quinta-feira, outubro 06, 2011

Solano Portela

Steve Jobs, transcendência e imanência

Raramente postamos algo neste Blog que não seja de autoria dos três nomeados ao lado. No entanto, o posto abaixo, de autoria de David Zekveld Portela é pertinente no timing e nas observações que faz sobre a vida desse expoente de nossa história contemporânea. Boa leitura!
Solano Portela


Nas últimas horas fui surpreendido com a emoção que a morte de Steve Jobs causou em mim. Nunca o conheci pessoalmente. Em 2001 estive na conferência Macworld, em Nova Iorque, pouco antes dos ataques de 11 de setembro, e tive a oportunidade de presenciar o seu brilho enquanto Steve fazia o que mais gostava de fazer: apresentar ao mundo uma nova invenção, na qual havia investido inúmeras horas e quantidades inestimáveis de energia. Seu amor pela Apple e pelos produtos que criou, junto com a sua equipe, transparecia claramente. Não havia nada de forçado ou falso em sua apresentação, e era óbvio que ele realmente acreditava que as suas inovações tecnológicas representavam não apenas uma revolução na indústria, mas uma contribuição importante para a nossa civilização, mudando o nosso jeito de trabalhar, divertir e relacionar.

Transcendência

Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até ao fim.

~ Eclesiastes 3.11

Quem já assistiu ao excelente Pirates of Silicon Valley (Piratas do Vale do Silício) conhece um pouco da jornada de Steve. Há algumas cenas no filme que demonstram o desejo que o Steve tinha pela transcendência, a sua busca por algo além da nossa realidade. Esse desejo levou Steve, na sua juventude, a buscar respostas em lugares não convencionais. Viajou bastante com diversas drogas e passeou na Índia, flertando com o misticismo Hindu e aterrissando enfim no Budismo, religião que – aparentemente – seguiu até a sua morte. Talvez esse desejo de atravessar o espelho e descobrir o que havia do outro lado, de trazer idéias para o nosso lado que fossem mágicas e que não se comportassem às nossas noções do que era possível ou permissível, tenha sido o que o levou a descartar os limites que o cercavam no mundo da tecnologia e a pensar de forma diferente.

Foi esse o tema da campanha Think Different que a Apple lançou em 1997, logo após a volta de Steve à Apple:

Here’s to the crazy ones. The misfits. The rebels. The troublemakers. The round pegs in the square holes. The ones who see things differently. They’re not fond of rules. And they have no respect for the status quo. You can quote them, disagree with them, glorify or vilify them. About the only thing you can’t do is ignore them. Because they change things. They push the human race forward. And while some may see them as the crazy ones, we see genius. Because the people who are crazy enough to think they can change the world, are the ones who do.

Essa é uma homenagem aos loucos. Aos desajustados. Aos rebeldes. Aos criadores de caso. Às peças redondas nos buracos quadrados. Aos que vêem as coisas de forma diferente. Eles não gostam de regras. E eles não têm nenhum respeito pelo status quo. Você pode citá-los, discordar deles, glorificá-los ou difamá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Eles impulsionam a raça humana. Enquanto alguns os vêem como loucos, nós reconhecemos o seu brilho. Porque as pessoas que são loucas ao ponto de pensar que podem mudar o mundo, são as que de fato, o mudam.
Não há dúvida que Steve tenha conseguido isso. Sua liderança na Apple, na NeXT e na Pixar alavancaram inovações em múltiplas indústrias. Foi pioneiro no cinema digital, produzindo obras primas como Toy Story e A Bug's Life (Vida de Inseto) quando o resto da indústria pensava ser impossível atingir esse nível de sofisticação, e conseguiu fazê-lo com roteiros interessantes e atores cativantes. Transformou o computador de uma caixa cinza chata e barulhenta em uma obra de arte, desde o primeiro iMac até o atual MacBook Air, façanha que seus concorrentes até hoje tentam copiar. Mudou o nosso modo de interagir com a tecnologia, distilando idéias "apropriadas" da Xerox para criar a interface gráfica de janelas e menus, popularizando o mouse como instrumento de controle, revolucionando novamente a interfáce gráfica com o Mac OS X (que continua a influenciar profundamente o Windows) e por uma terceira vez, com o iOS. Sacudiu a indústria musical com o iPod e o iTunes, transformando a Apple na maior vendedora de música do mundo e possibilitando que carregássemos as nossas audiotecas completas no bolso. Revolucionou o conceito de smart phone com o iPhone, de maneira tal que os smart phones que o antecederam ficaram com aparência de asno. E no fim, conseguiu fazer o que o resto da indústria de informática tentava há mais de uma década: introduzir o tablet na sociedade de uma forma tão profunda que já faz parte integral das vidas de muitos.

Imanência


Se o desiderium aeternitatis (o anseio pela eternidade) estava claramente presente na vida de Steve, sua jornada aparentemente nunca o levou a reconhecer Aquele que é transcendente, ou a conhecer a Sua imanência. Isso dá uma dimensão ainda mais grave à sua morte, pois nem o brilho que demonstrou, nem as riquezas que gerou, nem a beleza dos produtos que criou, o seguirão no próximo passo de sua jornada. E isso faz parte da minha tristeza nesse momento, ao refletir sobre uma vida cheia de promessa e potencial, brilho e bonança, criatividade e convicção, sucesso e…

Esse ser humano, feito na imagem de Deus, verdadeira obra de arte divina, que expressava a criatividade e beleza do Criador naquilo que produzia, e cuja morte deixa a nossa civilização empobrecida em arte e visão, muito provavelmente morreu sem salvação.

Mais do que qualquer dor que possa sentir por ter admirado o homem há quase 25 anos, mais do que o sentimento de ter perdido alguém que mudou muitos aspectos práticos da minha vida e que possibilitou muitas etapas de minha carreira, mais do que a tragédia do potencial perdido por causa de uma doença silenciosa, porém mortal, que também afeta a minha família, é isso o que me entristece: Steve Jobs, quase certamente, morreu sem conhecer a Jesus como seu Redentor e Senhor.

É importante reconhecer o brilho do homem, e de onde veio. É louvável entristecermo-nos com a perda para a nossa civilização e sociedade. Mas é essencial compreendermos que nessa vida, não há nem Undo, nem Restart. As decisões que tomamos aqui são o que determinam o nosso destino eterno, e o único caminho para a vida eterna é através de Jesus Cristo:
E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo, assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação.

~ Hebreus 9.27

Nossas orações estão com a família de Steve, e nosso desejo é que eles possam conhecer Aquele que é Transcendente, Imanente, Amor, Bondade, Justiça e Verdade.

Solano Portela

Postado por Solano Portela.

Sobre os autores:

Dr. Augustus Nicodemus (@augustuslopes) é atualmentepastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia, vice-presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana doBrasil e presidente da Junta de Educação Teológica da IPB.

O Prof. Solano Portela prega e ensina na Igreja Presbiteriana de Santo Amaro, onde tem uma classe dominical, que aborda as doutrinas contidas na Confissão de Fé de Westminster.

O Dr. Mauro Meister (@mfmeister) iniciou a plantação daIgreja Presbiteriana da Barra Funda.

29 comentários

comentários
Galante
AUTOR
7/10/11 00:40 delete

Solano, acho que há esperança para Steve:

http://www.buzzardblog.com/2011/10/06/steve-silicon-valley-and-jesus/

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Deco
AUTOR
7/10/11 07:50 delete

Caro Augustus,

Apesar de você ter dito que aparentemente Steve Jobs não conheceu Jesus, aparentemente você condenou sua alma pelo restante do post.

Como saber disso? É algo que se mede pelo que se aparenta? E o que Deus falou ao profeta Samuel sobre aparência?

Será que para alguém ser salvo, eu preciso ser o Medidor? Ou às vezes o Mediador?

Melquisedeque ainda tem muito o que nos ensinar?

Abs,

André Buarque

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7/10/11 09:07 delete

RIP, Steve Jobs

"Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o Senhor o deu, e o Senhor o tomou: bendito seja o nome do Senhor."
Jó 1:21

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7/10/11 09:15 delete

Boa postagem, Galante.

Graça e Paz!

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MAC
AUTOR
7/10/11 09:36 delete

Caro André Buarque,

Tem certeza de que o post é do Augustus?

Em Cristo, Mac.

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7/10/11 10:24 delete

Deco -

Não ponha a culpa no Dr. Augustus não, coitado dele. Talvez você precise ler o texto com mais atenção: o primeiro parágrafo explica quem é o autor, e a última parte do texto não condena ninguém, apenas lamenta a condenação quase certa de alguém muito especial que, até onde sabemos, nunca entregou a sua vida a Jesus, persistindo no Budismo até a morte.

Steve Jobs cresceu num lar adotivo Luterano, e pode bem ter se lembrado daqueles ensinamentos nos seus últimos segundos, entregando a vida a Jesus. É possível, sim! Provável, não. Se aconteceu, ficarei feliz em estar errado.

Do meu lado, não há condenação. Há lamento, e principalmente um sentimento de urgência. Deus nos chama para pregar o Seu Evangelho!

Não permita que o seu desejo de criticar o Dr. Augustus impeça que você leia o que realmente está no texto.

Abraços,

- David

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7/10/11 10:44 delete

Devemos ter cuidado ao afirmar que alguém não vai ser salvo. O autor foi correto ao afirmar que "quase certamente" Jobs não conheceu Jesus. Não há como ter certeza. Em meu texto Jesus é o único caminho para a salvação?, falei abertamente sobre algumas conclusões precipitadas que alguns chegam ao falar desse assunto.

Enfim, julgo que o mundo perdeu um visionário, um líder inspirador. Espero encontrá-lo na manhã da ressurreição.

Bruno Saavedra
Blog Uma Questão de Perspectiva

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7/10/11 11:38 delete

Caros amigos:
Gratos pelos comentários. Podem se dirigir ao David Portela, autor do texto, que postarei as respostas dele.
Solano

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7/10/11 11:49 delete

Caro Deco:

Rapidez no gatilho, teclado, ou na palavra, nem sempre produz sabedoria ou os efeitos desejados na comunicação. Três observações:

1. O autor do texto não é o Augustus... Então, deixe de brigar com "o homi".

2. O autor do texto (dê uma "lidinha", novamente) diz: "sua jornada APARENTEMENTE nunca o levou a reconhecer Aquele que é transcendente..."; Em outra parte, ele escreve: "...Steve Jobs, QUASE CERTAMENTE, morreu sem conhecer a Jesus como seu Redentor e Senhor". Ou seja, ele foi cuidadoso na avaliação que nos cabe, que é a dos frutos externos, uma vez que não enxergamos o coração (Mateus 7.16).

3. Por último, se a sua contestação é com a apresentação de Jesus Cristo como ÚNICO meio de salvação e de reconciliação entre Deus e os homens, então sua pendenga é com a Bíblia, onde lemos taxativamente a não politicamente correta verdade de que Jesus é o único caminho; a única verdade; a única esperança de vida; o único nome pelo qual as pesssoas são salvas (João 14.6, Atos 4.12).

Abs

Solano Portela

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Ismar Sahdo
AUTOR
7/10/11 14:59 delete

Caro Solano,

O autor do texto tb disse que Steve "muito provavelmente morreu sem salvação".

Não adianta tentar consertar... o autor foi infeliz em algumas de suas palavras. Soou como juízo contra o destino do próximo.

Penso que quando alguém confessa Jesus, a gente pode afirmar sua salvação, como Jesus fez com o ladrão da cruz. Por outro lado, quando a pessoa morre sem aparentemente ter confessado a Jesus,a gente deveria CALAR como Jesus fez com o outro ladrão da cruz, sem querer dizer com o silêncio que o cara se perdeu eternamente, mas nos ensinando a não danar ninguém ao inferno.

Ismar

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7/10/11 15:09 delete

Caro Ismar:

Não embarque nessa causa. Ela é perdida de véspera, se aceitamos a Bíblia como Palavra de Deus.

Se alguém não tem a Jesus como Salvador, o seu destino é o inferno, mesmo (Salmo 9.7; Mateus 23.33; João 17.12; Filipenses 3.19). Isso causa ojeriza aos ouvidos modernos, mas é o que a Bíblia ensina.

Agora, quanto ao Jobs e outros, na nossa aferição, o máximo que podemos dizer, é o que o autor disse: "MUITO PROVAVELMENTE morreu sem salvação". Mas essa probabilidade é perfeitamente discernível pelas Escrituras.

Solano

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7/10/11 15:26 delete

Ismar -

Você muito provavelmente sabe usar o português. Digo isso porque vejo evidências disso: (1) seu post foi escrito no idioma, (2) não teve muitos erros de gramática, e (3) não mostrou erros que normalmente são feitos por tradutores automáticos. Existe a possibilidade que você seja, na verdade, dinamarquês, e tenha ditado o seu comentário para um tradutor? Claro. Mas a impressão que tenho é que, quase certamente, você conhece o português muito bem.

Como disse na resposta anterior, o Steve teve oportunidades de ouvir ao Evangelho. Não apenas na infância, como na convivência com cristãos que trabalhavam na Apple: What about Steve Jobs' Religious Beliefs? (Ed Stetzer). E se nos seus últimos dias ele se lembrou do que tinha ouvido, e se jogou nos braços do Senhor, então está com Ele na glória e um dia, terei o prazer de sentar e conversar com ele.

É justamente esse o meu lamento, de não ter nenhuma evidência de que isso tenha acontecido com ele, e de ter acompanhado diversas evidências ao contrário, durante a vida de Steve.

Existe uma diferença muito grande entre falar sobre probabilidades e pronunciar julgamento sobre alguém. Temos a liberdade em Cristo para conhecer as pessoas pelo fruto das suas vidas (Mateus 7.16), então trabalhamos no mundo das probabilidades. O julgamento é só Dele.

Abraços,

- David

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Oliveira
AUTOR
8/10/11 14:19 delete

Caro David

Gostei do texto.
O meu lamento foi semelhante.

Estava vendo um noticiário qualquer e alguém citou o biógrafo do finado e lá pelas tantas o biógrafo pergunta do porquê da motivação e alegria do falecido em atendê-lo e de tantas horas dedicadas para ele no sentido de montar a biografia e reconstituir memórias.

A resposta do Steve me deixou triste e pensativo. Lembrei na mesma hora do mesmo texto bíblico que lembrei quando li teu texto.

A resposta do Steve foi mais ou menos assim: É que eu desejo que os meus filhos me conheçam, pois para fazer o que fiz, estive muito ausente.

A lembrança que me veio pela fala dele e pela tua foi (paráfrase minha): "De que adianta o elemento ganhar o mundo inteiro e perder a própria alma?"

Brilhante, notável mas muito triste.

Abraço!

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8/10/11 15:03 delete

Gostei muito do texto do David. Foi tocante. Em nenhum momento entendi que o texto fazia um julgamento sobre a salvação do Steve Jobs. Pelo contrário, creio que foi muito feliz nas palavras que usou. Foi emocionante a forma como o autor do texto tratou a criatividade e a genialidade de Jobs.Faltou comparar Jobs a Monet, Rembrandt, Van Gogh, Pelé (não estou matando o Pelé ...), Einstein, Calvino, Handel, Mozart... e creio que hoje podemos colocar Jobs no mesmo rol dos gênios descritos acima!
Parabéns David!

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Carlos Puck
AUTOR
11/10/11 00:59 delete

Uma coisa que é mais de uma. Quando se afirma que um budista não entra no reino dos céus sem se converter a Jesus, é fato. Então se alguém morre sem confessá-lo então presume-se que ao inferno foi. Mas isso não é julgar nem arruinar o outro. Nem ter juízo. É Bíblia. Apenas isso. Steve Jobs, um ícone da humanidade, se teve ou não teve tempo, se em sua consciência luterana ou budista... o fim é um só... então, o texto traduzido aqui e lido já anteriormente no site de origem, não é do Solano e nem Solano manda ninguém ao inferno... universalismo ou uma camaradagem cega não valem... e mais... não somos mais doces que Deus, em seu julgamento de Sodoma. Temos o mesmo traço. E fechando, quanto ao ladrão na cruz, sinto muito, mas quem teceu o juízo sobre ele e sua culpabilidade foi o próprio ladrão que Jesus levou ao céu... que se entenda a letra... porque ele reconheceu seu estado sua culpa e sua situação miserável... isso traz à mente um arrependimento e uma confissão... algo que nos remete à reflexão. Então... ufa! Continuemos pensando que budista nao convertidos não entram no reino de Deus. Com arrependimento e conversão, bem... o foro íntimo foi lido por Deus Soberano... e na cama, leito final de todo mundo, na solidão mental... ai só Deus mesmo... isso para consolar os fãs de Steve, dos quais além de usuário, admirei muito e sempre acompanhei... não só agora na morte... desde que conheci... na verdade... desde que o Mac fora criado ando com ele por perto... embora tenha jogado uns deles no lixo de tão velho que ficaram. abraços... em e estamos aqui.

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11/10/11 20:36 delete

Na minha opinião, é muita pretensão dizer que Jobs foi ou não foi salvo. Ele foi muito mais de Deus do que a maioria dos cristãos, porque usou todo o seu potencial para criar um novo mundo para o mundo todo. Já nós cristãos durante séculos promovemos guerras, separações, preconceitos, disputas, miséria, vasta destruição da natureza, entre outros males. Antes de dissecarem a alma de Steve Jobs, determinando seu destino eterno, por que não sigam o exemplo dele, inovando o mundo com o verdadeiro amor pregado por Cristo?

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12/10/11 16:38 delete

Olá Valter -

Quem julga é Deus. Ele nos apresenta os critérios do Seu julgamento. Como disse acima, trabalhamos apenas no mundo das probabilidades, quando se trata da alma de outra pessoa.

Não sei a turma de "cristãos" em que você anda, mas esse pessoal parece ser barra-pesada! Os cristãos que conheço geralmente são pacíficos, conciliadores, lutam pelos direitos dos mais fracos, procuram preservar a dignidade do homem e da natureza, entre outras bonanças. E fazem tudo isso, ainda sendo pecadores, o que demonstra a misericórdia de Deus e o trabalho de santificação do Espírito Santo. Agora, se a sua vergonha é sobre os cristãos que pecaram no passado, aprenda com eles e não faça o mesmo, e não presuma que todos "nós cristãos" estejamos cometendo os mesmos erros.

Se você acha pretensão lamentar sobre o fato que os muitos relatos que temos sobre a vida privada e pública de Jobs não apontam para uma conversão, imagine então a pretensão e presunção de julgar este lamentador, que você só conhece a partir de um artigo.

- David

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Bhorys
AUTOR
12/10/11 17:57 delete

Também gostei do texto do David, compreendi sua posição e suas palavras, o texto pra mim soou como uma bela poesia, que nós mostra que os grandes da mesma forma que nós necessitam, precisam e dependem do carpinteiro que revolucionou o mundo através de suas palavras, Jesus Cristo!

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Carlos Puck
AUTOR
12/10/11 19:01 delete

Ao Valter:
Não se trata de determinar destinos. Não somos Deus. Ele somente salva e dá a Vida. Então ninguém tentou, ou pretendeu traçar o destino da alma deste gênio. Apenas tecer sobre budismo. Que leva ao inferno mesmo. Se ele se arrependeu ou não é com Deus. Mas como budista pouco pode. E só uma coisa: fazer o que ele fez é graça de Deus mesmo. Nisso estamos certos. Uma pessoa não possui nada se não vier de Deus. Agora, estruturar argumento na vida equivocada de muitos cristãos, com atos e fatos, é dar as costas para a Graça de Deus, banalizando o que ELE é. Pense, caro Valter. O texto, mesmo original, ele nada tentou contra; é apenas uma meditação acerca desta nossa existência de sucesso ou insucesso, que nos põe oportunidades de nos convertermos a Jesus e mediante a fé, algo novo ocorre. Deus abre as portas em cada acontecimento na história para refletirmos se estamos ou não preparados para sua vinda. Ele volta mesmo. E cada um, não por obras... para que não se glorie... será alvo da soberana mão do Senhor... que ela não nos pese, mas nos justifique, pela fé tão somente no Filho.

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13/10/11 12:40 delete

Precisamos urgentemente dar prioridade para nos conectarmos com nossos amigos e parentes, gastando nossas vidas e nosso tempo, aprofundando amizades com o único objetivo de contar a elas as boas notícias de Deus.

Falar de Steve Jobs é falar de ferramentas que valorizam esse tipo de conexão com amigos e parentes para essa finalidade.

Essa deveria ser a única discussão em torno da pessoa de Steve Jobs. E enquanto tentamos dissecar a alma dele; enquanto diminuímos nossa responsabilidade pelos erros do cristianismo, como quem varre a sujeira para o pátio do vizinho; nossos amigos e parentes continuam desconectados de Deus. As antigas estruturas religiosas continuam funcionando como firewall para elas, porque temos medo dos vírus ou spams que podem atacar as estruturas. E enquanto que elas gritam pelo "touch" da Graça no "touchscreen" de suas almas, insistimos que elas entendam primeiro nosso "MS-DOS".

"Jesus, tirando-o da multidão, à parte, pôs-lhe os dedos nos ouvidos e lhe TOCOU a língua com saliva;"
Marcos 7.33

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13/10/11 16:28 delete

Valter -

Obviamente, não concordo com a noção de que falar de outros aspectos da vida de Steve Jobs que não sejam os que você prefere seja equivalente a não dar prioridade à pregação do Evangelho aos nossos amigos e parentes (e aos que não são amigos ou parentes, também). As duas coisas não são mutuamente excludentes.

Fico em dúvida se você realmente leu o artigo na íntegra, pois a urgência que transparece no seu comentário é justamente a mesma que expresso no final. O tempo é agora, o dia é hoje, Deus nos chama para seguí-lo e, conforme fazemos isso, para chamarmos a Ele aqueles que estão ao nosso redor. Para todos, após a morte não há nem Undo, nem Restart. É nessa vida que temos que seguí-lo, e é nessa vida que temos que pregar o Evangelho.

Mais uma vez você aparenta estar presumindo, no seu comentário, que o meu lamento à morte de Steve, no artigo acima, indica uma ignorância completa da Grande Comissão e de suas implicações. Essa presunção, se realmente existe, não apenas ignora as palavras do próprio artigo, como também demonstra um julgamento injusto e mal-informado, tanto sobre o trajeto da minha vida, até aqui, como sobre as minhas intenções e ações, na atualidade.

Creio que talvez você deva rever essa atitude, e demonstrar o respeito e amor que realmente TOCAM o coração dos seus leitores, e que só podem vir de Deus. Afinal, atrás de cada caractere que você escreve também está um TOQUE, seja no teclado ou na tela.

Um abraço,

- David

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Deco
AUTOR
13/10/11 19:05 delete

David e amigos,

Desculpem a demora em responder. Antes de mais nada, algumas desculpas:

1) Ao Augustus por citá-lo erradamente. Não era minha intenção. Sempre leio os artigos no blog, acompanho algumas palestras dele e aprendo bastante com esse irmão. Não tenho nada contra ele, apenas coloquei algumas perguntas.

2) Ao David. Não quis ofendê-lo, nem destruir o seu post. Minha intenção foi lançar a discussão com perguntas, sem julgar sua aparente inquisição. Como eu disse, aparentemente, e não, certamente. Aparentou apenas, e esse é o meu ponto de vista.

3) Ao Solano. Não escrevi de pronto, meu nobre. Não fui tão rápido no julgamento. Fui sincero nas minhas perguntas, e ponderei antes de escrever.

Amigos, sobre este assunto poderemos gastar horas aqui discutindo e debatendo. Não tenho uma resposta exata para as minhas perguntas. Apenas as faço, como muitas outras, hoje, sem constragimento, medo ou raiva. Pergunto porque busco respostas. De Deus, não de homens. Respostas expressas em Jesus, não num livro.

É por falta de perguntas sinceras que a igreja chegou onde chegou. Muita lei, muita interpretação, muita confusão e pouco evangelho.

Perguntar não ofende, já dizia o ditado. Apenas perguntei e, permitam-me dizer, não obtive estas respostas, apenas acusações e palavras um tanto quanto ásperas, algumas até duvidando da minha fé em Jesus.

Creio no Senhor Jesus e na Sua Palavra (que é Ele mesmo). Sou irmão de vocês e parte do Corpo. Não me julguem diferente. Se puderem, ajudem-me nas minhas perguntas.

No amor de Cristo, que uniu questionadores, confusos, ladrões, prostitutas, corruptos e deu a eles, antes de todos, o Reino dos Céus.

Deco

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13/10/11 22:07 delete

Deco -

Você parece estar perplexo e espantado com as reações que recebeu ao seu comentário. Afinal, eram apenas perguntas inocentes e sinceras, e o que há de mal nisso?

Não acho que há alguém aqui que diga que não devamos fazer perguntas sinceras. No entanto, frequentemente as pessoas escondem seus argumentos atrás de perguntas que, digamos de passagem, não são sinceras. Não são sinceras porque o objetivo não é questionar, e sim apresentar um argumento e usar as perguntas como forma de caricaturar a posição do outro.

Acho que uma versão sincera das "perguntas" que você fez no seu primeiro comentário seria:

Não concordo que possamos nos pronunciar sobre o destino eterno das pessoas. Como Deus falou ao profeta Samuel em I Samuel 16.7, apenas podemos ver o exterior, porém Deus enxerga o coração. A salvação não depende da nossa capacidade de medir a fé de uma pessoa, nem de mediar essa fé. Há apenas um mediador, e esse é Cristo Jesus.

E a minha resposta a isso teria sido a mesma que respondi a outro comentário:

Existe uma diferença muito grande entre falar sobre probabilidades e pronunciar julgamento sobre alguém. Temos a liberdade em Cristo para conhecer as pessoas pelo fruto das suas vidas (Mateus 7.16), então trabalhamos no mundo das probabilidades. O julgamento é só Dele.

Agora, eu tomei o tempo e fiz o esforço de tentar desvendar o que você "perguntou". Mas outros não o fariam, por achar que não vale a pena gastar o tempo para descobrir o código entre as perguntas. Não seria mais fácil simplesmente afirmar o que você pensa, e aí perguntar se a pessoa concorda ou não? (E se discorda, por que?) Assim você evitaria mal-entendidos, e o questionamento seria mais sincero.

Um abraço,

- David

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Deco
AUTOR
14/10/11 00:11 delete

David,

Ainda continuo sem respostas e sem entender sua aparente hostilidade.

Será que eu fiquei perplexo com os comentários a respeito do meu comentário ou você está falando de si mesmo?

- Deco

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Carlos Puck
AUTOR
14/10/11 01:06 delete

Pois é Valter: CRTL+DEL... somente assim podemos entender o que se passa aqui. Ninguém apertou DEL. E na sua linguagem, embora de dor por Steve e por uma conduta quase que dizendo a todos que preguem ao invés de ficarmos aqui na discussão... concordo... pronto...RESTART. Ou LOGOFF... qual será a próxima fase... mas nada muda GAME OVER. Assim, pregue. Não custa nada. Quanto a nós pecadores, inseridos num conteúdo de negligência, deixa lá que prestaremos contas a Deus... fica frio... pois nosso cooler ainda está ligado e nossa placa-pai está em pleno uso... então... dá-lhe RAM... pois o HD suporta muito. Aleluia. Pode crer... louvo a Deus pela vida (viva) de Steve... pois sou apaixonado pelos MACs... já usei tanto que agora uso um PCs... por culpa do BibleWorks... rs...

Responder
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14/10/11 10:31 delete

Caro Carlos Puck:

Apreciei e SALVEI sua resposta, porque ganhei uma vida nova. A questão, como você aponta, é que nem sempre, no final, WYSIWYG (what you see is what you get), por isso precisamos da Revelação Divina para nos orientar, além dos evangelistas da Apple, dos quais Guy Kawasaki foi o meu herói. Afinal, the Power to be your Best, vem de Deus, apesar do Steve Jobs ter sido um excelente meio utilizado em Sua Graça Comum para tal. Sempre me lembro que no HD Divino há uma pastinha para cada um de nós, e os arquivos corrompidos só conseguem ser deletados e substituídos com downloads edificantes, pelo Power Supply de Cristo e seu trabalho na Cruz, por meio da aplicação e no programa do Espírito. Só assim a tecla de HOME é acionada e somos levados de volta à comunhão com o Criador, que transcende todos os outros criadores deste mundo.
Abs
SOLANO

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14/10/11 16:03 delete

Deco -

Me veio à memoria agora uma história da minha adolescência. Conhecia uma menininha que vivia atazanando a vida dos irmãos. Nunca xingava feio, mas falava uma coisa "inocente" aqui e outra "inocente" ali até conseguir irritá-los. Quando seus irmãos respondiam, ela cobria os ouvidos e berrava, em alta voz "LA LA LA LA NÃO TÔ OUVINDO NADA, NÃO TÔ OUVINDO NADA!!!"

Tentei entender o que você queria dizer com as suas perguntas e te dei a minha interpretação, à qual respondi. Se você não gostou da resposta, tudo bem, mas que foi respondido, isso foi.

Não sinto hostilidade nenhuma contra você, afinal, nem te conheço, e pelo que você disse, você é meu irmão, então por que sentiria isso? Por favor, me mostre onde fui hostil, para que eu possa evitar dar essa impressão no futuro.

Abraços,

- David

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Deco
AUTOR
14/10/11 17:07 delete

David,

Obrigado pela resposta tão carinhosa. Podemos discordar ou pensar diferentes, mas sei que o amor do Senhor nos une e nos ensina em todas as situações, inclusive essa.

Parabéns pelo post. Apesar de pensar um pouco diferente, entendo o que você quis escrever e certamente contribuiu para reflexão.

Abs,

- Deco

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Fred Purvis
AUTOR
5/10/16 23:47 delete

Texto esclarecedor da importancia do Steve para "nosso" mundo e de suma importancia para despertar de nossas almas. Tambem nao vi EXAGERO ALGUM nas palavras do autor, mas sim dos immaos para com ele.

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