segunda-feira, setembro 19, 2011

Augustus Nicodemus Lopes

Reprimir o Desejo Sexual faz Mal?

Sempre recebo comentários de alguns leitores de que a abstinência sexual defendida por mim e outros escritores e pastores provoca nos jovens evangélicos traumas e neuroses. Ou seja, passar a adolescência e a mocidade sem ter relações sexuais faz com que os evangélicos fiquem traumatizados, perturbados mental e espiritualmente, reprimidos e recalcados.

Esse raciocínio tem sua origem mais recente nas idéias do famoso Sigmund Freud. Para ele, o sexo era o fator dominante na etiologia das neuroses e o desejo sexual era a motivação quase que exclusiva para o comportamento das pessoas. No início, Freud falava que o ser humano, até biologicamente (todos os seres vivos, no final), viveria sua existência na tensão entre dois princípios, ou instintos, primordiais: o princípio do prazer (instintivo e ligado ao id, às vezes relacionado como a libido) e o princípio da realidade (a limitação do prazer para tornar a vida possível, princípio ligado mais ao amadurecimento e, às vezes, ao superego). Mais tarde (na publicação de Além do Princípio do Prazer, 1920), ele passou a falar em outros dois princípios mais amplos, o princípio de vida e o princípio de morte, os quais ele denominou eros e tanatos, como os dois princípios que geram a tensão que move o ego. De qualquer modo, tanto o princípio do prazer quanto eros (princípio de vida) eram, para Freud, princípios instintivos, ligados à preservação da vida e da espécie, e sempre conectados ao apetite sexual (ver Os Instintos e Suas Vicissitudes, 1915).

Nem as crianças estariam livres desse apetite sexual instintivo – elas desejavam sexualmente seus pais. Freud apelou aqui para o complexo de Édipo, em que o filho deseja sexualmente a mãe e o complexo de Eletra, a inveja que a menina tem do pênis do menino. Naturalmente, quando esses desejos sexuais eram interrompidos, resistidos, negados, o resultado eram as neuroses, os traumas. As obras mais conhecidas onde ele sustenta seus argumentos são Sobre as Teorias Sexuais das Crianças (1908) e Uma criança é espancada - uma contribuição ao estudo da origem das perversões sexuais (1919), onde ele defende o surgimento das neuroses como resultado da repressão do desejo sexual.

Em que pese a importância de Freud, seu modelo e suas idéias têm sido largamente criticados e rejeitados por muitos estudiosos competentes. Todavia, algumas de suas idéias – como essa de que a repressão sexual é a causa de todas as neuroses e distúrbios – acabou se popularizando e é repetida por muitos que nunca realmente se preocuparam em examinar o assunto mais de perto.

Vou dizer por que considero esse argumento apenas como mais uma desculpa dos que procuram se justificar diante de Deus, da igreja e de si mesmos pelo fato de terem relações sexuais antes e fora do casamento. Ou pelo menos, por defenderem essa idéia.

1. Esse argumento parte do princípio que os evangélicos conservadores são contra o sexo. Contudo, essa idéia é uma representação falsa da visão cristã conservadora sobre o assunto. Nós não somos contra o sexo em si. Somos contra o sexo fora do casamento, pois entendemos que as relações sexuais devem ser desfrutadas somente por pessoas legitimamente casadas (ah, sim, cremos no casamento também). Foi o próprio Deus que nos criou sexuados. E ele criou o sexo não somente para a procriação, mas como meio de comunhão, comunicação e prazer entre marido e mulher. Há muitas passagens na Bíblia que se referem às relações sexuais entre marido e mulher como sendo fonte de prazer e alegria. O livro de Cantares trata abertamente desse ponto. Em Provérbios encontramos passagens como essa:

Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade, corça de amores e gazela graciosa. Saciem-te os seus seios em todo o tempo; e embriaga-te sempre com as suas carícias (Pv 5.18-19).

Não, não acredito que o sexo é somente para a procriação. Não, não sou contra planejamento familiar e o uso de meios preventivos da gravidez, desde que não sejam abortivos. Sim, o sexo é uma bênção, desde que usado dentro dos limites colocados pelo Criador.

2. Esse argumento, no fundo, acaba colocando a culpa em Deus, na Bíblia e na Igreja de serem uma fábrica de neuróticos reprimidos. Sim, pois a Bíblia ensina claramente a abstinência, a pureza sexual e a virgindade para os que não são casados, conforme argumentei no post Carta a Um Jovem Evangélico que Faz Sexo com a Namorada. Se a abstinência sexual antes do casamento traz transtornos mentais e emocionais, então, de acordo com os libertinos, deveríamos considerar esses ensinamentos da Bíblia como radicais, antiquados e inadequados. E, portanto, como meras idéias humanas de pessoas que viveram numa época pré-Freud – e como tais, devem ser rejeitadas e descartadas como palavra de homem e não Palavra de Deus. Ao fim, a contenção dos libertinos é mesmo contra a Bíblia e contra Deus.

3. Bom, para esse argumento ser verdadeiro, teríamos de verificá-lo estatisticamente, na prática. Pesquisa alguma vai mostrar que existe uma relação direta de causa e efeito entre abstinência antes do casamento e distúrbios mentais, neuroses e coisas afins. Da mesma forma que pesquisa alguma vai mostrar que os jovens que praticam sexo livre antes do casamento são equilibrados, sensatos, sábios e inteligentes. Pode ser que até se prove o contrário. Os tarados, estupradores e maníacos sexuais não serão encontrados no grupo dos virgens e abstinentes.Talvez fosse interessante mencionar nesse contexto o estudo conduzido na Universidade de Minessota por Ann Meir. De acordo com as pesquisas, o sexo estava associado a auto-estima baixa e depressão em garotas que iniciaram as relações sexuais (idade média de início 15-17 anos) sem relacionamento afetivo ou romântico.

4. A coisa toda é muito estranha. Funciona mais ou menos assim. Os libertinos tendem a considerar todo distúrbio que encontram como resultado de repressão dos desejos sexuais. Mas eles fazem isso não porque têm estatísticas, experiências ou históricos que provam tal teoria – mas porque Freud explica. Em vez de considerarem que esses distúrbios podem ter outras causas, seguem sem questionar a tese de Freud que tudo é sexo, desde o menininho de um ano chupando dedo até o complexo de Édipo.

O próprio Freud, na fase mais amadurecida de sua carreira, se questiona na obra Além do Princípio do Prazer (1920):

A essência de nossa investigação até agora foi o traçado de uma distinção nítida entre os “instintos do ego” e os instintos sexuais, e a visão de que os primeiros exercem pressão no sentido da morte e os últimos no sentido de um prolongamento da vida. Contudo, essa conclusão está fadada a ser insatisfatória sob muitos aspectos, mesmo para nós.


5. Embora a decisão de preservar-se para o casamento vá provocar lutas e conflitos internos no coração e mente dos jovens evangélicos, esses conflitos nada mais são que a luta normal que todo cristão verdadeiro enfrenta para viver uma vida reta e santa diante de Deus, mortificando o pecado e se revestindo diariamente de Cristo (Romanos 3; Colossenses 3; Efésios 4—5). Fugir das paixões da mocidade foi o mandamento de Paulo ao jovem Timóteo (2Timóteo 2:22). Essa luta contra a nossa natureza carnal não provoca traumas, neuroses, recalques e distúrbios. Ao contrário, nos ensina paciência, perseverança, a amar a pureza, a apreciar as virtudes e o que significa tomar diariamente a cruz, como Jesus nos mandou (Lucas 9:23). Os que não querem tomar o caminho da cruz, entram pela porta larga e vivem para satisfazer seus desejos e instintos.

Por esses motivos acima e por outros que poderiam ser acrescentados considero esse argumento – de que a abstenção das relações sexuais antes do casamento provoca complexos, neuroses, recalques – como nada mais que uma desculpa para aqueles que querem viver na fornicação. Não existe realmente substância e fundamento para essa idéia, a não ser o desejo de justificar-se ou desculpar-se diante de uma consciência culpada, da opinião contrária de outros ou dos ensinamentos da Escritura.

Os interessados em estudar mais esse assunto poderão aproveitar bastante o livro Sexo Não é problema – Lascívia, Sim – de Joshua Harris, pela Editora Cultura Cristã.

Augustus Nicodemus Lopes

Postado por Augustus Nicodemus Lopes.

Sobre os autores:

Dr. Augustus Nicodemus (@augustuslopes) é atualmentepastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia, vice-presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana doBrasil e presidente da Junta de Educação Teológica da IPB.

O Prof. Solano Portela prega e ensina na Igreja Presbiteriana de Santo Amaro, onde tem uma classe dominical, que aborda as doutrinas contidas na Confissão de Fé de Westminster.

O Dr. Mauro Meister (@mfmeister) iniciou a plantação daIgreja Presbiteriana da Barra Funda.

19 comentários

comentários
Tom Alvim
AUTOR
19/9/11 19:51 delete

Casei-me virgem aos 31 anos de idade, com a mulher mais linda do mundo e nunca, jamais me arrependi de esperar pelo casamento, que aconteceu dois anos depois de namorar e noivar. Ah! Inclusive pedi a mão da noiva e fizemos tudo conforme a Bíblia ensina. Nossos filhos foram planejados e vivemos sempre buscando a presença de Deus em família. Nós jamais trocaríamos tudo isso pelo que o mundo prega. Sexo seguro? É o casamento dentro da perspectiva divina, o resto é papo furado.

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Ivfraga
AUTOR
19/9/11 21:41 delete

Rev. Nicodemus,

De fato, a alegação de que a abstinência sexual antes do casamento pode provocar traumas e neuroses não se sustenta. Como o senhor bem observou, não existe nenhum estudo ou pesquisa que ateste tal ideia, exceto parte do estudo de Freud, que, diga-se de passagem, estudo esse muito pobre de dados empíricos. Boa parte da teoria freudiana se dá no campo da especulação e do pensamento abstrato, sendo muito carente de dados empíricos - algo muito comum no tempo de Freud, as famosas pesquisas de gabinete.
Sobre a ideia tosca de que os cristãos são aversos a prática do sexo, o senhor foi bastante preciso mostrando que tal ideia nada mais é que uma falácia. Ainda assim,sobre isso, gostaria de recorrer a dois pensadores cristãos conservadores - Norman Geisler e C.S Lewis- que também opinaram sobre esta falácia.
Em seu clássico "Cristianismo Puro e Simples", Lewis toca neste assunto também fazendo a seguinte observação:

“Bem sei que alguns cristãos de mente tacanha dizem por ai que o cristianismo julga o sexo, o corpo e o prazer como coisas intrinsecamente más. Mas estão errados. O cristianismo é praticamente a única entre as grandes religiões que aprova por completo o corpo - que acredita que a matéria é uma coisa boa, que o próprio Deus tomou a forma humana... Quase todos os grandes poemas de amor foram compostos por cristãos. Se alguém disser que o sexo, em si, é algo mau, o cristianismo refuta essa afirmativa instantaneamente”. (LEWIS, 2005, p.130).

Em sua obra "Ética e cosmovisão cristã", Geisler completa:

"Diferentemente de muitas filosofias não-cristãs (das variedades gnósticas e platônicas), a Bíblia declara que a matéria e o universo físico (inclusive o corpo do homem e os órgãos do corpo) são bons. Depois de cada dia da criação está escrito repetidas vezes: 'E viu Deus que isso era muito bom' (Gn 1:10, 12, 18, 21, 25). Depois do dia final, está escrito: '... e eis que era muito bom' (v.31). O sexo era uma parte integrante desta criação muito boa”. (GEISLER,2005,p. 168).

Resumindo: O cristianismo ortodoxo tem uma imagem bastante positiva sobre a prática sexual, ao contrário do pensam alguns libertinos. Por outro lado, a abstinência sexual antes do casamento (que tanto os filhos da pós-modernidade acham estranho) não é somente um legado do mundo cristão. Já ouvir pessoas desinformadas (ou desonestas intelectualmente falando!) lançando a culpa em Santo Agostinho, insinuando que a ideia de que a prática do sexo antes do casamento é uma invenção agostiniana. Tudo bem, Agostinho teceu algumas observações sobre este tema em sua "Confissões", mas , ainda assim, Agostinho não cria, apenas recorre aos textos Sagrados. Por outro lado, antes mesmo de Agostinho, já existia na Grécia Antiga correntes filosóficas que praticavam também a abstinência sexual. Curioso é que, ainda na Idade Média, muitos filósofos praticavam o celibato, ou seja, a abstinência total da prática sexual (ver a obra " Minhas Calamidades" de Pedro Abelardo, por exemplo). Portanto, não foi Santo Agostinho quem inventou que o sexo antes do casamento é pecado, muito embora, em alguns momentos, ele tenha exagerado em alguns pontos sobre esse assunto (opinião minha!)
No mais, penso que existe algo muito forte em torno da temática sexualidade (C.S Lewis fala sobre isso muito bem no seu clássico aqui citado por mim). Acho que ele tinha razão. Não é por acaso que este tema sempre foi, e; ainda é abordado de modo muito especial/cuidadoso em/por todas as culturas (ver o trabalho da antropóloga norte-americana Margareth Mead, "Sexo e Temperamento" ou mesmo o trabalho de Michel Foucault, "História da sexualidade". sobre isso). Assim toda cultura que se tenha registro, todas, indiscutivelmente todas, sempre tiveram um cuidado com esta temática da prática do sexo. Portanto, acho que é algo que devemos levar em consideração também.
No mais é isso, parabéns ao Rev. Nicodemus.

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Danilo Neves
AUTOR
19/9/11 22:48 delete

Rev., qual a opinião do senhor sobre este vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=EnsVMoH6zb8

A pergunta é de um jovem (eu) que assistiu ao vídeo e ficou se perguntando: "Será?".

Acho que o vídeo merece um comentário devido a boa divulgação que recentemente ele teve e devido a tradução gratuita para o português de um dos livros do Driscoll que trata exatamente do assunto do vídeo.

Abraço.

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20/9/11 00:28 delete

Aqui vale lembrar as palavras de C. S. Lewis: “Para qualquer felicidade, mesmo nesse mundo, várias restrições serão necessárias”.

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20/9/11 09:38 delete

Graças á Deus, que pela sua graça ele me faz um adolescente que luta contra meus desejos sexuais!


Quem é traumatizado são esses que vivem para si próprio, esses que vivem como se não existisse Deus, esses que vivem seus próprios desejos! Os adolescentes cristãos não são assim pois eles vivem para glorificar Deus.

O que é lascívia e masturbação comparada com a glória da soberania de Deus? lixo. não entendo como as pessoas tocam Deus, por essas coisas insignificantes

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Marco Sales
AUTOR
20/9/11 09:41 delete

Rev. Nicodemus, como conciliar sua posição de não ser "contra planejamento familiar e o uso de meios preventivos da gravidez", com a Palavra de Deus? Eu e minha esposa temos 2 filhos e dúvidas neste aspecto. Em Cristo,

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20/9/11 10:06 delete

agradeço a deus pela vida e sabedoria que deus o deu (rev. Augustus nicodemus)pois nos vem ajudando atirar varias dúvidas sobre diversos assuntos da vida cristã...

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20/9/11 10:07 delete

Muito bom o comentário. O que acontece é o pensamento relativizado dos cristãos e de alguns pseudointelctuais do nosso meio, tem invertido ou distorcido a palavra de Deus. Penso que precisamos ter equilíbrio sobre este assunto para não cairmos em extremos. Que Deus continue abençoando sua vida.

Um abraço!

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20/9/11 11:13 delete

Danilo,

Assisti o vídeo. A gente fica um pouco chocado com a linguagem direa e explícita do Driscoll, mas a verdade é que pouco se fala claramente sobre este assunto na igreja e especialmente para os jovens.

Eu concordo com Driscoll que a Bíblia não fala de masturbação e que o problema é realmente a pornografia e a luxúria e os pensamentos impuros.

Gostei que ele mencionou que a solução bíblica para os que estão "abrasados" é o casamento.

Eu senti que ele poderia ter sido um pouco mais firme desencorajando a prática. Mas ainda assim, ele é bastante radical diante do quadro libertino e de liberação geral que encontramos hoje na sociedade e infelizmente tb nas igrejas.

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20/9/11 11:20 delete

Marcos Sales,

"Como conciliar sua posição de não ser 'contra planejamento familiar e o uso de meios preventivos da gravidez', com a Palavra de Deus? Eu e minha esposa temos 2 filhos e dúvidas neste aspecto".

A Palavra de Deus não nos obriga a ter tantos filhos quantos é possível se ter. Ou seja, se é possível ter 20 filhos com minha esposa não tem nada na Bíblia que me obrigue a tê-los.

Sou a favor de um planejamento familiar que: (1) não utilize métodos abortivos; (2) não sacrifique o prazer e a alegria de ter filhos em nome da carreira e realização pessoais do casal; (3) estabeleça um alvo realista para o número de filhos dentro das limitações físicas, de idade e financeiras do casal.

Abraços.

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21/9/11 06:00 delete

Dr. Augustus:

Olha não concordo não tenho 29 anos (quase trinta como diz o povo)...

Toquei em várias bandas de rock e na noite.

Nesse contexto minha vida social e sexual era bem movimentada... pra não dizer conturbada.

Me converti não mudei da noite pro dia, estou sendo sincero.

Mas quando a palavra começou a solidificar em minha vida o fato de que devo ser testemunha, percebi que não poderia ser mais isto que eu me permitia ser.

Assumi o único preço requerido pelo Espírito Santo a mim: O preço da renúncia.

Namoro a 06 (seis) meses como uma pessoa linda, e a bem mais que isso já estou na abstinência sexual, visando uma vida mais plena.

Dizer que isso me frustaria seria julgar minha mente e vida um no mínimo prolixa, ou ainda desprovida de inteligência.

Dr. Augustos e e vc sabemos que amar exige provas então convêm os fatos:

Romanos 12. 1 - Amor de Deus ao templo do culto racional - Meu corpo diante de Deus.

Gênesis 2.24 - Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, e serão uma só carne.

Então, seguir a Deus no revela o DEVER, não a opção, mas o dever de trilhar o caminho da pureza, isso é se no mínimo: inteligente.

Paulo fala isso, pelo amor Deus se vc é inteligente, se tem razão no seu culto, se sua fé pensa um pouquinho apresente seu corpo em sacrifício Santo, Vivo e Puro.

Tricotomia do culto perfeito aos olhos do Pai generoso e bom.

Não se trata de frustração, não se trata de recalque mas de constatação de que vale a pena ser fiel a relação de santidade em pureza.

Vale a pena esperar o casamento!!!

Todo jovem deve entender isso.

Depois disso amado jovem ressentido e no pensamento de frustração, .... depois disso vc vai ter sua mulher, que muitas vezes vc chemou de gata, 365 dias no ano na sua cama e no seu aconchego do lar.

Isso durante boa parte de sua vida e até a morte levar um de vcs.

Amigo, sendo o amor mais forte que a morte e o vínculo único da perfeição.

Busquemos algo maior.

Tenha peito e coragem de assumir, em fidelidade, o compromisso de viver mais integralmente.

Sole Deo Gloria

Paulo Fernando de Lucena.

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21/9/11 13:19 delete

Rev. Augustus,

Ótimo texto. Aprecio o texto e a iniciativa de dizer não a toda esta libertinagem que tem entrado no meio evangélico. Se não houver um "freio" em breve isso vai parecer coisa comum.

Abraços

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21/9/11 14:58 delete

Sexo é sempre um assunto cercado por questões complicadas, principalmente quando falamos de pessoas que tem distúrbios que se manifestam nesta área. No entanto, só sei que, por não ter tido sexo na adolescência e em boa parte de minha fase adulta até aqui vivida - hoje sou casado e confesso que não sou virgem -, não possuo distúrbio ou dificuldade alguma. Nunca tive problemas comportamentais, emocionais, de raciocínio por falta de sexo - os tenho por outros motivos....kkkkkkk
Agora, achei o video do Driscoll muito natural. Costumo ser aberto e direto como ele e nunca me arrependi por isso e nunca tive problemas por isso. Por outro lado, já vi muitas dificuldades serem criadas por pessoas que querem tratar de um assunto tão sério e profundo com meias palavras e excesso de cuidado.
Não uso linguajar sujo, ou chulo, mas sou direto, simples, claro e aberto. Por isso, digo: fazer sexo é ótimo; fazer sexo do jeito que Deus manda é o que há. Fazer sexo do jeito errado é uma delícia, mas não é bom. Também não é bom reduzir nossa existência, ou baseá-la entorno de nossa sexualidade. Penso ser este um fator de extrema importância, mas não é o todo.
Relacionar-se sexualmente é bom e importante, mas até isso só faz sentido se for para servir a Deus.

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JS Graça
AUTOR
22/9/11 06:57 delete

Amado Reverendo,este é um tema singular em sua complexidade e polêmica.Suas colocações realmente tem fundamento,mas na minha opinião o que traz essa neura toda para os jovens é a demonização dos desejos..somos ensinados a condená-los e não compreende-los.."cuidado com a masturbação".."cuidado com a ereção involuntária",ou seja,não somos educados,mas reprimidos..me lembro que quando disse ter noivado,ao invés de abençoarem meu futuro casamento,praticamente tentavam controlar meu noivado com ameaças"divinas" do "fogo do inferno" para os impuros.Acho também que casar,por si só,não garante vida sexual santificada,pois há maridos que desonram suas esposas de todas as maneiras e depois se acham no direito de usufruirem do sexo(e de boa qualidade) por causa do matrimônio estabelecido..O leito sem mácula venerado entre os evangélicos é somente o sexual,esquecendo-se da violência doméstica,da falta de diálogo entre as partes,da intransigência,do machismo tão presente em nossa sociedade,etc..Ser casto é uma opção revelada na Bíblia,porém não deve ser uma fuga medonha de nossos desejos sexuais.

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22/9/11 10:46 delete

Ótimo texto. Casei aos 22 anos, minha esposa e eu nos "guardamos". Não me arrependo. Na época, era pentecostal, hoje, somos anglicanos. Tenho visto muito liberalismo teológico por ai, inclusive na questão sexual. Existe até certo nome de "peso" (não me perguntem quem, risos), que vive taxando todos os conservadores de criadores de neuroses... Contra todos eles, e pelo bem deles, basta-nos a suficiencia das Escrituras, que nunca erra.

Marcelo Lemos

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Filipe Ivo
AUTOR
22/9/11 16:25 delete

Louvado seja Deus pelo blog pessoal , Deus esteja abençoando a todos e bela postagem
gostei muito .

Venho convidar a seguir e participar do site : chamadosdedeus.com/blog

Valeu Paz

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23/9/11 09:52 delete

Excelente post.
Falou muito bem sobre a questão da abstinência sexual entre os jovens cristãos.
De fato, quem quer servir a Deus precisa renunciar as suas vontades, como o sexo antes do casamento ou fora dele.

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solredd
AUTOR
27/5/12 16:44 delete

http://www.youtube.com/watch?v=LRhbd1KASU4
REV. eu vi esse video, comentei com minha esposa e esse assunto gerou uma discussão dentro de casa. sei que não tem relação com o tema mas se puder comentar ficarei muito agradecido.

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4/12/12 16:09 delete

oi não discordo do que vc falou,mas eu pergunto sera que todos os evagélicos pensam e agem assim? Eu sou garota de programa e ja a anos um dos meus amantes "clientes"é um pastor evangélico não vou falar aqui de qual igreja pois acredito que não seja necessário expor enquanto instituição cristã, o fato é que eu penso que isso é uma questão uma opção pessoal que nem sempre depende da religião e que nem todos os evangélicos são fiéis a essa conduta e nem todos as outras pessoas de outras ideologias cristãs merecem ser taxados de lascivos e libertinos.O que o senhor pode me dizer sobre isso?

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