sexta-feira, novembro 11, 2011

Augustus Nicodemus Lopes

O Dia de Pentecostes

Fiquei envergonhado comigo mesmo uns cinco meses atrás - mais especificamente no domingo 12 de junho. Era o dia de Pentecostes no calendário litúrgico cristão e eu havia me esquecido. Lembrei-me que era o dia dos namorados, mas não que era o dia de Pentecostes.

Faço parte daquela grande maioria de evangélicos reformados que não prestam muita atenção ao chamado calendário litúrgico da Igreja. Acho que em parte é uma reação, por vezes inconsciente, contra os abusos deste calendário praticados pela Igreja Católica.

Mas o fato é que esta data, dia de Pentecostes, está razoavelmente firmada na história. Pentecostes era a festa dos judeus celebrada 50 dias após a Páscoa. E foi durante uma celebração destas que o Espirito Santo de Deus veio sobre os apóstolos e os 120 discípulos em Jerusalém, cerca de 50 dias após a morte do Senhor, de acordo com Atos 2:1-4. Os cristãos se interessam pela data, portanto, por este motivo e não pela festa de Pentecostes em si.

A descida do Espírito naquele dia marcou o início da Igreja Cristã. Todavia, este que foi um evento da mesma magnitude que a morte e a ressurreição do Senhor Jesus, acabou se tornando motivo de polêmicas e controvérsias em meio à Cristandade, apesar de existir um bom número de pontos em comum entre os evangélicos sobre Pentecostes.

Podemos, por exemplo, concordar que a vinda do Espírito representou o início da Igreja Cristã. Concordamos que ele veio para capacitar os discípulos com poder para poderem pregar o Evangelho ao mundo, que Ele agora habita na Igreja de Cristo, isto é, em todos que são realmente regenerados. Confessamos que Ele concede dons espirituais ao povo de Deus, que Ele nos ilumina, santifica, guia e consola em nossas tribulações. Concordamos que devemos buscar a plenitude do Espirito mediante a oração. Cremos que nossos pecados entristecem o Espírito. Sabemos que o Espírito nos sela para a salvação, que é o penhor, a garantia que Deus nos dá de que haveremos de herdar o Seu Reino.

Todavia, em que pese este consenso não pequeno, permanecem diferenças de entendimento sobre diversos aspectos da obra do Espírito e o significado histórico-teológico de Pentecostes. Vamos encontrar homens de Deus, sérios, dedicados e usados por Deus em lados diferentes. Ainda que brevemente, vou enumerar algumas destas diferenças e expressar a minha opinião.

1 - Quanto ao significado histórico de Pentecostes. Para muitos, o que aconteceu em Pentecostes é um paradigma, um modelo e um padrão para hoje. A descida do Espírito, o revestimento de poder e as línguas faladas pelos apóstolos estão hoje à disposição da Igreja exatamente como aconteceu naquele dia no cenáculo em Jerusalém. Os que assim acreditam se caracterizam pela busca constante desta experiência. Para eles, a Igreja ficou sem o Pentecostes por quase dois mil anos, e foi somente em 1906, no chamado avivamento da Rua Azusa 312, em Los Angeles, Estados Unidos, que ele retornou à Igreja, e tem se repetido constantemente entre os cristãos de todo o mundo.

Do outro lado há os que pensam diferente, como eu, por exemplo, mas que crêem que podemos experimentar a plenitude e o poder do Espirito Santo hoje. Desejo isto e busco isto constantemente. Todavia, não creio que cada enchimento que eu ou outro irmão venhamos a ter é uma repetição de Pentecostes, mas sim uma apropriação pessoal daquele evento, que aconteceu de uma vez por todas e que não tem como se repetir. Pentecostes foi o cumprimento das promessas dos profetas do Antigo Testamento de que o Messias derramaria Seu Espírito sobre Seu povo. Foi assim que Pedro entendeu, ao dizer que a descida do Espírito era o cumprimento das palavras de Joel (Atos 2). Pentecostes é um evento da história da salvação e à semelhança da morte e da ressurreição de Cristo, ele não se repete. E da mesma forma que hoje continuamos a nos beneficiar da morte e da ressurreição do Senhor, continuamos a beber e a nos encher daquele Espírito que já veio de um vez por todas ficar na Igreja. E eu creio que neste ponto podemos todos concordar.

2 - Não há consenso, igualmente, em como designar o enchimento do Espírito. Alguns irmãos chamam esta experiência de plenitude e revestimento de poder de "batismo com o Espírito". Outros, entre os quais me incluo, não estão certos de que esta designação é a mais correta. Ninguém discute que devemos buscar esta plenitude. Eu quero ser sempre cheio do Espírito. Mas não acho que devamos chamar o enchimento de "batismo". Meus motivos para isto estão num artigo que escrevi comparando a posição de John Stott e Martyn Lloyd-Jones. Fico com Lloyd-Jones que enfatiza a necessidade de buscarmos este enchimento como uma experiência distinta da conversão, mas fico com Stott em não chamá-la de batismo. Apesar da diferença de nomenclatura, acredito que estamos juntos neste ponto, que todos precisamos nos encher constantemente do Espírito de Deus.

3 - Há diferença também quanto aos sinais miraculosos que acompanharam a descida do Espírito. Alguns acreditam que falar em  línguas é o sinal externo da descida do Espírito sobre uma pessoa. Assim, buscam esta experiência constantemente e encorajam os novos convertidos a fazer o mesmo. Eu, contudo, não encontro na Bíblia evidência suficiente que me convença que a plenitude do Espírito sempre será seguida pelo falar em línguas e que devemos buscar falar em línguas como um dos melhores dons. Em Pentecostes houve outros sinais além das línguas, como o som de um vento impetuoso e a aparição de línguas de fogo, que aparentemente não são repetidos nas experiências de hoje (salvo desinformação de minha parte). A minha dificuldade e de muitos outros é que não conseguimos ver nas cartas do Novo Testamento qualquer orientação, ordem ou direção para que aqueles que já são crentes busquem o batismo com o Espírito seguido pelas línguas. O que eu encontro são ordens para nos enchermos do Espírito, andarmos no Espírito, vivermos no Espírito e cultivarmos uma vida no Espírito. Bem, este ponto é mais controverso e acirra mais os ânimos do que os anteriores. Ainda assim existe o consenso entre nós de que sem os dons do Espírito a Igreja não tem como realizar sua missão aqui neste mundo.

Lamento tão somente que, apesar de termos tanta coisa em comum quanto ao Espírito, acabemos divididos por uma atitude de arrogância espiritual por parte daqueles que acham que somente eles conhecem o Espírito, e pela atitude de soberba daqueles que se consideram teologicamente superiores aos ignorantes que vivem à base de experiências.

Minha oração é que todos os que verdadeiramente crêem no Senhor Jesus e o amam de todo o coração, apesar das diferenças, glorifiquem ao Pai e ao Filho por terem enviado o Espírito Santo para santificar, capacitar e usar a Sua Igreja neste mundo.

Augustus Nicodemus Lopes

Postado por Augustus Nicodemus Lopes.

Sobre os autores:

Dr. Augustus Nicodemus (@augustuslopes) é atualmentepastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia, vice-presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana doBrasil e presidente da Junta de Educação Teológica da IPB.

O Prof. Solano Portela prega e ensina na Igreja Presbiteriana de Santo Amaro, onde tem uma classe dominical, que aborda as doutrinas contidas na Confissão de Fé de Westminster.

O Dr. Mauro Meister (@mfmeister) iniciou a plantação daIgreja Presbiteriana da Barra Funda.

36 comentários

comentários
11/11/11 21:42 delete

Deus seja louvado! Bastante esclarecedor. Vejo aqui um ponto de equilíbrio que é necessário, para não ficarmos num extremo que nos torne céticos ou no outro que nos deixe fanáticos e alienados.

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Ademir
AUTOR
11/11/11 22:02 delete

Saudações

É por isso que eu gosto tanto de ler seus artigos, apesar de não ser calvinista, sou pentecostal da Ass. de Deus e os homens a quem mais admiro são reformados. Penso um pouco diferente do irmão, me enquadro mais no ponto 1 do artigo
mas ao ver a forma respeitosa e cordial em como o pastor espressa a sua opinião não chamando os pentecostais de hereges reforçaram ainda mais o meu apresso e admiração pelo irmão.

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Kairós
AUTOR
11/11/11 22:06 delete

Pr. Augustus, a Paz de Cristo Jesus!

Nasci e fui criado e até hoje continuo em uma igreja pentecostal. A primeira vez que tive contato com a questão da teologia da predestinação, em um curso básico de teologia e, de nível pentecostal, confesso que não comentaram essa teologia como deveriam, e até a explicaram de uma forma distorcida – não só pela questão da discordância, como também da própria falta de conhecimento a respeito.
Já há uns 3 anos, em uma visita a IPB de minha cidade é que passei a me interessar mais pelo assunto, lendo alguns artigos e conversando com o pastor da IPB a respeito. Em uma de nossas conversas é que ele me disse que essa doutrina não é tão difícil de ser entendida, mas é mais difícil de ser aceita; sabe aquele negócio de querermos colocar Deus no banco dos réus e o julgarmos sobre o que é mais justo ou injusto? Parece-me que eu estava nesse caminho. De uns tempos pra cá comecei a ser mais esclarecido sobre essa teologia, e pela própria Palavra; consequentemente, também comecei aceitá-la. Ainda não entendo tudo quanto queria, mas sei que é uma questão de tempo e de estudo.

Agora, pra ser um reformado, a questão de “continuista” e “cessacionista” não é relevante, ou é? Pois vejo até no próprio meio reformado alguma divergência a respeito, o próprio John Piper parece crer na continuidade desses dons, inclusive as línguas http://noticias.gospelmais.com.br/john-piper-igreja-batista-batismo-espirito-20774.html

Desde já agradeço pelo esclarecimento!

Abc,
Cleiton Tenório

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11/11/11 22:54 delete

Apesar de pentecostal, concordo com o texto. Não acho que o falar em línguas seja a prova de que o crente passou pelo batismo no Espírito Santo,e que ele seja diferente de outros crentes que não falam em línguas estranhas.

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11/11/11 23:28 delete

Pr. Augustus, o que o senhor escreveu eu tenho falado faz tempo, hoje mesmo em uma aula sobre o evangelho de João eu fiz o comentário de como Jesus celebrava as festas de seu povo. Ele é encontrado em uma festa em Jo. 3.13; em Jo. 7. 10; em Jo. 10. 22, e todas festas que celebravam as tradições de seu povo, que contavam a história de Israel.

Se formos olhar as Escrituras nos mostram:

1- A Páscoa- comemorando a saida do Egito;
2- Pentecostes- comemorando a entrega da Lei,
3-Trombetas- comemorando a santa da convocação da entrada no 7° mês,
4- Tabernáculos- comemorando a colheita,
5- Dedicação- comemorando a dedicação do templo,
6- Purim- comemorando o livramento dos judeus de Naamã,
7- Lua Nova- comemorando o inicio dos meses,
8- Dia da Expiação- no nome já diz tudo, a expiação dos pecados do povo.

Assim, até com as festas os judeus poderiam educar seus filhos, e a lembrança da Páscoa tinha esse fim.

Agora hoje, a Igreja se esqueceu de tudo, ninguém sabe quando é o Dia de Pentecostes, mas sabe comemorar dia do amigo, da empregada, do Pastor, do presidente, do papagaio, etc. Festas que não geram nada, a não ser gastos e desconforto. Ou em qual igreja nos cultos dessas festas não tem as discussões lá atrás na organização dessas festas enquanto no templo o culto se processa?

Sim, tá meio de cabeça para baixo, temos que mudar rápido. Parabéns pela lembrança.

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12/11/11 01:04 delete

Paz de Cristo, sou aluno da EST, conheço a vossa posição reformada sobre o batismo no Espírito Santo,mas diante da sua colocação abaixo, como o senhor interpreta Atos 8.14-17 e 18.1-5.
Pois sou um cristão pentecostal, sobre a data histórica do retorno na rua azuza,o pentecostalismo não afirma que foram 2000 anos sem o evento pois justo Gonzales afirma que um missionário recebeu o dom de línguas e outros vão mostrar que houve sim o falar em outras línguas na história do Cristianismo.

Paz de seu amigo PAULO

"A minha dificuldade e de muitos
outros é que não conseguimos ver nas cartas do Novo Testamento qualquer orientação, ordem ou direção para que aqueles que já são crentes busquem o batismo com o Espírito seguido pelas línguas."

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12/11/11 19:50 delete

Olá, Pr. Augustus,

Muito importante sua opnião quanto ao batismo com o Espírito.
Eu fui praticamente nascido numa igreja dita pentecostal e, sempre ouvi que as línguas de fogo (estranhas) eram o sinal genuíno do batismo.
Na verdade eu sempre tive lá as minhas dúvidas quanto a isso pois, como disseste, nunca vi uma afirmação bíblica sobre isso.
Respeito muito opniões sobre muitoas assuntos e, com esta agora, me acendeu ainda mais a vontade de conhecer sobre este tema maravilhoso.
Detalhe: Há pouco fui confirmado como batizado pelo Espírito Santo e não foi apenas as línguas que as fizeram mas, as percepções espirituais, a sede de buscá-Lo ainda mais, o desejo maior pela leitura da Palavra, a voz de Deus mais audível a mim, experiências mais sólidas (Hb. 5.13), em fim.

Que Deus continue abençoando vosso ministério.

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carlos
AUTOR
12/11/11 21:20 delete

Pelo fruto se reconhece a árvore.Belo post.
Reverendo,um tempo atrás se eu lesse esse artigo como foi escrito não concordaria com o irmão talvez 80 ou 90 por cento,hoje é o contrário,mesmo sendo pentecostal,da Assembléia de Deus(ministério Belém).Tenho o mesmo pensamento do irmão acima(Kairós)

Rev.Nicodemos,aproveitando essa abertura em comentar,desculpe sair um pouco do assunto;por acaso o senhor já ouviu falar de um livro chamado: Teologia Sistemática no horizonte pós-moderno de Alessandro Rocha editado pela VIDA ? Pois eu não consigo entender como um Pastor Batista bebe de águas tão turvas que é o pluralismo-religioso,é que eu compreendi lendo o livro.Gostaria de algum esclarecimento a respeito(se tiver ao alcance). GRATO.

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13/11/11 12:31 delete

"Para eles, a Igreja ficou sem o Pentecostes por quase dois mil anos, e foi somente em 1906, no chamado avivamento da Rua Azusa 312, em Los Angeles, Estados Unidos, que ele retornou à Igreja, e tem se repetido constantemente entre os cristãos de todo o mundo."

Pelo que sei os pentecostais não afirmam que a igreja ficou sem o pentecostes, mas que a partir do avivamento da Rua Azuza houve uma enfase maior na pessoa e obra do Espírito Santo, pois no decorrer da história da igreja houve manifestações esporádicas da glossolália entre os cristãos. O que aconteceu foi que a doutrina fora negligenciada, assim como o foram a doutrina da justificação pela fé somente até que Lutero entrasse em cena e a doutrina da santificação até que Wesley resgatasse o seu valor. De igual modo a doutrina da volta de Cristo foi relegada a segundo plano quando a igreja a partir do 4º século se envolveu nas controvérsias cristológicas, até que voltasse a receber forte enfase através do ministério de J.N. Darby.

Pb. Edinei, Th.B

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Renato S.
AUTOR
14/11/11 07:49 delete

Que Deus te abençoe Rev. Nicodemus. Apesar de eu ser um admirador dos reformados, não posso concordar com a idéia de que o Batismo com o Espírito Santo não seja seguido das Línguas. Além disso, o Batismo abre um horizonte espiritual pra quem o recebe inexplicável. Com muito respeito digo isso: É Nítido a diferença de quem é Batizado com o Espírito evidenciado por linguas e de quem se diz ser Batizado sem ter passado por esta experiência. Sou Assembleiano, Antonio Gilberto (CPAD)é pastor na minha congregação; e convivo tanto com pessoas tradicionais como com pentecostal; olha, a diferença é grande na intimidade com as coisas de Deus. No evangelismo na pregação na Fé e etc. Vi também, reverendo, assim como - as vezes - ouço coisas erradas a respeito dos reformados em minha igreja (equívocos por falta de informação), no seu post encontrei ,também, alguns erros a nosso respeito. Te amo bastante Rev. sei que no final, queremos todos chegar ao conhecimento da verdade. A paz seja contigo.

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14/11/11 16:34 delete

Rev. Nicodemus,

Não se se você já escreveu, mas gostaria de ouvir sua opinião e/ou da IPB sobre o dom de línguas nos moldes como é particado nas igrejas pentecostais/neopentecostais. "Línguas estranhas" são entendidas, em algumas comunidades, como "língua de anjos", uma linguagem ininteligível, língua que não é falada na terra. Enquanto que no Pentecostes a referência é clara a favor de língua terrenas, de locais estrangeiros.

A IPB tem essa prática em seus cultos? Há algum artigo ou material que você recomendaria sobre sua posição?

Bruno

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14/11/11 18:26 delete

Bruno,

A posição oficial da IPB sobre falar em línguas está aqui:

http://www.ipguarapari.org.br/Downloads/Arquivos/O_espirito_santo_hoje.pdf

A IPB não tem a prática de falar em línguas nos cultos de suas igrejas.

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14/11/11 18:32 delete

Renato S.,

O ponto do meu post é exatamente este, que a gente fica discordando nestas questões secundárias e esquece que o mais importante não é falar em línguas mas exibir o fruto do Espírito. Mas, você tem que insistir nas línguas, não é mesmo?

Seus argumentos são em cima de experiências que você conhece. Alguém poderia contra argumentar dizendo que conhece gente que diz que fala em línguas mas que tem um testemunho péssimo, só diz bobagens e só traz vergonha ao nome de Cristo. Tá cheio de gente assim por aí...

Eu mesmo posso dizer que conheço pessoas que não falam em línguas mas que têm uma vida espiritual profunda, conhecem a Deus, manifestam o fruto do Espírito e ganham muitas e muitas almas para o Senhor Jesus.

O argumento tem que ser em cima da Bíblia. Experiências não dizem nada, pois sempre teremos experiências ao contrário.

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14/11/11 18:42 delete

Edinei,

Interessante esta sua sugestão de que a origem da doutrina pentecostal do batismo com o Espírito e o falar em línguas é similar ao ocorrido na Reforma.

Eu acho que não. No caso da Reforma, as doutrinas descobertas foram afirmadas pelos apóstolos e podem ser provadas pela Bíblia, nunca deixando de todo a Igreja mesmo no período mais tenebroso, que foi aquela da Idade Média. E redescobertas delas trouxe um grande cisma e divisão à Cristandade, os salvos pela fé de um lado e os que queriam ser salvos pelas obras e pela fé, do outro.

Não creio que Azuza e Reforma possam ser comparados, com todo respeito.

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15/11/11 11:56 delete

Rev. Nicodemus,

Obrigado pela referência.

Bruno
Uma Questão de Perspectiva

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leo
AUTOR
15/11/11 18:58 delete

Rev. Augustus,

Muito bom o texto.

Já fui neo-pentecostal (IURD), pentecostal (ieq), e agora sou reformado (IPB), ufa! rsrs, pretendo para por aqui.

Um dos livros que li, e re-li, foi "Os espirituais de Corintios" Autor: Augustus Nicodemus Lopes.

Outro livro: Comentário Expositivo de 1 Corintios. Autor: Hernandes Dias Lopes.

Estes livro me ajudarão MUITO a entender toda essa questão, que não é fácil.

Quando fazia parte destas igrejas carismáticas, sentia do desejo e necessidade de falar em línguas estranhas, pois, se não falasse, eu era considerado um "crente" de SEGUNDA CATEGORIA. Minha mãe até hoje, frequenta a IURD, ela me diz que se sente triste em não "conseguir falar em línguas e ser batizada com o Espírito Santo".

Que doutrina é muito ruim... Mais uma vez agradeço a Deus, pela graça de conhecer a teologia reformada.

Certa vez, conversando com um Pastor pentecostal, sobre as línguas "estranhas" eu disse a ele que eu acreditava na contemporaneidade desse dom, porém deveria ser conforme a Bíblia ensina. Ou seja, as línguas eram outros idiomas, e não apenas barulho sem nexo. E que nem todos tinham esse dom 1Cor12,27-28, e que se alguém tivesse, só deveria falar se tiver interpretação e no máximo 3 pessoas por culto. E que isso não é a evidência do batismo com o Espírito Santo. Acredito que a evidência do Batismo com o Espírito Santo é o novo nascimento.

O pastor pentecostal me respondeu dizendo: Existe dois dons de línguas, estranha e idiomas. Os idiomas dever ter interpretação e as estranhas não. Pode falar a vontade!

Ele disse que os "sininhos" que tinham na orla das vestes do Sumo Sacerdote e faziam barulho quando entrava no santo dos santos simboliza as línguas estranhas hoje, que devem fazer "barulho" enquanto Jesus estiver no Santo dos Santos.

É mole???? Mas, é verdade!

Em Cristo,

José Leonardo Santos

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Renato S.
AUTOR
15/11/11 22:51 delete

Meu amado Reverendo,concordo com o senhor sem tirar uma vírgula. Exper iências não ditam a verdade. Decidi não utilizar o pouco espaço pra por citações, porque vc mostraria uma e eu outra... Seria interminável como é o diálogo entre a doutrina da predestinação e a do livre arbítrio. Sabemos (os que examinam as escrituras)que o Batismos com o Espírito não garante salvação, e sim os Frutos do Espírito. Muitos pentecostais não entendem isso pois são rebeldes a pregação do evangelho; Exaltam as Línguas como em corintho. Presencio -em minha igreja- esta terrível realidade. Não tentarei convence-lo que as Línguas são atuais. Concordo, existem crentes que dão um péssimo testemunho mas falam em Línguas -como em coritho- porém, Paulo não os proibiu de falar. Meu querido reverendo, minha igreja é muita criticada em meu bairro por se "extremista" na Doutrina. Não creditamos experiências em detrimento da Palavra de Deus.

Me perdoe se pareci debochado quando falei sobre diferenças devocionais. Jesus sabe que não foi minha intenção. Mas não posso deixar de falar sobre aquilo que tenho visto, ouvido e participado.
Estou satisfeito com a Palavra como disse Luthero. Todavia, não deixarei de participar do que a Bíblia me garante, por causa de uma parcela de desobedientes. Pois sei que uma das causas de haver uma grande "trava" ao entendimento do Batismo com O Espírito Santo e os Dons Espirituais, são a quantidade de escândalos que os EMOCIONAIS causam as igrejas pentecostais - como em coritho -.

Te amo em Cristo Jesus meu amado reverendo, e me alegrou ver o senhor abraçado com meu pastor Ciro Sanchez no aeroporto. Isso é que é poder pentecostal no coração de vcs. Deus abençoe sua casa.

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wesley
AUTOR
16/11/11 04:37 delete

Oi José Leonardo,

Sobre o que a Bíblia ensina sobre os dons, gostaria de acrescentar também dois pontos extraídos de I Cor 14:

1) O dom de falar em línguas estranhas é mencionado na bíblia em I Cor 14:2 quando Paulo diz: "Porque o que fala língua estranha não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala em mistérios."


2) Em I Cor 14:5 Paulo declara que o dom de falar em línguas estranhas é inferior ao dom de profecia no tocante à edificação da igreja. Contudo, no início do versículo ele também declara: "E eu quero que todos vós faleis línguas estranhas". Ou seja, Paulo não despreza o dom de falar em línguas estranhas embora considere um dom "inferior". Pelo contrário, anseia que todos o exerçam.


Graça e paz,
Wesley

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16/11/11 11:32 delete

Pastor Nicodemus,

Um dos melhores artigos que li sobre o evento "pentecostes" é este. Esclarecedor e ponderado. Concordo com o articulista no sentido de que o pentecostes foi um evento único, assim como com a afirmação de que o texto bíblico não autentica a informação de que o revestimento no (do) Espírito deva ser acompanhado do "falar em línguas".

E a minha conclusão honesta e sedimentada na observação dos fatos, é que a exteriorização dos tais dons miraculosos vinculados a indivíduos, sempre que observados por mim, não transmite verdade.

Ricardo.

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16/11/11 16:12 delete

Como sempre, uma postagem esclarecedora.

Postei em nosso blog, e gostaria de compartilhar com todos, uma série de postagens sobre "Pentecostalismo e Reforma Protestante", dividida em 4 partes:

1- Considerações Gerais sobre Pentecostalismo e Reforma;

2- Pressuposto Doutrinário do Pentecostalismo e da Reforma;

3- Pressuposto Ético do Pentecostalismo e da Reforma;

4- Pressuposto Litúrgico, prático ou bizarrices.

http://www.filosofiacalvinista.blogspot.com/

Tudo de bom!

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16/11/11 19:23 delete

Olá Sr. Augustus,

Eu acompanho o blog sempre que posso. De vez em quando tenho pregado nalgumas igrejas e uma tia sempre me pergunta a respeito de assuntos relacionados a bíblia. Agora, ela está numa nova igreja em que os membros admitem a "pregação" de anjos. Um "profeta" vai ao púlpito e fala em "línguas" com os anjos, estes, por sua vez, orientam a igreja. Não sou tão estudioso quanto deveria, escrevi vários argumentos bíblicos para tentar ensiná-la de que os anjos tem um papel importante na igreja, mas, daí, para aceitar a prática citada acima... Portanto, quero saber (ainda não encontrei) se há no seu blog algum estudo referente ao tempo ou se poderia me escrever algo. Se possível, redija uma de suas cartas fictícias. Abraços.

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17/11/11 10:06 delete

"Engajados,"

Esta é uma das coisas mais estranhas que já ouvi das que estão acontecendo nas igrejas "evangélicas".

Sobre anjos, veja este artigo que escrevi:

http://www.monergismo.com/textos/comentarios/anjos_augustus.htm

Abraços.

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17/11/11 11:57 delete

Sr. Augustus,

Estou lendo o artigo. Obrigado.

Eu prefiro falar do que eu vi acontecendo, contudo, existem líderes na minha cidade (Cuiabá) que estimulam a igreja para Retiros de Encontro com os Anjos, eu nunca participei. Nem pretendo. Mas, outro dia ouvi falar(Um boato)que já estão organizando encontros assim, em que mulheres vão para ter relações sexuais com anjos.

Sinceramente, não sei até onde isso é verdade. Porém, os "Encontros com Anjos" acontecem em muitos meios evangélicos de nosso estado (MT).

Eu recebi um e-mail ontem, de uma amiga da minha tia. Ela me disse que eu não posso duvidar do ministério de homens de Deus e que existem diversos relatos bíblicos das ações dos tais anjos. Ela faz parte daquela igreja que o pregador é apenas o canal de fala dos anjos.

Se quiser, posso enviar-te o que tenho.

Abraços,

Allan Velasque.

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17/11/11 15:10 delete

Caro Allan Velasque (Engajados Por Cristo)

No seu comentário você relatou que:
"Ela me disse que eu não posso duvidar do ministério de homens de Deus e que existem diversos relatos bíblicos das ações dos tais anjos", o Rev. Augusto Nicodemos no ultimo Encontro da Editora Fiel expondo sobre Romanos 10 disse que "não temos nenhuma obrigação (biblica) de crer nos milagre contemporãneo, Deus não exige de nós que creia nos milagre de hoje, mas tem um milagre que tenho de acretidar para ser salvo: a ressurreição de Jesus Cristo", então, diante das dúvidas de hoje, não tenho obrigação de crê pela aparência, pela operosidade de milagres em homens que diz e faz coisas em nome de Deus e como Paulo colocar nem em "anjos", mesmo que "venha" como da parte de Deus.
Lembre-se que o inimigo a tudo tenta falsificar as coisas de Deus.

Isso não quer dizer que esses homens não são sinceros, que os milagres não são reais, pode até ser mas será veio de Deus?

Amem,

Renato Ilkiw

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Rafiwskis
AUTOR
17/11/11 18:56 delete

Bem, sou assembleiano e gosto muito de ler seus artigos e assistir seus vídeos. Não acredito que houve um hiato no revestimento do Espírito Santo do dia de Pentecostes até Azusa, e sim, manisfestações diferentes do agir de Deus. O fato é que encontramos o que buscamos. E se buscamos experiência, a ela encontraremos. A experiência é incontestável - mas nunca poderá ser lastro de teologia, exatamente por não poder ser analisada. Há relatos de manifestações espirituais "estranhas" em vários momentos de história da igreja. Creio eu que em todas as eras a igreja respondeu de alguma forma ao espírito da época. Acredito que a centralização da autoridade foi necessária na época de Gregório, e que a reforma o foi igualmente, assim como a retomada da ênfase da experiência pessoal o foi na época da institucionalização da igreja protestante. Penso que numa época onde a pluralidade cultural é supervalorizada, devemos rever nossos conceitos de verdade e se apegar ao único que tem a perfeita visão de tudo, o Absoluto, Único e Verdadeiro, onde repousa toda a Verdade, e está acima de nossos conceitos, muitas vezes fundamentados em influências culturais que atuam como cadeias invisíveis. O modo calvinista de pensar é, de fato, europeu, e se ajusta bem ao tipo de pensamento daquele continente, e, por extensão, às elites das Américas. A ênfase na experiência com o transcedente, típico do movimento pentecostal, é bem característico do modo africano de se pensar. O importante é que, apesar das narrativas locais, Cristo é transcultural. E age de maneira diferente em diferentes culturas. Mas o que fazemos? Demonizamos pessoas que têm um verdadeiro relacionamento com Deus, só porque, culturamente, se relacionam de maneira diferente com sua espiritualidade. Da mesma forma, do lado de cá, nos julgamos superiores porque "Aquele povo branco, da presbi, parece católico, de tão frio que é". Será que ninguêm reparou que as denominações, na maioria das vezes, acabam selecionando seus membros não intencionalmente, não por questões como predestinação ou eleição, mas por questões culturais, fora dos círculos teológicos? Será não é a falta de consciência política das pessoas é que lota templos neopentecostais? Ou que é muito mais fácil uma pessoa que sempre viveu a exclusão social entrar numa igreja que 80% dos membros são negros, que entendem seu dilema diário, do que entrar numa igreja tradicional, onde aquelas pessoas de classe média parecem com o chefe que o explora? As questões teológicas vêm depois. Devemos deixar claro a transculturalidade do Evangelho de Cristo, para mostrar que é absoluto. Definimos nossos padrões culturais como verdade, esquecemos que a regra de Cristo era "A Lei, os Escritos e os Profetas". É um erro colocar colocar fonte de autoridade acima das Sagradas escrituras, assim como o é fazer a leitura crítica de uma subcultura cristã utilizando como referência outra.

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RAIMUNDO
AUTOR
20/11/11 02:02 delete

Homem de Deus,

Sou presbiteriano há mais de 20 anos aqui no Nordeste e posso afirmar que, depois da experiência, tornei-me um "não-cessacionista".
Posso ser classificado como "um calvinista de carteirinha", eis que estudei profundamente a vida e obra de João Calvino e creio nos seus ensinamentos principalmente a Soberania Divina: Deus age conforme Lhe apraz.
Fui a uma reunião de oração e ao meu lado estava uma irmã orando em línguas - o que me chocou profundamente - sua oração era pausada e incompreensível.
Na minha mente comecei a reprovar aquilo. Como isso pode ser possível? Deus não faz mais isso hoje! Isso é coisa do passado! foram pensamentos que me atormentaram naquele momento. Porém eu estava vivendo um momento de grande busca espiritual, chegava a passar madrugadas inteiras em oração dentro do meu quarto numa sede de Deus tremenda!
De repente, a irmã que dirigia o culto de oração dirigiu a palavra a mim na frente de todos dizendo: Irmão, não duvide, RECEBA!
O primeiro choque foi ver alguém orando em línguas numa Igreja "Tradicional"; o segundo foi ver alguém numa Igreja Tradicional "conhecer meus pensamentos" já que até aquele momento a censura era mental e não havia aberto ainda a minha boca e o terceiro choque foi que a minha língua começou a "desobedecer" os meus comandos cerebrais e eu entrei numa luta parecida com a de Jacó! Meu Hipercalvinismo Cessacionista lutando contra Aquele que Contemporaniza o que quer, quando quer, com quem quer...
Depois disso passei também a orar em línguas e descobri que vários presbiterianos também oram!
Graças a Deus continuo presbiteriano e agora creio muito mais na Soberania Divina.
Por essa razão não sou PENTECOSTAL!
Não precisei NENHUMA VEZ pedir o Dom de Línguas. Foi justamente na INCREDULIDADE quanto a ele que o RECEBI.
Fico feliz em conviver com outros presbiterianos que como eu também falam em línguas. Conheço até pastores que receberam esse dom.
Pelo que percebi há muito cuidado dos irmãos com a ordem e a decência nos cultos e, as vezes, é preciso ter "ouvido de tuberculoso" para ouvir algum presbiteriano falando em línguas, mas, creia REVERENDO AUGUSTUS, o SENHOR da nossa amada IPB "distribui (o dom) individualmente, a cada um, conforme quer"
1 Coríntios 12:11
SOLI DEO GLORIA!

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20/11/11 16:09 delete

Dr. Augustus,
Estive esse fim de semana participando de suas palestras em Tubarão-SC E gostaria de expressar minha alegria pelo tal privilégio que O SENHOR me concedeu, pois foi muito edificante para mim, fiquei impactada com seu conhecimento e humildade.
Quero registrar agui meu agradecimento.
Que DEUS continue a usá-lo poderosamente, através da Palavra, como ELE tem feito...para a honra e glória do nosso SENHOR !!!

grande abraço,

Daniela

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21/11/11 00:48 delete

Reverendo Augusto!
Mto sensato a sua posição, bem coerente e quem dera que todos os históricos tivessem uma opinião mais moderada como a sua.
No entanto, eu como um "calvinista pentecostal" (há quem diga que não existe isso, mas não me atenho a exatidão dos termos), gostaria de externar minha opinião sobre os 3 pontos em que vc dividiu:
1.Não acredito que devemos caracterizar o dia do pentecostes como um ato que nunca mais foi repetido. De fato, podemos dizer que foi o início do movimento do Espírito na vida da Igreja. Mas, tais fatos se repetiram como vemos em várias partes da Igreja Primitiva.( Samaria, casa de cornélio, os discípulos em Éfeso, e alguns outros que não me vem a mente no momento.) Então, mesmo que não acredite que o pentecostes não se repita hoje, vc deve admitir, que não foi somente no dia descrito em At 2.

2. Acho q a discussão de termos não é tão relevante. Agradeço a Deus por sua posição não ser tão radical como infelizmente vejo com alguns históricos.

3. Nesse ponto tbem concordo em partes com vc. Acho que a língua é uma das evidências do "Revestimento espiritual", mas a maior evidência é a espiritualidade e ousadia que vemos, por exemplo, na vida de Pedro que negou a Cristo diante de uma mulher, mas ao ser batizado com Espírito Santo( ou recebido a plenitude, como queira) quando foi ordenado que não se pregasse a Cristo, disse: "importa obdecer à Deus do que aos homens". Então, a maior evidência desse movimento (sei que aqui vou discordar de uma gama de pentecostais) é a ousadia e espiritualidade adquirida Sobrenaturalmente.

Parabéns pela postagem, e que o Cristo que nos une, seja maior que as divergências que nos afastam.

Graça e paz!

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Jaime Alves
AUTOR
21/11/11 14:54 delete

Outro dia foi ao ar uma matéria um tanto polemica relacionada ao mover do Espírito Santo (o tal do cai-cai).

“Engraçado é que ainda que tendenciosa e de forma generalizada” a matéria não deixou de expor uma incongruência ao que tange a verdade das escrituras.

O mais irônico é que o meio divulgador vem de uma fonte cuja doutrina é literalmente heterodoxa.

Mais irônico ainda foi ver formadores de idéia que para satisfazer segundos interesses germinaram um eufemismo para atacar a fonte promulgadora sem piedade, chegando até mesmo a contradizer idéias que antes defendiam a ferro e a fogo

Bom.

Já que existem tantos energúmenos que ditam cátedras, deixa-me expor minha tese pedante já que demagogicamente eu não passo de um marceneiro que nem mesmo concluiu o 1º grau.
Falo isto porque a minha tese é baseada na elucubração autodidata que ao longo destes anos vem sendo introjetado no meu âmago de forma homeopática...

Acredito que na época em que houve aquela manifestação teofanica Deus o fez por um objetivo, e talvez dentro do seu conceito transcendental inefável...

Ele manifeste evidencias inelegíveis a nossa tão comum falibilidade humana, faz parte da sua soberania, ele só não coloca em vitupério, em descrédito a sua superlativa hegemonia...

Particularmente ainda que Deus resolve-se agir de forma atípica em minha vida, jamais faria disto uma doutrina.

Infelizmente é o que mais nós temos presenciado...

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23/11/11 22:55 delete

Raimundo,

Não sei se eu lhe chamaria um "calvinista de carteirinha". Você disse que leu e estudou Calvino. Se realmente você fez isto direito, saberia que quando Calvino fala da soberania de Deus nunca a usa para dizer que Ele concede dons de línguas quando Ele quiser. E saberia que Calvino acreditava que as línguas cessaram.

Você narra a experiência de como começou a falar em línguas. Achei muito estranho. Não vi nada na Bíblia para que pudesse dar base para alguém chegar a outro crente e dizer "receba" o dom de línguas. E muito menos que a recepção deste dom é uma questão de fé e a não recepção é uma questão de incredulidade.

Mais uma vez você passa longe de ser um "calvinista de carteirinha"... não precisa ter receio de assumir que você é, na realidade, pentecostal de carteirinha.

Abs.

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23/11/11 23:06 delete

Felipe Inácio,

Você diz: "não me atenho à exatidão dos termos". OK, então como posso levar você a sério e responder seu comentário, se eu não sei realmente se você está usando as palavras no seu sentido habitual, normal e padrão?

Abraços.

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29/11/11 17:38 delete

Rev. Augustus,

Gostei muito do artigo, pois em geral se enfatizam as diferenças entre pentecostais e reformados.
Pessoalmente, sou reformado, "presbiteriano roxo", mas entendo que existem limitações ao nosso entendimento.
Por mais que Calvino tenha feito estudo aprofundado e foi quem melhor sistematizou a doutrinha cristã, ele não era infalível... Nós não somos devotos de São Calvino!!!
Se as Igrejas não fossem multifacetárias, no Livro de Apocalipse não teria registrado as "Cartas às 7 Igrejas", seria singelamente "Carta à Igreja"!!!
Participo de um conhecido projeto missionário interdenominacional e o convívio com os irmãos de outras denominações é muito rico e proveitoso. Verdade seja dita: muitos irmãos pentecostais (falo das Igrejas sérias e não dos cassinos neopentecostais)evangelizam muito mais do que nós presbiterianos (nesse nosso Ministério, esses irmãos são exemplos inspiradores para nós de amor e dedicação à Obra do Senhor). Moro em Osasco, perto de casa há duas Congregações de nossa denominação e perdi a conta de quantas há da Igreja Assembléia de Deus (no mínimo umas dez)!
As Igrejas Cristãs genuínas (aquelas que pregam o Evangelho, exclusivamente conforme a Palavra de Deus) devem se unir para serem agentes transformadores da sociedade.
Só Deus muda o homem, mediante a sua Graça!
Um forte abraço!

Cristiano Pereira de Magalhães

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2/12/11 16:23 delete

Rev. Augustus, assim como Raimundo existem milhares de "calvinistas de carteirinha" que deveriam trocar a carteirinha por uma de pentecostal do fogo!!! Quer seguir suas experiências? Que siga, mas não diga que é presbiteriano, isso é uma contradição enorme, e se realmente tivesse estudado Calvino jamais diria uma bobagem dessas.

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5/12/11 22:35 delete

Boa noite Rev. Augustus e "Igreja Presbiteriana Zona Sul",

Não entendi uma questão, eu preciso ser cessacionista para defender a doutrina reformada/calvinista?

O que dizer então dos vários teólogos contemporâneos que defendem a doutrina reformada mas não são cessacionistas como Wayne Grudem que inclusive participou como palestrante de congressos sobre teologia na Mackenzie? Ele seria considerado/catalogado como o quê? Afinal qual a carteirinha dele, "pentecostal" ou "calvinista"?

São dúvidas sinceras pois eu me considero um presbiteriano, creio na cosmovisão calvinista, inclusive a soteriologia, afirmo com muito amor as cinco solas, creio e tenho o Senhor Jesus Cristo de Nazaré como o Filho de Deus e meu suficiente salvador, sei que sou salvo somente pela graça mediante a fé em Jesus Cristo e que vivo para a glória de Deus e para alegrar-me nEle eternamente. Não sou cessacionista, como tantos outros homens de Deus não o são, e não me acho menos crente nas doutrinas da graça, contudo a forma como li alguns comentários aqui me levou a essa dúvida, devo deixar minha amada igreja presbiteriana por não ser cessacionista? Devo trocar de "carteirinhas"? Qual "carteirinha" me cairia melhor?

Cordialmente,
Ronaldo

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6/5/14 19:08 delete

Graça e Paz a Todos!

Explique-me...

"Eu os batizo com água para arrependimento. Mas depois de mim vem ALGUÉM mais PODEROSO do que eu, tanto que não sou digno nem de levar as suas sandálias. ELE os BATIZARÁ com o ESPÍRITO SANTO e com FOGO. Ele traz a pá em sua mão e limpará sua eira, juntando seu trigo no celeiro, mas queimará a palha com fogo que nunca se apaga".
Mateus 3:11-12

Por favor alguém me explique o sentido desse versículo, pois alguém mencionou que não ha BATISMO com o ESPÍRITO SANTO pelo que compreendi!!
E a outro afirma que não acredita em milagres, em curas, não sei se em profecias e tal... Pois pode não ser de Deus, tudo bem. Mas a Palavra de Deus nos ensina a provar os espíritos se são ou não de Deus, e pelo que compreendi uma das evidencias que sejam ou não de Deus é que conhecemos os pelos frutos."Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. 1 João 4:1"
"Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores. Vocês os reconhecerão por seus frutos. Pode alguém colher uvas de um espinheiro ou figos de ervas daninhas? Semelhantemente, toda árvore boa dá frutos bons, mas a árvore ruim dá frutos ruins. A árvore boa não pode dar frutos ruins, nem a árvore ruim pode dar frutos bons. Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo. Assim, pelos seus frutos vocês os reconhecerão!
Mateus 7:15-20"

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7/5/14 11:49 delete

Irmã, não sou teólogo, muito menos pastor. Mas tentarei responder. A igreja reformada entende que não há o batismo com Espírito Santo conforme é entendido nas igrejas pentecostais, isto é, quando se fala em línguas.
O batismo com o Espírito ocorre no momento da conversão quando o SANTO ESPÍRITO vem habitar no crente e aplicar a obra da CRUZ em nossas vidas.
Esse é o sentido do texto (Mateus 3.11). João Batista não poderia, jamais, converter os corações ao SENHOR, diferentemente de JESUS CRISTO. O fogo tem o sentido de purificação e, ainda, para distinguir do singelo batismo com água que era feito por João Batista.
A igreja reformada crê em milagres! O maior milagre é a nossa conversão! Já ouvi, com muita sabedoria, de um pastor pentecostal o seguinte - "Milagre para ser milagre, deve ser raro, se não perde esse caráter e passa a ser corriqueiro" (ouvi no rádio e foi esse mais ou menos o sentido).O SENHOR cura até hoje, mas muitas vezes (aliás na esmagadora maioria) se utiliza da medicina!
João Batista foi o último profeta. Hoje, o dom de profecia se revela na exposição da Bíblia. Quando o pastor soube ao púlpito e prega a Palavra está exercendo o dom de profecia. Fora da ESCRITURA nada é confiável. DEUS nos fala através de sua palavra (leia Hebreus 1).
Quanto ao mais, a senhora está correta! Devemos provar os espíritos e avaliar as questões pelos frutos!
Espero que tenha ajudado!
Fraternalmente!

Cristiano Pereira de Magalhães

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