quinta-feira, abril 24, 2008

Vejam só - Solano Portela debate sobre o dízimo


Hoje, 24/04/2008, Solano estará na RIT TV, no programa Vejam só. Esta é uma TV transmitida por UHF e na internet. Ainda que concordemos com muito pouco dos conteúdos, cremos que a participação sóbria pode trazer benefícios a espectadores (uma rede ligada ao ministério de R. R. Soares). Augustus e eu já participamos em outras ocasiões. Solano falará sobre o dízimo, num ambiente controverso, conforme a proposta do programa.

Se hoje nem os judeus são dizimistas, por que a igreja se mantém na época da lei?

Assista online a partir das 22h.

Visite o Site do Programa - bem ao centro está o ícone para assistir ao programa online.

Vejam Só
Debates, entrevistas, reflexão e entretenimento. Assim é formado o Vejam Só! Um programa ao vivo, repleto de informações e curiosidades para o fim de noite.

Éber Cocareli entrevista, diariamente, personalidades dos mais variados ramos de atividade, sempre utilizando uma linguagem simples e objetiva. Os debates, em sua maioria bastante polêmicos, são sempre conduzidos com imparcialidade e dinamismo, a fim de esclarecer as dúvidas que surgem durante cada conversa. Os assuntos discutidos são diversos, com um tema diferente por dia.

32 comentários:

Anônimo disse...

Olá, gostaria muito de ter visto, mas não vi. Entrei no site indicado mas eles não guardam o vídeo. Que pena!

Anônimo disse...

Prezado Solano, conte-nos como foi!

Gustavo Nagel disse...

A propósito, há algum texto neste blog (ou dos autores do blog) sobre o assunto?

Abraços.

Solano Portela disse...

Caros irmãos:

Foi uma experiência interessante. De um lado o Bispo Mário Alberto, da Assembléia de Deus (SP), defendendo que é bom dizimar, mas em função das bênçãos passadas, não como princípio normativo no NT.

De minha parte, defesa de que o dízimo é a forma de contribuição do Cristão - aquela que agrada a Deus e que é normativa, sim, no Novo Testamento.

Apresento o meu ponto não em cima dos argumentos tradicionais, que são firmados na Lei Cerimonial-Religiosa do Antigo Testamento, de aplicabilidade temporária; mas no fato de que o dízimo antecede a dádiva da lei cerimonial e judicial de Israel; bem como que a proporcionalidade, sistematização e planejamento são princípios ensinados por Paulo - e não são antagônicos à voluntariedade, consciência e alegria no dar.

Quem quiser saber os meus argumentos, estão expressos em dois artigos, que formam a base do que foi dito e exposto no programa em questão. Disponíveis em:
http://www.solanoportela.net/artigos/mordomia.htm
e
http://www.solanoportela.net/artigos/dizimos.htm

Obrigado a todos,

Solano

Tales Paranahiba disse...

Já li os artigos, mas, "data maxima venia", não fui convencido ainda Mestre Solano.

Li um artigo do Dicionário Internacional de Teologia do NT, Vida Nova, afirmando que tal prática não tem paralelo nos pais da Igreja, senão alguns séculos mais tarde, se tornando oficial pela Igreja de Roma.

Não creio que a aplicação do caso de Abraão seja base. Na época de Abraão, embora não houvesse lei formalmente reconhecida, havia costumes e práticas que foram recepcionadas pela Lei de Moisés: Levirato (Onã), Circuncisão, etc.

A propósito, o próprio livro de Gênesis faz parte da Torah.

Portanto ainda acho que a questão de Abraão não serve pra fundamentar o dízimo no NT.

Creio que no NT, o dízimo é o mínimo dos mínimos. No NT somos desafiados a contribuir mais. O dízimo serve de padrão mínimo, de modo que nós cristãos devemos nos superar tal padrão da lei.

Não sou contra o dízimo, a fim de reduzir o padrão, mas visando ampliar.

O NT sempre ampliou e alargou as práticas da Lei, Amor, adultério, etc....

A paz Mestre

Tales
ex-aluno virtual (mackenzista) dos Mestres Mauro Meister e Augustus Nicodemus.
E poderia ser aluno honorífico do Mestre Solano??? Aí o trio estaria completo!

Solano Portela disse...

Caro Tales e demais:

Pois é - uns se convencem, outros não. Uns se alinham em um curso que parece ser o encontrado nas Escrituras, outros ficam até aborrecidos quando se fala nisso e se empenham a fundo para falar contra (não estou dizendo que essa é a sua posição).

Resumindo minha posição sobre o dízimo:

1. A contribuição proporcional antecede a lei civil e judicial de Israel. Aparentemente, pelos registros bíblicos, o costume era uma prática do povo de Deus e das pessoas tementes a Deus na época dos patriarcas.

2. Logicamente, a prática foi incorporada na legislação de Israel. Junto com seu caráter mandatório, foram estipuladas outras contribuições e taxas. O entrelaçamento, da época, entre o governo civil e as autoridades religiosas (normal, pois era uma teocracia) faz com que essas taxas fossem também os impostos para a manutenção do governo, mas não excluiu os aspectos sacramentais, simbólicos e religiosos - de reconhecimento de Deus como o dono de tudo e de todos e nós como mordomos seus.

3. Quem fizer defesa de dízimo baseado na legislação mosaica, o faz equivocadamente e, por coerência, deveria advocar o apedrejamento de quebradores do dia de descanso, bem como as leis dietéticas. Até a utilização da expressão "trazei todos os dízimos à casa do tesouro" aplicada anacronicamente aos nossos dias, é questionável e não reflete uma boa hermenêutica - a não ser para o explorar o princípio que estava por trás disto.

4. Por outro lado, considerando que a prática da contribuição proporcional não foi iniciada nesse período, há de se questionar se o seu abandono é algo a ser defendido, propagado, pregado. Ou seja - será que isso contribui para o bom andamento da Igreja?

5. Indo ao Novo Testamento, não vemos revogação do princípio da contribuição proporcional, nem pregação contra ele, nem indicação de que ele se constituiria em uma forma legalista de adoração. Pelo contrário, em algumas situações (coloco essas questões mais extensivamente no meu artigo) Paulo utiliza a linguagem de prática de contribuição proporcional, como sendo uma forma a ser seguida pelos fiéis.

6. Além disso, no próprio Novo Testamento, o autor de Hebreus, quando faz referência ao incidente de Abraão, para ressaltar a ascendência de Melquisedeque sobre a Lei Ceirmonial do AT, demonstrando a permanência do sacerdócio de Cristo, faz menção à dádiva do dízimo. Por que essa referência? Se o dízimo é algo que não é importante; que deve, na realidade, ser abolido; que pertence apenas "à época da lei", por que ressaltar a dádiva, apenas confundindo seus leitores? Ou será que era, realmente, importante mencionar coo algo que está acima da lei cerimonial?

7. ainda no NT, Jesus não prega contra o dízimo e, na realidade, reforça ele, dirigindo-se aos Fariseus.

8. A prática de ofertas voluntárias não poderia ser, na minha opinião, a contrapartida neo-testamentária ao dízimo, pois elas já existiam, igualmente, no antigo testamento (desenvolvo, também, com maior substanciação, esse ponto - de ofertas no Antigo Testamento, em meu artigo). No meu entendimento, as ofertas são algo acima e que transcendem uma sistematização no dar.

9. Se considerarmos etimologicamente a designação da contribuição proporcional (dízimo), vamos cair nos dez por cento. Será possível estabelecermos outro padrão? Cinco por cento? Dois por cento? Trinta por cento (como ouvi um pregador, certa vez, dizer que era assim que ele fazia e quase procurar impingir isso como ideal)? Talvez, mas isso não terá uniformidade ou aceitação abrangente e terminaríamos em um individualismo subjetivo. Como poderia ser proporcional, se os percentuais variassem de comunidade para comunidade, ou até dentro da mesma comunidade? Temos, realmente, que "inventar" algo novo?

10. Posso até concordar que essa questão, por não ser determinação neo-testamentária explícita, talvez não devesse ser alvo de legislação denominacional ou eclesiástica, ficando no foro íntimo. Mas me parece que a idéia da contribuição proporcional:
a. É Bíblica.
b. Auxilia o homem, indisciplinado por natureza, a se organizar a sistematizar a sua contribuição.
c. Faz com que as comunidades (vejam, estou sucumbindo à terminologia contemporânea) e igrejas locais reflitam o poder aquisitivo dos congregados e tenham condições de planejar e projetar suas ações e ministérios.
d. A contribuição sistemática alegra a Deus e não impede que contribuamos com alegria (será que todo o povo de Deus no AT, onde não há dúvida que o dízimo era requerido, contribuía por constrangimento, sem alegria? De onde tiramos essa noção, de que sistematização significa escravidão?);
e. Assim, mesmo sem se constituir ponto de julgamento de um sobre o outro, ou da igreja sobre o um, deveria ser pregada e propagada dos púlpitos, como um estudo bíblico válido e aplicável.

Um forte abraço,

Solano

Tales Paranahiba disse...

Graça e paz Solano

Não entendi essa expressão: "Pois é - uns se convencem, outros não. Uns se alinham em um curso que parece ser o encontrado nas Escrituras, outros ficam até aborrecidos quando se fala nisso e se empenham a fundo para falar contra (não estou dizendo que essa é a sua posição)."

Não sei se o Sr. leu minha postagem completa, especialmente essa parte:

"Creio que no NT, o dízimo é o mínimo dos mínimos. No NT somos desafiados a contribuir mais. O dízimo serve de padrão mínimo, de modo que nós cristãos devemos nos superar tal padrão da lei." (sic)

"Não sou contra o dízimo, a fim de reduzir o padrão, mas visando ampliar."(sic)

"O NT sempre ampliou e alargou as práticas da Lei, Amor, adultério, etc...."(sic)


O que os pais da Igreja e a história da igreja diriam sobre o dízimo???


A paz
Tales

Solano Portela disse...

Caro Tales:
Explico ---

1. Eu disse "Uns se convencem, outros não" - você disse "não fui convencido, ainda", então entendi, pelo que disse, que está na ala dos "não convencidos". Pode praticar o dízimo, mas acha que é uma postura totalmente pessoal, expontânea e aleatória, enquanto que eu vejo sistematização no contribuir, como algo saudável e que agrada a Deus.

2. Quanto aos "aborrecidos" eu disse bem claramente que não estou dizendo que você se enquadra nisso, mas tenho ficado espantada com o número de pessoas que se colocam virulentamente contra o dízimo, enquanto que a fúria deveria ser dirigida aos que abusam o princípio bíblico.

3. Li sua postagem toda, por certo. Eu não acho que temos que melhorar, ou indicar que o dízimo é o mínimo dos mínimos, ainda assim conservando-o como não aplicável à igreja neo-testamentária. Prefiro ver continuidade pré e pós lei cerimonial.

4. Alguns pais da igreja praticavam, outros não. Por analogia, alguns pais da Igreja eram alegoristas, mas isso não nos obriga a sermos alegoristas. O silêncio de muitos pais da igreja não significa ausência da prática.

Um abraço fraterno,

Solano

Tales Paranahiba disse...

Entendi,

Realmente este não é meu posicionamento: não fico aborrecido e tampouco uso argumento virulento. Creio que se trata de uma mera questão de nomenclatura, igual a batismo ou enchimento do Espírito (sem evidências, é claro).

Com certeza, nossa tarefa é refutar aqueles que abusam do princípio bíblico tanto no sentido de não contribuir, quanto no sentido de barganhar ou pagar uma indulgência.

A paz.
Tales

Anônimo disse...

Ricardo Meira (reformanumaperspectivabiblica.blogspot.com)

Caros embaixadores de Cristo Jesus
Graça e Paz

Dou aula de escatologia e preciso urgente de saber qual a posição da igreja reformada sobre o anti-cristo; quem é, como vai aparecer, sua marca, etc, pois ate hoje não vi ainda uma posição firme sobre o assunto
Um grande abraço e que Deus os Abençoe

Joabe disse...

Caro Solano

É um prazer manisfestar minha opinião neste blog tão querido dos amantes da Palavra de Deus. Confesso que sobre esse assunto já cheguei a ter opinião mais radical, como da teologia da prosperidade, e mais moderada como a do Bispo da Assembleia de Deus supracitado, entretanto vendo um artigo do Pr. Silas Malafaia e esse seu, eu vejo como Biblica e normativa essa prática. E vendo as palavras do Nosso SENHOR Jesus em Mt 23.23 que não devemos omitir a prática dos dizimos, vejo que deva existir preceitos mais importantes na Biblia, por conta disso o Dizimo não é defendido de forma mais explicita no Novo Testamento, mas nem por isso deve ser omitido. Se estiver ainda equivocado peço orientação.

Em Cristo,

Joabe Ferreira Inácio

Anônimo disse...

olá boa atrde a todos!
não tenho nenhuma formação teológica, sou apenas um estudante da bíblia, e procuro sempre ler de forma imparcial, sem uma pré opinião formada...
Acerca do dízimo, não vou dizer, MINHA OPINIÃO, as escrituras não são de individual interpretação, vocês sabem disso, digo porém a opinião dela própria, sendo assim, é óbvio que o dizimar não faz parte da nova aliança, não tem nem oque discutir. no fundo eu acredito que vocês saibam disso.
Abraço a todos!

Solano Portela disse...

Caro Anônimo:

É só um estudante da Bíblia, mas pra quê tanta arrogância assim?

"Não tem o que discutir"... Será que não? Será que a Bíblia não tem nada a dizer sobre a questão no Novo Testamento. Se estiver estudando seriamente, continue lendo sobre essa questão. Dê uma lida em meus dois artigos já mencionados aqui:
http://www.solanoportela.net/artigos/mordomia.htm
e
http://www.solanoportela.net/artigos/dizimos.htm

Abs

Solano

Anônimo disse...

Arrogancia? que nada!
esse é um dos problemas da virtualidade (o mal compreendido)
eu só quiz ser breve, de verdade.(perdão se transmiti outra coisa)
mas enfim, dizimo não faz parte da igreja cristã, as referencias sobre dizimo, no NT que me lembro são: a de mateus 23 e a de hebreus 7, e esses mesmos textos deixam claro que o dizimo não faz parte do cristianismo, assim como outros ritos judaicos.
abraço!

Solano Portela disse...

Caro Anônimo;

Não, a virtualidade e brevidade não são o problema. O problema está no "que me lembro". Explico - você não precisa "se lembrar", mas deve ler mais. Se ler meus dois artigos sobre o tema, verá que existem mais menções e um raciocínio portrás da aceitação do dízimo nos dias de hoje. Se não estiver convencido, não feche a porta; procure ler e estudar mais um pouco.

É só isso.

Abs

Solano

Anônimo disse...

é li seu artigo, e cheguei a conclusão de que vc precisa estudar um pouco mais a biblia, não tenho muito o que comentar pois vejo q vc é mais um dos que andam segundo as regras do judaísmo, e não sabem muito bem a diferença entre as duas alianças, e a importancia da graça, se ensinar, uqe dizimo é um mandamento para o cristão que antecede a lei, automaticamente, deve-se guardar o sabado também, desculpa não tive coragem de ler seu segundo artigo, pois a biblia é clara de mais.
abraço!

Anônimo disse...

Caro Solano, em Mateus 23:23, os interlocutores de Jesus não são os discípulos. Jesus falava com um público específico que matinham suas perspectivas sobre a lei.

Daí não se pode concluir como o "Joabe", fez de que, não devemos omitir a prática do dízimo com base em Mateus 23:23.

Anônimo disse...

Solano, a paz!

1 Abraão, segundo Heb 7, deu o dízimo dos DESPOJOS da guerra contra os 4 reis, e não de tudo o que tinha. E, ele não estava debaixo de nenhuma obrigação.

2 Você usa (Mat 23.23) para provar que o dízimo faz parte da nova aliaça. Meu querido, porque então não particamos o que está no MESMO cap 23.2??? "...FAZEI TUDO quanto os farizeus ensinam..."??? Por que só praticamos a lei do dízimo?? Jesus também mandou que o leproso se apresentasse no templo para fazer o sacrifício referente a sua cura. Maria levou duas rolinhas para sua purificação. Jesus não podeira ensinar de forma diferente, pois Ele veio CUMPRIR, E CUMPRIU!!! (Col 2.14; 2 Cor.3,14). Ou devemos continuar sacrificando animais, pois Jesus mandou q o lepreoso o fisesse? Jesus estava debaixo da Lei (toda Lei), para nos resgatar da lei! "...a Lei e os profetas duraram até João..."

3 (Deu. 14) explica muito bem sobre dízimo. O QUAL NÃO É em DINHEIRO!!! Acredito que o irmão já leu este capítulo. Lá diz que o dízimo é do FRUTO DA TERRA. E se alguém morar muito longe, e não puder levar os seus dízimos, este deve trocá-los por dinheiro, e ao terminar sua viagem, deve trocar novamente seu dinheiro em tudo que desejar sua alma (trocar pelos frutos da terra).

4 Áh! Me lembrei... Se alguém, quiser dar seu dízimo em forma de MOEDA, este deveria pagar uma certa PORCENTAGEM ACIMA DO VALOR DO DÍZIMO. Não me recordo a passagem, e a quantia dessa porcentagem agora. Se o irmão souber, post por favor.

5 O que me chateia hoje, é o que ando vendo na TV muitos lideres ensinando ao povo que o não pagamento do dízimo leva ao INFERNO, É mole??? Fizeram do dízimo tabua de salvação!!! O pagamento dízimo, ou até mesmo do cetuplo não salva. Só pela graça, mediate a fé em nosso Senhor Jesus pode nos salvar!

Gostei muito do que lí recentemente do Pr. Joel


"Há divergências entre os evangélicos sobre a questão do dízimo, e isso prova que há alguém equivocado, já que não pode haver duas verdades diametralmente opostas; porém, não há ninguém perdido por esse motivo, considerando que o sangue de Jesus nos purifica de todo o pecado. Ademais, ninguém é perfeito.
Atribuir valor salvífico ao ato de dizimar, é pecado grave que conduz ao Inferno; mas dizimar por amor à Obra de Deus, sem legalismo, por livre e espontânea vontade, nada mais é que ser contribuinte metódico, e associar-se a Deus; e nisso, é claro, não há maldade alguma.
Se você é evangélico, talvez tenha se assustado com as declarações constantes do último parágrafo acima, já que, segundo me consta, não é pequeno o número de pastores evangélicos que, por acreditarem que Malaquias 3.8-10 ainda está de pé, suspeitam da salvação dos não-dizimistas, sob a alegação de que os tais são ladrões, já que roubam a Deus. E, como “prova” disso, citam Mateus 23.23. Ora, é ponto pacífico entre os evangélicos, que Cristo mandou pagar dízimo em Mt 23:23. Mas há, paralelamente, uma controvérsia. Contra-argumenta - se dizendo que naquela época Jesus ainda não havia morrido. Logo, o Novo Testamento ainda não havia sido estabelecido. Sendo assim, o Senhor deu a ordem constante de Mt 23:23, em plena vigência do Antigo Testamento. E, deste modo, Ele ainda permanecia debaixo da Lei, sob a qual nascera (Gl 4.4). Logo, muito do que Cristo fez e mandou fazer, não necessitamos praticar hoje: Ele participou da Páscoa (Lc 22:15); guardou o sábado (Lc 4:16); e ratificou os sacrifícios de animais a Deus, ao ordenar que um ex-leproso o praticasse (Mt 8:4), conforme prescrito em Lv 14:1-32. E, como se não bastasse, Jesus ordenou a todos, bem como aos seus discípulos, total obediência a tudo quanto os escribas e fariseus pregavam (Mt 23: 1-3). Ora, todos estamos cientes que estes eram rigorosos (pelo menos em seus discursos) quanto à guarda da Lei mosaica: circuncisão, sábado, Páscoa, Pentecostes, sacrifícios de animais, etc. Fica, portanto, claro (argumentam) que Jesus, antes de morrer, ressuscitar dentre os mortos e inaugurar o Novo Testamento, longe de ser contrário à guarda dos preceitos do Antigo Testamento, os recomendava a todos. Deste modo (dizem), se fosse certo se inspirar em Mt 23. 23, para perpetuar a doutrina do dízimo, teríamos que guardar o sábado, observar a circuncisão, sacrificar animais a Deus, etc."

Santana:http://www.pastorjoel.com.br/down.htm

Jardim Clonal disse...

Saudações aos irmãos;

Peço desculpas por entrar em uma discussão de um post tão antigo. Apenas gostaria de comentar uma questão:
Para os adeptos da Teologia do Pacto (portanto "inimigos" do dispensacionalismo) a aplicação da Lei de Deus (seja na forma da Lei entregue a Moisés ou na forma pré-mosaica) se dá segundo os seguintes princípios:

1) Deus tem UM só plano e UM só povo e UMA só Lei e Verdade revelada progressivamente a este povo até a perfeita revelação em Cristo.

2) Portanto Deus sempre possui UMA Israel verdadeira, a Espiritual, que enxergava o aspecto Espiritual da Lei (com menos clareza no A.T. e com toda luz no N.T.).

3) Portanto tudo o que foi ordenado no A.T. e não foi claramente ab-rogado ao se revelar Tipo (sombra) da realidade da Igreja em Cristo ainda está de pé.

4) Por isso o Sábado é vigente na forma do culto Espiritual da Igreja no Domingo, a Circuncisão é vigente no Batismo, a Páscoa vigente no Sacrifício de Cristo e na memória da Santa Ceia e o Pentecostes, cumprido em Atos, vigente na vida do Cristão pelo Espírito. [Dúvidas sobre estes pontos citados podem ser dirimidas por um estudo do texto da Confissão de Fé de Westminster e dos versículos ali citados, que explicitam todas estas questões].

Perdoem minha intromissão. Peço ao amado Solano que me corrija se eu estiver errado ou impreciso na minha colocação.

Seja a Paz e a Graça de nosso Senhor multiplicada sobre todos nós.

Augusto fh disse...

sinceramente gente é dificil.creio sem sombra de duvida que ofertar é ordenança do NT,o quanto vc quiser e quanto mais melhor pois quem semeia pouco pouco ceifarar.e sobre o dizimo fico na duvida,quando olho pra paulo falando as necessidades das igrejas e pedindo oferta,fico pensando será que o dizimo daquelas igrejas não dava pra amenizar a situação,e porque uma doutrina tão ensinada nestes dias não foi ensinada de maneira clara tanto por jesus como por paulo e o escritor aos hebreus.e será que naqueles dias não tinha crentes que não intregava o dizimo pra levar a paulo a ensina esta doutrina a eles visto que tinha muitos gentios e não conhecia a lei do dizimo.(falo as minhas duvidas se alguem me convecer sobre dizimo no NT agrasdeço)pois a duvida é muito ruim e ja deixei de dizimar algumas vezes por isso.e tambem vejo que uma quase que 50% as vezes do culto de ensino é sobre o dizimo e os homens da não exclareceram isso.paz do senhor amados me responda por favor preciso chegar a uma conclusão.

Webstter Ogessi disse...

solano nos hoje nao temos sido estelionatarios do livro de malaquias capitulo 3?, nao que eu nao seja contra o ato de dizimar, mas especificamente aquele texto nao foi escrito para nos hoje.Outra pergunta porque os pastores nao ensinam que quem nao dizima nao é amaldiçoado hoje?.

JP675 disse...

Quando se trata da lei abolida só entende que está em cristo, quem prega o evangelho de cristo sabe que em cristo toda a lei e os profetas duraram até João, a lei sempre vai existir para muitos que despreza o sacrifício de cristo, porque cristo veio nos livrar da maldição da lei, por que maldição, por que ninguém conseguiu cumprir a lei, e é considerado maldito todo aquele que tropeçar em um só ponto da lei, a bíblia fala que somos culpados de todos, mas quem quer se livrar da lei o caminho é Jesus cristo, só ele tem poder para anular todas as leis através da nossa fé nele, por que Paulo fala com tanta segurança, que ninguém será justificado diante de Deus pela a lei? Por que Deus tentou desta forma por aproximadamente 4.000 anos e não conseguiu, mas como a sua misericórdia é tão grande, que ele nos deus mais uma chance através do seu filho para que possamos ser justificado por ele pela a graça, através da nossa fé, mas a lei está ai para quem quiser seguir, mas só Jesus conseguiu cumpri-la, alguém se habilita? Se formos pela a graça estamos livres de toda a lei, mas se formos pela a lei somos obrigados a cumprir toda ela e a bíblia não separa a lei que temos que seguir, ela fala que somos obrigados a guardar toda a lei, Romanos 10 4 Pois Cristo é o fim da lei para justificar a todo aquele que crê. 5 Porque Moisés escreve que o homem que pratica a justiça que vem da lei viverá por ela. •TIAGO (cap. 2)•
10 Pois qualquer que guardar toda a lei, mas tropeçar em um só ponto, tem-se tornado culpado de todos. Hebreus 7. 5 nos afirma que dízimos é lei, e ai?

Marcus Santos disse...

sou estudante do terceiro ano de teologia da FATEBE (Faculdade teológica Batista Equatorial)em Belém do Para. apos ler o artigo sobre dízimos e ofertas me passou uma duvida na cabeça. pode o crente ser excluído da membresia da igreja por não dizimar? se o excluirmos não o estamos constrangido segundo o código civil.

Solano Portela disse...

Caro Marcus:
o critério para alguém ser membro comungante ou não de uma igreja deveria sempre ser se ele é um salvo em nosso senhor Jesus Cristo e a confiança da salvação está colocada única e exclusivamente nas misericórdias divinas. O restante, é instrução doutrinária, que ele irá recebendo ao longo de sua vida cristã. Não conheço igreja presbiteriana que desligue alguém por não ser dizimista. Obviamente em alguma igreja, ou denominação pode ser que isso ocorra. Quanto ao desligamento vs. código civil, é importante que os estatutos das igrejas estabeleçam bem claramente os limites e parâmetros da disciplina eclesiástica. Sendo considerada uma associação espontânea, os participantes devem ter conhecimento de seus princípios e de suas regras. Falo isso não com respeito ao dízimo, mas com relação ao desligamento por qualquer falta que assim milite contra o testemunho e o Evangelho de Cristo, como apostasia explícita e comprovada ou comportamento imoral e reprovável, pelos padrões das Escrituras.
Abs
Solano

Lucas Yahn disse...

Como eu gostaria que alguém do blog retornasse algum email meu, hein?

Estou com esse artigo pra ser refutado aqui há meses e nem sinal de uma mínima tentativa:

>> http://gospelbrasil.topicboard.net/t2704-a-verdadeira-exegese-sobre-o-dizimo

Solano Portela disse...

Caro Lucas:

Seu desejo é uma ordem (OK, nem tanto...)! Está aí a divulgação do seu artigo; os que desejarem podem ir lá dar uma olhada em seu ponto de vista.

Com relação à refutação, nunca me sinto obrigado a refutar todas as opiniões contrárias à minha - elas existem em abundância. Prezo apenas o sentimento de que minhas convicções sejam firmadas na Palavra de Deus. No entanto, apenas uma observação à sua argumentação contrária ao Dízimo - ela combate a exposição que fundamenta o dízimo na Lei Cerimonial, como válida para nós. Não é essa a minha linha de pensamento. Se você leu os comentários e respostas acima, verá que eu entendo, com muita clareza, que o Dízimo PRECEDE a lei cerimonial e é REAFIRMADO no Novo Testamento. Portanto, se sua premissa principal está equivocada, o restante do argumento do seu artigo desmorona!

Uma coisa me intriga: por que tantos cristãos se colocam tão veementemente CONTRA o dízimo? Não seria uma boa prática, de cautela espiritual, pesquisarmos os nossos motivos de tal oposição, quando existem tantas outras frentes de batalha que, essas sim, precisam ser travadas?

Tenha um dia abençoado.

Solano

Lucas Yahn disse...

Paz! Antes de qualquer coisa, obrigado por ter resposdido!

Devo esclarecer que o artigo não é meu, só o estou colocando em debate em alguns blogs, pois MUITA COISA desse texto de Malaquias nunca é bem esclarecida, por exemplo o contexto, a quem o texto foi dirigido, "Casa do Tesouro", entre outras coisas.

E vejo que não há hipótese alguma de alguém estar "roubando" de Deus uma coisa que não é de Deus em momento algum, visto que Ele mesmo instruiu desde Adão que o homem se virasse pra conseguir seu sustento.

Roubar é pegar algo que não é seu e nunca poderia acontecer com o salário de um trabalhador, mesmo que Deus tivesse dado diretamente em mãos, pois a partir do momento que deu, já não é dEle.

Esse é outro aspecto importante a se analisar que deixa a argumentação daquele artigo muito coerente, apesar do início se basear na Lei Cerimonial. Nada disso invalida os argumentos restantes.

Deus te abençoe!

Lucas Yahn disse...

Paz, Solano!
Assisti o vídeo do Rev. Augustus Nicodemus sobre dízimo e percebi que vocês não concordam nesse assunto. O que achou das argumentações dele?

Solano Portela disse...

Lucas:
Não sei que vídeo é esse e é normal que pessoas discordem de outras. Mas o Rev. Augustus, até onde sei, concorda com cada um dos dez pontos do meu argumento, conforme meu comentário (é o sexto, de cima para baixo) acima postado. Você ainda não disse por que essa cruzada CONTRA o dízimo?
Solano

Lucas Yahn disse...

"Cruzada contra o dízimo" foi boa.

Bom, entendi com esses 10 pontos mais sucintos como seus argumentos se harmonizam com o vídeo do rev. Augustus agora.

Só (honestamente) não entendo como essa afirmação subsequente, tão poderosa fica sufocada em uma singela linha perdida dentre os outros pressupostos que quase (só quase) apontam para uma espécie de legalismo tal como nas pentecostais. Segue a afirmação: "por não ser determinação neo-testamentária explícita, talvez não devesse ser alvo de legislação denominacional ou eclesiástica, ficando no foro íntimo."

Ainda restariam algumas questões pormenores, como a situação exclusiva de Malaquias, nada analisada nos púlpitos pentecostais, que aqui logicamente não foram sustentadas, mas também não muito enfatizadas (e seriam de grande valia).

Douglas Rafael disse...

Querido Solano Portela,

Entendo sua postura do dízimo tomando como base o ato de Abraão. Se me permite dar a minha opinião, depois de um estudo realizado com base nas estruturas, e através de uma interpretação lógico sistemático, cheguei a seguinte conclusão: Dar o dízimo hoje é questão de fé, e não de obrigatoriedade. Não sou obrigado a dar o dízimo, mas também não sou impedido de o dar. Mas caso eu decida dar, o meu modelo é a atitude de Abraão, que é anterior a Lei, e não tinha sobre sim nenhum ordenamento lhe obrigando para tal. A atitude de Abraão foi por fé. Assim como ele foi justificado por sua fé, por ter crido em Deus. Assim como ele foi justificado pela fé, nós também somos justificados pela fé... Nota-se que a motivação de Abraão em dar o dízimo foi a gratidão e a adoração a Deus, e não diz as escrituras que ele deu dos seus bens, mas sim dos despojos da guerra, e não fala as escrituras que ele continuou dando mensalmente, mas sim uma única vez. Assim como Jacó, logo em seguida, em Gn 28:10-22, também não estava sob a lei. Sua motivação foi um voto que partiu dele mesmo.

Fazendo uma interpretação do NT, confrontando com o texto do VT, não podemos cobrar o dízimo baseando-se em Abraão, e fazendo disso um princípio. Mas vejo Abraão como um modelo a ser seguido para aqueles que querem, por si mesmo e sem lei, dar o dízimo como forma de adoração, gratidão e fé. O que deve ser observado hoje é a prontidão da vontade. Aqueles que não dão não pecam, pois dar o dízimo não é ponto de salvação. Aqueles que dão, não são melhores aos que não dão, pois fazem para Deus... Acho aplicável nesse caso o texto de Rm 14, onde devo limitar a minha liberdade. E o limite da minha liberdade é o irmão, não posso com a minha liberdade ser pedra de tropeço...

Bom, não sei se fui claro, mas essa é a minha insignificante opinião diante de anos e anos de história da Igreja. Estou aberto a crer no contrário caso uma interpretação contextual da bíblia me convença ao contrário.

J.R.Medeiros disse...

O DÍZIMO, indiscutivelmente, era parte integrante do conjunto de CERIMONIAIS contidos e instituídos na Lei Mosaica do Antigo Testamento. Com a Nova Aliança, NÃO SE PODE MAIS FALAR EM LEI MOSAICA, EM RITOS CERIMONIAIS MOSAICOS, O QUE, OBVIAMENTE, INCLUI A FIGURA DO DÍZIMO. A propósito, Abraão JAMAIS deu o dízimo, pois que em verdade ele DEU A MELQUISEDEQUE o que a Bíblia chamou de dízimo mas que consistia exclusivamente dos DESPOJOS DE GUERRA, isto é, Abraão não deu nada de si mesmo. Além disso, não se pode esquecer que a própria CIRCUNCISÃO também era ANTERIOR À LEI (Abraão e todos os de sua casa foram circuncidados), e nem por isso, EVIDENTEMENTE, a circuncisão está "vigente" em nossos dias. Por último, não é verdade que o Senhor Jesus tenha "defendido" o DÍZIMO no Novo Testamento, na medida em que, quando Ele se dirige ao Fariseus da época, Ele notoriamente e enfaticamente os repreendia porque, submissos à Lei, pretendendo ser "cumpridores" da Lei, afrontavam a Lei com suas hipocrisias ridículas. Por isso que o Senhor Jesus disse que eram "Fariseus hipócritas, pois que dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e esqueceis o mais importante DA LEI (DA LEI), o juízo, a misericórdia e a fé. Deveis fazer essas coisas sem omitir aquelas." FICA ESCANDALOSAMENTE CLARO, portanto, que o DÍZIMO pertencia à Lei Mosaica (DISSE-O O PRÓPRIO SENHOR JESUS) e com a Nova Aliança não mais se pode falar em Lei Mosaica ou Cerimoniais Mosaicos SEM INCORRER EM BLASFÊMIA.