terça-feira, abril 05, 2011

Um culto em Mars Hill Church

Aproveitei uma visita ao Discovery Institute em Seatlle e no domingo fui com meu amigo Davi Gomes à famosa igreja do Mark Driscoll, a Mars Hill Church, localizada em Ballard, próximo ao centro de Seattle. Eu poderia ter ido a várias outras igrejas, inclusive presbiterianas, mas quis conhecer em primeira mão a igreja do Driscoll. Afinal, tem havido tanta controvérsia sobre ele entre reformados que não poderia deixar passar a oportunidade de formar, por mim mesmo, uma opinião sobre sua igreja.

Eu sabia que ele não estaria lá neste domingo. Ele estaria pregando em Chicago. Já conheço bastante o Driscoll através dos podcasts de seus sermões e faltava apenas conhecer seu ministério.

Anoto aqui algumas observações sobre o que vi e ouvi. A primeira delas é quanto à igreja em si. Trata-se de uma edificação térrea, sem andares, que não parece de forma nenhuma com uma igreja. A gente só sabe que é lá porque tem uma placa dizendo “Mars Hill Church” e os horários dos cultos (foto). Uma vez dentro, o local de culto também não parece com nada que eu já havia conhecido. Trata-se de um ambiente enorme, para cerca de 2 mil pessoas, com uma iluminação fraca advinda de enormes abajures pendurados no teto sem forro, sem qualquer entrada para a luz do sol. Cinco telas enormes espalhadas pelo salão ficam transmitindo o culto, passando vídeos e divulgando as programações. O palco tem um púlpito simples ao lado de outra tela onde se projeta os textos bíblicos sendo usados. O pano de fundo são obras artísticas representando temas bíblicos, como a crucificação ou a ressurreição.

Há muita tecnologia visível. Três câmeras gravam e transmitem tudo ao vivo para outras localidades. As telas exibem informações de que os membros podem acompanhar a vida da igreja pelo Twitter ou Facebook. Até mesmo a inscrição nos grupos de comunhão pode ser feita através de mensagens de texto pelo celular! Um jogo de luzes acompanha as músicas. O efeito geral é muito bonito, embora eu pessoalmente não goste muito de efeitos produzidos desta forma durante o culto.

Havia Bíblias disponíveis em toda parte. A versão usada é a ESV, preferida hoje pelos reformados em lugar da NVI e da King James. As cópias disponíveis eram personalizadas para uso da Mars Hill.

O ambiente no geral era totalmente informal. As pessoas pareciam estar totalmente à vontade, embora houvesse um respeito evidente a julgar pelo silêncio absoluto que acompanhava cada leitura da Bíblia, oração e mesmo a pregação. Não havia gente se levantando e andando pelo salão durante o culto. Mesmo as crianças ficavam perto de seus pais. É um ambiente acolhedor, confortável, informal, ao mesmo tempo que também é reverente e respeitoso.

Quanto às pessoas que estavam no culto, eu esperava encontrar cabeludos tatuados com brincos no nariz e na orelha desmontando de enormes Harleys barulhentas. Negativo. Entre as pessoas que vi, apenas uma ou duas tatuadas e uma somente com brinco na orelha – uma proporção absolutamente normal mesmo para padrões brasileiros. A maioria era de jovens adultos vestidos de maneira absolutamente normal. Muitas crianças e adolescentes e uns poucos velhos. Eu diria, julgando pelos carros estacionados, que não são pessoas da classe alta, mas americanos de classe média baixa.
Se me recordo corretamente, a seqüência do culto foi esta: abertura com leitura de Hebreus 12 e uma breve oração, dois cânticos (já já falo sobre isto), um testemunho, avisos das atividades da igreja, mais um cântico, pregação (cerca de 45 minutos), oração, celebração da Ceia, testemunhos, recolhimento de ofertas, mais dois cânticos e pronto. Durou tudo cerca de 2 horas. Embora eu pessoalmente prefira um culto mais litúrgico, não me senti um peixe fora d’água. Não gostei da mistura de avisos com o culto, mas tirando isto, de fato o centro do culto foi Cristo e sua obra.

Alguns comentários sobre as diferentes partes do culto. Primeiro, as músicas. O louvor estava a cargo de uma banda que tocou todas as músicas no estilo rock, com a bateria pegando pesado e solos de guitarra. Apesar disto, não houve gente dançando e nem requebrando, apesar das palmas. O Davi me chamou a atenção depois para ao fato de que várias das músicas eram hinos tradicionais tocados neste estilo – eu na verdade só havia reconhecido um! Não me admira, então, que gostei de todas as letras! Eu pessoalmente prefiro outro estilo musical para a adoração e exultação, mas entendo que este estilo musical alcança bem as pessoas aqui no contexto de Seattle, da geração que Mars Hill tem como alvo. A banda era muito boa, tocou em nível profissional, ao contrário das improvisações e do amadorismo que encontramos em muitas de nossas igrejas.

Uma coisa que apreciei foi que o dirigente do louvor não ficava dando bronca na igreja entre as músicas nem tentando fazer a ponte entre uma música e outra citando passagens da Bíblia. Ele entendia perfeitamente que a missão dele era conduzir o louvor e se ateve exatamente a isto. Outra coisa positiva foi que não tentavam ficar fazendo fundo musical durante as orações ou palavras de exortação do pastor.

Segundo, a pregação. Como eu disse, não foi Mark Driscoll quem pregou, mas um pastor da equipe daquela igreja. O que me chamou a atenção, antes de qualquer coisa, foi que ele e um outro pastor que dirigiu a liturgia se vestiam exatamente como Driscoll: calça jeans, camisa por fora das calças e tênis! Até na maneira de falar e gesticular havia a sombra do Driscoll. Quero crer que Mark teve um impacto muito forte na sua equipe e que esta semelhança não é intencional ou proposital.

Bom, o sermão foi em Lucas 17, a cura dos dez leprosos. Foi uma excelente exposição bíblica. As idéias teológicas eram claramente reformadas, como a doutrina da depravação total, a soberana graça de Deus e a salvação pela fé somente, na obra completa e eficaz de Cristo. A linguagem era fácil, respeitosa, limpa, havia muitas ilustrações e o tom era bem evangelístico. Não houve apelo para as pessoas levantarem a mão aceitando Jesus e nem para virem à frente, mas houve um forte apelo para que aqueles que foram tocados pela mensagem procurassem os pastores ao final.

Durante o sermão as pessoas ficaram absolutamente silenciosas, escutando atentamente a pregação. Era evidente que o sermão era o centro do culto e foi a parte que mais demorou. As músicas escolhidas giravam em torno do tema da mensagem, que foi a graça de Deus em tocar pecadores perdidos, como Jesus tocou aqueles leprosos.

Terceiro, os testemunhos. Ao final da mensagem, depois da Ceia, um dos pastores desceu e foi conversar com algumas pessoas, e escolheu três para darem testemunho de como Cristo havia tocado suas vidas, à semelhança dos leprosos. Foram testemunhos sóbrios, curtos e bem focados. Um em especial emocionou a todos, de um pai cuja filha havia morrido na semana anterior. A confiança deste pai em Jesus Cristo e na ressurreição causou uma profunda impressão em muitos.

Quarto, a celebração da Ceia. Este foi talvez o ponto que achei mais fraco. Devido à grande quantidade de pessoas, há vários pontos no salão onde ficam disponíveis uma taça de vinho e outro de suco de uva, ao lado de uma cesta de pão sem fermento. As pessoas que querem participar chegam, molham um pedaço de pão no vinho ou no suco de uva, e retornam para seus lugares. Uns comem na hora, outros esperam mais para o final, ficou meio desorganizado e se perdeu o senso de comunhão. Também faltou uma explicação mais clara sobre o que era a Ceia e o que os elementos representam. Todavia, é preciso ressalvar que eles não encorajam a que todos participem. Foi dito claramente que se alguém tem consciência de pecados cometidos e não resolvidos, que não deveria participar.
A brochura distribuída no balcão de visitantes, à entrada do salão de cultos, informa que eles têm celebração da Ceia em todo culto – algo a que João Calvino teria dado um retumbante “amém”!

A impressão geral é que o culto é voltado para pessoas quebradas, estragadas pelo pecado, necessitando de arrependimento, perdão e encorajamento. É tudo muito focado na graça. É o tipo de igreja em que pessoas arrebentadas por seus próprios erros e pelos erros de outros se sentirão acolhidas, perdoadas e respeitadas. Estou falando de usuários de drogas, prostitutas, gente que foi abusada sexualmente, mulheres espancadas – enfim, o catálogo é enorme. Em Mars Hill esse pessoal é recebido e a ministração é voltada especialmente para eles. A mensagem do Evangelho e o chamado ao arrependimento e reconciliação com Deus são proclamados muito claramente.

Ao final, penso que o modelo de Mars Hill provavelmente não funcionaria no Brasil, a não ser em alguns ambientes específicos. Mas, penso que o princípio por detrás de Mars Hill merece nossa consideração. Ou seja, que nós, reformados no Brasil, precisamos encontrar uma maneira de ser reformados que seja mais eficaz e relevante para nossa própria cultura, sem comprometer princípios bíblicos. Precisamos refletir seriamente sobre o quanto na tradição reformada é inegociável por ser bíblico, e o quanto pode ser alterado e mudado por representar apenas a maneira reformada de ser de nosso pais e avós séculos passados.

83 comentários:

Danilo Fernandes disse...

Rev. Augustus,

A sua conclusão é absolutamente perfeita: Um retumbante AMÉM!

Natanael Tussini disse...

Rev. Augustus

Faço eco ao comentário do Danilo, e me deu um baita vontade de assistir um culto por lá.

Dell Cordeiro disse...

Texto excelente, me levou lá para um panorama no culto da Mars Hill, e sua conclusão acerca da necessidade de contextualização para o Brasil é indiscutível. Parabéns!

Filipe Niel disse...

Obrigado Reverendo. Se der eu queria saber mais sobre os motivos que te levam a pensar que o modelo provavelmente não funcionaria no Brasil, quais elementos do modelo da Mars Hill te levam a essa conclusão?

Gostei bastante do texto, muito obrigado por ter compartilhado conosco.

|Samir Mesquita de Moraes| disse...

Pr. Augustus;
que bom ler todas essas informações. acompanho as mensagens do Mark mas o nível de informações foi excelente.
Admiro o trabalho desses irmãos e peço a Deus que nos faça mais relevantes no nosso contexto sem deixar seus princípios de lado.

Abraço!!!

Jorge Noda disse...

Caro Augustus,

concordo plenamente com suas conclusões. Temo que em nome da preservação da identidade reformada, estamos evitando nos comunicar de forma mais compreensível com as pessoas ao nosso redor. Afinal, Jesus falava a linguagem do dia a dia, sem cerimonialismos e linguagem rebuscada. Talvez um dos nossos maiores desafios seja abrir mão do nosso evangeliquês e restaurar novamente a beleza do evangelho que fala diretamente aos pobres e ricos, cultos e incultos.
Obrigado pelo post!

Filtro disse...

Senti-me dentro da MH, Rev. Muito obrigado pelo relato... tenho assistido a toda essa série de Lucas pela internet e, principalmente, as pregações do Driscoll são muito edificantes para mim. Graças a Deus... Quem sabe um dia farei uma visita como a sua! Grande abraço e que Deus abençoe.

Glauber Destro disse...

Olá,
Não conhecia seu blog, mas espero agora consumi-lo a cada nova postagem. Confesso que devorei cada palavra do que escreveu, principalmente porque amo conhecer cada detalhe de grandes igrejas, e isto você fez muito bem. Obrigado!
Acompanhando o desenrolar de sua “reportagem” do que viu, já que haviam fotos, fiquei com um gostinho de ver em foto a cara do pastor, sua roupa, o púlpito, ahh.. e também do grupo de louvor. (mas só digo isso pq sou jornalista, mesmo!)

Um forte abraço e que Deus continue o abençoando e proporcionando essas experiências!

Estou seguindo-o. Este é meu Blog, caso queira me conhecer mais:

http://glauberdestro.blogspot.com/

Paz!

Davy Jones disse...

É isso ai! Reformado de todo coração mas sem desprezar o contexto em que vivemos!!!

Excelente post, Rev.

Ricardo Moura Lopes Coelho disse...

Meu permanente professor,

achei muito elucidativa sua exposição, diante de tantos comentários sobre Driscoll. Percebo que sua intenção é a de tirar o formalismo, que não necessariamente está ligado a reverência. Nesse sentido, é um esforço muito grande também meu, que sempre tento filtrar tradição de fundamentos bíblicos. O primeiro é negociável, mutável e, por vezes, rejeitável, o segundo não! Entendo que isso seja importante, para que não nos acostumemos a associar nossos gostos pessoais a Deus.

Interessantemente, você colocou o escorregão desta falta de formalismo no momento da ceia. Ironicamente, ele que tanto quer unir, acabou espalhando...rsrs.

Pessoalmente, procuro entender que tudo que é puro formalismo é a muleta dos preguiçosos que não querem enfrentar os tradicionalismos e tem medo de mudanças e de suas repercussões. Procuro fazer o que a Bíblia nos manda fazer e não tornar profano o que a Bíblia não torna profano. Tudo isso, baseado numa liturgia focada no sermão e em Deus. Por isso, também acho estranho a presença de um momento de avisos durante o culto, bem como a saudação a visitantes, como é costume de algumas igrejas. Prefiro tudo isso fora do memento de culto.

Arriscando ser reprovado, recomendo a leitura de um texto meu, no qual exponho meu pensamento sobre essas questões: http://alegriaindizivel.blogspot.com/2010/04/alegrei-me-quando-me-disseram-vamos.html

Meu princípio é o de não sacralizar ou consagrar o que Deus não pediu para si, assim como o de não usar o que Deus não ordenou.

Bom, já estou falando muito sobre mim, o comentário é sobre seu bom texto. Que ele nos ajude a pensarmos melhor que podemos ser bons reformados brasileiros.

Abraço.

William Pessôa disse...

Reverendo, brilahnte a sua colocação e observação, muito esclarecedora.

Abraço.

William Pessôa

Anselmo Melo disse...

A paz rev.Augustus.Essa é minha primeira vez por aqui. Interessante o post, conheço o Pr Mark Driscoll apenas por vídeos e imaginava sua comunidade um pouco diferente da descrita aqui.Fiquei feliz em saber de como as coisas de fato acontecem por lá.

Renan de Oliveira disse...

Rev...
É verdade que o Driscoll é defensor do silêncio das mulheres na igreja? Ele é um neo-puritano-novo-calvinista? kkkkkkkkkkk

Abraço
Renan

Sandro disse...

"Precisamos refletir seriamente sobre o quanto na tradição reformada é inegociável por ser bíblico, e o quanto pode ser alterado e mudado por representar apenas a maneira reformada de ser de nosso pais e avós séculos passados."

AMÉM!

Sacha disse...

Oi Rev. Augustus,

Assim como o Danilo, também gostei de sua conclusão. Mas como podemos dar passos para sermos relevantes em nossa cultura? Em outras palavras, qual é a cara do brasileiro que precisa ser levada para o culto sem descaracterizar nossa cara de cristão (e reformado)?

Você poderia postar alguma coisa nesse sentido?

Obrigado por postar esse artigo...

a verdade do evangelho disse...

Gosto de uma liturgia simples como esta, sem o estardalhaço dos cultos pentecostais.
Pois os cultos "pentecostais" não tem ordem, duram mais de duas horas e só tem barulho. E olha que congrego numa denominação pentecostal.

Pb. edinei, Th.B

Marcelo Smeets disse...

Prezado Dr. Augustus,

O ministério de Driscoll etm chamado minha atenção há algum tempo e estranhei quando houve algum burburinho envolvendo o nome dele. No entanto a mensagem bíblica que ele tem buscado transmitir às pessoas de seu tempo e seu contexto é algo a ser considerado com muito carinho por nós, cá na terra brasilis.

Tenho trabalhado com os jovens na igreja e tenho tomado como desafio constante comunicar o evangelho de modo relevante e de modo compreensível a eles, mas sem jamais moldar a mensagem a modismos.

Precisamos aproveitar os princípios que norteiam o ministério de Driscoll para aplicar a nossa igreja, dentro de nosso contexto.

Muito obrigado por ter ido à Mars Hill Church e nos fazer esse relato.

Max Gama disse...

Fico muito feliz com a notícia. Confesso que estive preocupado com isso, pelo fato de tanta polêmica e dúvidas levantadas acerca do ministério de Driscoll e "sua" igreja. Como na oportunidade em que, acompanhado do Rev. Francis, em viagem pelo Canadá, trouxe-nos um parecer sobre a tal unção de bicho, temos agora, novamente, sua maravilhosa contribuição aos que como eu, dificilmente irão a Seatle. Que o Senhor continue lhe honrando e nos presenteando com seus escritos.

Robson Tavares Fernandes disse...

Graça e Paz Prof. Augustus,
Gostei muito do artigo, expecialmente da exortação final: "Precisamos refletir seriamente sobre o quanto na tradição reformada é inegociável por ser bíblico, e o quanto pode ser alterado e mudado por representar apenas a maneira reformada de ser de nosso pais e avós séculos passados".
Deus continue lhe abençoando.

Marcello Comuna disse...

Acompanho o trabalho da Mars Hill pela net.

Confesso que comecei a ler o post receoso de ler alguma heresia encontrada lá. Fiquei feliz pelo o que li.

Deus seja louvado e exaltado nessa obra.

A Mars Hill é uma prova que podemos ser culturalmente relevantes sem abri mão dos valores bíblicos.

Paz Reverendo.

Visão 2025 disse...

Tirando os jargões em torno da palavra "reformada", em nome da "tradição reformada" o texto é bem crítico do ponto de vista reformado. Eu ficaria com o simples evangelho de Cristo, semm inserções de tradições sejam elas reformadas ou mais antigas.

Quanto maior a simplicidade do culto, maior a compreensão da obra de Cristo, que redentora veio quebrar os rituais de que se deveriam adoram assim, ou assado, aqui ou ali...

Creio que a cada dia, igrejas contextualizadas, livres de tradições e mesmo de modismos, estão se levantando em terras tupiniquins!

Thyara Merlo disse...

Por favor, quando forem à uma igreja, não assistam ao culto. Cultuem!
Abraços!

prjosivaldo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Sandro disse...

"A banda era muito boa, tocou em nível profissional, ao contrário das improvisações e do amadorismo que encontramos em muitas de nossas igrejas."

Caro Pastor,

Concordo com suas colocações!
Vale apenas ressaltar, que alguns dos motivos para o "amadorismo" e "improvisações" não devem ser diretamente colocados na conta dos "músicos" em sí!
Os músicos Presbiterianos em geral são pessoas que em algum momento foram tocadas a usar os seus dons, mesmo com a falta de investimento por parte da igreja devido a dificuldades financeiras de muitas igrejas ou pela dificuldade histórica de se aceitar dentro das igrejas instrumentos como violão, guitarra, bateria e outros...
(prática que graças a Deus esta se revertendo)
Fora a questão do contexto eclesiastico que vivemos! Uma grande parcela devido a escasses da Seara, além do ministério musical, exercem outras funções na igreja, fora seus compromissos seculares!
E música, todos sabemos, requer tempo de estudo!
Não é conformismo,mas estes irmãos que muitas das vezes tocam numa "nota só" devem receber o nosso apreço!

Forte abç., em Cristo!

Esdras Costa Bentho disse...

Kharis kai eirene

Obrigado Rev. Nicodemos por compartilhar de seu "olhar viajante" aos seus leitores brasileiros. Que sejamos capazes de contextualizar a mensagem da cruz sem perder os referenciais bíblicos, ortodoxos e reformados.

Felicidades!

Esdras Bentho

Mizael Andrade Reis disse...

Rev Augustus,

Acho que já li que Mark, quanto aos dons, é declaradamente continuísta. Pode confirmar isso?

Graça e Paz
Mizael Reis

Seminarista Guilherme Cancella disse...

Rev. Gostei muito, obrigado por senhor dar essa visão geral de como funciona o culto aí, eu também so fá no Drisco e sempre quis saber como que era o culto, mas como não tenho direiro para ir aí não dá. Deus te abençoe, abraços

Juan de Paula disse...

Querido Augustus,

que post empolgante! Obrigado!

Entendo que o ministério de Driscoll é relevante não pelo jeito descolado ou pela expansão numérica da igreja tão somente, mas pela ênfase do Evangelho em transformar pessoas machucadas pelo pecado. É isso que me encanta no ministério dele e que procuro aplicar no meu.

Entendo também que no Brasil podemos explorar mais alguns ritmos usados pelo jovens por ex. usamos o "holy hip-hop" (com o apoio da 3a idade da igreja) para alcançar os jovens. Letra bíblica com batida do rap. Isso é necessário em meu contexto. Essa abertura tem seu valor e uso.

Me preocupo com a "driscollatria" pela tendência do nosso coração de fabricar ídolos (como bem dizia Calvino) e pelo messianismo idólatra que temos aqui na América Latina. Esse cuidado, nós reformados no Brasil precisamos ter.

O nosso contexto no Brasil é mais religioso porém existem alguns polos já secularizados. Mesmo assim é necessário o equilíbrio que os irmãos da Atos 29 mantém de manter o Evangelho da graça soberana numa mão fechada e o formato como apresenta-la de mão aberta.

Abração,
Juan

roneyleao disse...

Rev. Augustus Nicodemus, a julgar que o post tem data de hoje, e pelo tanto de comentários aqui, Driscoll seguramente exerce influência por aqui também, não é verdade?
Também fiquei curioso com a dúvida de alguém antes de mim, se Driscoll é ou não continuista ou cessacionista.
Muito obrigado pastor Augustus.
Roney Leão

Naziaseno disse...

Augutus,

Muito bom post. O senhor foi nossos olhos e ouvidos, e, por isso, agradecemos. Agora, em relação a dízimos e ofertas - houve?

Waner disse...

Rev,


estou conhecendo este estilo a alguns dias, estamos plantando uma IPB e o estilo é comentado.Queremos sim ser uma igreja relevante, e acredito que como o sr. disse é preciso abrir as portas da igreja, e não só do templo, as pessoas que delas são carentes.

Waner
Rio Verde GO

Raniere Menezes disse...

"nós, reformados no Brasil, precisamos encontrar uma maneira de ser reformados que seja mais eficaz e relevante para nossa própria cultura, sem comprometer princípios bíblicos." -- DEUS PROVERÁ, as mudanças já estão em curso. Obrigado, pastor, por compartilhar de outras culturas.

Ronaldo Barboza de Vasconcelos disse...

A sua avaliação serve para diferenciar muito claramente o que algumas igrejas têm tentado fazer aqui, dizendo que fazem um culto contemporâneo. É impressionante como o Driscoll conseguiu juntar um culto reformado (aos moldes puritanos mesmo)e uma igreja contemporânea. Isso mostra a coerência dele em levar adiante o que ele chama de reformissão. Gostei particularmente da avaliação das músicas, não só porque o Rock é o estilo de lá, mas também porque há uma consciência de que aquele é momento de cânticos e não do músico tentar fazer pregação. E muito legal ver a reverência tão difícil de encontrar nos nossos cultos onde os músicos ficam se comunicando durante todos os cânticos, rindo, brincando, brigando... enfim acontece de tudo.

Abraços,

Ronaldo

Ciro Sanches Zibordi disse...

Caro Augustus,

Ótima descrição. Fiquei com vontade de visitar tal igreja. E, se Deus quiser, farei isso ainda neste ano.

Não se esqueça do "Não, obrigado" (risos). Tenho certeza de que fará sucesso.

Um grande abraço.

Ciro Sanches Zibordi

prjosivaldo disse...

Há muitos anos ouvi do saudoso Rev. Boanerges Ribeiro o seguinte comentário: "A pior coisa que existe é um culto chato". Os nossos cultos estão ficando chatos. São muitos "isto pode"; "aquilo não pode", sem nenhum respaldo bíblico para uma coisa ou outra. As celebrações da Ceia em nossas igrejas estão parecendo funerais, faltam congraçamento e confraternização em nossos cultos. Sempre aprendemos que igreja somos nós, que o templo do Espírto somos nós, contudo, as palmas são aceitas no salão social, mas no "templo" não pode. A opinião pessoal e o que eu gosto ou deixo de gostar muitas vezes tem servido de parâmetro do culto.
É preciso rever nossos conceitos.

R. disse...

Reverendo, muito pertinente a análise!

Gostaria de questioná-lo, assim como fez o Mizael, a respeito da crença que Driscoll tem na continuidade dos chamados "dons apostólicos". Procede?
O senhor percebeu alguma influência dessa crença no culto em Mars Hill?

Sou cessacionista -membro da IPB- mas tenho essa dúvida: A IPB é "oficialmente" cessacionista? Ou isso fica a cargo da interpretação de cada membro? Há consenso a respeito?

Obrigado!

Lankaster Almeida Oliveira disse...

Desde que vi a primeira vez o Pr. Mark Discroll na internet, gostei muito dele. Um verdadeiro homem de Deus, visionario e apaixonado pelo evangelho e por Jesus. Com esse seu texto muito esclarecedor pra min, fico mais seguro de ouuvir e aprender com tal pastor, e tb adorei conhecer um pouco de seu ministerio. Paz de Cristo Pr. Augusto . Deus te abençoe!

Lankaster Almeida Oliveira disse...

Muito esclarecedor! Mark Discroll é sim um pastor serio, assim como seu ministerio! Deus o abençoe pastor!

IEP @followers disse...

VIXI, REV.! (NO BOM SENTIDO)

Naziaseno disse...

Não, não!!! Não precisamos de um culto contemporãneo, necessitamos de um reformado. Isso por uma razão muito simples: o único que deve ser o centro e o propósito do culto é o próprio Deus. A adoração centrada em Deus é bíblica, não contemporânea. lembro-me das palavra de um "pai peregrino" quando, referindo-se ao culto, disse: "O culto mais difícil de prestar e o menos frequentado é aquele cuja única atração é Cristo". Nós precisamos entender o escopo de um culto público: adoração. O problema se dá quando o foco é transferido para os homens na tentativa de propor-lhes o Evangelho. É aí o âmago da questão.

Anderson Moraes disse...

Rev. Augustus
Gostei muito da sua discreta descrição ...
Poderia a Santa Ceia ser mais rica, mas nem tudo pôde ser perfeito ...
Postei em meu blog a sua visita na Mars Hill Church ...
Grande abraço
Que DEUS continue os abençoando

so disse...

Excelente!

Carlos Alberto disse...

Caro Rev. Augustus,

Grato pela reflexão proporcionada.

De fato, os princípios bíblicos devem nortear a nossa aproximação e contato com a cultura -e não o contrário. Entretanto, infelizmente, não poucos pastores e presbíteros sequer conhecem ou buscam conhecer a sua herança reformada. Alguns que conhecem tem medo de ensinar tais princípios por receio de serem rejeitados – optam pelo silêncio. Já outra parcela é bastante traquejada com os princípios gerenciais e mercadológicos em voga, seus olhos brilham quando comentam sobre tais ferramentas, mas não parece evidente que ainda acreditam que o Senhor mesmo é quem, dia a dia, vai acrescentando a Sua igreja os que vão sendo salvos.

Que Deus levante homens piedosos que amam e conhecem a Palavra e seu Senhor e que por isso mesmo não medirão esforços para levar essa mesma Palavra aos perdidos, sem perdê-La no caminho. Precisamos sim, nos comunicar com a cultura, só que tendo a certeza de que aquilo que pregamos e ensinamos, como bons despenseiros, arautos e testemunhas é TODO o conselho de Deus e não um retalho mal costurado da Palavra.

Se me permite, algumas pregações excelentes sobre a relação entre evangelho e cultura podem ser ouvidas no T4G.org (Together for Gospel), especialmente as de Mohler (Preaching with the Culture in View), Dever (Improving the Gospel: Exercises in Unbiblical Theology) e Anyabwile (Fine-Sounding Arguments – How Wrongly ‘Engaging the Culture’ Adjusts the Gospel)

Grande abraço!
Carlos Ximenes

Felipe disse...

Rev. Augustus,

Excelente post! Obrigado por compartilhar as suas impressões!

Um abraço,
Felipe Sabino

metanoia e reforma disse...

Rev.augustus gostei muito da sua postagem,devemos preservar a fé reformada no que é essencial,sem contudo nos prendermos a o que é superficial

Sandro disse...

"Eu poderia ter ido a várias outras igrejas, inclusive presbiterianas, mas quis conhecer em primeira mão a igreja do Driscoll".

Muito bem, a que denominação pertence a Mars Hill Church?

Desde já agradeço a informação.

T. Zambelli disse...

Caro,
acho que olhar Mars Hill através de suas letras é bom. Obrigado.

Queria somente, se possível, que você falasse um pouco mais sobre a razão de uma igreja como de Mark não dar certo (ou é pouco provável que não daria certo) no Brasil.

Renata disse...

Acho que a ideia de muito boa gente "reformada" é que meteu na cabeça que ter em sua posse não só o conhecimento correcto das Escrituras e em geral bom expositores, chega - é suficiente. Os problemáticos e doentes e principalmente os pobres são excluídos gentilmente. Ora Calvino diz: "Na igreja de Cristo não há ninguém tão pobre que não possa compartilhar conosco algo de valor".

Paulo Sollo disse...

Adoraria congregar numa igreja como esta.

Felipe(soldado de cristo) disse...

Belo texto rev.augustus. tenho a mesma opnião do senhor, acho que essa igreja realmente prega o evangelho, mas prefiro uma liturgia mais calma, um culto litúrgico.

Bernardo W. D. disse...

Caro Rev. Augustus,

Gosto muito do Pr. Mark, e inclusive estou lendo um livro dele, o "Reformissão - como levar a mensagem sem comprometer o conteúdo". O livro é muito interessante. E também gosto muito das pregações da Mars Hill Church, disponibilizadas toda semana no site deles. Gostaria de saber qual é a opinião do senhor sobre a posição do Driscoll quanto à expiação, ele chama a visão dele de Expiação Limitada Ilimitada (em inglês, "Unlimited Limited Atonement"). Nesse link (http://www.marshillchurch.org/media/christ-on-the-cross/unlimited-limited-atonement) está disponível um áudio e também sua transcrição, sobre o assunto.
E o senhor por acaso sabe qual é a visão dele sobre o papel do homem e da mulher na igreja? Ele é complementarista? Obrigado!

No amor de Cristo,
Bernardo W. D.

Pr Rovanildo & Joelma disse...

Rev Augustus

A impressão que tive, lendo seu belo texto, é que a Mars Hill Church tem nos EUA algo que falta aos reformados no Brasil, linguagem acessível ao povo que vai ao culto. Com a doutrina que temos, se conseguirmos falar com o povo claramente, pense que contribuiremos significativamente para o evangelismo e para a sociedade brasileira.

Pr Rovanildo

Clóvis Gonçalves disse...

Rev. Augustus,

Obrigado por dar-se ao trabalho de compartilhar conosco suas observações na igreja do Mark. A estranhar, a forma "descentralizada" da ceia.

Em Cristo,

Clóvis

Solano Portela disse...

Caro Augustus:

Excelente post. Coincide, em grande parte, com minhas impressões em duas ocasiões que tive oportunidade de visitar aquela igreja.

Ainda que eu visualizasse vários casais e pessoas acima dos trinta anos, achei que a predominância dos congregados era de jovens típicos de Seattle, parecendo alienados saindo do clip “Thriller” do Michael Jackson. A música atroz, também típica da região, é capaz de provocar a surdez instantânea
em qualquer mortal, não experimentado no meio Grunge de Seattle, ainda que "tocada" (essa é realmente uma força de expressão) com reverência.

Para minha surpresa, houve silêncio e austeridade total enquanto ele falou uma hora e dez minutos sobre o INFERNO, sem atenuar a mensagem da Palavra de Deus.

Na mesa de livros, todos de títulos bons, reformados, de aconselhamento e vários na linha do John MacArthur.

Já ouvi outros sermões dele, igualmente bíblicos. Há notícias e registros de que tenha sido meio
desbocado e que tenha ofendido a alguns irmãos, nos Estados Unidos e por nossas bandas, mas parece que ele foi repreendido por pastores "seniors" e andou corrigindo várias posturas.

Driscoll é alguém a ser monitorado. É possível que a sua igreja mude, na medida em que famílias e casais vão crescendo nela e as necessidades de uma igreja completa fique mais evidente. Por enquanto é uma "ponta de lança" de pregação do Evangelho e de doutrinas pertinentes da Palavra de Deus a uma comunidade que, de outra forma, poderia não estar sendo atingida. Concordo totalmente que a "fórmula" não é trasladável, mas não descarto que esteja sendo utilizado poderosamente na expansão do Reino, trazendo mais bem a muitos do que mal-estar aos de estômago normalmente ácido e insensíveis ao mover do Espírito para além das barreiras denominacionais, ou peculiarmente locais.

É também possível que a igreja piore e descambe de vez. O tempo dirá.

Abs

Solano Portela

Revrenan disse...

Caro Solano, excelentes palavras!

Abs
Renan

Carlos Alberto disse...

Caro Rev Augustus,

Aproveitando o comentário do Presb. Solano sobre a mesa dos livros na Mars Hill Church, peço licença para indicar duas pregações do Rev John MacArthur, que acabo de ouvir, ministradas no Ligonier Ministries (ligonier.org) em 2003, ambas com o mesmo título: The Myth of Influence (Part 1 and 2)- This lecture will warn the church that we build the kingdom not by looking like the world, but that we are called to be set apart and distinct from the world around us.

Considerando os 40 anos de ministério do Rev MacArthur, certamente o tempo tem muito a nos ensinar a respeito dessa longa caminhada dele com o Senhor.

Grande Abraço,
Carlos Ximenes

Diego Nogueira disse...

Rev.
Tenho uma crítica a fazer.

Sinceramente, não entendo essa dificuldade em se contextualizar que a Igreja brasileira tem. Olhe o seu comentário sobre a Mars Hill. Será que essa não deveria ser a tônica de qualquer igreja que leva o rótulo de cristã? Aceitação, Ministração, Cura espiritual, emocional e etc. Mas o pensamento retrógrado dos ministros (leia-se fariseus) de nossas Igrejas fazem com que o evangelho da graça continue restrito aos "eleitos".
Compartilho de 99% do pensamento reformado. Esse 1% que não concordo é justamente a esse culto à tradição. Ainda somos católicos travestidos.

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Bernardo W. D.,

(lendo seu nome só me lembro do WD 40 que uso para não dar ferrugem na minha moto, hehehe... desculpe a piadinha infame)

Sobre a posição do Driscoll sobre a expiação, com certeza ele não é arminiano e nem universalista. À semelhança de muitos outros teólogos reformados, busca entender as passagens que afirmam a morte de Cristo exclusivamente pelos eleitos e aquelas outras que falam que ele é a propiciação pelos pecados do mundo todo.

Não é uma equação fácil de resolver e devemos admitir que há diferentes interpretações dentro das fileiras reformadas. Driscoll está bem dentro destas fileiras e buscando entendimento sobre o assunto.

A posição dele sobre homem e mulher é complementarista. Não há mulheres ordenadas em sua igreja.

Abs.

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Diego,

"Sinceramente, não entendo essa dificuldade em se contextualizar que a Igreja brasileira tem. Olhe o seu comentário sobre a Mars Hill. Será que essa não deveria ser a tônica de qualquer igreja que leva o rótulo de cristã? Aceitação, Ministração, Cura espiritual, emocional e etc."

Claro, as igrejas deveriam manter a fidelidade ao Evangelho e comunicá-lo de maneira a se fazerem entender em sua geração. Só que nem sempre isto é tão fácil, especialmente para as igrejas históricas brasileiras, como as reformadas, que têm 500 anos de vida, reflexão, teologia, costumes, maneira de ser, etc., boa parte deles originados em outras culturas.

Não se deve rejeitar as tradições só porque são tradições. Muitas delas são boas, úteis e podem ser usadas sem prejuízo algum. A dificuldade é fazer este discernimento e abandonar aquelas tradições que não fazem sentido em nossa realidade.


"Mas o pensamento retrógrado dos ministros (leia-se fariseus) de nossas Igrejas fazem com que o evangelho da graça continue restrito aos "eleitos".
Compartilho de 99% do pensamento reformado. Esse 1% que não concordo é justamente a esse culto à tradição. Ainda somos católicos travestidos".

Achei que você pegou pesado demais aqui, chamando os ministros das igrejas em geral de retrógrados e fariseus.

Um abraço!

Egenildo disse...

Gostaria de saber se muitos dos criticos de de Griscoll já fez a metade do que ele fez e ja tem feito. Creio que deveriamos para de se esconder atráz deste reformismo infrutifero e vivermos os verdadeiros frutos da reforma.

sandro disse...

gostaria de saber se este ano a mackenze vai realizar o simposio sobre darwinismo

sandro barcelos

c disse...

Gostei de quase todos os comentários. Menos de que a Mars Hill não funcionaria no Brasil. A verdade é que ela já funciona.
Eu acho a melhor igreja que já encontrei.
Eu sempre acompanho semanalmente os sermões de lá e sou mais Mars Hill que da minha própria church aqui no Brasil. É a igreja com os sermões mais acadêmicos que já vi na vida. Mas gostei dos detalhes que foram escritos. Um dia desses irei lá em Seattle.
Shalom.

Sala do Areópago disse...

O que achei pertinente foi que a análise e crítica feita a Igreja de Driscoll foram in locus. O que acho idiotamente engraçado, são críticas sem conhecimento de causa, o que é uma caricaturação, ou seja, falar a partir não da fonte primária e, sim do que outros falam, não que as fontes secundárias não tenham sua importãncia e autenticidade. Não Obstante, falar do que eu vi, escutei e vivenciei, traz indubitavelmente mais autoridade. Conhecendo e acreditando é claro na seriedade de quem análise. Foi boa.

JOELSON GOMES disse...

1- Sobre Driscoll ser a favor da contemporaneidade dos (como eu) existe algo publicado aqui:

http://gracaplena.blogspot.com/2010/06/mark-driscoll-referencia-irmaos-quanto.html

2- No site Bom Caminho procure na seção artigos pelo nome Mark Driscoll, ali há uma seleção de mais artigos do autor sobre dons espirituais (http://www.bomcaminho.com/artigos_autor.htm )

Anthony Aquino disse...

Augustus, Solano,

concordo com a análise que fizeram sobre a Mars Hill.

Tenho assistido muitos vídeos do Mark Driscoll, me edificam bastante.
A maneira como fazem o cristianismo lidar com a cultura contemporânea é genial.

Inclusive, hoje fui na MW distribuidora evangélica aqui em Brasília e comprei dois livros do Mark Driscoll: Reformissão e Confissões de um pastor da Reformissão.

À medida que eu for lendo, vou postando minhas impressões no meu blog.

Abração,
Anthony.

Fernando e Yvia = Pitucos disse...

Reverendo,

Gostei muito da sua crítica. Acompanho o Pastor Mark e gosto muito do que ele faz. Discordo apenas com sua opinião sobre o método não se aplicar ao Brasil. Acredito que o Brasil PRECISA de igrejas que são relevantes na cultura sem perder o alicerce de uma doutrina bíblica. Falo isso pensando em mim e em todos os meus amigos que amam a Jesus mas não gostam e nem sentem vontade de covidar seu amigos não crentes para sua igreja, justamente pelo formato, liturgia e mentalidade das pessoas que em geral tem dificuldade de lidar e aceitar a mudanças trazidas pelas novas gerações.

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Fernando,

Você leu mas acho que não entendeu. O que eu disse - e mantenho - é que o modelo de igreja em Seattle provavelmente não daria certo no Brasil. Todavia, endosso a idéia, o princípio que está por detrás, que é de manter o compromisso bíblico e procurar relevância no atual contexto.

Wilson Porte Jr. disse...

Queridos Augustus e Solano (que comentou aí acima),

vocês não imaginam a alegria em meu coração por ver dois homens sérios, de Deus, comprometidos com a fé reformada, honestos com as Escrituras, trazendo uma reflexão como trouxeram de um culto e tradição tão diferente da "forma" de vocês, mas ainda assim, podendo ver além da "forma".

Agradeço a Deus pela vida dos irmãos. Agradeço por não serem mais do mesmo (adoradores do tradicionalismo, da forma, da casca, da aparência, em detrimento do conteúdo). Obrigado por verem além da casca, e conseguirem nos passar uma impressão tão sóbria e edificante de suas experiências. Obrigado

Wilson

EA disse...

Olá,

Vocês viram que foi falado sobre este post no Mars Hill Blog?

Segue o link

http://blog.marshillchurch.org/2011/04/11/a-brazilian-pastor-visits-mars-hill/

Abraços,
Estêvão Avillez

Camillo disse...

Moro em Seattle a 5 anos e frequento Mars Hill Ballard a 2. E com certeza as musicas tocadas no culto sao maravilhosas.(especialmente das bandas ashborn e the sing team)
os arranjos sao muito criativos e com certeza cosegue tocar as pessoas ouvindo.

Tiago Souza disse...

Fernando, só completando o que o rev. Augustus disse, existe um problema quando se tenta copiar um modelo usado em outra localidade, por que o nosso contexto é outro. Inclusive, o nosso grande problema mora no fato de que o evangelismo feito no Brasil ter trazido um modelo pronto do estrangeiro, ao invés de contextualizar com a nossa cultura.

Eu acredito que deve-se olhar para nossa sociedade e observar o que está afastando as pessoas de nossas igrejas, e que pode ser mudado, sem interferir em nossa doutrina.

Deixando bem claro que doutrinas nunca devem ser adaptadas.

Thiago disse...

Rev, a conclusão é o que precisamos aplicar! Muitas das nossas igrejas confundem conteúdo com forma, simbologia com significado, mas a MHC entende bem o que Samuel profetizou: o homem vê a aparência; Deus, o coração. Abs!

Fabrini Viguier disse...

Caro Reverendo,

Fico feliz por sua percepção quanto à necessidade de se avaliar a dinâmica reformada em nossas igrejas, sem abrir mão da identidade reformada. Tive o privilégio de ouvir pessoalmente o Driscoll algumas vezes, sendo que numa certa feita, na própria Mars Hill, tendo o John Piper como pregador. Nessa ocasião fiquei impressionado por ver centenas de jovens pastores (esses sim, cheios de brincos e tatuagens) às lágrimas diante de uma contundente exposição do Piper sobre a doutrina da justificação pela fé.
Parabéns por seu interesse em conhecer novas possibilidades de "ser igreja reformada" e por compartilhar suas impressões.
Bênçãos,
Fabrini Viguier

Heliomar Dias disse...

Rev. Heliomar

Gostei muito do texto e das informações prestadas! A conclusão foi explendida... creio que este é o nosso maior desafio: sermos reformados em nossa ápoca!
Obrigado pastor!

Heliomar Dias disse...

Rev. Augustos

Gostei muito do texto e das informações prestadas. A conclusão bastante apropriada para os nossos dias. Penso que seria bastante proveitoso o senhor prosseguir neste tópico a respeito de como ser reformado nos dias atuais. Como algo que iniciou na era moderna (se, foi com o Iluminismo) pode reverberar nos dias pós-modernos sem macular o conteúdo?

Obrigado Reverendo!

Juliana Portella disse...

Caro Rev. Augustus,

Muito obrigada pelo claro testemunho sobre o que você viu em Mars Hill, foi muito útil para nós.

Entendi que você apóia a ideia de manter o compromisso bíblico e procurar relevância no atual contexto brasileiro, mas queria entender por que você achou que o modelo da Mars Hill não se aplicaria aqui, especificamente. O senhor poderia explicar mais um pouco?

Muito obrigada!

Rodrigo disse...

Rev., peço perdão por voltar a arte tópico, mas acabo de assistir um vídeo do Mark Driscoll afirmando ser reformado, porém um pouco diferente dos reformadores, onde um item a ser diferente é que ele acredita que o Dom de Línguas ainda é para hoje! Há algum post no blog sobre isso? Obrigado.

PS: vídeo em discussão http://www.youtube.com/watch?v=58fgkfS6E-0

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Rodrigo,

Sim, Driscoll acredita na possibilidade de línguas hoje. estou pensando se escrevo sobre este assunto, aguarde.

Luciano Paes Landim disse...

Oi Reverendo, gostei muito de sua conclusão!

S. Matschulat disse...

Olá Rev Nicodemus,
Eu tive o prazer de passar alguns dias na casa de membros da Mars Hill Church de downtown em Seattle e de conhecer um dos interns de Ballard...foi fantástico poder louvar Cristo ao lado deles na MHC, mesmo conhecendo por pouco tempo. Em geral estou de acordo com sua descrição, apesar de não achar a musica, jeito da ceia e tal coisas tão relevantes de se debater se eles fazem certo ou não, melhor que no brasil ou não... só tenho a adicionar que igrejas como a MHC tem muito a nos ensinar sobre como ser centrados no evangelho de Cristo, relevante dentro da cidade e fora dela, sem abrir mão de valores.. obviamente tendo que fazer algumas adaptações ao contexto de cada cidade brasileira. Acredito que Deus tem feitos grandes milagres naquela cidade atraves de Driscoll e demais lideres...eles tem realmente atingido uma grande diversidade de pessoas, de diversos contextos (que é a realidade de Seattle em geral).. o que não vejo com tanta frequencia nas igrejas na minha cidade. Eu creio que o modelo de MHC funcionaria no Brasil sim!!!

Em janeiro ocorreu em Illinois o evento The Elephant Room, no qual Driscoll era um dos participantes. Vale a pena dar uma olhada, principalmente pastores e lideres. (www.theelephantroom.com ...tenho alguns videos do round 1 que posso enviar para quem tiver interesse)

A paz de Cristo,
Sarah

Wilson Porte Jr. disse...

Oi Sara, eu gostaria muito de receber os vídeos do Elephant Room. Mande para wilsonportejr@gmail.com

Obrigado!
Wilson Porte Jr.

Juliana Portella disse...

Sarah,

Eu não conhecia o "elephant room", mas entrei no site que você colocou e amei. Acho que é exatamente isso que deveríamos estar fazendo. Gostaria muito de receber os vídeos se puder me enviar: portella.j@gmail.com.

Obrigada!

Eclésio Neto disse...

Pr. Augustus:
Seu comentário a respeito de Mars Hill foi excelente e nós, que não estivemos lá, poemos ter uma impressão de como o culto funciona. Discordo do Pr. em relação ao formato de igreja que não daria certo no Brasil. Hj temos uma cultura globalizada e o secularismo ganhando força como nunca. O perfil de membresia que a igreja tem é o mesmo em muitas cidades brasileiras de porte médio e grande. Claro q não podemos imitar ou "copiar" tudo o q eles tem lá, mas muita coisa se adequaria à nossa cultura, principalmente às faixas etárias de 20 a 40 anos que moram nos grandes centros urbanos. O que realmente importa é q Mars Hill é uma igreja bíblica q não renuncia os princípios da Palavra e está alcançando muitos. Glória a Deus por isso. Abraço