terça-feira, setembro 15, 2009

Augustus Nicodemus Lopes

Vale tudo para encher as igrejas

Esta semana saiu a notícia abaixo. Não deixem de abrir o link e ler, para entender meus comentários:
Noites de luta e reggae 'enchem igrejas evangélicas no Brasil', diz 'NYT' - Estadao.com.br

Quando li a notícia fiquei pensando nos dias em que eu era seminarista, evangelizando na cidade de Olinda, Pernambuco, em bairros famosos pelo alto índice de jovens e drogas. Eu costumava promover encontros com música "gospel" para reunir os jovens, realizar acampamentos e eventos onde sempre havia a pregação da Palavra e evangelização.

Mas, sempre nos deparávamos com um problema: onde arrebanhar os jovens que se "convertiam" nestes eventos? Eles estranhavam demais as igrejas tradicionais, para onde os enviávamos. E os membros destas igrejas também os estranhavam, pela maneira de se vestirem, tatuagens, brinquinhos, cabeludos... ficávamos diante de duas alternativas. A primeira, que nunca quisemos, de abrir uma igreja diferente para abrigar estes jovens. A segunda, que acabou não funcionando, que era convencer os pastores das igrejas tradicionais a se adaptarem ou criarem espaços em suas igrejas para receber estes jovens, uma espécie de ante-câmara preparativa para o ingresso nas igrejas.

Várias das igrejas históricas tradicionais, diante das rápidas e profundas mudanças culturais que estavam acontecendo na década de 80 e 90, preferiram ficar na zona de conforto cultural e se fecharam para um mínimo de abertura. Adaptações culturais poderiam ter sido feitas, para receber estas gerações, sem comprometer as doutrinas da graça, o culto a Deus, e o bom andamento destas igrejas.

Quando vejo hoje notícias como esta, que encabeça este post, percebo que criar novas igrejas fundadas em cima dos pressupostos, customes e práticas de uma geração -- como por exemplo, o movimento das igrejas emergentes nos Estados Unidos e suas similares aqui no Brasil -- acaba levando a isto que estamos vendo, como a Renascer, tendo que promover sempre novidades, como luta livre, para atrair jovens e mantê-los na comunidade. Por outro lado, lamento que as igrejas tradicionais têm tido dificuldade em fazer adaptações mínimas que possam tornar mais fácil o ingresso desta geração em suas fileiras, como música contemporânea de boa qualidade e teologicamente sadia, liturgias centradas em Deus que ao mesmo tempo engagem o povo em adoração e reflexão, programações sociais e encontros atrantes e relevantes, com conteúdo e diversão, pontes para evangelização que nos coloquem em contato com esta geração e nos permitam levar-lhes de maneira relevante e significativa a mensagem sempre atual do Evangelho de Cristo.

Luta-livre em igrejas evangélicas como método de crescimento de igreja, embora nos choque, é a conclusão lógica da teologia pragmática que sustenta o movimento de crescimento de igrejas, que se pensava que estivesse defunto, mas eis que ressurge pelas pesadas portas abertas das igrejas emergentes. Nesta visão, vale tudo para encher igrejas. E aquelas que não estão dispostas a encher seus salões a qualquer preço, são vistas como retrógradas, sem o Espírito Santo, fechadas, etc.

Comentando o assunto com Solano, ele me escreveu o seguinte: "os jovens precisam também entender que conversão e teologia correta envolvem várias mudanças comportamentais, considerações pelos outros, abnegação – para não forçar os direitos ou estilos de vida sobre os outros. Ou seja, nem toda tradição é careta – muitas coisas têm razão de ser. Uma igreja que se estruture só para jovens ou para abrigar um determinado tipo de cultura, se tiver a teologia correta, cedo verificará a necessidade de estar ministrando a famílias, a ter departamentos infantis, presbíteros, diáconos, etc."

Existem igrejas que têm feito tentativas de acolher a presente geração sem contudo prejudicar o serviço aos mais velhos e sem comprometer a boa teologia, como a de Mark Driscoll, em Seattle, que preza uma teologia correta e prega arrependimento, inerrância da Palavra, céu e inferno, mediação de Cristo e a soberania de Deus; mas que desenvolve uma abordagem contemporânea e assim pode cumprir funções evangelísticas cruciais no Corpo de Cristo, em seu sentido mais amplo.

Todavia, à medida que igrejas como esta do Driscoll envelhecem, e os jovens de hoje começarem a constituir famílias, ter filhos e envelhecer, elas terão de se adaptar outra vez para não perder o rebanho. E lá virão as reuniões de casais, cursos sobre famílias, encontros da terceira idade, reuniões de senhoras, etc. É inevitável. Esta síndrome de Peter Pan destas igrejas cedo esbarrará na realidade inexorável do envelhecimento.

Lamento pelas duas coisas. Primeiro, pela baixaria a que determinados segmentos considerados "evangélicos" pela mídia chegou para encher templos. Segundo, pela aparente incapacidade de uma parte das igrejas históricas de se comunicarem de maneira mais relevante com a atual geração jovem e recebê-la em suas comunidades, sem jamais comprometer ou diluir a boa doutrina e prática do Evangelho.

Augustus Nicodemus Lopes

Postado por Augustus Nicodemus Lopes.

Sobre os autores:

Dr. Augustus Nicodemus (@augustuslopes) é atualmentepastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia, vice-presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana doBrasil e presidente da Junta de Educação Teológica da IPB.

O Prof. Solano Portela prega e ensina na Igreja Presbiteriana de Santo Amaro, onde tem uma classe dominical, que aborda as doutrinas contidas na Confissão de Fé de Westminster.

O Dr. Mauro Meister (@mfmeister) iniciou a plantação daIgreja Presbiteriana da Barra Funda.

90 comentários

comentários
Rômulo Barcellos
AUTOR
16/9/09 19:47 delete

reverendo,
parabéns pelo comentário e pela luta que o senhor tem encarado. não é fácil lutar por uma igreja pura.
Deus te abençõe.

obs: li o seu post sobre os "apostolos modernos". sou seminarista do STPRDNE, em BH, e queria, se possível que o senhor me desse uma visão sua de Rm 16.7. Por favor.
Meu nome é Rômulo. (schadeb@ibest.com.br)

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16/9/09 21:24 delete

Caro Augustus,

Realmente, parece não haver mais freios para essa frenezi mundana a qual muitas igrejas tem se submetido. Enquanto muitos consideravam a teologia do "seeker-sensitive" ("sensível aos interessados") morta, ela ressurge a todo vapor nas mãos e nas mentes dos proponentes da igreja emergente, especialmente a brasileira (não se sabe se por atraso - já que o "produto" importado sempre chega tarde por aqui - ou por teimosia, exatamente).

Mas você levantou um problema interessante. Muitos de nós, reformados (e outros conservadores, também), não conseguimos conceber um meio de dialogar com essa geração pós-moderna sem abrir mão de alguns princípios bíblicos, especialmente quando o assunto é teologia. Para muitos de nós essas são duas coisas inconciliáveis. Porém, Mark Driscoll, que você citou com propriedade, é uma prova de que isso não é verdade. Confesso que, à primeira vista, não gostei daquele seu jeitão "jeans" e camisa do Mickey, mas, analisando a sua teologia e pregação, vejo que ele é sim o que poderíamos chamar de um reformado contemporâneo (o que a Times denominou de "novo calvinismo"). Ainda tenho lá minhas reservas, mas no geral vejo seu trabalho como algo realmente fundamentado na Palavra. Não sou defensor da "teologia da queda-de-braço", como se disputar forças com os emergentes fosse a melhor solução. Contudo, é preciso que olhemos para essa geração como pessoas carentes de uma perspectiva correta sobre Deus, a igreja e o mundo. Do contrário, estaremos deixando o mundo à deriva, contrariando o que Paulo nos disse sobre sermos "luzeiros" numa sociedade corrompida (Fp 2.15).

Que o Pastor de nossas almas nos ajude a não escondermos nossas luzes debaixo dos alqueires da nossa incompetência!

Um grande abraço!
opticareformata.blogspot.com

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16/9/09 21:34 delete

Olá Pr. Concordo plenamente com seu comentário, creio que muitos ministros de cunho reformado tem desenvolvido uma paixão cega pela TRADIÇÃO reformada e puritana, a ponto de desenvolverem uma fobia a tudo aquilo que não tem a mesma métrica de nossos pais reformados... claro que isso não é gratuito, o porque disse é claro e evidente, porém acredito que devemos nos empenhar em preparar estes ministros para suas gerações, a sensação que tenho é que muitos pastores ingressam no campo ministérial achando que irão encontrar crentes puritanos (históricos, claro isso seria ótimo), mas creio que o desafio seria maior, a luta seria mais aguerrida, se esses ministros assumissem que este é um novo tempo, e podemos fazer história da mesma forma, se buscarmos ousar ser santos influenciando essa geração, essa cultura... é muito fácil cultivar a santidade, se nos isolamos culturalmente, se vivemos numa cultura sectarista como penso que muitos cristão e ministros encaram os moldes histórico-reformados... Calvino em genebra foi um dos maiores exemplos de tolerância cultural, influência social. Tremo ao pensar que começamos a martelar nas tábuas da lei novos mandamentos e pior... condições para se poder fazer parte da igreja invisível, imagino se não misturamos Teologia com conclusões teológicas (hipercalvinismo), Senso Cristão com Gosto próprio Institucionalizado. Sou um cristão reformado, amo a teologia reformada, pois representa o que de mais próximo há na vontade de Deus, sou simpatisante e etusiasta do renomados e imponentes puritanos, mas vivo neste século.

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16/9/09 21:34 delete

Rômulo,

A passagem diz o seguinte: “Saudai a Andrônico e a Júnias, meus parentes e companheiros de prisão, os quais são notáveis entre os apóstolos, e estavam em Cristo antes de mim” (Rm 16.7). A expressão “notável entre os apóstolos” não significa necessariamente que Andrônico e Júnias eram apóstolos, já antes de Paulo, e apóstolos notáveis, mas apenas que os apóstolos, antes de Paulo, tinham Andrônico e Júnias em alta conta. Algumas traduções em português, como a SBP, traduziu assim, “Cumprimentos também a Andronico e a Júnia, meus compatriotas e companheiros de prisäo. Eles säo bem conhecidos entre os apóstolos e tornaram-se fiéis de Cristo ainda antes de mim”.

Mas vamos supor que Andrônico e Júnias eram apóstolos. Neste caso, eles o eram no sentido estrito do termo, “enviados”, como outros que já mencionei em posts anteriores. E não no sentido de Paulo e dos Doze. Veja:

http://tempora-mores.blogspot.com/2008/09/carta-ao-apstolo-juvenal_24.html

Abs.

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17/9/09 00:28 delete

Olá Pastor...

sou de Belém/PA lembra? filha do Pr. Garcia. Enfim... sempre acompanho seu blog e esse assunto me chamou atenção, pois essa é uma grande dúvida que tenho! Muitas igrejas não estão preparadas para receber essas pessoas que nós denominamos de "diferente". o Sr. têm uma opinião sobre o que poderia mudar em nossas igrejas sem ,contudo, ferir os principios Presbiterianos e Bíblicos?

Abraços!

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Tiago
AUTOR
17/9/09 01:07 delete

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Mas vamos supor que Andrônico e Júnias eram apóstolos. Neste caso, eles o eram no sentido estrito do termo, “enviados”, como outros que já mencionei em posts anteriores. E não no sentido de Paulo e dos Doze.

Tbm concordo, embora incluiria nesta lista "Tiago, irmao do Senhor", pelas citaçoes q Paulo faz dele, bem como seu destaque no concilio de Jerusalem nos permitem inferir q ele gozava de posiçao de igualdade com os 12 e Paulo.

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17/9/09 01:48 delete

Olá Augustus,

há muito que não comento por aqui.

Interessante postagem pois salienta os extremos: por um lado, os pseudo-pentecostais com a teologia da prosperidade (que parece ter dominado o cenário evangélico brasileiro sendo divulgada em boas igrejas históricas e pentecostais) usando de tudo sem uma reflexão e uma base para encher as igrejas. Por outro lado, os evangélicos histórico-tradicionais não conseguem dialogar e interagir com jovens tatuados, drogados, prostitutas e etc.....

Louvo a Deus pela vida de Mark Driscoll que tem desafiado aos reformados no Brasil (principalmente a geração mais nova como a minha) a pensar evangelisticamente (ou como ele gosta de dizer, de forma missional) e buscar ganhar pessoas para Cristo em lugares de risco.

Penso eu dessa forma: tem que ter os reformados em zona de conforto porque um doutor e sua bela família com estudo e recursos mas sem nascer de novo permanecem debaixo da ira de Deus e carecem de ouvir o Evangelho e invocar Cristo como Senhor e Salvador pela graça de Deus. E Deus chama servos seus para esses lugares e os evangelistas de zona de risco não podem criticar ou apedrejar os ministros que militam em contextos nobres.

Por outro lado há uma necessidade de evangelização nos contextos de risco como presidios, lugares com drogados igual o senhor mesmo já militou em Olinda e eu em Copacabana e Cosme Velho e etc....

Creio que Driscoll nos influência a buscar os eleitos do Senhor nesses lugares para levar a glória Dele a pessoas desfavorecidas socialmente.

Obrigado pela postagem equilibrada. Que as igrejas pseudo-pentecostais repensem uma teologia bíblica para ter uma eclesiologia sadia e que as igrejas reformadas abram espaço para uma adaptação sadia e contextualizada sem perder a substância teologica.

Abração,
Juan

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17/9/09 07:31 delete

Essa questão de Júnia, quando analisada entre os manuscritos dos primeiros séculos, se torna mais clara do que na tradução, principalmente quando podemos perceber a sintaxe do grego neo-testamentário.

Mas sobre o post, gostaria que a análise exegética, profunda, das Escrituras, fosse o atrativo das igrejas. Assim como o testemunho dos cristãos e os frutos do Espírito evidenciados em uma existência santa, claramente cheios do Espírito Santo. O amor de deus evidenciado em cristo é o cabal atrativo presente na igreja. Não creio que tamanha aberração doutrinária seja fruto de uma má interpretação em grande parte das vezes. Na verdade, existem muitas cobras disfarçadas de pombas (lobos em ovelhas) que pregam o evangelho somente por intenção de lucro e quantidade, não possuem realmente uma fé. A influência do liberalismo teológico abre portas para aqueles que não crêm pregarem o evangelho de uma forma lucrativa, e são considerados apenas como péssimos hermeneutas.

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17/9/09 07:32 delete

Claro que Júnias não era apóstolo...

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180°
AUTOR
17/9/09 08:53 delete

Olá!

Confesso que quando abri o blog e via foto do post, pensei: "entrei no blog errado". Afinal uma foto de um tatame num blog como o Tempora???

Ufa, ao ler fiquei tranquilo, cheguei a pensar que fosse um Hacker postando como se fosse Augustus defendendo os "tatames"!

Enfim, creio que o que deve mudar são os crentes e não a liturgia, o templo o modo. Creio que não há nada mais atrativo que o evangelho, mas tem que ser puro, se diluir já era.

Concentrado, puro, pronto aí é irresistível e que venham os tatuados, lutadores ou o pior de todos pecadores... EU!

Basta ao povo da igreja suportar recebê-los lembrando que a tatuagem exposta, o piercing ou qualquer outra coisa são apenas sinais de pecado tão sujos quanto esse aí no seu coração por trás do terno e da gravata.

Belo post!

Aprendendo,
Carlos Henrique

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17/9/09 10:41 delete

Mark Driscoll não faz parte do movimento de igreja emergente?

Sobre o movimento, pelo que tenho lido, cheguei a conclusão de que eles até fazem um diagnóstico correto, mas o remédio receitado...

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17/9/09 10:52 delete

Ludmila,

Creio que tínhamos de começar com uma conscientização a ser feita pelos pastores e líderes daquelas coisas que não são essenciais à fé cristã e pelas quais não deveríamos criar barreiras, como por exemplo, maneira de vestir -- a não ser que seja indecente e provocadora.

Também se poderiam planejar eventos e encontros mais voltados para receber este pessoal. Idéias não faltam.

A música no culto poderia ser mais bem elaborada e realizada, músicas com letras bíblicas e bem tocadas em ritmos apropriados e contemporâneos. Enfim, há muito que poderia ser feito. Mas em tudo é essencial a liderança do pastor e apoio dos demais líderes.

Abs.

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17/9/09 10:53 delete

Tiago,

Discordo. Mas não vou repetir os argumentos que já usei aqui no blog em posts anteriores. Leia a "Carta ao Apóstolo Juvenal".

Abs.

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17/9/09 11:17 delete

Cristiano,

Acho que o Driscoll não aceitaria o rótulo de emergente. Ele está mais para "diferente", hehehe.

Veja os posts aqui no Tempora sobre igrejas emergentes:

http://tempora-mores.blogspot.com/2006/06/neo-ortodoxia-emergente.html

http://tempora-mores.blogspot.com/2007/03/em-meio-ao-caos-areo-igreja-emergente.html

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Anônimo
AUTOR
17/9/09 11:56 delete

A Paz, Dr. Augustus!

Mais uma vez nos presenteando com esse belo post, e podemos observar que está postando com mais frequencia...isso é muito bom para nós!!!...rsrsrs

Realmente algumas igrejas tem estrapolado em relação ao "atrativo" para os jovens...algum interesse esses "pastores" têm, e não deve ser dos melhores.
Como conservador, ainda fico com "o pé para trás" em relação a tudo isso, mas, assim como o sr, eu também vejo que precisamos trabalhar mais em relação ao trato com os jovens novos convertidos. Mas, como o sr. vê as igrejas que usam o Rock, pagode, samba, entre outros ritmos, para atrair os jovens, sendo que algumas até adaptam isso ao Culto, e ainda aquelas que liberam os seus jovens, até depois de conversos, para o uso de Piercing, tatuagens e brincos (para os homens)?

Grato,

Cleiton Tenório
São Sebastião/SP

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17/9/09 12:15 delete

Cleiton,

Você disse, "Como o sr. vê as igrejas que usam o Rock, pagode, samba, entre outros ritmos, para atrair os jovens, sendo que algumas até adaptam isso ao Culto, e ainda aquelas que liberam os seus jovens, até depois de conversos, para o uso de Piercing, tatuagens e brincos (para os homens)?"

Sobre a música, faço a distinção entre música cristã e música para o culto cristão. Nem toda música cristã serve para o culto cristão. Eu mesmo gosto de rock, bossa nova, blues, mas entendo que estes ritmos não são apropriados para o culto.

Sobre piercing, tatuagem e brincos, creio que são coisas secundárias, e como tal, devem ser reguladas pelo amor. Caso usar estas coisas vá causar desconforto, transtornos e polêmicas, o jovem deveria ter maturidade suficiente para se abster delas, já que o Reino de Deus não é feito delas.

O que me preocupa mais é o piercing no coração e as mentes tatuadas com valores mundanos de gente que usa paletó e gravata.

Abs.

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17/9/09 12:28 delete

Pr. Nicodemus,
Parece que todos estão em busca de uma "flexibilização" do Evangelho, então, pergunto:

1) Não seria essa "flexibilização" uma nova roupagem ao pragmatismo?
2) Há respaldo bíblico para a "flexibilização"?
3) A ordem escriturística não é a pura e simples pregação do Evangelho? E ela não é suficiente para converter o incrédulo?
4) É possível ser doutrinariamente ortodoxo e "flexível" na prática, sem comprometer a doutrina?

Ao meu ver, a contextualização é uma desculpa para atrair ao seio da igreja cada vez mais pecadores irregeneráveis; já que nada impede um convertido de abandonar as práticas mundanas e pagãs da época em que era incrédulo, e ter a mente renovada pelo Espirito Santo. A menos que não seja um eleito... e, então, por que trazê-lo para dentro da igreja juntamente com o seu estilo pecaminoso?
Abraços.

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17/9/09 13:14 delete

Olá Rev. ,

Não sei o quanto o Wikipedia pode ser considerado confiável, mas lá explica que ele se diz "Emerging" ou "Emerging Reformed" ao invés de "Emergent"... um tipo de confusão que também descobri agora, conforme descrito neste livro que estou lendo.

Lá também fala que ele era parte do movimento em meados da década de 90, mas agora se distanciou justamente por causa da "agenda teológica" dos proponentes do movimento.

Abraços.

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diego
AUTOR
17/9/09 14:22 delete

Dr Augustus Nicodemus,
Observando sua resposta ao Cleiton, percebi que o problema pode estar exatamente nesta distinção entre música cristã e música para o culto cristão. Não que ela esteja errada, pois, ao meu ver, é plausível, correta e sábia, porém, o jovem não consegue ver essa distinção, ou até mesmo, não quer fazê-la. Ele olha ao seu redor e vê vários outros ministérios "crescendo" e atraindo pessoas a base de heavy metal ou samba ou pagode em pleno culto, e então quer, de qualquer maneira, levar toda essa bagagem para a sua denominação (que, neste exemplo, é conservadora). Como ele, provavelmente, escutará um "não", mesmo com todo amor e instrução do seu pastor, procurará tais igrejas que toleram e abraçam esses estilos na adoração. Na verdade, muitos deles não querem boa teologia, mas, mais uma forma de se entreterem neste mundo, pois essa é a visão dominante: "O mundo é uma festa.". Por favor, me perdoe se eu estiver errado, mas ao meu ver, fica aberto o culto cristão ao entretenimento de bodes e as verdadeiras ovelhas sofrem em meio a isto.
Na igreja onde congrego (Batista, ainda conservadora), sou professor de EBD de adolescentes, e não foi nem uma nem duas vezes que os jovens, no sábado à noite, vão a um "show gospel" de "não sei quem" e voltam sempre tarde. No outro dia, já é de se esperar: Ninguém na escola dominical. Orientações, Recomendações, Advertências? Inúmeras! Nada muda! E ainda estão querendo trazer os estilos do show gospel para o culto cristão com esse mesmo pensamento apresentado em seu post: "A igreja precisa crescer".
Será mesmo que precisamos crescer desta forma? Será que fazendo isto não estamos negando a eficácia do poder regenerador do Espírito Santo, que através da Palavra pura e simples, humilha o homem e o leva aos pés do Salvador? Será que abrindo as portas aos estilos musicais atrativos de nossa cultura (ou mesmo de coisas como esta relatada no post) não estamos evitando ou mesmo atrapalhando a obra do Espírito Santo de trazer as verdadeiras ovelhas de Cristo e apartar os bodes pela adoração simples e pela pregação da Palavra?
Temo que, ao dar abertura para a cultura e seus atrativos, possa estar comprovando de que não confio no Poder da Palavra (Rm1.16)!
Pr Augustus, agradeço a Deus por sua vida. Tenho aprendido muito com a sua exegese e forma de "ver as coisas".
Deus continue lhe abençoando, para que assim eu também possa ser abençoado por suas meditações.
Diego

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17/9/09 16:13 delete

Olá Rev. Augustus
Seu texto tem muito a contribuir para uma reflexão honesta da eclesiologia do protestantismo histórico. Como pastor batista, vi diversas mudanças liturgicas que tiveram como meta a contextualização, um discurso contemporâneo e ao mesmo tempo sem desprezo pela identidade. Vejo que isso é possível, mas ainda ocorre sérias resistências para uma abertura de diálogo entre as gerações. Este é um desafio enorme, tanto que a CBB esta fazendo, há quse três anos, estudos, textos em que coloquem em diálogo as gerações que estão aí e as que estão chegando. O retrato dessa notícia é fruto desse sistema mercadológico que se instaurou em alguns segmentos, transformando evangelho em mercadoria de consumo.

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Ruan
AUTOR
17/9/09 17:14 delete

Uma coisa que me deixa um pouco contrariado e que quando se tem um encontro com Jesus a mudança, penso que para Paulo era muito dificil se adaptar a galera.... Eu acho que são as pessoas que devem se adaptar ao evangelho e não ao contrário.

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17/9/09 22:48 delete

O fato do senhor mesmo dizer que as igrejas mais tradicionais têm dificuldades em se comunicar com os jovens de hoje, me faz entender que não existem comportamentos que sejam eternos, que sirvam para qualquer geração. Sei que a mensagem de Jesus, essa sim, é eficaz em qualquer tempo, mas a própria liturgia do cultuar a Deus se modifica com o tempo. Ninguém acredita hoje que devemos montar um tabernáculo no deserto e esperar que a glória de Javé encha a tenda, nem mesmo que o culto no templo de Jerusalém(que aliás nem mais existe), com todos os sacrifícios de animais e que foi estabelecido pelo próprio Deus seja eterno, visto que, historicamente, os romanos trataram de liquidá-lo e os sacrifícios foram extintos, ou tornados sem valor na era da graça estabelecido por Cristo(para os cristãos). O próprio Jesus relativizou usos e costumes que os fariseus gostavam de impor sobre os outros. E nenhum culto hoje, seja de igreja tradicional calvinista roxa, ou neo-pentecostal-do-e-dando-que-se-recebe ou pentecostal-do-fogo-puro(aqui não há deboxe, só uma intromissão do meu péssimo senso de humor), é igual ao culto que Pedro ou Paulo participavam. Em minha opinião, e agora, chegando ao cerne da questão, é que por muito tempo a igreja tradicional tanto reformada quanto pentecostal,viam em toda manifestação cultural "do mundo", como algo tocado pela malignidade. As neo-pentecostais também assim acreditam, só que nesse caso, resolveram trazer para dentro da igreja práticas culturais que se praticadas "no mundo" são "mundanas"(desculpem a redundância) e profanas, mas que se trazidas para o ambiente religioso, tornam-se "puras" ou "cristianizadas" por assim dizer; então, funk,danças,luta livre,baile gospel,etc se praticadas com roupagens evangélicas são admissíveis e usadas para atrair jovens,e funcionam. Por isso que eu mesmo, um jovem quarentão, que passou por uma igreja neo-pentecostal e hoje batista tradicional, não gosta de dançar ouvindo música gospel,pois para mim,música religiosa é para transcender e não para divertir.
Prefiro dançar ouvindo Bee Gees mesmo. E luta livre é um esporte que não tem nada a ver com culto e portanto, não deveria estar numa igreja; mas qualquer crente que queira praticá-la que a pratique, sempre sendo norteado pela ética e pela justiça.

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18/9/09 10:12 delete

Jorge,

Podemos nos adaptar sem ser pragmáticos. Paulo sabia direitinho como fazer isto, conforme escreve em 1Coríntios 9.19-23. Quando estava com os judeus, seguia a dieta religiosa deles. Quando estava com gentios, comia de tudo que se punha à mesa.

Há muitas coisas na cultura que não são certas ou erradas em si -- vai depender do uso que faremos delas.

Abs.

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18/9/09 11:37 delete

Eduardo,

Acredito que você concorda com isto, mas só pára ter certeza -- existem comportamentos eternos que servem de geração para geração. Eles se encontram resumidos na lei moral de Deus. Adultério, imoralidade, fornicação, impureza sexual são coisas erradas ontem, hoje e sempre serão.

Todavia, maneira de vestir, adereços, enfeites, tamanho e modo de cortar o cabelo, são coisas culturais que variam de geração a geração.

Quanto ao culto, existem princípios de culto e elementos do mesmo que são válidos em todas as gerações, embora as circunstâncias possam variar. Tratei deste assunto em três postagens consecutivas sobre danças. Dê uma lidinha.

E por fim, gosto também dos BeeGees, como você! :-)

Abraços de um jovem cincoentão!

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Anônimo
AUTOR
18/9/09 11:40 delete

Rev. Augustus será que o Teologia da glória tem reinado em nosso tempo? como combater essa praga?


UM ABRAÇO

UM BOM TEÓLOGO SEMPRE VOLTA AS ORIGENS.

Pastor Paulo Júnior/Belém-PÁ

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18/9/09 13:02 delete

Prezado Rev. Augustus,

Ao meditar sobre o tema desse artigo, recordo-me da passagem em que o Sr. JESUS comia com os publicanos. Foi discriminado pelos religiosos da época..., mas apesar de estar no meio dos publicanos, nunca transigiu com seus princípios.

Tenho comigo que a Igreja precisa se despir de preconceitos e se envolver mais dentro da sociedade. Literalmente falando, "pÔr a cara à tapa". É aquilo que Tiago fala: a fé sem obras é morta.

É muito fácil falar (pois eu sei, que eu mesmo estou em falta...), mas é necessário o engajamento e a atitude.

Contudo, isso não significa transigir com os seus princípios. Não é nada de errado com a liturgia da Igreja, quando essa mantém a centralidade bíblica.

As pessoas devem perder seus preconceitos: quem já é membro da Igreja deve acolher ao irmão recém chegado, por mais esquisita que seja sua aparência e, de outro lado, quem está chegando deve perder a sua resistência e não olhar aos irmãos como se fossem inimigos.

O problema está no homem!!! Naturalmente corrupto e pecador!!!

O choque é inevitável. O Sr. Jesus Cristo foi discriminado e sofreu preconceitos. Por que nós, pecadores, muito menores que nosso SENHOR, também não sofreríamos???


Gosto musical é secundário. O que importa é Glorificar ao SENHOR!!!

Pessoalmente, gosto mais da liturgia tradicional, mas não deixo de reconhecer o valor do louvor contemporâneo.

Agora, cometer aberrações como as descritas no artigo é, no mínimo, mundanismo... Totalmente inadequado e só presta um deserviço!!!

Creio que o grande problema a ser resolvido é vencer as barreiras do preconceito e acho que a solução está no cumprimento do mandamento deixado pelo Sr. JESUS CRISTO, amarmos uns aos outros como Ele nos amou!!!

Cordialmente, em Cristo Jesus!!!

Cristiano Pereira de Magalhães

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dione
AUTOR
18/9/09 13:04 delete

Paz, amado Rev.Nicodemus.
Confesso que surpreendeu-me bastante essa declaração sua. Fiquei confusa, não entendi bem; creio que o senhor não foi firme e seguro como é habitualmente. Por que não pregar o puro e simples evangelho da Graça, seja para jovens e não tão jovens? Afinal, é sempre bom lembrar o Apóstolo (este sim verdadeiro) PAULO: Não me envegronho do Evangelho de Cristo, poder para salvação, primeiro do judeu e depois do grego.
Dione.

Responder
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18/9/09 14:54 delete

Dione,

Por gentileza, releia tudo o que escrevi. Pode me dizer onde eu sugeri que o puro Evangelho de Cristo deveria ser alterado para poder alcançar esta geração ou qualquer outra?

Será que você não fez confusão entre a pregação do puro Evangelho da graça e as expressões culturais que as igrejas cristãs em todo mundo experimentam? Na época de Paulo as mulheres usavam véu...

Abraços!

Responder
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18/9/09 18:48 delete

Pr. Nicodemus,
sem querer ser indelicado ou provocativo, gostaria que me explicasse melhor o que disse com "Há muitas coisas na cultura que não são certas ou erradas em si -- vai depender do uso que faremos delas"; é que ficou parecendo que a cultura (ou parte dela) pode ser neutra, nem boa nem má, como se fosse autoexistente, e não proviesse exatamente da mente humana, com claros objetivos de modificar ou assegurar o comportamento e as manifestações do homem.
Ficou parecendo que é algo relativa, e de que, ao menos na cultura, não há absolutos.
Abraços.

Responder
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Júlio Cezar
AUTOR
19/9/09 11:51 delete

Concordo Rev. Augustus! Sou membro da I.P. de Candeias, em Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco, pastoreada pelo Rev. Halley Franco. Aqui, pela Graça de Deus, tem sido feito um ótimo trabalho com os jovens! Todos os sábados temos o "Plano B", uma programação que "se comunica de maneira mais relevante com a atual geração jovem (...), sem jamais comprometer ou diluir a boa doutrina e prática do Evangelho". No início não olhei com bons olhos a proposta, mas hoje reconheço os constantes frutos desse trabalho (plano B). Peço que o senhor, caso não conheça, acesse o website ("http://www.planob.org"). Obrigado e parabéns pela postagem!

Júlio Cezar

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Anônimo
AUTOR
19/9/09 12:21 delete

Rev. Augustos,

é de ficar estarrecido com a situação que algumas igrejas evangélicas no Brasil tem chegado. Isso prova que quando deixamos de dar ouvido ao que o Espírito diz as igrejas, elas caem no mundanismo, e são motivo de escândalo para a sociedade e de tristaza para nós.

Um abraço

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Anônimo
AUTOR
19/9/09 16:51 delete

Caro pr. Augusto Nicodemos, esse artigo é bastante equilibrado. infelizmente estamos vivenciando uma crise generalizada do evangelho no Brasil. no qual o pragmatismo tem enchido nossos templos. cada vez mais vejo que as igrejas evangelicas se afastaram das teológias históricas e tem feito de tudo para lotar seus templos e usa as escrituras como manual de técnicas de crescimento. recentementemente estive em uma igreja onde foi apresentado uma peça teatral com os figurantes vestidos de demônios, bêbados, drogados e prostitutas...para ensenar uma peça sobre a família, pasme! essa peça foi apresentada num domingo á noite. diente desse cenário vejo o aspecto positivo das igrejas hístóricas em se fechar para essas formas de entrentenimentos.o problema é que muitas vezes eles se fecham muito naquilo que não é essencial.
A graça e a paz do Senhor
miguel silva- blog pena afiada

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Anônimo
AUTOR
19/9/09 19:28 delete

A Igreja não tem que se adaptar ao modernismo e sim os jovens que devem se adaptar a uma Igreja séria e fiel as escrituras, o que não vem sendo feito, a Palavra e transmitida de maneira extremamente errada cheia de propósitos enganosos. Que Deus ilumine os corações dessa nova geração e os encaminhe para o lugar certo, Jesus Cristo.
Agradeço a Deus por ter me enviado para a Igreja Presbiteriana, antes eu era anti Igreja, embora estudasse a Bíblia.
Rosangela

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Anônimo
AUTOR
19/9/09 20:06 delete

paz do senhor me chamo Daniel correia,sou de recife e sou ex lutador de tres modalidades de artes maciais e como ex lutador e agora crente em jesus cristo digo sem medo nenhum de errar em duas palavra posso resumir e as palavras sâo 'igreja emergente'.após ler 'a guerra pela verdade'de john macarthur e 'oque estâo fazendo com a igreja'de augustus nicodemus tenho aprendido muito fiquem todos na paz

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20/9/09 04:46 delete

Meu prezado Augustus!
Tudo bem?

Bem, igreja que "passou do ponto" em termos teológicos não é mais igreja. "Todo aquele que ultrapassa a doutrina não tem a Cristo". Esses emergentes aí, se seguem o que o tal Brian Maclaren fala, já afundaram há tempos.

Quanto às lutas de jiu-jitsu, MMA e outras modalidades, se (se) são feitas com a mesma disposição que o futebol entre os irmãos, que chamam amigos e parentes não convertidos para "bater uma bolinha lá na com o pessoal da igreja", até penso que pode ser uma boa tática para trazer pessoas para ouvirem o evangelho.

(E pelo que tenho visto, o pessoal costuma lutar jiu-jitsu com mais honradez do que futebol.)

Fazendo algo similar vi um cara que fazia truques como entortar ferros, quebrar coisas, e quando perguntaram para ele se aquilo tinha alguma coisa a ver com o conteúdo de sua fé, ele respondeu: "Não tem nada a ver, só que assim atraio dezenas de pessoas para perto. Aí falo do amor de Deus". Um holandês. Gostei do cara.

Se dentre as motivações não se inclui trazer "público pagante", e ou meramente fazer a igreja ser vista como "cool", moderninha, não me parece existir pragmatismo. O Senhor sabe. No entanto, já vi igreja que tinha "departamento de marketing" (com público alvo muito bem definido) mas não tinha nem equipes, nem programas e estratégias evangelísticas definidas e implementadas. Aí sim, vi pragmatismo do mais rasteiro.

Quanto às observações do Solano, o que dizer? Como sempre, em poucas linhas, ele nocauteia. Não se pode trocar um radicalismo (litúrgico, ou da tal "identidade denominacional, tão idolatrada por alguns segmentos) por outro (o da rejeição boboca a toda e qualquer tradição). E igreja com o coração realmente centrado em Deus não vai ficar "escolhendo" público. Vai saber atender a jovens e velhos, "malucos" e "caretas", casados e solteiros, executivos e feirantes, bárbaros, citas, judeus, gregos, "e todo povo, língua e nação".

Concluo reiterando meu profundo apreço pelo trio do O Tempora O Mores.

Abração!

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Márcio Mamed
AUTOR
20/9/09 15:04 delete

Olá,

Cada dia me surpreendo mais com os artigos aqui publicados. E mais uma vez parabenizo o amado Rev Agustus Nicodemus pela clareza, simplicidade e exatidão das palavras escritas.

Sou um praticante de jiu-jitsu. Já participei de diversos campeonatos e hoje estou menos assíduo aos treinos, apesar de gostar da arte, devido à compromissos com a família (Esposa e Filha), com as atividades laborais e com as da igreja.

O que me motiva e escrever é que além do artigo, me chamou atenção uma frase MUITO apropriada do irmão EDSON CAMARGO e gostaria de destacá-la. O irmão afirma: "E pelo que tenho visto, o pessoal costuma lutar jiu-jitsu com mais honradez do que futebol".

Concordo com TODAS as letras da frase acima. Além do jiu-jitsu, também gosto de futebol e sempre que posso tenho participado de partidas envolvendo os irmãos da igreja que congrego e de outras denominações. E realmente nem sempre se vê um bom testemunho daqueles que professam serem do Caminho. E isso vem de diáconos, vice-presidente, e membros com decadas de igreja....

E só para mostrar a concordância com a frase no irmão, vou externar uma experiência: Já cheguei a "organizar" uns treinos em um acampamento de minha igreja (levei o tatame e kimonos) e não se viu NENHUM comportamento que viesse a desonrar ao Senhor. Muito pelo contrário. Houve confraternização, comunhão (soa estranho com luta mas é isso mesmo). Nenhum ataque pessoal a honra ou coisa parecida. Uma cena muito diferente do que se viu no campo de futebol no mesmo acampamento. E olha que os praticantes do Jiu-Jitsu eram TODOS Jovens...

Como bem disse o Rev Augustus, devemos nos preparar parar essas novas realidades sem contudo abrir mão da Única e Verdadeira Realidade contida nos textos Sagrados.

Mais uma vez parabéns.

Um abraço de Manaus.

Márcio Mamed

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Anônimo
AUTOR
21/9/09 15:34 delete

Aqui em Brasília essa "praga" de shows nas igreja já chegou, (até em igrejas presbiterianas), uma faz uso de danças, teatro que ocorre ao mesmo tempo que o sermão, e agora o uso de circenses, alguns descem de cordas de malabarismo do teto do templo em meio ao culto. Pode de tudo para chamar a atenção.
Que Deus tenha misericordia da igreja brasileira.

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Oliveira
AUTOR
22/9/09 04:39 delete

Se usar o véu era uma expressão cultural, um costume apenas... tenho dificuldade em entender a questão pelo fato de que a mudança de um costume só se dará pela rebeldia e desobediência do primeiro que enfrentar o costume. E Paulo deixa claro que não aceitava a rebeldia neste caso específico.

Se usar o véu não tinha ligação, e o principal argumento de Paulo seria contra os que queriam contender... temos o mesmo problema, uma vez que todo novo costume se iniciaria num ato inicial de contenda e quebra do costume. Assim a mudança gradativa dos costumes na igreja, não seria uma coisa boa, pois seria pautada em N atos gradativos de rebeldia.

Se o uso do véu era uma forma de Paulo apresentar um princípio apenas... tenho cá minhas dúvidas pois me parece claro no verso que ele argumenta pelo uso do véu ou do cabelo mais longo para a mulher. O símbolo está presente sem dúvida, mas a prática também é veementemente defendida por Paulo quando ele diz: "... julguem vocês mesmos se não é errado...." mais ou menos assim, mas não dando liberdade de julgamento, mas argumentando de que era fácil perceber que o uso era necessário.

Tudo isto me leva a crer que o uso do véu pelas mulheres não era expressão cultural isolada, mas mandamento mesmo, e que nós hoje por conveniência não cumprimos (eu me incluo).

Da mesma forma que a Bíblia é clara (e neste caso muito mais clara) quando diz que é mandamento do Senhor que a mulher esteja calada na igreja.

"Se alguém se considera profeta ou espiritual, reconheça ser mandamento do Senhor o que vos escrevo" 1 Coríntios 14.17

O que ele tinha acabado de escrever? Sobre o uso das línguas, etc... e sobre a mulher estar calada na igreja.

Como nós não queremos aceitar que é mandamento do Senhor então fazemos todo um exercício e argumentação para dizer que em algumas situações elas podem falar, ensinar... desde que os sacramentos não sejam ministrados por elas... enfim conheço e ouço N argumentos sutis para nos desviarmos do mandamento de que deve estar calada. A mulher é consagrada missionária (não pastora) e limitada em algumas coisas mas no dia-a-dia acaba pregando na igreja ou ponto de pregação.

Não quero parecer machista, é só uma impressão.

Voltando ao tema do blog em si.... o maior argumento para mim de que na igreja não é lugar para muita coisa, são as palavras de Jesus que dizem "A minha casa será chamada casa de ORAÇÃO".

Não sou contra que se façam lutas, shows, teatros, apresentações sinfônicas (faço uma pequena vista grossa quanto a corais desde que cantem na língua nativa que todos possam entender e meditar na letra), danças cênicas, etc.... e etc.... e tudo o mais na cultura que possa ser temperado pelos valores do evangelho... mas entendo que estas coisas devem ser em outros ambientes e não na igreja (local físico onde nos reunimos para adorar a Deus).

É local para adoração apenas. Não é local para diversão e entretenimento cultural.

Neste local, devemos nos concentrar em adoração (local para orações, meditação na Palavra de Deus e cânticos de ações de graça e louvor).

O restante poderemos fazer em outros lugares.

Saudações cordiais

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Anônimo
AUTOR
22/9/09 11:06 delete

Gostei muito do comentário do Rev. Augustus Nicodemus. Fico triste quando vejo a situação da igreja brasileira. Hoje tudo é possível para atrair multidões. O pragmatismo tomou conta e a cada dia fico refletindo se realmente já não fomos derrotados por esse movimento.

Agora, gostaria de fazer algumas colocações; Porque ficar denunciando ou criticando outras “igrejas” quando as Igrejas Presbiterianas do Brasil (em sua maioria) defendem um tipo de Culto parecidíssimo com o culto criticado? Ora, como posso eu criticar uma noite de lutas se no culto de algumas Igrejas Presbiterianas o teatro é o centro da liturgia? Fora outras coisas que não quero comentar. Acho que deveríamos com coragem denunciar essas práticas, ou seja, olharmos para o nosso umbigo e depois falarmos dos outros.

Sou membro de uma Igreja Presbiteriana e acho que devemos nos preocupar mais com o nosso arraial do que com os arraiais dos outros.

Anônimamente
Abraços!

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Anônimo
AUTOR
22/9/09 11:53 delete

Dr. Augustus,

Seria interessante se o sr. publicasse no blog um artigo sobre a "Mentira como Mal Menor". A mentira é permitida?...se permitida, em qual situação, qual o limite, ou a mentira é totalmente condenada pela Bíblia?

Seria interessante um estudo sobre isso, pois muitos crentes entram em confusão no que se diz respeito a esse assunto, alguns a condenam totalmente e outros acabam que vivendo uma vida arregrada por ela.

Afinal de contas, pode ou não pode mentir?

Obs.: Sou totalmente contra, mas quero aprender mais a respeito.

Cleiton Tenório
São Sebastião/SP

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AFA Neto
AUTOR
22/9/09 16:01 delete

Rev. sou pr. presbiteriano aqui em Salvador.
Tenho lido alguns textos do blog. São importantes contribuições ao debate.
Se lhe restar um tempo, gostaria de receber sua visita em meu blog.
Caso entendas que o que ali é veiculado pode, de alguma maneira, contribuir; ficaria muito grato em contar com um link neste espaço.

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AFA Neto
AUTOR
22/9/09 17:13 delete

Rev. coloquei o comentário e esqueci de colocar o link do meu blog.
Segue agora
www.afaneto.blogspot.com
Abraço

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22/9/09 17:30 delete

Oliveira,

Considero a questão do véu como cultural e portanto relativa. Quem quiser usar, que use, somente não imponha aos outros, como se fosse mandamento bíblico para todos os crentes de todas as épocas.

Quanto à sua argumentação, ela é interessante e entendo o seu ponto. Mas talvez a coisa não tenha acontecido da maneira que você imagina, pequenos graus de desobediência quanto ao uso do véu. Imagino que a razão pela qual a Igreja Cristã deixou o uso do véu foi simplesmente o trabalho missionário. Os missionários cristãos chegaram em terras e épocas onde o véu não simbolizava, como no Antigo Oriente Médio, que a mulher estava debaixo de autoridade. E aí, eles não exigiram dos cristãos daquelas culturas o uso do véu, pois não faria sentido.

Se usar o véu é um mandamento bíblico universal e absoluto, ele certamente é o mais estranho e isolado de todos. Fica similar aos Dez Mandamentos ou a demais mandamentos de ordem moral, espiritual, que encontramos na Bíblia, e implicaria na disciplina sobre todas as mulheres cristãs que não o usassem. Todavia, não é este o entendimento da Igreja Cristã em sua história. Se usar o véu é mandamento bíblico para toda a Igreja, os Reformadores passaram batidos, os grandes missionários passaram batidos, os homens e mulheres de fé de praticamente toda a história passaram batidos.

Prefiro o consenso histórico, até que argumentos bíblicos sólidos me convençam que eles estavam errados.

Agora veja: você apela para "minha casa será chamada casa de oração" como a regra áurea do culto. Todavia, Jesus estava se referindo ao templo de Jerusalém. Você acha que as igrejas locais, os templos das igrejas locais de hoje, são a mesma coisa que o templo de Jerusalém? O que fazer com as declarações do NT de que nós somos o templo e que o mesmo era simbólico do povo de Deus?

Grande abraço!

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Jabisael
AUTOR
22/9/09 19:52 delete

Caro Augustos Nicodemos.

Fugindo um pouco de assunto, mas tem a possibilidade de por uma busca no seu blog? Porque facilitaria e muito a busca de assuntos já debatidos e evitar mensagens até então 'desnecessárias'.

Gostei muito desse seu comentário. Até porque eu o comparei a um costume que virou tradição em algumas igrejas(não presbiterianas) por aqui. O costume de sair antes do culto terminar para fazer a oração final em uma sorveteria. Hehe.

Tenha uma ótima semana debaixo dos olhos do Senhor Deus.

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Edson Jr.
AUTOR
22/9/09 20:16 delete

Pr. Nicodemus,

Sou um admirador de suas pregações, posições e de sua contribuição para todos os cristãos espalhados pelo Brasil. Aqui em Fortaleza conheço reformados, batistas dispensacionalistas e pentecostais que recebem essa contribuição por meio da internet.

Gostaria de saber sua opinião quanto a linguagem usada pelo Pr. Mark Driscoll. Pr. Macarthur fez algumas criticas, entendendo inapropriadas. Se eu não me engano, pelo péssimo inglês que possuo, Driscoll argumenta utilizar termos fortes como a personagens Bíblicos também utilizaram.

Grande prazer falar com o senhor.

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22/9/09 20:33 delete

Olá Reverendo, que post mais frutífero hein? esse assunto rende!
No meu primeiro depoimento citei que me parece que as pessoas fixaram uma paixão quase que cega por moldes da tradição, e de uma forma tão forte, que as apresentam até como argumento teológico. Ora o próprio Cristo viveu de acordo com a cultura vigente e regional, seguio usos e costumes que lhe foram adequados, e ainda... ousou estar a frente de seu tempo, rompendo as barreiras do preconceito cultural quanto a um judeu conversar com um samaritano, quanto a um homem santo conversar com uma prostituta, isso era culturalmente inaceitável, ser recebido na casa de um publicano pecador e assentar-se à mesa com ele então, era abominável. Acho que devemos usar como critério as escrituras, a vivência de Cristo, e subjulgar nossos valores para que a palavra de Deus os ilumine, o evangelho não é composto por minhas crenças e elucidações particulares, mas ele vem de Deus, que não se ateve a séculos, eras ou culturas e é muito antes disso tudo e muito além disso tudo. Se não precisamos nos adaptar às tendências, então voltemos a gritar a plenos pulmões para pregar em nossas igrejas, façamos campanhas para angaria juntas e mais juntas de jumentos para que nossos missionários alcançem os escolhidos de Deus, e deixem o rádio, a tv, os aviões de lado... voltemos ainda a cantar os cânticos sem métrica dos Salmos e apenas eles... tiremos dos nossos cultos os hinos do hinário, pois quem disse q Deus gosta de Jazz e Blues? quem disse que Deus gosta de Pop ou bossa nova? essas coisas são adequações não podemos ser separatistas e fazer de contas que o tempo parou na reforma e até ali Deus nos mostrou tudo o que tinha para mostrar (não falo de visões, nem epifanias), e que só até ali produzimos tudo o que poderíamos produzir de boa cultura...

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23/9/09 00:36 delete

Anônimo,

O que você conhece da IPB? Você não é presbiteriano, você é um anônimo!

Primeiro, dá para ver este desconhecimento ao dizer que a maioria tem culto semelhante ao da Renascer, com luta livre e tudo. hahahahahaha!

Segundo, sua anonimidade é tão grande que nem mesmo ler meu blog direito você leu, pois teria visto que não poupo críticas também às igrejas presbiterianas que porventura pervertem o culto a Deus.

Eu, se fosse você, realmente continuaria anônimo, eu não queria que os outros soubessem quem eu sou, depois de escrever tanta bobagem!

Honestamente, às claras e na verdade,
Abraços!

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23/9/09 00:37 delete

Márcio,

Gostei do seu depoimento. Sei que não foi o ponto de seu comentário, mas vou aproveitar o gancho para dizer que eu não veria problema algum em uma mocidade de uma igreja evangélica organizar competições esportivas - inclusive jiu-jitsu -- entre os jovens, como parte da agenda social da comunidade, interação, socialização dos membros. Todavia, quanto se faz isto para atrair descrentes e depois pregar o evangelho, me parece propaganda enganosa: atraimos as pessoas com uma coisa e depois apresentamos outra. Para não falar que é uma desvalorização do Evangelho, como se tivéssemos vergonha de apresentá-lo abertamente e precisássemos de um chamariz, algo mais chamativo, como introdução.

Abs.

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23/9/09 00:37 delete

Edson,

Não consigo concordar com seu pensamento de que chamar os amigos e parentes nao crentes para bater uma bolinha é a mesma coisa que organizar um torneio de jiu-jitsu, a nao ser que lutar jiu-jitsu seja parte integrante das atividades sociais daquela igreja, como o é bater uma bolinha aos sábados.

Eu seria contra organizar um torneio de futebol com propósitos evangelísticos, a nao ser que ficasse claro, desde o início, aos nossos convidados, que após o jogo (ou antes) teremos um momento devocional para ouvir a Palavra de Deus. Assim, quem vier, já saberá do que se trata e não se sentirá enganado quando de repente se vir em meio a uma pregação.

Mas a grande questão, afinal, é que isto que poderia ser uma ponte para a comunicação acaba se transformando num fim em si mesmo - para nao falar na ideologia do vale tudo para encher igrejas.

Fico imaginando Paulo organizando um torneio de luta livre entre os crentes no Areópago para ver se daquela forma atraia mais gente para ouvir sua pregação. Mas, eu entendo. Tendo perdido todo respeito da opinião pública, e tendo cultivado uma imagem negativa diante da sociedade, os evangélicos têm mais é que inventar meios, maneiras e estratagemas para ao menos ganhar a atenção de alguns... nem que seja no tapa!

Abs.

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23/9/09 00:38 delete

Jorge,

Você não é indelicado ou provocativo. Sua pergunta tem toda razão de ser.

Você quer que eu explique minha declaração ". Há muitas coisas na cultura que não são certas ou erradas em si -- vai depender do uso que faremos delas". Você ficou com a impressão que eu estava dizendo que há coisas numa cultura que são neutras.

Você me entendeu corretamente. É isto mesmo que eu quis dizer. E vou dar um exemplo: comer carne. Paulo considerou o comer carne EM SI como sendo algo absolutamente neutro, e que seria considerado certo ou errado dependendo das circunstâncias em que se comia carne. NA cultura de Corinto, comer carne estava associado com ídolos, pois a maior parte da carne consumida nas cidades gregas vinha dos templos, onde os animais eram sacrificados aos deuses, e de lá a carne seguia para os mercados e casas. Pois bem, para Paulo, era lícito comer carne em Corinto, inclusive comprada no mercado público, desde que nao se perguntasse a origem dela e nem houvesse por perto um "fraco" que se escandalizaria. Todavia, seria errado comer carne num templo pagão, pois configuraria idolatria e seria um exemplo péssimo para os fracos, que se sentiriam encorajados a fazer a mesma coisa.

Leia tudo isto em 1Coríntios 8--10. A explicação está no meu livro "O Culto Espiritual", na última parte.

Há muitas coisas que são características de determinadas culturas que em si nao representam absolutamente nada imoral ou ilegal. Mesmo que culturas seja feitas de homens e mulheres pecadores, nao podemos esquecer a graça comum de Deus, que neutraliza os efeitos do pecado, e que permite que nossa raça pecadora pense, descubra, imagina, crie e desfrute de coisas que em si não representam qualquer violação da lei do Senhor.

A Lei moral de Deus, resumida nos Dez Mandamentos, todavia, é supra-cultural, é absoluta e universal.

É o que acredito.

Abs.

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Anônimo
AUTOR
23/9/09 09:19 delete

Dr. Augustus,

Lendo sua resposta ao Jorge surgiu uma dúvida quando à cultura, sabemos que em algumas igrejas ditas evangélicas, é permitido tomar bebidas alcoolicas, desde quando não se embriague, e somente em casa ou reunido com os amigos da igreja. Como o sr. vê isso, na realidade isso também é ou não parte da cultura?


Cleiton Tenório

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Anônimo
AUTOR
23/9/09 12:32 delete

Felizmente, Rev. Augustus, sou Presbiteriano! Orgulho-me muito de fazer parte desta comunidade cristã.

Agora, não é necessário ter doutorado em IPB para ver a situação litúrgica dela. Aqui em Recife, por exemplo, nós temos que andar muito para encontrar um igreja Presbiteriana que preze pelo culto Bíblico.

Hoje, a situação é difícil! Você encontra de tudo nos cultos da IPB. Mulheres pregando (Nada contra mulheres) no culto solene, teatro gospel, danças litúrgicas, línguas “estranhas”, profecias, correntes disso e daquilo, pra você ter idéia do que estou falando, ao visitar uma igreja no Bairro de Afogados, a lição de escola dominical era a de Silas Malafaia. Fora a maçonaria que ainda vai dar e muito o que falar.

Acho que deveríamos tratar mais destes assuntos.

Augustus, Deus te abençoe, e não veja meu post com um tom de agressividade. Na verdade, estou lutando, assim como você, por uma identidade Presbiteriana.

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23/9/09 12:52 delete

Jabisael,

Obrigado pela sugestão, vamos ver o que é possível fazer. Eu já tinha pensando sobre isto. MAs, você sabe que é possível fazer uma busca no conteúdo do blog usando a busca que se encontra no lado esquerdo, acima, da tela. Ela não procura nos comentárarios, mas procura nos textos das postagens Ajuda muito.

Abs.

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23/9/09 12:52 delete

Edson Jr.

Sobre a linguagem de Mark Driscoll, criticada por MacArthur, eu precisaria ler a referida crítica para poder opinar com conhecimento de causa. Sobre o assunto, de maneira geral, lembro-me da passagem de Tito 2:7-8 - "Torna-te, pessoalmente, padrão de boas obras. No ensino, mostra integridade, reverência, linguagem sadia e irrepreensível, para que o adversário seja envergonhado, não tendo indignidade nenhuma que dizer a nosso respeito".

Entendo da passagem acima que devemos evitar palavreado chulo, obsceno, baixo, na transmissão da Palavra de Deus. Não devemos prejudicar a PALAVRA por causa de nossas palavras.

Agora, em certas ocasiões, o uso de termos fortes - mas não chulos ou obscenos - podem ser necessários, quando enfrentando falsos mestres, etc.

Abs.

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23/9/09 12:53 delete

Cleiton,

O assunto em si merece um post exclusivo, mas vou tentar responder num comentário. Sim, em algumas culturas, como na Europa, por exemplo, e mesmo em alguns lugares nos Estados Unidos, é visto com muita naturalidade o uso de bebida alcoólica pelos cristãos, à exceção, é claro, do abuso, da embriaguês. No Brasil, por causa da forte influência do pentecostalismo e de outros movimentos, predomina a idéia de que beber é pecado sempre, e que a abstinência é o caminho certo para o crente.

Biblicamente falando, não consigo ver que ingerir bebida alcoólica é pecado sempre, a não ser quando produz embriaguês. Esta, sim, é condenada claramente nas Escrituras. ACho que o vinho da Ceia celebrada por Jesus e o vinho de Caná da Galiléia, bem como aquele que Paulo mandou Timóteo tomar misturado com água, era vinho mesmo e não suco de uva.

Mas, como o Reino de Deus não é comida nem bebida, para não causar confusão, dúvidas, polêmica, eu me abstenho de beber em público aqui no Brasil. Acho que prevalece neste caso a lei do amor.

Quem achar que deve se abster sempre, que o faça. Mas não torne isto em lei de Deus para todos. A lei universal aqui é a do amor, que deve ter sabedoria suficiente para se abster em determinadas situações, e para não abusar da liberdade cristã.

Abs.

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23/9/09 12:54 delete Este comentário foi removido pelo autor.
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23/9/09 16:36 delete Este comentário foi removido pelo autor.
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Oliveira
AUTOR
23/9/09 16:58 delete

Por isto que eu gosto do senhor.
E cada vez mais!

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Edson Jr.
AUTOR
24/9/09 10:13 delete

Pastor,
Obrigado pela resposta. Sua orientação através do princípio bíblico serve de fundamento para avaliarmos qualquer situação e não apenas a do Pr. Driscoll.
Como tenho assistido no youtube alguns trechos legendados das pregações do Pr. Driscoll (e gostado), me preocupei com a manifestação do Pr. Marcarthur.
Para deixar a situação mais confusa, Pr. Piper já recebeu Pr. Driscoll em sua Igreja em 2006...
Quanto as críticas do Pr. Macarthur estão num artigo entitulado "Grunge Christianity?" onde afirma:
Mark Driscoll is one of the best-known representatives of that kind of thinking. He is a very effective communicator—a bright, witty, clever, funny, insightful, crude, profane, deliberately shocking, in-your-face kind of guy. His soteriology is exactly right, but that only makes his infatuation with the vulgar aspects of contemporary society more disturbing.
... His language—even in his sermons—is deliberately crude. He is so well known for using profane language that in Blue Like Jazz (p. 133), Donald Miller (popular author and icon of the “Emerging Church” movement, who speaks of Driscoll with the utmost admiration) nicknamed him “Mark the Cussing Pastor".

Em meio a dois grandes nomes de pastores dos EUA, ficarei com Tito 2:7-8.
Muito obrigado!

Responder
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(-V-)
AUTOR
25/9/09 11:48 delete

Olá autores do blog,

Meu nome é Vinícius e sou autor do blog Voltemos ao Evangelho.
Gostaria de poder ajudar vocês com um novo design para o Tempora Mores.
Pensei neste modelo

Caso aprovem prosseguirei.

Voltemos ao Evangelho,
Vini

Responder
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25/9/09 16:04 delete

Caros Agustus e Edson Jr,

De fato, MacArthur critica Mark Driscoll, e isso pode ser constatado no (excelente!) livro "Guerra Pela Verdade". Não lembro a página exata agora, pois deixei o livro em casa, e estou escrevendo do trabalho. Mas, se for o caso, posso indicar a página exata depois, em outro comentário (só pra facilitar - hehehe!). A despeito do que MacArthur diz, gosto muito da pregação do Driscoll.

Um abraço!

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Isaias Lobao
AUTOR
26/9/09 09:54 delete

Prezado Pr. Augustus. Aproveitando a postagem do vale-tudo nas igrejas, quero externar o meu desagrado com a atitude de estrelas gospel, tais como o sr. André Valadão.

Está correndo na internet notícias de shows dele dividindo o palco com bandas católicas.

O pessoal do blog Púlpito Cristão pergunta: estratégia evangelizadora ou ecumenismo barato?

http://www.pulpitocristao.com/2009/09/andre-valadao-e-rosa-de-sarom.html

Eu digo que não é nem um coisa nem outra, é pura apostasia.

Pr. Augustus, o que o sr. acha disso?

O trem tá bagunçado mesmo...

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o pregador
AUTOR
26/9/09 23:09 delete

Perto disso a dança e bem melhor!!!
hehehehe!
Entretanto não acredito que a Igreja de Jesus Cristo deve entender que como os seres humanos ela também deve respeitar as mudanças que ocorrem durante o tempo. Concordo com o irmão Solano:
eles vão precisar de presbiteros Diaconos palestras para Família em alguma hora!!!
Deus nos ajude!!!
Eu sou só um Seminarista e fico assustado imagina quando eu chegar lá???
Deus me Ajude !!!
rsrsrsrsrsrs

Responder
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27/9/09 08:03 delete

Rev. Augustus,
Esse assunto, também, me incomoda. Trabalhei com adolescentes e com moços, aqui em minha igreja, pelo menos uns 20 anos e tinha essa dificuldade. Agora lendo seu artigo e meditando sobre o assunto me ocorreu fazer uma pergunta ao Sr. E ficarei muito grato se me responder aqui ou por e-mail ( mauricionbarbosa@gmail.com )

Se, aqui, houver uma resposta a essa pergunta peço desculpa antecipadamente.

01 – No tempo dos Apóstolos e dos Reformadores eles devem ter enfrentado o meso problema. Por certo havia adolescente, moços e outros “motoqueiros” ( também sou motoqueiro ) na igrejas queriam um culto ou uma igreja diferente. Como esse problema foi tratado ?

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28/9/09 12:25 delete

Vinicius,

Ficou bonito. Mas obrigado pela ajuda. Nós já temos uma pessoa que está trabalhando para mudar a cara do Tempora.

Abraços.

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28/9/09 12:27 delete

Isaías,

Ainda não li direito as notícias. Se for o que estão dizendo, não me assusta nem surpreende. É a consequência natural da falta de uma boa teologia, do pragmatismo selvagem que marca estas igrejas.

Abs.

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28/9/09 12:32 delete

Caro Maurício,

Fiquei feliz em saber que você também é motoqueiro -- embora eu sempre diga que acima de 500cc somos motociclistas, hehehehe!

Bom, sobre sua pergunta. No NT encontro apenas o apóstolo Paulo dando instruções quanto ao trato específico com os jovens da igreja, e mesmo assim, o que ele diz, não é relevante para nossa discussão, a não ser esta palavra, "foge das paixões da mocidade" (2Tim 2:22).

Ou seja, há desejos e paixões que são característicos da mocidade os quais devem ser evitados - um aprovável referência à arrogância, atrevimento, imoralidade, e outras coisas que marcam a mocidade sem Deus.

Sinceramente, não sei se os Reformadores trataram diretamente com as questões específicas dos jovens, eu teria de pesquisar para responder. Fico devendo esta.

Abs.

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Anônimo
AUTOR
28/9/09 16:29 delete

Caro Reverendo,

Eu acompanho a opinião da Rosangela que posto lá em cima. Eu acho que é o fiel que deve se ajustar a Igreja e não a Igreja que deve se ajustar as pessoas, sejam elas jovens ou velhas.

Isso tudo me lembra o filme Mudança de Hábito, quando a nova freira se infiltra na igreja que era vazia e modifica o coral, introduzindo bate-palmas e danças. O resultado é que a igreja fica cheia. Mas cheia de quê? De fiéis? De comungantes? Não, de gente que quer ver o coral bate-palma e dançar.

Não faz sentido termos que trazer um estilo mais jovem para as Igrejas por causa dos jovens. Coisas como, "eu não gosto de Igreja tradicional porque não tem banda gospel", pra mim, significa que o sujeito não está interessado em Jesus, mas sim na banda gospel.

Eu gosto de vários estilos de música, mas não abro mão de uma liturgia séria, apoiada pela música do hinário e do coral. Que acredito ser muito mais apropriado para a concentração, contrição e oração.

Fico muito triste em ver que muitas igrejas estão perdendo isso, e mais triste ainda por ver isso acontecendo, em alguma medida, na IPB.

PS: Os corais sempre foram projetados para ficar atrás da Igreja, em oposição ao púlpito. Isso porque a Igreja deve olhar e se concentrar no sacerdote, o pastor. Porém, eu sempre vejo o "grupo de louvor gospel" lá na frente. É lá onde eles fazem um verdadeiro "show para o público".

Na Paz do Senhor,
Nunes

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Menuemai
AUTOR
28/9/09 17:52 delete

Estimado Pastor Augustus

O pragmatismo do vale tudo, inclui também o uso das famigeradas "células". O movimento de crescimento exponencial, no pior estilo Rick Warren, está chegando à minha igreja (Presbitério de Itaipu - Igreja Presbiteriana de Foz do Iguaçu). A influência veio de um presbitério londrinense (de Londrina, no norte de meu estado, o Paraná).

Há alguns anos começaram com a febre dos "ministérios", que acabaram se multiplicando como praga, e por fim, esvaziaram as já combalidas Sociedades Internas.

Não sei mais o que pensar a respeito disso. Não tenho cargos na igreja, já que as sociedades internas não tem representação, a não ser a SAF (que faz das tripas coração para tentar substituir o trabalho externo que deveria ser da Diaconia, incluindo visitação, que deveria ser dos Presbíteros, pelo menos acompanhando), e do Pastor, com suas visitas pastorais e demais atribuições. Nos ministérios (para todos os mal-gostos), também não fiz a mínima questão. Ao mesmo tempo que me sinto isolado, vejo a bola de neve crescer, montanha abaixo, sem nada poder fazer contra a vontade pétrea de um conselho submisso a um presbitério liberal.

Sinceramente, também estou com vergonha de ser evangélico, ou ao menos, ser confundido com esse naipe de evangélicos por fazer parte de uma igreja assim. Penso que, enquanto o Supremo Concílio fizer vistas grossas a esse tipo de ações, consequentemente, colaborando para eventos como aquele tal de "CAL" (amidade), com aquele tipo de pastor de megaigrejas coreanas, o único endereço para o qual vejo esta igreja indo é para uma implosão de suas bases. E será bem pior para reconstruir se, aqueles que sobreviverem, tiverem que juntar caquinhos.

Um forte "upa" [abraço sulista] Reformado, de quebrar as costelas da alma, um presbiteriano zeloso pela Igreja de nosso Senhor Jesus Cristo,

Vini

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Anônimo
AUTOR
28/9/09 17:53 delete

É triste reverendo, mas essa é a realidade evangélica brasileira.

FGS

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Anônimo
AUTOR
28/9/09 18:03 delete

Certamente um dia nos conheceremos pessoalmente reverendo. Ou na terra ou no céu!

Felipe Gomes.

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Anônimo
AUTOR
29/9/09 13:55 delete

Caro Reverendo Augustos,

Os evangélicos estão sendo humilhados - talvez por Jesus Cristo -, para que o Evangelho possa brilhar novamente.

Espero que estejamos do lado do Evangelho!

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Adna
AUTOR
29/9/09 15:11 delete

Amei o texto e fiquei me questionando como é dificil encontrar o equilibrio...Escrevi em um post no blog que participo sobre a aceitação de pessoas consideradas " diferentes" e vejo como é complicado isto...
Sou de uma denominação tradicional e as mudanças que estão ocorrendo em nosso meio é lenta...fico imaginando quantas vidas estamos perdendo para o inferno ao colocarmos barreiras para vinda destas pessoas a Igreja...
" proibido pessoas perfeitas"
Contudo, acredito que encher os templos apenas em número,não os transforma em discipulos...Shows, lutas,luzes, apenas são " iscas", transformação de vida apenas Jesus é capaz de fazer e é através da pregação de sua Palavra...

Na paz do Senhor,

Elisama.

www.adnajovem.multiply.com

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Maridão
AUTOR
30/9/09 15:33 delete

Pastor, na minha igreja estamos estudando sobre o livro de Atos, e o inicio da igreja primitiva, e muito tem se falado.
Como devemos fazer um culto para agradar a Deus e não aos homens, juntamente com isso o louvor deve ser feito para a hone Glória do nosso Deus, e muitas das vezes com hinos bem analisado e contemporanio, de nosso hinários com corinhos, bem volta para uma boa liturgia reformada.
Mais me responda usando todo este critério, sitada a cima, podemos e iremos conseguir alcançar, jovens, e adolescente para dentro de nossas igrejas, ou podemos inovar, não com exagero, mais com ordem e decência?

Grato.

Paulo Cesar
Servo de Jesus Cristo
Igreja Presbiteria do
Champagnat
Curitiba.

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clodoaldobrunet.blogspot.com/
AUTOR
3/10/09 07:13 delete

Isso não é outra coisa se não o afastamento das sagradas escrituras. Uma coisa fica muito certa diante desses acontecimentos, eles nada tem haver com o evangelho pregado pelas igrejas históricas. Aplico aqui as palavras de João que diz que essas pessoas são ouvidas pelo mundo porque procedem do mundo.

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3/10/09 09:18 delete

Vocês sabem, o ditado diz que no amor e na guerra vale tudo, e algumas igrejas evangélicas realmente acham que estão em guerra. Quando eu estiver no mestrado em economia eu tenho o desejo de fazer um artigo, ou talvez minha dissertação, de como os teoremas de concorrência imperfeita podem dar uma certa explicação a esse problema da igreja evangélica brasileira, porque eu vejo nas aulas da faculdade tanta aplicação do que eu aprendo na situação evangélica atual e tenho a sensação de que não é assim que Deus gostaria que fôssemos.
Deus abençoe
Rafael Galvão

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João
AUTOR
8/10/09 02:01 delete

Acho que este comentário já está um pouco atrasado, porque o post já é um pouquinho antigo mas só para dar mais um exemplo: Num congresso evangélico de homens aqui em Brasília, o pessoal da igreja decidiu que deviam atrair os homens para a igreja colocando no culto coisas típicas do gosto masculino.
Colocaram uma Ferrari dentro da igreja, arsenal do exército (tanque de guerra, mísseis - tudo de verdade e cedido pelo exército brasileiro) e pra completar (Essa eu acho que você iria gostar rsrsrsrs!!!) na hora do louvor colocaram 4 motocicletas (todas de aproximadamente 1000 cc) no púlpito e mandaram ver enchendo a igreja de fumaça!!!

Abraço!

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12/10/09 15:53 delete

Ola Rev. Augustus,
Tenho acompanhado seus posts e adoro ler seus comentários.
Sou Alexsandra, de SC. Estou atualmente fazendo um curso de Teologia livre, utilizando EAD em um Seminario Batista tradicional. Estou cursando a disciplina "Panorama do Antigo Testamento" e, tenho enfrentado muitas dificuldades para entender o que aconteceu naquela época, e o que realmente seria uma lei eterna ou passageira (válida apenas para aquele povo ou cultura).
Em 23/09 o senhor colocou uma resposta que ao final dizia "A Lei moral de Deus, resumida nos Dez Mandamentos, todavia, é supra-cultural, é absoluta e universal."
A lei da guarda do sábado está nos 10 mandamentos. O que o senhor poderia me falar sobre ela? Sua validade ou não sobre os dias atuais e pq chegamos a essa conclusão (de ser valida ou nao).Alguns citam que Jesus aboliu o sábado, mas creio que isso nao ficou claro nas passagens do NT. Apenas Jesus quiz dizer que algumas tarefas eram permitidas serem executadas no sabado sem ferir a lei.
Grata

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15/10/09 10:30 delete

Prezada Alexsandra,

Sobre o sábado, veja:

http://www.monergismo.com/textos/dez_mandamentos/quarto_solano.htm

Abraços.

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15/10/09 16:23 delete

Li recentemente uma dessas matérias e coloquei no meu blog também
http://casanarocha.blogspot.com/
Creio que não existe outra forma de se pregar o evangelho senão pregando o evangelho. Ele é o poder de Deus para a salvação. A fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus e Deus acrescenta a cada dia os que Ele quer salvar. Fazer evangelismo dessa forma é coisa desprezível, que não tem a aprovação de Deus, muito pelo contrário, Deus abomina esse tipo de "coisa". Evangelismo se faz com a Palavra de Deus, lendo, mostrando na Bíblia, ensinando de casa em casa, e vivendo piedosamente para a glória de Deus. Desse jeito aí é fácil encher igreja, com luta, música mundana e sensual, etc. Infelizmente é o que mais se vê nas "igrejas", se é que se pode chamar isso aí de igreja.
Sou completamente contra e não aceito uma aberração dessa. Está registrado também no meu blog minha "revolta".

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Tiago
AUTOR
16/10/09 23:31 delete

Augustus, esses dias comentando com um amigo ele me veio com um chavao evangelico q é usado pra justificar esse tipo de coisa.

Talvez vc (por ser calvinista) ate concorde com ele, e isso da assunto ate pra um topico especifico:

O parecer de Gamaliel

Nao vou postar tudo pois vc conhece o contexto, vou me ater ao verso chave:

Atos 5:

38- E agora digo-vos: Dai de mão a estes homens, e deixai-os, porque, se este conselho ou esta obra é de homens, se desfará,

39- Mas, se é de Deus, não podereis desfazê-la; para que não aconteça serdes também achados combatendo contra Deus.


Agora mha posiçao

1- O parecer de Gamaliel NAO é valido como "metro espiritual" para qualker grupo q seja;

2- Entre os judeus (bem como pra Calvino) havia a crença de que a prosperidade era simbolo do favor de Deus;

3- Logo reflete-se ali a opiniao pessoal de um judeu acerca de um grupo de acordo com a cosmovisao dele onde se aquele grupo prosperasse ele "era de Deus";

4- Se fosse esse parecer dele verdade, o q diria entao de obras do diabo q prosperam???

Começo citando o islamismo, catolicismo, kardecismo, entre varias outras organizaçoes q sao reconhecidamente do diabo e estao ai ate hj.

E ai, como fica?

Gostaria da sua opiniao sobre o assunto, meu amigo Nicodemus.

Abraço

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20/10/09 12:09 delete

Bom dia Rev. Nicodemos,

A cada post que eu leio neste blog minhas forças se renovam para enfrentar o que tenho visto ultimamente nas igrejas. Não é fácil para quem tem o verdadeiro amor à sã doutrina, ficar calado em meio a tantas estratégias mundanas que tem adrentado no meio evagélico. Parece mesmo que os blogs tem sido uma ótima ferramenta para, em amor, denunciarmos aquilo que vem envergonhando o evangelho de Cristo.
Desejo que a graça do Senhor Jesus permaneça em sua vida para que continue nesta batalha.


www.ipzonasul.blogspot.com

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Celio Magalhães
AUTOR
20/10/09 22:20 delete

Prezado Pr Nicodemus.
Seu comentário sobre essa reportagem tem sido aceita pelo equilíblio com trata o assunto.
Ele foi tomado como texto básico para trabalho acadêmico na faculdade em que estudo.

Sou Pastor da Assembléia de Deus em Brasília, e admirador dos seus artigos falando dos males pragmatismo nas igrejas evangélicas. Portanto, foi para mim mui gratificante fazer uma resenha crítica do seu comentário, por se tratar de tema no qual comungo com a mesma idéia sua.

Gostaria de compartilhar contigo o meu trabalho acadêmico, até porque gostaria também de submetê-lo à sua crítica, uma vez que faço citações às suas palavras.
Para isto preciso do seu email para enviá-lo.
o meu é celiomag@gmail.com

Em Cristo.
Pr Celio Magalhães.

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Heitor Alves
AUTOR
24/10/09 21:55 delete

Olá presb. Solano.

Queria fazer um convite a vocês do O Tempora, O Mores!: fazer parte da Sociedade Calvinista, uma espécie de comunidade que pretende reunir várioso sites/blogs de linha calvinista e reformada, com direito a selo para ser exibido no blog.

Veja em http://www.eleitosdedeus.org/sociedadecalvinista

Um abraço

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ilanyo
AUTOR
26/10/09 20:11 delete

uma perguntar.
Fundamentalista": Ser ou Não Ser? Eis uma boa questão!

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Anônimo
AUTOR
2/11/09 22:08 delete

Prezado Pr. Nicodemus, sou estudante do 8º. período de Teologia, no Sem. Teológico Batista do Sul do Brasil. Estou fazendo uma pesquisa para a matéria Teologia Brasileira, e gostaria de contar com a colaboração do senhor respondendo as seguintes perguntas:
1- O que é Teologia?
2- Como se faz Teologia?
3- O senhor concebe uma Teologia brasileira?

Perdoe-me por usar esse espaço para esse assunto, mas não tive outra forma de contactar o senhor. Meu e-mail para envio das respostas é: andcepat@yahoo.com.br
Obrigado pela atenção, fique na paz do Senhor Jesus Cristo.

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Anônimo
AUTOR
3/11/09 22:22 delete

Fica aqui minha opinião. Bom, creio que não vale tudo para atrair jovens às igrejas, pelas seguintes razões: Os jovens certamente podem ter um estímulo diferente de Deus para irem à igreja, como por exemplo por amigos, um paquera, uma 'festa apos culto' ou outra coisinha do tipo, porém acho que distorce muito um jovem ouvir 'ah, vamos lá na minha igreja, vai ter uma luta lá'. Primeiro que como assim haver luta ? É esse o exemplo do amor de Cristo ? É essa a comunhão que deve se ter com os irmãos ? É isso que deve ser passado aqueles que não conhecem a palavra para serem atraídos as igrejas por elementos essencialmente mundanos ? Eu sinceramente acho que um jovem que vai a uma igreja dessas, diferentemente se não se converter verdadeiramente, certamente não ficará quando esses 'eventos' acabarem, porque o que tem que segurar os fieis na igreja, é Deus, e não homens fazendo esforços de todas as maneiras para tentar impedir o devio de alguns. Acho que as igrejas devem se adequar a um certo ponto, de acordo com a palavra, até o ponto que não fere os ensinamentos do Senhor. Um 'festa', uma confraternização, musicas animadas, louvores novos, esse tipo de coisa também atrai, e principalmente, evangelizam e é por haver a manifestação do poder de Deus ali que alguém se converte e por vontade própria permanece na casa de Deus, por Ele, e por mais nada.

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reinaldo
AUTOR
18/12/09 16:50 delete

olá reverendo,tive o privilegio de ler o artigo sobre vale tudo. o que tambem lamento é que em tudo isso o mais importante que realmente pode promover o crescimento é a palavra de Deus esta sendo diluida para a aceitação desses jovens.

contudo gostaria que p Sr. comentasse se isso chegaria perto ao que podemos chamar de igreja contextualizada.

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19/2/13 06:35 delete

A PAZ DE CRISTO.
SOU BRASILEIRO MAS VIVO HA JA MUITOS ANOS FORA DO BRASIL E FAZEM COMO 3 A 4 ANOS QUE DEUS CON SUA MISERICORDIA E PACIENCIA ME GUIOU AS VERDADES HISTORIAS, HA UMA TEOLOGIA CONSISTENTE E BIBLICA.
LUTEI, RELUTEI E CHOREI E GRAÇAS A DEUS HOJE O PASTOR DA IGREJA E TODA A LIDERANÇA ESTA PASSANDO POR UN PROCESSO DE REFORMA E ISSO TEM ELEVADO GRANDEMENTE A QUALIDADE DE VIDA CRISTAN EM NOSSA CONGREGAÇAO.
TENHO FAMILIARES E AMIGOS NO BRASIL E VENDO DESDE DE FORA O DESASTRE TEOLOGICO QUE SE ALASTRA ENTRE AS "IGREJAS" ORO A DEUS PARA QUE "DERRAME" O AVIVAMENTO SOBRE SUAS OVELHAS BRASILEIRAS E ALEGROME MUITO POR SABER QUE O REMANENTE NO TERRITORIO OSTIL BRASILEIRO NAO SE CALA. DEUS SEJA LOUVADO!
IRMAO NICODEMUS, LOUVO A DEUS COM GOZO E ALEGRÍA POR SUA VIDA E DOS DEMAIS IRMAO QUE LUTAN POR DEFENDER A FE GENUINAMENTE BIBLICA.
FORTE ABRAÇO DE PARTE DE NOSSA CONGREGAÇAO AQUI NAS ILHAS CANARIAS.

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10/6/13 22:40 delete

Olá reverendo,

Concordo com o exposto pelo sr. no texto. Acredito que muitas vezes podemos criar atrações demais. No lugar de criar as atrações como bônus e uma forma de alegrar o pós-culto/ pré-culto, podemos estar fazendo com que o culto seja o bônus. As atrações podem estar prendendo mais a atenção não só dos jovens, mas até de pessoas mais adultas.

Concordo que a atração pode mascarar o real sentido que é pregar o evangelho. Percebo que pode estar sendo criada uma cultura de " você é livre para dançar na igreja também" e a igreja promover um show de determinado estilo musical que atraia um grupo de pessoas. Qual a sua opnião a respeito disso? Muitas pessoas podem estar longe de Cristo por causa de certos " não pode" enraizados erroneamente em seus pensamentos. Até que ponto isso é uma quebra de paradigmas e se torna uma motivação para ir à igreja em detrimento do culto?

Acredito que promover atividades para qualquer faixa etária é necessário, pois , como o sr. disse certas atividades são neutras.

Tenho outra dúvida: Como saber se estou sendo pragmático demais? (Muitas vezes justificando o pragmatismo como uma forma de atrair não-cristãos e manter novos convertidos.)

Desde já agradeço a compreensão. Que Deus abençoe.

Matheus Fernandes.

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