sexta-feira, março 30, 2007

Solano Portela

A Sociedade Refém da Visão Homossexual de Vida

Nossa sociedade anda refém de vários segmentos dela própria. Obviamente, o mais recente e renitente é o dos controladores de vôos, que jogaram o país e o transporte aéreo em um caos. Sobre isso já nos pronunciamos anteriormente (Lidando com o Caos - que tal um pouco de história?) e ainda acho que o exemplo que apresentamos naquele post, tem muito a nos ensinar quanto à situação atual, principalmente perante a ausência de ação e de autoridade real dos nossos governantes.

No entanto, nosso assunto de hoje ainda é a imposição do ponto de vista dos homossexuais sobre o restante da sociedade, procurando torná-la mais refém ainda do que já está. Nos últimos anos os grupos organizados de homossexuais e representantes políticos que abraçaram as idéias da agenda homossexual têm procurado passar várias leis que apresentam o relacionamento homossexual como alternativa de vida, não somente aceitável, mas, por vezes, desejável e até superior. A sociedade vai sendo pressionada a aceitar o homossexualismo não como uma distorção da diferença entre os sexos, colocada por Deus nos seres humanos desde a criação, mas como apenas uma opção pessoal. Uma crítica à pregação homossexual, meramente do ponto de vista sociológico, é que nenhuma forma de relacionamento é mais destrutiva e suicida à sociedade do que esta – se praticada na escala que se pretende, levará simplesmente à extinção da raça humana por pura ausência e impossibilidade de procriação. O cristão, entretanto; aquele que aceita a Palavra de Deus como fonte de entendimento da vida e normativa às convicções éticas, não tem outra alternativa coerente a não ser a identificação da prática como pecado. Ela é assim apresentada em trechos tais como: Lv 18.22; Rm 1.22-27; Mt 19.4-6; 1 Co 6.9-10. A verdade é que a Bíblia sempre apresenta o homossexualismo como vergonha, abominação e perversão.

Não é possível fugir deste entendimento, se acreditarmos que a Bíblia é inspirada por Deus, palavra por palavra. Se começarmos a duvidar de alguns textos e excluir ou até condená-los, que base sobrará para argumentarmos qualquer outra doutrina que nos é preciosa—como o plano da redenção que igualmente permeia estas Escrituras—desde Gênesis a Apocalipse?

Nos dias de Sodoma e Gomorra (Gn 13.13; 19.1-25) – cidades identificadas pela grande depravação e impiedade, e que por isso foram destruídas por Deus, a promiscuidade sexual, inclusive entre pessoas do mesmo sexo (daí a origem do nome sodomia, para a prática homossexual) tornou-se lugar comum. Aparentemente toda a sociedade foi envolvida nessa forma de dissolução social e atacou visitantes formosos, como o registro bíblico indica. A leitura do texto mostra isso como uma coisa comum que envolvia muitos cidadãos. Acompanhem, entretanto, os últimos eventos em nossa sociedade e vejam que não estamos muito longe de dias semelhantes:


  • A presença intensa na mídia de homossexuais, que propagam seus estilos de vida já se faz presente há umas três décadas – inicialmente como “jurados” de programas de auditório e personalidades da “alta” sociedade; depois como entrevistadores; e sempre como entrevistados constantes.



  • A aceitabilidade social progrediu mais um passo, quando começaram a aparecer em anúncios (uma marca de automóveis, a FIAT, trouxe vários anúncios classificando de “antiquados” os que se espantavam com relacionamentos homossexuais retratados como se fosse algo extremamente normal); quando começaram a integrar a classe política; quando programas destinados a jovens, principalmente na MTV, começaram a retratar e apresentar relações homossexuais como modo alternativo de vida, envolvendo vidas até de adolescentes, em formação.



  • A forma de vida que era reconhecidamente vergonhosa, apreciada apenas pelos de mente desviada, passa a ser demonstrada explicitamente, sem qualquer pudor ou vergonha. As paradas de “orgulho gay”, macaqueando o que acontecia em Sydney, na Austrália e em San Francisco, nos Estados Unidos, passam a ser realizadas em várias capitais e em cidades importantes, como Juiz de Fora. Em São Paulo, a prefeita, na ocasião, veio a público dizer que um dia era pouco e que iria lutar para transformar o dia na semana ou no mês do “orgulho gay”, com múltiplos eventos e shows destinados a propagar o distorcido estilo de vida. Agora, como Ministra do Turismo do nosso Brasil, será que abandonou esses planos?



  • Com o seu e o meu dinheiro de impostos, independentemente do partido que se encontra no poder, testemunhamos já há mais de uma década, anúncios supostamente sexualmente “educativos”, mas que são promotores da promiscuidade desenfreada. Alguns explicitamente encorajam os relacionamentos homossexuais, todos evidenciando intenso mau-gosto e falta de bom senso (quem não se lembra do “Bráulio”?). Debaixo do mesmo guarda-chuva, distribuição gratuita e em profusão de “camisinha”. A alternativa da abstinência e sexo dentro do casamento nunca é pregada ou propagada – é considerada restritiva das liberdades, antiquada, ultrapassada.



  • Mais recentemente, leis foram passadas legitimando a adoção de crianças por casais de homossexuais – uma violência sem par aos direitos da criança (que deveriam estar sendo protegidos) que é sacrificada a um ambiente de promiscuidade ou inversão sexual, em prol dos supostos direitos homossexuais.



  • No ano de 2006 o Ministério da Educação financiou e promoveu diversos cursos para professores do ensino fundamental destinados a disseminar a aceitação da homossexualidade. Sob o pretexto de ser uma iniciativa contra o ódio e preconceito, o treinamento se destinava, na realidade, a impedir qualquer direcionamento ou encaminhamento correto à sexualidade da criança, fazendo com que se apresentasse a alunos do ensino fundamental a idéia de que “ser gay é ok”. Chegamos ao ponto de influenciar as criancinhas, sob o selo da aprovação estatal, a uma vida dissoluta e às distorções sexuais, desde à tenra idade.



  • Enquanto escrevemos este post, o Senado está prestes a votar um projeto lei que equaciona a rejeição do homossexualismo com racismo. Este projeto (5003/01), que já foi aprovado por voto de liderança na Câmara dos Deputados (sem discussão em plenário) concede, abertamente, a prática afetiva entre homossexuais, em locais públicos, sem qualquer possibilidade de restrição ou chamada de atenção, sob pena de prisão aos que objetarem ou procurarem impedir. Veja o post anterior do Mauro, sobre este assunto.

Verdadeiramente, a sociedade está se tornando refém de uma visão que age suicidamente contra ela própria, e que abertamente contraria os ideais para a raça humana delineados pelo Criador. Por legislação está sendo criada uma classe privilegiada, não censurável, não disciplinável e de pessoas não demissíveis.


Uma história conhecida fala de um observador dessas tendência da nossa sociedade que disse: “vou embora daqui”. Ao ser perguntado o por quê, disse, referindo-se a esse estilo de vida: “há trinta anos era condenável; há vinte, virou aceitável; há dez, foi legitimado; há cinco, virou desejável e superior; antes que se torne obrigatório, vou para outro país”. Só que isso não resolve. Precisamos orar pelo nosso país, e pelos que estão ao nosso redor, pois não diferem muito em sua dissolução social e moral.


É necessário frisar que não somos “homofóbicos”. O homossexualismo é apenas uma das coisas condenadas por Deus. Mas o que a sociedade precisará perceber, daqui em diante, é que a mesma fé que agora nos dá coragem de descordar do status quo, continua sendo a fé proveniente do seu amor ao Deus da Bíblia. Um amor desprendido que tem levado cristãos a se sacrificar pelos doentes, órfãos, presos, abandonados (e agora aidéticos) em ministérios ao redor do mundo, através dos séculos.

Que Deus seja servido convencer aos nossos legisladores que não ajam contra a própria sociedade e que, pela sua graça, proteja a nossa família e nossas igrejas.

Solano Portela

Postado por Solano Portela.

Sobre os autores:

Dr. Augustus Nicodemus (@augustuslopes) é atualmentepastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia, vice-presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana doBrasil e presidente da Junta de Educação Teológica da IPB.

O Prof. Solano Portela prega e ensina na Igreja Presbiteriana de Santo Amaro, onde tem uma classe dominical, que aborda as doutrinas contidas na Confissão de Fé de Westminster.

O Dr. Mauro Meister (@mfmeister) iniciou a plantação daIgreja Presbiteriana da Barra Funda.

36 comentários

comentários
31/3/07 12:19 delete

Solano,
Obrigado pela contextualização do tema. A lei que tentam passar pelo senado é simplesmente uma expressão de uma cultura que não consegue ver, pela sua cegueira, que caminha para a auto-destruição. No final das contas, é um grande ato de idolatria e rebeldia contra o criador que homem e mulher. Seu post mostra bem este cenário global.
abs
Mauro

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31/3/07 16:07 delete

Solano,

Tem um disclaimer em nosso blog dizendo que posts são da responsabilidade do autor e não significam necessariamente o ponto de vista dos demais escritores do blog. Quero dizer que nesse assunto em particular estou de pleno acordo com o que você escreveu. Obrigado pela coragem e firmeza de ser o nossa porta-voz.

Abraços!

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Eudes
AUTOR
31/3/07 23:04 delete

Caríssimos Senhores,

Parabéns pelos artigos. Eu já até esperava esse assunto por aqui.

É nesta hora que eu lembro do que dizia Jesus, que em linhas gerais nos convidava a nos preparar para as perseguições. É isso que cada vez mais vem ocorrendo. Nós, cristãos com convicções reformadas e históricas estamos a beira da perseguição ferrenha. Eu já li que em algum lugar da Europa, se não estou enganado, já houve um pastor preso, que pregava contra o homossexualismo, não quero nem pensar em ver algo assim acontecendo por aqui.

Eu espero que a chama, as confissões e os ideais das igrejas com convicções tradicionais, históricas e reformadas, como a IPB, não seja cada vez mais apagada por essas "coisas politicamente corretas e humanas" que as lideranças do país enfiam na sociedade, pois a bandeira da moral está "saíndo da moda" nesta pátria e, grupos com pensamentos como os que estão aqui, parece que restam poucos. Há certas congregações cristãs e pentencostais por ai, por exemplo, que tão achando tudo isso muito bom, que é algo a favor do ser humano (essas coisas de "ativistas humanos").

Como já comentaram, cadê a bancada pentencostal (Marcelo Crivela e etc) para defender a moral cristã?

Que a destra de Deus nos proteja e tenha piedade desta nação.

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Wilson Bento
AUTOR
2/4/07 01:53 delete

Olá Solano, gostaria de compartilhar com voces e todos os demais aqui deste blog, algo que me ocorreu quando lia o livro de Ezequiel no capitulo 16 o versos 49 e 50. Ali Deus nos apresenta qual foi a iniquidade de Sodoma.

As consequencias desta iniquidade foram as abominações que praticavam, mas o que levou Deus a "tirá-los" dali foi a iniquidade pois ela é a geradora do mal e ela permite a proliferação desse mal na sociedade, veja o que diz o texto:

"Eis que esta foi a iniquidade de Sodoma, tua irmã: SOBERBA, FARTURA DE PÃO, E ABUNDANCIA DE OCIOSIDADE TEVE ELA E SUAS FILHAS; MAS NUNCA FORTALECEU A MÃO DO POBRE E DO NECESSITADO. E se ENSOBERBECERAM, e fizeram abominações diante de mim; portanto vendo eu isto as tirei dali" (Ezequiel 16:49-50)

Se desejamos lutar contra todos os aspectos deste movimento vamos perecer sem alcançar o nosso objetivo, mas se identificarmos a verdadeira causa desse mal em nossa sociedade teremos uma chance.

Ainda estou pensando, orando para entender exatamente o que Deus tem preparado para o desfeixo desta "trampa" (como dizem os mexicanos).

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Marcus Corrêa - CBA
AUTOR
2/4/07 06:11 delete

Caro Solano, parabéns pelo post.
Creio que a igreja, e conseqüentemente nós cristãos, devemos demonstrar amor ao próximo, seja esse próximo: um adepto de seita pagã, prostitutas, corruptos, ladrões, assassinos, homossexuais etc. Porém não podemos compactuar com o pecado que praticam e os auto-intitulam, devemos apontar as práticas/”idéias” que proporcionam os desvios que a palavra de Deus nos revela. Temos e cremos na fé alfabética, a fé revelada e normatizadora de nossas vidas. Por isso concordo quando você diz “Não somos homofóbicos”, não mesmo, podem nos rotular de “Pecadofóbicos” - “Diabofóbicos”. Assim, seria mais fácil explicá-los que não é medo que sentimos destes, é resistência, é fuga... É amor a Verdade não relativizada.
Creio que esse amor mandamentário deva ser demonstrado, principalmente da maneira com que nos relacionamos com tais pessoas e nos posicionamos com tais “idéias”. No campo do relacionamento pessoal, abominando o pecado, amando o indivíduo. Usando dessa aparente dicotomia que Cristo e Estevão nos presentearam “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”. O duro pra mim é discernir até quando vale à pena investir nesse tempo de amor, por que também creio que amar a Deus em primeiro lugar, muitas vezes é estar longe desses relacionamentos. Creio que o ES nos revelará esse tempo, e nos dirá, se for o caso, não dêem mais pérolas... No campo das “idéias”, acredito também que a igreja deva se posicionar na defesa da verdade, e isso vocês fazem magistralmente! Que Deus abençoe o sono de vocês, que seja sempre regenerador, por que pra produzirem, serem ministros, pais, professores,...
O corpo deve sofrer um pouco né? Rs..
Ps. Dr. Augustus e Dr. Mauro espero uma resposta sobre a questão do dízimo.

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Cristiano
AUTOR
2/4/07 10:42 delete

Vou ser sincero com vocês revelando uma virtude e um defeito que possuo. Claro que tenho mais virtudes e mais defeitos do que estes, mas são os quê mais interessam para deste debate.

Minha virtude é não ser homofóbico. Não me considero homofóbico pois sou contra qualquer ato de violência verbal ou física contra os homossexuais (ofensas, humilhações, etc). Não quero que eles sofram ou morram pelo fato de terem este comportamento. É claro que eu discordo totalmente do homossexualismo, pois considero, como as Escrituras deixam claro, uma perversão do relacionamento homem-mulher criado por Deus e que em um certo sentido (estudei no meu curso de noivos) reflete o relacionamento de Deus com o seu povo: em amor, sagrado, exclusivo, especial; Cristo e a Igreja, sua Noiva.

Mas os respeito enquanto seres humanos: não quero que eles morram, sofram, sejam presos, etc, por este motivo. Assim como nós não o devemos ser apenas porque não concordamos com a orientação sexual que seguem como sendo algo aprovado por Deus, ou porque insistimos publicamente nisso. A questão não é mesma da racial, onde racismo é pecado e a Igreja do sul dos EUA errou muito com o racismo, mas de ordem moral; está ocorrendo muita confusão neste sentido misturando os dois conceitos. E é resguardado o direito das "seitas" terem e seguirem sua moral religiosa.

Reiteiro o quê disse no post anterior: homossexualismo é um problema complicado que a Igreja ainda precisa aprender a tratar para ajudar efetivamente estas pessoas. Que este momento nos leve à reflexão.

O meu defeito é ser pessimista. Reconheço como um grande pecado pois a vida do cristão é movida pela esperança. Mas tenho e luto contra ele. E talvez por este defeito é que eu diga que, sinceramente, não creio que ocorrerá conscientização social / estatal de que a Igreja está certa em relação a este assunto. Vivemos em um mundo mau que está cada vez pior, onde a corrupção (temporária) da natureza humana não tem encontrado mais os limites de princípios morais que a deixem controlada. Cada vez mais, e esta para mim é a questão principal, querem dizer para a Igreja o quê ela deve considerar ou não como sendo Pecado, ao invés de buscar esta resposta nas Escrituras, em Deus. Infelizmente, certos setores da Igreja tem cedido a esta pressão. E não estou falando da IPB apenas, mas sim mundialmente. E qual a conseqüência? A Igreja perde o seu impacto na sociedade: na moral, na cultura, na educação, etc, e fica dividida. Sabem aquela célebre frase "dividir para conquistar"? Isto me lembra dos motivos que levaram Dietrich Bonhoeffer a morrer naquele campo de concentração...

Mas vamos lá, não é motivo para omissão, não é? Vamos defender nossa posição, nossa bandeira, o respeito que deve existir entre ambas as partes (considerando que não vamos conseguir convencer a todos mesmo - xii olha o pessimismo... :-) ) e que Deus nos ajude até Cristo voltar (e acabar com a bagunça de vez... que alívio!!!).

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Anônimo
AUTOR
2/4/07 12:13 delete

Prezado presbítero Solano.

Obrigado por nos brindar com a sua perspicácia e relevância no post publicado.

Venho desde Janeiro passado me interessando, pesquisando e escrevendo sobre o PL 122/2006 de autoria de uma ex-deputada do PT.

Até agora, só tenho conhecimento de que uma igreja no Brasil, se manifestou oficialmente contra o Projeto de Lei, que foi a Igreja Anglicana do Brasil na pessoa do seu Bispo Robinson Cavalcante.

Não tenho conhecimento de que outra igreja o tenha feito, não sei porque razão. Ou os que lideram as denominações não têm informações do que está acontecendo ao seu lado, ou eles não acreditam que o Projeto possa ser aprovado.

Gostaria que a nossa IPB se manifestasse oficialmente contra esse fatídico PL e convocasse a igreja a dobrar os joelhos em oração para que o mesmo não fosse aprovado e ainda fosse rechaçado pelos senadores, para que nunca mais voltasse à pauta.

Gostaria de relembrar aos leitores do blog, a necessidade de nos manifestarmos, escrevendo aos Senadores, deputados e autoridades para que eles saibam que grande parte da sociedade não está de acordo com o PL.

Rev. João d'Eça
SLZ - MA

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3/4/07 16:13 delete

Não quero falar como cristão e Presbítero, mas como bacharel e estudante de Direito.
Meu sábio professor Menelick, em teoria da Constituição na UFMG, me ensinou que "o direito à igualdade é justamente o direito de ser diferente".
Essa bandeira foi levantada por anos a fio para defender o direito à igualdade dos gays, dos negros, dos pobres etc. Entretanto o fenômeno jurídico-social que hoje presenciamos é que a pretensão a esse direito mudou de lado: aqueles que outrora foram os "iguais" hoje são os "diferentes", nos quais eu me incluo.
O recurso será procurar meus velhos cadernos da faculdade e dar uma relembrada nas lições do velho Menelick, pois acho que vou precisar delas prá me defender, quando quiserem me processarem por não reverenciar o estilo gay de ser.

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3/4/07 23:38 delete

Caros Amigos;

Obrigado pelos comentários. Observo:

1. Mauro e Augustus - Obrigado pela solidariedade. Gratifica-me a comunhão de ideais e idéias essenciais comuns, ainda que, como indivíduos, discordemos em pontos menores aqui e ali. Que Deus lhes abençoe.

2. Eudes - Minha esposa andou fazendo uma pesquisa no site do Senador Crivella. Achou alguns pronunciamentos triviais (ex. parabenizando o Dia da Mulher, etc.; mas outros significativos, falando contra a violência, contra pornografia infantil, e outros). Ele também compõe várias comissões importantes do Senado. Para ser justo, não podemos dizer que ele não está fazendo nada. No dia 19.03 ele pronunciou-se contra o PL e deu, como razão, a Palavra de Deus, explicando todas as implicações da lei. Vamos esperar que ele sobressaia-se mais, pois, mesmo representando interesses muito particulares e especiais, propõe ser uma voz "evangélica" naquela casa. Ele indicou o desejo de fazer uma "grande movimentação popular" no dia da votação e, se for aprovado (o que ele "não acredita") pressionará o presidente Lula para vetá-lo (o que eu não acredito que o presidente fará).

3. Wilson Bento - Realmente, a RAIZ dos problemas de Sodoma e Gomorra foi o total afastamento dos princípios do Deus de justiça e santidade e a entrega à afluência material e ao hedonismo, esquecendo-se dos aflitos e desfavorecidos. Tenho utilizado esses versos em palestras sobre o dever do Povo de Deus em fazer beneficência. Não podemos esquecer, entretanto, que o texto diz que - estando assim dissoluta e financeiramente tranquila: "Fizeram abominações diante de mim", por isso foram itradas dali, diz o Senhor. Um pecado leva ao outro. A evidente dissolução moral segui-se a uma vida de benesses - um grande paralelo aos dias de hoje, na sociedade ocidental, sem dúvida.

4. Marcus - Concordo com você. O problema da grande maioria dos que estamos falando é que "eles sabem, sim, o que fazem"!! Os que crucificaram Jesus não se apercebiam de que atentavam contra o Senhor do Universo; os assassinos de Estevão não se apercebam que estavam se colocando frontalmente contra o mover e a mensagem do Espírito Soberano de Deus. No entanto, não quero dizer que não haja perdão. A graça de Deus é maior do que qualquer pecado e ele acolhe o pecador arrependido. A chave está no arrependido. Eles querem ser acolhidos sem mudança de vida e isso é compactuar e minimizar o pecado.

Continue cobrando o Augustus e o Mauro sobre algo com relação ao dízimo. Quanto à minha posição, está no meu site, nos seguintes endereços: http://www.solanoportela.net/artigos/dizimos.htm
(mais extenso na parte de ofertas)
e
http://www.solanoportela.net/artigos/mordomia.htm
(mais específico, sobre o dízimo)

5. Cristiano - Concordo. Não queremos ninguém atacado, maltratado, escorraçado. Como sociedade devemos nos estruturar a violência contra qualquer um, e andar uma milha extra para proteger os mais fracos - anciãos, crianças, os sem famílias, etc.; mas sem tripudiar a Constituição, criando uma classe privilegiada, inatingível. Agora não devemos desanimar de nossa missão de sermos "sal da terra e luz do mundo", apesar da pouca voz que a igreja tem hoje em dia na sociedade.

6. Caro Rev. João D'Eça - Nossa IPB, por ser conciliar é lenta e, por vezes, lenta demais. Se isso nos protege de alguns pronunciamentos presidenciais açodados (já sofremos com isso no passado), propondo falar por toda a igreja em assuntos controversos, também nos deixa afônicos em situações nas quais clama-se por uma voz. Em minha opinião, perdemos uma ótima oportunidade de nos pronunciarmos, como igreja presbiteriana, pois tivemos há algumas semanas a Comissão Executiva do Supremo Concílio. Teria sido muito bom que algum documento ou pastoral tivesse saído de lá sobre o assunto. Na ausência disso, sempre podemos nos pronunciar (sem a mesma força, admito) como cidadãos cristãos conscientes.

7. Pb. Alexander - Pois é, o Menelik não teria dificuldade em nos identificar como uma minoria necessitada de proteção especial; mas existem outras questões a invocar, pois a questão não é apenas da predominância de um grupo sobre outro (que se alterna), mas da essência do certo e do errado.

Isso me lembra um sermão que preguei no culto de formatura de uma turma de Direito (há muitas luas...) e de algumas citações que fiz:

Como cristãos, acreditamos na existência de absolutos que, quando contraditados geram problemas ou levam até o caos. Assim, mesmo que KELSEN fale de jurisprudências contraditórias, dizendo que toda lei ou norma jurídica não é uma expressão definida, mas um marco de possibilidades, sempre permitindo duas ou mais soluções, a verdade é que os (poucos) absolutos de Deus constituem expressões claras da estrutura que ele nos legou à sociedade. Podemos entender que KELSEN apenas expressa a falibilidade do que o homem faz com a lei, mas não consegue negar os absolutos.

Aqueles que, como os grupos atuais, querem fazer com que os costumes prevalesçam sobre a lei, deviam ler Abelardo Torré, para aprender que os costumes não geram a lei.

Um abraço e obrigado pela contribuição e comentário.

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Anônimo
AUTOR
5/4/07 13:57 delete

quero informar ao companheiros que robinson cavalcante não é mais bispo da igreja anglicana, ele foi expulso o ano passado por lançar uma cruzada anti-gay no seio de sua igreja, resultado: a igreja anglicana no recife se esfacelou em mais de cinco correntes.

julio cesar - recife pe

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6/4/07 21:53 delete

É bom enfatizar que os defensores do homossexualismo amam dizer, ingenuamente, que o homossexualismo não é imoral, pois não causa dano a ninguém.

Um exemplo disso é o de Linda Hirshman. Ela diz que "ninguém é na verdade machucado (ferido) - e nenhuma liberdade civil é violada - pelo homossexualismo". Para ela, a visão de que o homossexualismo é imoral é apenas uma política cristã. Vejam o excelente post do blog do dr. Mohler: http://www.albertmohler.com/blog_read.php?id=913

Uma justificação tola dessa merece uma resposta sarcástica, como a de Vincent Cheung: “É porque o ato ou relacionamento não fere ninguém? Primeiro, qual é a definição de “ferir”? Se eu disser que o homossexualismo me causa nojo e tira o meu apetite, e, assim, que perco uma degustação perfeitamente deliciosa das coxas de galinha que minha esposa preparou para mim, isto não conta? Por que ou por que não? Ele me “fere” num sentido, não fere? Se ele rouba meu apetite, desperdiça o tempo da minha esposa e desaponta as coxas de galinhas que esperaram tanto tempo no forno, e tudo isto não conta como um “ferir”, então, sobre que tipo de ferir vocês estão falando? Eles devem definir e então defender a definição. Segundo, por que o ato ou o relacionamento deveria ser permitido, conquanto que ele não “fira” alguém? O que faz disto o padrão? E, este é o único padrão de moralidade, ou este é o único assunto para se determinar se o homossexualismo é certo ou errado? Por que ou por que não? Nós poderíamos continuar e continuar, mas como em qualquer outro assunto, o incrédulo não pode dar um só passo além do que lhe permitimos, visto que ele não tem justificativa para nenhum dos passos em seu processo de raciocínio”.
http://www.monergismo.com/textos/homossexualismo/casamento_gay_cheung.htm

Um abraço!
Felipe Sabino

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Norma
AUTOR
8/4/07 12:48 delete

Oi, Felipe!

Bom, permita-me um apartezinho, talvez um pouco mais inflamado do que eu gostaria. O argumento do Cheung é bom, mas é muito infeliz na forma. Essa história de ferir equivalente a tirar o apetite de coxas de galinha tem todas as características da zombaria. O homossexualismo não deve ser tratado como apenas mais um pecado, mas um dos mais sérios e mais dolorosos - lembra da distinção de Paulo, "dentro do corpo"? Se com esse argumento Cheung queria atingir alguma pessoa que quer deixar o homossexualismo e se converter, errou terrivelmente o alvo. Uma coisa é alguém pensar num gay e perder o apetite do almoço (ridículo, sinceramente...); outra muito mais grave é alguém ter a certeza de que, por causa de sua condição, tomando a decisão por Jesus, arrisca-se a nunca (ou nunca mais) conhecer o amor e o sexo, se não puder ser transformado a ponto de ter desejos pelo sexo oposto e se casar. A leviandade com que alguns cristãos renomados tratam o homossexualismo só fala do quanto a igreja NÃO está preparada ou disposta a cuidar do problema.

Conheço alguns homossexuais que dariam tudo para não ter o desejo pelo mesmo sexo. Conheci um rapazinho criado na igreja que desde pequeno era feminino, a mãe ficava desesperada com ele. Esse rapaz me contou chorando que estava sentindo a falta de Deus porque tinha começado a ter algumas experiências. Ele ouviu da boca do próprio pastor que "levasse sua vida ocultamente porque para Deus não era pecado" (imagina!), mas não acreditou (graças a Deus) e vivia em permanente conflito, porque queria permanecer na presença de Deus. A coisa é muito séria e eu abomino leviandades sobre o assunto. Requer, ao contrário, muita sensibilidade, compreensão e disposição - algo muito maior que sensações desagradáveis diante da comida.

Bom, depois desses arroubos, só me resta desejar Feliz Páscoa aos moderadores do Tempora e a todos os seus leitores! :-)

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Anônimo
AUTOR
9/4/07 17:43 delete

Caros irmãos,

Também não deixo endossar o endosso do Prof Nicodemus às colocações do meu colega Solano. Tudo muito bom, tudo muito bem...

Só que também não posso deixar de dizer que as palavras da Norma não deixam de ter a sua pertinência e não prejudica em nada, em meu modesto modo de ver, as nossas imprecações contra o deletério movimento gay.

O querem os gays em nossa sociedade? E o que eles necessitam?

Nesta última questão nos especializamos. Mas evitamos ouvir e quanto mais a reconhecer toda a "comunidade gay" que tem o seu "espaço" em nossas igrejas. Espaço, diga-se de passagem, bem restrito ou muitas vezes bem oculto nas brumas da hipocrisia e não poucas vezes do ódio desmedido, o qual não vejo do mesmo modo contra a avareza, contra a maldade latente no coração perverso, irregenerado...

É claro que o bem orquestrado "movimento" tenta de certa forma submeter, garrotear a sociedade a um determinado ponto de vista REACIONÁRIO tem um potencial de corrupção e de dissolução de valores que não deve ser subestimado.

Com muita preocupacão, por isso, vejo gays e lésbicas atuantes ou militantes principalmente no Poder Judiciário, cujas decisões tem antecipado normas legais que não precisam mais virar lei para causarem os efeitos "legais". O Juiz tal provocado pelo MP de tal lugar levam a uma determinação judicial no sentido de um reconhecimento do direito, a por exemplo, a um casal de homossexuais à adoção... e por ai vai... O que representa isso a nossas instituições?

Por que homens e mulheres deixam a mera latência e se inflamam em desejos e culminam isso em associações prosmícuas e querem como prêmio receber os encêmios da sociedade? Se é adotar um filho é um privilégio, uma bênção: para mim é...

Mas, já paramos para pensar no fato de que tudo isso não passa de uma reação a sofrimentos sem conta por que passam essas pessoas?

Enquanto isso, vamos insistindo em, por vezes, colocar as coisas tudo em uma linguagem agressiva e colocando o homossexualismo no mesmo grau de malignidade de uma torpeza, uma ignominia, com requintes de crueldade, a qual um pai ou uma mãe de um ou mesmo o próprio homossexual não compreende por que colocar isto como tão grande mal e no mesmo pé de igualdade. Será que não nos falta um equilibrio nessa matéria?

Misericórdia é sentimento de dor pela miséria que causa dor a outrem. Aqui pode se sonegar a misecórdia a um homossexual cabível a um assassino, a um ladrão? A violência em si é um mal, e não é maior por que é ocasionada por um homo ou hetero sexual? E falamos do "potencial do homossexual à zoofilia e à pedofilia"? É ou não preconceito? Sinceramente? Não sei. Agora, zoófilos a gente tem visto mais em heterossexuais e isso tem sido alvo de chocatas e piadas e a predileção de "bodes velhos" por "cordeirinhas" deixa na cabeça de muita gente de ser pedofilia?

Já vi um pastor vociferar contra o homossexualismo com ódio digno de Simone de Beauvoiur lançado contra o Primeiro Ministro hitlerista da França (lembram-se?): "Não posso deixar de ódiar quem causa tanto mal ao povo a quem amo". Aquele um dizia: "Odeio os gays pelo que eles de potencial de destruição da familia cristã". É lógica é simples: odeio os gays por que amo a família cristã. E ai se descerra a bandeira do ódio e da guerra.

Para mim é uma vergonha vermos roubada a nossa bandeira pela paz e pelo amor. Primeiro pelos drogados do movimento hippie. Agora pelo movimento da bandeira multicolorida dos gays. E pergunto: será que não temos tido culpa nisso?

Pb Anamim Lopes Silva
Brasilia.

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9/4/07 21:07 delete

A agressividade com a qual combatemos o homossexualismo depende da nossa compressão da origem do mesmo: é uma doença hereditária (e temos que ter pena dos “enfermos”), ou é uma perversão deliberada?

Por que os gays são sempre tratados como coitadinhos, pobres indefesos, condenados à sua escravidão? Eu acho que a Bíblia não apresenta o homossexualismo dessa forma. É uma afronta contra a lei de Deus, assim como o é o estupro, assassinato, adultério, etc. Deus foi injusto quanto tratou duramente o homossexualismo no Antigo Testamento?

E mais: e daí se for algo hereditário? O nosso pecado original também não é “hereditário”? Somos menos culpados por já nascer com certa depravação específica? Longe disso! Faz parte do justo juízo de Deus!

Vejam, não estou dizendo que temos que odiar os gays. Sou contra é querer tratá-los como crianças coitadas e desamparadas, enquanto não tratamos outros pecados da mesma forma.

Um abraço,
Felipe Sabino

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Norma
AUTOR
10/4/07 12:31 delete

Mas Felipe, eu não discordei de você; discordei do endosso que você deu ao texto do Cheung.

E há gays e gays. Eu sou da seguinte opinião: firmeza com o pessoal autoritário do lobby gay, compreensão com o gay que está transtornado com seu pecado. Pense em como Jesus tratou o pecado sexual. Ser agressivo com todo mundo não leva a nada.

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10/4/07 13:25 delete

Excelente post. Parabéns!

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10/4/07 20:01 delete

Sim, Norma,

Concordo!

E mais: o argumento que Cheung refutou (mesmo que inapropriado para alguns) não é geralmente apresentado pelos próprios gays, mas sim pelo “pessoal autoritário do lobby gay”.

Um abraço,
Felipe Sabino

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Cristiano
AUTOR
11/4/07 09:20 delete

Só me manifestar dizendo que concordo em gênero, número e grau com a Norma. Abraços.

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Norma
AUTOR
11/4/07 14:38 delete

Felipe,

Sim, o argumento refutado pelo Cheung é apresentado pelo próprio Demo, que inventa sua versão de santidade light para ver se cola. Cheung está certo em questionar o "ferir"; mas não nos termos que fez, colocando em mesmo grau de importância o sexo humano (que não é só instinto) e o apetite por comida. Pois bem, o ponto central de minha argumentação é: quem vai ler Cheung? O gay lobista ou o gay que quer ser transformado e ficar na igreja? Pois então. Se esse que quer ficar na igreja, assaltado pela conversa mole do Demo quanto a "se não faz mal a ninguém, não é pecado", resolve ver a opinião de Cheung sobre o caso, vai ficar horrorizado de descobrir um texto cheio de zombaria e descaso para com algo complicadíssimo como o sexo. Na verdade, Cheung chamou os gays de animais, pois comparar o sexo gay ao apetite por comida é o mesmo que reduzir o sexo à dimensão instintiva. E para nenhuma pessoa a coisa é assim, mesmo para o mais promíscuo dos seres. Há sempre alguma dimensão afetiva envolvida, pois a promiscuidade não deixa de ser o oposto do amor, e não a simples falta, como nos bichos. Cheung tratou o problema homossexual com descaso e isso é falta de amor, falta de amor de verdade.

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Anônimo
AUTOR
12/4/07 12:05 delete

Caros irmãos,

Quanto a questão da prática homossexual ser pecaminosa não há como discutir.

Também não deverá haver margem para discutir se ela em determinados casos é justitificável ou aceitável. Não é.

Não deve haver como biblicamente aceitar a possiblidade de solucão da questão que, ai sim, começa arranhar, um pouquinho só mais fundo, essa finazinha película de superficialidade a qual nunca deixamos transpor na discussão dessa questão, como um todo: a questão da homo-afetividade, a que a muitos parece ser natural, natural à individualidade humana e é capaz de estabelecer mais um diferença, semelhante à diversidade da cor da pele, olhos, ter gogó ou não, alto ou baixo etc.

É essa é só uma, além de muitas, tão ou mais complexas, como a dos efeitos dos hormônios no funcionamento das atividades cerebrais norteadoras dessa afetividade, que leva o problema a "simples" questão de compleição fisico-mental.

A muitos parece ser natural a uma pessoa não sentir desejo de manter afetividade com a do sexo oposto. E veja que nem é ainda de praticar, mas algo que leva a se pensar em uma solução de uma parceia que não necessariamente envolve a conjunção carnal típica. Há pessoas que se lhes agrada mais o toque da pele, o hálito, as idéias de um pessoa do mesmo sexo ao mesmo tempo que sente irrefreável um atração física por essas pessoas e não pelas do sexo oposto.

Bem, isso não é natural. A origem disso está no pecado original que é a raiz de todo o resto das pecaminosidades. E que má noticia para quem se diz portadores do "euangelion", boa nova, não? Há pessoas que também vão dizer que é natural a pessoa buscar a sua auto-proteção e com isso se ego-centralizar a fim de direcionar todo o esforço de se colocar como indivíduo que enfrenta e vence obstáculos e desafios presentes e futuros inerentes à sua existência, para tanto deve buscar o que é seu e se possível tomar para si até o que não lhe pertence para que reforce o seu acervo. E quando fica cheio de si e, de acervo de si, se ensoberbece e se pavoneia. E da soberba que Paulo em Rom 7 dá como razão de "ter morrido" que estamos falando: pensando agora na gênese da mentira, roubo, cobiça, egoismo... soberba. É natural? Dirão os naturalistas, tudo muito natural. Não é natural, para nós, porém está na natureza.

Ver com mais respeito e consideração a pessoa que chora e geme e clama "... não nos deixe cair em tentação, mas livra-nos do mal..." deveria valer para quaisquer tendências pecaminosas, latências... Porque tudo decorre da natureza antinaturalmente decaída.

Tratar com descaso o "problema" também acho que é falta de amor... Expediente desnecessário, desconstrutivo.

Eu sustentei a tese aqui e reitero: a pessoa que está e sente acolhida pelos "movimentos" pode ser sim a pessoa ferida pela nossa falta de amor, pela falta da verdade em amor, pela nossa falta de paz em relação a isso. Eu me questiono até que ponto não estaremos favorecendo o "movimento" ao invés de desarma-lo com amor, paz, espírito de colcaboração? "A um estende a mão e ajuda..."

Eu sempre via com muita suspeita qualquer movimento no sentido de compreender e amar o pecador, sem se deixar corromper pelo pecado que "tenazmente nos assedia". Via que todo programa de acolhimento dentro da igreja seria de certa forma ceder à onda do "inclusivismo" em relação às práticas depravadas, até que além de aceitar que isso decorria de insegurança minha, li o documento da Igreja Cristã Reformada - CRC "Pastoral Care to the Church's Homossexuals Members".

Eu creio que condenações e discernimento ao movimento oportunista dos homossexuais, que tem seu lugar no mundo secular, que muitas vezes invade os domínios da igreja e da família cristãs, são proveitosos, mas não deve ter lugar em nossa meio mais imprecações ou gestos de descaso para com esses que estão entre nós, reconhecemo-lo ou não, "homossexuals members" que necessitam sim de cuidados pastorais extensivos aos pais e demais membros da família e do círculo mais intimo de amigos, irmãos em Cristo.

Não gostaríamos de ter membros de igreja homossexuais, nem ter familias que sofrem com este problema, mas os temos, e agora?

Ironicamente, não ligamos muito para termos dentre os nossos membros de igreja avarentos, cobiçosos, mentirosos, briguentos, adúlteros... "Sim, alguém dirá, melhor fosse que não os tivessemos. Vergonha para nós. Mas não é nada que não se possa ser corrigido com pregações em prol da santificação". Só que com pregações e mais pregações e mesmo assim se fará necessário aplicação de disciplina sobre quem recai em determinadas práticas... Isso quando não se deixa prá lá, já que não é tão grave assim... "Bah, trágico mesmo seria se tivéssemos que reconhecer que enfrentamos e tentarmos debelar o problama do homossexualismo, ainda bem que é só roubos, adultérios, mentiras...". Mas a tragédia é que está tudo lá dentro do coração frio, irregenerado ou apostatado...

Para combater o problema temos que conhece-lo, para ajudar pessoas precisamos nos envolver com elas, ganhar confiança delas como quem não quer mesmo mandá-las para o inferno e sim para o céu, para depois confrontá-las.

Punhos e semblantes fechados e vociferações não resolvem. Diria até que resolveria mais no caso das incrustações de soberba, inveja, mentira, avareza... só que neste caso a estes sim vemos mais como "coitadinhos".

Pb. Anamim Lopes Silva

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Anônimo
AUTOR
12/4/07 19:11 delete

Noticia:

Gay activists trespassing at Covenant

According to published reports, officers charged four gay activists Covenant College The group arrested 2 April in Dade County, Georgia, informed campus administrators months ago they would be visiting as representatives of Soulforce, a Lynchburg -- based organization sponsoring a bus tour of colleges to challenge policies they contend discriminate against homosexuals.

Brad Voyles, dean of students at Covenant, said the Soulforce group had earlier refused a campus offer of meetings with student leaders, administrators and faculty in a designated room. Administrators refused to allow the group members to "roam campus and meet with anyone of their choosing," according to a Feb. 8 statement on the college website.

Voyles said Covenant students spoke to the group Monday at the edge of the campus and "they were warned if they trespassed they would be arrested."

The Covenant College website says its policy is "clear as it relates to a student's sexual conduct. When students enroll at Covenant, they voluntarily sign the Biblically-based Standards of Conduct, agreeing to abstain from 'sexual sins (such as premarital sex, adultery, homosexual behavior and the use or possession of obscene or pornographic material.)' We remain firmly committed to our Biblically-based standards of sexuality."

+ Covenant College 14049 Scenic Highway Lookout Mountain, GA 30750-9901

+ Soulforce Inc., PO Box 3195, Lynchburg, VA 24503

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Norma
AUTOR
13/4/07 00:14 delete

Para que não haja dúvidas quanto ao teor do que escrevi: eu estava falando sobretudo do gay atormentado, arrependido, que intui ou conhece o padrão de santidade de Deus. Já o lobby gay é um dos mais agressivos que existem. Agora mesmo recebi um mail do Julio Severo contando a perseguição que estão liderando em cima dele por causa do livro O Movimento Homossexual. É cada termo de arrepiar. Parece que o ódio organizado desses grupos está em proporção direta à culpa profunda que eles com certeza tentam recalcar todos os dias. E, claro, essa fúria se levanta sobretudo contra os evangélicos, pois junto com alguns católicos somos os únicos que ainda chamam esse pecado de pecado.

Soube que na Avenida Paulista só dois eventos serão permitidos agora: a corrida São Silvestre e a Parada Gay, considerada mais importante que, por exemplo, a Marcha para Jesus. Não simpatizo muito com a idéia da marcha em si, mas fica cada vez mais evidente que as vitórias do lobby gay são vitórias contra nossa liberdade. No mundo inteiro, nos países ditos "livres", cristãos têm sido amordaçados pela militância politicamente correta por pregarem em público. No mundo inteiro, nos países mais autoritários, cristãos são mortos e torturados. É evidente que o número de cristãos perseguidos em toda a Terra é muito maior que o número de gays perseguidos, e que em escala planetária o homossexualismo é muito mais tolerado que o cristianismo. Devemos nos lembrar sempre disso quando o lobby gay vier com um discurso vitimário - especialmente para defender a aprovação da lei contra a "homofobia". Quem acompanhou a discussão brasileira sobre o caso percebeu que espancamentos e insultos contra gays têm sido usados como justificativa para essa lei, uma falácia, já que os gays sempre podem recorrer à legislação já existente, comum a todos, contra esse tipo de maus-tratos. Trata-se de uma verdadeira guerra contra a fé bíblica, fantasiada de "liberdade para gays". Nisso tudo, que Deus nos ensine e nos ajude a fazer uso das boas estratégias, na medida daquilo que cada um tiver recebido Dele.

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13/4/07 10:42 delete

Olá meus caros irmãos, SHALOM!!Estava ouvindo há uma semana atrás um dos programas de áudio do filósofo Olavo de Carvalho e ele disse ao final algo que para mim demonstrou a independência, quem sabe nesse caso a clarividência e a coragem de encarar as contradições que este mundo tenebroso, como diria o Apóstolo (Paulo), nos faz volta e meia ter que encarar. Mas o Olavo após ler uma carta tola de um anônimo que que o acusava de "homofobia" porque o jornalista supostamente teria escrito que os gays vão à igreja para "se amassar", "se beijar" e etc., ora, o Olavo mandou o rapaz aprender a ler antes de criticá-lo, pois o que ele escrevera naquele artigo para a UFGO era com relação às atitudes exibicionistas e extravagantes de certos indivíduos o que não tem nada a ver, segundo o senhor Olavo, com ser homossexual, que ser homossexual é uma condição humana enquanto toda aquela extravagância é tão-somente uma tendência diabólica de se ferir o sentimento religioso.

O que há de novo e que eu gostaria de acrescentar com toda a humildade e honestidade a esse nosso debate é que para o maior filósofo brasileiro Olavo de Carvalho, sinceramente segundo suas palavras e ele também admitiu poder estar errado teológicamente, não há nada de condenável em uma mera conduta sexual, porém que o mal estaria em se "dedicar" a tal conduta seja hetero ou seja homo, em transformar tal conduta em identidade o que causaria, segundo suas palavras, a total degradação da condição humana do sujeito, aí residiria o pecado ou, digo eu, a idolatria como reclamam os crentes.

Olavo de Carvalho com sua erudição citou o exemplo histórico de Pedro Abelardo que era um professor católico e que mantinha relações sexuais com uma aluna, Heloísa, até que um dia resolveu fugir com sua pupila-amante para se casarem e então os irmãos desta foram em busca do professor e o caparam, enfim. Daí, Pedro Abelardo vendo que estava sem seu escroto e não poderia mais fazer sexo resolveu fazer algo de útil para a humanidade e escreveu importante obra filosófica que se não me falhe a memória foi o livro Sic et Non (Sim e Não).

O filósofo concluiu dizendo que é um absurdo uma pessoa pertencer a um movimento político cuja identidade seja o tesão, ora, então se é assim, dizia o jornalista, ele também sairia por aí mostrando o próprio pênis em ereção e proclamando "comer" todas as mulheres. Para o senhor Olavo e Carvalho há viadagem em ambos os lados, seja do lado homo, seja do lado hetero em querer ter como identidade uma conduta sexual, ora então o dia em que o sujeito ficasse impotente ele perderia a sua identidade? Não! Exclamou o sábio polemista. Identidade pertence à história moral da humanidade e não instintiva, finalizou.

É isso aí meus caros irmãos em Cristo, espero ter podido ajudar em algo nesse debate todo sobre esse tema tão humano que é o da sexualidade.

Abraços e obrigado pela atenção. DEUS abençoe a todos.:)

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Jorge Luiz
AUTOR
13/4/07 14:24 delete

Acho um absurdo o que está ocorrendo no Brasil. Se é para tornar legal o que uma minoria acha correto, então, do mesmo modo, deviam liberar as drogas para beneficiar outra minoria... aonde vamos chegar com tudo isso? Precisamos agir, nos pronunciar, divulgar, pressionar políticos. Não podemos mais perder tempo.

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15/4/07 15:04 delete

Sei que o assunto é sério, mas já que estamos legalizando os desejos das minorias, que tal a minha proposta de que todas as churrascarias sirvam tudo de graça, toda Sexta-Feira (só um dia, pra não abusar)? Será que consigo juntar umas mil pessoas para marchar comigo a favor disso?

P.S. Esta piadinha nada tem a ver com o argumento do Vincent, viu Norma...

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16/4/07 10:29 delete

Irmãos

Conhecem o blog "Bacia das Almas"?
Este blog e os seus autores são criticados com freqüência lá.

Na comunhão,
Robson.

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Anônimo
AUTOR
16/4/07 17:14 delete

Caros irmãos,

De novo.

Não dá para julgar na igreja e em nossas relações interpressoais os pensamentos pelos desejos internos do coração. Julga-se pelas ações e atitudes externas e pelas conseqüência que trazem.

Vejo em nós, por vezes, certos desiquilíbrios do lado de cá, os quais os "desequilibrados" do de lá sabem aproveitar muito bem.

Exemplo um, é a nossa fixação pela reversão.

A Norma, se bem interpreto o que ela pensa ou escreve, coloca a questão do sofrimento do "gay arrempendido", eu quero crer que de seus pecados, de suas práticas, mas que mesmo assim se degladia internamente com as suas latências e que mesmo assim não consegue sentir (e ninguém é dono, ou senhor, absoluto de seus sentimentos e que alguém que diz que é comece dominando os sentido de simpatia e se extravaze em onda auto-induzidas de amor, e perdão e compaixão!) atração pelo sexo oposto.

Tem a questão também do estereótipo e auto-imagem. Essa pessoa é vista e ridicularizada e desacreditada, como suspeita. Vive até mesmo suspeitando de si mesma.

Eu vejo que é uma vergonha nossa não oferecer para esse tipo de gente momentos de refrigério e programas de aconselhamento especifico para segurarem a barra.

O segundo estágio, que talvez nunca será realmente atingido, por todos, é a reversão e cura definitiva do mal.

É um engodo dizer que todos os que querem podem alcançar essa graça, desde que peçam e se apropriem pela fé e depois se submeta a um programa. É um impiedade julgar alguém que se debate sem atingir esse estágio e dizer: não logrou por que não quis.

Até a cura de determinadas doenças não se dá por que a pessoa quer ou não ser curada. Em determinados casos, a cura que vem subtamente ou por tratamento vem independente da vontade do paciente. É isso que se chama supereficácia do medicamento. Exemplo, é bobagem a pessoa tomar um fungicida por via oral para debelar uma frieira e depois dizer "bem por gostar da coceira, não vou querer que esse remédio que tomo faça efeito". Bem se não quer que faça efeito simplesmente não tome o remédio, mas ao tomá-lo deve ter em mente que ele agirá, quer queira quer não. E isso vale para sedativo e até veneno - ainda que neste caso até se possa contar com a problema bíblica de "se tomar alguma coisa moritifera não lhe fará mal algum"...

Só que em alguns casos, porém, a cura simplesmente não vem, e quando não vem é melhor conviver com ela.

Em todos os casos, ninguém deve se entregar ou se louvar da doença. No caso da frieira, do fungo: bem, a pessoa tomou o fungicida que não fez efeito e só por causa disso vai acabar com o pé coçando-o? Existem práticas auto-destrutivas que são prazeirosas. Quem não sabe disso?

Mesmo assim a reversão é uma possibilidade que deve ser apontada como um caminho paralelo e uma das formas ou vias de facilitação do único caminho possível para o Céu (sim teremos homossexuais no céu...): "perseguir a santificação sem a qual ninguém verá a Deus".

Ah, antes que me esqueça: o hetero e o "sarado" ou "revertido" deve também perseguir a santificação. Isso se diz por que é muito "natural" a Lei Maradona, de substituir a coca por pinga, assim como existe a Lei Clinton que dizia que "fumava mas não tragava" e "que fornicava mas não adulterava". A humanidade é mestre em fazer leis alternativas.

Anamim Lopes Silva

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Anônimo
AUTOR
16/4/07 18:00 delete

Para conhecimento.

PRONUNCIAMENTO DO COLÉGIO EPISCOPAL SOBRE O PROJETO DE LEI ACERCA DA HOMOFOBIA



O Colégio Episcopal da Igreja Metodista reunido em São Paulo, nos dias 11 e 12 de abril de 2007, cumprindo sua responsabilidade pastoral, tendo em vista a tramitação do projeto de lei no Congresso Nacional sob nº.5003 de 2001, que criminaliza toda e qualquer manifestação contra a opção sexual do homossexualismo, chamada de "lei contra a homofobia", vem diante do seu rebanho pronunciar-se acerca do tema da seguinte forma:



1) Reconhece que há na sociedade brasileira manifestações de natureza discriminatória de todo tipo, e inclusive contra as pessoas homossexuais. Tais manifestações não fazem justiça aos direitos individuais, nem, tão pouco, à tradição cristã de reconhecer qualquer ser humano como criatura divina e ao mandamento bíblico de amar o próximo como a si mesmo.



2) Entende que esta liberdade individual, de aceitar uma sexualidade homossexual, não a torna correta por si mesma. Tampouco impede que quem dela discorde, expresse sua opinião contrária. Numa sociedade democrática se reconhece o direito de escolha, mas também nesta sociedade os valores individuais, e mesmo de segmentos, não podem se impor sobre os valores de outras comunidades específicas, por exemplo, as Igrejas Cristãs. Assim, tal lei ora em discussão retomaria os princípios de censura de consciência e opinião típicas do fascismo e das ditaduras que tantos males causaram à humanidade.



3) Afirma o ensino Bíblico de que Deus criou homem e mulher, e esta é a orientação sexual reconhecida pela Igreja. E este mesmo ensino Bíblico classifica como um pecado a prática do homossexualismo. Deste modo, é inalienável o direito da Igreja de pregar e ensinar no privado e no público contra a prática homossexual como um pecado e desobediência aos ensinos de Deus.

O fato da Igreja compreender o homossexualismo desta maneira não a impede de receber, acolher e dialogar com os homossexuais. A Igreja quer, no entanto, preservar o seu direito de questionar a conduta humana, qualquer que seja ela, inclusive a conduta homossexual, de modo a poder desempenhar sua missão de pregar a reconciliação do ser humano com Deus, com o seu próximo e consigo mesmo.



O Colégio Episcopal reafirma o seu compromisso com os valores do Reino de Deus, conforme estabelecidos na Escritura Sagrada, e exorta a Igreja no sentido de acolher todas as pessoas com amor, na busca de uma vida plena.



São Paulo, 12 de abril de 2007.



Bispo João Carlos Lopes – Presidente

Bispo Luiz Vergílio Batista da Rosa – Vice-Presidente

Bispo Adonias Pereira do Lago – Secretário

Bispo Paulo Tarso de Oliveira Lockmann

Bispo Adriel de Souza Maia

Bispo Roberto Alves de Souza

Bispa Marisa Freitas Coutinho

Bispo Adolfo Evaristo de Souza

Bispo Stanley da Silva Moraes

Bispo Geoval Jacinto da Silva

Bispo Nelson Luiz Campos Leite



Secretaria Diocesana
Escritório Maceió - AL
(81) 9111.7172

"A graça é o amor que se importa, se rebaixa e socorre" (John R. W. Stott)

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Roberta
AUTOR
20/4/07 12:02 delete

É incrível como pessoas tão inteligentes, a julgar pelos posts, ainda se ponham a pregar o preconceito e a discriminação.
Estou certa que esta não é a vontade de Deus. Este, Infinatamente Superior, pregou os ideais de igualdade e amor ao próximo; jamais escreveu sequer uma linha sobre homossexualidade.
Deus quer a felicidade do ser humano e insistiu no respeito às escolhas individuais, pena esta característica só seja lembrada quanto à sua luta pela fé.
Em tempo de guerras e tanta intolerância e violência, devemos repensar o amor Divino.
Dignidade já.

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Cristiano
AUTOR
20/4/07 16:43 delete

"Este, Infinatamente Superior, pregou os ideais de igualdade e amor ao próximo; jamais escreveu sequer uma linha sobre homossexualidade."

Creio que sua Bíblia veio rasgada nas páginas que condenam a prática do homossexualismo; parece só ter vindo as páginas do amor ao próximo. Ou você usa outra fonte que desconhecemos.

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Anônimo
AUTOR
20/4/07 20:30 delete

Paz a todos

É totalmente fora do assunto, mas penso que é importante:

"Logo após a publicação da Encíclica O Evangelho da Vida, de João Paulo II, apareceu num jornal português um artigo assinado por uma professora universitária de Biologia e onde esta pretendia que o "Papa mente" ao afirmar que se usam bebés abortados em experiências cientificas."

Mas o papa estava dizendo a verdade. Vejam o artigo:
Experiências com bebês abortados

no site:
http://la3.blogspot.com/

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Norma
AUTOR
22/4/07 15:34 delete

Um amigo me mandou esse link do site gay "Mix Brasil". Estou muito indignada. A executiva do mui democrático PT está pressionando o deputado evangélico Henrique Afonso a abandonar suas convicções cristãs para aderir à defesa do homossexualismo, como manda o partido. O site gay parabeniza o PT por essa pressão. Vejam o absurdo:

"O presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, e o secretário de Movimentos Populares do partido, Renato Simões, enviaram na segunda-feira, 9/4, ofício ao líder da bancada petista na Câmara, deputado Luis Sérgio, solicitando que esclareça ao deputado Henrique Afonso (PT-AC) as posições partidárias favoráveis os direitos dos gays, lésbicas, travestis, transexuais e bissexuais (GLBT). (...) Para Julian Rodrigues, da coordenação nacional do setorial GLBT do PT, a carta de Berzoni e Simões é uma vitória de todos os que lutam pelos direitos humanos no partido. 'A executiva do PT está de parabéns ao advertir o deputado Henrique Afonso. Afinal, o estatuto do Partido coloca como dever dos filiados combater todo os tipos de discriminação, e cita nominalmente a discriminação por orientação sexual', afirma Rodrigues. 'É preciso deixar claro que as posições do Partido com relação aos direitos humanos e civis dos GLBT se referem à esfera pública, e estão, portanto, acima das convicções religiosas de cada militante, que são de foro íntimo', enfatiza Julian Rodrigues."

Não é a primeira vez que tentarão desclassificar nossa voz aludindo ao fato de que a "esfera pública" está à parte da "religiosa". Agora "direitos humanos" passaram a excluir os religiosos e acolher a ditadura gay. É um absurdo.

Palmas para o deputado Henrique Afonso, cuja perseguição apenas demonstra a firmeza que tem preconizado diante desse projeto de lei absurdo. Discordo que ele pertença ao PT, mas, se foi para se bater de frente e fazer a diferença, já valeu a pena.

Endereço do site com a notícia completa (quebrado, porque o blogger não publica links direito):
http://mixbrasil.uol.com.br/
mp/upload/noticia/11_101_59145.shtml

P.S. Algo que não posso deixar de comentar: como os gays querem que os heterossexuais deixem de lado seus "preconceitos" e parem de atribuir a eles as pechas habituais de promiscuidade e safadeza, considerando-os passíveis de formar famílias direitas e criar filhos, se no próprio site Mix Brasil, na primeira página, há banners de filmes pornográficos e, na coluna ao lado, vários tópicos relacionados a sexo? Assim vai ser difícil, realmente!

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Anônimo
AUTOR
24/4/07 23:28 delete

Como a igreja trataria a questão do homossexualismo se (suponha-se) a ciencia comprovar com 100% de certeza que é uma questão genética que independe da opção da pessoa.

A partir dai seria: Um pecado genético ?

Ou uma des--graça que envia os vitimados para o lago de enxofre para o ranger de dentes eterno..

ou..

Bom sei lá mais o que pensar.

Como vc analisa essa questão ?

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25/4/07 09:35 delete

Prezado Anônimo...
(respondo pelo Solano, que encontra-se em viagem)

100%? A ciência nunca poderia comprovar tal coisa.Mesmo que existisse uma inclinação genética ou física (como o caso do hermafroditismo), a questão do homossexualismo continuaria sendo pecado de opção e orientação espiritual idólatra. É uma questão ontológica. Mesmo que um ser humano recebesse os atributos de onisciência, onipotência e onipresença, não se tornaria Deus. No mesmo princípio ontológico, nem genética ou qualquer outra coisa podem mudar o ser criado macho em fêmea e vice-versa. O princípio que inclina o ser humano ao homossexualismo é, basicamente, espiritual e demonstração de rebeldia contra a ordem criada. Creio que é isto o que Paulo ensina Romanos 1, como é claramente exposto por Peter Jones em "O Deus do Sexo", Editora Cultura Cristã (http://www.cep.org.br).

Mauro
PS. Caso Solano discorde... que se manifeste quando voltar

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10/5/07 18:24 delete

Caríssimo Solano!
Aprecio muito o texto aqui postado, de vossa autoria. Este é um assunto relevante para a Igreja, pois não há como tratá-lo sem levar em conta a pecaminosidade humana.
Deus criou o homem para adorá-lo, mas o pecado tem mudado a posição de adorador e colocado o homem no ridículo, mas Deus têm Poder para mudar esta situação.(Rm 1:28-31)
Gde Abç
Rev. Ashbell Simonton

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8/8/07 20:04 delete

Achei o post um tanto quanto infeliz. Concordo com o autor ao criticar o apelo sobre a classe dos homossexuais, já que sabemos que é um nicho de muita rentabilidade, acho que por isso exista essa ação promovendo tal classe.
Porém, discordo com o assunto pertinente a "opção sexual", acho que mesmo que seja "pecado" perante ao credo do autor, de forma alguma deve-se indagar que o que faz o homossexual ser um homossexual é apenas uma "opção".
Falo por experiência própria e o quanto eu sofri com isso. Eu não levanto nenhuma bandeira e tão pouco tenho orgulho disso, mas acho um tremendo preconceito contra a minoria gay, e com certeza essa discriminação perante aos olhos de DEUS é muito mais repudiada que uma forma diferente de AMAR.

Mesmo assim, parabéns pelo Blog!! Está de altissímo nível.

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