quarta-feira, junho 06, 2012

A luta é pela mente dos nossos jovens...

 Nos EUA perto de 50% dos jovens de lares cristãos perdem a fé depois que entram na Universidade. Acho que os números são iguais no Brasil.

Acho que nossas igrejas e as escolas evangélicas não estão preparando os jovens para a visão de mundo naturalista e ateísta da academia.

Quando não perdem a fé, criam uma dicotomia entre fé e mundo, separando fé e entendimento, crer e pensar. Tempos difíceis estão por vir.

9 comentários:

Cristiano Silva disse...

Eu concordo em partes, porque acho que a "luta" começa bem antes dos jovens irem para a Universidade: na época em que vivemos, a Era Digital, a informação está acessível de vários lugares (não só da TV ou dos pais), inclusive para as crianças, que desde cedo já começam tomando contato com a forma que o mundo pensa. Eu vejo já vários adolescentes assim. Já escrevi algo neste sentido em meu próprio blog.

Fora que as pessoas que como eu que não tiveram o privilégio de estudar em escola evangélica já tomavam e ainda tomam contato com esta visão bem mais cedo.

Em resumo: o problema citado no post existe sim, as estatísticas estão aí como mostrado, mas acho que é "o buraco é mais embaixo".

Luiz Miguel de Souza Gianeli disse...

Muito bem colocado Pr. Augustus Nicodemus Lopes,
Nos últimos meses (especialmente nas últimas semanas) tenho pensado muito sobre isso, até escrevi algo relacionado em meu blog: http://diamanteseternos.blogspot.com.br/2012/05/o-desafio-do-neo-ateismo.html
é uma triste realidade e temos falhado sim, como igreja, em preparar nossos jovens para esse desafio.
Abraço,
Luiz Miguel

Filippo disse...

Rev. Augustus, já é um prolema antigo. Participei de um grupo cristão que atuava em escolas durante o colégio técnico e a universidade, mais nos moldes da Cruzada Estudantil. A maioria de nós não conseguia encontrar respostas e às vezes nem apoio nas igrejas para os questionamentos com que éramos bombardeados em nossos cursos. Assim, nosso primeiro objetivo era "manter a fé", evangelizar vinha depois. Muitos mantiveram a fé, alguns colegas conheceram o evangelho, mas mesmo assim, vimos muitos cristãos cedendo às tentações ora mais intelectuais, ora mais carnais.

Anderson Gonzaga disse...

Não é pela mente. É pela alma deles.
A pior coisa que pode acontecer a alguém é ser criado num lar "evangélico" entre aspas. Porque pais "evengélicos" entre aspas, tornarão o coração de seus filhos duros como pedras à pregação do evangelho. Nada do que a igreja ou escola cristã ensinar poderá florescer no coração de alguém que tem pais "evangélicos" entre aspas. Melhor seria a essa pessoa ter nascido num lar não cristão.
A bíblia diz que a pregação de um evangelho falso, pervertido, endurece os corações e pode matar a semente semeada.
Uma vida dupla dos pais pode matar a semente do evangelho no coração dos filhos.

Saulo disse...

Dr. Augustus Nicodemos !!!

Eu tenho uma dúvida cruel a respeito das escrituras e não sei como me posicionar diante disso, visto que puritanos e mesmo Karl Barth compartilham do seguinte pensamento: "a possibilidade do conhecimento de Deus encontra-se na Palavra de Deus e em nenhum outro lugar". Sob essa perspectiva, o que seria do homem mediano que não tem acesso ao estudo das escrituras em seus idiomas originais? Como enxergar as revelações, profecias e milagres (sendo estas, a princípio, manifestações de Deus)?
Minha dúvida flui da preocupação que tenho a respeito de falsos mestres, que aparentam amontoar para si um vasto conhecimento sobre as escrituras e induzem muitos jovens a acolher suas interpretações bíblicas, em função de seu “vasto” conhecimento. O fato, é que se Deus “manifesta-se somente através da palavra” e pouquíssimos cristãos tem um aprofundado conhecimento a respeito da Teologia (Fundamentalista ou Liberal) e a repercussão prática de suas premissas, somente os detentores deste conhecimento conheceriam a Deus.
Gostaria que esta dúvida fosse dirimida pelo Dr. Augustus Nicodemos, pois o admiro e me identifico com seu repúdio à Teologia Liberal.

José Moglia disse...

Realmente Dr. Nicodemus, trabalho numa Empresa e sou cercado por jovens confusos, questionadores e percebo que estão cada vez mais distante do conhecimento verdadeiro de Cristo e de sua palavra, será necessário muito empenho dos pastores e líderes para ajudá-los e assim fortalecer a igreja do Senhor com a ajuda do Espírito Santo!

Alex Barbosa disse...

Reverendo, esse assunto poderia, caso não seja, ser tema de palestras, pois realmente é preocupante esse dado e, inclusive dentro das igrejas reformadas, onde valoriza-se a palavra e procura-se ter uma atenção ao ensino das Escrituras.
Já vi casos de pastores levarem psicólogos para darem palestras em igrejas, esses nem sendo cristãos, e rejeitando um psicólogo cristão. Pergunto: ensina-se à luz do que? Penso que das Escrituras, ou estou equivocado?
O jovem necessita de referenciais, professores universitários cristãos, alunos cristãos, e esses, alertando sobre o caminho.
Reverendo, sou grato a Deus pela vida do senhor, pois tem contribuído significativamente para essa geração. Peço a Deus que muitos outros levantem-se para batalhar pela fé, que um dia nos salvou.
Graça e paz.

astse disse...

Prezado Reverendo,
Eu partilho da preocupação com a consolidação da fé cristã, principalmente por parte dos jovens que enfrentam diversos embates no campo acadêmico.
Um dos textos mais maduros e didáticos que li recentemente a respeito dos "enganos no diálogo entre ciência e fé" foi do Rev. Francisco Leonardo Schalkwijk, que pode ser encontrado neste link.
Também tenho tentado racionalizar a respeito da questão entre fé e ciência, por exemplo nos textos "Filhos da luz" e "A fé na ciência".
Gostaria de compartilhar a sugestão de dois livros edificantes na abordagem destas questões relacionadas, que tive a oportunidade de ler recentemente:
"De todo o teu entendimento", Gene E. Veith, Jr.
"Pense - a vida da mente e o amor de Deus", John Piper

Saudações cordiais cristãs.

Ronaldo disse...

Caro reverendo,

Creio que é bastante difícil mesmo para um cristão se manter fiel no meio universitário, onde impera o universalismos, materialismo e outros "ismos". Mas creio também que um cristão convicto não se embaraça com os negócios desta vida. Me converti no início da minha faculdade e me mantive fiel ao meu Deus. Lógico que passei por vários apertos mas sempre me prostrava novamente aos pés do meu Redentor pedindo por misericórdia e perdão. Não deixei me levar por nenhum dos ensinos heréticos e , mesmo novo na fé, o Espírito deu-me sabedoria para participar de alguns debates com professores humanistas e relativistas, não caindo em seus engodos. Haja jejum e oração! O que fica é, se a pessoa realmente está em Cristo, não se deixará influenciar por doutrinas ou ensinamentos contrários a Palavra de Deus.
Graça e paz!