmica entre os próprios evangélicos, a mídia secular tem tido por vezes avaliação irônica e negativa.

8. Os defensores da Marcha dizem que pessoas se convertem no evento.

Comentário: Não nos é dito qual é o critério usado para identificar as verdadeiras conversões. Se for levantar a mão ou vir à frente durante os shows e as pregações da Marcha, é um critério bastante questionável. As estatísticas que temos nos dizem que apenas 10% das pessoas que atendem a um apelo em cruzadas de evangelização em massa, como aquelas de Billy Graham, permanecem nas igrejas. Mas, mesmo considerando as conversões reais, ainda não justificaria, pois não raras vezes Deus utiliza meios para converter pessoas, meios estes que não se tornam legítimos somente porque Deus os usou. Por exemplo, o fato de que maridos descrentes se convertem através da esposa crente não quer dizer que Deus aprova o casamento misto e nem que namorar descrentes para convertê-los seja estratégia evangelística adequada.

9. Os defensores dizem ainda que a Marcha promove a unidade entre os cristãos. Em alguns lugares do mundo, a Marcha é concluída com um “pacto” entre as denominações, confissões e indivíduos, exigindo que cada um deles não faça mais discriminação por razões doutrinárias.

Comentário: Sou favorável à unidade entre os verdadeiros cristãos. Mas não a qualquer preço e não qualquer tipo de união. A unidade promovida pela Marcha, sob as condições mencionadas acima, tem o efeito de relegar a doutrina bíblica a uma condição secundária. O resultado é que se deixa de dar atenção à doutrina. Em nome da unidade, abandona-se a exatidão doutrinária. Deixa-se de denunciar os erros doutrinários grosseiros que estão presentes em muitas denominações, erros sobre o ser de Deus, sobre a pessoa de Jesus Cristo, a pessoa e atuação do Espírito, o caminho da salvação pela fé somente, etc. Unidade entre os cristãos é boa e bíblica somente se for em torno da verdade. Jamais devemos sacrificar a verdade em nome de uma pretensa unidade. A unidade que a Marcha mostra ao mundo não corresponde à realidade. Ela acaba escondendo as divisões internas, os rachas doutrinários, as brigas pelo poder e as divisões que existem entre os evangélicos. Se queremos de fato unidade, vamos encarar nossas diferenças de frente e procurar discuti-las e resolve-las em concílios, reuniões, na mesa de discussão – e não marchando.

10. Os defensores da Marcha dizem que ela é uma forma de proclamação do Evangelho ao mundo.

Comentário: A resposta que damos é que a proclamação feita na Marcha vem misturada com apresentações de artistas gospel profissionais, ambiente de folia e danceteria, a ponto de perder-se no meio destas outras coisas. Além do mais, a mensagem proclamada é aquela da denominação organizadora, de linha neo-pentecostal, com a qual naturalmente as igrejas evangélicas históricas não concordariam, pois é influenciada pela teologia da prosperidade e pela batalha espiritual.

É evidente que, analisada de perto, a “teologia da Marcha” não se constitui em teologia propriamente dita. Os argumentos acima não provam que há uma revelação para que se marche, e não justificam a necessidade de os cristãos obedecerem organizando marchas. Não há qualquer justificativa bíblica para que os cristãos façam marchas, nem qualquer sustentação bíblica para a idéia de “dar a Deus a oportunidade” mediante uma marcha, ou ainda de que, marchando e declarando, se conquistam regiões e cidades para Cristo. Se há fundamento bíblico, por que os primeiros cristãos não o fizeram? Por que historicamente a Igreja Cristã nunca fez?

Pelos motivos acima, entendo que os argumentos bíblicos e teológicos apresentados para justificar a Marcha para Jesus não procedem. Nada tenho contra que cristãos organizem uma Marcha para Jesus. Apenas acho que não deveriam procurar justificar bíblica e teologicamente como se fosse um ato de obediência à Palavra de Deus. Neste caso, estão condenando como desobedientes todos os cristãos do passado, que nunca marcharam, e os que, no presente, também não marcham.

Augustus Nicodemus Lopes

Postado por Augustus Nicodemus Lopes.

Sobre os autores:

Dr. Augustus Nicodemus (@augustuslopes) é atualmentepastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia, vice-presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana doBrasil e presidente da Junta de Educação Teológica da IPB.

O Prof. Solano Portela prega e ensina na Igreja Presbiteriana de Santo Amaro, onde tem uma classe dominical, que aborda as doutrinas contidas na Confissão de Fé de Westminster.

O Dr. Mauro Meister (@mfmeister) iniciou a plantação daIgreja Presbiteriana da Barra Funda.

40 comentários

comentários
Maurício
AUTOR
21/6/06 14:53 delete

Irmão Augustus,
Diante desta conclusão, da falta de fundamento bíblico para "marchas", seria errado participar destas? E,se sim, quais os pontos negativos para o Corpo de Cristo de eventos desta espécie?
Também discordo dos equívocos que tem sustentado certas "teologias".
Grato pela atenção.

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JP
AUTOR
21/6/06 19:33 delete

Olá mais uma vez Nicodemus...
Tudo bem?
Lá vou eu com mais algumas questões, srsrsrs!!!

É interessante como existe no meio cristão evangélico a necessidade de se criar novas doutrinas ou até mesmo novas teologia. Não sabia até então que existe essa tal "Teologia da Marcha".
E o mais engraçado são os textos bíblicos utilizados, em grande parte do Antigo Testamento....
Ai vai duas questões:

1) Por que Deus não faz novas revelações? (As vezes eu fico com dificuldade de responder essa questão.)

2) Até aonde eu posso obter algum tipo de doutrina do Antigo Testamento, como a "Teologia da Marcha"? Ou melhor, é possível tratar o Antigo Testamento como um livro doutrinário? Paulo faz muitas citações do Antigo Testamento, devo interpretá-lo a luz no Novo Testamento, ou por si só?

Abraços
JP

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21/6/06 22:29 delete

Maurício,

Meu ponto no post não foi contestar a realização da Marcha, embora eu mesmo não veja sentido nela, mas questionar o apelo que seus organizadores fazem à Bíblia e à teologia para justificá-la. Se quiserem marchar, que marchem, mas não digam que isso é um mandato bíblico. Ou seja, meu argumento é contra a "teologia" da Marcha e não contra a realização de um evento público por parte dos evangélicos.

Um abraço,
Augustus

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21/6/06 22:40 delete

Grande JP,

Foi um prazer conhecê-lo pessoalmente na IP de Osasco!

Sobre suas perguntas.

1) Primeiro, temos que definir "revelações". Se tomarmos o termo no sentido de Deus se fazer conhecido bem como a sua vontade e seus planos para o homem, especialmente quando se encarnou na pessoa de Jesus Cristo, não temos como aceitar revelações além daquelas que já foram escritas na Bíblia, pois aí teríamos que dar às novas revelações o mesmo status de Escritura: infalibilidade, suficiência, inerrância, e teríamos de continuar a acrescentar à Bíblia todas essas novas revelações.

Se tomarmos "revelações" no sentido de iluminação, direção, orientação, não vejo problema. Creio que Deus nos orienta e guia hoje pela Sua Providência, sem que com isso faça novas revelações.

2) Sua segunda pergunta é mais complicada. Não tem como responder num breve comentário. Se maneira genérica, eu diria que temos que ler o AT à luz do NT e interpretá-lo seguindo a mesma linha dos autores do NT. As doutrinas que eles construiram a partir do AT formam a base do cristianismo e funcionam como pressupostos para nós hoje, quando nos aproximamos do AT.

Um abraço.

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Simone Quaresma
AUTOR
21/6/06 23:27 delete

Pois é, eu já marchei!(como diz meu pai, todo novo convertido é arminiano e neo-pentecostal -rsrsrs). Enquanto marchava, pensava "bem baixinho": -Será que isso dá mesmo resultado?!
Se é para destruir as fortalezas e liberar a oportunidade de Deus agir, então por que as coisas só pioram ano a ano? A corrupção, a criminalidade, a miséria...
Parece que os crentes não costumam refletir sobre o que fazem...É uma pena, pois temos sido motivo de zombaria.
Também não sabia que existia uma "teologia"! Muito boas suas suas argumentações!

Um abraço, Simone

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22/6/06 09:48 delete

"6. A Marcha destrói as fortalezas erguidas pelo inimigo em certas áreas das cidades e regiões onde ela acontece, declarando com fé que Jesus Cristo é o Senhor do Brasil."

A marcha ta fraquinha então, já que logo depois dela vem a parada gay e reinvindica o território pra Satanás!

Abraço,

Daniel Portela

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Naziaseno Torres
AUTOR
22/6/06 09:56 delete

Pr. Augustus

Quando não há evidências de uma pregação genuína o que prevalece é o "vale-tudo teológico". Na Marcha é percebida todas as maquinações humanistas para a prática do evangelismo: pragmatismo, arminianismo, secularismo, mundanismo, etc.. A obra de Maquiavel, O Principe, ganhou contornos teológicos - tudo é permitido para conquistar o poder espiritual.Espero que os que adotam a Marcha não fiquem chateados com o que se lê - não quremos e nem podemos ser os perfeitos. O bom é que se leia com atenção o que está escrito nesse post e que seja promovido um clima de reflexão através de um diálogo com a Palavra de Deus. Parabéns Augustus por proporcionar essa possibilidade de ponderação em muitas mentes.

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22/6/06 23:03 delete

Rev. Augustus,

Dois elogios:

1 - O assunto atual;
2 - A forma como foi abordado o tema.

Bem, não se pode mesmo condenar marchas pela marcha em si. Mas, diante de tais informações, não acredito que se deveria participar. Ou se poderia marchar mesmo ignorando os fundamentos que dão sentido à marcha? Acredito que temos de ter uma postura a tomar contra este sintoma de pluralismo religioso no qual a doutrina é, como bem foi escrito, secundária. Porém, como num pequeno livro seu que li sobre "a intolerância", Rev. Augustus, concordo que devemos encarar os participantes deste evento com mais tolerância do que os seus líderes.

Quanto ao método para demonstrar o erro, excelente! Ontem mesmo estive comentando com o Paulus Anglada (o filho) quanto à maneira de que alguns articulistas do site Mídia Sem Máscara, como por exemplo Olavo de Carvalho, fazem suas críticas às matérias políticas e que poderia haver alguma coisa assim a respeito da situação evangélica aqui do Brasil. Quem sabe um "Evangélicos Sem Máscara" não seja um boa idéia para este blog?

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Angeli
AUTOR
23/6/06 01:46 delete

Olá Rev. Nicodemus.
Como a irmã Simone, eu também já marchei...
Muito bom seu artigo, mais uma vez!
Minha opinião é que a Marcha, assim como a maioria dos eventos e "modas" da Renascer, descambou com o tempo.
Não era convertido naquela época, mas tenho a impressão que no início a Marcha tinha muito mais o objetivo de unir as pessoas de denominações diferentes e atrair e manter os jovens na igreja. Muito mais um evento de jovens, como temos em qualquer igreja, do que esse quase feriado evangélico que vemos hoje.
Isso de "tomar posse da cidade", "declarar profeticamente", etc, é mais recente. Pelo menos é isso o que sinto.
Gostaria de saber sua opinião sobre alguns modismos, ou igrejas da moda, que surgem de tempos em tempos. Qual seu grau de tolerância com esse tipo de movimento? O último, que eu saiba, foi a tal Bola de Neve. É verdade que eles evangelizam com mais intrepidez que a maioria, muitos se convertem e permanecem no Caminho. Mas também é verdade que há sérios problemas, pelo menos na maioria, como "batismo" no ES, revelação, show-louvor, sentimentalismo barato, "profetadas", etc.
Um abraço,
Eduardo Angeli

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Isaias Lobao
AUTOR
23/6/06 10:23 delete

Caro Pr. Augustus. Considero importante a crítica que o sr. faz a "teologia" que move os marcheiros.

Acredito que ela é a expressão visível da crise que passa o evangelicalismo em nosso país.

Os marchadores são motivados por esta pobre "teologia", como também são motivados por outros modismos que surgem aos borbotões em nossa terra varonil.

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silvia
AUTOR
23/6/06 12:17 delete

Rev. Nicodemus, mais uma vez parabéns pelo bom texto!

Penso que a "Marcha" (parece desfile miltar) reflete o "período bélico" dos evangélicos no Brasil!

Quantos cânticos, principalmente da década de 80, não têm expressões como "general", "vitória", "homem de guerra é Jeová", "batalha" e etc e tal?

[]s

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23/6/06 14:14 delete

Rev. Augustus, muito bom e bem centrado este seu comentário de cada ponto desta "declaração doutrinária". A gente percebe claramente que pelo menos 50% dessa "teologia" baseia-se na alegorização do AT, um dos maiores males que a igreja neopenteca espalha na cristandade. Tenho amigos que nem conseguem dar muito crédito pra pregação baseada no Antigo testamento mais, de tão traumatizados com os abusos e distorções do texto bíblico. Infelizmente, parece que estamos voltando aos períodos mais sombrios do Cristianismo. abraços.

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Lou
AUTOR
23/6/06 16:49 delete

Bondade sua, considerar esses textos fora do contexto como uma teologia. Nem eles tinham essa pretensão, seguramente. O fato de usarem a palavra Teologia diz muito pouco, pois, o Estevão e a Sônia desconhecem o significado da palavra. A mim, igualmente, a marcha não incomoda em nada.

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23/6/06 16:54 delete

Queridos Simone, Daniel. Naziaseno, Daniel , Isaías e Josaías,

Agradeço de coração os comentários e as reações ao meu post. Sinceramente, eu estava pessimista quanto às reações, pois a influência do neopentecostalismo é muito grande em nosso meio. Assim, fiquei muito agradecido por ver que temos muitos cristãos sérios que não seguem com a multidão, pois são capazes de fazer uma crítica cristã-cultural do evangelicalismo brasileiro.

Um grande abraço.

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23/6/06 17:02 delete

Caro Angeli,

Você perguntou:

"Gostaria de saber sua opinião sobre alguns modismos, ou igrejas da moda, que surgem de tempos em tempos. Qual seu grau de tolerância com esse tipo de movimento? O último, que eu saiba, foi a tal Bola de Neve. É verdade que eles evangelizam com mais intrepidez que a maioria, muitos se convertem e permanecem no Caminho. Mas também é verdade que há sérios problemas, pelo menos na maioria, como "batismo" no ES, revelação, show-louvor, sentimentalismo barato, "profetadas", etc."

Respondo que sempre houve modismos infiltrando-se nas igrejas cristãs através da história. Num certo sentido, do ponto de vista do catolicismo, a reforma protestante era um modismo. O que faz a diferença entre reformas desejadas e necessárias e os modismos é o alinhamento dessas coisas com a Palavra de Deus, a única regra de fé e prática. Somente dessa maneira é que podemos entender que o movimento iniciado com Lutero e consolidado por Calvino não era um modismo, mas uma verdadeira reforma. As coisas que você mencionou, não encontram fundamentação teológico-bíblica, pelo menos do nosso ponto de vista. Nesse caso, nós as consideramos como modismos.

O nosso grau de tolerância para com estas coisas deve ser mínimo. Todavia, antes de tomarmos posições definitivas, devemos levar em consideração a circunstâncias de cada caso, pois há diferenças entre os modismos. Alguns modismos acabam sendo inócuos. É melhor deixá-los morrer por si mesmos. Outros, trazem de fato uma ameaça para a teologia bíblica. É necessário reflexão e prudência, junto com uma posição firme.

Um abraço.

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23/6/06 17:06 delete

Silvia,

Obrigado pelo seu comentário. Você foi ao ponto: um destaque da teologia da Marcha é exatamente a batalha espiritual, adotada pelas igrejas patrocinadoras.

Um abraço.

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23/6/06 22:44 delete Este comentário foi removido por um administrador do blog.
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23/6/06 22:46 delete

Ola Rev. boa noite. Acompanho os posts e tenho aprendido bastante. A questao da tolerancia e' algo precioso. Saber tomar postura e como tratar cada caso, pois estamos rodeados de pessoas que trazem novidades e estao, muitas vezes, cheias de boas intencoes. No entanto e' preciso saber conduzir, apontar o caminho correto.
Ja participei da marcha uma vez, quando era menino....nos ultimos anos venho lutando para crescer, firmar os fundamentos da fe' na Palavra, na companhia daqueles que zelam o que e' bom de fato, para deixar as coisas de menino gradativamente...
Um abraco

Samir

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24/6/06 13:40 delete

Samir,

Fico feliz em saber da sua jornada e do crescimento experimentado pelo irmão até hoje. Lendo o seu comentário, lembrei-me, é claro, das palavras de Paulo na sua carta aos Coríntios, capítulo 13, em que fala exatamente em se tornar homem e deixar para trás as coisas de menino.

Um abraço.

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24/6/06 13:48 delete

Lou,

É sempre bom receber os seus comentários. Você tem razão quando diz que os textos utilizados estão fora do contexto, e que dificilmente podem ser considerados como uma teologia. A rigor, você está certo, pois a teologia parte de um princípio organizador coerente e consistente na elaboração do seu conteúdo. Todavia, quem entregou o termo "teologia" foram os próprios organizadores da Marcha. Limitei-me a usá-lo no mesmo sentido, ou seja, uma formulação a partir de textos bíblicos (fora do contexto ou não) que busca explicar ou justificar uma determinada prática.

Não sei se o Estevão e a Sonia desconhecem o significado da palavra. Pode ser que você tenha alguma razão. Mas, vamos dar a eles um crédito inicial.

Um abraço.

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Angeli
AUTOR
26/6/06 03:23 delete

Muito obrigado pela resposta, rev. Augustus,
Um abraço,
Angeli

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26/6/06 16:35 delete

Prof. Augustus Nicodemus,

Li o que todos escreveram. Creio que a Marcha para Jesus é uma boa festa. Todo o mundo cantando, dançando... gente animada, mesmo! Como no carnaval, onde se vê o bloco dos evangélicos, os "crentes" mostram a sua cara, não têm medo de se dizerem crentes em Jesus, etc. Nunca participei, porque sou meio retraído e tímido. Não sei pular, cantar na rua, essas coisas - mas isso é do meu temperamento. Acredito que eles não precisam de teologia, de tentar arranjar base bíblica para a Marcha. Não precisam. Basta responderem que querem agradar a Deus, distribuir folhetos, cantar na rua livremente em espírito de adoração que isto é bíblico (quem quiser que procure a base, enquanto eles marcham). Esse negócio de querem apresentar uma teologia é coisa de pentecostal. Eles precisam mostrar para os presbiterianos, os batistas, entre outros que também lêem a Bíblia. Coisa de pentecostal!
Mas é bom! Continuem assim. Eu, por meu lado, ficarei em casa lendo Charles Spurgeon, John Grisham ou Eça de Queirós, acompanhado do meu cafezinho.

Marcelo Hagah
João Pessoa-PB

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26/6/06 16:57 delete

Marcelo,

Pois é, esse movimento da marcha para Jesus não deixa de ser polêmico, provocando por um lado a simpatia de muitos, e por outro, a desconfiança de alguns, que geralmente são acusados de frios, passivos e indiferentes.

Tem mais uma xícara de café? Aceita companhia?

Um abraço.

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wilson bento
AUTOR
26/6/06 17:49 delete

Olá Augustus

Eu prefiro muito mais correr o risco de ser massacrado pelos xiitas neo-pentecostais ao pronunciar-me a respeito da marcha e/ou outras "mandingas gospel" do que calar-me e correr o risco de permitir que mais alguns sejam moldados ao que podemos chamar de pseudo-cristinanismo.

Me espelho muito no testemunho de voces tres do Tempora, emitem opiniões bem elaboradas e com base bíblica, mesmo que voce não tenha alguma intenção explicita com isso, sou seu imitador porque vejo voce imitando a Cristo.

Bons exemplos, é o que a igreja precisa!!

Valeu.

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27/6/06 14:43 delete

Olá, Wilson Bento,

Obrigado pelas palavras de encorajamento, nós do blog -- Solano, Mauro e eu -- agradecemos de coração. Continue a orar por nós!

Um abraço.

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28/6/06 15:15 delete

Prof. Augustus Nicodemus,

Será uma honra tomar um café com o senhor. Mas, um aviso: sou viciado! Eu fico com a garrafa!

Um abraço,

Marcelo Hagah
João Pessoa-PB

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silvia
AUTOR
29/6/06 08:51 delete

Hum...também não abro mão de um bom cafézinho...e com este frio que está em Sampa, não há nada melhor!!!

Café com Teologia. Uma boa pedida!

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Anônimo
AUTOR
5/7/06 15:55 delete

Ola Rev. Nicodemos, é a primeira vez q entro no site, e ja percebi que vou entrar todos os dias daqui pra frente. A palavra do sr. foi muito apropriada com relacao a marcha, nunca fui, mas sempre procurei saber o q ela queria com o ato de marchar, no sentido de testemunhar do nosso Deus. Até hj nao descobri. Por isso continuo em casa orando no meu quarto, e pedindo as bençãos de Deus sobre nós brasileiros.
Na minha opiniao, se toda aquela multidao que foi marchar, fizesse mesmo diferença no seu trabalho, escola, faculdade,casa,igreja,bairro, etc, a visao sobre os cristaos seria diferente.

Um grande abraço
Junior - IP Betel

Responder
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5/7/06 23:17 delete

Olá, Júnior,

Obrigado por visitar nosso blog. Fico feliz que ele lhe foi útil.

Sim, mais do que marchar, praticatr a justiça em todo lugar faria a maior diferença em nosso país!

Um abraço.

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13/7/06 09:11 delete

Prz. Pelo artigo, muita coragem em trabalhar com este assunto.

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Lucia Martins
AUTOR
25/7/06 13:55 delete

Obrigada pela palavra lúcida e absolutamente bíblica. É bom saber que temos mais irmãos com o mesmo sentimento. É mais uma prova de que o Espírito Santo nos dá o discernimento necessário p/ entendermos como agir diante de questões atuais como a Marcha.
Meu padrão tb é imaginar se os apóstolos ficariam marchando, dançando e se misturando com seitas (pq na marcha todas as 'autoridades' evangélicas da cidade são convidadas a dar uma palavra, então, vale tudo! Até Universal do Reino de Deus.

Responder
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25/7/06 18:03 delete

Lucia,

Obrigado pelo seu comentário e pelo encorajamento. Sim, de fato, há muitas pessoas com o mesmo sentimento que você tem. Não estamos sós!

Um grande abraço

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moises
AUTOR
28/7/06 19:58 delete

A “Marcha para Jesus” é ou deveria ser uma manifestação de uma grei que se desloca para disseminar a mensagem de sua maior emblemática: Jesus.
Não confundamos isto com aquelas recomendações bíblicas que nos incita a sermos promotores da paz e agentes da caridade. Recomendações essas, que nos orienta a cuidar das viúvas, dos pedintes e dos que carecem de todo tipo de ajuda. Ajuda esta que não pode ser enumerada em razão de que, só as conhecemos quando nos inclinamos para um relacionamento intrínseco com o próximo. Afinal, evangelismo, é salvar pessoas de si mesmo e isto não se faz com camisetas e passeatas.
Tendo dito isso, concluo que não há uma situação antagônica e partidarista entre as manifestações, ora citada.
No meu entendimento, delimito o seguinte:
A “Marcha” deva ser o manifesto notório e expressivo de um povo altruísta e solidário que se preocupa em encontrar humanidade dentro do ser humano!

É isso!

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ED SALIÉS
AUTOR
28/11/06 17:54 delete

Reverendo Nicodemus, Recebi de um amigo, que está conhecendo o evangelho, cópia da página de um livro, cujo nome do autor contém "Russel", pág. 611, cujo título do estudo é "ORAÇÕES PELO MORTOS". Em seu teor menciona outros artigos que devem estar no mesmo livro com os títulos "COMUNHÃO DOS SANTOS" e "DESCIDA DE CRISTO AO HADES". Como conclusão do artigo, o autor afirma:
"a. que a descida de Cristo ao Hades parece ter aberto a porta para redenção para além da sepultura;
b. A doutrina da comunhão dos santos talves tenha aberto a caminho para a eficácia da oração em favor do mortos;
c. que o ensino de que as Escrituras são a única regra de fé e prática não é uma doutrina da pr´
ópria Bíblia;
d.concluo que não podemos eliminar a eficácia das orações pelo mortos, mas também não penso que temos evidências suficientes para dizer que essas orações são necessárias;
e. a missão tridimensional de Cristo, na terra, no hades e nos céus, indica que seu poder reside em todos os lugares, um poder que pode ser redentor ou restaurador;
f. Visto que a questão ainda não ficou decidida por meio de qualquer evidência absoluta, , penso que os cristãos que quiserem orar pelos mortos não deveriam ser impedidos ou criticados. E que aqueles que não quiserem fazê-lo estão na sua liberdade de não aceitar essa prática."
Gostaria de contar com a sua ajuda e conhecimento, para contestar tais heresias, pois ainda sou neófita no conhecimento da Bíblia.
Com muita admiração e já mui grata,
Ed Saliés Fonseca
Igreja Presbiteriana/Cuiabá/MT

Responder
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30/11/06 16:46 delete

Prezada Ed,

Vamos conversar por e-mail. Mande suas dúvidas para augustusnicodemus@terra.com.br

Um abraço!

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Anônimo
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21/10/09 10:53 delete

A Paz do Senhor Jesus. Penso que a simples saudação entre irmãos, já se nota esquecida. Lembro-me que diz o Espírito Santo: " quando disserem que Jesus está aqui e alí não vades". Concluo dizendo que, Jesus não precisa de show e sim de verdadeiros adoradores. Eu nunca fui. Quero sim fazer parte de uma multidão a multidão que encontrará com Cristo nos ares, amém.

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Anônimo
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31/10/09 19:20 delete

OLÁ PRF; AUGUSTUS

SOU UM MAIS NOVO AMANTE DA REFORMA FUI ILUMINADO COM AS MENSAGENS DA MESMA, SO QUE ME ENCONTRO EM UM ENTRE CHOQUE, FUI BATISTA ME AFASTEI DA COMUNHÃO COM A IGREJA NESSE PERIODO DE SOLIDÃO E ESCURIDADE DEUS ME ENVIOU UM AMIGO QUE ME DEU A MÃO E ME ENSINOU SOBRE O QUE CHAMOMOS DE GRAÇA IRESITIVEL, REFORMA E AMOR DE DEUS PELOS ELEITO EM FIM FUI TOCADO E VERDADEIRAMENTE NASCI DE NOVO SO QUE HOJE ME ENCONTRO EM UMA IGREJA PENTECOSTAL. MAIS QUERO DISER QUE O PASTOR E BATISTA NA TRADIÇÃO POIS VEI DE UMA IGREJA BATISTA MAIS POR SER PASTOR DE UMA DENOMIÇÃO ADMINISTRADA POR UM "DONO" ELE SE CALA AO EVANGELHO E DEIXA QUE COISAS ACONTEÇA EM NOME DO AMOR E AS ALMAS.
O QUE MAIS ME DEIXA DOIDO SRSRSR E QUE EU SINTO QUE DEUS ME QUER LA E EU TENHO SIDO TIRADO COMO UM DIVISOR E XATO MPOIS DEFENDO A VERDADE QUE ME FOI ESCLARECIDA COM O CORAÇÃO E ALMA AMOR E ISSO TEM ME INCOMODADO POR FAVOR ME INSTRUA LHE PESO.
SAUDAÇOES REFORMADAS!

JUNIOR

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Anônimo
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11/11/09 20:13 delete

Prezadíssimo Pastor Augustus Nicodemus,
Tive o enorme prazer de entrar em contato (por acaso) com seu blog. Admirei sua posição relativamente à Marcha para Jesus. Sou pentecostal assembleiano (da gema, como se diz alhures) mas não vejo no verdadeiro pentecostalismo o que viram alguns dos nossos irmãos comentaristas. A rigor, a marcha não é "coisa de pentecostal" (senão de neo-pentecostal, e há diferenças!). Como Vossa Senhoria, também me oponho ao uso da Palavra de Deus para dar credibilidade às coisas "inventadas" por certos líderes em nosso tempo. Parabéns pelo estudo! Este bereano, liderado pelo Pr. Walter Brunelli, envia-lhe as cordiais e fraternais saudações cristãs.

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Bruno Lima
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25/7/12 01:44 delete

Também não sabia que existia uma justificativa teológica para se fazer a marcha. Vejo que que em nossa atualidade não existe mais cristãos com vidas para a glorificação de Deus, porque é tendo um teologia saudável é que teremos uma vida piedosa. Todas as vezes que vejo esse tipo de coisa eu penso em como os puritanos agiriam contra essa aberração, que é a marcha para Jesus (não conhece esse Jesus deles). De fato, Cristo bem falou de tais aberrações. Mas Rev. Nicodemus, eu acredito que só de participarmos desse evento estamos pecando contra o senhor, porque estaríamos participando da profanação do Senhor. O errado não é apenas justificar teologicamente a marcha, mas participar, aprovar, gostar, incentivar que outros participem, e fornecer meios para que outros participem. Tudo isso é aprovação ao pecado das pessoas. Como vemos em Rm 1.32, não precisa fazer pra ser tão digno do inferno, basta consentir.
Esse evento não passa de uma secularização feita por homens que professam ser cristãos mas demonstram que ainda amam o mundo, porque não podem irem em shows mundanos para curtirem suas músicas ai criam os shows "gospeis". Isso não passa de mais um dos milhares de shows mundanos.
Nos falta apegar pela teologia de Cristo, dos apóstolos e dos puritanos. Precisamos urgentemente nos tornarmos crentes puritanos, deixando de lado não apenas o neo e o pentecostalismo, mas até mesmo o neocalvinismo e nos tornar verdadeiros puritanos, que buscam em tudo glorificar o nome do Senhor!
Em cristo,
Bruno Lima

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11/3/15 08:27 delete

Olá prezados irmãos, como diz a palavra creio que devemos olhar seus frutos.

No meu entendimento, o que nos difere dos mundanos é quando nossos atos tem propósitos, ou seja, fazemos algo para determinada coisa, já o mundo faz porquê sacia a sua carne.

Creio que a questão da discussão (no sentido literal) sobre a marcha deve-se ser, estatisticamente ao ponto de vista do evangelho.

A Palavra de Deus quando menciona estatisticamente quantas pessoas se converteram na pregação de Pedro, e logo após os batizaram, ou seja, qual é o fim da Marcha se não para pregar o evangelho? Se não for esse, então digo sem medo de errar: Está TUDO ERRADO! Se for só pra entreter o povo e bater no peito falando que é cristão está errado!

Ela deve ser usada como um só alvo... ALMAS para Cristo!

De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas,

Atos 2:41

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