domingo, fevereiro 12, 2012

"O maior inimigo de Jesus é o Cristianismo"

Li esta frase hoje no Facebook. O problema dela é que não define nem Jesus e nem Cristianismo. Existem muitas concepções de Jesus e mais ainda do Cristianismo. Assim, a frase pode significar várias coisas para diferentes pessoas. Por exemplo.

Se o autor for um desigrejado, daquele tipo que quer Jesus mas não quer a igreja, ele deve entender, ao que parece, que Jesus era uma espécie de líder informal de um grupo desorganizado de pescadores, grupo este que após a sua morte se multiplicou em outros grupos que se encontravam em qualquer lugar, sem liderança, sem estrutura alguma, onde as coisas aconteciam sem planejamento e sem estrutura, ao sabor do "Espírito", onde não havia normas, críticas e o amor predominava. E Cristinianismo, para ele, deve ser uma religião que deturpou completamente este grupo informal de andarilhos, pois construiu templos, instituiu ofícios, estruturou liturgias, organizou-se hierarquicamente, criou credos doutrinários e confissões de fé, estabeleceu a disciplina eclesiástica e criou normas. E ao fazer isto, desviou-se de Jesus e de sua mensagem simples. E por usar o nome de Jesus, sendo uma religião que nada tem a ver com ele, se torna seu pior inimigo.


O problema com esta conceituação é que o desigrejado parece não conhecer direito nem Jesus e nem o Cristianismo histórico. Pois Jesus tinha muito pouco de informal na organização de seus discípulos e o Cristianismo nem sempre fez de sua estrutura e organização um fim em si mesmas.

Se o autor for um liberal, daquele tipo que faz a diferença entre o Jesus da história e o Cristo da fé, Jesus era um reformador judeu, à semelhança dos antigos profetas, que queria reformar o judaismo de seus dias e restabelecer a piedade da Torá, perdida no período dos Macabeus. Quem fundou o Cristianismo foi um de seus discípulos, um judeu chamado Saulo de Tarso, que tomou alguns conceitos ensinados por Jesus, bem como suas próprias interpretações da pessoa de Jesus, e os reformulou e adaptou a conceitos que ele já tinha antes, oriundos das religiões gregas e do gnosticismo. Portanto, o fundador do Cristianismo é Paulo e esta religião é diferente e distinta daquilo que Jesus ensinou. Ao criar o Cristianismo do Cristo da fé Paulo o tornou no maior inimigo do Jesus da história.

O problema do liberal é que ele rejeita o quadro que os Evangelhos nos dão de Jesus e também a autoria paulina da maioria das cartas que trazem o nome de Paulo. Ele reconstrói o cenário do cristianismo primitivo a partir das religiões pagãs, do gnosticismo e dos evangelhos apócrifos.

Creio que os Evangelhos nos deixam claro que Jesus passou aos seus discipulos determinadas instruções que, para serem seguidas, exigiriam alguma medida de organização, estruturação, hierarquia e formalização. Assim, a Igreja cristã, seguindo as orientações de Jesus, já nasceu estruturada e organizada. Eu não me refiro a templos, organistas, liturgia fixa, ou coisa do gênero. É claro que estas coisas foram acrescentadas ao longo do tempo. O que eu quero dizer é que, de acordo com o livro de Atos e as cartas dos apóstolos a igreja cristã tinha liderança, confissões, hierarquia, ofícios, e dois sacramentos ou ordenanças (ceia e batismo) além do exercício da disciplina. Estas coisas confirguram uma organização, ou um organismo estruturado, que veio a ter o nome de Cristianismo. Ou seja, não era uma fraternidade informal que se encontrava para bater papo sobre coisas espirituais. Portanto, não se pode ser contra o Cristianismo somente porque é uma religião organizada.

Já escrevi um artigo extenso aqui no blog sobre este assunto, onde mostro a base bíblica para a organização e estruturação das igrejas locais. Veja aqui.

Concordo que existem regras, liturgias e praxis no Cristianismo que são humanas e desnecessárias, mas isto não quer dizer que não existam regras, normas, e um grau de organização que foram determinados por Deus para a Igreja. Pensar que a Igreja de Cristo não tem um mínimo de organização, regras e normas é anarquia eclesiástica.

O Cristianismo só é o maior inimigo de Jesus quando deixa de professá-lo como Senhor e Salvador, quando nega sua morte vicária na cruz pelos nossos pecados, quando rejeita sua ressurreição e sua vinda, quando usa seu nome para arrecadar dinheiro para enriquecimento pessoal ou para promoção da própria glória, se seculariza, se mundaniza e deixa de ser sal e luz. É uma ignorância profunda passar uma condenação generalizada sobre todos os cristãos de serem inimigos de Jesus.

Seria bom saber se o autor da frase se considera amigo de Jesus, e por que.

17 comentários:

Gleydson Tavares disse...

Muito boa a refutação Reverendo. O pastor Caio Fábio é o maior proclamador dessa ideia, gosto de algumas coisas que ele escreve, mas ele não pode generalizar para todos essa visão. Graça e Paz.

Paulo Iuri disse...

Graça e Paz! Gostaria de saber se O Reverendo Acredita que 03 anos de ministério são suficientes para se organizar em hierarquias, liturgias e um local fixo para a pregação? por que se for por que Jesus não o fez? e dentre as instruções de Jesus que O Reverendo cita, onde diz que que essas estruturas precisam ser erguidas? por que ainda não consegui enxergar isso na escritura.

zwinglio rodrigues disse...

Nobre colega Nicodemus, paz!

Que beleza de texto!

Concordo plenamente.

Leio o que posso escrito pelo irmão e glorifico a Deus por tanta lucidez.

Pena você ser calvinista.

Mas, tá tudo bem, pois ninguém é perfeito.

:)

Jaime Alves disse...

Acredito que o homem "genericamente falando" é o inimigo de Deus, e quando este homem adentra ao cristianismo sem permitir que o cristianismo anule a sua autossuficiência então o mesmo faz da sua filosofia um pseudo cristianismo e conseguinte inimiga de Deus...

Ismar Sahdo disse...

Passado o Engano, as pessoas começam a cair na real. Então, surgem muitas e muitas perguntas: O que faço? Para que igreja eu vou? Ainda existem igrejas boas? Onde elas estão? Sim, ainda há boas igrejas e bons pastores. A maioria, todavia, existe na obscuridade em razão de que se negaram a entrar no “esquemão evangélico”, espaço no qual se criam os grandes Shows de Fé, porém vazios do Evangelho. Muitas dessas boas igrejas nem são “interessantes” como ajuntamento e nem sempre têm pastores “carismáticos”. Mas são honestas, sinceras, sérias, misericordiosas e capazes de lidar em amor e graça com a natureza humana. Das chamadas igrejas grandes e institucionais que conheço no país, a mais aberta, sadia, amiga, sincera, pronta a acolher, bondosa, gentil, educada, e extremamente prática no trato da vida, é a Catedral Presbiteriana do Rio. Para mim a Catedral é uma prova de que uma comunidade pode ter história—muita história por sinal—e não se deixar matar pelo peso das tradições e nem se deixar engolfar pelo culto a si mesma. No entanto, tudo depende da liderança. E, sem dúvida, o pastorado do Reverendo Guilhermino Cunha é a razão de que aquela igreja seja hoje um dos lugares mais sadios do país para se freqüentar e criar os filhos. Estou dizendo isto porque desejo deixar bem claro que não é a instituição que tem o poder de matar as coisas, mas sim o coração que se deixar fixar pelos limites da instituição, fazendo da existência dela um fim em si mesmo. Uma instituição é sempre algo como o Sábado nas narrativas do Evangelho: pode ser dia de descanso ou pode ser dia de prisão e dia de juízo e morte. Tudo depende de como se vê as coisas. Simplificando: nenhuma instituição tem o poder de fazer mal quando os homens não se deixam instituir como função engessada dentro da instituição. Ora, assim como o Sábado foi feito para o homem e não o homem para o Sábado, assim também a instituição existe para servir o homem, e não o homem à instituição. Toda instituição que existe para servir aos homens é boa e útil. Porém, quando ela demanda que os homens existam para mantê-la e servi-la, então, ela se torna demoníaca e instrumento do congelamento das almas humanas. Ou seja: uma instituição só tem poder maléfico se os homens a servirem como algo que é superior à vida e a existência dos indivíduos. Quando é assim, até o Templo de Jerusalém vira morada de demônios e gera para a escravidão. Quem entende isso já andou mais da metade do caminho. Caio

http://www.caiofabio.net/conteudo.asp?codigo=02368

Ismar

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Paulo Iuri,

Seu engano fundamental é separar Jesus de seus apóstolos, que foram escolhidos por Ele e a quem Ele deu ordens para edificar a Sua igreja.

Durante os seus 3 anos Jesus estabeleceu liderança (escolheu Doze), determinou que batizassem os discípulos e celebrassem a Ceia (ordenanças ou ritos), disse que a Igreja reunida teria poder para excluir os membros faltosos não arrependidos. Os apóstolos, continuando a obr de Jesus, organizaram igrejas locais, instituiram lideranças e orientaram as igrejas a como adorar a Deus, escolher seus líderes e cuidar dos seus necessitados.

Leia 1 e 2Timóteo e Tito e se pergunte honestamente se Paulo não está ali orientando e organizando uma igreja. Não esqueça também de ler o livro de Atos.

O problema não é o local fixo - não defendo que haja, mas defendo que os crentes se reunam regularmente para cultuar a Deus, ouvir a Palavra, celebrar a Ceia e serem instruidos e edificados por pessoas que a Bíblia chama de pastores e mestres. Se vai ser num lugar fixo, numa casa, num templo, na rua ou na praia, não faz a menor diferença.

O problema dos desigrejados é que misturam as coisas e jogam fora não somente a água suja da banheira, mas o menino junto com ela.

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Oi, Zwinglio,

Obrigado pelas boas palavras.

Perdão por ser calvinista, já tentei me livrar deste erro mas não consigo. Pois quanto mais eu leio a Bíblia, em vez de me sentir repreendido e corrigido, me sinto mais e mais convencido.

É que eu já fui arminiano, sabe. Provei os dois lados. E cai na tentação e virei calvinista, desculpe por isto, foi mal, mas é que realmente uma vez que a gente experimenta disso, não tem retorno...

zwinglio rodrigues disse...

Pr. Nicodemus,

por isso que sempre que posso leio o irmão: Tiro certeiro... :()

o pregador disse...

Graça e Paz!
Rev. estou pensando em uma frase que escutei de um colega, também Teólogo ortodoxo, assim como eu. Disse ele: "o nosso problema é que nós estamos querendo dissecar Deus". Essa é uma frase indigesta mas lendo esse texto do amado, fiquei pensando que meu ilustre colega estava muito certo. Eu quero ainda acrescentar que nesse desejo de conseguir dizer tudo sobre Deus, nós acabamos dizendo besteira. Cristo e o Cristianismo podem ser iguais ou extremamente diferente, mas quem vai determinar é nossa leitura correta do testemunho das Escrituras acerca de Cristo e de sua Obra. Sem mais a acrescentar, que Deus abençoe o Senhor e sua casa.
Abraços

Jaime Alves disse...

Acredito que nosso amigo Paulo Luri polariza a questão que muitos dês igrejados argumentam e partem para um fundamentalismo exacerbado.

Já que Jesus era um exímio contador de parábolas eu quero re lembrar-se de uma de suas metáforas em que ele afirmava ser a videira verdadeira isto no capitulo 15 do evangelho escrito por João, porém três capítulos antes ele vai mais além ainda onde se autodenomina a semente...

Acredito que um arquiteto trabalha no campo das idéias, idéias estas que ao serem postas em pratica configuram-se na consolidação de toda uma estrutura...

Agora, quanto a preparação de Jesus, não creio que foram apenas três anos, pois desde sua adolescência ele crescia na graça e no conhecimento, em outras palavras.
Desde sua juventude Jesus Cristo se preparava para a magnânima missão a qual estava imbuído.

Quanto aos templos da atual conjuntura, o problema não é a organização, mas sim os organismos...

Levanto a bola, e que quem tem maior conhecimento do que o meu venha reverberar esta questão...

[Epistola de Jaime a igreja virtual...]

Não seria assim que se escreveria se Paulo estivesse vivendo em nossa época?

Epístola de Paulo a igreja Univer,...
Quero dizer a igreja de Laodisséia...

Mizael Andrade Reis disse...

Pr Nicodemos,

Uma outra questão a se levar em conta pela qual podemos avaliar a situação da Igreja primitiva para a qual não se havia templos, consiste no fato de que era uma igreja perseguida, pessoas às quais sofriam ferrenha perseguição pelos judeus para os quais havia um lugar instituído, sendo as sinagogas, e, desprezados também pelos romanos classe da qual também sofria perseguições. A igreja primitiva não dispunha de espaço por muitas razões, mas, não menos porque sequer teve a concessão dada pelo estado, ou, o reconhecimento dos judeus para se organizar publicamente. Portanto, uma pergunta salutar seria: Se caso fossem os cristãos reconhecidos como defensores de uma fé aceitável[o que fez constantino e posteriormente a promulgação oficial dada por Teodósio], ou no mínimo, cidadãos dignos de respeito, a despeito da religiosidade, não teriam a liberdade para se organizarem num lugar público?

A perseguição que sofreu a Igreja primitiva, em razão da qual não pôde sequer pregar nas praças, assim muito menos estar num lugar público ou organizacionalmente instituído, comungando a fé, consiste na mesma perseguição que hoje sofre a igreja em terras comunistas como na Coréia do norte, chamada de Igreja não autorizada, não dispondo de espaço e lugar publicamente permitido para se reunir.

Não se trata de um lugar santo no qual nos congregamos, mas, sim de um lugar oportuno do qual nos valemos para cumprirmos as ordenanças de Deus destinadas a sua Igreja, que não é parede, mas sim pessoas por Ele e para Ele salvas.

Rafael P. Saldanha disse...

Rev. Nicodemus,

Parece-me que você andou lendo as minhas conversas no Facebook (risos).

Há uns 5 dias um amigo meu, que é desigrejado, começou a debater comigo por causa de uma sátira que eu postei, o qual mostrava algumas citações de personagens históricas (Diocleciano, Voltaire, Hitler) que diziam que o Cristianismo iria acabar antes de suas mortes.

O que me impressionou é que o seu texto serve como uma resposta certeira para as baboseiras que ele postou:


"(Desigrejado): Cristo nunca pregou o cristianismo, pregou o evangelho, pregou a salvação, pregou a quebra de paradigmas, o cristianismo ficou para o Constantino e para os espertos que vieram depois dele...Os simples, puros e até os bobos ficaram com o evangelho, os políticos, espertos e mercadores se tornaram cristãos.
8 de Fevereiro às 07:59 · Curtir

(Desigrejado) O cristianismo é o anti-Cristo, visto que com cristo só guarda semelhança ortográfica e fonética e nada mais.
8 de Fevereiro às 08:00 · Curtir

Rafael Pimentel Saldanha As Boas Novas da salvação pregadas por Cristo e os outros ensinamentos nas Sagradas Escrituras que foram escritos por vários homens divinamente inspirados por Deus para que possamos conhecer e entender mais sobre Ele, e assim, viver uma vida de temor e arrependimento diante dEle compõem o que é chamado o Cristianismo.

Fico com essa frase de John Stott pra expressar o que eu realmente quis dizer sobre o Cristianismo:
"O cristianismo não é primariamente um sistema ético, um sistema de ritual, um sistema social, ou um sistema eclesiástico – ele é uma pessoa, ele é Jesus Cristo, e ser um cristão é conhecer a Jesus, é segui-lo e acreditar nEle."

Eu entendo que, historicamente, desde o imperador Constantino muitos acrescentaram várias heresias e fizeram mudanças drásticas no Cristianismo (Boas Novas) que era pregado pela igreja primitiva , e, assim, desviaram totalmente da Verdade. Até o apóstolo Paulo nos diz e nos aconselha em suas cartas que existe muita gente com novas ideias e ensinamentos estranhos que são doutrinas de demônios e anátema. Portanto, mesmo com o Evangelho sofrendo vários ataques filosóficos, intelectuais e culturais para que ele se desvirtue do seu foco que é o Evangelho da Cruz, "o céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar" (Mateus 24:35).
8 de Fevereiro às 19:19 · Curtir"

Fábio Vaz disse...

Nestes tempos pós-modernos e revisionistas, qualquer um se acha no direito de "reinventar" conceitos. O Cristianismo, porém, não é um conceito, é a expressão viva de um relacionamento real com Deus por meio de Jesus Cristo. Quem não entende isso não entende o que é Cristianismo. E o que vemos em muitos lugares e "igrejas" (especialmente no neopentecostalismo, essa paródia grotesca de uma igreja cristã, que não passa de uma aberração em todos os sentidos) é um arremedo tosco e deplorável de Cristianismo, não o verdadeiro Cristianismo. Confunde-se quem não entende de Bíblia, de teologia e de História.
www.alegrem-se.blogspot.com

Adam disse...

O Cristianismo só é inimigo de Jesus quando deixa de ser Cristianismo

- disse...

Pr. Nicodemos

Se desigrejados é estar fora da política das estruturas denominacionais de nossos dias, OK, pois qual o mal se tais pessoas se reunem em casas em torno da Palavra e alí celebram a vida na pessoa de Cristo e do Seu Evangelho.

Esse suposto "cristianismo" ao rejeitar esses grupos, erram, pois em vez de julgar conteúdos estão julgando a forma, isso soa com todo respeito preconceito.

Por exemplo a igreja universal do reino de Deus faz parte desse "cristianismo meia boca", os caras tem ofícios, liturgia, estrutura, sacramentos, e aí, o que muda ?

Quer maior seita das brabas do que essa gente ?, portanto ao meu ver a questão não é a forma e sim conteúdo, onde Cristo deve ser o centro.

Agora se tem ofício, liturgia, sacramentos, isso é querer arrumar "chifre em cabeça de cavalo", qualquer grupo que se reuni, existe
ainda que de maneira informal tais aparatos de culto.

Enfim, a nossa questão que deveria ao meu ser relevante em nossos arraiais é crescer em profundidade na Palavra, pois Cristo é esperança da glória, o resto é fogo amigo, ou medo de nossas estruturas perderem a importância, tendo em vista alguns eloquentes expoentes do Evangelho estarem como Caio Fábio desconstruindo esses conceitos antigos intocáveis da religião cristã ocidental.


Em tempo: sou presbiteriano "igrejeiro", mas ouso olhar esses grupos sem preconceito ou tentar marginalizar-los, pois para mim, o conteúdo é o grande fator de diferença e não estruturas denominacionais, bem já expositei acima minha opinião.


Abraços


Mauro Silva

Augustus Nicodemus Lopes disse...

Mauro,

Quando uso o termo desigrejado, estou me referindo a:

1) Gente que não frequenta igreja nenhuma, nem mesmo participa de reuniões em casas.

2) Gente que ataca as igrejas denominacionais como se as mesmas fossem uma corrupção do Cristianismo original e primitivo.

Eu não tenho problema algum com igrejas que se reúnem em casas, desde que elas reconheçam que o Cristianismo autêntico não se define por local de reunião. O Senhor e o Espírito atuam e agem igualmente em templos de igrejas denominacionais. Eu nunca defendi que o Senhor Jesus só age e atua nos templos das denominações e dentro das estruturas denominacionais. Todavia, os desigrejados acham que o Senhor só age fora dos templos das denominações - do que discordo fortemente. Tenho certeza absoluta que nas reuniões destes desigrejados será possível encontrar elementos contrários ao Cristianismo bíblico, quer em matérias de conceitos e idéias, quer em matéria de praxis, conduta e comportamento.

Não tenho o menor receio das estruturas denominacionais perderem membros, Para mim, a Igreja de Cristo é muito maior que as denominações, inclusive a IPB.

Minha contenção é contra os inimigos de qualquer forma organizada e estruturada de ser igreja. Não penso que este seja um critério para se definir a Igreja verdadeira.

Portanto, acredito que você e eu estamos na mesma página, pelo menos neste assunto, rsrsrs.

Abraços.

Francisco Mário disse...

Excelente texto, rev. Nicodemus. Vendo os comentários, percebi que havia um que questionava que apenas 3 anos era insuficiente para ue Jesus organizasse uma estrutura ou ensinasse sobre isso.

Precisa-se entender que esse 3 anos com os discípulos foram intensos dormindo e comendo com Jesus. Depois, duvidar da capacidade de Jesus nesse propósito é dar-nos motivo para rir.

Se pedem base bíblica sobre isso, Mt 18 é o bastante quando Jesus fala em chamar os prebíteros numa ação de disciplina na igreja. Se alguém acha que isso não é base, não leu ainda essa passagem ou não crer nela.