segunda-feira, agosto 06, 2007

Augustus Nicodemus Lopes

Dez Motivos pelos quais Pastores Conservadores Costumam ter Igrejas Minúsculas


Sei que há exceções, mas elas não são muitas. A regra é que, aqui no Brasil, pastores e pregadores mais conservadores e reformados pastoreiam igrejas pequenas, entre 80 a 150 membros. Esse fato é notório e não poucas vezes tem sido usado como crítica contra a doutrina reformada. Se ela é bíblica, boa e correta, porque os seus defensores não conseguem convencer as pessoas disso? Por que suas igrejas são pouco freqüentadas, não têm envolvimento missionário, não evangelizam, não crescem e têm poucos jovens?

Como eu disse, há exceções. Conheço igrejas reformadas que são dinâmicas, crescentes, grandes, evangelizadoras e missionárias. Conheço também outras menores, que crescem não pelo aumento do número de membros na sede, mas pela plantação de outras igrejas. Quando eu digo "igrejas minúsculas" refiro-me não somente ao tamanho, mas à visão, ao envolvimento na evangelização e missões e à diferença que fazem. Tenho em mente as igrejas que se arrastam na rotina de seus trabalhos, ensaios e cultos há dezenas de anos, sempre do mesmo tamanho diminuto, sem que gente nova chegue para fazer a diferença.
Consciente de que há igrejas reformadas grandes e crescentes, mas também consciente das muitas pequenas que não crescem faz muito tempo, em nenhum sentido, eu faria os seguintes comentários nesse post, que bem poderia ser intitulado de "Navalha na Carne":
  1. Infelizmente, ao rejeitar a idéia de que em termos de crescimento de igrejas os números não dizem tudo, muitos de nós, reformados, nos esquecemos de que eles, todavia, dizem alguma coisa. Podemos aceitar que está tudo bem e tudo certo com uma igreja local que cresceu apenas 1% nos últimos anos, crescimento em muito inferior ao crescimento da população brasileira e do crescimento de outras igrejas evangélicas? Especialmente em se tratando de uma igreja em um país onde os evangélicos não são perseguidos pelo Estado e as oportunidades estão escancaradas diante de nós?

  2. Igualmente infeliz é a postura de justificar o tamanho minúsculo com o argumento da soberania de Deus. É evidente que, como reformado, creio que é Deus quem dá o crescimento. Creio, também, que antes de colocar a culpa em Deus, nós, pastores reformados, deveríamos fazer algumas perguntas básicas: nossa igreja está bem localizada? O culto é acolhedor e convidativo? A igreja tem desenvolvido esforços consistentes e freqüentes para ganhar novos membros? A pregação tem como objetivo direto converter pecadores? A pregação é inteligível para algum descrente que por acaso esteja ali? Os membros da igreja estão possuídos de espírito evangelístico? Existe oração na igreja em favor da conversão de pecadores e crescimento do número de membros? Creio que muitos pastores reformados colocam cedo demais a responsabilidade do tamanho de suas igrejas em Deus, antes de fazer o dever de casa.

  3. É triste perceber que, em muitos casos, a soberania de Deus é usada como desculpa para não se fazer absolutamente nada em termos de esforço consciente para ganhar pessoas para Cristo. Que motivos Deus teria para querer que as igrejas reformadas fossem pequenas e que os anos se passem sem que novos membros sejam adicionados pelo batismo? Que motivos secretos levariam o Deus que nos mandou pregar o Evangelho a todo o mundo impedir que as igrejas locais reformadas cresçam em um país livre, onde a pregação é feita em todo lugar e onde outras igrejas evangélicas estão crescendo vertiginosamente? Penso que o problema da naniquice não está em Deus, mas em nós. Ai de nós, porque além de não crescermos, ainda culpamos a Deus por isso!

  4. É verdade que muitas igrejas evangélicas crescem usando estratégias e metodologias questionáveis. Especialmente aquelas da teologia da prosperidade, que atraem as pessoas com promessas de bênçãos materiais e curas que não podem cumprir. Todavia, criticar o tamanho dessas igrejas e apontar seus erros teológicos e metodológicos não nos justifica por termos igrejas minúsculas. O que nos impede de termos igrejas grandes usando os métodos certos?

  5. O problema com muitos de nós, pastores conservadores e reformados, é que não estamos abertos para mudanças e adaptações, nos cultos, nas atitudes e posturas, por menores que sejam, que poderiam dar uma cara mais simpática à igreja. Ser simpático, acolhedor, convidativo, atraente, interessante não é pecado e nem vai contra as confissões reformadas e a tradição puritana. Igrejas sisudas com cultos enfadonhos nunca foram o ideal reformado de igreja. Pastores reformados deveriam estar pensando em como fazer sua igreja crescer, em vez de se resignarem e racionalizarem em suas mentes que ter uma igreja pequena é OK.

  6. Os crentes fiéis que estão nas igrejas já por muitos e muitos anos também precisam de alimento e pastoreio. Que Deus me livre de desprezá-los. Sei que Deus pode chamar alguém para o ministério de consolar e confortar crentes antigos durante anos a fio, igreja pequena após igreja pequena. Mas vejo essa vocação como apenas uma pequena parte do ministério pastoral, quase uma exceção. O que me assusta é ver que essa exceção tem se tornado praticamente a regra no arraial conservador e reformado. Será que Deus predestinou as igrejas conservadoras e reformadas para serem doutrinariamente corretas mas minúsculas, e as outras para crescerem apesar da teologia e metodologia erradas? Será que ele não tem vocacionado os conservadores para serem ganhadores de almas, evangelistas, plantadores de igrejas e expansores do Reino? Será que a vocação padrão do pastor conservador é de ministrar a igrejas minúsculas ano após ano, sem nunca conhecer períodos de refrigério e grande crescimento no número de membros? Será que quando um pastor, que era um evangelista ardente, se torna reformado, sempre vai virar teólogo e professor?

  7. O que mais me assusta é que tem pastores reformados que se orgulham de ter igrejas nanicas! "Muitos são chamados e poucos escolhidos", recitam com satisfação. Orgulham-se de serem do movimento do "esvaziamento bíblico", em vez do "avivamento bíblico"! Dizem: "os verdadeiros crentes são poucos. Prefiro uma igreja pequena de qualidade do que uma enorme cheia de gente interesseira e superficial". Bom, se eu tivesse que escolher entre as duas coisas talvez preferisse a pequena mesmo. Mas, por que tem que ser uma escolha? Não podemos ter igrejas reformadas cheias de gente que está ali pelos motivos certos? Eu sei que a qualidade sempre diminui a quantidade, mas será que tanto assim?

  8. Nós, pastores reformados em geral, temos a tendência de considerar a sã doutrina o foco mais importante da vida da Igreja. Portanto, muitos de nós passam seu ministério inteiro doutrinando e redoutrinando seu povo nos pontos fundamentais da doutrina cristã reformada. Pouca atenção dão para outros pontos igualmente importantes: espiritualidade bíblica, vida de oração, evangelismo consciente e determinado e planejado. Acho que uma coisa não exclui a outra. Aliás, creio que a doutrinação bíblica sempre será evangelística, e que o evangelismo bíblico é sempre doutrinário. "Pregação", disse Spurgeon, "é teologia saindo de lábios quentes".

  9. Alguns pastores reformados ficam tão presos pela doutrina da depravação total que não sabem mais como convidar pecadores a crerem em Jesus Cristo. Temos medo de parecer arminianos se ao final da mensagem convidarmos os pecadores a receberem a Cristo pela fé, ou mesmo se, durante a pregação, pressionarmos as pessoas a tomarem uma decisão. O fantasma de Finney, o presbiteriano criador do sistema de apelos, assombra e atormenta os pregadores reformados, que chegam ao final da mensagem e não sabem como aplicá-la aos pecadores presentes sem parecer que estão fazendo apelação. Ficam com receio de parecerem pentecostais se durante a pregação falarem de forma mais coloquial, falar de forma direta às pessoas, se emocionarem ou ficarem fervorosos, ou mesmo se gesticularem demais e andarem no púlpito. Acho que se os pregadores reformados parecessem mais humanos e naturais, mais à vontade nos púlpitos, despertariam maior interesse das pessoas.
  10. Creio, por fim, que ao reagirem contra os excessos do pentecostalismo quanto ao Espírito Santo, muitos reformados ficaram com receio de orar demais, se emocionar demais, jejuar, fazer noites de vigília, pregar nas praças e ruas e de pedirem a Deus que conceda um grande avivamento espiritual em suas igrejas. Só tem uma coisa da qual os reformados têm mais medo do que parecer arminianos, que é parecer pentecostais. Aí, jogamos fora não somente a água suja da banheira, mas menino e tudo! Acho que se houvesse mais oração e clamor a Deus por um legítimo despertamento espiritual, veríamos a diferença.
Pedi a alguns amigos meus, reformados, que criticassem esse post, antes de publicá-lo. Um deles me escreveu:
"Gostei mesmo. Me irrita o espírito de 'seita sitiada' tão comum em nosso meio [reformado]; a idéia de que a vocação da igreja é defender uma fortaleza. Somos rápidos para criticar, mas tão tardos em propor alternativas".
Acho que ele resumiu muito bem o ponto.
Não tenho respostas prontas nem soluções elaboradas para o nanismo eclesiástico. Todavia, creio que passa por um genuíno quebrantamento espiritual entre os pastores, que nos humilhe diante de Deus, nos leve a sondar nossa vida e ministério, a renovar nossos compromissos pastorais, a buscar a plenitude do Espírito Santo e a buscar a Sua glória acima de tudo.

Augustus Nicodemus Lopes

Postado por Augustus Nicodemus Lopes.

Sobre os autores:

Dr. Augustus Nicodemus (@augustuslopes) é atualmentepastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia, vice-presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana doBrasil e presidente da Junta de Educação Teológica da IPB.

O Prof. Solano Portela prega e ensina na Igreja Presbiteriana de Santo Amaro, onde tem uma classe dominical, que aborda as doutrinas contidas na Confissão de Fé de Westminster.

O Dr. Mauro Meister (@mfmeister) iniciou a plantação daIgreja Presbiteriana da Barra Funda.

65 comentários

comentários
Oliveira
AUTOR
7/8/07 12:43 delete

Caro Reverendo Augustus

Realmente pegou na “veia”, como se diz...
Triste e notável.
Pensei que era uma preocupação minha somente que não sou pastor, mas vejo que pastores reformados se angustiam com o mesmo tema.

É uma questão difícil.
Vim de uma igreja pentecostal grande e o culto era uma aflição para mim, pois a todo momento eu tinha que ficar “filtrando” as bobagens que ouvia e as técnicas que identificava e que me irritavam pois se fossem técnicas apenas tudo bem, mas eram nomeadas como “obras do ES”, e eu via que eram técnicas somente.

Hoje, congrego numa igreja reformada, onde a palavra é exata e uma benção, o pastor um notável jovem homem de Deus, a pregação dinâmica, a liturgia conservadora (eu gosto), ou seja, na minha perspectiva um ambiente ideal para o crescimento, mas infelizmente parece que não cresce...

Antes eu sempre achei que se o pastor pregasse a Palavra a igreja crescia, hoje estou confuso neste aspecto (o povo quer divertir a alma), pois tenho um pastor que prega, e como prega, minha vida tem sido impactada por estas pregações, e mesmo assim a igreja é pequena.

Fico pasmo em saber que é assim em todos os lugares por você.

O problema deve ser eu. Falta de espírito ou dom evangelístico, sempre tive uma veia corrida para o ensino, estudo etc... Nunca gostei das “chantagens” emocionais das chamadas manhãs missionárias da igreja evangélica que congregava.

Uma sugestão que eu penso ser útil é: no momento em que as pessoas desejassem fazer parte da igreja, mesmo ainda não sobrenaturalmente vivificadas, a porta de acesso devia ser mais simples, hoje vejo que as pessoas precisam passar por um “teste” profissão de fé, e o cara tem que ser quase um semi-teólogo para passar. Imagino que não seria melhor deixar vir os simples, os não convertidos, os de qualquer maneira, assim o pregador teria a igreja cheia de “membros” ainda não nascidos de novo, mas que estariam ali ao alcance da Palavra, ao alcance dos presbíteros maduros, ao alcance dos maduros na fé, que então pregariam e ensinariam o Evangelho reformado, e o Senhor faria o restante.

Na seleção dos membros reformados, só aceitamos o trigo, e o pecador nunca entra... Se é que me entendes.

Não vejo os 3000 que ouviram Pedro pregar, serem colocados em fila e fazendo um a um confissão de fé para sabermos se estão prontos para serem membros ou não.

Sei que é polêmico, mas segue a sugestão.

Desculpe se fui muito longo e os eventuais erros de português.

Um abraço

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Pr. Luiz
AUTOR
7/8/07 14:21 delete

Abençoador! Fiz um resumo dos dez tópicos para aplicar em minha igreja. Verifiquei que há pontos que, realmente não estava dando prioridade no ministério. Glórias a Deus por esse post.

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Anônimo
AUTOR
7/8/07 15:24 delete

Dileto mestre,

gostei do seu post. Gostaria apenas de salientar o ponto "pregação". Não são apenas incrédulos que se cansam de ouvir "sermões reformados", mas crentes também. Acredito que a maioria dos púlpitos presbiterianos ainda jorram Teologia Sistemática no povo, que dificilmente capta a mensagem, ao invés de destilarem expositivamente textos da Palavra de Deus que, ao meu ver, não é apenas a maneira mais correta, como a forma mais convidativa e atraente da pregação. Abraços.
Mauro F.F.

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Misael Nascimento
AUTOR
7/8/07 17:05 delete

Excelente artigo!
A passividade evangelística deixou de ser exceção para tornar-se quase que uma unanimidade nas igrejas ditas reformadas. Há cristãos dentre nós que afirmam inclusive que é assim mesmo, que devemos reconhecer sem nenhum tipo de descontentamento que a prática evangelística não faz parte do "perfil" presbiteriano.
Precisamos orar e trabalhar para plantar e regar a boa semente. Somente depois disso é que poderemos, de fato, tranqüilizar nossas consciências diante da "responsabilidade" (1Co 9.16-17) de pregar o evangelho.
Você me autoriza a publicar esse texto no Boletim da IPCG?

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Anônimo
AUTOR
7/8/07 17:17 delete

Nobre Doutor,

O senhor colocou o dedo na ferida, mas isso não é ruim (colocar o dedo na ferida...).

Muitos conservadores não sabem, mas junto com sua teologia eles assumem uma visão eclesiológica que já é conhecida por alguns como "teologia da Árvore Bonsai". Aqui vai a descrição:

"Bonsai (japonês: bon-sai), que significa "árvore em bandeja". No entanto, o mero fato de uma árvore estar em um vaso raso não faz dela um bonsai. Um bonsai é uma réplica artística de uma árvore natural em miniatura. É essencialmente uma obra de arte produzida pelo Homem através de cuidados especializados...
Técnicas de controle de crescimento:
O crescimento das árvores é controlado com a aplicação de várias técnicas:
1. Restrição do crescimento das raízes pelo vaso utilizado: Uma árvore não possui essa restrição na natureza, por isso cresce livremente.
2. Poda das raízes: Dependendo da idade e espécie da árvore, as raízes são podadas, em geral na primavera, e é realizada a troca da terra (substrato).
3. Uso de adubos com menor quantidade de nitrogênio: O nitrogênio em excesso provoca crescimento acelerado e folhas com tamanho maior que o desejado.
4. Rega em quantidades moderadas: Entenda-se por moderada a rega feita com critério, não com economia.
Obs: As árvores não são modificadas geneticamente. Praticamente qualquer espécie pode ser utilizada, sendo as mais famosas, as dos gêneros Pinus, Acer, Ulmus, Juniperus, Ficus, Rhododendron, dentre outros."

Este comentarista adicionaria como espécie comumente usada a "eklésia conservatoris equivocata"

Continue o bom trabalho!

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Wilson Bento
AUTOR
7/8/07 18:09 delete

Uma clara evidência de erro é o zêlo pela qualidade, não encontramos essa restrição na Bíblia, porém não creio na aceitação de pessoas desqualificadas como "membros" da igreja, leia-se qualificadas como sendo parte do corpo, porque senão podem até matar o corpo ou então causar forte rejeição!!

Tornar a igreja mais atrativa não significa necessáriamente que ela tenha que ser "viajada", muito pelo contrário aí ela se torna mais bíblica, basta olharmos para o início do livro de Atos.

Abraço.

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Anônimo
AUTOR
7/8/07 22:59 delete

Duro é este discurso, quem o pode suportar?

Li.

Sinto dificuldade de fazer qualquer análise, visto que o que ocorre conosco em BH é exatamente o oposto de sua crítica.

Vejo também que o crescimento tem se dado, mesmo que não estejamos fazendo um trabalho de evangelização, propriamente dito, naqueles termos convencionais modernos, ou no diapasão de Finney. Muitos vem porque a nossa igreja se tornou uma referência de seriedade, e amor à Palavra de Deus, que é sempre lida e exposta com amor à verdade, enquanto o restante por ai, via de regra, incluindo as igrejas presbiterianas, buscaram uma linha bastante festeira. Aqui os não crentes entram e sentem que estão em uma igreja.

Observo que, na verdade, não são muitas as igrejas que podem ser consideradas “reformadas” em nossa denominação, pelo menos no que trata da liturgia e, entre estas que podem, existem igrejas que estão crescendo.

No entanto, a crítica é válida, de qualquer forma. Mas que corta na carne, corta! E machuca!

Ludgero

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Anônimo
AUTOR
8/8/07 00:08 delete

Ah, esse comentário acima sobre bonsai foi de doer. Raso e nanico!

Não estranha ficar sob anonimato...

Anderson.

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8/8/07 02:35 delete

Querido Augustus,

tenho andado muito ocupado estes últimos mêses, como você sabe, e pouco tenho escrito na Net, até mesmo o meu Blog está suspenso temporariamente. Mas ao ler o seu post eu não poderia deixar de escrever aqui o quanto o texto é corajoso, sincero, pertinente e, principalmente, profético. Percebo que veio do fundo da alma.

Quiçá muitos pastores e líderes tenham a oportunidade de lê-lo. Minha admiração e respeito por você aumentaram!

Um forte abraço.

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8/8/07 06:56 delete

Rev. Augustus, há ainda os que têm "vergonha" de crescer. No seu íntimo, acreditam que o crescimento numérico poderia associá-los aos que são pragmáticos.

É preciso lembrar que a igreja é corpo e que só um corpo doente não cresce.

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8/8/07 10:25 delete

Oliveira,

Também creio que o crescimento verdadeiro vem pela pregação fiel da Palavra de Deus. Todavia, é a Palavra e o Espírito. É Ele quem usa a Palavra na iluminação e conversão de pecadores. Não há um poder mágico intrínseco na Palavra que faz com que, cada vez que é pregada, ela atue eficazmente, em cada ocasião. Se o Espírito de Deus não agir poderosamente, não haverá conversões.

Um abraço!

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8/8/07 10:30 delete

Mauro F. F.,

A rigor, não deveria haver essa dicotomia entre sistemática e pregação expositiva. Eu costumo pregar expositivamente, mas sempre procuro controlar minha exposição com as noções básicas de teologia.

Um abraço!

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Anônimo
AUTOR
8/8/07 10:51 delete

Augustus,

É fato que convencer os incrédulos é obra do Espírito Santo, mas isso nunca levou os apóstolos a tentar convence-los pela pregação de Cristo crucificado.

Esse, certamente é o elemento chave para a solução dessa crise instalada e trazida à tona por você: a falta da centralidade de Cristo na pregação e na vida da Igreja.

A Fiel lançou um livro que bom pode nos ajudar a vencer alguns medos citados por você (o de parecer arminiano ou pentecostal): "Ministrando como o Mestre", onde Jesus é mostrado como modelo, inclusive, no método de pregação e evangelização.

A única coisa no seu post que para mim requer alguma pergunta, entretanto, é o que você chama de culto acolhedor e de mudança e adaptação nos cultos? Pergunto, principalmente, por pregar contra adaptações neles, mas pode ser que o sentido do que você fala seja diferente do que eu me refiro.

Grande abraço e obrigado pelo importante texto para nossa reflexão.

Samuel Vitalino

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8/8/07 10:52 delete

Misael,

Fique à vontade

Um abraço!

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8/8/07 10:56 delete

Samuel,

Obrigado pela indicação do livro.
Minha resposta à indagação em seu comentário é que podemos ter um culto acolhedor, simpático, alegre sem necessariamente violar o princípio regulador do culto, prezado nós, reformados. Até onde entendo, o culto reformado não precisa ser sisudo, enfadonho, circunspecto. Ele pode ser alegre, participativo, e ainda ser reformado. Existem igrejas minúsculas onde o culto parece mais uma cerimônia fúnebre. Profetizo que vão permanecer minúsculos por muitos anos ainda.

Sobre mudanças e adaptações, não me refiro a fazer inovações ou acrescentar ao culto aquilo que a Bíblia não prescreve. Todavia, existe uma margem para o uso do bom senso e da sabedoria prática, para escolhermos as músicas, as leituras da Bíblia a serem feitas, a ordem em que as coisas vão acontecer, o ambiente físico do culto e outras providências que sob o Espírito acabam fazendo a diferença na vida de alguém.

Um abraço.

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8/8/07 11:36 delete

Caro Augustus:

Não me cabe entrar no mérito de uma discussão "interna corporis". Mas ela me remete para uma outra reflexão que precisamos fazer no âmbito pentecostal sobre "inchaço" e "crescimento".

Estamos em outro extremo, onde o que tem prevalecido em muitas "cabeças coroadas" é a idéia de igrejas grandes, conhecidas como mega-igrejas, sem nenhuma preocupação com identidade, fundamentos, comprometimento, convicções doutrinárias etc. É uma espécie de vale-tudo. Aplica-se aqui o que disse Jarbas Passarinho quando a ditadura impôs sobre o país o Ato Institucional número Cinco: "Às favas os princípios!" Sào exemplos que não passam de verniz sobre casca oca.

Enquanto vocês pensam em "progredir", de nossa parte precisamos pensar seriamente em "regredir". Com isso, ocuparemos um espaço comum, onde o que prevalecerá é o fundamento da unidade bíblica e apostólica naquelas áreas que podem ser diversas, como a liturgia, sem jamais abrirmos mão do cerne da mensagem cristã. Vocês, sem medo de serem "parecidos" com os pentecostais. Nós, sem qualquer temor de sermos chamados de "conservadores".

Um abraço e parabéns pela discussão!

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Anderson
AUTOR
8/8/07 13:16 delete

Rev. Nicodemus,

Interessantíssima reflexão!
Entendo que a fez sob o ponto de vista do pastor e pregador, razão pela qual me pareceu muito centrada no ato de culto público.

Ocorre a mim o seguinte: o cristão moderno se acostumou a "evangelizar" levando alguém a igreja para ouvir o pastor. Pronto. Missão cumprida.
Então, se o culto é animado, os números pululam. Já se for aquele dito tradicional, precisamos admitir que o crescimento deverá ser mais comedido.

Mas não é isso que entendo como sendo o "ide e pregai".
Cabe a cada um ser luz no dia a dia, na vida comum diária. Isso gera filhos espirituais, pela graça de Deus.

O culto público não é o palco principal do evangelismo. Ou não deveria ser.
Se a igreja local vive a anos com crescimento pífio, é claro sinal de infertilidade espiritual, o que exige tratamento.

Entender que a introdução de entretenimento no ato de culto a Deus gera aumento de adesões ao evangelho é óbvio.
O que podemos nos perguntar é se isso agrada a Deus.

(E eu entendi mesmo que o senhor NÃO sugeriu a introdução de elementos estranhos. Mas uma leitura rápida de seu texto poderia levar alguém a entender assim...)

Grande abraço,
Anderson.

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JP
AUTOR
8/8/07 14:20 delete

Olá Nicodemus

Todos os pontos que vc destacou são iportantíssimos para serem repensados. E concordo com todos eles.
No entanto, ainda me resta uma dúvida. Será que os pastores ( esses criticados no texto) tiveram uma formação no seminário adequada?
Pergunto isso, no sentido de que, as vezes os seminários possuem uma preocupação profunda com a teologia.
Em nosso contexto brasileiro de inúmeros problemas doutrinários, excessos, ceticismo, liberalismo e misticismo, acabam fazendo com que o seminário se restrinja ao ensino de teologia.
Não significa que isso seja ruim, mas que outros aspectos na formação de pastores é importante.
Não basta apenas o pastor ter formação teológica ou até mesmo missionária, se não souber lidar com os inúmeros problemas que existem nas igrejas locais.
Como esse pastor não sabe lidar com determinados problemas, pode se exceder e potencializá-lo ainda mais. Envaziando a igreja.
Conheço situações que pastores, ainda que estivessem corretos, tiveram atitudes totalmente agressivas e descuidadas. A ponto de ficar comparando pecados. Se voce tivesse feito isso seria melhor do que isso que voce fez.

Vou dizer uma coisa que vai parecer meio implicante e provocativo, mas acho que o senhor vai me entender.

Não adianta o pastor saber como atacar a teologia liberal ou até mesmo saber de cor todos os passos para uma igreja missionária, de acordo com os 10 principais missionários da história, se mal sabe aconselhar seus membros no dia a dia. Como é comum ver pastor com picuinhas e sempre relacionados a problemas pessoais, tentando fazer partidarismo, provocando, sendo rude, etc. Falta até de maturidade.


Gostaria de saber a opinião do senhor sobre essa questão. Isso não seria uma barreira ao crescimento da igreja?

Abraços
JP

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José Paulo
AUTOR
8/8/07 19:48 delete

Rev. Augustus,
Agradeço pela oportunidade de repensarmos nossa visão e missão. Espero que este texto sirva de reflexão em todas as igrejas e reuniões, a fim de que entendamos a verdadeira vontade de Deus para nossas vidas e nos libertemos de nossa preguiça espiritual. No labor, com fervor!

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Fabio
AUTOR
8/8/07 22:43 delete

Caro Dr. Nicodemus,

Excelente post. Trouxe sérias reflexões à minha alma. De fato, como pastores presbiterianos, temos de repensar nosso trabalho e ser mais perseverantes na evangelização com o desiderato, obviamente, de glodificar a Cristo e não meramente o crescimento da igreja, pois, não obtante, ter de se desejado por nós ministros jamais poderemos trocar nossa promigenitura por um prato de lentilhas. Seu post, Dr. Augutus, deixou-nos isso mui claro.
Parabéns uma vez mais.
Deus nos ajude!

Fábio Bezerra
IP Sobradinho-DF

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Gilberto Sampaio
AUTOR
9/8/07 11:58 delete

Que tema para um post!
Pois bem, sinceramente não sei qual o solução para essa morbidez que existe em nosso meio. Acredito que passamos por momentos aridos na luta contra o pentecostalismo e o modernismo teologico nos ultimos anos, luta que nasceu junto com a nossa história, la com Lutero. A história reformada esta entrelaçada com estas lutas doutrinarias. Entendo que muitos de nós estamos viciados nisso, o que tem nos afastado das outras incumbencias da igreja do Senhor, principalmente a do Evangelismo. A sã doutrina que deveria ser a fonte para nosso trabalho envangelistico tem sido usada como arma para espantar os "hereticos" esquecemos dos pecadores. Acho que estamos colocando a carroça na frente dos bois. Vale a pena continuar este assunto nos proximos post. Mas tambem não vamos cair no erro de falar, falar, e falar....nós reformados falamos muito....vamos agir! essa mudança começa por cada um de nós. Ou vamos apenas continuar no erro que nos tem feito ser igrejas minusculas.
Em Cristo que nos fortalece - Gilberto Sampaio.

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10/8/07 02:03 delete

Rev. Augustus,

Saudações com a graça e a paz do redentor!
Concordo com o Anderson, quando ele afirma que reduzir todo o no culto público não seja o melhor caminho. Nesse sentido também faço coro com as afirmações do Rev. Ludgero e Samuel Vitalino.
Concordo com o Rev. Ludgero, quanto ao fato de que a igreja não precisa cair no subjetivismo cúltico para crescer, digo isso porque as palavras utilizadas "alegre e participativo" e "mudanças e adapatações" nos conduzem a um número sem fim de entendimentos sobre os termos e sua prática no culto. Isso certamente, deve ser levado em consideração juntamente com as seguintes palavras do Rev. Ludgero: "Observo que, na verdade, não são muitas as igrejas que podem ser consideradas “reformadas” em nossa denominação, pelo menos no que trata da liturgia e, entre estas que podem, existem igrejas que estão crescendo."
Ora, será que esse universo de igrejas minúsculas referidas no post são realmente igrejas "reformadas"? Será que não passa de um "evangelicalismo" bem tradicional ou um calvinismo nominal? Essa é uma indagação legítima!
Mas volto ao ponto chave: porque hoje entendemos adoração exclusivamente como o serviço de culto? Porque o fato de as pessoas não adorarem a Deus em suas vidas de segunda a sábado não é considerado como decisivo para a vida das igrejas ou mesmo para a legitimidade do que fazem domingo a noite na igreja?
Aqui concordo com uma afirmação do Adauto Lourenço: "é muito fácil ser crente no domingo, dificil mesmo é na segunda-feira".
Costumo pensar no domingo não no início da adoração, mas no seu desfecho, penso que nossas dificuldades não estão relacionadas com nossos princípios litúrgicos (penso até que eles raramente são bem compreendidos e praticados), mas com a nossa falta de vida a partir da segunda, pavimentando o caminho até o domingo. Penso que, retirado esse percurso, o culto dominical será pragmático (normalmente são eles tradiconais, neopentecostais, pentecostais, mas todos pragmáticos).

Já ouvi em algum lugar que vc não mede a igreja pelo seu culto dominical, mas por suas reuniões menores durante a semana.
Bem é isso.
Que Deus seja gracioso conosco, com sua igreja no Brasil, com nossas ipbs e nos faça compreender verdadeiramente a adoração, mais que simplesmente o culto, e cumpramos o fim principal de nossas existências.

Abraços fraternos,

Dilsilei

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Joao d'Eça
AUTOR
10/8/07 11:17 delete

O assunto é na realidade relevante.

Sempre fui um crítico da nossa eclesiologia prática (refiro-me à forma litúrgica e metodológica dos nossos cultos e da nossa abordagem evangelística). Sempre me questionei o porque de muitos se orgulharem de suas pequenas igrejas, que muitos pastores amigos meus diziam ser igrejas de "qualidade" e eu dizia que só se tira a "qualidade" da quantidade.

Trabalho por uma Igreja local crescente e forte (sob todos os aspectos, sem perder a essência doutrinária), mas que use os métodos que estão por ai, adaptando-os à realidade da igreja local.

Sei que uma afirmação como esta gera muito desconforto em grande parte dos meus colegas pastores, mas eu creio que nós podemos ser práticos sim, principalmente se for para fazer Cristo conhecido do maior número possível de pessoas.

Porque os eleitos tem de ir para outras igrejas e não para a igreja que eu pastoreio? Eu prefiro que eles se convertam na igreja onde sou pastor, por inúmeras razões, dentre as quais posso citar a facilidade de poder ser mais atuante na comunicação do Evangelho, utilizando-me dos recuros tecnológicos e de multi-mídia, que como uma igreja pequena, dificilmente poderei utilizar.

Parabenizo a sua coragem em expor um assunto que até agora parecia intocável, mas que grande parte da nossa igreja, não discutia, mais praticava, cada um individualmente.


Rev. João d'Eça
SLZ - MA

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Josué da Silva
AUTOR
10/8/07 12:27 delete

Caro Rev. Augustus,
O seu post pra mim é tão importante que eu poderia descrevê-lo como "o que eu gostaria de ter escrito, mas não o fiz com medo dos reformados”... e olhe que me considero um deles.
A primeira coisa que enxergo neste post é a autoridade de quem o escreve. Fosse ele escrito por mim e certamente ele seria visto com outros olhos, as críticas a ele não seriam as mesmas e eu seria taxado de liberal e outras coisas que talvez até mesmo o senhor o tenha ouvido.
Eu lamento muito, que o que nós temos de melhor, nos "engessou". Temos doutrina, temos ortodoxia, temos história, temos raízes. Mas tudo o que temos serve, hoje, para dizer para nós mesmo o que somos... nanicos por nos prender àquele sentimento coronelista de pastores e presbíteros que se acham no direito de, em nome desta ortodoxia, rechaçarem lideranças novas, com idéias novas, acusando estas e aqueles de pentecostais, liberais ou arminianos...e a igreja continua a mirrar sob os auspícios destes sisudos presbíteros e pastores satisfeitíssimos com suas igrejas centenárias de 80 membros.
Admiro sua coragem, principalmente no que tange aos tópicos 2 e 5, onde o senhor verdadeiramente aponta a bacia com o gesso de um lado e a gaze do outro. É só misturar, enrolar e deixar secar. Pronto. Somos reformados. De onde herdamos isto?
Meus parabéns.
Presb. Josué da Silva.

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10/8/07 12:52 delete

Dilsilei,

Você, Anderson e outros que notaram que eu foquei no culto como ambiente evangelístico estão certos ao achar que acabei reduzindo a esfera de evangelização da igreja. Como plantador de várias igrejas que sou, estou consciente de que evangelização se faz também fora das portas.

Apenas me explicando, sem me justificar, estou guiado pelas estatísticas que mostram, pelo menos nos Estados Unidos, que o método de evangelismo mais eficaz continua sendo os membros das igrejas trazerem os amigos para ouvir a Palavra nos cultos. Desconfio que é a mesma coisa no Barsil: a maioria das pessoas se converteu durante um culto.

Não acredito também em subjetivismo cúltico, como Ludgero mencionou, mas é sabido de todos que as nossas igrejas reformadas minúsculas costumam ter cultos sisudos, enfadonhos. Sei que é o Espírito quem converte, mas porque precisamos tentar o Espírito esperando que ele converta pecadores sem que usemos os melhores meios para isso?

As palavras utilizadas "alegre e participativo" e "mudanças e adapatações" podem conduzir quem quiser a um número sem fim de entendimentos sobre os termos e sua prática no culto. Profetizo que os reformados vão ficar discutindo o que essas palavras significam e não vão mudar em nada e suas igrejas continuarão minúsculas.

As palavras do Rev. Ludgero sobre as igrejas reformadas da IPB são verdadeiras, mas ele mesmo sabe que existem muitas igrejas reformadas minúsculas que não estão interessadas em crescer, expandir-se.

Você pergunta se "esse universo de igrejas minúsculas referidas no post são realmente igrejas "reformadas"? Pois é, seus pastores assim se consideram, a liturgia é dentro do PR, e os cinco pontos do calvinismo são ensinados.

Seu ponto chave: "porque hoje entendemos adoração exclusivamente como o serviço de culto?" não é o ponto de meu post, poristo deixo de comentar.

Um abraço!

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Rev. Rodrigo Lima
AUTOR
10/8/07 15:34 delete

Caro Rev. Augustus, uma coisa acho que ficou para trás. Infelizmente, o nosso modelo de gestão eclesiástico se tornou um problema para muitos. Afinal, muitas vezes se torna injusto um pastor investir anos de sua vida nos estudos, e "irmãozinhos" (algumas vezes com bastante aspas!) simpáticos e bem falantes, mas nenhum chamado ministerial, e com algum recalque, são eleitos presbíteros, no que, muitas vezes, se revelam verdadeiros "presbichos". Tive presbíteros excelentes, que ajudavam bastante, e, como resultado, vi a igreja crescer; em compensação, já sofri na unha de gente que tem mais intimidade com o diabo do que com o Senhor. Talvez o problema do não crescimento de igrejas reformadas não seja apenas um despreparo pastoral, e sim a eleição de gente desqualificada para a função de presbíteros. Um abraço!

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Oliveira
AUTOR
11/8/07 00:22 delete

Caro Wilson Bento

Me rendo ao seu argumento, de fato "... a aceitação de pessoas desqualificadas como ´membros´ da igreja..." poderiam num momento posterior "... até matar o corpo...".

Favor desconsiderar a minha sugestão.

Depois lendo o que eu escrevi, no fundo o que eu queria dizer é que a profissão de fé (ou seria confissão?) não precisaria ser tão rigorosa do ponto de vista teológico, mas até isto vejo que no futuro pode levar a problemas, pois se o corpo for teologicamente impreciso, por voto os líderes como o tempo serão, por voto os presbíteros como o tempo também o serão e finalmente a igreja estará totalmente com a referência teológica relativizada.

Obrigado pelo seu esclarecimento.

Um abraço

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pablo
AUTOR
11/8/07 00:42 delete

qual é a visão das igrejas reformadas a respeito de grupos familiares? sou da IPM Igreja Presbiteriana de Manaus que faz parte da IPB e lá temos a vários anos grupos familiares a igreja tem crescido bastante a ponto de termos que comprar um local de culto novo. Mas no inicio houve um longo período de quebra de paradigmas pois a igreja ja tinha quase 100 anos funcionando da forma tradicional. Cada casa uma igreja cada crente um ministro esta é a filosofia dos grupos familiares.

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11/8/07 12:15 delete

Rev. Augustus,

obrigado pela postagem pastoral e confrontadora.

Alcançar o equilibrio entre ser zeloso e ser dinâmico não é facíl mas necessário e urgente.

No seminário, quando abracei a teologia reformada, escutava criticas que reformado não faz missões, não gosta de pobres, não evangeliza. Bom, eu mesmo trabalhei no pé de uma favela e o sr. já pregou lá. Evangelizavamos e o culto era contemporâneo sem perder o zelo.

Gostei quando o sr. escreveu que somos rápidos para criticar mas precisamos de modelo reformado para o crescimento da igreja, plantação de igrejas e missiologia urbana, ou seja, aplicação dos princípios reformados a cada cultura local visando a evangelização.

Depois do término do curso no seminário (graças a Deus! chega de liberais querendo massacrar a fé dos alunos iguais lobos famintos) e envolvido na prática pastoral numa zona rural no sul de minas, alguns textos tem servido de consolo e encorajamento na árdua tarefa de pregar o evangelho.

Livros do Spurgeon (qualquer um) ; Pregação expositiva para o crescimento da igreja do Rev. Hernandes Dias Lopes, ed. Candeia ; Pregação poderosa para o crescimento da igreja, Rev. David Eby, Candeia também (excelente meditação no livro de Atos) ; A vida de David Brainerd, Jonathan Edwards, Ed. Fiel (excelente para encorajar a insistência da pregação e apelar para os perdidos) entre outros. Os livros de John Piper tem sido um balsamo para a espiritualidade e o vislumbre da glória de Deus.

Creio que os reformados no Brasil precisam pensar um modelo reformado para o crescimento da igreja e missões sejam rurais e/ou urbanas e quanto ao evangelismo e o convite aos pecadores, ler Spurgeon nos inentiva a fazer isso! Como reformados gostamos da teologia do Spurgeon, mas não enfatizamos sua práxis evangelistica.

Um abraço,
Juan

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Anônimo
AUTOR
11/8/07 12:26 delete

Caro Augustus Nicodemos.....
Fico pensando nunma coisa que John F.MacArthur Jr. disse no seu livro "Com vergonha do Evangelho" pg.45, a respeito de produzirmos uma igreja amigavél para as pessoas.Nós não estariamos caido no mal do pragmatismo se estivermos produzindo uma igraja assim?
Respeito muito a sua posição, queria saber o que o Senhor pensa sobre isso?
"Na igreja amigavél"

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11/8/07 17:51 delete

Pablo,

Não há uma posição definida e única dos reformados sobre grupos familiares. Creio que há unanimidade entre eles em rejeitar o G-12. Já grupos familiares são outra coisa.

Anônimo,

Não li a obra de MacArtur "Com Vergonha do Evangelho". Sinceramente não vejo qual é o problema em se ter uma igreja que trata de forma amigável os visitantes, que os faça se sentirem bem, ao mesmo tempo em que, com amor, lhe ensina a verdade acerca do pecado, de Deus, do homem e da salvação.

Como eu disse, os reformados ficam com tanto medo de parecerem arminianos, pentecostais e pragmáticos, que não sabem mais estabelecer pontes e contato com os perdidos.

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11/8/07 23:29 delete

Gostei demais de sua reflexão. Creio que Deus quer fazer algo lindo entre nós reformados! Que o Santo Espírito nos ajude a equilibrar a reflexão doutrinária com um coração apaixonado pela obra. Que Deus nos livre de manobras teológicas que nos roube o foco da Missão. Que o Senhor nos desperte para um real avivamento onde seja convicente nossos pressupostos teológicos com a nossa práxis cristã.
Parabéns, Rev. Augustus, Que Deus continue a iluminá-lo em suas reflexões.
Rev. Gilberto Pires de Moraes.

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Anônimo
AUTOR
12/8/07 12:25 delete

Augustus Nicodemos..

Usando as suas palavras que possamos “trata de forma amigável os visitantes, que os faça se sentirem bem, ao mesmo tempo em que, com amor, lhe ensina a verdade acerca do pecado, de Deus, do homem e da salvação”.
Temos que ter só o cuidado para não adaptarmos a pregação que confronta o pecado, por uma palavra que faça o pecador se sentir bem no culto, pois tratar os visitantes de uma forma amigável é uma coisa, mas adaptar o culto, a liturgia e a pregação para que as pessoas se sintam bem, essa deve ser a nossa preocupação.
Nos EUA a maioria das igrejas tem entrado nesta nova moda ou será marketing, de fazer uma igreja “amigável” para os incrédulos, produzindo um culto e uma liturgia ao agrado das pessoas.
Penso eu, que estas pessoas eram para sair do culto pensando o que os seus pecados são para Deus, mas agora com a tal da Igreja amigável eles saem rindo da anedota que o pastor disse, impressionado com o jogo de luz, dos efeitos sonoros. A onde fica o sentimento de querer mudar dessas pessoas? A onde fica as lagrimas e o temor por ter ofendido a um Deus Santo?
Entendi perfeitamente o que o Sr, quis dizer sobre tratar de forma amigável as pessoas, estou só alertando aos pastores para que não adaptem os seus cultos para que as pessoas se sintam bem, mas pelo contrario que elas se sintam perturbadas por seus pecados contra Deus.
Usando as palavras de Marcarthur Jr. quando se referia à igreja primitiva em At.5:13 ele diz: “A igreja, sem duvida alguma, não era um lugar para os pecadores sentirem-se à vontade, era um lugar que causava medo!
Terminando o meu comentário, não deixemos de pregar as verdades acerca do pecado, de Deus e da salvação como bem o Sr. enfatizou, mas vejo eu, que não podemos de maneira nenhuma bajular as pessoas, fazer o culto e a liturgia pensando se as pessoas vão gostar ou não, mas que possamos pensar naquilo que o Catecismo Maior diz: O fim principal do homem é de glorificar a Deu e gozá-lo para sempre. Glorificar a Deus vem em primeiro lugar, e não agradar as pessoas, tenhamos o cuidado no nosso ministério de preservarmos isso com integridade e amor.

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13/8/07 11:56 delete

Prezado Anônimo,

eu li a obra "com vergonha do Evangelho" de John MacArthur Jr. Excelente! Seu objetivo é mostrar que as "profecias" que Spurgeon proferiu sobre a igreja abraçar padrões mundanos se concretizaram: pragmatismo, culto centrado no homem e outros.

Também não enxerguei e nem entendi que a presente postagem defendia uma eclesiologia adaptada ao marketing e outros métodos.

Me senti tocado, como reformado que sou, a não me acomodar por causa da doutrina da graça soberana e liderar uma igreja em que o culto seja massante, uma pregação cheia de termos técnicos cujo povo simples nada entenda e sem falar do evangelho aos incrédulos.

A igreja que o MacArthur pastoreia é contemporânea em sua liturgia e as musicas carregadas de com conteúdo. Charles Spurgeon em seus sermões era extremamente sensível e apelativo aos incrédulos para chama-los ao evangelho.

Devemos ter cuidado com os extremos: zelo sem amor é farisaísmo.

Que Deus livre os pensadores da fé reformada disso!

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Anônimo
AUTOR
13/8/07 13:35 delete

Glória a Deus. Não vou para o inferno!!! Pensei até que ia quando fiz algumas dessas indagações em minha igreja. Rev. Augustus, precisamos de um livro de um teólogo reformado respeitado como o senhor que nos ensine essas coisas de maneira mais profunda. Por favor, transforme esse assunto em um livro. O fato é que a Igreja se institucionalizou, como no período pós apostólico em que surgiu o clero. Hoje IGREJA INSTITUIÇÃO parece ser mais forte que a IGREJA CORPO DE CRISTO.
Alexander Boechat

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SAMUEL BRAZ
AUTOR
14/8/07 16:31 delete

Pr Augustus,
Muito oportuno o seu post, e devo considerá-lo como um alívio para a alma daqueles que sempre indagaram essas coisas. Há um meio termo, um lugar exato onde não negociemos a verdade, mas nos tornemos mais atrativos do ponto de vista recepcional.

Ainda não sou pastor, sou apenas um teologando prestes a se formar. E devo admitir que esses medos de fato nos levaram a coragem de sermos mais humanos e pastorais do no que se refere ao cuidado com o rebanho.

Ao mesmo tempo que não podemos nos tornar numerólatras, também não podemos nos torna numerofóbicos. É fato que nem tudo o que cresce é verdadeiro, a igreja homossexual do Texas é a que mais cresce. Mas não podemos também negar que se rpegamos o Evangelho de Cristo esse Evangelho é suficiente para fazer crescer, e se não cresce há algum problema.

Isso fica muito bem exposto no livro de Atos, onde o crescimento é dado por Deus, única e exclusivamente com a pregação da palavra.

Eu li esses dias um dos sermões do padre Antonio Vieira chamado "A sexagéssima"( se não estou errado). É lógico que Antonmio vieira por ser padre fala muitas heresias, no entanto nesse semão ele analiza a parábola do semeador, e considero brilhante sua conclusão.

As vezes, pregadores, pregam aos ouvidos e não aos olhos. As pessoas ouvem brilhantes sermões que saem da boca, mas não enchergam esses semões na vida de muitos.

Creio que a igreja de Cristo precisa crescer, pois o verdadeiro Evangelho cresce. Cristo ainda continua sendo a esperença da igreja, por isso creio que essa verdade precise ficar expressa aos olhos e imprimido nas igrejas.

Pastor creio que escrevi demais, mas parabéns pela brilhante reflexão, e com certeza me dobro diante de Deus a clamar para que a igreja cresce pela verdade e não em detrimento da verdade. E que no fim de tudo toda honra e toda glória seja dada ao Cordeiro que foi morto, mas ressuscitou e agora, vive eternamente!!

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André
AUTOR
16/8/07 22:26 delete

Rev. Augustus,

seu post pastoreia os pastores reformados. Muito bom! Sobre o apelo, penso que é preciso, na configuração 'normal' de culto, dar oportunidade ao ouvinte de responder de alguma forma ou sinalizar sobre o resultado que o Evangelho gerou na sua alma. Apelo sem apelação, certo?

um abraço.

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19/8/07 15:41 delete

Rev. Augustus,


Vc foi na ferida... Achei que eu tinha isso só como impressão, mas parece que não é uma mera impressão minha. Eu colocaria tudo, tudo o que vc falou sem tirar uma vírgula!

É triste ver que os homens que deveriam ser os profetas dessa nação se encasulam com medo de se expor ou de parecerem menos ortodoxos. Qdo sabemos que o conteúdo do ministério de um pastor não será medido por ele ser mais "fechado" ou não.

Claro que eu sou "fã" nº 1 de uma pregação sadia, de ter um pastor zeloso, etc. Massss sinto uma tremenda falta desse zelo missionário nas nossas igrejas.

Ah, Augustus (me permita tratá-lo publicamente só de Augustus, hehe!), se os seus colegas de ministério o ouvirem será tão bom para a igreja, para o crescimento da fé reformada.

Sua em Cristo.

Responder
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21/8/07 03:38 delete

Caro Pastor Augusto Nicodemos!
A Paz do Senhor!
Passei a frequentar seu blog, após indicação nos favoritos do Pastor Geremias do Couto.
Louvo a Deus pela sua vida, e o artigo em tela, mostra claramente seu equilíbrio entre calvinistas e arminianos, reformados e pentecostais.
O artigo reflete realmente a "navalha na carne" como o irmão bem definiu, e diga-se a propósito uma navalha de dois gumes, cortando para todo lado.
Como pastor pentecostal, sou obrigado a refletir e me limpa a alma, saber que a cada dia que se aproxima a volta do Mestre, o Senhor está unindo Sua Igreja, levantado ícones do ponto de vista profético em todas as tribos, se é que posso assim dizer, e isto não divide, muito pelo contrário.
Ao analisar o comentário aqui postado pelo Pastor Geremias do Couto, percebo que Deus pode nos conduzir, sem alardes, a uma atitude geral, a qual poderíamos intitular de: "O RETORNO", ou seja, cada grupo voltando dos seus extremos e caindo na real.
Em nosso meio pentecostal, é claro que a maioria é extremista do outro lado como bem definiu o Pastor Geremias, mas também internamente já temos aqueles que por não concordarem com os exageros da Teologia da Prosperidade e Confisão Positiva, estão se acomodando sob o manto do conservadorismo para justificar suas limitações ministeriais.
Que Deus nos dê um avivamento real, de tal forma que possamos alcançar um equilíbrio saudável em nosso ministério pastoral.
Parabéns pelo artigo

Responder
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Anônimo
AUTOR
23/8/07 00:16 delete

Irmâo Nicodemus,

Este tema deveria constar em pautas de reuniôes dos Presbitérios,Sinodos,Conselhos e Supremo Concílio, como estrategia biblicamente correta para crescimento de igrejas. Sao desanimadoras as estatisticas desses concílios com relação ao nosso crescimento.Fiquei assutado ao ler na pagina da IPB matéria sobre o pífio crescimento de menos de 0,5%.O meu desejo é que Deus desperte mais líderes como vc para uma eficaz missâo evangelizadora da IPB.

Saudações em Cristo...

Pb Elói Bezerra de Castro Neto

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Célio Lima
AUTOR
23/8/07 09:39 delete

Caro Augutus Nicodemus,

Um real despertamento espiritual exige o vislumbre do “evangelho da glória de Cristo”, que conduz o povo a uma verdadeira adoração, meta e combustível da evangelização. Há uma relação entre a restauração do culto aos padrões bíblicos e o despertamento espiritual do povo de Deus. Penso que só assim haverá crescimento numérico e qualitativo nas igrejas reformadas.

Um abraço

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Clodoaldo brunet
AUTOR
1/9/07 19:29 delete

Essa é uma triste realidade, igrejas reformadas que não crescem. Com isso não quero dizer que não há igrejas reformadas que não cresçam. Não há nada de errado com a doutrina, pois temos um bom sistema de exposição das doutrinas, as igrejas reformadas são ricas em doutrina. O grande problema é o esfriamento do amor pela à doutrina que pregamos, as vezes até mesmo falta de reverência para com Deus. O Senhor Jesus deu ordem aos seus discípulos: "Ide e pregai.." Isto é básico e os apóstolos disseram: "Não podemos deixar de falar e anunciar as coisas que vimos e ouvimos"
A obra de evangelização não é fácil existe um preço a ser pago, é preciso sair das quatro paredes, do ar condicionado do gabinete e das nossas recreações. Devemos nos lembrar de nosso Senhor que estava sempre junto dos pobres mesmo quando os fariseus diziam que aquela plebe maldita nada entendia da lei. Àquelas pessoas Jesus disse; "Vinde a mim..." É uma questão muito simples e prática. O mundo precisa dos pregadores de Cristo não só no discurso, mas no amor que marca os cristãos. Que Deus abençoe a igreja reformada.
Sou pastor presbiteriano, Desde 1999 estou realizando trabalho missionário Piauí em parceria do PNPi e JMN. Ótimo artigo do rev. Augustus

Responder
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1/9/07 23:32 delete

Caro João de Sélos,

Para que eu me comunique com você preciso de seu e-mail. Coloque num comentário para mim.

Abraços.

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Renato
AUTOR
6/9/07 20:26 delete

E lamentavelmente, essa mentalidade curta e reducionista começa quase sempre a ser cultivada nos seminários. Sou um dos muitos, que reformado, tem o estigma de pentecostal e arminiano, pelas posições que defendo referentes ao crescimento vigoroso e sustentado nos alicerces seguros das Sagradas Escrituras.

Renato Cunha. recusso@gmail.com

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José Paulo
AUTOR
20/9/07 08:36 delete

Caro Rev. Augustus,
Fiquei tão entusiasmado com a sua linha de raciocínio que resolvi replicá-la aos meus alunos de escola dominical para que pudéssemos nos aprofundar nas idéias e ideais que norteariam a nova vida de nossa igreja, logicamente citando o autor e a fonte.
Infelizmente, quando o seu post chegou ao conhecimento da cúpula de nossa igreja, em vez de surtir efeitos de resignação, arrependimento e novos compromissos, fui delicadamente convidado a deixar o ofício de professor de ED para a juventude, exercido ininterruptamente durante quatorze anos e agora estou proibido de ser professor de qualquer classe de ED na minha igreja, quase um voto de silêncio obsequioso.
Não sei se o senhor já está sofrendo represálias por este post, mas aqui , como diriam os meus ex-alunos, o "bicho pegou".
Grande abraço fraternal,
Na luta, com Cristo!

José Paulo

Responder
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21/9/07 15:53 delete

Caro José Paulo,

Nooossa! Acho que agora perdi qualquer chance de ser convidado por sua igreja até pregar na inauguraçaõ da cozinha nova...

Falando sério, não temos sofrido perseguição alguma por causa daquele post. Alguns colegas me escreveram ou falaram comigo meio pensativos, outros (a maioria) gostou bastante. Soube que um grupo pentecostal fez dezenas de cópias e distribuiu entre os pastores presbiterianos de uma região... :-)

Não vejo o posto como ofensivo ou acusatório. Ele é uma reflexão crítica da realidade de algumas igrejas conservadoras. Eu mesmo sou pastor conservador. Acho que temos de começar em casa.

Um abraço.

Responder
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Alexandre
AUTOR
24/9/07 13:50 delete

Caro Rev Augustus,
Sou diácono em minha igreja há curto tempo, porém tive o privilégio em dar aulas na EBD, liderar a UMP por algum tempo e tenho percebido não é de hoje, que nossas igrejas têm se deixado levar pelo pensamento do "deixa pra lá, sempre foi assim...". Vejo pouca disciplina, pouca submissão às autoridades por Deus constituídas, baixíssimo preparo de líderes. Minha igreja vem passando por dificuldades faz anos e lendo um pouco sobre o que disse o pr. John Sittema no Cong. de Liderança Bíblica 2007 (gostaria de adquirir os dvd's...o irmão poderia ajudar-me??)vi que a liderança deve realmente participar com empenho e profundidade da vida dos membros de sua igreja. Ele falou aos presbíteros, mas creio que não só em minha igreja, mas em algumas outras, os irmãos presbíteros têm muitos compromissos com seus respectivos trabalhos e ficam com tempo escasso para este tipo de pastoreio. Entendo que o pastoreio é prioridade dos presbíteros, mas creio tb que os diáconos e também outros líderes deveriam ter coração de pastor e poderiam ao menos, visitar os membros e buscar juntos o crecimento da igreja, uma vez que os que deveriam cumprir com este papel estão impedidos de alguma forma. Desculpe-me pela "carta", mas estou triste vendo não só a minha igreja, como de outros irmãos pararem e abraçarem o "deixa pra lá,sempre foi assim!!!
Gnde abço, rev

Alex

Responder
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Anônimo
AUTOR
25/9/07 11:43 delete

Estimado Rev. Augusto Nicodemus, as suas reflexões são de grande valia, especialmente em um momento como o nosso, quando, com pesar, assistimos, em algumas localidades, a estagnação da Igreja do Senhor Jesus Cristo. A navalha corta e precisa cortar e ferir os acomodados, aqueles que, por razões mil, desempenham um "ministério de manutenção" sob o som do frevo que diz: ´isto aqui tá muito, isto aqui tá bom demais´. Que as reflexões nos levem às mudanças necessárias.

Grande abraço,
Roberto T. Santos, pr - bh

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Luiz Bueno
AUTOR
7/10/07 06:48 delete

Caro Rev. Augustus,
digo sempre, é uma pena, que a Igreja não se utilize de seus missiólogos que também são reformados, para dirimir algumas questões que até mesmo por você não são respondidas. Seria muito bom que em todos os seminários pudessem os alunos terem acesso ao livro de Johannes Bavinck: Uma Introdução a Ciências de Missões, homem reformado, que jamais ninguém da IPB traduziu e que desde 1960 podemos chamar de uma luz no fim do túnel para questões que voce levanta. Creio em tudo que colocou mas creio que os maiores responsaveis pelo não crescimento da igreja é a igreja mesmo e o currúculo e conteúdo de nossoss seminários. Seria bom também que os estudantes de teologia entendessem que ser pastor é ler Johannes Verkuyl, professor de nosso querido Francisco Leonardo, que escreveu Contemporay Missiology, reformado da Holanda. É uma pena que pastores já experimentados não tenham acesso a estes títulos pois muitas questões missiológicas ficam engavetadas pelos seminários por falta de informação e orientação. Lamento que ainda estejamos levantado estas questões tão importantes e traduzem o que es~tá no coração de Deus e que por se defender uma teologia apolégética não somos ousados como esses missiológos reformados ainda na década de 60 já falavam sobre crescimento de igreja e um pastoreio missionário. Gostei da sua inicitaiva. Mas peço que influencie esta gente. Vale a pena. As pedras estão clamando.

Responder
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Luiz Bueno
AUTOR
8/10/07 15:09 delete

Caro Augustus,
desculpe os êrros de português. Achei o seu blog, e estava saindo para o culto quando escrevi rapidamente e infelizemente não fiz as correções necessárias. Por favor, se puder me devolver as farei, ou então fique a vontade, se puder fazer agradecerei imensamente. Valeu, um abraço,
Luiz

Responder
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8/10/07 15:49 delete

Caro Luiz,

Não se preocupe com os erros de português nesse espaço. Trata-se de um blog, onde as comunicações são espontênas e rápidas, com pouco tempo para revisão. Fique tranquilo. E obrigado pelo comentário e as informações.

Um abraço.

Responder
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Anônimo
AUTOR
16/10/07 11:31 delete

Caro pastor, é fácil escrever sobre a pouca frequencia que se vê em muitas igrejas reformadas, mormente presbiterianas. Difícil é admitir que a postura dos pastores conservadores advém de sua formação, notadamente reacionária, hermética, avessa à tudo que se apresente como "novidade". O SR. mesmo tem responsabilidade naquilo que critica. A formação nos seminários é retrograda, e não forma os pastores para trabalhar de tal forma que a igreja cresça. Li o artigo e pensei: "puxa, será que ele sabe que ele é um dos responsáveis por essa situação?" Muitos pastores defendem sua pequena igreja em nome da "verdadeira expressão reformada da fé". Os livros, estudos, cursos e seminários que seguem a linha do Jumper é que fomentam isso. Assumam a devida responsabilidade pela forma de pensar que o próprio artigo critica!

Responder
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16/10/07 15:08 delete

Anônimo,

Contrariando a regra, publico seu comentário. O anonimato é coisa feia. Por que esconder-se quando faz críticas?

Primeiro, não é fácil escrever sobre esse assunto, não. Como eu disse, "corta na carne". Tive o privilégio de pastorear igrejas que eram pequenas e que mais que dobraram durante o meu tempo de ministério. Uma delas é a Primeira Igreja Presbiteriana do Recife. A Igreja que pastoreio hoje em São Paulo tem mais de 300 membros. Não é fácil escrever sobre esse assunto sabendo que muitos pastores vão se sentir atingidos. Mas, entendi que deveria fazê-lo.

Discordo de sua avaliação, de que o problema dos pastores conservadores advém de sua formação. Primeiro, porque muitos pastores conservadores -- e parece que você se refere somente aos presbiterianos, quando meu post envolvia conservadores em geral, de todas as denominações -- se formaram nos mais variados seminários, das mais diferentes linhas. Segundo, não conheço nenhum seminário de linha mais conservadora que considere igrejas minúsculas como sendo o ideal e o normal. Aliás, um dos mais conservadores que conheço acaba de ter uma semana teológica sobre missões urbanas e crescimento de igrejas. Esse mesmo seminário tem um programa de evangelização que emprega os seminaristas todo fim de semana.

Todavia, concordo com você que a formação pastoral no Brasil, em geral, de todos os seminários, precisa ser adaptada à realidade urbana, para que pastores de todas as linahs sejam treinados na plantação de novas igrejas sem cair nos erros do pragmatismo.

Você me acusa como responsável pelas igrejas minúsculas dos conservadores. Você deve ter alguma coisa pessoal contra mim para dizer uma bobagem dessas. Sou eu quem está levantando o assunto, ô mané! Sou eu quem está fazendo a crítica e reclamando da situação. Não deu para entender? Você já foi meu aluno? Já leu o que escrevo? Acho que não, para poder dizer uma asneira dessas.

Mais despropositado ainda é acusar o Jumper por promover isso!! é o único centro de pós em teologia que tem um curso de doutorado em ministério voltado exatamente para o pastorado, para as questões práticas, inclusive plantação de igrejas.

Acho que quem deve assumir alguma coisa é você. Comece assumindo sua identidade. É fácil mandar os outros assumirem responsabilidade por detrás do anonimato.

Responder
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rodriggus
AUTOR
26/10/07 11:00 delete

Caro Dr. Augustus

Como pastor presbiteriano me senti muito tocado pelo seu artigo. Realmente o que o irmão disse é a mais pura verdade.
Confesso que no final de minhas mensagens, muitas vezes tenho receio de fazer algum "apelo" para não cair no erro de ser "apelativo".
Nós reformados precisamos aprender a discernir o tempo e aplicar as verdades sagradas segundo a nossa realidade e atual conjuntura.
Sou reformado e creio que podemos sim, pregar e viver o Evangelho no poder do Espírito Santo, cultuando com alegria e alcançando o coração dos pecadores com a mensagem da cruz.
Seu post realmente é por demais pertinente para toda comunidade reformada.
Deus o abençoe.

Responder
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29/1/08 12:44 delete

(desconcidere o comentario anterior)

Caro Dr. Augustus

Muito correto e verdadeiro seus comentários, bem como suas conclusões.

Tenho me preocupado intensamente com o crescimento sadio do corpo de Cristo em todo o mundo.

Sou pentecostal histórico e nesse âmbito tenho visualizado de perto muitas comunidades nanicas, assim como no âmbito batista/reformado. Com base nessas observações tenho concluído que o nanismo (culminando algumas vezes com a completa dissolução da comunidade e fechamento da igreja) tem como causas principais a má administração, a falta de visão, a falta de vocação pastoral, a danada da "infalibilidade pastoral" e impiedade (mesmo) de seus líderes (nos dois âmbitos observados).

Outro fator que tenho vivenciado de perto é a extrema preocupação com doutrinas e dogmas de cunho específico e a falta de doutrinação bíblicamente prática (vida cristã, família, oração, jejum, correto uso dos dons espirituais...).

Outro perigo para as igrejas cristãs de todo o mundo tem sido o crescimento desordenado das profissões de fé neo-pentecostais que atraem multidões de pessoas oferecendo prosperidade material e cura para todos os males, deixando de lado a salvação de suas almas (isso faz com que as pessoas se acostumem com a vida nesse mundo levado-as a idolatrem seus mestres).

Contudo líderes realmente comprometidos com a Palavra de Deus têm prestado um enorme serviço ao Reino de Deus e suas igrejas não só são exemplos de como crescer em número e com qualidade.

um abraço!

Que a paz do senhor esteja contigo!

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Cleber Pimentel
AUTOR
15/8/08 15:51 delete

Caro Rev Augustus
Confesso que fou uma grata surpresa vê-lo expressar, como expressou, sobre esta questão de um culto mais atraente. Acho que também foi um ato de coragem de sua parte, tendo em vista sendo o senhor um dos expoentes de boa influência em nosso país. Li alguns posts e gostei de ver seu lado humano, me encorajou muito.
Em Cristo
Rev Cleber

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17/8/08 14:00 delete

Caro Pr. Nicodemus
Infelizmente devo discordar da forma como o artigo foi apresentado, por parecer que Deus está atado e não pode agir em sua Igreja. Fico triste quando homens como o senhor propõe métodos para atrair pessoas.
O que precisamos realmente é sermos crente de fato: orando, evangelizando, nos importando com o irmão, dando testemunho da razão da nossa fé, e nao usarmos estratégias para atrair pessoas (rosa abençoada, copo d'água, lenço ungido, sessão do descarrego, etc.).
O problema não está na forma do nosso culto e sim, ao meu ver, na falta de compromisso de cada um na obra do Senhor Jesus. Não precisamos de dança no nosso culto para que os jovens venham para Jesus.
Tenho a sensação de que querem que eu torça por um time, mas vista as cores de outro clube. Imaginem um torcedor do Corinthians com as cores do palmeiras, não dá. Caso isso ocorra é melhor parar de torcer ou passar para o outro clube (desculpem-me pela comparação).
Acredito que o melhor caminho é: assumirmos as responsabilidades como crentes em Cristo Jesus, respondendo ao Ide do Senhor, orar e agir como crentes, e não, abandonar nossa identidade.
Que Deus nos esclareça e nos mantenha unidos em Cristo Jesus.
Amém

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18/8/08 10:12 delete

Caro Fernando Colen,

Peço desculpas se dei a entender que estou defendendo que no culto devemos ter danças, coreografias, corretnes de oração por prosperidades, uso de sal grosso e outras práticas neopentecostais.

Eu discordo absolutamente dessas práticas e jamais as defenderia.

Se o irmão tiver a oportunidade de ler o que escrevo aqui nesse blog, verá qual é a minha posição. Sou radicalmente CONTRA um culto centrado no homem e que tem o objetivo de entreter os presentes.

O que eu quis pontuar foi que muitos pastores conservadores ficam no outro extremo quanto ao culto e à pregação, sem qualquer preocupação em alcançar pecadores e interessados e em ver sua igreja crescer. É só isso.

No mais, obrigado por seu comentário e seja bem vindo ao nosso blog.

Abraços!

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Vitor Maia
AUTOR
12/10/08 18:29 delete

Boa noite
Finalmente um ano e pouco depois do Irmao ter escrito eu li esse texto.
Dou graças a Deus pelo que escreveu.
Sou Pastor em Portugal ha 17 anos na Igreja reformada ( www.igrejareformada.pt) e estive 13 anos sem uma nova pessoa na Igreja. Só nos ultimos 4 chegou gente nova que ficou.
Creio que o segredo da mudança, foi a oração e o tipo de culto mesno ritualista que começamos a realizar. Deus tem-nso abençoado e dado crescimento. Passamos de 10 pessoas para cerca de 45 em 4 anos. A Deus toda a glória.
Creio que a Igreja Reformada tem realmente a doutrina certa, mas penso que temos tido práticas erradas em muito casos ( falo até por nos em Portugal.)
Desejo que o Senhro a todos ilumine pois creio que sempre procuramos fazer tudo para Sua glória.
Que Deus a todos abençoe.
Vitor Maia

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Anônimo
AUTOR
26/10/09 01:04 delete

Pr. Nicodemos, que a graça e a paz do Senhor Jesus enquietem seu coração dia a pós dia, para que como arauto possas proclamar as verdades do Reino.
Creio que algumas soluções práticas que os líderes reformados devem tomar e que com toda a certeza irão impactar todo o rebanho são:
1- Orar mais e ler menos ou orar na mesma proporção em que lemos (Já temos uma boa doutrina.)
2 - Jejuar mais (o jejum nos enfraqueçe e quando somos fracos aí é que somos fortes)
3 - Trocar o gabinete pela rua;
4 - Usar a metodologia de células (ou grupo familiar) isso irá facilitar os relacionamentos;
5 - Buscar imitar o estilo de ministério dinâmico que o Senhor Jesus desenvolveu.
um abraço.

Filipe Guimarães
filipeoligui@gmail.com

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2/1/10 17:10 delete

Fui extremamente impactado ao ler tão expressiva, corajosa e sincera confissão. (vinda de um pastor conservador)
Comentei recentemente com um nobre amigo pastor (presbiteriano) sobre minha postura insatisfeita acerca do comportamento das linhas denominacionais radicalmente opostas.
De uma vertente temos o jardim de infância com suas meninices e devaneios estilo "rétété de jeová" (propositalmente com letra miniscula) e por outro lado um engessamento da manifestação de alegria e uma tentativa de controlar (o incontrolável) a liberdade da operação do ES.
Se há preconceito, existem de ambos lados.
Então sejamos Reino.
Sejamos apenas crentes em Cristo.

Saudações no Senhor.
Rev. Junior Firmino
servodecristo@yahoo.com.br

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Nathalie
AUTOR
18/7/13 14:43 delete

Concordo com os pontos apresentados mas creio que faltou constatar que as igrejas também estão (com raras exceções, vivendo e pregando uma fé desconectada das demandas das comunidades e cidades. Não são igrejas relevantes, que fariam falta para a comunidade local -de não fiéis - se deixassem de existir, são igrejas que não caem na "graça do povo" como a igreja primitiva. Os jovens também não se sentem acolhidos com seus ideais neste tipo de igreja. EM outras palavras, falamos muito, mas ainda não somos igreja que vive o evangelho integral.Os pontos falam de evangelização e missões sem nenhuma referência à missão integral. Desculpe se não percebi...

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20/7/13 03:49 delete

Fiquei muito feliz ao ler este post. Creio que Deus o despertou, como homem de Deus e influente que és, para nos ajudar neste tempo de "comodismo reformado". Há pouco, ouvi uma senhora defender que somos uma igreja (Local) com um nível bom de evangelização pelo fato de sermos presbiterianos, pois, com o nosso testemunho pregamos (o que de fato é verdade). Ela realmente crê que o simples fato de dizermos que somos crentes exercendo uma vida honesta e piedosa diante da sociedade é suficiente para a realização do pleno evangelismo. Que Deus continue usando o senhor para nos orientar para a Glória de Deus. Abraços. Ah... e se puder, convido-o a visitar o nosso Barco Missionário, Luz do Guaporé, em Costa Marques/RO. Serás muito bem vindo! O povo aqui gostaria muito de conhecê-lo.

Pr. Petrônio

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23/7/13 10:12 delete

Graça e Paz!
Pastor Augustus esse é mais um texto edificante que Deus proporcionou por seu intermédio.
Li, analisei, e, do mesmo modo, fiz isso com os comentários. Como Presbítero da IPB, exercendo meu ofício no interior da Bahia, percebo o quão urgente é que, tanto pastores, como os demais membros, comecem a questionar suas condutas, ou nossas condutas. Achei interessante o comentário do Pastor Ludgero, e de outros, e me questionei se o no caso específico dele o crescimento da Igreja se dá pelo fato de serem bem visto, por se sentirem numa igreja de fato. Ou, por ser BH uma cidade com mais 02 milhões de habitantes, é lógico que haverá um número maior de pessoas com concepções ou até mesmo por causa da comodidade, uma cidade grande, IPB perto, ter um número de membros razoável. Seria o caso de convergência lógica. Porém, voltando ao tema do post, as mudanças proposta não se relacionam diretamente com as orientações do Princípio Regulador do culto, ou, como o senhor citou em um comentário aos demais ensinos da fé reformada (por exemplo os 5 pontos calvinistas). Uma mudança na atitude dos membros quanto aos de fora, cordialidade, atenção, afeto. James Kennedy, idealizador do Evangelismo Explosivo, em uma de suas pregações, disse que não se pode obrigar um camelo a beber água, mas, pode-se fazê-lo ter sede, basta por sal em sua boca. Se o cristão não compartilha o Evangelho, ou, sua vida não atraí outros a respeito de sua fé, como fazer com o que os "não-crentes" ouçam o Evangelho? Pq alguém vai querer ir a Igreja? Não precisamos de um culto centrado no homem para que as pessoas queiram ir a Igreja, precisamos, creio eu, numa vida centrada em Cristo. E, se for na Igreja o lugar onde vão ouvir o Evangelho de Cristo, creio, que devemos nos tornar atrativos, sem abrir mãos das determinações bíblicas para tal, sem tirar a centralidade de Cristo do culto, e isso é possível, como está proposto no seu texto! Que Deus continue te abençoando e nos abençoando por seu intermédio!

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26/9/15 16:42 delete

Olá querido Pr. Augustus.

Quero louvar a Deus por sua vida e por inúmeras vezes, pela graça e bondade do Senhor Jesus Cristo, ter sido instrumento no aperfeiçoamento de nosso ministério, por meio de sua vida, seus escritos e palestras em Conferência, especialmente no Encontro da Fé Reformada em Manaus e na Fiel.
Quem o acompanha, o conhece e ora por seu ministério e por outros como Solano, Mauro, e demais servos mestres que o Senhor tem levantado em Sua igreja, sabe da seriedade e do zelo de seu trabalho.

Louvo a Deus também por mais esta contribuição tão necessária para nossas igrejas e pastores em dias tão difíceis e maus. Somos pecadores e mesmo zelosos e com o sentimento de temor ao Senhor no serviço podemos sim estar falhando em pontos essenciais para a vida da igreja, como este que é a disposição para um evangelhismo e testemunho mais ousado e relevante, como também o conformismo de ver uma igreja com uma história tão linda como a nossa e outras mais conservadores crescerem tão pouco em nosso país e no mundo.

Penso que devemos sim considerar, no Senhor Jesus Cristo, cada palavra deste post, bem como os comentários de alguns sábios irmãos que também amam ao Senhor, Sua Palavra e a igreja. Que precisamos nos render aos pés da cruz e nos arrepender do orgulho, de negligência e de outros pecados. Que precisamos suplicar mais da graça do Senhor Jesus em nossos ministérios e na igreja nesta geração. Que precisamos sim rever muito do que temos feito, como temos feito, a começar por nossa disposição diante do Senhor Deus.

Penso que este seu escrito foi de grande valia e nos tem feito pensar e discutir seriamente neste tema tão necessário.

Sugiro e encorajo a escrever mais, talvez um livro, para considerarmos mais ainda, e quem sabe - sim, o Senhor sabe! - nos voltarmos mais para O Senhor no Seu serviço para o progresso do evangelho e o progresso da igreja.

Que o Senhor Jesus continue abencoando sua vida, seu lar, seu ministério.

Em Cristo.

Pr. Antonio de Souza
Manaus

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