terça-feira, junho 29, 2010

Carta à Bispa Evônia*


[*Nota – é mais uma carta ficticia, gênero que uso como maneira de tornar as minhas idéias mais interessantes para o leitor. Minha esposa não tem (ainda) nenhuma amiga que virou bispa.]

Minha cara Evônia,

Minha esposa me falou do encontro casual que vocês duas tiveram no shopping semana passada. Ela estava muito feliz em rever você e relembrar os tempos do ginásio e da igreja que vocês frequentavam. Aí ela me contou que você foi consagrada pastora e depois bispa desta outra denominação que você tinha começado a frequentar.

Ela também me mostrou os e-mails que vocês trocaram sobre este assunto, em que você tenta justificar o fato de ser uma pastora e bispa, já que minha esposa tinha estranhado isto na conversa que vocês tiveram. Ela me pediu para ler e comentar seus argumentos e contra-argumentos. Não pretendo ofendê-la de maneira nenhuma – nem mesmo conheço você pessoalmente. Mas faço estes comentários para ver se de alguma forma posso ser útil na sua reflexão sobre o ter aceitado o cargo de pastora e de bispa.

Acho, para começar, que você ser bispa vem de uma atitude de sua comunidade para com as Escrituras, que equivale a considerá-la condicionada à visão patriarcal e machista da época. Ou seja, ela é nossa regra, mas não para todas as coisas. Ao rejeitar o ensinamento da Bíblia sobre liderança, adota-se outro parâmetro, que geralmente é o pensamento e o espírito da época.

E é claro, Evônia, que na nossa cultura a mulher – especialmente as inteligentes e dedicadas como você – ocupa todas as posições de liderança disponíveis, desde CEO de empresas a presidência da República – se a Dilma ganhar. Portanto, sem o ensinamento bíblico como âncora, nada mais natural que as igrejas também coloquem em sua liderança presbíteras, pastoras, bispas e apóstolas.

Mas, a pergunta que você tem que fazer, Evônia, é o que a Bíblia ensina sobre mulheres assumirem a liderança da igreja e se este ensino se aplica aos nossos dias. Não escondo a minha opinião. Para mim, a liderança da igreja foi entregue pelo Senhor Jesus e por seus apóstolos a homens cristãos qualificados. E este padrão, claramente encontrado na Bíblia, vale como norma para nossos dias, pois se baseia em princípios teológicos e não culturais. Reflita no seguinte.

1. Embora mulheres tenham sido juízas e profetisas (Jz 4.4; 2Re 22.14) em Israel nunca foram ungidas, consagradas e ordenadas como sacerdotisas, para cuidar do serviço sagrado, das coisas de Deus, conduzir o culto no templo e ensinar o povo de Deus, que eram as funções do sacerdote (Ml 2.7). Encontramos profetisas no Novo Testamento, como as filhas de Felipe (At 21.9; 1Co 11.5), mas não encontramos sacerdotisas, isto é, presbíteras, pastoras, bispas, apóstolas. Apelar à Débora e Hulda, como você fez em seu e-mail, prova somente que Deus pode usar mulheres para falar ao seu povo. Não prova que elas tenham que ser ordenadas.

2. Você disse à minha esposa que Jesus não escolheu mulheres para apóstolas porque ele não queria escandalizar a sociedade machista de sua época. Será, Evônia? O Senhor Jesus rompeu com vários paradigmas culturais de sua época. Ele falou com mulheres (Jo 8.10-11), inclusive com samaritanas (Jo 4.7), quebrou o sábado (Jo 5.18), as leis da dieta religiosa dos judeus (Mt 7.2), relacionou-se com gentios (Mt 4.15). Se ele achasse que era a coisa certa a fazer, certamente teria escolhido mulheres para constar entre os doze apóstolos que nomeou. Mas, não o fez, apesar de ter em sua companhia mulheres que o seguiam e serviam, como Maria Madalena, Marta e Maria sua irmã (Lc 8.1-2).

3. Por falar nisto, lembre também que os apóstolos, por sua vez, quando tiveram a chance de incluir uma mulher no círculo apostólico em lugar de Judas, escolheram um homem, Matias (At 1.26), mesmo que houvesse mulheres proeminentes na assembléia, como a própria Maria, mãe de Jesus (At 1.14-15) – que escolha mais lógica do que ela? E mais tarde, quando resolveram criar um grupo que cuidasse das viúvas da igreja, determinaram que fossem escolhidos sete homens, quando o natural e cultural seria supor que as viúvas seriam mais bem atendidas por outras mulheres (Atos 6.1-7).

4. Tem mais. Nas instruções que deram às igrejas sobre presbíteros e diáconos, os apóstolos determinaram que eles deveriam ser marido de uma só mulher e deveriam governar bem a casa deles – obviamente eles tinham em mente homens cristãos (1Tm 3.2,12; Tt 1.6) e não mulheres, ainda que capazes, piedosas e dedicadas, como você. E mesmo que reconhecessem o importante e crucial papel da mulher cristã no bom andamento das igrejas, não as colocaram na liderança das comunidades, proibindo que elas ensinassem com a autoridade que era própria do homem (1Tm 2.12), que participassem na inquirição dos profetas, o que poderia levar à aparência de que estavam exercendo autoridade sobre o homem (1Co 14.29-35). Eles também estabeleceram que o homem é o cabeça da mulher (1Co 11.3; Ef 5.23), uma analogia que claramente atribui ao homem o papel de liderança.

5. Você retrucou à minha esposa na troca de e-mails que nenhuma destas passagens se aplica hoje, pois são culturais. Mas, será, Evônia, que estas orientações foram resultado da influência da cultura patriarcalista e machista daquela época nos autores bíblicos? Tomemos Paulo, por exemplo. Será que ele era mesmo um machista, que tinha problemas com as mulheres e suspeitava que elas viviam constantemente tramando para assumir a liderança das igrejas que ele fundou, como você argumentou? Será que um machista deste tipo diria que as mulheres têm direito ao seu próprio marido, que elas têm direitos sexuais iguais ao homem, bem como o direito de separar-se quando o marido resolve abandoná-la? (1Co 7.2-4,15) Um machista determinaria que os homens deveriam amar a própria esposa como amavam a si mesmos? (Ef 5.28,33). Um machista se referiria a uma mulher admitindo que ela tinha sido sua protetora, como Paulo o faz com Febe (Rm 16.1-2)?

6. Agora, se Paulo foi realmente influenciado pela cultura de sua época ao proibir as mulheres de assumir a liderança das igrejas, o que me impede de pensar que a mesma coisa aconteceu quando ele ensinou, por exemplo, que o homossexualismo é uma distorção da natureza acarretada pelo abandono de Deus (Rm 1.24-28) e que os sodomitas e efeminados não herdarão o Reino de Deus (1Co 6.9-11)? Você defende também, Evônia, que estas passagens são culturais e que se Paulo vivesse hoje teria outra opinião sobre a homossexualidade? Pergunto isto pois em outras igrejas este argumento está sendo usado.

7. Tem mais, se você ainda tiver um tempinho para me ouvir. As alegações apostólicas não me soam culturais. Paulo argumenta que o homem é o cabeça da mulher a partir de um encadeamento hierárquico que tem início em Deus Pai, descendo pelo Filho, pelo homem e chegando até a mulher (1Co 11.3).[1] Este argumento me parece bem teológico, como aquele que faz uma analogia entre marido e mulher e Cristo e a igreja, “o marido é o cabeça da mulher como Cristo é o cabeça da igreja” (Ef 5.23). Não consigo imaginar uma analogia mais teológica do que esta para estabelecer a liderança masculina. E quando Paulo restringe a participação da mulher no ensino autoritativo –que é próprio do homem – argumenta a partir do relato da criação e da queda (1Tm 2.12-14).[2]

8. Você já deve ter percebido que para legitimar sua posição como bispa você teve que dar um jeito neste padrão de liderança exclusiva masculina que é claramente ensinado na Bíblia e na ausência de evidências de que mulheres assumiram esta liderança. Não tem como aceitar ser bispa e ao mesmo tempo manter que a Bíblia toda é a Palavra de Deus para nossos dias. E foi assim que você adotou esta postura de dizer que a liderança exclusiva masculina é resultado da cosmovisão patriarcal e machista dos autores do Antigo e Novo Testamentos, e que portanto não pode ser mais usada em nossos dias, quando os tempos mudaram, e as mulheres se emanciparam e passaram a assumir a liderança em todas as áreas da vida. Em outras palavras, como você mesmo confirmou em seu e-mail, a Bíblia é para você um livro culturalmente condicionado e só devemos aplicar dele aquelas partes que estão em harmonia e consenso com nossa própria cultura. Eu sei que você não disse isto com estas exatas palavras, mas a impressão que fica é que você considera a Bíblia como retrógrada e ultrapassada e que o modelo de liderança que ela ensina não serve de paradigma para a liderança moderna da Igreja de Cristo.

Quando se chega a este nível, então, para mim, a porta está aberta para a entrada de qualquer coisa que seja aceitável em nossa cultura, mesmo que seja condenada nas Escrituras. Como você poderá, como bispa, responder biblicamente aos jovens de sua igreja que disserem que o casamento está ultrapassado e que sexo antes do casamento é normal e mesmo o relacionamento homossexual? Como você vai orientar biblicamente aquele casal que acha normal terem casos fora do casamento, desde que estejam de acordo entre eles, e que acham que adultério é alguma coisa do passado?

Sabe Evônia, você e a sua comunidade não estão sozinhas nessa distorção. Na realidade esse pensamento é também popularizado por seminários de denominações tradicionais e professores de Bíblia que passaram a questionar a infalibilidade das Escrituras, utilizando o método histórico crítico, ensinando em sala de aula que Paulo e os demais autores do Novo Testamento foram influenciados pela visão patriarcal e machista do mundo da época deles. Só podia dar nisso... na hora que os pastores, presbíteros e as próprias igrejas relativizam o ensino das Escrituras, considerando-o preso ao séc. I e irremediavelmente condicionado à visão de mundo antiga, a igreja perde o referencial, o parâmetro, o norte, o prumo – e como ninguém vive sem estas coisas, elege a cultura como guia.

Termino reiterando meu apreço e respeito por você como mulher cristã e pedindo desculpas se não posso me dirigir a você, em nossa correspondência pessoal, como “bispa” Evônia. Espero que meus motivos tenham ficado claros.

Um abraço,

Augustus

NOTAS

[1] Esse encadeamento hierárquico se refere à economia da Trindade e trata das diferentes funções assumidas pelas Pessoas da Trindade na salvação do homem. Ontologicamente, Pai, Filho e Espírito Santo são iguais em honra, glória, poder, majestade, como afirmam nossas confissões reformadas.

[2] Veja minha interpretação desta passagem e de outras no artigo da Fides Reformata “Ordenação Feminina”.

123 comentários:

Surian disse...

Muito bom o texto.. Tira muitas dúvidas

Anônimo disse...

"3. (...)os apóstolos, por sua vez, quando tiveram a chance de incluir uma mulher no círculo apostólico em lugar de Judas, escolheram um homem, Matias (At 1.26), mesmo que houvesse mulheres proeminentes na assembléia, como a própria Maria, mãe de Jesus (At 1.14-15) – que escolha mais lógica do que ela?"

Conforme disse Lutero, os intérpretes não são confiáveis. Como Matias foi escolhido? Pasmem: jogaram sortes! E Paulo, às vezes, dizia: - falo como homem.

Então, meu caro Nicodemus, a questão principal quanto á confusão instalada é de natureza hermenêutica. O senhor, que escreveu A Bíblia e Seus Intérpretes, deixou claro que são tantos o fatores envolvidos que (agora falo eu) é quase impossível falar em interpretação correta.

Como Calvino interpretou a questão dos dízimos, por exemplo?

Creio que temos que seguir Lutero quanto a ter coragem de interpretar a Bíblia segundo o melhor que pudermos, mas sempre fiéis à nossa consciência. As mulhures, em muitas áreas, inclusive na igreja, deviam ucupar os lugares que são hoje dedicados só a homens.

Em Cristo

Vanderson M. da Silva disse...

O site Monergismo.com traz um texto do teólogo reformado C. Bouwman ("Débora e Baraque: Exemplo para as Mulheres ou
Constrangimento para os Homens?") que faz análise exegética séria e criteriosa a respeito do episódio de Juízes 4 e 5, trecho bíblico aduzido por alguns em comprovação da sanção bíblica à ordenação de mulheres ao pastorado: http://tinyurl.com/2ckeg57

Antonio Cruz disse...

Muito bom mesmo, na verdade essa "bispa" Evônia serviu direitinho de modelo para se dar uma resposta a todo o movimento de ordenação feminina.

Espero que este artigo alcance as milhões de Evôneas que surgem diariamente no cenário cristão evangélico.

Parabens Reverendo Augustus Nicodemus

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Anônimo das 12:59,

Nem sei por onde começar a responder seu comentário, de tanta informação errada ou imprecisa que você conseguiu passar em tão pouco espaço. Mas, vamos lá.

1 - Onde Lutero disse que "intérpretes não são confiáveis"? Leia Lutero e os comentários dele. Ele cita constantemente os Pais da Igreja e outros intérpretes antes dele. veja meu artigo sobre a hermenêutica de Lutero em http://www.mackenzie.br/fileadmin/Mantenedora/CPAJ/revista/VOLUME_I__1996__2/lutero_ainda.....pdf. No máximo ele teria dito que muitos não são confiáveis.

2 - A escolha de Matias, mesmo por sortes, foi confirmada pelo Espírito. Veja que o autor de Atos, logo em seguida à eleição, diz, "Levantando-se Pedro com os onze..." (At 2.14). Ou seja, Matias passou a ser contado como apóstolo entre os Doze.

3 - Quando Paulo diz "falo como homem" ele está simplesmente dizendo "o que escrevo é bom senso, lógico e natural" - o que não exclui a inspiração. E ele nunca usou esta expressão quando pontificou sobre o papel da mulher.

4 - Você não leu meu livro A Bíblia e seus Intérpretes, pois nele eu claramente exponho que, para mim, existe um método de interpretação que é confiável, que é o método gramático-histórico, e que eu acredito que é possível fazer uma interpretação correta de um texto. Aliás, se isto não é possível, como devo receber a sua afirmação final de que as mulheres deveriam tomar o lugar dos homens? Isto é verdade ou mentira? Absoluto ou relativo? se você é intérprete, devo confiar em você?

5 - O que Calvino e os dízimos têm a ver com a questão? Eu não citei Calvino nem uma vez.

6 - Lutero seguiu a sua consciência quando interpretou a Bíbia, o que incluia ler e aproveitar o que os intérpretes antes dele tinham a dizer. Leia meu artigo sobre o assunto.

7 - E por fim, você faz uma declaração, de que as mulheres deveriam ocupar na igreja os lugares que são só de homens, mas não deu nenhuma prova bílica, não demonstrou seu ponto biblicamente nem teologicamente.

MAC disse...

Caro Rev. Augustus.

Quando o sr. usa o termo "ensino autoritativo", quer dizer que a mulher pode exercer o dom de ensino em outras ocasiões? Pergunto isso por imaginar que uma mulher pode vir a ter o dom de ensino, certo?
O sr. poderia dar uma definição do que entende por "ensino autoritativo"?
Ainda, o sr. saberia me dizer a razão de quase não haver teólogas? Seria apenas uma questão de interesse mesmo ou uma das razões seria porque o ensino de teologia tem a ver com o "ensino autoritativo" sendo designado somente aos homens?

No mais, parabenizo-o pelo post.

Em Cristo, Mac.

Anônimo disse...

Rev. Augusto, fico impressionado quando, em seus posts, o Sr. nos dá a informação de que em nossos seminários professores e alunos se deixam inveredar pelas transloucadas idéias do liberalismo teológico. Não consigo etender - ou me recuso a fazê-lo, pois um dos primeiros livros que li no seminério (SPN)na refutação do pensamento liberal - "Evidências que Exigem um Veredito 2", Josh McDowell, entre outros, me foram mais que suficientes para concluir a falácia liberal fartamente refutada com incrivel propriedade. A seu ver, o quê de fato leva pessoas cultas com acesso a farto material refutativo a desbandeirar-se ladeira à baixo no liberalismo?
Abrço. Rev. Flávio Martins

Anônimo disse...

"Nem sei por onde começar a responder seu comentário, de tanta informação errada ou imprecisa que você conseguiu passar em tão pouco espaço. Mas, vamos lá."

1. Lutero não disse que todos os intérpretes não confiaveis. Eis, literalmente, o que ele disse:

"A menos que eu seja convencido pela Escritura, minha consciência continuará cativa da palavra de Deus ... não aceito autoridade de papas e concílios, porque se têm contraditado. (...)."
Fonte: Verdades Essenciais da Fé Cristã, 1o Caderno, pag. 30, autoria de R.C.Sproul.

Está implícito que os intérpretes não são confiáveis. Nem ele, mas ele usou sua consciência para firmar-se. E o seu melhor bom senso.

2. Quanto à escolha de Matias, apelo para o bom senso de que se partiu de um erro crasso. Tirar sortes! Veja se Espírito precisa disso.

3. Você está certo. Paula apelava para o bom senso. Também nós devemos apelar.

4. Não só li o seu livro como li a justificativa dos católicos sobre os motivos pelos quais a Bíblia não deve ser interpretada livremente. No caso do seu livro, não interessa o que você tenha dito. Basta olhar a lista dos fatores que afetam a interpretação para saber que, exceto nos pontos que já são claros por si mesmos, torna-se impossível dizer quanto uma iterpretação é correta e a outra errada no caso em que os intérpretes são qualificados academicamente para tal.

5. Ora! Por analogia, vê-se que, assim como Calvino tratou a questão do dízimo de maneira tão diferente do que certos teólogos e pastores tratam, a questão da interpretação é que continua central. Ele interpretou de forma muito diferente!

6. Lutero seguiu sua consciência, e isso incluia aceitar certas interpretações. Você está certo. E esse é o problema!

7. Razões bíblicas? Basta o bom senso, assim como Jesus o usou. Se a quetão toda está da dificuldade de interpretação da Bíblia, porque voltar à questão?.

CONCLUSÃO:
Não quero disputar. Mas é essencial reconhecer que o cerne da pópria Reforma foi mais uma questão de hermenêutica. O fato é que é sempre arriscado avançar além do que o bom senso universal dá respaldo.

Em Cristo

Música, Ciência e Teologia disse...

Dr Nicodemus, deve lhe dizer que esse pessoal que inventa essas bobagens para a igreja cristão não entende nem de Língua Portuguesa.

Segundo o dicionário Houaiss, bispa é o nome dado a uma espécie de manga (fruta) originária da Índia.

Até mais, Marcos.

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Anônimo das 15:19,

1. A citação de Lutero não prova seu ponto. Ele estava se referindo aos papas e concílios. Estes, ele não aceitava. Mas aceitava Agostinho, Jerônimo e muitos outros antes dele. Ele sempre se viu como continuador do cristianismo que tinha origem em Cristo e na Palavra. E já que você está usando Lutero como paradigma de alguém que ousadamente interpretou a Bíblia de acordo com sua consciência, ele era contra a ordenação de mulheres. Cito-o:

"É verdade, entretanto, que o Espírito Santo excluiu mulheres, crianças e pessoas incompetentes desta função, mas ele escolhe somente homens competentes para preencher este ofício, como se pode ler aqui e ali nas epístolas de Paulo (1 Tim 3:2; Tito 1:6) que o bispo deve ser piedoso, apto para ensinar e marido de uma só mulher - e em 1Cor 14:34 ele diz 'a mulher deve permanecer calada na igreja'. Em resumo, deve ser um homem competente e escolhido. Crianças, mulheres e outras pessoas não estão qualificadas para este ofício" ("Sobre Concílios e as Igreja", em As Obras de Martinho Lutero, 41:154-155).

2. Você apela para o bom senso contra a Palavra (no caso de Matias em Atos). Aqui é que está a nossa diferença. Eu apelo para as duas coisas. Mas quando uma parece conflitar com a outra (que não é o caso da ordenaçao feminina), fico com a Palavra. A escolha de Matias foi dirigida e aprovada pelo Espírito.

3. É claro que Paulo apelava para o bom senso. Por isto é que ele disse o que disse quanto ao papel da mulher na Igreja.

4. Você disse que não interessa o que eu escrevi. Não interessa agora, pois contradiz seu ponto. Mas, antes, foi você mesmo que apelou para o que eu disse, citando meu livro.

5. Qual é o problema de Calvino ter interpretado a questão dos dízimos diferentemente dos pastores de hoje? (Aliás nem fui verificar esta informação). Não estou apelando para Calvino para fortalecer minha posição. Eu mesmo discordo de Calvino num ou noutro ponto.

6. Você não quer disputar, mas é isto mesmo que está fazendo, embora até agora ainda sem qualquer argumentação bíblica, só apelando para "bom senso". Se você acha que a interpretação bíblica é relativa, o que acha do bom senso? é relativo? quem vai determinar o que é bom senso? Prefiro ficar com o entendimento histórico bíblico-reformado sobre o papel das irmãs na igreja.

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Mac,

No meu entendimento, havia profetisas na Igreja apostólica (1Co 11.5; At 2.17; 21.9) que certamente falavam nos cultos. Todavia, não exerciam o governo das igrejas locais, função que era exclusiva dos homens cristãos qualificados.

Eram os presbíteros e pastores que exerciam o ensino autoritativo, isto é, com a força e a autoridade do ofício. Entendo que é a isto que Paulo se refere quando diz "não permito que a mulher ensine, nem exerça autoridade de homem" (1Tm 2.12). Esta passagem estaria proibindo que a mulher fosse ordenada e ensinasse, o que significaria estar usando uma autoridade que era própria dos presbíteros e pastores.

Não vejo problemas com a mulher estudar teologia e mesmo ensinar teologia. Acho que a única restrição bíblica é que ela ocupe os ofícios de liderança na igreja. Ela pode ser teóloga sem ser pastora, bispa, etc.

Abs.

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Flávio,

Eu também não entendo direito o que leva pessoas a se tornarem liberais. escrevi várias coisas a este respeito aqui no blog, dê uma pesquisada em posts antigos sobre liberalismo.

Abs.

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Flávio,

Continuando... você disse "em nossos seminários"... se você é da IPB, não são aos nossos seminários que me referi no post, pois na IPB não há ordenação feminina.

Abs.

andré disse...

Reverendo Augustus,

Essa é uma questão que sempre tive dificuldade de lidar. Pois apesar da clareza do ensino bíblico sobre a questão da autoridade do homem na igreja acho difícil saber a extensão da aplicação dessa verdade. Eu penso que uma das grandes dificuldades nossa (pelo menos minha...) é a extensão da aplicação das verdades bíblicas. Por exemplo, existe o senso comum nas igrejas de que o evangelho deve ser pregado - o Ide de Jesus. Mas a forma como é realizado na prática, seja individualmente, seja pela igreja como um todo varia grandemente (mesmo dentro da mesma linha teológica - arminiana ou reformada).

Eu fico tentando imaginar o que representa aos olhos de Deus uma igreja dirigida ou até mesmo fundada por uma mulher (Igreja do Evangelho Quadrangular). Será que Deus não a aceita como uma igreja? Será que Deus recusa a oferta de uma igreja nessa situação? Esses são alguns questionamentos que eu me faço.

Como todo cristão que ama a Deus quero obedecer à Sua Palavra...mas quero obedecê-la integralmente e de maneira equilibrada.

A paz.

Fernando de Almeida disse...

Caro Dr. Augustus
Sem querer dar uma de "franco-atirador amigo", mas pessoalmente faço uma distinção do pastorado no que se refere a "dom" e a "ofício".
Sou radicalmente contra a ordenação feminina porque isso caracteriza o exercício de um ofício, mas creio que elas podem sim ter o dom do pastoreio. Isso suscita uma pergunta: Deus daria o dom se não fosse para o exercício do ofício? Creio que nada impede. Colocaria nessa mesma categoria os oficiais que se divorciaram, por exemplo. Embora não seja esse o pecado imperdoável e considerando que “os dons e a vocação são irrevogáveis”, uma vez arrependidos mas separados de suas primeiras esposas, continuariam com a possibilidade de exercer seus dons mas não mais o ofício. Essa é minha opinião pessoal.

Constrular disse...

Parabens Rev. Augustus!

Os Seus comentários são concisos, claros e fundamentados no que cremos, por isso, passa segurança. Contrariamente, o seu debatedor não fornece amparo bilbico digno de confiança. A começar pela sua propria indentidade, "Anônima".

Florisvaldo Fernandes

Marcio Alexandre Prata Ferreira disse...

Ao meu amigo anônimo.

Estaria vc relativizando as interpretações atuais com tal argumento confuso? Estaria de forma implicita informando que cada um deve tirar suas próprias conclusões dos texos, e por elas viver e ensinar sem contrariar a outros?
Devemos ser verdadeiros quanto ao textos com suas devidas linguagem e contextos, caso contrário não podemos chegar a nenhuma afirmação concisa do ensinamento deixado.

Diferente de Augustus, você continua concluindo as coisas a partir de um ponto de vista secular e de um pragmatismo comum a esta sociedade 'tolerante'.

Por favor, não nos faça utilizar seus argumentos contra vc mesmo. Apresente-nos suas interpretações, talvez assim possamos compara-la a partir de pressupostos corretos p.ex, A Bíblia é autoridade maxima ao cristão, e assim chegar-mos a uma conclusão,
Se é que pra vc tal conclusão deva existir.

carlos disse...

Olá Rev.Augustus,tenho acompanhado seus posts,esse de preferência vem de encontro com que tenho lido ultimamente>ordenação feminina<é deveras um tema controverso.Muitos que são a favor(igualitaristas)apelam dizendo:"Será que Deus pode usar uma mulher no ministério publico?Aqueles que levantam essa questão,na realidade,estão procurando saber quais os dons,dentre os que Deus dá as mulhueres,que eles permitirão que elas exercitem.Que presunção!"(do livro Por que não elas? Editora Betânia)essas são as palavras de Loren Cunninghan da jocum.Além disso ele diz:"A obra daqueles que se opõem ao ministério feminino acaba ficando mirrada também."Como se pode fazer tal julgamento?Reverendo uns dos argumentos que os igualitaristas alegam é:como a ordenação feminina não foi discutida na Biblia ,a escravidão também não,conluindo que a biblia apresenta principios que devemos raciocinar e descobrir as suas implicações no contexto atual;não é sutil?Rev Nicodemos onde vai parar a verdadeira teologia biblica? Um Abraço.

Anônimo disse...

"4. Você disse que não interessa o que eu escrevi. Não interessa agora, pois contradiz seu ponto. Mas, antes, foi você mesmo que apelou para o que eu disse, citando meu livro."

Eis o ponto. Você não está abstraindo. Não citei aspectos literais do seu livro. Citei apenas que, corretamente, ele enumera, assim como os católicos, os diversos fatores que devem ser levados em consideração na interpretação da Bíblia. São tantos que, honestamente, nenhum intérprete pode vangloriar-se de ter uma melhor interpretação do que um colega com a mesma qualificaçao acadêmica.

Lá você diz que, apesar de tudo, é possível chegar à verdade na interpretação. Mas isso é o que todos os intérpretes dizem. Eles se valorizam.

Tirando esses "detalhes", concordo que é possível aceitar as interdições da mulher para certas funções. Mas não se deve ao fato de essa interpretação ser a mais correta. Ela é uma opção que pode ser defendida e aceita para não delongar a discussão. Isso equivale, de certa forma, ao conceito de dogma.

Eu posso aceitar completamente as suas interpretações, por exemplo, só para conviver bem no seu ambiente. Mesmo sabendo que elas não são "as interpdretações corretas". Eu sou do seu partido.

Findo a discussão. Se tiver que ceder, dou-lhe razão para não avançar no dilema. Sei que você tem boa consciência e é inteligente.

Em Cristo

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Caro Fernando,

Não é fogo amigo não. Concordo plenamente com você nesta distinção e agradeço tê-la sugerido. Eu deveria ter dito isto à Evônia na carta, rsrsrs! Pessoas (inclusive mulheres) podem ter o dom de pastorear (cuidar das necessidades espirituais e emocionais de outras pessoas) sem que necessariamente tenham que ter o oficio para isto. Da mesma forma, pessoas podem ter o dom ensino sem ter que serem ordenadas para exercê-lo.

Grande abraço!

Augustus Nicodemus Lopes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Luiz Correia disse...

Shalom!
Sei que não é o mérito da questão, mas uma consideração sua me pareceu estranha: “O Senhor Jesus rompeu com vários paradigmas culturais de sua época.... quebrou o sábado (Jo 5.18)”, . Sempre compreendi e interpretei tal afirmação não como uma quebra real da lei de Deus [O 4° mandamento] visto que o próprio Senhor Jesus afirmou categoricamente que ele viera para cumprir a lei [Mt 5:17], mas como uma quebra da “cerca” humana [tradições] que os fariseus impuseram em torno da lei. Assim como fizeram a outros mandamentos, aos quais o Senhor Jesus expôs tal erro no Sermão do Monte. Como por exemplo, os fariseus ensinavam: “Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo” [Mt 5:43]. Jesus reafirma a lei [Lv 18:19], mas quebra a cerca que os fariseus colocaram em torno dela [odiarás o teu inimigo].

Anônimo disse...

Rev. Augustus,

Aproveitando o texto sobre a ordenação feminina, gostaria de saber sua opinião sobre o texto de Rm 16:1, no qual Paulo chama Febe de "diakonon".

Abraços,

Rodrigo

Marcos disse...

Pr. Augustus,

Tenho buscado compreender o papel da mulher quanto à liderança na igreja (inclusive comprei o livro do sr. pela PES sobre ordenação de mulheres, mas ainda não tive oportunidade de lê-lo). Tenho algumas dúvidas:

1) O sr. disse que a mulher pode exercer a atividade pastoral sem ter o ofício ou cargo instituído para tal. Sendo assim, que diferença faz o ter ou não um cargo? Haveria alguma relação com a frequência com que se prega (por exemplo)? Algo a ver com a identificação e representatividade como líder?

2) Como entender textos como o de I Co 11.4-10?

"Todo o homem que ora ou profetiza, tendo a cabeça coberta, desonra a sua própria cabeça. Mas toda a mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta, desonra a sua própria cabeça, porque é como se estivesse rapada. Portanto, se a mulher não se cobre com véu, tosquie-se também. Mas, se para a mulher é coisa indecente tosquiar-se ou rapar-se, que ponha o véu. O homem, pois, não deve cobrir a cabeça, porque é a imagem e glória de Deus, mas a mulher é a glória do homem. Porque o homem não provém da mulher, mas a mulher do homem. Porque também o homem não foi criado por causa da mulher, mas a mulher por causa do homem. Portanto, a mulher deve ter sobre a cabeça sinal de poderio, por causa dos anjos."

Que critérios utilizar para diferenciar se algo era meramente cultural ou se é universal? Será que o sr. não teria um organograma pra facilitar as coisas? hehehehe
Abraços!

Gloria Brasil disse...

Irmão Augustus,

Parabéns pelos argumentos concisos em defesa da fé que nos foi entregue. A Palavra de Deus é a mesma ontem, hoje e sempre e não está à mercê dos modismos de cada época. A mente deste presente século, orquestrada pelo inimigo de nossas almas, quer convencer às mulheres que ocupar o lugar de autoridade - dos homens, nos púlpitos de Igrejas, lhes dá poder e importância.

Da mesma forma que Satanás fez no Éden, ele faz agora: 1. Desqualifica e deturpa a Palavra de Deus, adaptando aos seus interesses – “isso foi para àquela época”. 2. Atrai a mulher na sua própria concupiscência – porque ser “auxiliadora idônea”, se ela pode ser a protagonista? E 3. A soberba... Ela ocupa cargos, ganha dinheiro... estudou e conhece a Bíblia, porque não assumir uma posição de liderança, de decisão, “de importância”? Porque Jesus PROIBIU! A mulher foi enganada uma vez (1Tm 2). Nós temos o Espírito de Deus, não nos deixemos iludir! Deus nos deu ministérios maravilhosos: Cuidar de nosso esposo e filhos (1Pe 3:1-6), Aconselhar senhoras (Tt 2:3-5), Ensinar crianças (2Tm 3:15), Evangelizar (At 18:26 – Priscila acompanhada do esposo). Oh! Quanta coisa para fazer! E que honra é servir ao nosso Senhor no papel que Ele escolheu para nós, mulheres cristãs.
Glória Brasil
http://amulhereapalavra.blogspot.com/

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Marcos,

Na nota [2] do post eu faço referência a um estudo meu, onde trato desta passagem do véu e inclusive da relação entre o princípio e a cultura - apenas como contribuição, é claro, já que não é assunto fácil.

Abs.

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Rodrigo,

Sobre Febe em Romanos 16:1.

(1) Não é claro se Febe era realmente uma diaconisa. Muito embora no original grego Paulo empregue o termo “diácono” para se referir a ela, lembremos que este termo no Novo Testamento nem sempre significa o ofício de diácono. Pode ser traduzido como servo, ministro, etc.

(2) No contexto, Paulo emprega o termo diakonon e o verbo diakonein para se referir aos governantes como "ministros" (Rm 13.4), a Cristo como "ministro" da circuncisão (Rm 15.8) e a si mesmo como prestando um "serviço" aos crentes (Rm 15.25,31). Em nenhum destes casos se trata da designação oficial de diácono, mas o termo é usado no sentido geral de serviço. Portanto, a regra requer que interpretemos Romanos 16.1 preferencialmente assim também, não como o ofício de diácono, mas como o ato de servir.

Portanto, nossa tradução “Recomendo-vos a nossa irmã Febe, que está servindo à igreja de Cencréia” é perfeitamente possível e não é uma tradução preconceituosa.

(3) Mesmo que houvesse diaconisas na Igreja apostólica, é certo que elas não exerceriam qualquer autoridade sobre as igrejas e sobre os homens – a presidência era dos presbíteros, cf. 1Tm 5.17; o trabalho delas seria provavelmente com outras mulheres (Tt 2.3-4) e relacionado com assistência aos pobres. É esta a interpretação de Calvino.

É interessante que a primeira referência que existe na história da Igreja sobre o trabalho de mulheres, diz assim: “A mulher deve servir às mulheres” (Didascalia Apostolorum). Isto queria dizer que elas instruíam as outras que iam se batizar, ajudavam no enterro de mulheres, cuidavam das pobres e doentes. Não há qualquer indício de que tais mulheres eram ordenadas para o exercício da autoridade eclesiástica.

Abs.

carlos disse...

REv Augustus e o argumento sobre a escravidão dos igualitaristas,o que o senhor pode comentar?

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Carlos,

O fato de que no passado a Bíblia foi usada de forma errada para defender a escravidão não significa que a defesa da subordinação feminina seja igualmente feita de forma errada.

Não devemos pensar que a relação entre o homem e a mulher na família e na igreja está no mesmo pé de igualdade que a escravidão.

Primeiro, os papéis distintos do homem e da mulher estão enraizados na própria criação, enquanto que a escravidão não está.

Segundo, o fato de que Paulo faz recomendações aos escravos cristãos para que sejam bons escravos não significa que ele aprovava a escravidão. Na verdade, as recomendações que ele dá aos cristãos que eram donos de escravos já traziam embutidas a idéia da dissolução do sistema de escravidão (Fm 16; Ef 6.9; Cl 4.1; 1Tm 6.1-2).

Abs.

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Carlos,

Continuando...

Veja o que Paulo diz, "Foste chamado, sendo escravo? Não te preocupes com isso; mas, se ainda podes tornar-te livre, aproveita a oportunidade" em 1Cor 7.21.

Abs.

tania cassiano disse...

Rev.
Mas, está tudo tão claro! Não se pode ordenar mulheres.Qual é o problema? E é muito "estranho", já tentei assistir na televisão algumas "Evônias", mas não tive paciência, são muito "autoritárias"!Sim, existem alguns autores que eu posso até, não entender tudo que eles escrevem, mas que são bons, são.
Deus o abençoe.
Tânia Cassiano.

Oliveira disse...

Caro Reverendo

Pode-se dizer que o fato de os apóstolos terem lançado sortes, esteja ligado ao fato de eles estarem "acostumados" a saberem a vontade de Deus, pelo lançamento dos dados sagrados Tumim e Urim?

Abraço!

Anônimo disse...

"O fato de que no passado a Bíblia foi usada de forma errada para defender a escravidão não significa que a defesa da subordinação feminina seja igualmente feita de forma errada."

Jean Bodin criou todo um sistema de justificação política da monarquia usando a Bíblia. Os protestantes defenderam o apartheid na África do Sul. Bispos defenderam o direito divino dos reis. Todas as heresias são justificadas, tanto quanto condenadas, por argumenos bíblicos.

Onde está o problema central?

Antes de ler a Bíblia, é preciso aprender a ler. Antes de interpretar a Bíblia, é preciso aprender um pouco da ciência interpretativa. E ela é ensinada pela filosofia. Qual filosofia?

Tomás Aquino baseu-se em Aristóteles. Calvino aprendeu lógica com os humanistas, incluindo Aristóteles.

A questão central, pois, é a da interpretação. Sobre isso, ouçamos o Rev. Nicodemus, que é Ph.D. em Hermenêutica.

Suando para aprender a aprender sobre como chegar à verdade acessível à razão humana, posto que a Verdade já se revelou em Jesus Cristo!

Pr. Jozias de Souza disse...

o seu argumento é tão machista quanto quanto vc mesmo. se fosse seguir os ritos ao pé da letra quem não guarda o sabado tem que morrer,,,quem adultera tem que morrer..... as mulheres não poderiam nem entrar na "igreja" "Templo"....por isso Deus teve que enviar seu filho pois todas essas regras não levavam o homem e ter salvação completa.....e tenho certeza que no céu vai ter mais mulher que homem pois elas só fazem bem feito e se destacam em tudo o que faz porque o homem perdeu a moral mesmo!assim como adão foi omisso o que mais vemos nas igrejas são "homens" omissos e por isso eus vai levantar as mulheres sim!

Birdman disse...

Grande Augustus!!!
Como sempre esbanjando inteligencia e conhecimento teologico.
Basicamente deu-lhe uma pisa de conhecimento biblico, separando habitos culturais da epoca, da palavra permanente da Biblia.
Concordei plenamente com sua elaboracao.

abracao do amigo distante Passarinho

Danilo Neves disse...

O post é bíblico por citar corretamente as passagens bíblicas (sem forçar exegese e contextos). Porém há quem discorde dele. Quem está correto, se a Palavra de Deus é uma só? Precisamos eliminar ao máximo nossas "subjetividades teológicas", pois o Deus sábio não escreveu em suas Escrituras algo dúbil, subjetivo, relativo e confuso.

Para podermos comparar e escolher uma posição teológica (favoráveis à ordenação feminina ou contrários à mesma), precisamos de idéias que sejam adversas e que possuam um sólido e verificável processo de raciocínio. Por verificável quero dizer "expor os critérios utilizados para construção do pensamento" (crítica: a maioria dos comentaristas só escrevem conclusões; muitas sem nexo e citações). A solidez se refere "à pesquisa bibliográfica sobre o assunto" (crítica: muitos irmãos líderes não consultam nada além de suas próprias consciências)

Os cristãos que são favoráveis à ordenação feminina precisam urgentemente oferecer, através de exegese e explicação de contextos, argumentos de mesmo calibre aos usados no post SEM apelar para o fator cultural. E o motivo é muito simples e claro: cultura muda, Bíblia não, porque Deus, O SENHOR, não muda (Ml 3.6//Tg 1.17). A posição da mulher ao longo da história não é uma constante.

Anônimo disse...

olá pessoal. me enviaram essa postagem que mostra os sentimentos de alguém perturbado emocionalmente. o autor do texto, erra flagrantemente ao comparar o fato das ordenações femininas com o homossexualismo. torna-se vergonhosa essa comparação, uma vez que: um é a questão de liderança e a outra situação é o problema do pecado. fica a minha pergunta? quantas almas esse homem já ganhou para Jesus esse ano?

Anônimo disse...

Prezado Rev. Augustus

aproveitando a menção que foi feita acima em relação a ordenação de mulheres ao diaconato, segue abaixo um link para o artigo escrito pelo Rev. Tim Keller, da Redeemer Presbyterian Church de NY (que colabora com algumas IPB's aqui no Brasil) no qual ele defende o comissionamento (mas não a ordenação) feminino ao diaconato.
Apenas como contribuição ao debate.

http://byfaithonline.com/page/in-the-church/the-case-for-commissioning-not-ordaining-deaconesses

Abraços

Osvaldo Pimentel Filho
IP Vila Mariana - São Paulo

Carlos disse...

Rev.Nicodemos,graça e paz.Muito obrigado pelo esclarecimento.Esse é um dos temas mais dificeis para debater.Ocorre que os irmãos que são a favor apelam demais,isso se torna uma pedra de tropeço;são sutis,acaba sendo até um problema para unidade dos santos.

Reverendo,faço uma sugestão para o senhor(talvez com parceria com o Rev.Solano e o Mestre Mauro)de escrever um livro sobre ordenação feminina,seria interessante ter uma edição brasileira sobre esse tema tão controverso.Juntando o que o senhor já escreveu tanto aqui como no fides reformata e já ensinou em preleções.

Fica aqui a sugestão.


Abs.

Anônimo disse...
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Augustus Nicodemus Lopes disse...

Oliveira,

"Pode-se dizer que o fato de os apóstolos terem lançado sortes, esteja ligado ao fato de eles estarem "acostumados" a saberem a vontade de Deus, pelo lançamento dos dados sagrados Tumim e Urim?"

Note três coisas: (1) Essa era a prática normal em Israel, antes da chegada do Espírito Santo, para os judeus piedosos entenderem a vontade de Deus, e Deus honrou e usou este método várias vezes. Veja Lev 16:8; Josué 18:8-10; 1Cron 24:31. (2) Este ato não dispensava a oração e a busca da vontade de Deus, veja Prov 16:33 e a oração dos apóstolos quando lançaram sortes; (3) Também não dispensou a qualificação dos candidatos: tinham de cumprir dois requisitos e as sortes foram lançadas somente para decidir entre os dois que cumpriram este requisito.

Esta é a última vez que a prática é mencionada na Bíblia.

Abs.

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Anônimo das 7:41,

Em nenhum dos casos mencionados por você houve unanimidade dos cristãos. sempre teve quem discordasse e mostrasse as falácias e as fraquezas da posição sendo defendidas. E a fraqueza destes argumentos pode ser percebida claramente.

Toda heresia é claramente uma distorção do ensino claro da Palavra de Deus. Veja o que Pedro escreveu:

"Tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor, como igualmente o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada, 16 ao falar acerca destes assuntos, como, de fato, costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles". (2Ped 3:15-16)

Daqui percebemos que:

1) Há coisas difíceis de entender na Bíblia
2) Todavia, os ignorantes e instáveis deturpam estas coisas, isto é, torcem seu sentido.
3) O resultado é a perdição deles.

Não é preciso aprender interpretação para ler a Bíblia. Em nenhum momento eu tenho apelado aqui no blog para o meu doutorado em hermenêutica ou usado como argumento para calar a boca de outros. É você quem disse que eu sou PhD.

Fico com os puritanos que disseram o seguintes na Confissão de Fé de Westminster:

"Na Escritura não são todas as coisas igualmente claras em si, nem do mesmo modo evidentes a todos; contudo, as coisas que precisam ser obedecidas, cridas e observadas para a salvação, em um ou outro passo da Escritura são tão claramente expostas e explicadas, que não só os doutos, mas ainda os indoutos, no devido uso dos meios ordinários, podem alcançar uma suficiente compreensão delas" (CFW I.7).

Você claramente projeta sua confusão e falta de compreensão das Escrituras e da verdade nos outros, e quer que sejamos como você, perdido numa teia e num labirinto mental, sem jamais chegar à verdade ou à luz, como aqueles de quem Paulo disse, "que aprendem sempre e jamais podem chegar ao conhecimento da verdade" (2Tm 3:7).

Já lhe dei microfone demais, para um anônimo que quer pontificar as coisas e lançar confusão, em vez de ajudar.

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Pr. Jozias,

Tente ao menos refutar as passagens bíblicas e os argumentos que eu usei, em vez de só me xingar...

Abs.

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Grande Passarinho Birdman!

Que bom ler seu comentário! Obrigado! Mande um abraço para sua turma!

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Anônimo/a das 10:47,

Estou perturbado emocionalmente só porque acredito em alguma coisa contrária ao que você acredita?

Não sou eu quem está comparando ordenação feminina com homossexualismo. Releia o que eu disse no post. Minha pergunta a Evônia era se ela também passaria a defender o homossexualismo com base no mesmo argumento que ela usa para defender a ordenaçao feminina, que é este: a Bíblia tem coisas que são totalmente da cultura antiga e patriarcal e machista e que portanto não têm validade para nossos dias.

Veja neste link abaixo este argumento sendo usado:

http://www.betelrj.com/node/306

Pois é, os defensores do homossexualismo dizem que da mesma maneira que ninguém mais acredita no séc. 21 que a escravidão é válida e que a mulher deve ser submissa, assim tambémn ninguém deveria mais acreditar que homosexualismo é pecado. Leia acima.

Fique na paz.

Tales Paranahiba disse...

Ordenação feminina é uma questão de PAGANISMO sendo cristianizado.

PB. João Eduardo Silva disse...

Caro Reverendo Augustus!, parabéns pelo blog e comentários inspirados e equilibrados.
Congrego na Assembléia de Deus, mas tenho alguns parantes presbiterianos. Desejo que Deus continue te usando mais e mais, pois seu blog é uma ferramenta para nós obreiros do senhor Jesus.
Concordo plenamente com sua posição, Jesus entregou a liderança de sua igreja ao Homem, e em todas as epístolas de Paulo quando ele passa instruções sobre liderança sempre se dirije á homens (Timóteo e Tito), e as cartas ás igreja da àsia no Apocalipse foram dirigidas aos anjos da igrejas e não á anjas rsrsrsrs.

Abraços no amor de Cristo.

Anônimo disse...

No site oficial da Igreja Metodista (acesso http://www.metodista.org.br/conteudo.xhtml?c=9486), esse argumento das feministas evangélicas está lá, explícito, com todas as letras. A tal denominação (que, obviamente, contém muita gente séria e que ama Jesus, inclusive no seu colégio episcopal) ordena mulheres para o pastorado e até como episcopisas. Fala que a teologia se tornou paulina demais... Esquecem-se que a igreja é una, santa, católica e apostólica. Não me surpreenderia se eles, em breve, também passassem a defender o homossexualismo. Pelo menos até agora, até onde sei, ainda não o fazem.

REGY SALES disse...

Dr. Nicodemus,

Quanto ao texto, classifico como excelente, tendo em vista o aprendizado que pude obter,observando os comentários entre o senhor e o querido Anônimo.

Anônimo é nome de gente?(risos).
O fato é que ele que tem despertado minha admiração.Gosto de ouvir gente inteligente debatendo,como é o caso dos senhores.

Em Cristo,
Regy sales.

Erikson F. de Araújo disse...

Muito bom o texto e mostra que devemos continuar no rumo certo, mesmo que as tendências do mundo queiram distorcer este rumo.

Parabéns.

Geraldo Brito (Dado) disse...

Saudações e parabéns pelo blog!

JOELSON GOMES disse...

Gostaria muito de ter uma definição clara do que é esse tal de "ensino com autoridade".

1- Onde está isso na Biblia?
2- Se uma mulher ensina é sem autoridade?
3- O que é essa "falta de autoridade", soginifica que eu n devo seguir o que ela fala? Se não devo seguir pq ouvi-la então?
4- Os alunos na EBD, as senhoras das sociedades de senhoras estão todas dispensadas de atender as pregações de suas irmãs em suas reuniões, ou classes de EBD?
5- Os alunos em seminarios n devem levar em conta os ensinos de suas professoras?
6- As peritas em grego Irene Folkes, Barbara Alland, não devem ser ouvidas em seus escritos , e seus dicionarios e textos gregos, não devem ser considerados pelos homens?
7- As profetizasbiblicas so profetizavam para mulheres?
8- Se em 1Co.11:5 a mulher podia profetizar, e de acordo com 14:31 uma das consequencias da profecia era o aprendizado (e só se aprende se houver ensino) as mulheres ensinavam na igreja de Corinto?
9- Já que Paulo proibe as mulheres de ensinar em 1Tm 2, e lá tb diz quer que se ore levantando as mãos, devemos orar sempre de mãos erguidas?

Pode-se dizer: "mas o ensino com autoridade é aquele feito na igreja", pois bem, onde se encontra tal diferença de ensino com e sem autoridade feito na igreja na Biblia?

Grato pela atenção, e dsculpem-me pelo post longo.

Joelson Gomes
http://gracaplena.blogspot.com

Augustus Nicodemus Lopes disse...
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Augustus Nicodemus Lopes disse...
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Augustus Nicodemus Lopes disse...

Joelson, (Parte 1)

São nove perguntas! Vou ver se consigo responder a pelo menos algumas delas. Coloquei as respostas após suas perguntas, as quais reproduzi entre aspas.

1 - "Gostaria muito de ter uma definição clara do que é esse tal de 'ensino com autoridade'. Onde está isso na Biblia?"

Aqui em 1Tm 2.12: "E não permito que a mulher ensine, nem exerça autoridade de homem; esteja, porém, em silêncio" . A "autoridade de homem" é aquela autoridade do ofício de presbítero e pastor que é exclusiva do homem cristão. Nesta mesma carta Paulo diz que são eles que governam a igreja, veja 1Tm 3.4-5, 5.17. Aqui em 1Tm 2.12 Paulo junta as duas coisas. Ele não está proibindo todo e qualquer ensino da mulher na igreja, mas somente que ela seja ordenada pastora ou presbítera e passe a ensinar com a força deste ofício, que é próprio dos que governam a igreja.

"2- Se uma mulher ensina é sem autoridade?" - ela tem a autoridade de um mestre, como também um homem leigo que ensina. Mas não é a mesma autoridade normativa de quem tem o ofício de ensinar e governar.

3- "O que é essa 'falta de autoridade', soginifica que eu n devo seguir o que ela fala? Se não devo seguir pq ouvi-la então?" - siga-a, se ela ou qualquer outro falar o que está na Bíblia. Mas a palavra dela não é a palavra oficial da Igreja, que pertence aos que a governam por força do ofício.

4- "Os alunos na EBD, as senhoras das sociedades de senhoras estão todas dispensadas de atender as pregações de suas irmãs em suas reuniões, ou classes de EBD?" - Não, conforme já disse acima.

5- "Os alunos em seminarios n devem levar em conta os ensinos de suas professoras?" - sem dúvida, mas seminário não é igreja.

6- "As peritas em grego Irene Folkes, Barbara Alland, não devem ser ouvidas em seus escritos , e seus dicionarios e textos gregos, não devem ser considerados pelos homens?" - sem dúvida, mas isto não é a mesma coisa que ensinar na igreja.

(continua na parte 2)

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Joelson (Parte 2),

7- "As profetizasbiblicas so profetizavam para mulheres?" - Não, creio que profetizavam para toda a igreja, mas não eram ordenadas e nem governavam as igrejas.

8- "Se em 1Co.11:5 a mulher podia profetizar, e de acordo com 14:31 uma das consequencias da profecia era o aprendizado (e só se aprende se houver ensino) as mulheres ensinavam na igreja de Corinto?" - na minha avaliação, sim, quando profetizavam eventualmente num culto.

9- "Já que Paulo proibe as mulheres de ensinar em 1Tm 2, e lá tb diz quer que se ore levantando as mãos, devemos orar sempre de mãos erguidas?" - não tenho problema algum em levantar as mãos em oração. Acho até mais biblico do que baixar a cabeça e fechar os olhos. Mas Paulo não baseia sua orientação para levantar as mãos em pontos teológicos, ao passo que, quando restringe as mulheres a falar na igreja, apela para a criação e para a queda, veja 1Tim 2.12-15.

"Pode-se dizer: 'mas o ensino com autoridade é aquele feito na igreja', pois bem, onde se encontra tal diferença de ensino com e sem autoridade feito na igreja na Biblia?" - no fato de que 1Timóteo foi escrito para a igreja de Éfeso, e que Paulo declara explicitamente nesta carta: "Escrevo-te estas coisas, esperando ir ver-te em breve; para que, se eu tardar, fiques ciente de como se deve proceder na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade" (1Tm 3.14-15). Portanto, o ambiente primário que Paulo tinha em mente era a igreja. No contexto de 1Tm 2, ele está falando do culto, e de como as pessoas, homens e mulheres, deveriam proceder no mesmo.

Espero ter atendido.

Nazareno disse...

Augustus,

Obrigue, então, as mulheres, todas, sem exceção, a usar o véu na igreja.

Não aceito contra-argumento.

Seu post é fraco e está reprovado pela Lente da Graça.

Deveria se preocupar mais com a vaidade por trás dos títulos, antes de se preocupar com o fato de ser uma mulher.

Por isso que Jesus diz que meretrizes precederão a muitos no Reino dos Céus.

Páre de coar os mosquitos, engolidor-de-camelos!

Nazareno.

carlos disse...

Lamento em dizer mas esse Nazareno aí é falsificado,como pode ser tão estupido para com outra pessoa que nem conhece,e pelo jeito nem prestou atenção no que foi escrito.

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Como sempre, xingamento é a arma de quem não tem razão e nem argumento.

Anônimo disse...

Nossa, o Lazarento, ops, Nazareno, deve ter comido algo que não caiu bem...

Lente da graça? A dele tá fora de foco...

Goel

Anônimo disse...

Muito engraçado... os 'feministas' de plantão entram aqui salivando e babando, mas são incapazes de colocar argumento contra argumento... realmente, algo não caiu bem na água que esta turma bebe.

Goel

Anônimo disse...

Senso comum, bom senso e ciência

Asssim como Platão fez a diferença entre opinião (doxa), ciência (episteme) e dialética (diânoia), e Kant, acredito que reinterpretando Platão, fez a distinção entre opinião, crença e saber, é preciso atualizar essa terminologia básica.

Atualmente precisamos distinguir entre: senso comum, bom senso e ciência. Basta olhar no dicionário.

Os leitores e debatedores deste Blog ganhariam se respeitassem as distinções acima.

Quanto a mim, aqui em casa eu exerço a liderança dando sempre a última e definitiva palavra: - Sim, Senhora. (rsrs...)_

Ana Paula disse...

Não sou muito de me aprofundar em estudos teologicos, Hermeneuticas,etc.
Mas gostei do post sobre a Bispa, sou mulher, serva do Senhor e este é o titulo que mais me interessa ser Filha, lavada e remida pelo Senhor Jesus.
Não entendo o por que da necessidade que nos mulheres temos de provar que somos capazes de fazer tudo que um homem faz. somos diferentes e como diferentes fomos chamadas para servir a Deus.
Louvado seja Deus que como criação fomos todos chamados homem e mulher para adorar a Deus.

Em Cristo

Anônimo disse...

Caro Rev. Augustus Nicodemus,

Particulamente, a principio, nao vejo problema algum na ordenação das mulheres. Não, nao tenho no momento nenhuma argumentação biblica - apelo ao bom senso mesmo. Penso que nós evangélicos herdamos esse "ranço" patriarcal machista mesmo. Sabemos que em alguns setores do mundo secular as mulheres vem conquistando com muito sacrificio seu espaço. Por muitos séculos as mulheres foram descriminadas mesmo - todos nós sabemos disso. É por isso que fico triste quando vejo pessoas tão cultas como o Professor Nicodemus defender a não ordenação das mulheres nas igrejas - respeito a opinião do Senhor, mas não concordo. Para mim, é a igreja que perde com isso. Por coisas como essa, somos tachados de atrasados,ignorantes,fundamentalistas, e outros tantos "istas" que possa existir. Sei que o Senhor não é nenhum fundamentalistas. Digo de coração - para mim o Senhor é um referencial na área teologica atual do Brasil. Mas não posso concordar com todas as coisas. Estou muito indeciso sobre esse assunto. Sou cristão, evangélico, mas não vejo nenhum problema com a questão de ordenação das mulheres, que aliás, se não fossem por elas, muitas igrejas já teriam fechado as portas nesse Brasil afora ( por favor, eu sei que Deus é quem sustenta a igreja, mas o Senhor entende o quero dizer aqui. As mulheres realmente tem sido um braço forte na obra. Em muitas igrejas, elas trabalham mais que muitos homens). Existem muitas mulheres que fazem tudo que um pastor, diácono, presbitero faz, então, pergunto de coração: qual o problema em não ordená-las?
Não tome isso como uma critica, mas fico observando que, quando temos que resolver um "suposto" tema a nosso favor, procuramos de todas as formas encontrar uma solução, e se possivel, recorremos aquela idéia de que " isso acontecia naquele tempo, mas hoje é diferente" etc. Pergunto: Por que hoje somos contra a escravido humana, uma vez que Paulo parece não ter tido a coragem de condenar esse absurdo? Será que Paulo foi contra a escravidão humana? Se sim, por que ele não aconselhou a Onésimo fugir?
Sei que muitos casos da escravidão do mundo greco-romano era bem diferente da escravidão que aconteceram com os negros tarzidos da Africa para as Américas. Mas, de qualquer forma era escravidão do mesmo jeito - ausencia de liberdade. Por que Paulo então nao rompeu? Alguem pode dizer: Não, vc está equivocado,Paulo agiu com sabedoria, ele aconselhou de forma a presrvar a vida de Onésimo. Para todos os efeitos,Paulo parece não romper com a escravidão, mas aconselhou que o Senhor "dono" do escravo o perdoasse.Pergunto: E hoje, quando nos debatemos com casos de injustiças, o que faremos? Ficaremos calados? Logico que nenhum Pastor que usa o bom senso ficará calado diante da injustiça. E por que não? Porque ele sabe que hoje, na nossa cultura, usar o outro é crime, muito embora no nosso Brasil ainda exista casos de escravidão de diversas formas. Assim não vai ser pelo fato de Paulo não ter tido a coragem de romper com a escravisão, que hoje, teremos a mesma postura do nosso grande apóstolo. Hoje Sou evangélico, gosto desse blog, e principalmente das idéias do Rev. Nicodemus, mas quanto a esse assunto - hordenação de mulheres- eu ficarei com o meu bom senso. O meu bom senso me diz que não ha nenhum problema em ordenar as mulheres.

Sola Gratia
Ivan Fraga

Francisco Mário disse...

Mais uma vez quero parabenizá-lo pelo post, Rev. Nicodemus.

Tenho uma dúvida e uma observação quando li os comentários:

1. Foi falado tanto em bom senso e consciência, mas nenhum dos dois é confiável, já que ambos foram afetados pela queda. Por isso que Paulo apela a termos uma boa consciência com base nas Escrituras. Depois, se não aceitamos que haja uma interpretação correta, por que devemos aceitar que seja a consciência que deva orientar? O Sr. respondeu muito bem essas objeções que me pareceram infantis e não inteligentes.

2. A segunda é a dúvida de um irmão que postou: realmente fica estranho a expressão "ensino com autoridade", já que a autoridade das Escrituras está nela mesma resgatada na sola Scriptura da reforma. "Toda Escritura é inspirada por Deus" (2 Tm 3.16) e Paulo disse que ainda que um anjo ou NÓS vos pregue Evangelho que vá além do que temos pregado seja anátema (Gl 1.8,9). Isso deixa mais que claro que a autoridade nunca deve estar na pessoa, mas nas Escrituras.

Esse ensino de autoridade de homem que Paulo falou a Timóteo não poderia ser um ensino herético que trazia uma espécie de autoridade apostólica às mulheres de Éfeso? Stott observou isso muito bem. Paulo não poderia estar falando de autoridade apostólica? Ao meu ver , sim, pois somente os apóstolos tinham tal autoridade que hoje não existe mais. Eu imagino que a grande problemática de ordenação feminina esteja nos textos que o sr. citou de 1Tm 3.2-4.

Portanto, acho perigoso designar a expressão: "ensino com autoridade" para hoje em dia. Realmente, fica a desejar de base bíblica, já que o texto que se baseia é um texto um pouco obscuro para se ter uma doutrina dele. A hermenêutica pede que tenhamos cuidado a termos doutrinas baseadas em textos assim.

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Ivan Fraga,

Você não tem argumentos bíblicos mas apela ao bom senso. O problema é que o Cristianismo não faz sentido. Antes, é loucura - veja o que Paulo diz em 1Cor 1.18,21,23.

Se fôssemos apelar ao bom senso, rejeitaríamos a idéia de que um condenado pregado numa cruz é o Filho de Deus que estava morrendo pelos nossos pecados. O bom senso nos diz que mortos não ressuscitam e que dar o rosto a quem nos bate é bobagem.

É por isto que o Cristianismo se baseia na revelação e não no bom senso. O bom senso nos informa que as mulheres são tão capazes quanto os homens - pura verdade. Mas não nos mostra que Deus criou homens e mulheres com funções diferentes com base na própria Trindade e na Criação.

Portanto, fico com as Escrituras.

Sobre a escravidão, já respondi a este argumento acima.

Um abraço.

Pr. Ronilson disse...

Caro Nicodemus,

Tenho em grande estima esse blog e busco aqui, sempre que posso, informações que me tem sido úteis. Lendo, hoje, a postagem sobre ordenação de mulheres na Igreja Cristã, gostaria de ratificar a posição apresentada por você como a posição mais centrada, biblicamente falando, já que penso assim, e vejo isso, quando estudo as Escrituras Sagradas. Quanto aos argumentos, gostaria de fazer ao menos uma correção. Você usou a seguinte colocação falando sobre Jesus Cristo ter rompido paradigmas: "violou o sábado" citando João 5:18.
O texto em questão trata de uma impressão dos líderes judeus sobre o ministério de Jesus: Ele violava o sábado e Se colocava em igualdade com Deus (isso, segundo a liderança judaica era pecado, e pior, blasfêmia). Se formos aceitar esse argumento de que Cristo violou o sábado, devemos também aceitar o de que Ele blasfemou quando se igualou a Deus (o Pai).
Segundo o texto de Mateus 5:17, o próprio Cristo disse que não viera anular a Lei, mas cumprí-la. Ou seja, não violou o sábado, nem blasfemou quando Se igualou ao Pai. Isto quer dizer que os líderes é que tinham uma visão errada do que era a Lei de Deus e de como deveria ser guardada!
Quero reiterar, entretanto, o que disse antes, parabéns pela postagem sobre a suposta Bispa Evônia. Que Deus continue abençoando seu ministério!

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Francisco Mário,

Obrigado por sua colaboração, sempre oportuna. A questão que você levanta, do "ensinar com autoridade" se explica da seguinte maneira.

Primeiro, Paulo diz não permitir que a mulher ensine nas igrejas. Ensinar, no Novo Testamento, é uma atividade bem ampla. Todos os cristãos podem ensinar, quer por exemplo, quer pelo seu testemunho, quer em conversação. O próprio apóstolo determina que as mulheres idosas ensinem as mais novas a amarem seus maridos (Tt 2.3-5). Assim, fica claro que Paulo não está passando um proibição geral. Mas, então, o que ele está proibindo?

Segundo, transparece do texto que ele não permite que a mulher, em posição de autoridade, ensine os homens. Nas Cartas Pastorais, ensinar sempre tem o sentido restrito de instrução doutrinária autoritativa, feita com o peso da autoridade oficial dos pastores e presbíteros (1 Tm 4.11; 6.2; 5.17). Ao que tudo indica, algumas mulheres da igreja de Éfeso, insufladas pelo ensino dos falsos mestres, estavam querendo essa posição oficial para ensinar nas assembléias cristãs. Paulo, porém, corrige a situação determinando que elas não assumam posição de liderança autorizada nas igrejas, para ensinarem doutrina cristã nos cultos, onde certamente homens estariam presentes. Paulo não está proibindo todo e qualquer tipo de ensino feito por mulheres nas igrejas. Profetizas na igreja apostólica certamente tinham algo a dizer aos homens durante os cultos. Para o apóstolo, a questão é o exercício de autoridade sobre homens, e não o ensino. O ministério didático feminino, exercido com o múnus da autoridade que ofícios de pastor e presbítero emprestam, seria uma violação dos princípios que Paulo percebe na criação e na queda.

Concluindo, o ensinar que Paulo não permite é aquele em que a mulher assume uma posição de autoridade eclesiástica sobre o homem. Isso é evidente do fato que Paulo fundamenta seu ensino nas diferenças com que homem e mulher foram criados (v. 13), e pela frase "autoridade sobre o homem" (v. 12b). Um equivalente moderno seria a ordenação como ministro da Palavra, para pregar a Palavra de Deus numa igreja local.

De qualquer forma, fica evidente que a atitude que o apóstolo exigia das mulheres cristãs de Éfeso, envenenadas pelo ensino dos falsos mestres, era de submissão e silêncio, quanto ao aprendizado da doutrina cristã nas assembléias. A proibição de exercer autoridade sobre os homens exclui as mulheres do ofício de presbítero, que é essencialmente o de governar e presidir a casa de Deus (1 Tm 3.4-5; 5.17), embora não as exclua de exercer outras atividades nas igrejas.

Um abraço.

Augustus Nicodemus Lopes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Augustus Nicodemus Lopes disse...
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Carlos disse...

Rev.Nicodemos Graça e Paz.É sempre bom ler e ouvi-lo.Li um texto em um blog sobre a passagem de 1Cor14:34,35,que um certo erudito de biblia dizendo que esses versiculos não foram escritos por Paulo originalmente.O que o senhor pode comentar sobre?(tal erudito é Bart Erhman)

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Carlos,

Não só ele, mas outros liberais dizem a mesma coisa.

Os fatos. Os versos 11:34-35 aparecem em todos os manuscritos existentes de 1 Coríntios 14. Contudo, nas testemunhas ocidentais (manuscritos e versões), aparecem após o verso 40, ao fim do capítulo.

A maioria dos estudiosos admite a complicação textual envolvendo estes versos, mas também reconhece que a passagem deve ser original, visto que não é omitida em nenhum dos manuscritos que temos. D.A. Carson é um deles.

O deslocamento dos versículos em alguns manuscritos se deve provavelmente à tentativa de escribas de remover uma passagem que aparentava contradizer 11:3-5, onde Paulo admite que a mulher ora e profetiza nos cultos.

Prevalece o consenso de que, apesar das dificuldades textuais, os versos 34-35 foram escritos por Paulo após o verso 33, como atestam os melhores manuscritos.

romos disse...

Rev. Nicodemus, parabéns pela explanção do tema.

Francisco Mário disse...

Amado Rev. Nicodemus, eu tenho dificuldade de aceitar o que escreveu:

Nas Cartas Pastorais, ensinar sempre tem o sentido restrito de instrução doutrinária autoritativa, feita com o peso da autoridade oficial dos pastores e presbíteros (1 Tm 4.11; 6.2; 5.17)"]

Vou dizer por quê:

1. Ao que parece, a Igreja católica trouxe esse ensino na idade média aos chamados sacerdotes e ministros. A autoridade não estava na Bíblia, mas na igreja que ordenava seus ministros. Chegando ao ápice de somente eles lerem as Escrituras. O sola Scriptura trouxe o ensino que a autoridade está na própria palavra de Deus e não na igreja, nos sacerdotes ou nos oficiais. O texto de Paulo aos Gálatas (Gl 1.8) impressiona porque ele se colocou "ainda que NÓS".

2. Sempre houve os falsos mestres e falsos obreiros. Por isso, que a autoridade sempre deve estar nas Escrituras. Toda Escritura é inspirada por Deus e [é Ela, somente ela] que é útil para o ensino, repreensão e fazer-nos hábeis na vida cristã.

3. A minha dificuldade também é que os textos que o sr. citou confirma a autoridade das Escrituras e não a de Timóteo em si porque Paulo disse para ensinar ESTAS COISAS. Até que ele ensine o que Paulo estava escrevendo para ele, tudo bem.

4. Talvez eu esteja entendendo mal o termo "ensino com autoridade". Pode ser que seja ensinar dentro de um ofício legitimado e autenticado pela igreja local; mas mesmo assim, na minha opinião, é sadio e mais sábio colocarmos a autoridade final nas Escrituras.

5. Os chamados apóstolos modernos reivindicam exatamente isso: ensino com autoridade e aqueles que os refutam estão contra "o ungido do Senhor".

Portanto, essa é a minha preocupação dessa expressão. Parece que a Sola Scriptura pode ser afetada se alguém entender errado esse detalhe.

Somente para esclarecer o porquê da minha dúvida disso.

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Caro Francisco,

Eu entendo a sua preocupação. Mas não se preocupe, estou longe de defender o clericalismo, especialmente o católico, rsrsrs!

Veja que em meu comentário eu disse que todos podem ensinar. Vou colar aqui o que eu disse:

"Ensinar, no Novo Testamento, é uma atividade bem ampla. Todos os cristãos podem ensinar, quer por exemplo, quer pelo seu testemunho, quer em conversação. O próprio apóstolo determina que as mulheres idosas ensinem as mais novas a amarem seus maridos (Tt 2.3-5)."

Portanto, é evidente que eu não defendo que somente presbíteros e pastores podem ensinar.

Você está absolutamente correto quando diz que a autoridade máxima é a Palavra. Aqueles que forem consagrados como presbíteros e pastores perdem toda autoridade no ensino quando contradizem, torcem, e deturpam a Palavra de Deus.

Você acertou quando disse que talvez minha intenção tenha sido dizer que ensinar com autoridade seja "ensinar dentro de um ofício legítimado e autenticado pela igreja local" - é isto mesmo que eu quis dizer.

Grande abraço.

Marcos disse...

Augustus,
o impedimento da autoridade da mulher sobre o homem se estenderia para o campo da política?

JOELSON GOMES disse...

O texto de 1Co. 14 é debatido sabemos. Mas, será que só os liberais o debatem? O que diz o magistral comentário de Gordon Fee sobre o caso? Seria ele um liberal?

Abraços.

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Joelson,

Mesmo bons exegetas como Fee podem dar mancadas, como ele deu aqui neste caso de 1Co 14. Veja a resposta magistral do D.A. Carson - tão bom ou melhor do que ele - refutando a tese de Fee em “Silent in the Churches”, Recovering Biblical Manhood & Womanhood: A Response to Evangelical Feminism, eds. John Piper e Wayne Grudem (Wheaton, IL: Crossway Books, 1991) 141-45.

Contra a tese de que é uma interpolação veja ainda um dos maiores exegetas e gramáticos do grego, A.T. Robertson em Word Pictures of the New Testament.

Se ainda achar pouco, veja Bruce Metzger, um dos maiores manuscritólogos do NT, editor do texto grego do NT usado na grande maioria de nossas traduções. Em sua obra Textual Commentary of the Greek New Testament ele admite que a mudança de lugar da passagem se deveu ao fato dos escribas tentarem achar um local que consideravam mais apropriado "para a diretiva de Paulo sobre as mulheres".

Sobre sua promessa de escrever a resposta da Bispa Evônia a Nicodemus, você deve ter um blog - faça bom uso dele.

Abraços.

Anônimo disse...

Xi... Joelson tentou usar o argumento de autoridade e tomou um xeque-mate!

Goel

Tales Paranahiba disse...

Se todas as Bispas fossem como a Evônia (cf. foto), até que não seria tão herético.
Ela parece comedida, simples e temente.
Pior é ver Bispas pintadas até os dentes, com aro de bicicleta na orelha, chapinha, escova nos cabelos, etc., ropinhas coladinhas
Aí o negócio é feio mesmo.
A Evônia até que tá de parabéns.
Acho que eu até tomaria a ceia ministrada pela Bispa Evônia.

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Caro Ronilson,

Obrigado pela correção. Eu quis dizer isto mesmo, que Jesus violou o sábado conforme o entendimento dos fariseus.

Abs.

Gilberto Sampaio disse...

Graça e paz!
O tempo, ou melhor a dificuldade em administrar o tempo, nao tem permitido que acesse o tempo, O Mores, mas cada vez que consigo encontrar esse bendito tempo, sou lembrado de que vale a pena deixar de pensar em outras coisas do dia a dia e investir tempo na leitura dos post´s.
Um grande abraço ao Dr. Agustus e os outros asseclas deste blog.

Em Cristo que nos fortalece.

Francisco Mário disse...

Na minha opinião, Rev. Nicodemus, o sr. está correto quanto a dizer que Jesus violou o sábado: O texto de João é um comentário do próprio autor inspirado por Deus e não demonstra que era o ponto de vista dos fariseus.

A mesma lógica se pode dizer: se Jesus não violava o sábado, pois isso era apenas o ponto de vista dos fariseus; também Jesus não era igual a Deus, pois isso era apenas o ponto de vista dos fariseus. Claro que não se sustenta. Fico com o que João afirma. Em todo caso, é mais seguro diante do que Paulo afirmou em Cl 2.16. Por que seria transgredir somente nos evangelhos e não mais em Colossos?

Jesus violou o sábado porque ele era o cumprimento deste. Como não blasfemou porque era o próprio Deus. Em Mt 11.28-12.1-8 demonstra claramente que Jesus levou os discípulos a fazer obra no sábado, coisa que seria punido com morte quem fizesse qualquer coisa desse tipo.

Eu fico com a primeira declaração que está como João afirmou mesmo e resguarda-nos de todo "sabatismo" que está muito divulgado nas igrejas hoje em dia.

Aldair disse...

a paz Rev. queria apenas que o senhor me esclerecesse um dúvida... um cristão pode administrar seu dízimo como bem entender ? Eu sou obrigado a dar em uma denominação o dízimi ?
Grato e Paz

inquiridor disse...

...mas o modelo biblico de liderança masculina não foi condicionado pela cultura milenar patriarcalista?

Respondedor disse...

Inquiridor,

Não, não foi. É o modelo de liderança feminina dos liberais que foi influenciado pela cultura humanista de hoje.

INQUIRIDOR disse...

...MAS RESPONDEDOR,EXISTE UMA CULTURA PATRIARCALISTA QUE MILÊNIOS VEM COLOCANDO A MULHER DE LADO,SOMENTE DEPOIS DA DECADA DE 60 COM O MOVIMENTO FEMINISTA É QUE AS MULHERES TEM ALCANÇADO ALGUMA POSIÇÃO DE DESTAQUE,NÃO É MESMO?...

Respondedor disse...

...MAS INQUIRIDOR SE O MODELO PATRIARCALISTA É CULTURAL O FEMINISTA TAMBÉM É. CULTURA POR CULTURA, PREFIRO FICAR COM A CULTURA DA BÍBLIA QUE OS CRISTÃOS CONSIDERAM A PALAVRA DE DEUS.

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Aldair,

Sobre o dízimo, veja o artigo do Solano Portela sobre o assunto:

http://www.solanoportela.net/artigos/dizimos.htm

Um abraço.

inquiridor disse...

Rev.Nicodemos como a igreja se posiciona com mulheres no poder politico por exemplo?

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Oi, inquiridor.

Não sei como as igrejas se posicionam quanto a isto. A minha igreja, a IPB, não tem posição sobre isto, mas acredito, salvo melhor juízo, que não veria problemas com a mulher exercer poder político, tendo em vista que as restrições bíblicas se limitam ao âmbito da família e da igreja.

Abs.

Daladier Lima disse...

Prezado Pr. Nicodemus, apreciei suas observações dentro deste tema, não gostaria de confrontos radicais. Porém, e apesar de discordar de algumas das razões apresentadas pela bispa para exercer seu ministério (exaradas em seu texto), considero que a questão cultural não foi elucidada, nem por um lado nem pelo outro. É fato que o machismo está arraigado na cultura judaica. William Barclay nos ensina que o rabino dizia em sua prece: Te agradeço, ó Deus, por não me teres feito gentio, escravo ou mulher!
O reflexo desta postura não é encontrado senão no Templo, aonde havia um átrio para os homens em geral, e um, em separado, para as mulheres. Ora, a partir do Pentecostes ambos os sexos receberam, no mesmo lugar, a mesma porção e o mesmo Ide. O testemunho de uma mulher não seria aceito num tribunal judeu da época, mas foi a uma mulher que Jesus primeiro se revelou quando ressurreto.
Para poupar seus leitores, uma pequena digressão: Quem autorizou às mulheres cantarem na igreja? Se tais paradigmas mudaram com o Cristianismo, não vejo entraves ao ministério feminino, a não ser ranços deste machismo judaico enrustido. Minha teoria particular é que o medo de que elas mais qualificadas possam reinvindicar seu espaço faz com que tenhamos tal atitude por anti-bíblica.

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Daladier,

"É fato que o machismo está arraigado na cultura judaica. William Barclay nos ensina que o rabino dizia em sua prece: Te agradeço, ó Deus, por não me teres feito gentio, escravo ou mulher!"

Até pode ser, mas esta cultura judaica é aquela que Jesus condenou pelo legalismo e por inventar leis que nunca passaram na mente de Deus. O Novo Testamento não é herdeiro deste tipo de Judaismo, mas da religião do Antigo Testamento que foi revelada por Deus a Moisés. Os cristãos tomam como regram de fé as Escrituras de Israel, e não o Talmude, o Midrash e o Mishná, onde estão as declarações dos rabinos.

"O reflexo desta postura não é encontrado senão no Templo, aonde havia um átrio para os homens em geral, e um, em separado, para as mulheres. Ora, a partir do Pentecostes ambos os sexos receberam, no mesmo lugar, a mesma porção e o mesmo Ide. O testemunho de uma mulher não seria aceito num tribunal judeu da época, mas foi a uma mulher que Jesus primeiro se revelou quando ressurreto."

Interessante, no culto do Antigo Testamento as mulheres estavam junto com os homens para ler a Lei (Neemias 7:73; 10.28). As mulheres desfrutavam uma situação em Israel que não lhes é atribuída nem no Oriente de agora. O islamismo tem degradado as mulheres especialmente na Ásia e na África. Antigamente elas tinham em Israel uma liberdade agora não lhes concedida. O véu, por exemplo, não era exigido, como agora. Veja: Rebeca, Gênesis (24:64), Raquel (Gn 29:11), Sarah (Gen 12:14-19). Miriam conduziu um grupo de mulheres com música triunfante (Exo 15:20), assim a filha de Jefté, as moças de Shiloh, as mulheres louvando Saul e Davi depois da vitória (1 Sam. 18:06), Ana (1 Samuel 2:01 ) Débora, Jz. 4 e Juízes. 5, Hulda (2 Reis 22:14). A mulher virtuosa é admiravelmente retratada (Pro 31:10). Nesta passagem o que se vê é uma mulher livre, empreendedora, que negocia e toma decisões.

Fica difícil dizer que a cultura bíblica era machista.

Sua afirmação "Ora, a partir do Pentecostes ambos os sexos receberam, no mesmo lugar, a mesma porção e o mesmo Ide" carece de comprovação bíblica. Se é como você diz, onde estão as apóstolas, as presbíteras e as diaconisas no Novo Testamento?

"Quem autorizou às mulheres cantarem na igreja? Se tais paradigmas mudaram com o Cristianismo, não vejo entraves ao ministério feminino, a não ser ranços deste machismo judaico enrustido."

As mulheres sempre cantaram no culto a Deus, quer no Antigo quer no Novo Testamento. Todavia não foram colocadas como líderes do povo de Deus. Essa sua visão só pode ser resultado deste feminismo ocidental enrustido.

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Daladier,

Você disse, "O reflexo desta postura não é encontrado senão no Templo, aonde havia um átrio para os homens em geral, e um, em separado, para as mulheres."

Como não sou especialista em Antigo Testamento, fui perguntar ao Mauro Meister (Ph.D. em AT) por que eu não estava achando qualquer referência bíblica a este tal de "átrio das mulheres" nas descrições do Templo de Jerusalém. ele me respondeu assim:

"Até onde eu sei, não existe esta referência. O Tabernáculo, que tem referências precisas, não tem os átrios externos. O templo, primeiro construido por Salomão, não segue, nem pode seguir, o modelo estrito do Tabernáculo, mas uma maquete elaborada por Davi. Ao longo da história da construção do templo dezenas e dezenas de espaços foram sendo delimitados para diferentes funções ao redor do templo. Dai surge o pátio das mulheres (já no templo de Herodes), que primeiro era no nível dos demais e, depois, como uma galeria, de onde se podia observar os rituais. Quem menciona o pátio das mulheres é Josefo e as reconstruções arqueológicas apontam para um espaço razoavelmente grande na esplanada."

Como você pode ver, não foi Deus quem mandou separar homens e mulheres no Templo - foi uma inovação do Judaísmo do Segundo Templo, aquele mesmo judaísmo criticado e rejeitado por Jesus por ser legalista.

Daladier Lima disse...

Prezado Pr. Augustus,

Aprecio que tenhas retorquido minhas questões. De fato, não existe "átrio", mas "pátio", o que não muda a função do local: Dividir as platéias. Observando as questões de entrelace entre a cultura e a religião judaica, e como tal cosmovisão impregnou esta relação, não há como identificar tal machismo. Não acho, porém, que isto deva ser debitado na conta de Deus, mas dos homens, como o senhor citou tão bem, em relação á dureza do coração oriental.

A questão do louvor não me convence. Todas as referências dizem respeito a eventos externos. Aos filhos de Levi cabia o louvor na Igreja de então, aos rabinos a leitura da Lei, no templo/tabernáculo mulher alguma deveria fazê-lo. Não posso deixar de citar Barclay novamente, porque ele transcreve o fato de que os rabinos achavam perda de tempo ensinar a Lei a uma mulher. Embora haja o caso das prostatis, mulheres que na ausência de homens numa comunidade tardia como a das sinagogas, podia ler a Lei e cantar os louvores. Isso tudo à revelia da tradição.

Não negaria o excelente status da mulher judaica perante os demais povos ao redor, mas ainda assim:
1) A ela cabia o ônus da prova de traição. Aliás, o marido poderia deixá-la se com o passar do tempo seu semblante não mais lhe agradasse;
2) Não podia se dirigir ao seu próprio marido, senão em casa. O que reflete a recomendação paulina;
3) Seu tesemunho não seria aceito num tribunal, mesmo com observação em flagrante;
4) Eram compradas pelo dote, e não tinham direito de escolher seu marido;
5) Poderiam ser rejeitadas por não ter filhos, mesmo, pasmem, que o problema fosse do homem. Não havia como saber... E tantas outras coisas, que evito para não encher seus comentários. Aliás, vou evitar uma discussão sobre as diaconisas do capítulo 16 de Romanos.

Esta discussão teve eco em meu blog. Eu sou assembleiano e aqui a resistência é muito maior. Ela começou pelo seguinte paradoxo: As mulheres não podem ser ordenadas, mas podem ministrar numa Conferência Pastoral? Não podem ser ordenadas, mas podem ser missionárias, desempenhando todos os papéis de um ministro em campo?

Chegamos à seguinte situação, que não deve ser singular no Brasil afora: Em nossa Convenção (500 igrejas ou mais) temos uma Faculdade Teológica com uma reitora, que forma pastores, mas não pode ser um! A rigor, a maioria dos pastores da atualidade tiveram como mentor sua professora de Escola Dominical.

Não faria disso um cavalo de batalha, querendo bancar o antenado com o politicamente correto, chamo atenção apenas para o paradoxo.

Natanael Goncalves disse...

Caro Augustus,

Graça e paz!

Muito bom! Excelente mesmo! Te acompanho desde quando morava nos EUA e agora morando na Inglaterra vejo sempre que posso, o seu blog. Nossa base é a Palavra de Deus e, vejo por essa premissa que todos os seus comentários são alinhados. Entretanto, acho que o amado irmão não pensou que o seu post fosse suscitar tantos comentários...rsrsrs. Dentre tantos que já postaram, gostaria só de acrescentar que o "ensino com autoridade de Paulo" não é conflitante, mas a própria natureza dos papéis do homem e da mulher, no caso da ordenação feminina, já se manifestam. Explico: Quando morei nos EUA era pastor de uma igreja brasileira (e o sou aqui na Inglaterra). Dentre várias igrejas existentes, havia uma, cujo líder, era uma "pastora". O seu esposo, no entanto, não era pastor e nem tampouco exercia alguma função de liderança na igreja. Veja que situação: Pela Palavra, o marido é o líder, o cabeça da mulher. Já na igreja, ele é a ovelha e se põe debaixo da instrução da própria esposa, que nesse caso é a "pastora". Imagine essa confusão... Alguém aqui pode me chamar de machista e até me criticar, mas não há argumento bíblico para tal caso. Os papéis da mulher e do homem são bem claros dentro das Escrituras e você, com muita propriedade, os aborda com clareza e solidez. Que Deus continue te abençoando ricamente. Um grande abraço,

Pr. Natanael

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Daladier,

"Aprecio que tenhas retorquido minhas questões. De fato, não existe "átrio", mas "pátio", o que não muda a função do local: Dividir as platéias."

Gozado, continuo sem achar isto na Bíblia. Pode me dar a referência?

"Aos filhos de Levi cabia o louvor na Igreja de então, aos rabinos a leitura da Lei, no templo/tabernáculo mulher alguma deveria fazê-lo."

Perdão, mas os rabinos não liam a Lei no templo - isto era função dos sacerdotes. Eles liam a lei somente nas sinagogas.

"Não posso deixar de citar Barclay novamente, porque ele transcreve o fato de que os rabinos achavam perda de tempo ensinar a Lei a uma mulher. Embora haja o caso das prostatis, mulheres que na ausência de homens numa comunidade tardia como a das sinagogas, podia ler a Lei e cantar os louvores. Isso tudo à revelia da tradição."

Barclay se refere ao judaísmo do segundo Templo, não ao judaísmo bíblico.

Meu irmão, me desculpe, mas você traz informações imprecisas, além das que já citou acima. Por exemplo, que um homem podia deixar sua mulher somente se seu semblante não mais lhe agradasse, esquecendo que havia duas correntes diferentes de pensamento e prática em Israel sobre este assunto, ligadas ao Rabino Hilel e ao Rabino Shamai. Este último defendia que divórcio era somente em caso ed adultério.

E tem outras que levaria tempo para elucidar e esclarecer. Então, fiquemos por aqui mesmo.

Um abraço.

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Caro Daladier,

Você mandou mais três comentários como tréplica, etc. O assunto não tem fim. Não publicarei.

Você já tem um blog. Publique suas idéias por lá. Tenho certeza que os leitores interessados em ordenação feminina irão ler com muito interesse.

Um abraço.

Natanael Goncalves disse...

Caro Augustos,

Penso que seria de grande ajuda para os seus leitores, uma mensagem de John Piper (com tradutor) sobre o assunto, onde a abordagem se alinha perfeitamente com a sua (nossa) posição sobre o tema. A mensagem tem por título "A MULHER NO MINISTÉRIO". O link é: http://vimeo.com/10038255

Espero ter contribuído.

No amor de Cristo Jesus,

Natanael

Bernardo W. D. disse...

Caro Augustus,

Qual é a sua posição com relação às mulheres atuarem como professoras de EBD? E a posição oficial da IPB?

Obrigado!

Jason disse...

Muito bom isso aqui, passei muito tempo vendo os comentários.... (rir muito) Mas eu sei que a coisa é séria. Estou adicionando o blog em meus favoritos. Eu prefiro seguir os ensinamentos bíblicos e ponto. Não vou condenar ninguem, cada um dá conta dos seus atos diante de Deus, mas vejo que não está sendo saudável ser liberais e contestar a biblia culpando a cultura (basta olhar a realidade da igreja atual).

Volta logo JESUS!!! PLEASE!!!!

NÃO VEJO A HORA DE ISSO TUDO ACABAR!!!


PAZ!!!

Leandro disse...

Minha dúvida é a mesma do Bernardo W. D. Dizem que mulheres não podem ensinar na igreja, mas elas ensinam livremente às crianças.
Qual a diferença entre ensinar um adulto e uma criança em relação às coisas de Deus, uma vez que o conhecimento de Deus se dá apenas por revelação?

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Caro Leandro,

Acho que a razão é que o homem é o cabeça da mulher e não a criança, de acordo com 1Co 11:3, Efésios 5 e diversas outras passagens...

Pb. Rogério C. Nery disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
George Mario disse...

Rev. Nicodemus,

Inicialmente gostaria inicilamente de dizer, que imagino, agora, como se sente uma manjuba no meio do oceano....
Uma avalanche de informações, que agregam valores a minha pouca formação!
Concordo com o Reverendo em quase a totalidade do que foi dito...
Só lamento que os que discordam, apresentem-se a nós leitores como "Anônimos", fato este que me entristece, pois sabemos que há quem discorde, por´[em não sabemos quem é...
Paz e Fidelidade, Sempre!!!

Monica disse...

Acho que tudo que li não passa de machismo...Pensem bem, ficar julgando se a mulher pode ou não ser pastora ,o fato é...Deus as usam. Tantas coisas para vcs fazerem, vao orar pelos necessitados, vao levar comida a quem precisa, vao orar pelos doentes, vao falar do amor e da misericordia de Deus...Jesus é midericordioso, se é errado só Ele pode julgar, vcs n conhecem o Seu coração...Conheço verdadeiramente mulheres usadas por Deus. Que Deus abençoe suas vidas grandemente e lembrem-se existem pessoas necessitadas verdadeiramente de Deus, precisando de uma oração e uma palavra de amor.

Rô Santana disse...

Olá Rev. Augustus. O conheci numa das conferências da Fiel. Gosto muito de seus estudos. E este em especial pra mim é um ACHADO e perfeito para o meu blog: "Auxiliadora Idônea". Reverendo eu gostaria de sua permissão para copiar e colar este estudo no meu blog. Pois eu já optei aqui mesmo em adicionar ao blog, mas não aparece o tema principal deste conteúdo: "Pastoras - Ordenação de Mulheres ao Ministério Pastoral", bem assim colocando um feed como fiz, também não aparece o tema principal deste conteúdo. Logo não chamará a atenção das minhas leitoras para a leitura. Fico no aguardando ansiosa sua permissão para compartilhar deste estudo.
No amor de Cristo, Abraços

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Rô,

Fique à vontade para usar o post. Um abraço!

Augustus

Rô Santana disse...

UHUUUUU! Muito obrigada Reverendo Augustus. Deus o abençoe ainda mais. Ah! O senhor ficou muito mais bonito na foto acompanhado!
Abraços

TOQUE DE AMOR disse...

Tem dias que fico muiiiiiito chateada com esses pitos de comentários a meu ver ERRADOS. Mesmo que escondidos através do "vasto conhecimento" de alguns estudiosos e, infelizmente apoiado e admirado por homens e -pasmem- até mulheres- onde querem jogar a culpa de todas as coisas sobre a mulher. No artigo que eu estava lendo sobre ordenação de homossexuais, encontrei mais essa acusação sobre nós-mulheres.
Que terrível!!! Quanta injustiça!!!Quanto medo que esses homens(que se dizem homens de Deus) tem das mulheres!!! Mau Pai do Céu!!! Isso é absurdo!!!
Sou Evangelista pela IPB já há mais de 25 anos. Sou casada. Tenho até netas. Graças a Deus ocupo sim um cargo de liderança dentro da IPB nas Congregações que já trabalhei- e foram várias. E, graças a Deus e Sua misericórdia Infinita para comigo, NUNCA envergonhei meu esposo ou meu filho sendo a líder da igreja. Pelo contrário, ultimamente meu esposo tem sentido também o desejo de servir a Deus através do pastorado-o que eu incentivo e apoio.
Temos visto com tristeza pastores de si mesmo, querendo mandar, não liderar. Querendo ser donos, e não servos.
Amo Jesus e Sua Igreja.
Amo a IPB. Mas não posso deixar de me alegrar com pessoas como nosso amado Rev.Waldyr Carvalho Luz. Homem cheio do Espirito Santo e do conhecimento da Palavra de Deus.
Glória a Deus porque ele pensa exatamente o oposto do que o Sr.Rev.Augusto Nicodemos.
E sei que um dia - com MUITA ALEGRIA chegará o momento em que TODOS abrirão seus olhos, verão as suas próprias falhas e não mais acusarão as mulheres de suas fraquezas. Chegará o Dia em que a IPB irá ordenar mulheres VOCACIONADAS e deixará de ordenar Homens interesseiros e equivocados como temos visto.
Minha oração é que esse dia chegue breve.
Rev.Augusto Nicodemos não temos culpa de ordenarem homossexuais.
Não temos culpa de ordenarem homens interesseiros e equivocados - sem o chamado do Mestre.
Mas...me sentiria muito culpada se não colocasse esse comentário.
Esqueçam do MACHISMO de vocês. Ele tem que acabar. BASTA!!!

Missª Sônia Coelho

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Sônia,

Obrigado pelo seu "Toque de Amor" embora eu ainda não entenda como alguém pode adotar esta frase e chamar os outros de cegos, interesseiros, equivocados e machistas. Mas, tudo bem.

Eu nem sem direito por onde começar a responder ao que você disse. Vou tentar me concentrar em dois ou três pontos.

1) Como a grande maioria dos defensores da ordenação feminina, você não refuta os argumentos teológicos e exegéticos que empreguei para mostrar que a ordenação de mulheres não é bíblico. Seu comentário é somente um desabafo e um monte de acusações e críticas, sem substância ou conteúdo.

2) O REv. Waldyr Carvalho Luz é de fato um homem de Deus. Mas isto não o torna inerrante e nem infalível no que escreve. Homens de Deus erram e têm errado bastante através da história. Outros homens de Deus discordam do Rev. Waldyr. Em que pese a sua grande capacidade, aqui ele de fato equivocou-se, para surpresa de muita gente da IPB que o via como uma sumidade exegética.

3) Não disse que é culpa da mulheres que as igrejas estão ordenando homossexuais. Por gentileza, releia o que eu disse. O que eu escrevi foi que o mesmo argumento usado a princípio para se ordenar mulheres foi usado agora para defender a ordenação de homossexuais. Ou seja, que aquilo que a Bíblia diz sobre as mulheres e os homossexuais é limitado à era apostólica e não tem validade para os nossos dias. Não é culpa das mulheres. Somente daquelas que torcem a Bíblia para defender o seu próprio pastorado.

4) Pode ser que um dia a IPB venha a ordenar mulheres. Mas, enquanto para você este será um dia de grande alegria pois os olhos de todos finalmente serão abertos, para mim será um dia de grande tristeza, pois a IPB terá ficado cega para o ensino da Bíblia.

5) Concordo com você que a IPB não deveria ordenar homens interesseiros e equivocados. Mas acredito também que a IPb não deveria colocar na liderança de nossas congregações pessoas despreparadas, preconceituosas, que falam sem pensar e não respeitam as decisões do nosso Supremo Concílio.

Marcus disse...

Muito bem colocado. Agradeço a Deus por ter usado o senhor grandemente para me inspirar a buscar ler mais a Bíblia e construir meus argumentos a partir dela.
Quanto aos comentários, eu li todos. Eu achei muito interessante as respostas que o senhor deu. Acho que metade dos posts refutando a sua argumentação não aconteceriam se tivessem lido os comentários!!
Se formos olhar pelo ponto de vista cultural, eu concordo com um irmão que disse que a cultura humana foi impregnada pelo pecado e então a cultura em si só revela o grau de degradação que o homem se encontra. Não vou entrar muito no assunto, pois não tenho mérito. Eu gostaria de abordar uma questão quanto se a mulher deve ser ordenada ou não. Eu estudo psicologia, e quanto mais estudo, vejo que as mulheres anseiam pela liderança de seus maridos. Elas querem que eles sejam o cabeça e não elas. O peso de ser o cabeça da casa é um fardo muito pesado para elas, e acredito que Deus em sua insondável sabedoria foi, obviamente, sábio ao designar este papel ao homem. Não digo que a mulher tenha dificuldades quanto a isso, só digo que da maioria dos casos, se não todos, que eu já vi mulheres que exercem esse cargo não aceitaram porque realmente queriam. Se este fardo é tão grande em um núcleo pequeno de pessoas, quanto mais em um núcleo enorme quanto o da Igreja.
Eu digo se querem apelar pro amor, então que digam não a isso. Este não é um fardo que a mulher deve carregar, eu digo fardo no sentido de peso e ser muito pesado e não no sentido de uma coisa totalmente ruim. Não sou casado, mas eu quero que minha mulher seja submissa a mim, não por amor a mim, mas, também, por amor a ela mesma. Não quero que ela carregue todo o fardo de uma liderança, principalmente quando eu, homem, fui designado para isso.
Eu acho que foi muito bem argumentado Biblicamente o assunto. Acho que se é o que a Bíblia diz não há o que dizer contra. Se dizemos que a Bíblia pode ser interpretada da forma que quisermos corremos o sério risco de nos tornarmos liberais e tirarmos a autoridade que foi dada a ela, a de palavra de Deus!!! Eu acredito que devemos confiar na interpretação do pregador até o ponto em que ele não contradiz a própria Bíblia. E quando me provarem, biblicamente, que os argumentos levantados pelo senhor, Pr. Augustus Nicodemus, é anti-bíblico eu mudo de opinião. Até la, continuarei amando as mulheres e desejando que elas não tenham que carregar tamanho peso em suas costas!!
Se em algum momento fui contra a bíblia, ou me contradisse, peço que me mostrem para que eu possa, então, corrigir meu posicionamento.
Em Cristo,
Marcus Vinícius.

Pb. Frank Penha disse...

Rev. Augustus eu consegui ler até ao final TODOS os comentários!!!! Ufa!!!, só queria lhe dizer que a GRAÇA do Senhor Jesus o preserve por muitos anosssss ainda em nossa amada IPB, respeito muito seu blog, e suas intervenções no SC-IPB, onde passei ainda mais a admirá-lo como servo do Senhor que ergue bem alto o "Pendão Real". Também admiro o Pb. Solano Portela a qual dignifica o ofício, que com muito zelo e amor agradeço ao Senhor.

Pb. Frank Penha ( Recife-PE)

Jane Dornellas disse...

Ufaaa... Finalmente consegui chegar ao final de tamanha controvérsia! Uma maratona exaustiva pela escolha do tema proposto que sempre foi, é e continuará sendo um gerador de grandes polêmicas. Mas, ao mesmo tempo válido demais pelo vasto conhecimento, profundidade, postura, firmeza e sobretudo pelo zelo exegético admirável do Prezado Pastor Augustus Nicodemus Lopes. Contudo, devemos lembrar sempre que não existe perfeição no homem, por mais comprometimento com Deus que ele tenha. Conforme citado nas Cartas de Paulo à Timóteo, creio que estamos vivendo na atualidade, esses "dias trabalhosos" e portanto, temos que buscar mais do que nunca a excelência do "dom de discernimentos", indispensável para tomarmos a direção certa, que nos levará a um posicionamento com exatidão e segurança. Somente assim poderemos até ser abatidos, mas NÃO seremos confundidos e nem deixaremos de retratar as verdades da Palavra de Deus, viva e eficaz como imutável e de relevância essencial para todo e qualquer fundamento Cristão. Fraternalmente, Jane da Rocha Dornellas.

Leandro Demenciano Costa disse...

Prezado Reverendo Augustus, meu nome é Leandro Costa e gostaria de saber a sua posição em relação a mulheres líderes de juventude, líderes de teatro (na igreja) e professoras de Escola Bíblica para turmas com homens maiores de 18 anos.

Líderes de juventude da igreja, por exemplo, têm o tipo de autoridade vetada a mulheres pela Bíblia?

Obrigado e parabéns pela sobriedade na análise das Escrituras! Glória a Deus!

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Leandro,

Não vejo problemas uma mulher cristã qualificada exercer estas funções. Acredito que a única coisa que é vedado às mulheres é exercerem a autoridade oficial na Igreja, isto é, como pastoras, presbíteras, bispas, etc.

Um abraço.

Leandro Demenciano Costa disse...

Obrigado pela resposta, Rev. Augustus!

Daladier Lima disse...

Prezados,

O mais inusitado é que uma mulher, a primeira missionária presbiteriana enviada ao Brasil, Elizabeth W. Simonton, tenha ganho para Cristo o primeiro pastor tupiniquim da denominação, José Manoel da Conceição, ex-padre! Esse fato não legitima a consagração de mulheres, somente evidencia o paradoxo: quando é para arrancar toco e desbravar rincões, elas servem. Agora que há inúmeros presbiterianos no Brasil...

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Daladier,

A citação de onde você extrai este factóide é esta:

"Sua muito nobre senhora, Mme. Blackford, cuja alma é o santuário do Espírito de Deus, a primeira palavra que me dirigiu foi um convite para comungar na sua igreja. A surpresa embaraçou-me por um momento… Três grandes nomes, que farão eternamente o objeto da minha gratidão, são inseparáveis da minha conversão e entrada na família cristã. Estes nomes são A. L. Blackford, sua muito nobre senhora e A. G. Simonton. Eis os dignos instrumentos de que quis Deus servir-me para me fazer cristão."

Manoel da Conceição aqui não diz que foi Elizabeth que o conduziu a Cristo. Ela apenas o convidou a participar da igreja. Ele estende a sua gratidão aos pastores Blackford e Simonton.

É feio distorcer fatos históricos para tentar provar pontos pessoais.

Mas vamos supor que Elizabeth tivesse sido responsável pela conversão de Manoel da Conceição. Ela estava arrancando toco e desbravando rincões da mesma forma que seu marido. NA nossa denominação temos mais missionárias do que missionários. E não há da parte delas qualquer movimentação pedindo ordenação ao ministério.

São filhas dignas de Elizabeth, que nunca pensou ou pediu para ser pastora.

Daladier Lima disse...

Factóide...Emblemático da sua percepção no assunto. Rsrsrs... Missionárias? Na Bíblia não existe tal figura do ponto de vista organizacional! Interessante... A samaritana que converteu Sicar? A menina que converteu Naamã? Deixa pra lá... Minha intenção não é polemizar até pra não arranhar uma admiração unilateral. Mas sou tentado a pensar: está lá nos rincões da África uma missionária presbiteriana ungindo um enfermo, distribuindo a Ceia...

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Daladier,

Sim, factóide, um pretenso fato construído em cima de informações mal interpretadas com o objetivo de promoção de algum interesse pessoal ou coletivo. Exatamente o que o amigo fez e pelo que, mesmo diante das evidências, não se retratou nem pediu desculpas.

Como assim, "minha intenção não é polemizar..."? O amigo vem ao meu blog pela terceira vez nesta postagem para repetir estes jargões feministas e seu alvo não é polemizar? É claro que você quer polemizar.

Sim, na Bíblia não tem o termo "missionárias". E também não tem o termo pastoras ou presbíteras. E nem "evangelista" no feminino (o que seria possível em grego). Portanto, por este critério, não podemos ter também mulheres pastoras, evangelistas e presbíteras.

Sim, temos muitas missionárias presbiterianas na África e em outros países do mundo, que fazem seu trabalho com muita alegria e dedicação e que nunca pretenderam ser pastoras, pois sabem ler a Bíblia delas.

Dani disse...

Licença para comentar (com a permissão do meu marido...)

Quando vejo mulheres defendendo esta questão da ordenação feminina, não fico surpresa devido à cultura feminista...

Agora, quando são homens que o fazem, ainda mais cristãos que se dizem reformados, em detrimento da PALAVRA... sem comentários...

Em Cristo,

Daniela Cristina Martins Pinto

Mais um texto para reflexão:

http://revjuliopinto.blogspot.com.br/2011/05/pastora-pastorado-feminino.html

.:::Luks The Darkness:::. disse...

É errado mulheres pregarem nas igrejas então?