domingo, julho 07, 2013

Augustus Nicodemus Lopes

Poligamia e Casamento Gay

Recentemente minha atenção foi despertada para este assunto por um ativista gay que veio aqui no blog Tempora-Mores questionar minha afirmação de que o padrão bíblico é o casamento heterossexual e monogâmico. “Como assim?” questionou o sábio e entendido ativista (que se declarou ex-evangélico), “no Antigo Testamento temos a poligamia como modelo de casamento usado por homens como Abraão, Davi e Salomão, e o silêncio cúmplice de Deus sobre suas mulheres e concubinas”. E soltou sua conclusão, que da mesma forma que Deus no passado alterou o padrão de casamento, da monogamia para a poligamia, podia também em nossos dias alterar o casamento heterossexual para homoafetivo. Então, tá.

Como eu não havia antecipado este argumento no post sobre teologia gay, achei que deveria dar alguma atenção ao mesmo e escrever algo sobre poligamia. Aos fatos, então.
Encontramos no Antigo Testamento diversos exemplos de poligamia. Os mais conhecidos são estes: 
  • Lameque – duas esposas: Ada e Zilá (Gn 4.19).
  • Patriarca Abraão – três esposas: Sara, Agar, Quetura e várias concubinas (Gn 16.1-3; 25.1-6).
  • Esaú – três esposas: Judite, Basemate e Maalate (Gn 26.34-35 e 28.9).
  • Patriarca Jacó – duas esposas: Raquel e Lia, e duas concubinas: Bila e Zilpa (Gn 29.21-35).
  • Elcana – duas esposas: Ana e Penina (1Sm 1.1-2).
  • Juiz Gideão – muitas esposas e concubinas (Jz 8.30).
  • Rei Davi – oito esposas: Mical, Abigail, Ainoã, Maaca, Hagite, Abital, Eglá, Bate-seba e mais outras mulheres e concubinas (1Sm 25.40-43; 2Sm 3.2-5; 5.13; 2Cr 14.3).
  • Rei Salomão – a filha de Faraó, setecentas outras esposas e trezentas concubinas (1Rs 3.1; 11.1-3).
  • Rei Acabe – uma esposa: Jezabel e outras mulheres e concubinas (1Rs 16.31; 20.2-5).
  • Rei Abias – catorze mulheres (2Cr 13:21).
  • Rei Roboão – duas esposas: Maalate, Maaca, mais dezoito outras mulheres e sessenta concubinas (2Cr 11.21). 
  • Rei Joás – duas mulheres (2Cr 24.1-3).
  • Rei Joaquim – muitas mulheres (2Cr 24.15).
Estes fatos levantam várias perguntas, sendo a mais importante esta: Deus sancionou e aprovou estes casamentos poligâmicos? Se não, por que não há uma proibição clara da parte dele? Seu silêncio significa que o modelo de casamento pode variar com a cultura – monogâmico, heterossexual, poligâmico, homossexual – e que isto pouco importa para Deus? Em resposta ofereço os seguintes pontos como resultado do meu entendimento destes textos acima e de outros referentes à poligamia no Antigo e Novo Testamento.

1. Sem dúvida alguma, o padrão divino para o casamento sempre foi a monogamia heterossexual, isto é, um homem e uma mulher: “Disse mais o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea... Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando- se os dois uma só carne” (Gn 2.18-25).

2. O desvio deste padrão ocorreu somente depois da queda de Adão e Eva (Gn 3), começando com Lameque, o assassino vingativo, filho de Caim (Gn 4). Depois dele, a poligamia foi praticada por diversos motivos. Entre os exemplos de poligamia no Antigo Testamento, encontramos alguns que eram políticos, ou seja, para selar tratados internacionais, como Salomão que se casou com a filha de Faraó (1Rs 3.1) e Acabe que casou com Jezabel, filha do rei dos sidônios (1Rs 16.31), além das mulheres que já tinham. Há outros casos em que o desejo de ter filhos e preservar a descendência parece ter motivado a aquisição de mais uma esposa ou concubina, no caso da esterilidade da primeira esposa, como foi o caso de Sarai ter trazido sua serva egípcia Agar para Abraão (Gn 16.1-4), costume praticado no Antigo Oriente. Provavelmente foi o mesmo caso de Elcana, casado com Ana (estéril) e depois com Penina (1Sm 1.1-2). Havia também o desejo de ter muitos filhos em caso de guerra (cf. Jz 8.30; 2Sm 3.2-5; 1Cr 7.4, 11.23, etc.). Nenhum destes casos, porém, justifica a poligamia, pois se trata de um desvio do padrão monogâmico. 

3. Apesar do surgimento da poligamia cedo na história de Israel, a monogamia continuou a regra entre os israelitas e a poligamia, a exceção. Abraão mandou seu servo conseguir uma esposa para seu filho Isaque (Gn 24.37). Na genealogia dos descendentes de Judá, de entre dezenas de nomes, apenas um é citado como tendo tido duas mulheres, Asur (1Cr 4.5). No livro de Provérbios encontramos o encorajamento ao casamento monogâmico (Pv. 5.15-20; 12.4; 19.14). A ode feita à mulher virtuosa em Provérbios 31 pressupõe que ela é a única esposa do marido felizardo. Mesmo que Cantares tenha sido escrito por um polígamo, que foi Salomão, transparece claramente dele que o casamento é entre um homem e uma mulher, figura da relação de Deus com seu povo Israel. A poligamia, por razões econômicas, acontecia quase que exclusivamente entre os ricos, como os juízes e reis.

4. Os profetas tomam o casamento monogâmico para ilustrar a relação entre Deus e seu povo Israel (Jr 2.1-2; Os 3.1-5; Is 54.1-8; Jr 3.20). O profeta Malaquias denuncia a prática que havia em seus dias dos judeus se separarem de sua esposa para casarem com estrangeiras, mostrando assim que a poligamia não era o padrão estabelecido e muito menos o padrão comum e normal em Israel (Ml 2.13-16).

5. A lei de Moisés trazia diversas restrições e cuidados quanto à poligamia em Israel. A mulher israelita que fosse comprada para ser a segunda esposa teria os mesmos direitos que a primeira e seus filhos seriam igualmente herdeiros (Ex 21.7-11). O filho primogênito, ainda que da esposa aborrecida, teria o direito de herança acima do filho da esposa amada (Dt 21.15-17). Um homem casado não poderia casar com a irmã da sua esposa, o que provocaria a rivalidade entre ambas (Lv 18.18; cf. Gn 30.1). 

6. Vários destes exemplos de famílias poligâmicas registrados no Antigo Testamento são acompanhados dos problemas que o sistema inevitavelmente causava. Os judeus casados com mulheres pagãs eram levados a adorar os deuses delas e assim pecar contra Deus. Havia uma advertência na lei de Moisés aos futuros reis de Israel contra a poligamia neste sentido: “Tampouco para si multiplicará mulheres, para que o seu coração se não desvie” (Dt 17.17), conselho este que não foi seguido por Salomão, cujas muitas mulheres pagãs o levaram à idolatria em sua velhice (1Rs 11.1-8). Foi assim que Neemias interpretou o episódio de Salomão e suas muitas mulheres, quando proibiu os judeus depois do cativeiro de multiplicar esposas pagãs (Ne 13.25-27).

7. Além do risco da apostasia, a poligamia trazia profundos conflitos nas famílias poligâmicas. Havia ciúmes entre as mulheres, que disputavam entre si o amor do marido e competiam em número de filhos (Gn 16.4; 1Sm 1.5-8; Gn 30.1-26). Podemos ainda mencionar a angústia que as mulheres pagãs de Esaú trouxeram a seus pais (Gn 26.34-35). O marido acabava gostando mais de uma que da outra, favorecendo a amada e desprezando sua rival e seus filhos (Gn 29.30; 1Sm 1.5; 2Cr 11.21), o que levou a lei de Moisés, para amenizar esta situação, a estabelecer a lei dos filhos da aborrecida (Dt 21.15-17). Outro problema trazido pela poligamia dos reis de Israel era a briga entre os filhos das diversas mulheres quanto à sucessão, muito bem exemplificada na sucessão de Davi, veja 1Reis 1. 

8. No Novo Testamento na época de Jesus a monogamia era claramente o padrão entre os judeus. Quando alguns fariseus vieram experimentar Jesus com uma pergunta capciosa sobre o divórcio, o Senhor respondeu tendo o casamento monogâmico como pressuposto comum e aceito: “Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mt 19.3-19).

9. Nas igrejas cristãs entre os gentios, o padrão monogâmico estava já estabelecido, embora na sociedade grega a poligamia fosse conhecida e praticada. Escrevendo aos coríntios Paulo declara: “Quanto ao que me escrevestes, é bom que o homem não toque em mulher; mas, por causa da impureza, cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido” (1Co 7.1-2). Aos Efésios, ele compara a relação entre o marido e a esposa à própria relação entre Cristo e sua Igreja: “Eis por que deixará o homem a seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, e se tornarão os dois uma só carne. Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja” (Ef 5.22-33).

10. Paulo claramente proíbe que os líderes das igrejas gentílicas fossem polígamos ou bígamos. Os bispos/presbíteros tinham de ser “esposos de uma só mulher” (1Tm 3.2; Tt 1.3-5) bem como os diáconos (1Tm 3.12).

Portanto, não há dúvida, em meu entender, que o padrão de Deus sempre foi o casamento monogâmico heterossexual, estabelecido na criação, e que a poligamia do Antigo Testamento foi um desvio deste padrão, em decorrência do pecado que entrou no mundo pela queda de Adão. Em Cristo, Deus restaura o casamento à sua forma original.

Contudo, pode parecer que Deus aprovou ou sancionou a poligamia, considerando que a lei de Moisés trazia regulamentações referentes a ela e que não há uma proibição direta de Deus contra a poligamia. Pode ser que nunca venhamos a entender completamente o silêncio de Deus neste assunto, mas uma coisa é certa: ele não significa que o assunto é indiferente para o Senhor e nem que “quem cala consente”.

1. As regulamentações da lei de Moisés sobre a poligamia não podem ser vistas como uma aprovação tácita da parte de Deus quanto ao casamento poligâmico, uma vez que este nunca foi o padrão por ele estabelecido. Trata-se da misericórdia de Deus protegendo as esposas e filhos de casamentos poligâmicos, uma amenização de uma distorção do casamento até a chegada do Messias. 

2. Deus nos revela sua vontade de maneira gradual e progressiva nas Escrituras. No Antigo Testamento ele se revelou em figuras, tipos, promessas. A sua revelação final e definitiva se encontra no Novo Testamento. Antes de Cristo ele suportou sacrifícios de animais, passou leis referentes a comidas, o sistema de escravidão e levirato, o apedrejamento de determinados pecados, a lei de talião (olho por olho),  o divórcio por qualquer motivo, etc. A poligamia deve ser vista neste contexto, como uma das coisas que Deus suportou na antiga dispensação e que foi definitivamente abolida em Cristo, à semelhança de várias outras. 

3. A encarnação e manifestação de Cristo ao mundo trouxe à luz a verdade outrora oculta, agora revelada pelos apóstolos e profetas, que Cristo é o cabeça de sua igreja, um povo único, composto de pessoas de todas as raças, tribos e nações, como o homem é o cabeça da mulher. E que a relação de amor-submissão entre marido e mulher é uma expressão da relação amor-submissão entre Cristo e sua igreja. Portanto, a partir do evento de Cristo, Deus não mais tolera nem suporta a poligamia entre seu povo, como suportou pacientemente no período anterior à sua vinda, pois sua vontade quanto a isto é em Cristo e sua igreja plenamente revelada. Em Cristo restaura-se o padrão original estabelecido por Deus no jardim.

4. Deus pode demonstrar a sua vontade sobre um assunto simplesmente registrando os males associados a ele, como é o caso da poligamia. Apostasia, ciúmes, invejas, disputas entre mulheres e filhos acompanham o histórico da poligamia entre os israelitas. A evidência cumulativa depõe contra a poligamia, mesmo que Deus não tenha se pronunciado expressamente contra ela. 

5. Aqui é preciso dizer que a revelação divina se encerrou com o cânon do Novo Testamento, onde o casamento monogâmico é claramente estabelecido como a vontade final de Deus para seu povo e a humanidade em geral. Portanto, não podemos aceitar que Deus, em nossos dias, esteja mudando o conceito de casamento para incluir o casamento homossexual, uma vez que o homossexualismo é claramente condenado em toda a Escritura canônica e a mesma se encontra definitivamente encerrada. Sola Scriptura!

Augustus Nicodemus Lopes

Postado por Augustus Nicodemus Lopes.

Sobre os autores:

Dr. Augustus Nicodemus (@augustuslopes) é atualmentepastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia, vice-presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana doBrasil e presidente da Junta de Educação Teológica da IPB.

O Prof. Solano Portela prega e ensina na Igreja Presbiteriana de Santo Amaro, onde tem uma classe dominical, que aborda as doutrinas contidas na Confissão de Fé de Westminster.

O Dr. Mauro Meister (@mfmeister) iniciou a plantação daIgreja Presbiteriana da Barra Funda.

28 comentários

comentários
7/7/13 06:09 delete

Assim, meus amigos, se interpreta as Escrituras, pois Ela sustenta a si mesma, sem contradição qualquer. O prazer de ler a Bíblia fica manifesto assim, quando somos instruídos e edificados, mesmo em meio ao mar revoltado desses dias de negação da Verdade. Obrigado Reverendo Augusto Nicodemus, que, mesmo longe, tá por perto.
Roney S Leao

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7/7/13 09:24 delete

Oi amado pastor! Excelente artigo. Só uma aplicação de monogamia e heterosexualidade.No Ev.de Lucas escrevendo para Teófilo lemos: Zacarias e Isabel eram justos diante de Deus vivendo irrepreensivelmente em todos os preceitos do Senhor.Lc 1.5-7. Conclusão: Homem e mulher casados, avançados em idade,hetero e monogamico.

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7/7/13 10:26 delete

MATRIMONIO INDISSOLUVEL
http://migre.me/fm8tf

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Ricardo N.
AUTOR
7/7/13 18:12 delete

Augustus Nicodemus,

Enquanto a poligamia foi tolerada no Antigo Testamento - mas como um afastamento do ideal da monogamia -, a conduta homossexual sempre foi condenado (em ambos os Testamentos) como desvio moral grave. Fica claro que a prática da poligamia no AT não poderia justificar qualquer tolerância com as uniões gays.

Mas tenho uma pergunta: considerando que não há nenhuma proibição explícita e sem ambiguidade da poligamia no Novo Testamento, será que poderíamos tolerá-la em casos difíceis hoje em dia? Por exemplo, se uma família muçulmana converte-se ao Cristianismo e as esposas dependem do marido para sobreviver. Seria possível, em casos excepcionais, tolerar a poligamia hoje em dia?

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7/7/13 20:39 delete

Ricardo,

Este assunto tem realmente provocado muita discussão entre os missiólogos e não há muito consenso entre eles. Numa situação de pecado cultural, é muito difícil uma solução que resolva todas as consequencias de uma só vez.

Ouvi que uma solução adotada tem sido de que o marido convertido fique com uma de suas esposas somente, conjugalmente, mas que não abandone as demais e os filhos financeiramente. E seus filhos já aprenderão o modelo monogâmico para a próxima geração.

Um abraço.

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8/7/13 09:27 delete

"vocês foram ensinados a despir-se do velho homem, que se corrompe por desejos enganosos" (Efésios 4:22)

O homem se corrompe pelos seus próprios desejos enganosos do seu coração!

O homem sente um forte desejo por algo e inventa todos os argumentos possíveis para justificar sua conduta. Seja ela qual for: homossexualismo, lesbianismo, adultério, pornografia, mentira, invenja, maledicência, gula etc...

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Adriana
AUTOR
8/7/13 09:50 delete

Muito obrigada. Vou imprimir e distribuir no estudo bíblico que participo.

AO Comentário do Ricardo N: Li um livro que dizia isso mesmo, no caso de conversão o homem deveria ficar com a primeira esposa, e as demais seriam tratadas como irmãs, ele continuaria sustentando todas elas e os filhos. Mas esposa ficaria sendo somente a primeira.

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Aline
AUTOR
8/7/13 10:25 delete

Muito bom esse texto!!!

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8/7/13 11:27 delete

Muito boa a explicação do pastor. a bíblia recomenda que o homem deve unir a uma mulher e serão uma só carne. Deus não mudou esse conceito dizendo: o homem deve unier a outro homem, e a mulher unir a outra mulher e formaram uma única carne. OS LEIS DE DEUS , continua desde o princío, quem tem mudado é o homem e não DEUS.

QUE DEUS CONTINUE ABENÇOANDO E FORNECENDO MUITA SABEDORIA E INTELIGÊNCIA AO PASTOR NICODEMUS. CÉLIO BISPO- PROFESSOR UNIVERSITÁRIO.

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8/7/13 15:49 delete

Parabens Augustus Deus Abençoe Sua Vida.

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9/7/13 08:46 delete

Excelente estudo reverendo!

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9/7/13 09:58 delete

Reverendo Nicodemus, gostaria de parabenizá-lo pela dedicação ao estudo e ensino das Escrituras. Tenho assistido a vários de seus vídeos, além de ler seus artigos, e posso dizer com propriedade que o sr. tem abordado temas altamente sensíveis com maestria e, acima das opiniões pessoais e possíveis críticas, com fidelidade à palavra de Deus!

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9/7/13 15:13 delete

Pastor, comparo esta "aceitação" de Deus à poligamia, com o pedido do povo de ter um rei sobre ele! Deus não colocou reis sobre o seu povo porque era do seu agrado, mas porque o povo rebelde pediu, influenciado pelos costumes dos povos em redor! Vejamos como Deus responde a este pedido: "E disse o SENHOR a Samuel: Ouve a voz do povo em tudo quanto te dizem, pois não te têm rejeitado a ti, antes a mim me têm rejeitado, para eu não reinar sobre eles.
Conforme a todas as obras que fizeram desde o dia em que os tirei do Egito até ao dia de hoje, a mim me deixaram, e a outros deuses serviram, assim também fazem a ti.
Agora, pois, ouve à sua voz, porém protesta-lhes solenemente, e declara-lhes qual será o costume do rei que houver de reinar sobre eles.
E falou Samuel todas as palavras do SENHOR ao povo, que lhe pedia um rei.
E disse: Este será o costume do rei que houver de reinar sobre vós; ele tomará os vossos filhos, e os empregará nos seus carros, e como seus cavaleiros, para que corram adiante dos seus carros.
E os porá por chefes de mil, e de cinqüenta; e para que lavrem a sua lavoura, e façam a sua sega, e fabriquem as suas armas de guerra e os petrechos de seus carros.
E tomará as vossas filhas para perfumistas, cozinheiras e padeiras.
E tomará o melhor das vossas terras, e das vossas vinhas, e dos vossos olivais, e os dará aos seus servos.
E as vossas sementes, e as vossas vinhas dizimará, para dar aos seus oficiais, e aos seus servos.
Também os vossos servos, e as vossas servas, e os vossos melhores moços, e os vossos jumentos tomará, e os empregará no seu trabalho.
Dizimará o vosso rebanho, e vós lhe servireis de servos.
Então naquele dia clamareis por causa do vosso rei, que vós houverdes escolhido; mas o SENHOR não vos ouvirá naquele dia.
Porém o povo não quis ouvir a voz de Samuel; e disseram: Não, mas haverá sobre nós um rei.
E nós também seremos como todas as outras nações; e o nosso rei nos julgará, e sairá adiante de nós, e fará as nossas guerras."
1 Samuel 8:7-20

Portanto, não é argumento para os homossexuais, que Deus se calou e aceitou tais costumes, só deu a eles o que queriam, pois tinham presenciado seu poder tremendo até ali, no livramento e tantas vitórias que tiveram, mas ainda assim, preferiam o sistema mundano!

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ismael
AUTOR
9/7/13 19:06 delete

Quanto a um mulçumano que se converte a Cristo e tem mais de uma esposa, Se ele abandonar as outras e ficar somente com a primeira não seria esse um caso de divorcio a qual a Biblia rejeita. É claro que eu reconheço que se o convertido ficar apenas com uma ou com as demais esposas, ele estará fora da vontade de Deus para o casamento. Eu entendo que não há uma solução facil e assim como um pecador que se converte a Cristo, mas traz as consequancias do pecado em sua vida como uma AIDS, Assim esse ex mulçumano vai ter de viver a sua nova vida em Cristo com as consequancias do pecado.
Soli Deo Gloria.

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Day
AUTOR
10/7/13 03:20 delete

excelente! Deus abençoe a todos nós, que estamos sob o pecado e sob a tentação diariamente. Sempre passo aqui para fortalecer a minha crença e fé em Deus com o conhecimento que DELE nos foi dado!

Abraços

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Abraão
AUTOR
10/7/13 21:45 delete

DEUS te abençoe pastor.

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Claudio
AUTOR
11/7/13 10:26 delete

Excelente texto.

O que me deixa satisfeito com os textos do Rev. é a clareza com a qual ele aborda assuntos não tão claros à primeira vista.

Que o Senhor Deus continue te usando, Rev. Augustus! Somos abençoados com o teu blog, textos e publicações.

Soli Deo Gloria.

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Arthur
AUTOR
5/11/13 20:27 delete

Um dos problemas do Antigo Testamento em questão de vida conjugal não é só o silêncio a respeito da Poligamia, como a questão do incesto entre irmãos. Não consta que seja proibido explicitamente na lei mosaica, e se formos tomar o relato da Criação literalmente, possivelmente o casamento entre irmãos é admitido por Deus e pelas Sagradas Escrituras.

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5/12/13 11:35 delete

Prezado Augustus
Boa tarde,
Que texto excelente.
Porém confesso que me surgiu uma gigantesca duvida. Sou estudante de teologia, e esta foi uma das minhas primeiras aulas. Onde meu professor explicou que a poligamia é totalmente aceitável e até instituída por Deus, desde que ambos (marido e mulher) estejam de total acordo, ele disse que foi instituída ainda no Edém com Lilite ou Lilit apesar desta não ser citada em gênesis, é em Isaías 34:14, em versões antigas, as versões atualizadas mudaram para o nome para outro termo.
Enfim estava juntamente com Adão e ela, Deus criou as duas para Adão, como ficamos ?

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22/12/13 18:02 delete

Boa tarde Maiara, esta ideia de Lilit é uma ideia muito difundida pelas feministas, e na verdade ela é citada pela Cabala que afirma que ela foi a primeira mulher criada e depois volta como serpente e engana a Eva, no entanto este argumento só surge pela primeira vez no chamado Alfabeto de Ben-Sira composto por volta do Século VII, então não passa de mais uma distorção da verdade, agora fico preocupado com seu curso de teologia com o professor que da ouvidos a tradições mitológicas mais do que ao canôn, além disso a referência a lilit em Isaías é retratado pelo contexto a um praga, provavelmente que voa, pois temos a expressão que ela pousa. Abraços e bons estudos.

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14/7/14 13:38 delete

eu acho que cada um tem que para de julga , e cuidar e sua vida,á bíblia é uma só, e DEUS conhece todos os corações ninguém engana a DEUS ,discutir só gera contenda e é isso que o inimigo faz , o calvinismo é a pura verdade revelada da bíblia ou melhor a SÃ DOUTRINA agora você aceita se quiser ou da melhor FORMA QUE ENTENDER . PAZ !!

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14/7/14 13:40 delete

jesus e o caminho!!

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Felipe Eler
AUTOR
26/4/16 17:16 delete

Rev. Augustus, sou professor na escola dominical da IPB em Barra do Piraí, RJ. Este ano estamos estudando o livro crendices dos crentes, do Gary Kinnaman. Sinto que, apesar de ter sido publicado pela Editora Cultura Cristã, ele tem um pé no neoliberalismo. Gostaria que o senhor me ajudasse numa questão. O autor exemplifica que nos dias de hoje, na África, existem homens poligamos se convertendo. Como fica a situação deles? Seria bom que permanecessem com todas as mulheres? Ou seria melhor escolher uma?

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7/7/16 12:30 delete

Excelente Reverendo Augustus Nicodemus! Num momento teológico tão conflituoso, precisamos mais do que nunca de expositores com a sapiência do irmão. Deus continue usando sua vida.

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Luelen Costa
AUTOR
9/7/16 18:20 delete

Então... Deus vai me rejeitar e não me amar por ter uma opção sexeual diferente? Não serei salva,por estar com uma pessoa do mesmo sexo? A salvação é individual,(Ninguem vem ao pai à não ser por mim) esse contexto bíblico,não fala,(ninguém vai ao pai se tiver com uma pessoa do mesmo sexo)... E ai. A nossa fé nos salva, e não, o heterosexual os salva.

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11/7/16 11:00 delete

Cara Luelen:
Deus salva soberanamente, independentemente da nossa condição de pecado. Mas salvação significa arrependimento e mudança radical de vida. Como ser salvo e continuar com uma postura e condição de vida que não é NATURAL e é classificada como pecado, pelo próprio Deus? Não podemos extair seletivamente da Bíblia apenas aquilo que nos agrada, ou nos conforta em nossos pecado, mas prestemos atenção a toda a mensagem de Deus:

1. Este é o padrão do casamento. O ensino é do próprio Jesus em Mateus 19:3-6. Note que a união é entre UM HOMEM e UMA MULHER: Vieram a ele alguns fariseus e o experimentavam, perguntando: Então, respondeu ele: Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem.

2. O homossexualismo é claramente condenado:
--> Levítico 18.22“Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação”.
--> Deus explicita, através de Moisés, várias formas de desvios sexuais – situações que fogem ao seu plano original e que são classificadas como “abominações”.
--> O Plano de Deus e a estrutura para a humanidade, encontra-se em Gênesis:
1.27: Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.
--> 2.24: Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.

3.O apóstolo Paulo, em Romanos 1.22-27, deixa muito clara essa condição de pecado do homossexualismo, tanto masculino, como feminino:
--> Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos:
mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, bem como de aves, quadrúpedes e répteis.
Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si; pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!
Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza;
semelhantemente, os homens também, deixando o contacto natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro.

4. 1 Coríntios 6.9-11 mostra que homossexualismo é característica dos não salvos; é classificado junto com outros pecados, que não devem fazer parte da vida do cristão. Além disso, ele diz que se há persistência em uma vida de pecado, como você parece advocar, há evidência de que a vida, realmente Não Foi transformada - "Não herdarão o reino de Deus":
--> Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus.
--> Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.


5. O Homossexual pode ser salvo? Claro que sim, mas note, na última parte do verso acima o verbo utilizado no passado "TAIS FOSTES ALGUNS DE VÓS". A igreja abriga toda a sorte de pecadores arrependidos. O que Jesus e seus discípulos não pregam, é uma classe de pecadores que desejam MANTER os seus pecados, fundar igrejas Gays, ou comunidade de adúlteros, dizendo-se cristãos. Ou a mudança de vida é radical, ou não é real.

Solano Portela

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