quarta-feira, julho 23, 2008

Carta a Um Jovem Evangélico que Faz Sexo com a Namorada


[Os nomes foram trocados para proteger as pessoas. Embora algumas circunstâncias mencionadas na carta sejam totalmente fictícias, o caso é mais real do que se pensa...]


Meu caro Ricardo,


Ontem estive pregando em sua igreja e tive a oportunidade de rever João, nosso amigo comum. Não lhe encontrei. João me disse que você e a Raquel, sua namorada, tinham saído com a turma da mocidade para um acampamento no fim de semana e que só regressariam nessa segunda bem cedo.


Saí com o João para comer pizza após o culto e falamos sobre você. João abriu o coração. Ele está muito preocupado com você, desde que você disse a ele que tem ido com Raquel para motéis da cidade e às vezes até mesmo depois do culto de jovens no sábado à noite. Ele falou que já teve várias conversas com você mas que você tem argumentado defendendo o sexo antes do casamento como se fosse normal e que pretende casar com Raquel quando terminarem a faculdade.


Ele pediu minha ajuda, para que eu falasse com você, e me autorizou a mencionar nossa conversa na pizzaria. Relutei, pois acho que é o pastor de sua igreja que deve tratar desse assunto. Você e a Raquel, afinal, são membros comungantes dessa igreja e estão debaixo da orientação espiritual dela. Mas, João me disse que o pastor faz de conta que não sabe que essas coisas estão acontecendo na mocidade da igreja. Como sou amigo da sua família fazem muitos anos, desde que vocês freqüentaram minha igreja em São Paulo, resolvi, então, escrever para você sobre esse assunto, tendo como base os argumentos que você usou diante de João para justificar sua ida a motéis com a Raquel.


Se entendi direito, você argumenta que não há nada na Bíblia que proiba sexo antes do casamento. É verdade que não há uma passagem bíblica que diga "não farás sexo antes do casamento;" mas existem dezenas de outras que expressam essa verdade com outras palavras e de outras maneiras. Podemos começar com aquelas que pressupõem o casamento como sendo o procedimento padrão, legal e estabelecido por Deus para pessoas que desejam viver juntas (veja Mateus 9:15; 24:38; Lucas 12:36; 14:8; João 2:1-2; 1Coríntios 7:9,28,39), aquelas que abençoam o casamento (Hebreus 13:4) e aquelas que se referem ao divórcio - que é o término oficial do casamento - como algo que Deus aborrece (veja Malaquias 3:16; Mateus 5:31-32).


Podemos incluir ainda aquelas passagens contra os que proíbem o casamento (1Timóteo 4:3) e as outras que condenam o adultério, a fornicação e a prostituição (veja Mateus 5:28,32; 15:19; João 8:3; 1Coríntios 7:2; 6:9; Gálatas 5:19; Efésios 5:3-5; Colossenses 3:5; 1Tessalonicenses 4:3-5; 1Timóteo 1:10; Hebreus 13:4; Apocalipse 21:8; 22:15). Qual é o referencial que nos possibilita caracterizar esses comportamentos como desvios, impureza e pecado? O casamento, naturalmente. Adultério, prostituição e fornicação, embora tendo nuances diferentes, têm em comum o fato de que são relações sexuais praticadas fora do casamento. Se o casamento, que implica num compromisso formal e legal entre um homem e uma mulher, não fosse a situação normal onde o sexo pode ser desfrutado de maneira legítima, como se poderia caracterizar como desvio o adultério, a fornicação ou a prostituição? A Bíblia considera essas coisas como pecado e coloca os que praticam a impureza sexual e a imoralidade debaixo da condenação de Deus - a menos que se arrependam, é claro, e mudem de vida.


Você argumenta também que o casamento é uma conveniência humana e que muda de cultura para cultura. Bom, é certo que o casamento tem um caráter social, cultural e pessoal. Todavia, do ponto de vista bíblico, não se pode esquecer que foi Deus quem criou o homem e a mulher, que os juntou no jardim, e disse que seriam uma só carne, dando-lhes a responsabilidade de constituir família e dominar o mundo. O casamento é uma instituição divina a ser realizada pelas sociedades humanas. Embora as culturas sejam distintas, e os rituais e procedimentos dos casamentos sejam distintos, do ponto de vista bíblico o casamento implica em reconhecimento legal daquela união por quem de direito, trazendo implicações para a criação e tutela dos filhos, sustento da casa e também responsabilidades e conseqüências em caso de separação e repúdio. Quando duas pessoas resolvem ir morar juntas como se fossem casadas, essa decisão não faz delas pessoas casadas diante de Deus - mas (desculpe a franqueza), pessoas que estão vivendo em imoralidade sexual.


É verdade que a legislação de muitos países tem cada vez mais reconhecido as chamadas uniões estáveis. É uma triste constatação que o casamento está cada vez mais sendo desvalorizado na sociedade moderna ocidental. Todavia, esses movimentos no mundo e na cultura não são a bússola pela qual a Igreja determina seu norte - e sim a Palavra de Deus. Em muitas culturas a legislação tem sancionado coisas que estão em contradição com os valores bíblicos, como aborto, eutanásia, uniões homossexuais, uso de drogas, etc. A Igreja deve ter uma postura crítica da cultura, tendo como referencial a Palavra de Deus.


O João me disse ainda que você considera que o mais importante é o amor e a fidelidade, e que argumentou que tem muita gente casada mas infeliz e infiel para com o cônjuge. Ricardo, é um jogo perigoso tentar justificar um erro com outro. Gente casada que é infiel não serve de desculpas para quem quer viver com outra pessoa sem se casar com ela. Além do mais, como pode existir o conceito de fidelidade numa união que não tem caráter oficial nem legal, e que não teve juramentos solenes feitos diante de Deus e das autoridades constituídas? Mesmo que você e sua namorada façam uma "cerimônia" particular onde só vocês dois estão presentes e onde se casem a si mesmos diante de Deus - qual a validade disso? As promessas de fidelidade trocadas por pessoas não casadas têm tanto valor quanto um contrato de gaveta. Lembre inclusive que não é a Igreja que casa, e sim o Estado. Naqueles casamentos religiosos com efeito civil, o pastor ou padre está agindo com procuração do juiz.


Não posso deixar de mencionar aqui que na Bíblia o casamento é constantemente referido como uma aliança (veja Ezequiel 16:59-63). Deus é testemunha dessa aliança feita no casamento, a qual também é chamada de "aliança de nossos pais", uma referência ao caráter público da mesma (não deixe de ler Malaquias 2:10-16).


Não fiquei nem um pouco surpreso com seu outro argumento para fazer sexo com sua namorada, que foi "é importante conhecer bem a pessoa antes do casamento". Já ouvi esse argumento dezenas de vezes. E sempre o considerei uma burrice - mais uma vez, desculpe a franqueza. Em que sentido ter relações sexuais com sua namorada vai lhe dar um conhecimento dela que servirá para determinar se o casamento vai dar certo ou não? Embora o sexo seja uma parte muito importante do casamento, o que faz um casamento funcionar são os relacionamentos pessoais, a tolerância, a compreensão, a renúncia, o amor, a entrega, o compartilhar... você pode descobrir antes do casamento que sua namorada é muito boa de cama, mas não é o desempenho sexual de vocês que vai manter ou salvar seu casamento. Esse argumento parte de um equívoco fundamental com relação à natureza do casamento e no fim nada mais é que uma desculpa tola para comerem a sobremesa antes do almoço.


Agora, o pior argumento que ouvi do João foi que você disse "a graça de Deus tolera esse comportamento." Acho esse o pior argumento porque ele revela uma coisa séria em seu pensamento, que é tomar a graça de Deus como desculpa para um comportamento imoral. Esse sempre foi o argumento dos libertinos ao longo da história da igreja. O escritor bíblico Judas, irmão de Tiago, enfrentou os libertinos de sua época chamando-os de "homens ímpios, que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo" (Judas 4). Esse é o caminho de Balaão "o qual ensinava a Balaque a armar ciladas diante dos filhos de Israel para comerem coisas sacrificadas aos ídolos e praticarem a prostituição" (Apocalipse 2:14). É a doutrina da prostituta-profetisa Jezabel, que seduzia os cristão "a praticarem a prostituição e a comerem coisas sacrificadas aos ídolos" (Apocalipse 2:20) e a conhecer "as coisas profundas de Satanás" (Apocalipse 2:24).


Como seu amigo e pastor, permita-me exortá-lo a cair fora dessa maneira libertina de pensar, Ricardo, antes que sua consciência seja cauterizada pelo engano do pecado (Hebreus 3:13). Ainda há tempo para arrependimento e mudança de atitude. A abstinência sexual é o caminho de Deus para os solteiros, e esse estilo de vida é perfeitamente possível pelo poder do Espírito, ainda que aos olhos de outros seja a coisa mais careta e retrógrada que exista. Se você realmente pensa em casar com a Raquel e constituírem família, o melhor caminho é pararem agora de ter relações e aguardarem o dia do casamento. Vocês devem confessar a Deus o seu pecado e um ao outro, e seguir o caminho da abstinência, com a graça de Deus.

Estou à sua disposição para conversarmos pessoalmente. Traga a Raquel também. Estou orando por vocês.

Um grande abraço,Pr. Augustus

87 comentários:

Flávio disse...

Bem vindo de volta Rev.
Muito bom post, como sempre. Gostaria de saber se senhor faz casamento entre descrentes ou jugo desigual e porque.
Abraços, seu concervo.

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Flávio,

Nunca realizei a cerimônia religiosa ou religiosa-civil envolvendo um crente e um descrente. Sempre deixei esse ponto muito claro logo no início de meu ministério nas igrejas onde passei. É fruto da minha convicção pessoal e da minha interpretação dos textos bíblicos que falam da natureza do casamento e da família.

Um abraço!

Marco Duarte disse...

Ola Reverendo! Primeiramente, desculpe os erros de acentuacao, estou com problema no meu computador.
Muito bom esse post! Realmente esse problema está dentro de nossas igrejas, no meio de nossos jovens. Como o senhor disse, o caso é mais real do que se pensa.
Sobre a pergunta do Flavio, gostaria de saber qual a posicao da IPB sobre uniao de crente com descrente, pois conheco muitos pastores presbiterianos que celebram casamentos desse tipo por nao achar problema (O Ap. Paulo apenas faz um recomendacao, etc). Particularmente, sou contra o casamento assim.
A proposito, acho que encontrei o senhor em uma clinica ortopedica em SP, porem, logo que cheguei o senhor ja entrou na sala do medico. Mas tb nao tinha certeza que era o senhor..rs..talvez tenha me livrado de um mico..rs
Um grande abraco,

Marco Duarte

Julio Melo disse...

Caro Rev.

Concordo com a resposta do senhor sobre a questão levantada pelo Flávio. Entretanto como presbiteriano, como devemos agir diante do Manual Presbiteriana com Jurisprudência, Princípios de Liturgia, no Capítulo VIII, Art 18, 19 e 20.

Fratenalmente,
Julio Melo

PS: Não desejo polêmica. Caso não entenda ser prudente divulgar este comentário e comentar sobre ele, compreenderei à sua posição.

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Marco,

Acho que era eu mesmo, estive recentemente na clínica ortopédica por causa da minha coluna. Deve ter sido isso!

A Confissão de Fé da IPB diz o seguinte:

"A todos os que são capazes de dar um consentimento ajuizado, é lícito casar; mas é dever
dos cristãos casar somente no Senhor; portanto, os que professam a verdadeira religião reformada
não devem casar-se com infiéis, papistas ou outros idólatras; nem devem os piedosos prender-se
desigualmente pelo jugo do casamento aos que são notoriamente ímpios em suas vidas ou que
mantém heresias perniciosas" (CFW, XXIV, 3).

Todavia, o Supremo Concílio da IPB, quando perguntado sobre esse assunto, sempre preferiu recomendar que os pastores não celebrassem casamentos mistos, em vez de baixar uma proibição taxativa. Ao final, portanto, fica por conta da decisão de cada pastor, enquanto não se toma uma posição proibitiva.

Um abraço!

Pedro disse...

Reverendo Augustos

De fato isso é um problema sério em nossas igrejas. Acho que os argumentos para justificar sexo antes do casamento, exposto pelo Ricardo, acho que estão em um contexto muito mais teórico do que prático. O que eu quero dizer...

O Ricardo, pelo que entendi, não terminou a faculdade, ou seja, ele deve ter por volta de uns 20 anos de idade, acabou se sair de uma fase em que a pessoa ainda esta amadurecendo. E de fato, o argumento em torno de um possível casamento pode ser perigoso. O jovem nessa idade possui ainda aquela pulsão sexual normal de adolescente e a distinção entre o que é sexo com amor e sexo só por pulsão não é clara.

O que eu acho mais complicado são casais de jovens que passam dos 25 anos, que "teoricamente" estão mais adultos e muitas vezes prorrogam o namoro, chegam a mais de 6 anos, por questões de ordem, principalmente, financeira. Ou seja, hoje dificilmente se casa sem uma estrutura legal.
Mas a partir dessa idade, o jovem homem deixa de ter pulsões desenfreadas de adolescente e passa ter um padrão sexual mais contido, no entanto, mais intenso.
A mulher também deixa a insegurança sexual da adolescencia e passa a querer desfrutar do sexo como algo relacionado fortemente ao sentimento.
Essa gama de fatores acabam por gerar uma situação de "sexo fora do casamento". Não quero justificar esse tipo de prática por conta dessa realidade. No entanto, como proceder nessa situação. Hoje os jovens estão casando com 28, 29 até 30 anos. Como aguentar uma abstinencia dessa magnitude...
Sexo é uma realidade muito dificil de se viver. Pois é pecado em determinadas situações e não é em outras. Basta uma condição. Mentira, fofoca, gula, sempre serão pecados em qualquer situação, menos com o sexo.

A pior situação ainda se verifica quando os jovens decidem se casar só para ter o aval do sexo.

Será que da mesma forma que sexo antes do casamento faz mal, abstinencia em demasia não faz mal.

Já soube de casos em que as pessoas tiveram sérios problemas sexuais no casamento por conta da neura com a sexualidade.

Abraços
Pedro

Joao d'Eça disse...

Prezado Rev. Augustos Nicodemos.

Aprendi muito com as suas palestras em Atos dos Apóstolos aqui em São Luís, espero que o senhor continue participando do Encontro da Fé Reformada aqui. Saiba que entre os participantes a repercussão foi a melhor possível e percebemos que a cada ano o evento cresce. Muito obrigado por aceitar os convites para vir à São Luís.

Quanto ao seu post, muito bom, trata de uma realidade que a cada dia cresce nas igrejas de todas as denominações em todo país.

Creio que o problema está na influência da TV com seus programas sem nenhum critério de ética, moral ou bons costumes. Creio ainda que um outro problema está na liberdade exagerada que é dada ao povo, e, como uma coisa puxa a outra, todo esse lixo conceitual vem parar na igreja.

Já ouvi argumentos, de que é preciso fazer sexo antes do casamento, para se saber se é com esta pessoa que se vai realmente conviver, ou seja, eles experimentam antes para saber se vão gostar e se esquecem de que na impureza não se consegue ver nehuma realidade crsitalina.

É como pisar em um recipiente cheio d'Agua, mas que contém sujeira depositada no fundo, quando a áque é agitada pela pisada, a sujeira levanta e tudo fica turvo e não se consegue ver nada. Assim é com quem pensa do jeito relatado.

Não quero tomar muito espaço, porisso fico por aqui.

Rev. João d'Eça
SLZ - MA

Oliveira disse...

Caro Reverendo

Quem bom que estão voltando a postar.
Agora só falta o Prof. Mauro dar a contribuição dele.

E retorna justamente num assunto bem delicado que aos poucos vai se deixando de ouvir.

Fica "encomendado" uma reflexão sobre o divórcio (para crentes, para não crentes, etc... todas as variações possíveis contempladas pela escritura).

Um grande abraço
E sobre a saúde, conte com a minha oração e meus votos de melhora.

Não desanimem.
Publiquem!

Todos os dias eu entrava no blog para saber se alguma coisa tinha sido publicada, e fico agora bem feliz que estão voltando aos poucos a refletir sobre o Reino e tornando públicos e gratuitos tais pensamentos.

Fátima de Souza disse...
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Rev. Francisco disse...

É Doutor!
Dois jovens de minha Igreja me disseram que você já havia voltado e com um "senhor" texto. Na verdade, um artigo como esse so pode ter sido concebido com muita inspiração, unção e conhecimento da Palavra. Deus seja Louvado.
Lembre-se de que estamos, conforme contato já feito, com a esperaça de tê-lo em junho de 2009, dias 19 20 e 21 em nosso ACAMPA 2009.
Um abraço meu e da minha amada 3ª IPB em Colatina-ES.
Rev. Francisco Lúcio Pereira.

André Scordamaglio disse...

Olá Rev. Augustus,

Nesses tempos pós-modernos, uma visão objetiva sobre esse assunto é salutar. E realmente, conversando com o Rev. Ageu, ele sempre nos diz que o maior problema do liberalismo teológico, além de outros mais doutrinários, é o liberalismo moral.

Abraços!

Ednaldo Émerson disse...

O tema está bastante em pauta nos dias de hoje. E como jovem posso afirmar com bastante convicção, que nós jovens sofremos muito, mas muito mesmo com o tema.
Talvez, há alguma coisa esteja errada, pois como o texto diz é através do Espirito que esse tipo de pecado é superado.

Renato P. Ilkiw - da IPB disse...

Caro Nicodemus,

No caso relatado, no final você faz uma exortação mas não inclui a confissão diante do pastor ou igreja. Minha pergunta: A confissão a Deus e um ao outro é o suficiente? ou só quando o caso é publico ou de conhecimento de alguns deve ser tratado pela a igreja e haver uma diciplina?
Um abraço.

Leonardo disse...

Prezado Augustus,

O que vou comentar não tem absolutamente nada a ver com o post sobre sexo antes do casamento, mas é que saiu um livro intitulado "O que Jesus disse? O que Jesus não disse?", de Bart Ehrman, no qual o autor discorre sobre crítica textual e sobre como o texto foi mudado ao longo dos séculos. Apesar de possuir dourorado pela Princeton, o autor declara que a Bílbia é um livro puramente humano, mudado intencionalmente pelos cristãos. Gostaria que o sr. postasse algo após ler o referido livro.

Atenciosamente,

Leonardo Bruno.

Junior disse...

Graça e Paz Reverendo!!

Quem bom revê-lo postar artigos edificantes como este.
Infelizmente, esta é uma triste realidade no meio de nossos arraiais.

Oremos por nossa juventude.

Abraços
Junior

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Prezado Júlio,

Reli os Princípios de Liturgia da IPB nos artigos citados por você, bem como as decisões da IPB pertinentes a esse assunto. Creio que se faz necessário na IPB um re-estudo aprofundado sobre a permissão para bênção matrimonial impetrada em casamentos mistos. É perceptível que existe uma discrepância entre o que diz a Confissão de Fé e a jurisprudência. O caminho é pedir um re-estudo do assunto via concílios da IPB. Por enquanto, prevalecem as decisões que deixam a celebração à critério de cada pastor.

Abraços.

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Pedro,

Excelente observação. De fato, a prática do sexo antes do casamento entre jovens evangélicos me parece mais comum na faixa etária entre os 25 a 30 anos, especialmente quando se adia em demasia o casamento.

Eu me converti aos 22 anos de idade, depois de uma vida de muita imoralidade e dissolução. Pela graça de Deus me abstive das relações sexuais até os 28 anos, quando me casei com a Minka. Passei 6 anos, vividos naquela idade em que os hormônios estão a todo vapor, me guardando para a futura esposa. Garanto que pela graça de Deus, uso dos meios de graça, disciplina, é possível, sim, ao jovem evangélico se guardar até o casamento. Podemos colocar a culpa na mídia, etc., mas ao final, a causa mesmo é a falta de domínio próprio.

Abraços!

Augustus Nicodemus Lopes disse...

d'Eça,

Foi bom estar em são Luiz, e obrigado pela paciência com minhas palestras...!

Você não deixa de ter razão: vivemos num clima de erotização intenso provocado pela mídia e pela dissolução dos costumes. Mas ao meu ver, sempre foi assim. A cidade de Corinto, por exemplo, à época de Paulo, era tremendamente imoral e dissoluta, a ponto de Paulo ter que escrever o capítulo 7de sua primeira carta recomendando o casamento como solução para o abrasamento sexual e a impureza. O que falta, em todas as épocas, é o fruto do Espírito: domínio próprio.

Abraço!

Augustus Nicodemus Lopes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Juan de Paula disse...

Pastor Augustus,

realmente essa área é muito delicada para os jovens em particular e todo indíviduo em geral:

Particularmente acredito que muitos jovens evangélicos praticam o sexo pré-conjugal sabendo que é errado e que Deus não aprova mas usa o argumento citado (que a Bíblia não diz "não farás sexo antes do casamento") para justificar e racionalizar o seu pecado.

Alguél citou sabiamente acima que o liberalismo teológico leva a um liberalismo moral, racionalizando a corrupção e miséria do coração humano distante de Deus.

Nós pastores devemos lutar contra a impureza sexual tão presente em nossos dias com tanta exploração que faz com que fiquemos expostos e por outro lado devemos ensinar sobre o sexo como diz John Piper , em seu lugar (casamento) onde é praticado em sua beleza e poder.

Assim como o irmão, conheci o Evangelho aos 20 após uma vida promiscua e mundana e hoje com 28 e ainda solteiro, posso dizer que tem sido maravilhoso viver a satisfação em Deus e ser liberto pela graça (sendo liberto a cada dia) da escravidão das paixões carnais que me dominavam antes da regeneração. Nesse sentido, realmente os meios da graça aplicado ao coração, a destruição dos ídolos e uma disciplina devocional são armas poderosas para nos fazer crescer em santidade e temor.

Obrigado pela excelente postagem prática e pastoral. Em minha opinião são seus melhores escritos e os mais necessários para a vida da igreja.

Deus te abençoe,
Juan

Tales Paranahiba disse...

Graça e paz mestre!

União estável e batismo.

Duas pessoas que vivem em união estável poderiam se batizar, tomar ceia, etc.?

Muitos afirmam que no livro de Atos bastava crer em Jesus para se batizar, de modo que a exigência para se casar não é bíblica.

O que o Sr. acha disso?

Eu, particularmente, creio que primeiro devem casar-se para depois se batizarem.

Tales
P.S: as palestras no CETEVAP em São José foram ótimas. Não quis levar os livros para autógrafo, porque fiquei constrangido. Sei lá, achei que poderia tomar seu tempo inutilmente.

abs. e até o próximo curso on line no mackenzie, se Deus quiser.

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Rev. Francisco,

Obrigado pelas boas palavras. Sim, está confirmada nossa participação no ACAMPA 2009!

Abraços!

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Renato,

Boa pergunta a sua: "a confissão a Deus e um ao outro é o suficiente? ou só quando o caso é publico ou de conhecimento de alguns deve ser tratado pela a igreja e haver uma disciplina?"

Acredito que a confissão deve ter sempre a mesma extensão do pecado. Ou seja, a confissão deve reparar o erro em todas as áreas que o mesmo atingiu. No caso citado em meu post, o amigo João sabia do relacionamento imoral do Ricardo e da Raquel e me passou a informação (lembre que são personagens fictícios, embora a história tenha sido baseada num caso real).

Continuando a pensar hipoteticamente, se Ricardo e Raquel não mudassem de atitude com essa exortação, eu me veria obrigado a levar o caso ao pastor deles para as providências eclesiásticas, que inclui trato pela igreja e uma eventual disciplina.

Um abraço.

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Leonardo,

Já vi o livro do Bart Ehrman. Não o li ainda, embora tenha inclusive conversado longamente sobre a tese dele com outro professor que leu e analisou criticamente o mesmo.

Você disse: "Apesar de possuir doutorado pela Princeton, o autor declara que a Bíblia é um livro puramente humano, mudado intencionalmente pelos cristãos".

Não deveria ser surpresa que ele tem um doutorado por Princeton, pois apesar de ser uma das melhores universidades do mundo e ter tido uma origem cristã reformada e calvinista, Princeton faz muito tempo que largou as bases e os princípios cristãos históricos que nortearam sua origem e trajetória iniciais. Hoje é uma universidade secularizada onde o método histórico-crítico é a ferramenta hermenêutica empregada para desacreditar a Bíblia por parte de professores de teologia. Há ainda professores evangélicos que mantém a doutrina da infalibilidade da Escritura, mas creio que esse número não é muito significativo.

Eu já escrevi alguma coisa sobre a inerrância da Bíblia aqui no blog, veja:

http://tempora-mores.blogspot.com/2006/02/sobre-inerrncia-da-bblia.html

Abraços!

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Tales,

Eu teria autografado os livros com a maior alegria! Você não sabe a satisfação que é para um autor quando ao menos um livrinho sai e é valorizado!

Concordo com sua opinião, que para se batizar, as pessoas que vivem juntas deveriam se casar a despeito da lei que reconhece as uniões estáveis para efeito de herança, partilha de bens, etc.

Na minha denominação fica a critério de cada Conselho de igreja local receber como membros comungantes, por batismo e/ou profissão de fé, pessoas que estejam vivendo juntas de forma estável há mais de três anos e que não se casaram somente por que existem impedimentos legais intransponíveis no momento.

Abraços!

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Juan,

Graças a Deus por seu testemunho, tão necessário hoje em dia!

Abração!

Anderson Abreu disse...

Rev. Augustus,

seu artigo é muito pertinente!
Antes que me esqueça, sua pregação aqui no seminário JMC foi muito edificante para mim (e aos demais irmãos), espero que volte mais vezes, pelo menos nos próximos 3 anos! Pessoalmente admiro muito o irmão por sua piedade e conhecimento tão mutuamente equilibrados.

Esse é uma assunto que tem me preocupado muito. É fácil perceber nas igrejas, como as pessoas não têm levado profundamente a sério a sexualidade à luz das Escrituras. O pior é perceber desculpas anti-bíblicas como: "somos salvos pela graça", como se a graça não libertasse do pecado, mas apenas da condenação.
Recentemente entrei em uma comunidade da UMP da IPB no Orkut e me deparei com o fórum "Mão Boba no Namoro Cristão" ( http://www.orkut.com.br/CommMsgs.aspx?cmm=48924&tid=5211389849595782122 ). Nesse fórum, vários jovens incluindo mulheres, estão defendendo abertamente que as caricias sexuais no namoro não são pecaminosas, mesmo se conduzirem ao sexo, pois o importante é o amor (?).
De fato somos salvos somente pela graça de Deus, mas não uma "graça barata" que livra o homem da condenação, mas não da escravidão ao pecado. Não é isso que Paulo diz em Romanos 6:14: "Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei e sim da graça." Como a implicação que Paulo faz de estarmos debaixo da Graça e não da Lei e maravilhosamente diferente da que os libertinos e deturpadores fazem!!!
Como o Reverendo mesmo disse, a graça nos dá capacidade para suportarmos e vencermos esperando o casamento. Eu sei disso na pele, pois estou na Igreja desde os 22 e já tenho 28. A graça de Deus tem triunfado sobre o pecado. A luta não é simples, nós sabemos, mas pode ser vencida em Cristo. Isso eu nunca duvidei!
Mas Reverendo, será que as pessoas (falando de uma maneira geral) tem realmente conhecido (experimentado) a graça salvifica de Deus? Vejo pessoas duvidarem que uma vida de castidade no namoro ou noivado seja possível! Alguns na Igreja me dizem que isso não existe. Duvidam que qualquer casal na igreja tem vida casta. Ai eu concluo, se essa pessoa duvida de outros, é porque ela mesma não acredita ser capaz ou não vive castamente, pois projetamos nos outros o que somos e vivemos. Não é verdade?
Eu sei que mesmo um cristão convertido que tenha o Espírito de Deus e esteja de baixo da graça do Senhor, pode cair nos mais vis pecados, mas minha duvida Reverendo Augustus, é se um verdadeiro cristão que tem o Espírito pode viver anos e anos no pecado. Será que a Bíblia nos autoriza a acreditarmos nisso? Eu não consigo conceber como alguém que tem o Espírito Santo em sua alma poderia viver anos (não um ou dois meses) na escravidão ao pecado da imoralidade. É possível Reverendo? A Bíblia permite que creiamos assim?

que Deus continue a usá-lo como anjo na proclamação de Sua Palavra!
Graça e Paz!

Pb. Anderson Abreu

P.S: Coloquei um link do TEMPORA em meu recente Blog (Spiritus et littera). Espero que não se importem!

vrocha disse...

Olá, rev. Augustus,
Gostaria de parabenizá-lo pela postagem deste texto por dois motivos: primeiro, pela relevância do assunto no contexto em que vivemos hoje; segundo, pela simplicidade e criatividade apresentada pelo autor. Que o Senhor continue lhe usando na transmissão do correto ensino das Escrituras.
Abs,
Presb. Bel. Valmir Rocha

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Caro Valmir,

Obrigado pelas boas palavras. Vamos en frente, a luta continua.

Um abraço!

Rev. Ageu Magalhães disse...

Caro Rev. Augustus, muito bom o artigo. Que Deus continue lhe usando. Abra�o, Ageu.

Anônimo disse...

Bom dia rev. Augustus e caros colegas
Agradeço a Deus por palavras como essa que conduz a vida dos filhos de Deus a toda verdade. Tenho aprendido que são os mandamentos de Deus que nos fazem mais sábios que os nossos inimigos, mestres e idosos (Sl 119.98-101).
Confesso que tenho ficado impressionado pela imoralidade vivida em nossos dias, especialmente, pelos líderes da igreja. Gosto de pensar que há outros lugares onde Deus tem conservado outros fiéis a ele, como fez na época do profeta Elias (1 Rs 19.14, 18) mesmo que a libertinagem de pensamento tanto defendida pelos inimigos da igreja de Cristo tenha, em alguma medida, alcançado favor dos mais desavisados.
Fico me perguntando por que tanta ênfase atual nas questões sexuais. Algumas respostas me vêm a mente quando penso nisso:
a) é sempre importante lembrar que as questões sexuais sempre foram sintomáticas de uma vida descompromissada com Deus e não são tão atuais assim. Essas questões, nossos irmãos do passado já enfrentavam, a partir de Lameque, Ló e assim por diante.
b) as questões sexuais desregradas retratam uma cosmovisão assumida contrária à apontada pelas Escrituras. Um exemplo disso é a cosmovisão naturalista que encontra nas questões sexuais uma das suas motivações primordiais para assumi-la.
c) quando lembro que os apóstolos escreveram para responder às questões que a Igreja de Cristo necessitava de respostas em sua época (teologia de tarefa), fico a pensar que talvez, as questões sexuais precisem de mais atenção por parte da Igreja porque, afinal de contas, Cristo veio para perdoar os pecados dos seus e santificá-los (Ef 5.25,26, e Hb 13.12). Imagino que sempre que um problema surge com muita força é porque a Igreja precisa buscar em Deus e na sua palavra combatê-lo colocando subsídios bíblicos-intelectuais para que os filhos de Deus não sejam enredados por esses ventos de doutrina (Ef 5.6).
d) repensar as questões disciplinares e pastorais. A quantidade de gente dentro dos arraiais eclesiásticos cristãos que necessitam de correção é simplesmente assustadora. É preciso lembrar que a disciplina visa trazer o pecador ao arrependimento. Diante de grandiosa tarefa, começar e continuar nesse caminho de instrução e correção, ainda que seja uma tarefa árdua e inicialmente incômoda, mas, com a promessa de acompanhamento do próprio Cristo (Mt 18.15-20).
e) cuidar da minha própria vida, porque fazendo assim o benefício será tanto pessoal quanto coletivo (1 Tm 4.7, 15,16, Hb 12.14,15).
Diante de um quadro ruim como esse de tentativas vãs de buscar subsídios para justificar as práticas libertinas, ainda que pelos próprios líderes, palavras bíblicas como essa me ajudam a olhar firmemente para o lugar certo. Esse tipo de farol bíblico me ajuda a orientar a mim, minha própria família e a Igreja onde sou pastor para que todos coloquem os pés na rocha em meio a um ambiente pantanoso em que vivemos.
O domínio próprio, sem dúvida, é o caminho para solucionar um problema como esse. Alguns textos sobre domínio próprio ajudam muito (Pv 16.32 e 25.28, At 24.25). E, já que o domínio próprio é algo produzido por uma vida cheia do Espírito Santo, então, a saída para resolver esses e outros problemas é o enchimento com o Espírito Santo. É promessa de Deus que aqueles que viverem cheios do Espírito Santo não incorrerão nas obras da carne (Gl 5.16).
Agradeço mais uma vez pelas palavras bíblicas e desafiadoras.
De seu irmão em Cristo,
João Geraldo

João Lemos dos Santos disse...

O problema é a atitude de quem pensa que o que a Bíblia diz sobre o assunto não se aplica a ele porque ele sente em seu coração que não há pecado; esquecendo que (como diz Jeremias 17:9) o coração é enganoso, e desesperadamente perverso. Confiar na própria consciência, desconsiderando a palavra de Deus, é uma armadilha fatal. E uma armadilha de estrondoso sucesso na destruição da santidade.

Excelente post, Pr. Augustus. Continue com as cartas fictícias, são interessantes e muito edificantes. Um abraço!

Danillo disse...

Rev. Nico,

Como bem sabe me casei ano passado e me lembro que ao pedir minha namorada em casamento (no Acamp de 2006) o Sr pediu para realizar a cerimônia (futuramente inviável devido a um final de semana de palestras). Após 5 anos de namoro e 1 de noivado casei aos 22 anos e no período de Namoro + noivado, tomamos algumas decisões importantes que nos protegeram, cito a mais importante, evitar situações, como por exemplo ficar sozinhos em ambientes, creio que o pecado acontece quando achamos que estamos imunes a ele, devemos vigiar sempre, lembrando que àquele que está em pé olhe para que não caia (1 Coríntios 10;12). Dou graças a Deus por Ele me conservar até o matrimônio (aliás, posso dizer até depois do matrimônio, pq tivemos que viajar direto do casamento para fora do país e por incrível que pareça, permaneci por mais tempo que o desejado... rs...).

Abs,

Danillo Senra.

PS: Você precisa passar mais tempo com suas ovelhas da IPSA.

Norma disse...

Cara Raquel,

Se Augustus me permitir, gostaria de tecer algumas considerações sobre o que você escreveu. Se fôssemos amigas e estivéssemos agora conversando, eu lhe diria o seguinte:

Suas palavras parecem mostrar que você está confusa. De um lado, o fato de estar de casamento marcado com seu namorado parece mostrar que não há nada de errado em vocês terem feito sexo desde o começo. Eu entendo seu sentimento. Se a coisa era séria desde o começo, Deus parece ter abençoado e confirmado o amor de vocês, permitindo que o namoro desse em casamento.

Só que, por outro lado, você fala na moral familiar como desejável. Ou seja, é como se você aprovasse o princípio geral sobre sexo apenas no casamento, mas, em sua vida, você experimenta o oposto; você tem paz e acha que Deus tratou diferente você e seu namorado.

Percebe? Você acha que, no SEU caso, o Espírito teria dito: "Deus reservou o casamento para vocês dois; logo, podem ter sexo desde agora." Já no caso de todas as outras pessoas, não; e que é melhor que elas esperem, porque nunca se sabe. Sem querer, Raquel, você se coloca acima dos demais cristãos, como se Deus tivesse aberto uma exceção só para você. Você acha que Ele faria isso? Não seria injusto da parte Dele?

Queria apenas apontar a você a incoerência que parece demonstrar entre princípios gerais e experiência prática. Eu me preocupo muito com essa confusão sua, que deve se espalhar para outras áreas da sua vida. Por exemplo, se você tiver uma filha, o que dirá a ela? "Querida, não tenha sexo antes do casamento. Guarde-se. Mas, se você sentir que Deus falou com você que aquele homem será o seu marido, pode ter." Se isso for estendido para outras áreas, imagine a loucura? "Querida, não peque; mas, se você sentir que Deus abriu uma exceção para você, pode pecar." Porém, pergunte a si mesma: quantas vezes esse "sentir" se verificou errado, terrivelmente errado? Quantas vezes o seu coração lhe disse que seria uma coisa, e você confundiu esse sentimento com uma orientação de Deus? Falo isso não como quem está de fora, mas por experiências muito tristes.

Querida Raquel, não paute sua vida espiritual pelos sentimentos. Eles são enganosos. Apenas a Palavra de Deus é infalível e eterna. E olhe, não estou preocupada com a "sexualidade alheia", mas sim preocupada com você, pois um dia estive em confusão semelhante. A questão não é o ato sexual em si, mas sim nossos pensamentos sobre Deus e Sua vontade. Não só acredito, mas experimentei isso em minha vida: sem santidade a maturidade cristã não é possível. E maturidade cristã implica, sobretudo, fazer a vontade de Deus, muitas vezes contra nossos sentimentos. Isso se chama "domínio próprio" e é algo que apenas o Espírito pode dar.

Que Ele a abençoe.

Patrícia Pacheco disse...

Olá Rev. Nicodemus,

Parabéns por mais este brilhante texto!

Na minha opinião, apesar de se falar bastante que o sexo deve acontecer apenas dentro do casamento, nossa igreja de uma forma geral ignora a existência do sexo antes do casamento entre os jovens cristãos. Creio que deveríamos ter um diálogo mais aberto nesta área na IPB.

Tenho 27 anos e, como sabe, sou casada há 2. Gostaria de deixar aqui uma palavra de ânimo aos jovens que têm buscado uma vida de santidade: não desistam, pois honrar a Deus é o melhor presente! Realmente é difícil se preservar em uma sociedade que tanto estimula a sexualidade. Porém, com a ajuda do nosso Deus, é possível resistir! Peçam sabedoria e domínio próprio ao Pai.

Grande abraço,

Patrícia Pacheco

João Lemos dos Santos disse...
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Silvia K. Sanchez disse...

Prezado rev. Augustus: parabéns pela postagem e um bom retorno!

Olha, se depender do nº de posts que este assunto tem em comunidades da IPB e cristãs, no principal site de relacionamentos da internet, vai "chover" comentários! É incrível como este assunto rende!

Infelizmente no meio cristão, há inúmeros "Ricardos e Raqueis". É muito comum encontrar dentro da igreja, cristãos que apoiam e concordam com o sexo antes do casamento, com o divórcio principalmente sob o argumento, que se não existe mais amor é melhor separar... etc. Sempre fundamentados na pluralidade e diversidade de idéias não bíblicas e cristãs.

Penso que a Queda e a natureza do homem corrompido, nos distanciou profundamente do ideal de Deus para o casamento e o sexo ... mas se para muitos,a criação, Adão e Eva não passa de mito,como vão entender os perfeitos propósitos divinos para o sexo dentro do casamento? E que nosso bom Deus é o criador do sexo também?

A idéia equivocada que fica hoje e que é amplamente patrocinada pela mídia, é que sexo bom é o sexo feito fora do casamento. Até para os que são casados,para quebrar a "monotonia" e "esquentar" o relacionamento conjugal...

Creio que nossas mentes cauterizadas, cada vez mais aceitam esse modo de viver pecaminoso em nome da realização e satisfação pessoal - se eu estou bem e feliz é o que importa - mas será que Deus tem sido GLORIFICADO através disso?

Será que o meu modo de viver (sexo antes do casamento) é o modo de viver que agrada a Deus?

Será que com o sexo antes do casamento estou honrando e louvando a Deus?

Que o bom Deus nos ajude a compreender como é maravilhosa a intimidade e a cumplicidade do sexo dentro da vida conjugal.

Sem dúvida,prezado reverendo, vão aparecer várias críticas (como: mais um texto "fundamentalista e puritano")a essa excelente postagem do senhor. Como disse acima: vai render... rs!

Mais uma vez parabéns pela postagem!

Um abraço fraternal em Cristo,

Silvia

Augustus Nicodemus Lopes disse...

João Geraldo, João Lemos, Patrícia Pacheco,

Muito obrigado pelos comentários e pelo encorajamento. Seu testemunho, Patrícia, é muito importante para mostrar que temos, sim, jovens firmes na decisão de manter a pureza sexual.

Abraços!

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Danillo,

Obrigado pelo testemunho. Embora a prática do sexo pre-marital esteja crescendo no meio da juventude evangélica, ainda temos muitos, como você, Patrícia e outros que deram testemunho aqui, que se mantém firmes na Palavra de Deus!

Quanto às minhas ovelhas da IPSA -- tem razão, preciso andar mais perto delas. O que me deixa mais tranquilo é que Rev. Leandro é um excelente pastor e como titular da IPSA tem tido esse cuidado necessário com nosso rebanho. Continue orando por nós!

Grande abraço.

Augustus Nicodemus Lopes disse...
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Augustus Nicodemus Lopes disse...

Silvia e Norma,

Muito obrigado pelos comentários, que vêm fortalecer e confirmar nossas palavras. Testemunhos e palavras assim de jovens evangélicos me fazem criar ânimo. Sinceramente, quando escrevi esse post eu estava sentindo que a situação era caótica mesmo, e que tentar dizer alguma coisa a favor da pureza, virgindade e abstinência era perda de tempo e falar ao vento. Mas os testemunhos postados aqui me deram novo ânimo. Deus sempre reservou para si os milhares que não dobraram os joelhos ao deus Baal do sexo livre.

Grande abraço!

Fátima de Souza disse...
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Norma disse...
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Norma disse...

Querido Augustus,

De fato, não foi à-toa que confundi os nomes. ;-)

Esse assunto é extremamente importante na igreja. Realmente, não é fácil a vida de solteiros nessa área. Passei por muita luta, muita luta mesmo. Mas, após um tempo de luta sem desistência, também com a ajuda de irmãos sinceros e pregações fiéis, Deus nos dá certa estabilidade que é tremendamente aliviadora. É o que experimento hoje, com a graça de Deus, confirmando aquele versículo que diz: "Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós."

O primeiro passo para a luta, no entanto, é a convicção de pecado, que só o Espírito pode dar. Para isso, é preciso a leitura correta e inspirada da Palavra. Creio que todo o relativismo presente na igreja hoje (com suas distorções de linguagem e de fatos históricos) se destina a solapar a verdade da Palavra, que é una e se dirige a todos os homens. Sem a certeza advinda da Palavra, a convicção de pecado é impossível.

Grande abraço!

Cristiano Silva disse...

Minha primeira namorada foi minha esposa, que conheci na IPB que meus pais freqüentavam no interior, e isso aos 25 anos de idade. Quando casamos, as "delícias" do matrimônio (e não falo só do sexo) me deram a sensação de que a plenitude que eu aguardava há tanto tempo (com a ajuda de Deus) havia finalmente chegado; e eu agradeci a Deus por isso. À partir daí eu entendi a expressão "parece que eu cheguei no céu".

Abraços.

Norma disse...

Cristiano: que lindo! Ore para que os comentadores solteiros aqui também experimentem o mesmo! ;-)

.bub. disse...

Olá Pastor.
Tenho alguns poucos anos e isso tudo é bem real ne minha vida, tipo, estou passando por isso agora. Tinha algumas dúvidas mas lendo o seu texto e as passagens indicadas grande parte delas sumiram. Sou crente, e enm penso em fazer amor antes do casamento, mas colocam tantaas minhocas na minha cabeça que fico confusa.. rsrs. Tenho certeza de que o Senhor o usou pra escrever isso exatamente agora, e 'me fez' entrar em seu blog para ler exatamente ESTE post.

Mas uma dúvida ainda para no ar:
eu li certa vez um livro do qual gosto muito. Chama- se 'Caminhando nas Chamas'. é sobre uma pioneira cristã, lá no oeste dos EUA..Ela perdeu a família em um acidente e um certo índio a levou para a sua tenda. Ele já conhecia a Bíblia, pois um missionario- médico havia cuidado dele e apresentado Jesus e sua Palavra a ele. Então, a moça permaneceu lá e ele pedia todas as noites para que ela lesse a biblia para ele.. durante alguns anos ela leu a Bíblia toda..e explicava para ele quando tinha dúvidas.
Eles se apaixonaram e queriam se casar. Mas eles nao estava na 'civilização' e ele nao queria fazer uma cerimonia segundo os rituais pagãos de sua tribo. Então ele pergunta se Deus nao poderia ser o 'ministro' do casamento deles. Eles oram. e cosumam o casamento.Ele a apresenta como sua esposa a tribo mas nao faz a festa que normalmente fariam. Têm um filho e vivem juntos. oks. depois dessa carta..

Eles estavam em pecado? eu sei que é uma história fictícia mas... eles estavam pecando ficando juntos e fazendo amor?

bom, espero nao ter.. aborrecido com esse tremendo comentário.
posso pedir só mais uma coisinha: o Sr. poderia responder no meu blog? é www.bullegomme.blogspot.com

abraços Rev. :):):)
'Bub*'

Augustus Nicodemus Lopes disse...

'Bub'*

Fico muito feliz que meu post ajudou você a esclarecer dúvidas quanto a esse assunto tão importante. Fique firme no propósito de manter-se pura até o casamento.

Seu comentário não me aborrece de jeito nenhum. MInha cara é feia assim mesmo, desde nascença...!

Quanto à sua indagação, vou tentar responder primeiro aqui, e depois no seu blog. Acho que nessa história fictícia o erro é pensar que uma cerimônia de casamento deixa de ser válida por ter rituais pagãos. Na verdade, o casamento é realizado pelas autoridades civis, no caso, pelos líderes da tribo ou pelos representantes do Estado onde a tribo estava.

Esse "casamento" informal cria um problema e um precedente: os novos convertidos da tribo também não vão querer se casar segundo os costumes da tribo. E agora -- vão se juntar, como a missionária, nesses "casamentos" informais? Péssima estratégia missionária.

Uma alternativa seria esperarem um pouco e irem se casar noutro lugar. A meu ver, a solução da missionária foi apressada, pouco trabalhada e a desculpa apresentada parece mais isso mesmo, uma desculpa para se juntarem o mais rápido possível.

Os caminhos mais rápidos e fáceis nem sempre são os certos.

Um grande abraço!

.bub. disse...

Oi Pastor,
Obrigada Pela resposta hiper rápidaaa! :D:D
Tenho mais 2 perguntinhas. nao só para o senhor, mas para os outros 'postadores' do blog:
1- Vocês conhecem o livro ' Eu Disse Adeus ao Namoro' ? é bom? uma boa leitura?

2- o que é 'corte'? 'Namorar em Corte'? Li isso em uma comunidade do Orkut, relacionada a esse livro aí.

ah o autor é o Joshua Harris

obrigada de novo.
abraços e boa semana :)

Wilcomjc disse...

Bravo!Bravo!
Querido Rev. Nicodemus, embora discorde em muita coisa com o Sr. no que tange a salvação (livre-arbitrio X predestinação) Vsa. "arrebentou" nesta produção, isto é mais do que um post, um estudo para jovens!
Embora divergimos em algumas coisas, nós (arminianos - no q tange a salvação e vós calvinistas) sempre nos uniremos em prol de uma vida santa, sem santarrice é claro!
Deus lhe abençõe em Cristo Jesus.
Quando puder, dá uma visitadinha no meu blog e deixa um comentário lá será bacana (www.celebraii.blogspot.com)
Abraços!

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Caro Wilcomjc,

Pois é, nesse ponto arminianos e calvinistas podem pelejar juntos, por uma vida reta e obediente diante de Deus. Obrigado por suas palavras.

*Bub*,

Conheço o livro do Joshua Harris, já li capítulos com meus filhos. Recomendo, embora ache que seja radical em alguns pontos. Leia com critério.

A corte no namoro é aquela maneira tradicional de namorar, em que o rapaz corteja a moça, para conquistá-la. O foco é o conhecimento mútuo mediante conversas sobre os mais diversos assuntos. Nada de beijos e abraços.

Augustus Nicodemus Lopes disse...
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Anônimo disse...

Rev. Augustus,
Graça e Paz! Assunto pertinente comprovado pela quantidade de posts. Meus parabéns!Existe uma real dificuldade no meio da igreja no quesito pecado público pois o individualismo criou barreiras que impedem o tratamento das distorções quanto à vontade de Deus. Creio que já tratou disso em outros posts, com o tema de disciplina na igreja. A repressão na ditadura militar criou fantasmas que a própria igreja adquiriu, dando a falsa impressão de que a disciplina fosse uma repressão. Não é, e não deve ser. Infelizmente, a decisão do senhor difere da vontade dos lideres da nossa igreja, que sabem dos desvios (não só o sexo antes do casamento) mas fecham os seus olhos, aguardando somente o pecado se tornar público, para daí, erroneamente,tripudiar. Um acompanhamento mais próximo da vida dos membros pela liderança corroboraria em muito na sua santificação, ajudando em suas dificuldades e dando o exemplo necessário.
Abs.

José Paulo

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Caros amigos,

Decidi excluir os comentários da "Fátima" e as interações minhas, de Norma e outros com "ela", após descobrir que se trata de um nome falso usado por alguém com intenção de se divertir às custas da seriedade com que sempre tratamos os comentários.

Um abraço.

Ricardo disse...

Caro Nicodemus,

Uma questão que tenho dúvida, quando há um adultério entre um casal cristão e o marido confessa o seu erro a sua esposa e ela aceita, e quando passado um período esse assunto chega a liderança da igreja local (IPB), pergunto: o fato passado, tratado e confessado entre os dois, ainda é passivel de disciplina sendo ele um músico da igreja ou não?

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Ricardo,

Confesso que não tenho uma resposta pronta para perguntas como essa. Eu precisaria saber de muitas coisas mais para poder responder com alguma segurança.

A princípio, eu diria que se houve arrependimento verdadeiro, o marido adúltero deveria ao menos se auto-disciplinar por um tempo, deixando de exercer a função de músico na igreja por um período. Ele mesmo se imporia essa disciplina. O que eu estranho é a pessoas deixam barato demais pecados graves como adultério, e querem continuar a exercer seus ministérios nas igrejas como se nada tivesse acontecido.

Lembre ainda que o arrependimento e a confissão não nos isentam das conseqüências de nosso pecado. Davi arrependeu-se profundamente de seu adultério, mas ainda assim foi disciplinado por Deus. Da mesma forma Acã, que confessou seu pecado mas teve de pagar as conseqüências do mesmo (Josué 7).

Adultério é pecado como qualquer outro, mas ele tem conseqüências graves e sérias.

Abraços!

Norma disse...

Querido Augustus,

Esse é mais um daqueles casos em que, julgando fazer os outros pagarem mico ao responder a um personagem, a pessoa que faz essas coisas paga o maior mico diante de Deus. Porque Ele sabe que as nossas intenções, ao querer ajudar "Fátima", foram as melhores. Por isso, e só por isso, a pessoa por trás do personagem não nos fez perder tempo algum. ;-)

Deus o abençoe!
Abração!

Daniel Pereira Scombati disse...

Pr. ótimo texto, bem ilustrado e inteligente.
Estarei dia 06, se assim Deus permitir, em Presidente Prudente para o encontro de líderes e espero trocar palavras com o senhor.
Um forte abraço

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Daniel,

Será um prazer encontrá-lo. Grande abraço!

Welison disse...

Olá reverendo. Gostei muito do texto. Principalmente nestes momentos que temos enfrentado dentro da Igreja com nossos jovens. Gostaria da tua opinião sobre a comunidade (não oficial) da IPB no orkut, onde alguns participantes abertamente defendem a relação sexual fora do casamento. Um abraço.
Licenciado Welison

Ps. Com sua permissão vou trabalhar este texto com uma classe de jovens na Escola dominical

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Welison,

Trata-se de uma comunidade não oficial, como você mesmo disse. É uma pena que usem o nome IPB, pois a denominação certamente não endossa a defesa do sexo fora do casamento.

Um abraço.

Daladier Lima disse...

É maravilhoso saber que pessoas como o senhor ainda permanecem agarrados à doutrinas mais férreas da Palavra de Deus. Que Deus o abençoe sendo profeta para uma geração relativista e hedonista.

Vinícius disse...

Olá

Apesar de concordar com a compatibilidade entre o sexo pós-casamento e o ideal Divino, sinto um ar de "legislação" muito pesado no texto do Pr. Augustus. Tenho casamento marcado e vejo a questão do sexo como um "ritual", quase um Sacramento nessa fase da minha vida.

Para mim, antes do "rigor do mandamento bíblico", a questão é muito mais estética e simbólica, sendo assim um caminho leve e prazeroso. Se assim fosse ensinado, ao invés das análises bíblicas quase matematizadas (semelhantes àquelas do STF a repeito das constitucionalidades de certas questões, como de uniões estáveis e etc), talvez houvesse menos traumas e neuroses que qualquer crente observa nos ex-adolescentes de igrejas por aí.

Concordo com todos. Sexo no casamento é o ideal Divino. Contudo, cabem incentivos mais positivos, criativos e menos cizudos.

Abraços!!

Rev. Ricardo Rios Melo disse...

Caro Rev. Augustus,

Seu retorno foi em grande estilo! Eu creio que essa idéia do sexo antes do casamento é uma praga que se espalha na igreja.

Entendo que alguns casais se expõem as tentações do sexo antes do casamento de diversas maneiras: falta de santidade, leitura bíblica e oração; namoro prolongado; namoro secularizado - muitos se vendem ao namoro moderno.

Não creio que alguém caia na onda moderna de que o amor e o compromisso são argumentos favoráveis ao sexo no namoro. Entretanto, eu já tive a oportunidade de ler respostas de líderes evangélicos que alimentam essa idéia.

Seu artigo é bem completo no tratamento dessas questões. Eu percebo que devemos falar mais sobre isso e chamar alguns casais para uma conversa mais precisa. Muitos casais se fecham e não sabemos o que se passa.

Alguns pastores, como foi citado no texto, fecham os ollhos. Contudo, creio que outros não sabem o que acontece duratne a semana com seus membros.
O mundo urbano trouxe essa dificuldade. Em alguns lugares, nunca saberemos o que acontece com um crente se ele mesmo não falar. Por isso, temos que orar ao Senhor para que Ele santifique sua igreja.

Parabéns pelo seu post! Deus o abençoe!

Rev. Ricardo Rios.

Aksia disse...

Concordo plenamente, mas queria fazer uma observação. O senhor corretamente observa q a igreja não casa e sim o estado. Mesmo que esta é a realidade no nosso pais, acho um erro. No ocidente o casamento era um ato religioso, registrado nas Biblias das familias ou na igreja. O estado não se atrevia a se impor nessa area da vida. Hoje o estado se acha dono do nosso dinheiro e da nossa vida, inclusive nossos relacionamentos. O estado não deveria estar no negocio de casamento. Se o estado ficase fora não teria a politização de tantos problemas familiares como casamento gay.

Blog da Ethel disse...

Graça e paz!

Como sempre o irmão é cheio de sabedoria do Alto. Agradeço a Deus por tão relevante tema ser postado pelo irmão. Meu coração entristece ao ver tantos jovens experimentando o sexo antes do casamento. Muitas vezes pesa a responsabilidade de exortarmos os adolescentes e jovens. Fazemos com humildade diante de Deus e sofremos, porque muitos fazem exatamente o contrário daquilo que pregamos e que com muito amor exortamos.
Deus abençoe mais e mais o irmão. Sempre sou abençoada com suas palestras e escritos.
A paz do Senhor Jesus,
Ethel

Késia Castro disse...

Graça e Paz!

Fico muito feliz em ver este tema sendo postado. Os líderes de nossas igrejas tem sido omissos qto a esse tipo de assunto.

Mas o que me faz escrever é algo que também tem servido de desculpas por alguns jovens para saciar o desejo sexual.

Alguns casais de namorados não tem consumado o ato sexual, mas praticam a masturbação um ao outro, porque entendem que o pecado é somente se houver a penetração...

Percebo que mtos não entendem o sentido de se manter puro.. o que é ser virgem realmente? Eu me manter puro (sem contato nenhum) ou apenas não consumar o ato sexual? Entendo tal prática como abrir o 'pacote' antes do tempo, e o melhor é tê-lo como surpresa, para se deliciar no tempo que o Senhor permitir.

Reverendo, desculpe-me se fui exagerada em minhas palavras, mas não vi nenhum comentário sobre isto. Gostaria de saber a sua opinião também. Caso ache que seja melhor não postar peço que me responda por e-mail.


Abraços Fraternais
Késia Castro

karmichel disse...

Respondendo ao Pedro(23/07/08)e a todos os demais.

Nasci em igreja evangélica e até os meus 20 anos, ainda não havia entregado minha vida para Jesus. Pois bem, com 16 anos conheci uma menina com a qual, namoramos 3 anos. Destes, dois anos mantinhamos relações sexuais periódicas.
Com 19 anos, ela arranjou um outro de quem até engrvidou e nós nos separamos.Esse evento me chocou muito, fato esse que me levou a um encontro verdadeiro com Cristo.
A partir daí, resolvi parar de brincar de 'crente' e ASSUMIR um COMPROMISSO VERDADEIRO com Deus.
Foi com com vinte anos que me converti. Assim, até os meus 28 anos, resolvi que me guardaria para aquela pessoa especial que Deus me enviaria. E foi assim ocorreu. Não precisei fazer um 'teste drive' com minha futura esposa para ver se ela era uma máquina a toda prova ou se realmente me amava (sabe cumé né? aquela velha história tão conhecida de que: Jesus te ama eu te amo também...vamos nos amar...?).
Hoje somos casados há 31 anos e temos 4 adolescentes que seguem por escolha própria, esse mesmo padrão de vida que foi gerado no coração de Deus.

Trabalho hoje com aconselhamento não só para jovens mas também para muitos casais.

A Bíblia deixa muito claro que sexo entre solteiros, é prostituição e, entre casados fora do casamento é adultério.

Os casais que mais se apresentam com sérios problemas de ciumes, são aqueles que, em namoro, tiveram relações sexuais ou avançaram bastante nas intimidades.
Nesses casos,a DESCONFIANÇA é muito grande entre eles (se ele/ela não me honrou no namoaro, quem me garante que irá me honrar no casamento???)

Paulo nos adverte para fugirmos dessas coisa (sexo antes do casamento). A Palavra não nos autoriza a enfrentarmos as tentações sexuais mas sim, fugirmos delas. De que forma?
Eu evitei de ficar sozinho, não me associava com gente que não iria me dar crescimento espiritual, não lia literatura nem assistia filmes inadequados bem como músicas, não conversava besterias, lia a Bíblia bastante, orava e procurava estar em todas as programações para jovens de minha igreja. Em resumo, ocupava o meu tempo e minha mente,com coisas que só poderiam me edificar.Tudo que é puro, saudavel, amável, agradável, de boa fama...Era nisso que eu procurava pensar.

blogdoicasa disse...

Texto reformulado pra ver se meu comentário não será censurado dessa vez.
Pastor Nicodemos tenho algumas dúvidas. O senhor afirma: ” A abstinência sexual é o caminho de Deus para os solteiros”.O que caracteriza a abstinência sexual? E outra, o que caracteriza uma relação sexual? O que é se manter virgem até o casamento?
Serei um tanto direto agora (espero que meu tópico não seja apagado) pois não estou defendendo a libertinagem sexual,estou tentando levar as pessoas a pensar em posturas farisaicas que as vezes são adotadas nas igrejas.
EX: Então o casalzinho crente pode:
- Masturbar ao parceiro (com mãos ou com o corpo ou por cima da roupa),
Provocar excitação de forma impactante (falando de sexo de forma despudorada)
Passar a mão no corpo do outro para estímulo erótico...e qualquer coisa que se pareça com isso. Mas a partir do momento que o hímem é preservado ainda seriam virgens?
É triste a realidade dentro das nossas igrejas, infelizmente alguns pais não ensinam e a igreja acha que isso é tabu, a sexualidade acaba sendo aprendida em lugares estranhos, como por exemplo aqui no blog. Abraço.


João Paulo

Guerreiro do Senhor disse...

Perfeito o texto !

")

Abraço !

André e Sonilde disse...

Rev. Augustus, a paz! Meu nome é André LOPES Wanderley, filho de Mércia Maria LOPES Wanderley, sua prima de Joao Pessoa, filha de Júlio LOPES e Maria de Carmo. Atualmente sou missionário pela JUMIB em Campinas-SP. e gostaria de conhecê-lo se for possível!?
meu e-mail é andresonilde@hotmail.com Se o Rev. puder me adicionar nos falaremos mais um pouco, ok!?
Sempre disponível, André LOPES Wanderley
nosso blog: andresonilde.blogspot.com

Fabricio de Oliveira disse...

Muito bom o texto, mas com algumas observações importantes que abro mão de fazê-las a fim de não polemizar um assunto/tabu dentro da igreja que ataca com veemência pecados sexuais mas passam por cima de questões politicas nos bastidores da igreja que matam pastores, ovelhas e tudo o mais que diz respeito. Quem tem ouvidos para ouvir que ouça e cérebro para entender que entenda. Os argumentos usados para a prática sexual fora do casamento são tão pobres quantos os usados para não praticar. Ato sexual é considerado casamento por Deus, onde se materializa o "uma só carne" e esse é o principal motivo de que o discípulo de Cristo deve esperar e fazer sua decisão com responsabilidade e sob a direção de Deus para que não "se case" com todo aquele(a) que lhe seja atraente, pois o sexo não é base, fundamento ou essência do casamento, mas uma das muitas expressões de intimidade e amor. Fora disso é uma cruza de animais, é sexo por sexo, carne pura. Aquele que realiza seu casamento na Igreja, e lê-se aqui não necessariamente o templo, honra a fé que professa, a Família e sua comunidade. O cristão discípulo do Senhor Jesus que realiza seu casamento no cartório dá a essa união legalidade humana, fazendo assim já está legitimamente casado com seu cônjuge e livre do pecado sexual no que diz respeito à prática fora do casamento. Quando opta por fazer sua cerimônia na igreja, com efeito civil ou depois do civil, mas fazendo cerimônia na igreja, faz melhor e mostra que tem sabedoria e, como já disse, honra a fé que professa, sua família e sua comunidade.
É uma cerimônia que não tem poder nenhum de santificar a união, é manifestação de honra. Batismo salva? Não. É minha confissão pública de fé. Fico mais crente depois do batismo? Não. Mas demonstro que sou quem estou dizendo que sou no que diz respeito a minha fé. É uma cerimônia, que é diferente do casamento, pois foi uma ordenança, um dos dois sacramentos deixados por Cristo pois simboliza a morte do velho homem e o nascimento do novo, mas o batismo não tem poder para salvar, assim como nenhum ato cerimonial tem.
Queria ver a mesma veemência da igreja ao tratar de pastores e líderes que roubam, mentem, manipulam, exploram e corrompem a tudo e todos quantos podem. Parece que podem fazer tudo isso, desde que não traiam suas esposas ou caiam em pecados sexuais.

Pastor Silas Adoniran disse...

Sem dúvida alguma: palavras geniais!

A paz.

guilherme disse...

Olá Pastor Nicodemos! tudo bom?

Tiver a oportunidade de ler excelentes textos em seu blog sobre a questão da sexualidade em geral + sexo antes do casamento, que pela graça de Deus tem abençoado a minha vida e a de algumas pessoas próximas, pois eu possuia várias dúvidas acerca desse assunto.

Então acredito que você possa me ajudar com essa dúvida. (é muito importante para mim receber uma resposta)

Certa vez lendo um debate sobre sexualidade em um site cristão, um dos participantes fez o seguinte comentário:

=======================

Primeiramente gostaria de deixar claro que vou trabalhar em cima de interrogações... e não afirmações... pois tenho dúvidas... portanto não espero ser condenado... mas sim ter sanada minhas respostas...

Seguinte... após algumas pesquisas e estudos, descobri que na época de Jesus Cristo... e até mesmo antes dele, não existia o NAMORO.

A historia se desenrolava mais ou menos da seguinte maneira:

O José via a Maria na rua... ele se interessava por ela... contudo ele não falava nem um ‘oi’ pra ela... se dirigia a casa da Maria e conversava diretamente com o Pai dela... este por sua vez analisaria as condições financeiras de José... como rebanhos e terras... para assim conceder a mão de Maria a José... tudo isso sem Maria nem ao menos suspeitar...

Daí o Pai de Maria concordava e dizia pra José: “José, dentro de um ano venha a minha casa e tome a mão de minha filha”. Durante esse UM ANO, José e Maria não teriam contato algum, nem aquele velho ‘oi’... passado o tempo... José simplesmente pegava Maria... levava para sua casa e a desposava. Ou seja... NADA DE NAMORO... nada de beijo... nada de tentação... quando eles falavam aquele velho ‘oi’... já estavam casados!!!

Bom... vemos que muitas leis bíblicas se modificaram com o tempo... como por exemplo a utilização de véus pelas mulheres...

Hoje vivemos no mundo onde EXISTE o NAMORO... que se trata de um relacionamento firmado por duas pessoas que possuem um apego sentimental uma pela outra e que resolvem assim assumirem um COMPROMISSO diante esse sentimento, sendo fiéis e respeitosos um com o outro.

Bom... a minha dúvida é:

Quando Deus fala na bíblia de casamento... não estará ele se referindo ao COMPROMISSO entre as duas partes????

Uma vez que na época ele não poderia dizer: “O sexo no namoro é lícito”, uma vez que não existia namoro.

Naquela época, fazer sexo fora do casamento era como se você saísse na rua, pegasse uma garota qualquer e transasse com ela... visto que homens e mulheres não tinham contato como nos dias de hoje!

O namoro foi uma modificação feita pela sociedade durante o decorrer do tempo...

Ou seja... se analisarmos... então estamos pecando por namorarmos... afinal a bíblia não diz nada sobre isso... diz para o homem deixar pai e mãe e se juntar a sua mulher... então quer dizer que não devíamos namorar... mas sim CASAR!!!

Ou seja... algumas leis de Deus podem ser adaptadas... outras não???

Pode-se criar o NAMORO... mas não se pode fazer sexo durante ele...

Se podemos agir por suposições, então essa é a suposição certa. Se é errado fazer sexo com o namorado porque a bíblia diz que sexo só depois do casamento, então não podemos namorar também, pois a bíblia só diz para nos casarmos!!!

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O que você pensa da argumentação dele Pastor Nicodemos?


abraços!

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Guilherme,

A minha posição sobre este assunto, bem como a resposta a praticamente todas as perguntas feitas estão na postagem acima e em outros posts deste blog onde trato deste assunto. Por gentileza, dê uma lida.

Um abraço.

Anônimo disse...

Não sei como aconselhar alguém que é evangélico e faz sexo no namoro; a vontade de Deus é que ela termine esse namoro?

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Anônimo,

A vontade de Deus está clara na Bíblia: "esta é a vontade de Deus, que vos abstenhais da prostituição" (1Tess 4:3). Um relacionamento marcado pela fornicação tem que terminar, caso os dois não se arrependam e parem de ter sexo antes do casamento.

Abs.

Suely disse...

Pastor Nicodemus,
O que a palavra de Deus ensina sobre os votos que estão sendo feitos por jovens nas igrejas sobre a abstinencia do beijo antes do casamento? Se houver arrependimento, esse voto pode ser quebrado?
Grata,
Serva

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Suely,

Eu realmente não sei direito o que dizer. Primeiro, o beijo em si não me parece algo pecaminoso entre namorados, desde que não provoque e desperte as paixões. Segundo, votos só devem ser feitos por coisas realmente sérias e não podem ser usados como muletas em substituição ao domínio próprio. Assim, para mim, um voto deste é nulo desde o nascimento, sem valor algum e que acaba sendo apenas uma porta para se tomar o nome de Deus em vão, quando depois as pessoas voltam atrás.

Congregação Batista Betesda disse...

Gostei muito dessa carta, que retrata a vida de muitos jovens cristãos protestantes, infelizmente já ouvi muitas dessas desculpas citadas no texto.
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Pr. postei essa mensagem no meu blog com as devidas referências.

Fica na paz \/

Aelson Júnior disse...

Caro Rev. Augustus, a paz do Senhor!

Um ótimo artigo! Que Deus seja glorificado por isso.

Apesar do tempo que foi postado este artigo, eu gostaria de lhe pedir um esclarecimento.

Eu, recentemente, conversei com algumas pessoas do lugar onde trabalho, pessoas ímpias (uma delas é de uma certa denominação da "prosperidade" aí...), sobre o sexo oral, anal e outras práticas - na verdade, eles me interrogaram sobre esse assunto e eu, por não ter maiores informações, não pude responder com firmeza.

O que o senhor tem a dizer sobre essas duas práticas (dentro do casamento), visto que não há informações exatas sobre tal questão na Bíblia, quer dizer, eu não me lembro de ter lido sobre isso, pelo menos?

Grato,

Aelson Júnior

Vítor disse...

Pastor, procurei no seu blog algum post relacionado à igrejas da "visão" (vulgo g12) e não encontrei nada.
Gostaria de saber o seu parecer sobre g12 e temas como palavra profética.
Abraço!

arthur vasconcelos disse...

A paz meus irmãos! Excelente carta com
ótimos conselhos. Deus nos abençoe!

Walter disse...

Pelo que eu entendi do texto, não seria lícito mesmo que ambos fizessem um voto diante de Deus porque não haveria reconhecimento público e quem de direito.

A questão é: Hoje o Estado (quem de direito) reconhece a união estável, embora o termo não seja casamento,já que este tem uma documentação específica, as circunstâncias são as mesmas e o direito também. Pergunto se há união 'familiar' reconhecida pelo próprio Estado o que caracterizaria neste caso o erro perante Deus?

Em algumas culturas o casamento não é reconhecido por um papel assinado, mas por uma festividade pública. Neste caso citado, embora casamento seja uma nomeclatura para um ato, união estável, assim como a anterior, é o reconhecimento público de uma união monogâmica entre um homem e uma mulher.

Não sei se estou equivocado, mas não consigo enxergar uma diferença que não seja de nomenclatura, e talvez, pois não estou a par de todas as diretrizes das leis específicas, alguns direitos.

Walter

Jessica Tavares disse...

Paz, irmão!
Que belo texto.
Obrigada por compartilhar um texto tão claro sobre questões importantes para nós jovens.
Concordo e creio na palavra que a bíblia traz sobre o casamento e santificação, e o seu texto me deixou claro algumas questões que eu não entendia.

Obrigada. Que a paz do Senhor esteja contigo!

João disse...

Olá Rev. Augustus, a Paz!

Rev. a sua carta realmente é muito esclarecedora, porém me responda algo se possível. Se os Ricardo e a Raquel forem crentes genuínos no Senhor (eleitos, escolhidos, predestinados), e não mudarem de atitude o que pode acontecer a eles nessa vida? E se morrem no erro pra onde irão?

Daniel Oliveira disse...

Se fazer sexo antes da Instituição do ato religioso é pecado, por que só nele a união é validada. Como o sujeito será livre da pecado? Pois que criatura que queira casar, não pense sexualmente em sua noiva. Se olhar para uma mulher com intenção impura é adultério, então, todo homem adultera com sua futura esposa antes de casar.