sábado, abril 12, 2008

Augustus Nicodemus Lopes

Por Que as Igrejas dos Neo-pentecostais Não Cresceram como Eles Gostariam


Não estou falando dos pentecostais clássicos e dos neo-pentecostais que têm suas próprias denominações e igrejas, as quais, geralmente, são numerosas e grandes. Os neo-pentecostais a que me refiro nesse post são os pastores de igrejas e denominações tradicionais e conservadoras que adotaram idéias e práticas típicas do movimento neo-pentecostal, na expectativa de verem crescer numericamente as igrejas que pastoreiam. Na minha observação, isso não tem acontecido. As igrejas deles permaneceram do mesmo tamanho de antes, ou mostraram um crescimento pequeno, em pouco ou em nada se sobressaindo às igrejas dos pastores conservadores dentro da denominação

Eu não sei quantos deles existem nas denominações históricas, como a presbiteriana, luterana, metodista, episcopal e batista, por exemplo. Acredito que são muitos. Eles permanecem filiados a essas denominações, estão ligados aos seus concílios, mas abraçam idéias e práticas dos neo-pentecostais, as quais são geralmente distintas daquelas que suas denominações, pelo menos oficialmente, aceitam. Como eu sou presbiteriano, vou me concentrar especificamente na minha própria denominação.

Acredito que alguns deles, quando entraram em igrejas presbiterianas, já tinham convicções neo-pentecostais. Por falta de maior cuidado no processo de formação pastoral e na ordenação ou consagração ao ministério da Palavra, eles se tornaram normalmente pastores e obreiros e tão logo assumiram uma igreja passaram à missão de "neo-pentecostalizá-la". Mais uma vez, nada contra os neo-pentecostais. Desde que eles permaneçam em suas próprias denominações e igrejas.

Outros viraram neo-pentecostais já dentro das igrejas históricas movidos pela pressão de fazer sua igreja crescer. A lógica é simples: os neo-pentecostais estão crescendo muito no Brasil. O que eles têm que eu não tenho? Qual a causa desse crescimento? Em que eles acreditam e o que praticam? E a resposta parece simples: batismo com fogo, batalha espiritual, expulsão de demônios, sinais e prodígios, unção com óleo, teologia da prosperidade, danças litúrgicas, coreografias, cultos de descarrego, quebra de maldições, línguas, profecias e visões, e por ai vai.

Assim, muitos pastores, líderes e obreiros presbiterianos e de outras denominações históricas resolveram adotar esse cardápio, ou parte dele, na expectativa de que fazer a sua igreja crescer, exatamente como crescem as igrejas dos neo-pentecostais.

Contudo, salvo melhor juízo da minha parte, as igrejas de pastores neo-pentecostais dentro de denominações históricas e conservadoras, particularmente a presbiteriana, não são muito diferentes em tamanho, força, pujança e alcance do que as outras da mesma denominação. São igrejas que têm, em média, 150 a 300 membros -- como as conservadoras. Conheço pastores presbiterianos que jejuam, profetizam, falam em línguas, dançam, pregam batismo com fogo e teologia da prosperidade, expulsam demônios, quebram maldições e decretam a bênção, mas cujas igrejas são pequenas, exatamente como aquelas dos conservadores de quem falei em outro post. Não chegam nem perto do tamanho das igrejas dos verdadeiros neo-pentecostais que eles querem imitar.


Não quero generalizar. Para ser justo, existem pastores presbiterianos neo-pentecostais que fazem tudo isso e têm, realmente, igrejas grandes. São muito poucos, todavia, e duvido que o tamanho da igreja deles seja resultado da implantação de práticas neo-pentecostais. Parece-me mais fruto do carisma pessoal desses pastores. As igrejas deles cresceriam de qualquer jeito, mesmo se eles fossem conservadores. E mesmo grandes, essas igrejas não são maiores do que a de outros pastores da mesma denominação que são conservadores, com delegação de atividades e que se preocupam com a doutrina e o crescimento espiritual do rebanho.


Creio que existem vários motivos para esse fracasso dos pastores neo-pentecostais dentro das igrejas históricas. Não estou duvidando ou questionando a integridade, santidade e honestidade deles -- somente esse ponto específico do crescimento de suas igrejas.

1) Por causa do treinamento e da teologia conservadora que tiveram nos seminários, não conseguem se liberar totalmente da carga e da herança tradicional e acabam sendo apenas pastores neo-pentecostais meia-boca. Neo-pentecostal mesmo, como o Pr. José Roberto, conhecido como o Zé Galinha do Mato Grosso, tem visão de galinhas falando em línguas e de galo interpretando, usa sal grosso e ramo de arruda, planta bananeira no culto se sentir vontade. Mas, os neo-pentecosterianos não conseguem ir até as últimas conseqüências. E ai vem o problema -- sempre haverá pastores mais neo-pentecostais do que eles, atrás de quem o seu povo vai. Conheço o caso de um pastor desses que introduziu um meio-pentecostalismo em sua igreja, abriu o apetite do povo, e em breve, uma grande parte da igreja saiu para outra igreja, dessa feita neo-pentecostal de verdade, onde o "fogo" e a "unção" eram maiores. No fim, esses pastores não são nem presbiterianos e nem neo-pentecostais, e acabam sem agradar nem a um lado e nem a outro. Suas igrejas permanecem bem menores do que as igrejas neo-pentecostais de verdade e do mesmo tamanho de igrejas conservadoras.


2) Outra razão é que pastores neo-pentecostais dentro das denominações históricas e conservadoras estão sujeitos à supervisão dos concílios. Nas igrejas neo-pentecostais os pastores são líderes incontestes. São apóstolos, bispos, fundadores e donos. Eles podem fazer o que quiserem e não prestam contas a ninguém. Já, por exemplo, os presbiterianos que são neo-pentecostais não têm metade dessa liberdade. Eles têm que dar contas aos demais pastores nos presbitérios e podem ser mandados embora de suas igrejas se exagerarem na dose de neo-pentecostalismo. Apóstolos podem exportar dólares dentro da Bíblia e ainda continuar sendo donos de suas igrejas. Eles podem alegar que passaram a noite batendo papo com Jesus, cara a cara, e ainda permanecerão em sua posição. Eles podem profetizar à vontade sem que nada do que disseram aconteça e fica por isso mesmo. Mas, os neo-pentecosterianos não têm essa imunidade eclesiástica. É por esse motivo que eles, de vez em quando, saem da denominação e fundam comunidades independentes, na tentativa de poderem fazer o que quiserem em termos de neo-pentecostalismo. Pelo que tenho observado, algumas dessas comunidades crescem, outras não. E as que crescem, ainda assim, raramente chegam ao menos perto das igrejas neo-pentecostais.


3) A verdade é que pastores neo-pentecostais dentro de denominações históricas e tradicionais serão sempre uma imitação pobre dos verdadeiros neo-pentecostais e não podem concorrer com eles. Os neo-pentecostais são muito mais experientes e profissionais em encher seus templos e movimentar as massas. Os nossos neo-pentecostais são meros aprendizes. Ao mesmo tempo em que digo isso, preciso ser justo. Com certeza existem pastores neo-pentecostais dentro das denominações históricas que são o que são por convicções pessoais, e não por mero desejo de ver sua igreja crescer. O que eu espero é que a realidade dos fatos (o não crescimento de suas próprias igrejas) produza alguma reflexão quanto a essas convicções.


4) O histórico de divisões, confusão e brigas nas igrejas neo-pentecostais dentro das denominações tradicionais nos aponta para outro fator que impede o crescimento das mesmas. Como os pastores neo-pentecostais estão tentando transformar igrejas que eram tradicionais em igrejas neo-pentecostais, irão encontrar resistência da parte de alguns, líderes e membros, que ainda acreditam que ser conservador é a melhor postura. Aí vêm as brigas internas, as divisões e as confusões, que cobram sempre um pedágio elevado no rol de membros. Muita gente sai dessas igrejas neo-pentecostalizadas por discordarem das novidades que seus pastores estão sempre trazendo, algumas chegando às raias do absurdo.


5) Apesar dos pastores neo-pentecostais jejuarem, orarem noite afora em cima do monte, decretarem o avivamento e a cura dos doentes, serem batizados com fogo, amarrarem e expelirem todos os demônios e Satanás inclusive, na prática, isso faz pouca diferença em suas igrejas. O número continua o mesmo, e a cada domingo é a mesma rotina de sempre. Nada realmente extraordinário acontece. Expelir demônios, dançar, cair no chão todo domingo, acaba virando rotina exatamente como a rotina das igrejas conservadoras. No fundo, muitos neo-pentecostais dentro das igrejas conservadoras lutam contra a cruel realidade dos fatos: não está dando certo, não está funcionando, a igreja não está crescendo. E o que acontece com os outros pastores que não são neo-pentecostais acontece com eles também: adultério, roubo, abuso de poder, e igrejas pequenas. E aí vêm as racionalizações e as justificativas: a culpa é dos conservadores incrédulos dentro da igreja, que impedem o fluir da ação do Espírito. A culpa é da máquina burocrática, da instituição pesada da denominação. Ou então, a culpa é do diabo.


Resta, agora, a inquietante pergunta: por que esses pastores neo-pentecostais ainda permanecem dentro das denominações tradicionais e não se desligam dela? Posso pensar em algumas razões. Quem sabe, gostam do prestígio da estrutura; gostam da auréola da rebeldia; gostam da sensação de superioridade espiritual que os envolve, principalmente quando comparados a alguns conservadores lamentáveis cujas igrejas são realmente minúsculas; se alimentam da organização denominacional – de seus seminários, institutos bíblicos, comissões, etc.; são apegados à propriedade (prédios e terrenos); alguns poucos, talvez permaneçam sinceramente, tentando “converter” a denominação de sua frieza e ênfase em doutrina e teologia. Há certamente ainda outras razões.


Quaisquer que sejam essas razões, a verdade permanece: não funcionou como eles pensavam que funcionaria. No fundo, a causa maior é simples. Neo-pentecostalismo não é sinônimo de verdadeiro avivamento espiritual. Crescimento de igrejas por conversão de pecadores não é como receita de bolo, que basta a gente achar os ingredientes e misturá-los na proporção correta. Há igrejas conservadoras que crescem mais que as neo-pentecostais dentro das denominações históricas. Um pastor presbiteriano pode fazer tudo que os neo-pentecostais fazem e ainda assim poderá não ver sua igreja aumentar de tamanho. Ao contrário, pode inclusive fazê-la diminuir, como tem sido alguns casos, pela divisão. É a Palavra de Deus, anunciada fielmente no poder do Espírito, por pastores e líderes com motivações corretas, que fará a Igreja crescer. Sem isso, poderemos gemer, clamar, decretar e profetizar até o fim do milênio, e a igreja vai continuar minúscula. Inclusive, a dos presbiterianos neo-pentecostais.

Augustus Nicodemus Lopes

Postado por Augustus Nicodemus Lopes.

Sobre os autores:

Dr. Augustus Nicodemus (@augustuslopes) é atualmentepastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia, vice-presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana doBrasil e presidente da Junta de Educação Teológica da IPB.

O Prof. Solano Portela prega e ensina na Igreja Presbiteriana de Santo Amaro, onde tem uma classe dominical, que aborda as doutrinas contidas na Confissão de Fé de Westminster.

O Dr. Mauro Meister (@mfmeister) iniciou a plantação daIgreja Presbiteriana da Barra Funda.

58 comentários

comentários
João Pedro
AUTOR
15/4/08 17:11 delete

Mais um excelente post, Dr. Augustus!

Eu trabalho numa congregação situada em um bairro muito carente na minha cidade, e é triste constatar que, em algumas casas que possuem uma TV, em muitas noites o seu passatempo é assistir ao "edificante programa do Missionário R. R. Soares"...

Mais uma vez, nada contra os neo-pentecostais. Desde que eles permaneçam em suas próprias denominações e igrejas.
Este também é o meu ponto de vista!
Não se trata de apenas uma ramificação diferente dentro da nossa doutrina, mas de uma outra teologia, completamente nociva à sã doutrina!
É bom que isso esteja a muitas léguas de distância das nossas igrejas!

Abraços de (mais) um admirador do seu trabalho!

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15/4/08 17:11 delete

Graça e paz amado Mestre

Muito pertinente a postagem.

Agora, eis a pergunta:
Como detectar um candidato ao ministério com características neo-pentecostais, antes que tentem "neo-pentecostalizar" a igreja?
A falha está em quem: seminário, concílio que o ordenou, próprio candidato, ou no diabo?

Acredito que são questões que merecem uma reflexão e a devida atenção, para evitarmos tais problemas que machucam, por vezes, o corpo de Cristo.

A paz
Tales

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15/4/08 18:22 delete

Nobre reverendo Augustus Nicodemus, aproveito a citação feitas às igrejas pentecostais clássicas (sou pr. da Assembléia de Deus), para expor um profunda preocupação pessoal. Enquanto por um lado, pastores das mais diversas denominações se frustram as tentar aplicar "receitas", "fórmulas mágicas" ou "a visão", não contemplando com isso os resultados esperados, por outro lado, as que esperimentam algum crescimento significativo (em boa parte dos casos), nãos crescem com qualidade.

Contemplamos uma geração de meninos na fé, que ao que tudo indica, não querem, ou não entendem que precisam amadurecer.

O "sentir", embora de certa forma necessário, tornou-se necessidade absoluta em detrimento da verdade da Palavra de Deus.

Nesse meio surge os pregadores "aproveitadores" e "manipuladores de massas", com uma mensagem tipo "chupeta de açucar" para alegrar a garotada.

Oremos pelo caos instaurado em alguns setores da igreja evangélica brasileira.

Um abraço!

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Anônimo
AUTOR
16/4/08 09:44 delete

Ricardo Meira (www.reformanumaperspectivabiblica.blogspot.com)


"A heresia vem montada nos lombos da tolerância".
(John MacArthur)

Sempre quando estou ensinando a palavra de Deus, falando sobre pré-destinação eleição limitada etc, tento passar para as pessoas, que nossa doutrina não é alienada e sem base nas sagradas escrituras. Vejo muito na doutrina reformada a preocupação de não levar aos eleitos de Deus palavra de heresias.

Acho que o ecomenismo doutrinário sempre foi brecha para o inimigo. E como se da mesma forma adotássemos a eucaristia romana imagens, santos para os atrair. Hoje é a forma de Orar amanhã as campanhas, correntes, promessas de prosperidades etc.

Não vejo problema algum de ser uma igreja mais carismática mais sensivel ao mover de Deus, mas devemos ser sempre cautelosos ao que esta entrando nas igrejas.

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Oliveira
AUTOR
16/4/08 11:53 delete

Caro reverendo

Sempre é um privilégio ler seus textos e saborear o seu estilo de escrever.

Me fugiu alguma coisa... que pergunto rapidamente:

1. Qual o fundamento bíblico para se refutar danças litúrgicas (que eu não gosto, mas não sei como argumentar contra biblicamente)?

2. O jejum? Algum problema no jejum? Em se jejuar?

Um grande abraço e obrigado pelo texto, foi muito bom, se bem que no meu caso estou no movimento inverso, indo cada vez mais no sentido de me despir da educação pentecostal em direção de uma interpretação bíblica reformada-calvinista-monergista.

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Roger
AUTOR
16/4/08 12:23 delete

Não conheço muito o que acontece nas igreja presbiterianas, mas um camarada como esse Paulo Roberto, tinha que ser condenado e preso. Só isso.

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Anônimo
AUTOR
16/4/08 12:25 delete

Caro Rev.Augustus,
Tanto os conservadores como os neo-pentecostais dentro da IPB erram ao tentar impor uma agenda estritamente humana em detrimento do divino. As atividades sociais (encontros, reuniões, jantares, etc.) ou novas posturas no culto (danças, coreografias, línguas, cambalhotas) são vazios em sua forma e conteúdo, pois nunca poderão preencher o vazio que somente Deus pode fazer. Estão demasiadamente ocupados com os periféricos e abandonando o principal. Assim, criam cultos hipócritas que não saciam o anseio do ser humano: se encontrar com o verdadeiro Deus. Desta forma, as igrejas se tornam clubes de afinidade, uns mais alegres, outros nem tanto, mas ambos cobrando uma frequência dos membros a eventos insonsos e cansativos, pois não conseguem transmitir graça e verdade em seus cultos. Esquecem da máxima da Palavra:" Eu plantei, Apolo regou, porém quem dá o crescimento é Deus". Ora, se Deus é quem dá o crescimento, por que não nos submetemos à sua vontade? De certa forma, conservadores e neo-pentecostais dão-se as mãos no quesito de olhar para os seus umbigos, quando deveriam estar olhando para cima. Enquanto a igreja estiver sendo conduzida por vontade humana não passará de um clube social com visão humanista, buscando a salvação por meio de preceitos e posturas. Ademais, o SENHOR Deus será achado por aqueles que o buscam , para o servirem em espírito e em verdade.
Saudações em Cristo,


José Paulo

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16/4/08 12:32 delete

Oliveira
Sobre as danças tenho a mesma dificuldade: de refutá-la biblicamente.
A propósito, hoje li que Davi dançou. O Sl 150 fala de louvar ao Senhor com danças.
Começarei a ver isso no hebraico.
Um grande abraço
A paz
Tales

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Cristiano
AUTOR
16/4/08 12:51 delete

Reverendo, sofro em conseguir "seguir a verdade em amor"... é um aprendizado difícil.
Como fugir da ortodoxia fria sem ser leviano com a doutrina e passar o verdadeiro calor da sã doutrina, principalmente a jovens e adolescentes que não resistem aos "fervorosos louvores extravagantes"e que atraem multidões,tanto estrangeiros como tupiniquins?
Como falar que "evangelistas"que pregam para 1milhão de pessoas(números pragmáticos)na África, desdenham de nossa herança doutrinária pq têm números,experiências e falam tanto em santidade...
Desculpe o desabafo, meu irmão é líder na UMP, dedicado, porém como outros jovens,não acham necessitar da sã doutrina.

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Gilberto Sampaio
AUTOR
16/4/08 14:13 delete

Ola Rev. Augustus e demais leitores do blog!

O problema do neo-pentecostalismo no meu pensar sempre foi a falta da suficiencia das Escrituras, não só nas praticas, mas nas convicções dos lideres desde movimento. Infelizmente a falta de Sola Scriptura não é um cancer que ataca somente neo-pentecostais; acredito que o remédio seja nós que pela Graça temos sido guardados fiéis na doutrina Biblica, proclamemos estas Verdades na esperança da Graça do Senhor em voltar estes irmãos a Sua Palavra em suas praticas e fé.

2Tm 4:2 "Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina."

Em Cristo que nos fortalece - Gilberto Sampaio

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16/4/08 15:51 delete

Amigos,

Obrigado pelos comentários iniciais. Vou apenas fazer referência à questão sobre jejuns e danças. Nada contra jejuns em si. Creio que é bíblico jejuar e já fiz isso algumas vezes. Meu ponto é que pastores neo-pentecostais usam o jejum como sendo uma das condições para fazer a igreja crescer. É disso que discordo.

Sobre danças litúrgicas, não pretendo abrir aqui uma linha de discussão sobre esse assunto. Apenas dizer que no meu entendimento os argumentos que se baseiam na dança de Davi, de Miriã e em alguns salmos que falam de dança não provam que a dança fazia parte do culto a Deus no Antigo Testamento, que lhe era oferecido no templo, conforme prescrito. E nem encontraremos no Novo Testamento qualquer suporte para danças no culto. Como sou calvinista, sigo o princípio de que no culto a Deus deveria constar aquilo que Ele revelou e ordenou em Sua Palavra. Há quem tenha outra abordagem: se não é proibido, então é permitido. Tento não seguir essa linha.

Abraços.

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Maria
AUTOR
16/4/08 16:16 delete

Sem delongas,verdade pura.

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Anônimo
AUTOR
16/4/08 16:38 delete

Dr. Augusto,

Gostaria de saber se vc acredita na manifestação dos dons do Espírito na igreja contemporânea? e a sua posição sobre a maçonaria?

Atenciosamente,

Ir. Anderson

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16/4/08 18:30 delete

Caro Reverendo Augustus Nicodemus, parabéns por mais essa matéria.

As doutrinas e práticas neopentecostais são prejuízos, não somente para igrejas reformadas, mas também para os pentecostais clássicos. O evangeliscalismo, de maneira geral, é o maior prejudicado pelos modismos dos neo-pós-pesudo-isso-pentecostalismo. O neopentecostalismo é o grupo religioso que mais se adequou ao “espírito de nosso tempo” (Rm 12.2).
Muitas igrejas pentecostais estão caminhando para uma reflexão teológica profunda, onde o valor da espiritualidade carismática é destacada. Creio que o caminho do “Movimento Pentecostal” é o exercício da teologia séria e trabalho exegético nas homilias. Eruditos, como o pastor batista reformado Andrew Lawrance King, acreditam que os pentecostais serão grandes produtores de material teológico no futuro. Hoje, já é possível vermos pentecostais como professores universitários e com ótimos trabalhos acadêmicos em teologia e outras matérias. Poderia citar vários pastores pentecostais de renome que são grandes teólogos, com ótima formação acadêmica, como exemplo dos pastores Paulo Romeiro e Geremias do Couto, ambos formados “Gordon-Conwell Theological Seminary”, cujo um dos principais professores é o pastor assembleiano Gordon Fee, respeitado hermeneuta.
Em contraponto ao avanço do pentecostalismo na academia, vemos muitos do nosso meio que tem aderido violentamente ao neopentecostalismo. Exemplo trágico é do Pr. Paulo Roberto, citado no artigo, que apresenta em muitas pregações aberrações de arrepiar a qualquer pentecostal ou não-pentecostal de bom-senso.
O neopentecostalismo pode encher ou não igrejas que aderem aos seus caprichos, mas certamente não está levando o Reino de Deus avante!

Gutierres Siqueira
www.teologiapentecostal.blogspot.com

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17/4/08 11:47 delete

Rev. Augustus,

Sempre aprendo muito ao ler seus posts. Mais uma vez, obrigando pelas lições!

Quanto a questão da "galinhas que profetizavam", fiquei chocado quando ouvi aquilo pela primeira vez. A que ponto o evangelicalismo neo-pentecostal tem chegado!? E o que doi mais no coração é ver pastores ditos presbiterianos imitando esse pessoal, sejam por motivações pragmáticas ou por ignorância teológica.

Postei em meu blog (indexreformado.blogspot.com) "a mensagem das galinhas profetas e do galo que interpretava".

Lastimável!

Abraços

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Marco Antonio
AUTOR
17/4/08 13:39 delete

Boa tarde a todos e Rev. Augustus, muito obrigado por este texto que trata de uma assunto importante e urgente.
Tambem sou pastor presbiteriano, aqui pelas bandas do litoral sul capixaba, e digo que, na parte final do texto, quando surge a argumentação sobre o porque destes pastores nao sairem das igrejas tradicionais, creio que poderia ser acrescentado, no que diz respeito à IPB, que muitos nao saem porque a nossa constituição nos garante o salário todo final de mês, sem maiores problemas, e ainda nunca abaixo de um piso previamente estabelecido, isso é uma estabilidade financeira. Outra questão tambem é que, apesar das mudanças nesta area no último SC/IPB, dificilmente um pastor presbiteriano fica sem campo de trabalho e sem o salario acima citado.

OBS: Gostaria de saber porque alguns colocam os seus comentários mas não se identificam.

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Anônimo
AUTOR
17/4/08 19:43 delete

“Quando é que a igreja vai parar de tentar entreter os bodes e voltar a alimentar as ovelhas?”

http://www.monergismo.com/textos/igreja/religiaoshow.htm

http://www.monergismo.com/textos/liturgia/os_instrumentos_musicais_schwertley.pdf

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simone quaresma
AUTOR
17/4/08 20:59 delete

Vivemos esta experiência quando meu marido cursou o SPN. Ele era seminarista de uma igreja Presbiteriana e acompanhamos por quatro longos anos o ministério de um pastor como este descrito no post.
Sua visão dos acontecimentos é milimetricamente exata!!!!
Infelizmente, no caso da igreja citada, os presbíteros e diáconos sérios, que viam os absurdos e abusos do pastor, foram um a um deixando a Igreja, ao invés de denunciarem o caso ao Presbitério e assim por diante. Isso entristece, conselhos sérios, que vêem as coisas erradas, mas por falta de orientação ou coragem não se pronunciam...
Concordo plenamente! A estabilidade financeira e o "status" que a IPB confere a seus ministros, mantêm nela, pastores que, apesar de jurar em suas ordenações que concordam e se submetem aos credos e confissões, nas costas, fazem diferente...

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Sefarad
AUTOR
17/4/08 21:47 delete

Uma análise brilhante e ponderada...

Embora eu saiba que não foi o objetivo pretendido, de o texto ser tão abrangente quando se menciona os "neo-pentecostais", mas eu gostaria de fazer uma pergunta: na prática, seria possível fazer uma distinção precisa entre pentecostais e neo-pentecostais? Faço esta pergunta, dileto rev. Augustus, porque percebo que normalmente há um certo cuidado ou cautela - por parte de muitos lideres tradicionais, incluindo também alguns reformados - em incluir no inventário das práticas e crenças aberrantes os pentecostais clássicos. Minha observação tem alguma procedência? Abraços!

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Roberto S.
AUTOR
18/4/08 10:04 delete

Preciso de ajuda! Desculpe desviar o assunto, mas não posso esperar mais. Sou novo convertido e estou numa igreja que diz que o batismo com água foi descartado pelo apóstolo Paulo, que tinha seu ministério voltado para os gentios. Dizem que os outros apóstolos pregavam para os judeus, por isso batizavam. Dizem que todos os gentios não devem passar pelo batismo, pois o consideram da lei e estamos na graça. Estou confuso, peço que me ajude, mostrando referências bíblicas de que Paulo batizou gentios. Eles usam 1 Corintios 1:17 para justificar.

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Oliveira
AUTOR
18/4/08 11:03 delete

Caro Sefarad

Eu nasci e fui criado numa igreja considerada pentecostal clássica, a Assembléia de Deus.

Eu diria que devido ao “mercado” acirrado das almas, hoje seu “inventário de práticas e crenças aberrantes” foi digamos ofuscado pela “criatividade” dos neo-petecostais.

Mas eu poderia listar várias, com as quais cresci, e que assim eram ditas:

- É pecado mulher cortar o cabelo, tem que deixar como Deus criou;
- É pecado mulher raspar as axilas, tem que deixar como Deus criou, as mulheres “não-espirituais” tinham vergonha de levantar os braços quando cantavam pois revelariam seu pecado (axilas não peludas);
- É pecado o homem deixar a barba crescer (fica com ar de bêbado, maltrapilho, não-convertido...);
- É pecado ter rádio (depois a medida que a IEAD colocou programas no rádio, então os “céus” convenientemente revelaram aos “profetas” para não mais condenar tal prática nas suas “mensagens”, e foi liberado);
- É pecado ter televisão, é o caixão do diabo, inclusive com dois chifres na cabeça (a antiga antena interna de TV) (igualmente ao rádio foi convenientemente liberada a medida que viam que os neo-pentecostais usavam tal ferramenta com resultado $$$, então deixou de ser pecado, e pasmem, os pastores da IEAD hoje se esforçam para pregar dentro do “caixão do diabo”) (eu tinha um pastor, hoje ainda um dos maiores líderes da IEAD aqui no estado que quando visitava a casa da minha avó, que tinha filhos não crentes e portanto tinha o “caixão do diabo”, que entrava de costas para a TV e ficava o tempo todo ignorando a mesma... hoje, passo na frente da sua casa e vejo uma bela duma antena de TV no telhado da sua casa...);
- É pecado ir no cinema;
- É pecado mulher raspar a perna (tinha até diácono escalado na entrada do culto de oração - sábado, para fiscalizar as pernas das moças e senhoras - ministério difícil este ein...) (enfim tinha que deixar como Deus criou);
- É pecado mulher usar maquiagem, brinco, trança, vestido da moda, etc... (supostamente baseado nas palavras de Pedro - a beleza da mulher tinha que ser interior e só);
- É pecado mulher usar “eslaque” (sabe-se lá como se escreve isto, é a calça para mulher);
- A saia era uma novela, quando a moda era mini-saia, era pecado pois mostrava as coxas das irmãs dando vazão ao libido e imaginação do homem; quando a moda era saia no joelho, então era pecado usar no joelho, tinha que usar um palmo acima ou um palmo abaixo (também tinha diácono escalado para medir o tal do palmo, a distância só de olhar...); o mais absurdo é que teve a moda da saia longa na canela, então era pecado usar longo (não seria a mais “espiritual” pois tapava tudo?) e sendo pecado-moda tinha que usar no joelho;

Então meu caro... foi só uma amostra grátis.
Eu cresci neste ambiente, onde os “profetas” aliados ao “pastores coronéis” dominavam a igreja a seu critério de espiritualidade, e “ligavam” e “desligavam” do céu quem atravessasse na sua frente, ou seja, na frente do “anjo do Senhor”.
E o povo temente obedecia.
Os filhos foram os que se tornaram rebeldes.

Mas quem, sem conhecimento bíblico sistemático, consegue resistir a uma “rajada de línguas estranhas”?
Ninguém se atrevia.

Eu poderia ficar listando outras aberrações (várias delas ainda existentes) por folhas e folhas, e assim destilando a minha desilusão e o meu desprezo por tais práticas que durantes anos e anos foi me colocado como sendo a pura vontade de Deus.

Você acha que eles perdiam para os neo-pentecostais?

Eu te digo mais, eles estão indo no caminho deles, ofuscados pelo $$$ fácil.
E dentro de 5 ou 10 anos, estarão no tapa disputando quem inventa mais aberrações para angariar povo (leia-se $$$), até por que os pastores de hoje perceberam o grande filão milionário e estão passando as suas igrejas para os próprios filhos que coincidentemente descobriram que também foram “chamados” para o ministério, (sem estudar sem nada chegam a salários de 10 mil mês e se saísem do “ministério” não conseguiriam nem vaga para ganhar 600 reais com o estudo que tem).

Meu caro não dá para esconder o sol com a peneira.
Sem falar da doutrina arminiana.

Enfim, a verdade é a verdade.
Não dá para relativizar ceticamente a verdade.
Ou é ou não é, e o evangelho arminiano é claramente humanizado.
Humanizado que é coloca o homem na mesma posição que Deus.
E assim é idolatria, idolatria da vontade, da vontade humana, de decidir quando deve “aceitar a Jesus” e se salvar em “parceria” com Deus.

Enfim uma mentira leva a outra, a teologia cristã-arminiana-humanista leva no tempo correto a práticas, como era mesmo o nome? “inventário de práticas e crenças aberrantes”.

E pelo que vi, o tal pastor que se “converteu” ouvindo galinhas a falar em línguas, é sim da IEAD, isto mesmo esta que nem neo-pentecostal é, mas considerada uma igreja orgulhosamente pentecostal clássica.

O que é isto pentecostal clássico? (a do cabelo, da axila, etc.... de deixar como Deus criou?).

Chega!

Desculpe destilar aqui um pouco das minhas desilusões.

As estes todos, tenho vontade de usar “a estes nem saudeis”, mas fazer o quê? São meus irmãos, de sangue inclusive. Vamos orando para que a graça os alcance e saiam da ignorância.

O reverendo Nicodemus várias vezes relata que a CPAD tem publicado excelentes livros reformados, reformados? Pois é, eu acho que eles nem lêem os livros os chefões, e os editores pessoal de baixo e médio escalão, estão lendo e se convertendo ao evangelho reformado, e sabendo que eles não lêem, vão publicando tais obras para ver se aos poucos o povo vai se libertando.

São como já disse alguém “hereges fiéis”, ou seja, tem fé sincera, mas pregam heresias e explicam sua fé de forma totalmente equivocada.

Desculpe o tamanho do texto e ignore os erros de português (escrevi num impulso).

Faltou dizer que as unhas podem ser cortadas sim, de uma forma que eles nunca explicam, neste caso não devemos deixar como Deus criou....

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18/4/08 14:14 delete

Rev. Nicodemus, desculpe por ocupar esse espaço novamente, mas tenho que fazer algumas observações referentes ao comentário do irmão Oliveira.
No seu comentário, o Oliveira tenta mostra que Pentecostalismo Clássico é sinônimo de usos e costumes extremados. Sendo então o legalismo a diferença entre um pentecostal e um neopentecostal. Ele repete um discurso ultrapassado sobre os pentecostais e sem bases sociológicas e históricas, o que é comum entre os violentos críticos do pentecostalismo.
Há diferenças abismais entre o pentecostalismo e o neopentecostalismo e os “usos e costumes” não podem ser colocados nessa lista (Isso porque esses costumes estão mudados). A diferenciação é totalmente teológica, pois doutrinas como “batalha espiritual”, “confissão positiva”, “bênção de Toronto”, “teologia da prosperidade”, “triunfalismo”, “regressão psicológica” etc, são totalmente rejeitadas pelos pentecostais clássicos.
Não se pode criticar o pentecostalismo baseados em pastores como o Paulo Roberto e outros tantos que envergonham os assembleianos. A crítica ao pentecostalismo, ou qualquer outro grupo religioso, deve ser a partir de sua literatura oficial. Interessante observar que é raro ver alguém que critique o pentecostalismo clássico rebatendo as idéias de teólogos como Stanley M. Horton e Roger Strostad, para citar alguns (Essa foi até uma observação do teólogo reformado Vincent Cheung.).
Antes de críticas tão duras ao pentecostais clássicos, recomendo a leitura das matérias e artigos do jornal “Mensageiro da Paz”, que pelo estatuto das Assembléias de Deus, é a voz da denominação. Quem ler esse periódico verá o combate aos modismos neopentecostais, além da defesa da fé cristã ante o liberalismo no Ocidente.
Será que o amado irmão sabia que o exercício da apologética é forte entre os pentecostais clássicos? Você sabia que o “Instituto Cristão de Pesquisa” foi fundando por um pentecostal e dirigido, no Brasil, por vários pentecostais? Sabia que entre os maiores teólogos apologistas do Brasil há três pentecostais? Assim, mostrando a resistência dos pentecostais as invencionices neopentecostais.
O Oliveira coloca que o futuro dos pentecostais é a mercantilização. Não, não é. Sabemos que os pentecostais estão cada vez mais se preocupando em construir uma tradição acadêmica sólida, que não sucumbe nos modismos e nem na Teologia Liberal.
No final do comentário, o Oliveira coloca o arminianismo como um fator do “evangelho humanista” no meio pentecostal. Ora, em primeiro lugar, ser pentecostal não é ser necessariamente arminiano e se fosse por isso, os Metodistas deveriam ser tão neopentecostais quanto!!!
Repito a recomendação: antes de criticar a doutrina pentecostal é preciso fazer essa análise por meio de sua literatura. Só assim teremos um debate de idéias e não pensamentos baseados não emoção ou no trauma.
Obrigado.

Gutierres Siqueira
www.teologiapentecostal.blogspot.com

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Oliveira
AUTOR
18/4/08 16:02 delete

Caro irmão Gutierres

Você me chama de irmão, então retribuo a gentileza.
Não quero me envolver em debates intermináveis, mas apenas apresentando a minha tréplica as suas considerações:
1. Considero o Pentecostalismo Clássico como sinônimo de usos e costumes extremados, hoje resignificados como clássicos, mas proporcionalmente na história, e lhe falei de uma realidade dos últimos 40 anos, igualmente costumes extremados para a época. Éramos chamados até de “aleluias” de forma pejorativa;
2. Bases sociológicas e históricas...? Deixo então para você me apresentá-las todas. Quais são estas supostas bases que citas para justificar todas as práticas que citei? Me ensine!
3. Não sou um violento crítico do pentecostalismo, eu diria realista... mas eu entendo que você é idealista quando olha para os irmãos pentecostais e respeito.
4. Claro que há diferenças entre pentecostais e neopentecostais, eu generalizei e levantei a hipótese de que historicamente as diferenças existem pelo decorrer do tempo apenas. Dê tempo aos pentecostais e eles se tornarão neopentecostais;
5. Os costumes mudaram, eu reconheço, mas você já pensou porque mudaram? Liberam o rádio e TV por apreço as escrituras? Eu lhe disse que foi pelo amor ao mercado acirrado das “almas”;
6. Retirando a “regressão psicológica” e “bênção de Toronto”, todas as outras eu vi no ambiente da IEAD;
7. Talvez você entenda como pentecostalistas clássicos, um seleto grupo de teólogos assembleianos e não da liderança e povo como um todo, neste caso eu concordo com você que eles resistem sim as heresias neo-pentecostais;
8. Literatura oficial? Mas veja o que o maior teólogo, a meu ver, das Assembléias de Deus reconhece e diz (tirei do seu blog): “O teólogo pentecostal Antonio Gilberto comenta: Infelizmente, os pentecostais não tem uma tradição acadêmica. Estou dizendo isso com respeito. Sou pentecostal. Os nossos irmãos episcopais, metodistas, presbiterianos e batistas têm uma certa tradição acadêmica. Só fomos nos preocupar com isso há pouco tempo. Por isso, às vezes enfatizamos apenas a emoção e esquecemos a outra área.”. Eu leio alguns dos livros da CPAD é o melhor lançamento deles foi a história dos hebreus de Flávio Josefo.
9. Nunca li Horton nem Strostad, mas se os ler, e eles forem antibíblicos, farei crítica nos meus pensamentos, se forem bíblicos, que Deus me abençoe através deles;
10. Eu leio e folheio esporadicamente o Mensageiro da Paz sim, e você nega, mas salta aos olhos que são arminianos sim, e que bom que eles combatem os modismos neopentecostais, mas nunca vi uma errata ou pedido de desculpas pelos modismos do passado e do presente dos próprios pentecostais;
11. Sobre suas perguntas no final, a resposta é sim para todas, apenas não imagino quem sejam os outros dois teólogos pentecostais dentre os maiores do Brasil. Me diga quais são.
12. Eu gostaria de partilhar do seu otimismo de que o futuro dos pentecostais não seja a mercantilização, eu sinceramente desejaria que todos voltassem a fé reformada (e já votei no seu blog a respeito), mas o fato meu caro é que nos programas de pastores da IEAD e nos intervalos, logo são oferecidos seus materiais para pagamento no cartão de crédito, cheque, em vezes, etc... e de forma acirradamente marketeira. Convido o amigo a visitar e ficar por alguns dias no Congresso da IEAD Missionários Gideões em Balneário Camboriú... depois me diga e conceitue o que é “mercantilização da fé”. Me ensine!
13. Finalmente, sobre o arminianismo, meu caro, me desculpe. A IEAD é arminiana até o último fio de cabelo. Óbvio que eu não misturo pentecostalismo com arminianismo, mas que eles IEAD são, isto são. Você é professor de Escola Dominical, jovem pregador, etc...? Então faça o seguinte, já que és um pentecostal calvinista: Passe a pregar a fé reformada-monergista-calvinista consistemente e constantemente.... Você será chamado atenção e invibializará sua carreira eclesiástica. Acredite em mim.
14. Acredite também em mim, eu cresci ouvindo e lendo de homens de Deus como Lourenço Olso, Antônio Gilberto, Kolenda Lemos, Satiro Loureiro, e os reconheço como tais, mas não me impede de discordar deles naquilo em que se equivocam. Aliás a medida que foram morrendo no Senhor a IEAD foi passando para outros que hoje, não são geralmente chegados ao ensino e leitura teológica, e tem sim passado a igreja para os filhos. Não me peça exemplos, pois eu poderia citá-los começando pelo meu estado e indo pelo Brasil afora. Todos eles foram arminianos. E dentre os atuais há sim homens de Deus sinceros. Calvinistas na IEAD são raros, só conheço os que lêem este blog como o editor do livro “E agora como viveremos?” que me foge o nome agora, e outros como você.
15. Conheço vários homens de Deus e conhecedores da Palavra na IEAD, e esteja certo disto, quando lhes questionei, nenhum deles sabia dizer o que era isto: pelagianismo, semi-pelagianismo, cassianismo, arminianismo, monergismo, preterismo parcial, teonomismo, etc... mas todos eram sinceros e fiéis a “Sã Doutrina” que tinham recebido e aprendido dos missionários no início do século passado. Isto está mudando é verdade, mas é aos poucos. Os calvinistas pentecostais são “perseguidos” no ambiente da IEAD;
16. Trauma? Sim... Sim.... e Sim.... e dos grandes!
17. Não se ofenda comigo. Me desculpe por tudo. Procure entender o meu “trauma” e fico realmente feliz que Deus esteja levantando jovens como você para trazer novas luzes para a IEAD onde tenho muitos parentes, amigos e conhecidos. A IEAD precisa e sim urgente de um movimento reformado, e que pode partir de jovens como você.

Um abraço

PS: Reverendo... prometo que neste post, não me manifesto mais. Minhas desculpas.

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18/4/08 16:42 delete

Para encerrar a minha participação nesse post.

Irmão Oliveira, obrigado pelas respostas e visita ao meu Blog.
Só quero deixar claro que o meio pentecostal apresenta sérios problemas, como esse congresso que você citou, mas tenho esperança que isso será cada vez mais exceção em vez de regra no meio pentecostal.
A recomendação que falei na última resposta, eu a mantenho, pois para todos que quiserem conhecer o verdadeiro Pentecostalismo Clássico recomendo a leitura dos livros dos teólogos Donald Gee, Rick Nañez, Stanley Horton, Anthony D. Palma, Roger Strostad, William Menzies etc (todos possuem livros em português). Esses autores reconhecem os problemas no meio pentecostal e apresentam as soluções, mas sem desprezarem a herança pentecostal. Além desses autores recomendo a leitura dos brasileiros Antonio Gilberto e Paulo Romeiro.
Para responder sua pergunta, entre os maiores apologetas brasileiros, mencionei que há três pentecostais, são eles: Paulo Romeiro, Natanael Rinaldi e Esequias Soares. Todos esses passaram pela presidência do ICP, que foi fundando nos EUA pelo pentecostal Walter Martin.
Encerro aqui minha participação nesse post e agradeço ao irmão Oliveira e ao Rev. Nicodemus pelo espaço.

Recomendo a todos a leitura do artigo do teólogo reformado Vincent Cheung no site Monergismo.com:
http://www.monergismo.com/textos/dons_espirituais/alguns-com-cessacionismo_cheung.pdf


Gutierres Siqueira
www.teologiapentecostal.blogspot.com

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gil
AUTOR
19/4/08 08:23 delete

Olá Rev. Augustus!
Quero louvar a Deus por este Blog, o mesmo tem contribuído para minha edificação. Igualmente, parabenizá-lo por este post. Este "alerta" é de uma importância ímpar, pois muitos cristãos estão sendo levados por ventos de doutrina. Infelizmente, muitos líderes estão apenas preocupados com números, resultados e isso a qualquer custo. Daí lembramos de Spurgeon quando um dia Concluiu sobre a insanidade de alguém se guiar pela popularidade e disse: “Já faz muito tempo que parei de contar cabeças. Geralmente a verdade está com a minoria neste mundo mau”.
Deus continue lhe ajudando Rev. Augustus!
Prossiga batalhando pela fé que uma vez por toda nos foi dada... Este conjunto de verdades pregado por nosso senhor Jesus Cristo e pelos apóstolos. Termino com as palvras do Pr. Gilson Santos: "O melhor método para a erradicação do erro ainda é publicar e praticar a verdade. Precisamos tornar clara nossa posição, com palavras e obras, em favor da verdade e contra as falsas doutrinas. Quase sempre, é no vácuo deixado pela negligência e descaso em proclamarmos” todo o conselho de Deus “que proliferam as seitas e heresias. Quando a verdade silencia, as opiniões falsas parecem plausíveis".
Em Cristo,
Gilcimar Cabral

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Anônimo
AUTOR
19/4/08 10:56 delete

Prezado Rev. Augustos.

Aprecio e muito os seus posts, mas pra ser sincero, acho que o irmão errou feio nessa abordagem.

Sou pastor presbiteriano convicto da doutrina reformada, porém, tenho restrições com relação a Eclesiologia e a Liturgia dos reformados, mesmo porque, segundo a CI/IPB, a liturgia de uma igreja presbiteriana é de responsabilidade de SEU pastor (grifo meu), e ninguém deve se intrometer na forma liturgica de uma igreja presbiteriana, a não ser que a CI/IPB, nesse ponto, seja reformulada.

Creio dessa forma e não sou neo-pentecostal e creio que os meus pares na IPB, que adotam práticas dinâmicas e contemporâneas na liturgia, não são também.

É fácil para aqueles que estão no eixo Rio/Sampa, que pastoreiam igrejas que lhes pagam altos salários somente para pregarem uma vez por semana e não "se intrometerem na vida de ninguém", ou seja, não precisam pastorear, que trabalham nas uviversidades da IPB e de outras, que tem oportunidades de estudar aqui e lá fora, muitas vezes, patrocinados pelas igrejas ou pela denominação, coisa que a maioria não tem.

É fácil criticar pastores de outras regiões, que estão fazendo a obra e proporcionando crescimento para a IPB, tendo que "matar um Leão por dia", concorrendo com Pentecostais e Neo-pentecostais, que estão bem ao seu lado, e que ainda são rotulados de Neo-pentecostais, só porque, permitem uma coreografia de adolescentes e jovens, ou usam uma ferramenta como retiros de final-de-semana, para evangelizar descrentes e fortalecer a crentes.

Concordo que haja desvio de conduta doutrinária por parte de alguns, mas, não posso concordar, que colegas pastores sejam criticados dessa maneira, só porque eles acreditam em uma estratégia de evangelização diferente, enquanto que outros, nem preocupados com evangelização estão, pois estão acomodados nos seus gabinetes, preocupados apenas com os títulos acadêmicos que podem obter.

É assim que eu penso, porém respeito os que pensam diferente de mim, mas também quero ser respeitado.

Rev. Raimundo Mendes
SLZ - MA

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Anônimo
AUTOR
19/4/08 13:31 delete

Pastor Augustus,
Destacou-se as imitações (até grosseiras )feitas por alguns "presbiterianos". Entretanto, pergunto sobre aqueles que não imitam dessa forma, mas de um modo ou de outro têm introduzido, principalmente no que concerne ao culto, fogo estranho. Podemos colocar como ex. a instituição de células chamados de "grupos familiares"; coreografias (em uma igreja local daqui só parou quando houve uma determinação da IPB); a ênfase exagerada no louvor em detrimento da pregação, apelando-se para o emocionalismo (cito uma congregação presbiteriana que no louvor era só "aleluia" e no momento da pregação alguns não paravam de bocejar, e de maneira audível).
Atualmente em minha cidade passa-se em frente da maioria das igrejas presbiterianas (90% delas) durante a semana e estão FECHADAS ou com uma reunião "informal". O culto está nas células.
Será que tanto no escandaloso quanto no aparentemente inofensivo não haveria um modo de freiar tendências estranhas na IPB?
Enquanto isso nos que aderiram às essas coisas estranhas a regra é o baixo nível espiritual dos crentes. Poucos leêm alguma literatura sadia.
Não há mais convicção de pecado, o culto (dominical) é tão "alegre" que como se poderá pensar nisso???
Creio que o Sola Scriptura foi substituído pelo que "me agrada" e por aquilo que "me faz sentir-me bem" com um pouco da Palavra.
Um bom número são irmãos em Cristo, mas é patente que o leite que está sendo dado não é "genuíno" e em algum momento vai fazer mal de forma mais aguda. O que vai ser da geração que virá?
Não se pode olvidar que em boa parte das coisas erradas feitas pelos reis de Israel, as conseqüências ficavam para a próxima geração.
Acho que seria bom se a IPB (falo mais da IPB que possui legítimo poder de decisão) tivesse mais do "não-conformismo" puritano, em não permitir ou restringir ao máximo essas tendências sejam grosseiras ou não, na esperança que Deus nos abençoasse assim como fez com aqueles irmãos.
Que Deus nos ajude, pois os dias são maus.

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19/4/08 17:20 delete

Caro Rev. Raimundo,

Obrigado por seu comentário. Com certeza, posso ter errado feio nesse post, mas pelas reações positivas que ele recebeu de outros leitores, parece que acertei mais do que errei.

Pois é, Reverendo, o senhor se diz pastor presbiteriano mas que tem restrições à eclesiologia e liturgia reformadas. Todavia, quando o senhor foi ordenado, afirmou diante de Deus e do presbitério que aceita os símbolos de fé da IPB como a expressão correta da doutrina bíblica. Estes símbolos trazem a eclesiologia e a liturgia reformadas e o senhor disse que os aceitava, para poder ser ordenado pastor presbiteriano. Provavelmente o senhor foi sincero naquela ocasião. O que pretende fazer agora, após ter mudado de idéia?

Além disso, parece que o irmão desconhece as resoluções do Supremo Concílio da IPB que regulamentam a nossa Constituição. A liturgia é do pastor, certo, mas o Presbitério e concílios superiores podem supervisioná-la. Há pelo menos duas decisões do SC sobre isso. O irmão as desconhece?

As práticas dinâmicas que o colega se refere devem ser danças e coreografias no culto. Pois bem, não só o SC de 2006 como as Executivas de 2007 e agora de 2008 reafirmaram que a IPB não aceita essas práticas. O irmão também disse que aceitava autoridade e as decisões dos concílios quando foi ordenado pastor presbiteriano. E agora?

O senhor também se engana quando tenta me desqualificar para falar desse assunto insinuando que sou um teólogo de gabinete, preocupado com títulos e que não entendo do pastorado nem tenho preocupação evangelística. Sou pastor de uma igreja local aqui em São Paulo, onde participo pregando, ensinando, tomando decisões com o Conselho. Nunca deixei o ministério, Reverendo, em troca da cátedra universitária. Meus títulos foram todos obtidos com suor, esforço e oração, para que eu me qualificasse melhor para o serviço do Reino. Não há nada errado neles, foram obtidos honestamente e debaixo da graça de Deus, que me deu essas oportunidades. E saiba o senhor que comecei meu ministério plantando igrejas no interior do Nordeste. Sei o que é matar um leão por dia, Reverendo. Matei muitos. E continuo matando. Plantei igrejas entre plantadores de cana, pescadores do litoral pernambucano e entre jovens drogados. Vi igrejas crescerem e dela sairem dezenas de vocações e pastores. Aqui na Universidade, lidero uma equipe de pastores capelães e diariamente evangelizamos esse rebanho de 40 mil pessoas.

Se o senhor está fazendo a IPB crescer, como diz em seu comentário, então não se doa nem assuma as dores. Esse post não foi escrito para você. Foi escrito para pastores presbiterianos que desrespeitam seus votos de ordenação e neo-pentecostalizam as igrejas que lhe foram confiadas, e o resultado é que elas nem crescem como eles queriam, e causam confusão no seio da denominação.

Aproveito para lhe fazer um convite, venha fazer um mestrado em teologia ou um doutorado em ministério aqui em São Paulo, como dezenas de colegas nossos estão fazendo, o irmão será muito bem recebido. Os conhecimentos e os títulos conseguidos com esforço e dedicação só vão contribuir para seu ministério.

Um abraço.

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Célio
AUTOR
19/4/08 22:33 delete

Caro irmão Augustus Nicodemus,

Há muito tempo venho pensando a respeito desse não-crescimento das igrejas presbiterianas que adotaram as práticas pentecostais e neo-pentecostais, principalmente em relação ao culto público.

De fato, penso que a sua análise foi bastante precisa sobre os principais fatores que têm impedido o crescimento dessas igrejas.

Todavia, eu acrescentaria mais um motivo: o amor de Deus pelas igrejas históricas tem sido um fator poderoso de inibição do crescimento das igrejas que se desviaram da doutrina reformada. Digo, na verdade, que é o amor de Deus pelas pessoas que estão nas igrejas reformadas, que ainda, apesar de todas as dificuldades, pelo menos em "tese" (Confissão), mantêm a verdade de Deus preservada do erro.

Como em Sodoma e Gomorra que Deus se mostrou disposto a não destruir as cidades se encontrasse nelas apenas dez justos, assim Deus tem feito com as igrejas reformadas.

Porém, é bom não abusar da longanimidade de Deus.

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Anônimo
AUTOR
20/4/08 09:36 delete

Caros irmãos presbiterianos,

O Rev. Raimundo Mendes disse: "Sou pastor presbiteriano convicto da doutrina reformada, porém, tenho restrições com relação a Eclesiologia e a Liturgia dos reformados, mesmo porque, segundo a CI/IPB, a liturgia de uma igreja presbiteriana é de responsabilidade de SEU pastor (grifo meu), e ninguém deve se intrometer na forma liturgica de uma igreja presbiteriana, a não ser que a CI/IPB, nesse ponto, seja reformulada".

Flagrantemente, trata-se de um excessivo desconhecimento da Constituição da IPB por parte do pastor Raimundo Mendes. Senão vejamos:

1) O art. 1º da Constituição reza que a IPB adota "...como sistema expositivo de doutrina e prática a sua Confissão de Fé e os Catecismos Maior e Breve; rege-se pela presente Constituição...";

2) O art. 8º dos Princípios de Liturgia, seguindo a CFW, estabelece quais sãos os componente ordinários do culto público: "leitura da Palavra de Deus, pregação, cânticos sagrados, orações e ofertas". E acrescenta que "A ministração dos sacramentos, quando realizada no culto público, faz parte dele". A sistemática doutrinária sobre o assunto, de um ponto de vista confessional, se encontra na CFW, XXI,I-VIII;

3) O art. 44 dos Princípios de Liturgia preconiza que "Estes Princípios de Liturgia são Lei Constitucional da Igreja Presbiteriana do Brasil, só reformável nos mesmos trâmites da Constituição";

4) O mesmo art. 44, acima aludido e transcrito, finaliza com as seguintes palavras dos constituintes: "E, assim, pela autoridade que recebemos, determinamos que estes Princípios de Liturgia sejam divulgados e fielmente cumpridos em todo o território da Igreja Presbiteriana do Brasil;

Portanto, é bem explícito que a liturgia presbiteriana é matéria constitucional (estabelecida na CIPB), cuja jurisdição alcança "todo o território da Igreja Presbiteriana do Brasil. Obviamente, a "Liturgia Presbiterina" está intimamente ligada à sua "Eclesiologia", mormente em relação ao seu "governo", justamente as questões contra as quais o rev. Raimundo Mendes se diz discordar, isto é, a não se submeter.

A alegação do referido reverendo é que a mesma CIPB, em seu art. 31, "d", prescreve que "São funções privativas do ministro: orientar e supervisionar a liturgia na igreja de que é pastor", presumindo que assim a Constituição está lhe dando "carta branca" para adotar qualquer forma litúrgica que conceba, assim como também imunidade de qualquer ingerência, seja do Conselho ou dos demais Consistórios Superiores.

Trata-se claramente de um interpretação errônea da Constituição, interpretação em benefício próprio, desconsiderando o que ela diz em outros lugares a respeito da liturgia, conforme transcrevi acima alguns artigos da CIPB (incluindo seus Princípios de Liturgia, que é Lei Constituicional).

Quando a CIPB diz que é função privativa do ministro "orientar e supervisionar a liturgia da igreja em que é pastor", obviamente que ela está se referindo a uma orientação e supervisão conforme a exposição doutrinária da CFW e dos Catecismos, bem como a que está inserida nos artigos transcritos dos Princípios de Liturgia, pois a CIPB foi bem cuidadosa em fixar tais coisas.

Longe, pois, de ser uma orientação e supervisão ao alvedrio do pastor, mas sim uma orientação e supervisão "determinadas" em matéria constitucional. É uma atividade vinculada à Eclesiologia e Liturgia reformadas adotadas pela CIPB.

Sendo assim, se o rev. Raimundo Mendes, conforme suas próprias palavra, tem "restrições com relação a Eclesiologia e a Liturgia dos reformados" seria honroso para ele se pedisse desligamento do ministério na IPB, e mudasse para uma denominação onde caiba seu pensamento litúrgio e eclesiológico distinto do reformado.

O não acatamento do que está consignado na CIPB é insubordinação e rebeldia contra o governo da IPB, ao qual o rev. Raimundo Medes prometeu se submeter quando da sua ordenação.

Agora é muito fácil se opor a esse governo, visto que já está ordenado e se beneficiando do ministério na IPB. Por que não deixou claro seu ponto de vista quando da ordenação? Se mudou durante o decurso do tempo, por que não se desliga da IPB?

Qaunto a mim, penso que já passou da hora de os Consílios Superiores da IPB tomarem medidas duras e drásticas contra os insubordinados, que se negam a manter a liturgia nos limites impostos pela sua Constituição, chegando à medida última de expulsá-los do ministério presbiteriano.

Para aqueles que não aceitam a nossa Eclesiologia e Liturgia, como diz o adágio popular, "A porta da rua é a serventia da casa".

Lembremo-nos sempre da frase de John MacArthur: "A heresia vem montada nos lombos da tolerância".

Pb. Célio Lima.
IPB de Imperatriz/MA.

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20/4/08 14:07 delete

Dr. Nicodemus: nem preciso dizer isto, mas o post realmente está excelente. E se você acha deprimente ver neo-pentecostais meia-boca em sua denominação, imagine como é para mim ver pessoas que tem o Zé Galinha como modelo de ministério dentro da minha igreja.

Oliveira: quisera eu que a IEAD fosse arminiana até o último fio de cabelo. Procure em qualquer igreja e especialmente, em qualquer seminário, que você encontrará assembleianos calvinistas. Enquanto a teologia publicada no Brasil for predominantemente calvinista ou liberal (busque em sua mente a última vez que encontrou as obras de Armínio á venda em qualquer lugar. Livros devocionais escritos de uma perspectiva arminiana existem aos montes, livros teológicos arminianos são raríssimos no Brasil), jovens assembleianos interessados por teologia cairão no calvinismo ou no teísmo aberto. Ou, Deus os guarde, na teologia liberal acéfala.

A propósito, sou o único aqui que acha o termo ´pentecostalismo clássico´ triste e meio ridículo? Meu Deus, somos um movimento que mal completou cem anos, e já estamos nos distinguindo como ´clássicos´? Que tal nos definirmos apenas como pentecostais, e esperar que quem nos ouve conhece a diferença entre a Assembléia e a IURD, e não nos denominarmos de ´clássicos´? Daí quando completarmos 300, 500 anos de idade, podemos nos chamar de clássicos. Combinado, pessoal?

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Marco Antonio
AUTOR
20/4/08 23:47 delete

Rev. Raimundo, entre muitas coisas que nao entendi bem em seu texto (o Rev. Augustus já falou sobre elas ai em cima), esta essa parte:
"É fácil criticar pastores de outras regiões, que estão fazendo a obra e proporcionando crescimento para a IPB, tendo que "matar um Leão por dia", concorrendo com Pentecostais e Neo-pentecostais ...,".
Nao vejo que concorremos com outras igrejas, vemos que matamos um leão por dia sim, mas em nossa luta contra o inimigo de nossas almas, que tenta nos afastar do caminho de Deus. Nao vejo outras igrejas como nossas concorrentes porque não somos chamados para pescar em aquário, mas sim no mundo que jaz no maligno.

Em tempo: não sou pastor do eixo Rio-São Paulo.

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Ademir
AUTOR
21/4/08 01:58 delete

olá reverendo

sou pentecostal, não neopentecostal
e é claro sou arminiano mas gosto muito dos seus artigos, discordo de uma coisa ou outro, mas sempre aprendo uma coisa nova com o irmão é por isso que esse blog é um dos meu favoritos.
Um abraço!

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Bruno
AUTOR
21/4/08 20:22 delete

Excelente a nova apresentação gráfica do blog, muito melhor de ler. E os textos, como sempre, muito bons. Fiquem com Deus.

Responder
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Anônimo
AUTOR
21/4/08 20:48 delete

Prezado Rev. Nicodemos, quando falo de "pastores de gabinete" não me refiro ao senhor, mesmo porque acompanho a sua atividade através do site e nunca perdi uma palestra sua em todas as vezes que o irmão veio a minha cidade. Se o irmão se ofendeu, minhas sinceras desculpas, não tive esta intenção, Deus sabe que não.

Quando mencionei o tema, tinha em mente pastores com quem já conversei e recebi informações como as que citei: Igrejas presbiterianas que pagam altos salários para o pastor pregar uma vez por semana, não tentar implementar nada novo e não se intrometer na vida dos membros em nenhum assunto, para mim esses são piores que os Neo-pentecostais.

Uma outra coisa, as resoluções das quais o irmão se refere, não chegam às igrejas, não sei se é culpa do SC/IPB, dos Sínodos ou dos Presbitérios, o certo é que não chegam. Esse ano houve uma grande mudança (CE-SC/IPB), tudo foi publicado na Internet, facilitou bastante.

Também vejo que a CI/IPB, é manipulada por aqueles que assumem a Liderança dos nossos Concílios, que usam e abusam da manipulação em benefício próprio, ou para perseguir adversários, ou para proteger amigos. Esses também são piores do que os que adotam "coreografias" ou outras formas de Liturgia.

Gostaria muito de cursar um mestrado ou um doutorado no JMC ou em outro seminário da IPB, mas não tenho condições financeiras para tal empreitada. Lamento isso também.

Respondendo ao Pb. Célio Lima de Imperatriz - MA:
Eu não disse que discordo nem que não me submeto, eu disse que tenho "restrições", o que é muito diferente. É um direito que tenho.

Acho que os que me dizem pra pedir pra sair da minha denominação, só porque ousei dizer que "tenho restrições", deveriam deixar de "usar de dois pesos e duas medidas" e pedirem para os "medalhões" da IPB, em BH, em Vitória, em Londrina, em Brasília, em Manaus e em outras cidades, pastores de grandes igrejas da IPB, cuja liturgia dessas igrejas, é contrário a tudo o que está exposto nestes comentários, e quem pode fazer algo, está fazendo "vista grossa", e até elogiando esses "pastores" da IPB.

Termino dizendo que não tenho intenção de ofender ninguém. Esse é só um debate de idéias. Respeito o posicinamento de todos, mas quero também ser respeitado. Se estiver errado, o Senhor me corrigirá.

Em Cristo,

Rev. R. Mendes.
Slz - MA

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Anônimo
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22/4/08 10:58 delete Este comentário foi removido por um administrador do blog.
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22/4/08 12:11 delete

Caro Rev. Raimundo,

Agradeço o bom espírito com que respondeu às minhas observações e de outros. Eu não fiquei ofendido, fique tranquilo.

Agora, permita-me dizer que o fato de existirem medalhões, pastores desinteressados do rebanho, que manipulam a CI e perseguem adversários, que ganham altos salários não justifica outro erro (se é que ganhar bem é um erro), que são pastores presbiterianos com práticas contrárias às decisões da IPB e com idéias contrárias à sua Confissão. As duas coisas têm que ser combatidas.

Concordo com você, que as decisões dos concílios acabam não chegando às igrejas. Todavia, não estou certo de que é somente um problema técnico -- desconfio (posso estar errado) que muitos pastores de linha neo-pentecostal engavetam essas decisões e as igrejas continuam sem tomar conhecimento delas.

Os medalhões que você menciona nas grandes cidades terão de sujeitar-se às decisões da denominação, ou sofrerão processo eclesiástico. Outros medalhões já têm sofrido processos no passado. A norma é para todos, medalhões e medalhinhas.

Acho que ninguém deveria pedir para o irmão sair, mas simplesmente para adequar sua prática ministerial às normas da denominação.

Abraços!

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Anônimo
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22/4/08 12:22 delete

Prezado Rev. Augustus,

Boa tarde,

Eu conheço, por enquanto, duas interpretações para a palavra 'paixão': algo que se desvanece mas tem muita intensidade e algo que é intenso e não está relacionado ao tempo.

Creio que a '"Paixão" de Cristo' enfatiza a boa interpretação desta palavra.

Acredito que, para tentar lidar com questões (neo) pentecostais, precisamos compreender sobre qual Paixão estamos abordando.

Muitos pentecostais devem afirmar: "Vcs são frios...parecem que não estão apaixonados pelo evanegelho..." e, muitas vezes, podem eles estar corretos.

Ao buscar essa paixão, posso ter bebido de fontes duvidosas, mas desejo que Deus inflame nossos corações e avive sua igreja, através da 'boa paixão'. Apesar de erros - alguns crassos -, igrejas recentes têm sido ferramenta de benção para muitas pessoas sedentas.

Obrigado por abordar esse assunto...

Em busca da paixão por Cristo,

Guilherme

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22/4/08 16:30 delete

Boa tarde Cristianíssimo Rev. Augustus Nicodemus, pouco comento os post, mas sempre estou aqui lendo e admirando o dom que Deus lhe deu.

Na minha igreja IPB de Vila Esperança (www.ipbve.v10.com.br) somos tradicionais e com várias leituras bíblicas na liturgia, hinos e etc, e felizmente pensava que as IPBs fossem todas assim. Mas neste fim-de-semana visitei uma de nossas mais ao leste de São Paulo SP/SP e me assustei porque parecia um culto pentecostal ou neo-pentecostal, não sei. Duas coisas me pareceu muito pentecostal. Um jovem ficava falado no meio dos cânticos e o Pastor pediu para as pessoas irem à frente para que orassem por ele.

Gostaria de saber uma coisa, a pratica de um jovem ficar pregando no meio dos cânticos é pratica pentecostal ou neo-pentecostal? Ou eu estou sendo preconceituoso? Isto é certo? – acho horrível e dá vontade de levar e ser até grosseiro dizendo: - dá pra você calar boca.

Chamar as pessoas para frente para que o Pastor ore por elas também é pratica pentecostal ou neo-pentecostal? Ou estou sendo preconceituoso? Por que pedir para irem à frente? Ele não poderia orar dali do púlpito e deixar as pessoas em seus lugares?

Grande Abraço Rev. Nicodemus, graça e paz.

Nilson Mascolli Filho

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Anônimo
AUTOR
22/4/08 17:40 delete

Prezados, gostaria de sugerir a TODOS que assistissem ao filme "Jornada pela Liberdade" (no original "Amazing Grace''), a história do movimento abolicionista inglês e a vida de William Wiberforce e seus poucos aliados. Maravilhoso e comovente, relata como foi dífícil e por vezes frustrante a campanha pela erradicação da escravidão. Graças a fé e a perseverança de Wilberforce e seus aliados, a escravidão pode ser combatida e abolida. Por favor, assistem ao filme! Um abraço.

Jedidias

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Anônimo
AUTOR
23/4/08 11:13 delete

Muito bom o seu post por sinal Rev. Augustus e pesso licença para responder ao amado e nobre irmão

Nilson Mascolli Filho sobre a sua pergunta ( a prática de um jovem ficar pregando no meio dos cânticos é prática pentecostal ou neo-pentecostal ) Depende muito da localidade da igreja, dos seus membros e muito mais do seu pastor. Por exemplo já fui em igrejas de minha denominação a IEAD que mais parece um culto Neo pentecostal iguais aos que se vê nas IURDs, já em outras igrejas da mesma denominação não se vê esse tipo de prática. E também já fui em uma Igreja Presbiteriana em Vila Penteado no Cangaiba ai próximo de você, onde o palestrante, por sinal um pastor Presbiteriano muito conseituado, onde ele lançava apelos e desafios para os ouvintes irem a frente, e particularmente eu achei aquela forma muito estranha dentro de uma igreja reformada e para um pastor reformado. Por isso não acho que você esteja sendo preconceituoso, pois sou pentecostal e sei que existem destas práticas tanto nas ditas Pentecostais, Neopentecostais e Tradicionais também.
Mas conserteza estas práticas não fazem parte dos primórdios Pentecostais e Tradicionasis, são práticas Neopentecostais, por isso ao meu grosso mode ver depende muito da sitação em que se encontram.

Fraternalmente em Cristo,

Franciney R. da Silva

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25/4/08 13:44 delete

Prezado pastor Augustus Nicodemus,

Admiro seu blog, razão de eu ter anexado aos meus links preferenciais no reflexoes-teologicas.blogspot.com.

Porém, alguns artigos tomei a liberdade de incluir no meu blog por considerar de muita importância.

Alguns artigos são:

Carta a um Pastor Pentecostal que Virou Reformado

Por Que as Igrejas dos Neo-pentecostais Não Crescem

Solicito permissão para "colar seus artigos" como também permanecer os links indicados.

Abraços,

pastor Mozart Paulino

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Pr. Zwinglio
AUTOR
26/4/08 10:01 delete

Saudações caro colega.

-----------------------------------
"É a Palavra de Deus, anunciada fielmente no poder do Espírito, por pastores e líderes com motivações corretas, que fará a Igreja crescer."
-----------------------------------

Com a afirmação do irmão que citei acima, você está reconhecendo que o crescimento das denominações neopentecostais se dá exatamente porque elas primam pela postura delineada?

Ou você não considera o crescimento das denominações neopentecostais como oriundos de uma ação do Espírito Santo?

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26/4/08 21:15 delete

Mozart,

Tem toda permissão, vá em frente!

Zwinglio,

Não considero o crescimento das igrejas neopentecostais como oriundo de uma ação do Espírito, pois não primam pela postura delineada. As seitas, os muçulmanos, os mormons crescem muito, mas certamente não por causa de uma ação divina. Não estou comparando os neopentecostais a eles. Estou apenas dizendo que igrejas e grupos religiosos podem crescer sem que esse crescimento seja resultante da graça de Deus, e sim, ao uso de métodos, estratégias, planejamento, etc., nem sempre bem intencionadas.

Abraços.

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28/4/08 11:36 delete

Estimado Rev. Nicodemus,

Parabéns pelo post. Parece que por alguns aparentes benefícios é sempre a doutrina que sofre.

Se existe uma crise de identidade de alguns líderes pode bem ser implicações de uma denominação grande, numa nação grande, numa realidade evangélica grande e em crescimento.

Parece que há um desconhecimento dos simbolos de fé por parte daqueles que deveriam saber o suficiente para ensinar a outros.

Que tal um regresso aos catecismos?
Em Cristo,
Nuno Pinheiro

P.S. Não existe uma dualidade de critério entre esta posição e a posição recomendada no post da carta a um pastor pentecostal que virou reformado?

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1/5/08 11:59 delete

Nuno,

Obrigado por seu comentário. Concordo com sua percepção quanto aos catecismos.

A pergunta do seu P.S. é interessante. Mas, na verdade, não há contradição entre o que está dito aqui e aquela carta para o pastor reformado que virou pentecostal. Aqui eu trato dos neo-pentecostais, cujas práticas (boa parte delas) são abominadas pelos pentecostais e conservadores. Naquela carta, me dirijo a um pastor pentecostal.

Eu sei que há práticas comuns aos pentecostais e neopentecostais, mas eles divergem em grande parte.

Abraços!

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Anônimo
AUTOR
5/5/08 20:43 delete

Caros amigos,
não sou reformado (apesar de admirar o reformador Lutero, mas o termo 'reformado' parece-me mais relacionado ao Sr Calvino, reformador de 2a geração) e nem sou neo-pentecostal. Acho que o neopentecostalismo é uma reação
1.a frieza e teologia academica das igrejas tradicionais
2.o legalismo e transcendentalismo do pentecostalismo clássico
3. a discriminação social dentro das igrejas (muitas igrejas históricas tem um público de classe média/média-alta), muitas pentecostais tem um público de classe operária nas periferias das grandes cidades)
Cabe então à nós verificar o erro em nosso grupo, antes de criticarmos neopentecostais ou irmãos que os imitam dentro das igrejas históricas.
Eu mesmo sendo teólogo (fui formado por seminário reformado, apesar de ser considerado 'arminiano', aliás foi no meio reformado que me informaram desta divisão 'arminianos' vs 'calvinistas'...), sempre amei a Bíblia, considero a Biblia de Genebra a melhor de Estudo (com algumas excessões, evidentemente), li com prazer teólogos como Berkhoff (mesmo não concordando com tudo), mas fui muito abençoado em tempos dificeis no meio neopentecostal (R.R. Soares, apesar de não concordar com tudo). Creio que existe uma dimensão da fé que está acima de nossos credos limitados e nosso mundo eclesiástico.
E uma coisa admiro no meio neopentecostal: são grupos heterogeneos. Na Av São João no centro decadente de SãoPaulo, estava eu na Igreja da Graça do RR Soares, e na mesma fileira um morador de rua e um empresário.

Abraço fraternal à todos os irmãos de todas as ramificações. Unam-se na luta por um Brasil justo!

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pentecostal reformado
AUTOR
9/5/08 01:35 delete

Caro reverendo Nicodemus:
Graça e paz
Sou um jovem das Assembléias de Deus e tenho visto com muita preocupação líderes da juventude da minha igreja usar de práticas neo-pentecostais para "evangelizar" jovens. Os pastores já demonstraram desaprovação a esta atitude, mas os meus amigos jovens já "vivem" e "falam" como neopentecostais!
È triste, pois eles só falam em "promessas de Deus", em "receber de Deus", em "prosperar", em "vitória". Amam as coreografias e os ministérios de louvor e estranham a teologia.
Eu, que sou dado a teologia reformada, estou "ilhado", pois meus amigos não "vão com a cara" de Calvino. As vezes penso até em filiar-me a IPB.
Deus nos ajude nestes dias trabalhosos!
Que a graça de Deus continue com o senhor revendo. Soli Deo Gloria!

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Anônimo
AUTOR
19/5/08 17:11 delete

Nicodemos Lopes;

Concordo com tuas críticas as tentativas "tragi-cômicas" de imitação do estilo neopentecostal dentro das igrejas históricas-tradicionais. Por outro lado, é possível ser um cristão reformado (calvinista) e pentecostal, não é?
É cada vez mais comum encontrarmos pentecostais calvinistas (ver comunidade no orkut) ou, pelo menos, calvinistas carismáticos-contemporanistas.
Quais seriam as grandes referências nacionais e internacionais para uma teologia reformada carismática/pentecostal?

MARCIO SARAIVA
e-mail: prof.marciosaraiva@yahoo.com.br

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Anônimo
AUTOR
26/5/08 12:08 delete

Por
Ricardo Meira

Aos pastores das igrejas evangélicas
Das 95 tese de Lutero
Modificadas para os dias atuais
“De acordo com o Catecismo da Igreja Católica, uma indulgência é “A remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa (remissão), que o fiel bem-disposto obtém, em condições determinadas, pela intervenção da Igreja que, como dispensadora da redenção, distribui e aplica por sua autoridade o tesouro das satisfações (isto é, dos méritos) de Cristo e dos santos. A indulgência é parcial se remover parte da pena temporal devida pelo pecado, ou plenária, se remover toda a pena.”
No passado era a igreja católica que cobrava pela salvação, e graça, hoje são varias denominações evangelicas que fazem tais cobrança pela graça de Deus e por sua salvação.
20. Portanto, por remissão plena de todas as penas, o pastor não entende simplesmente todas, mas somente aquelas que ele mesmo impôs.
21. Erram, portanto, os pregadores de prosperidade que afirmam que a pessoa é absolvida de toda pena e salva pelas benção do pastor.
22. Com efeito, ele não evita as almas de ir para o inferno de uma única pena que, segundo os pastores, deveriam ter pago (campanhas,correntes etc) nesta vida.
27. Pregam doutrina humana os que dizem que, tão logo tilintar a moeda lançada na caixa, os fieis terão a prosperidade e a benção prometida.
28. Certo é que, ao tilintar a moeda na caixa [1], pode aumentar o lucro e a cobiça; a intercessão da Igreja, porém, depende apenas da vontade de Deus.
32. Serão condenados em eternidade, juntamente com seus mestres, aqueles que se julgam seguros de sua salvação através de dinheiros dados.
34. Pois aquelas graças das campanhas se referem somente às penas de satisfação sacramental, determinadas por seres humanos.

37. Qualquer cristão verdadeiro, vivo ou morto, participa de todos os benefícios de Cristo e da Igreja, que são dons de Deus, mesmo sem dinheiros e campanhas

42. Deve-se ensinar aos cristãos que não é pensamento de todos os pastores que a compra de bênçãos possa, de alguma forma, ser comparada com as obras de misericórdia. (Obra de Cristo na Cruz).
45. Deve-se ensinar aos cristãos que quem vê um carente e o negligencia para gastar com benção obtém para si não as benção do pastor, mas a ira de Deus.
52. Vã é a confiança na salvação por meio de prosperidade, mesmo que o próprio pastor desse sua alma como garantia pelas mesmas.
54. Ofende-se a palavra de Deus quando, em um mesmo sermão, se dedica tanto ou mais tempo às prosperidade do que a palavra .
61. Pois está claro que, para a remissão das penas e dos casos especiais, o poder da cruz por si só é suficiente.
62. O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.
65. Portanto, os tesouros do Evangelho são as redes com que outrora se pescavam homens possuidores de riquezas.
66. Os tesouros da prosperidade, por sua vez, são as redes com que hoje se pesca a riqueza dos homens.
67. A prosperidade apregoadas pelos seus vendedores como as maiores graças, realmente podem ser entendidas como tais, na medida em que dão boa renda.
68. Entretanto, na verdade, elas são as graças mais ínfimas em comparação com a graça de Deus e a piedade da cruz.
71. Seja excomungado e amaldiçoado quem falar contra a verdade das bênçãos apostólicas.
72. Seja bendito, porém, quem ficar alerta contra a devassidão e licenciosidade das palavras de um pregador de prosperidade.
73. Assim como Deus, com razão, fulmina aqueles que, de qualquer forma, procuram defraudar o comércio de bênçãos,
74. muito mais deseja fulminar aqueles que, a pretexto das prosperidade, procuram fraudar a caridade e verdade.
78. Dizemos contra isto que qualquer pastor,tem maiores graças que essas, a saber, o Evangelho, as virtudes, as graças da administração (ou da cura), etc., como está escrito em I.Coríntios 12.
80. Terão que prestar contas os pastores, lidares e teólogos que permitem que semelhantes sermões sejam difundidos entre o povo.
84. Do mesmo modo: Que nova piedade de Deus é essa que, por causa do dinheiro, permite ao ímpio e inimigo redimir uma alma piedosa e amiga de Deus, mas não a redime por causa da necessidade da mesma alma piedosa e dileta por amor gratuito?
92. Portanto, fora com todos esses profetas que dizem ao povo de Cristo "Paz, paz!" sem que haja paz!
95. E que confiem entrar no céu antes passando por muitas tribulações do que por meio da confiança da paz, e prosperidade.



“Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.” (2 Timóteo 4:3-4)

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26/5/08 13:07 delete

Quem diria que usaríamos a expressão "neo-pentecostais" um dia!

E já cheguei a ver uma "Assembléia de Deus Renovada"!!

Muito bom o conteúdo do seu blog.

Abraços,

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Flávio
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21/7/08 11:32 delete

Esta frase já diz tudo: "Neo-pentecostalismo não é sinônimo de verdadeiro avivamento espiritual."
Verdade profunda!

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9/10/08 21:33 delete

Falar de Batismo com o Espírito Santo (At. 1: 5) e (nove) dons espirituais (I Cor. 12) por quem nunca viveu essas experiências, é difícil mas não impossível. É simples: começe a buscá-la em oração. Diga, Senhor, se Batismo com o Espírito Santo é uma promessa para os nossos dias como o foi no Dia do Pentecostes em Jerusalém, faça-me experimentá-la, batiza-me com o teu Santo Espírito e dê-me dons espirituais conforme lhe apraz para a edificação da tua Igreja.

Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?(Lc. 11: 13);

16 Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel:
17 E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, Que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; E os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, Os vossos jovens terão visões, E os vossos velhos terão sonhos;
18 E também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e as minhas servas naqueles dias, e profetizarão;
19 E farei aparecer prodígios em cima, no céu; E sinais em baixo na terra, Sangue, fogo e vapor de fumo. (At. 2);

"Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente." (I Coríntios 2 : 14)

"...uma obra...". Nem duas, nem três. Inacreditável! Projeto de D'us. http://solascripturabrazil.spaces.live.com/Blog/cns!BD86CECD299B4BA9!416.entry

Conheça um Ministério de 40 anos de experiências de Batismo com o Espírito Santo e o exercício dos nove dons expirituais exatamente com a ordem e descência ensinado por Paulo em I Cor. 12. http://www.unityandrevival.org/html/portuguese/index_pt.htm

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10/10/08 09:54 delete

Sola Scriptura,

O que lhe leva a pensar que eu não fui batizado com o Espírito? Você me conhece? Conhece minha experiência com Deus? VocÊ se julga batizado pelo Espírito mas não estou vendo o fruto do Espírito no que vocÊ escreve. Onde está o amor, a mansidão, a bondade e o domínio próprio? É por causa de gente como você, que alega ter sido batizada pelo Espírito, mas que mostra arrogância espiritual, que o discurso pentecostal é desacreditado e considerado hipócrita.

Para não falar na falta de conhecimento bíblico. Onde está na Bíblia que verdadeiros crentes devem orar e pedir a Deus o batismo com o Espírito Santo? Cite uma só passagem dos apóstolos ou de Cristo em que eles nos mandam buscar o batismo com o Espírito. Ao contrário, Paulo diz que os crentes já foram batizados com o Espírito (1Cor 12:13) e que agora eles têm que se encher diariamente desse Espírito (Efésios 5:18). A promessa de que Deus dará o Espírito a quem pede não menciona batismo, menciona? VocÊ mistura as coisas e não percebe que todo crente verdadeiro já tem o Espírito (se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele, ensina Paulo em Romanos 8), o que temos de pedir é a sua plenitude. Onde na Bíblia está que devemos buscar o dom de línguas? Paulo nos manda buscar os melhores dons, e certamente as línguas não se encaixam nessa categoria, pois ele sempre as coloca ao final de todas as listas (1Cor 12).

Se você conhece ministérios de 40 anos, eu conheço também outros que têm feito um estrago tremendo no meio do povo de Deus em nome do Espírito. Desculpe, mas prefiro ficar com a Bíblia e não com experiências humanas.

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10/10/08 11:23 delete

Interessante como é possível alguém querer discorrer sobre um assunto o qual não tem fundamentação bíblica-teológica.
Mais uma vez louvo a Deus pelo texto do Rev. Augustus, que muito traz reflexão consistente.

Acabo de assistir um estudo do senhor em DVD, gravado de VHS, bem antigo por sinal, intitulado "O CULTO NO NOVO TESTAMENTO - BASEADO EM I CO.11,12,13 e 14" em quatro partes.
Como foi edificante.

Creio que a data desse estudo foi logo após o seu retorno do Canadá.

Reverendo, minhas orações é que o Senhor continue derramando graça à sua vida.

No amor de Cristo,

Pr. Mozart Paulino

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14/9/13 13:00 delete Este comentário foi removido pelo autor.
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14/9/13 14:35 delete

Caro Maicon,

Eu não estava lá, mas os que estiveram escreveram o que aconteceu, de maneira que nós sabemos, sim, o que houve. É só ler o livro de Atos capítulos 1 e 2, escrito com base no testemunho dos apóstolos de Jesus Cristo.

Um abraço.

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14/9/13 16:30 delete

Fui infeliz no meu comentário Sr. Nicodemus e não merecia nem a sua resposta por isso exclui!!! Um forte abraço e fica na paz de Cristo.

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