Mostrando postagens com marcador Educação Cristã. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Educação Cristã. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, abril 05, 2010

Mauro Meister

Debate sobre o papel da igreja e escolas

Rápido anúncio! Hoje à noite vou a um debate na Rede Internacional de Educação (RIT), falar sobre o papel da igreja e escolas. Deve durar uma hora, no programa Vejam Só:
Como ver?
Na TV, canal- 40 UHF
Com parabólica:  1140
SKY: canal 95
Internet: www.rittv.com.br/vejamso
Horário: ao vivo às 21 horas
Se tiver interesse e oportunidade, Vejam Lá!

Mauro
Leia Mais

terça-feira, março 30, 2010

Mauro Meister

Sobre o movimento de Educação Cristã no Brasil

Caros leitores

Recentemente respondi a uma entrevista para uma revista evangélica, sobre educação cristã escolar. Aproveito a entrevista para falar um pouco a respeito de como andam as coisas nesta área no Brasil e, especificamente, falar sobre a Associação Internacional de Escolas Cristãs.

Também aproveito para fazer um convite: dias 30 de abril e 1o de maio teremos um evento para educadores cristãos aqui em São Paulo. Você pode saber mais a respeito do mesmo acessando o site da  Associação Internacional de Escolas Cristãs (ACSI).Teremos outros eventos em outros estados, fique de olho.


1.     Quando foi fundada a Associação e quantas escolas ela representa?
A associação foi fundada no Brasil em janeiro de 2003.  Atualmente representa em torno de 80 escolas associadas, cerca de 25.000 alunos e está em franca expansão.  A associação como um todo está presente em mais de 100 países, atende mais de 5.500 escolas e mais de 1.2 milhão e alunos ao redor do mundo.

2.     O gráfico de representação de crescimento da associação, desde sua fundação, é crescente ou decrescente?
Nossa associação demonstra um crescimento de 10% ao ano e cremos que existe um potencial cada vez maior para o movimento no Brasil. Para isto basta considerar que a população evangélica no país é crescente. Se as escolas cristãs forem relevantes, certamente o crescimento virá.

3.     A CNBB informou que, recentemente, cerca de 200 escolas católicas fecharam suas portas em todo o Brasil. Também temos conhecimento de várias escolas evangélicas que tem declarado falência, por falta de alunos. Em geral, qual o panorama da educação cristã no Brasil? 
Quanto a nossas escolas associadas, 4 fecharam as suas portas desde o início da associação em 2003, e nem todas essas fecharam devido a diminuição de matriculas, mas por dificuldades diversas.  Temos várias escolas associadas que estão em plena expansão.  Também recentemente temos visto vários projetos para a abertura de novas escolas.  Além disto, há de se considerar que o fechamento de escolas particulares é marcante no Brasil, não só entre escolas de origem religiosa.
Há dois anos que realizamos um curso para pastores e líderes evangélicos intitulado “Organização e Desenvolvimento de uma Escola Cristã”.  Ele foi desenvolvido para pessoas que tem interesse em abrir uma escola cristã na sua comunidade, igreja ou bairro. Vários participantes tomaram inciativas e começaram escolas cristãs depois destes eventos, encorajados pela viabilidade e necessidade da escola cristã.

4.     Há algum estado em específico em que esteja ocorrendo um declínio na procura por escolas cristãs? Há outro que esteja obtendo acréscimo?  Não tenho essas informações de maneira específica. Quase 50% dos nossos associados estão no estado de SP, entretanto, há visível interesse e expansão em várias regiões. Entre os participantes do curso citado acima, tivemos todas as 5 regiões representadas. Nas duas edições do evento participaram mais de 100 interessados.

5.     Na sua opinião as escolas de ensino cristão ainda fazem a diferença se comparadas as escolas particulares seculares?
A escola realmente cristã deve ter embutido em sua missão e visão ensinar sobre todas as áreas da vida com uma cosmovisão cristã.  Quando os seus professores e gestores são profissionais vocacionados para serem modelos na sala de aula, tanto no seu falar, andar, agir, quanto nas suas competências, demonstrando nisto o seu amor a Deus, toda a diferença será feita sobre a vida de cada aluno e, consequentemente, sobre a cultura, governo e etc. Temos visto isto acontecer constantemente e nossos educadores associados dão constante testemunho do impacto que a educação tem diretamente sobre seus alunos e comunidades.
Há vários segmentos da sociedade que, mesmo não confessando a fé cristã, procuram uma escola que valoriza a cidadania, valores éticos e o caráter, tanto quanto a preparação acadêmica. Muitos pais não cristãos ainda procuram escolas cristãs em função do ambiente, disciplina, tratamento amoroso e cordial, o que não se encontra um muitas instituições de ensino. Além da preparação acadêmica de excelência que a escola cristão deve oferecer, preparando o aluno para o vestibular e ENEM, a preocupação da escola cristã deve ser a de preparar o aluno para uma vida de diferença na sociedade. Temos visto esta diferença e a associação se propõe a investir em preparação e ferramentas para que nosso associados cumpram estas tarefas com eficiência cada vez maior.

Por outro lado, quando a escola se denomina cristã por laços denominacionais, mas perde a essência da sua vocação cristã, tende a tornar-se medíocre, imitando os cânones das escolas seculares, sem ter um real diferencial a ser mostrado. 

Leia Mais

quinta-feira, outubro 29, 2009

Mauro Meister

Organização e Desenvolvimento de Escolas Cristãs




Ainda há tempo para se inscrever e participar.

Ano passado a ACSI criou um minicurso sobre liderança e organização de escolas cristãs. Depois publicamos um livro com o mesmo título, que foi lançado no começo deste ano. Na próxima semana vamos repetir a dose e dar outro minicurso de dois dias. O público alvo são tanto os interessados em abrir uma escola cristã como aqueles que já estão envolvidos e gostariam trabalhar o cristianismo de forma mais consistente em sua escola. Veja os detalhes site da associação (www.acsibrasil.org)
Mauro


Leia Mais

quarta-feira, outubro 01, 2008

Augustus Nicodemus Lopes

Por Que Seminaristas Costumam Perder a Fé Durante os Estudos Teológicos

Por     77 comentários:


Não quero dizer que acontece com todos. Mas, acontece com muitos. Conheço vários casos, inclusive próximos a mim, de jovens cristãos fervorosos, dedicados, crentes, compromissados com Deus, que gostavam de orar e ler a Biblia, que evangelizavam em tempo e fora de tempo, e que depois de entrar no seminário ou faculdade de teologia, esfriaram na fé, se tornaram confusos, críticos, incertos e até cínicos. Como Tomé, não conseguem crer (espero que ao final venham a crer, como graciosamente aconteceu com Tomé).

E isso pode acontecer até mesmo em seminários cujos professores são conservadores, que acreditam na Bíblia de capa a capa. Esse quase foi o meu caso. Após minha conversão em 1977, depois de uma vida desregrada e dissoluta, dediquei-me à pregação do Evangelho e a plantar igrejas. Larguei meu curso de Desenho Industrial na Universidade Federal de Pernambuco e fui trabalhar como obreiro no litoral de Olinda, pregando a uma comunidade de pescadores, depois no interior de Pernambuco entre plantadores de cana e finalmente entre viciados em droga em Recife. Todos me aconselhavam a fazer o curso de seminário e a me tornar pastor. Eu resistia, pois tinha receio de que quatro anos em um seminário iriam esfriar o meu ânimo, meu zelo, minha paixão pelas almas perdidas. Eu conhecia vários seminaristas e não tinha a menor intenção de me tornar como eles. Finalmente cedi. Entrei no seminário aos 24 anos de idade, provavelmente como um dos mais relutantes candidatos ao ministério que passara por aquelas portas. Tive professores muito abençoados que me ensinaram teologia, Bíblia, história, aconselhamento. Eram todos, sem exceção, homens de Deus, comprometidos com a infalibilidade das Escrituras e com a teologia reformada. Tenho tenho que confessar, porém, que nesse período, esfriei bastante. Perdi em parte aquele zelo evangelístico, a prática de dedicar várias horas diárias para ler a Bíblia e orar. O contato com a história da Igreja, a história das doutrinas, as controvérsias, afora a carga tremenda de leituras e trabalhos a serem feitos, tudo isso teve impacto na minha vida devocional. Pela graça de Deus, durante esse período me mantive ligado ao trabalho evangelístico, à pregação. Mantive-me em comunhão com outros colegas que também amavam o Senhor e juntos orávamos, discutíamos, compartilhávamos nossas angústias, alegrias, dificuldades e planos futuros. Saí do seminário arranhado.

Infelizmente esse não é o caso de muitos. Se o Mauro Meister quisesse, ele poderia dar testemunho aqui de como quase perdeu a fé em Deus e na Palavra quando entrou no seminário da denominação à qual ele pertencia antes de ser presbiteriano. Ele teve que tomar uma decisão: ficar e perder a fé, ou sair. Preferiu sair -- pelo que todos nós somos gratos! -- e fazer outro seminário. Além desses dois casos que eu mencionei, conheço vários outros de seminaristas, estudantes de teologia, que perderam a fé, o zelo, o fervor, a confiança, e que saíram do seminário totalmente diferentes daqueles jovens entusiasmados, evangelistas, que um dia entraram na sala de aula ansiosos por aprender mais de Deus e da sua Palavra.

Existem algumas razões pelas quais essa história tem se tornado cada vez mais comum. Coloco aqui as que considero mais relevantes, sempre lembrando que muitos seminários e escolas de teologia levam muito a sério a questão da ortodoxia bíblica e do cultivo da vida espiritual de seus alunos. Não é a eles a que me refiro aqui.

1) Acho que tudo começa quando as denominações mandam para os seminários e faculdades de teologia jovens que não têm absolutamente a menor condição de serem pastores, professores, obreiros e pregadores. Muitos são enviados sem qualquer preparo intelectual, espiritual e emocional. Alguns mal fizeram 17 anos e foram enviados simplesmente porque eram líderes destacados dos adolescentes de sua igreja, eram líderes do grupo de louvor ou filhos de pessoas influentes da igreja. Não é sem razão que Paulo orienta que o líder não pode ser neófito, isto é, novo na fé (1Tim 3.6). Eles não têm a menor estrutura intelectual, bíblica e emocional para interagir criticamente com os livros dos liberais e com os professores liberais que vão encontrar aos montes em algumas das instituições para onde serão mandados. Não estarão inoculados preventivamente contra o veneno que professores liberais costumam destilar em sala de aula. E nem têm ainda maturidade para estudar teologia como se fosse uma disciplina qualquer, até mesmo quando ensinada por professores conservadores que mal oram em sala de aula.

2) Acho também que a culpa é das denominações que mantêm professores liberais ou conservadores frios espiritualmente nas cátedras de suas escolas de teologia. O que um professor que não acredita em Deus, nem que a Bíblia é a Palavra de Deus, não ora, tem para ensinar a jovens que estão na sala de aula para aprender mais de Deus e de sua Palavra? Há seminários e escolas de teologia que mantêm no corpo docente professores que nem vão mais à uma igreja local, que usam o título de pastor apenas para ocupar uma vaga na cátedra dos seminários. Nunca levaram ninguém a Cristo e nem estão interessados nisso. Não têm vida de oração, de piedade. Que exemplo eles poderão dar aos jovens que sentam nas salas de aula com a mente aberta, ansiosos e desejosos de ter modelos, exemplos de líderes para começar seus próprios ministérios?

3) Alguns desses professores têm como alvo pessoal destruir a fé de todos os seus estudantes antes mesmo que terminem o primeiro ano de estudos. Começam desconstruindo o conceito de que a Bíblia é a infalível e inspirada Palavra de Deus. Com grandes demonstrações de sapiência e erudição, eles mostram os erros da Bíblia e o engano da Igreja Cristã, influenciada pela filosofia grega, em elaborar doutrinas como a Trindade, a Divindade de Cristo, a Expiação. Mesmo sem usar linguagem direta -- alguns usam, todavia -- lançam dúvidas sobre a ressurreição literal de Cristo de entre os mortos. A pá de cal na sepultura da fé desses meninos é a vida desses professores. Além de não terem vida devocional alguma, alguns deles ensinam os seus pobres alunos a beber, fumar e freqüentar baladas e outros locais. Eles até lideram o grupo Noé (que se encheu de vinho) e o grupo Isaías ("e a casa se encheu de fumo") nos seminários!!

4) Bom, acredito que uma fé que pode ser destruída deve ser destruída mesmo, pois não era autêntica e nem sólida. Quanto mais cedo ela for destruída e substituída por uma fé robusta, enraizada na Palavra de Deus, melhor. Acontece que os professores liberais e os professores conservadores mortos só sabem destruir; eles não têm a menor idéia de como ajudar jovens candidatos ao ministério pastoral a cultivar uma mente educada, uma fé robusta e uma vida de devoção e consagração a Deus: os primeiros, porque lhes falta fé; os segundos, devoção. Ao fim de quatro anos de estudo com professores assim, vários desses jovens saem para serem pastores, mas intimamente -- alguns, abertamente -- estão cheios de dúvidas quanto à Bíblia, quanto a Deus e quanto às principais doutrinas da fé cristã. Estão confusos teologicamente, incertos doutrinariamente e cínicos devocionalmente. Quando entraram nos estudos teológicos, eram jovens que tinham como a missão principal de sua vida pregar o Evangelho, glorificar a Deus e ganhar o mundo para Cristo. Agora, após quatro anos debaixo de professores liberais ou conservadores mortos, seu único alvo é conseguir campo para ganhar o pão de cada dia e sustentar-se e à família. Esse tipo de motivação destrói igrejas em curto espaço de tempo.

5) Não podemos deixar de lembrar que ao final, se trata de uma guerra espiritual feroz, em que Satanás tenta de todos os modos corromper a singeleza e sinceridade da fé em Cristo, atacando a mente e o coração dos futuros pastores (2Cor 11:3). Usando professores sem fé e professores sem vida espiritual, ele procura minar as convicções, a certeza, o fervor e a dedicação dos jovens que se preparam para o ministério. Aqui é pertinente o lema de Calvino, orare et labutare. Pela oração, os seminaristas poderão escapar da tendência dos estudos teológicos de transformar nossa fé em um esquema doutrinário seco. E pela labuta nos estudos poderão se livrar das mentiras dos professores liberais, neo-ortodoxos, libertinos e marxistas.

Eu daria as seguintes sugestões a quem pensa em fazer teologia e depois seguir a carreira pastoral.

  • Verifique suas motivações. O que lhe leva a desejar o pastorado? Muitos querem ser pastores porque não conseguem ser mais nada na vida. Não conseguem passar no vestibular para outras carreiras e nem conseguem emprego. Vêem o pastorado como um caminho fácil para ter um emprego.
  • Procure saber qual a opinião de seus pais, de seus pastores, e de seus amigos mais chegados, que terão coragem de lhe dizer a verdade.
  • Seja honesto consigo mesmo e responda: você já levou alguém a Cristo? Você tem liderança? Você tem facilidade de comunicação em público e em particular?
  • Você tem uma vida devocional firme, constante, sólida, em que lê a Bíblia e ora, buscando a face de Deus, com zelo e fervor? Cultiva uma vida santa e reta diante de Deus, odeia o pecado e almeja ser mais e mais santo em seu caminhar?

Um colega de seminário me lembrou recentemente que uma das coisas que o impediram de perder a fé e o fervor durante o tempo de estudos foi que ele tenazmente se aproximou dos professores conservadores que eram espirituais, dedicados, fervorosos, que valorizavam a vida com Deus e a santidade. A comunhão com esses homens de Deus foi um refrigério para ele, e funcionou como uma âncora nos momentos de tentação e crise.

Lamento pelos jovens que perdem sua fé ou seu amor a Deus durante os anos de estudos teológicos. Lamento mais ainda pelas igrejas onde eles vão trabalhar e onde plantarão as mesmas sementes de incredulidade e frieza que foram semeadas em sua mentes abertas e despreparadas por professores que não tinham fé ou não tinham zelo.

Leia Mais

quarta-feira, março 12, 2008

Mauro Meister

Encontro de Educadores

Já há algum tempo estamos envolvidos com a Educação Cristã Escolar e com vários eventos que reúnem educadores cristãos de nosso país. Quero apresentar aos leitores do Tempora a ACSI (Associação Internacional de Escolas Cristãs - Association of Christian Schools International) e o 7º Encontro Nacional da associação que será no próximo mês de maio, dias 01 e 02.

A ACSI foi fundada há quase 30 anos e dai em diante espalhou-se por mais de 100 países, 5000 escolas associadas e mais de 1.200.000 alunos. No Brasil ainda estamos nos 'humildes começos'. Temos cerca de 70 escolas associadas que atendem cerca de 18.000 alunos. Buscamos dar apoio aos educadores cristãos através da publicação de materiais de fundamentos filosóficos, práticos e didáticos para professores, além de eventos para diretores, professores e alunos, como olimpíadas de matemática e concursos de conhecimentos gerais, Bíblia, geografia e outros.

No dia 30 de abril teremos o Encontro para Diretores de escolas cristãs quando serão discutidos temas relevantes da administração escolar e o tempo é usado para compartilhar caminhos, dificuldades e soluções encontradas nas diferentes realidades das escolas brasileiras.

Dia 01 e 02 receberemos cerca de 400 educadores vindos de todas as partes do Brasil para dois dias de intensas atividades entre plenárias, oficinas e grupos de interesse. Confirmados para este ano já temos David Wilcox (Diretor de Assuntos Internacionais da ACSI Internacional), Estuardo Salazar (Diretor Regional da ACSI na América Latina), Fernando Capovilla (Professor da USP e autor), Solano Portela (Presidente do Conselho da ACSI-Brasil), Anita Gordon (Editora de Materiais Didáticos da ACSI Internacional), Augustus Nicodemus Lopes (Chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie), Marta Franco Dias da Silva (Vice-Diretora da ACSI-Brasil e diretora da PACA),Steve Babbit (Diretor do Departamento de Publicações da ACSI Internacional), Paulo França e Helder Cardin (Professores do Seminário Bíblico Palavra da Vida), Cássio Miranda (Vice-Presidente do Conselho da ACSI-Brasil), Paulo Debs (autor e Ilustrador de literatura infantil), Débora Muniz,(Diretora do Colégio Presbiteriano Mackenzie - SP) e outros ainda estão por confirmar.

O tema geral do Congresso este ano é Ensinando para Transformar: Cultivando Potenciais em Cristo e as atividades serão no Campus do Mackenzie em São Paulo. Para conhecer mais sobre a associação e o congresso, você pode entrar em contato pelo site ou por email.

Materias publicados pela ACSI no Brasil:
  • Fundamentos Bíblicos e Filosóficos da Educação
  • Fundamentos da Psicologia da Educação
  • Fundamentos Pedagógicos da Educação
  • Enciclopédia das Verdades Bíblicas - Fundamentação para o Currículo Escolar Cristão
  • 100 Idéias que Funcionam (Disciplina na sala de aula)
  • Sala de Aula, Disciplina e Gestão
  • Como desenvolver um modelo de ensino para a integração da cosmovisão
Para 2009: Série Ciências - Projeto Inteligente - livros didáticos para 2º e 3º do ensino Fundamental I e a continuidade das séries nos próximos anos, uma pareceria entre a área de publicações da ACSI e o Sistema Mackenzie de Ensino.

Creio que a Educação Cristã escolar é uma resposta de Deus a um chamado urgente na nossa nação, que é ensinar jovens e crianças com uma visão cristã de mundo, envolvendo, é claro, todas as áreas do conhecimento. Particularmente, conto com suas orações, apoio e divulgação.


Mauro Meister
Leia Mais

quinta-feira, outubro 26, 2006

Mauro Meister

Procurando uma escola para meus filhos

Em 2002, Deus me deu a oportunidade de começar a trabalhar no campo da educação cristã escolar (chamo-a assim para que não se confunda o leitor com a idéia de que educação cristã é um campo que se limita à educação na escola dominical). Esta oportunidade me abriu imensos horizontes e me fez trilhar caminhos de grandes descobertas. Desde então, tornei-me um ‘militante’ da educação cristã escolar, ao lado de outros que Deus chamou para este ministério. Porém, ainda que alguns poucos sejam os ‘chamados’ para esta aventura, este é um ministério do corpo de Cristo que precisa, urgentemente, ser abraçado por todos. Creio que na educação cristã escolar reside um dos pontos de esperança para a mudança da nossa nação e para que os chamados evangélicos comecem a fazer alguma diferença neste país.

Digo isto porque a escola cristã verdadeira tem nas mãos a possibilidade de formar gerações inteiras com uma visão de vida e de mundo cristãs, o que muitas vezes não acontece na igreja. Nem sempre a conversão implica em uma mudança plena da forma como as pessoas enxergam toda a realidade. É por isto que continuamos a ver tanta ‘coisa estranha’ no meio evangélico.

Chegamos à época do ano em que as decisões sobre a vida escolar de nossos filhos precisam ser tomadas. Se alguma coisa vai mudar, é agora. Dentro em breve os jornais da cidade começarão a publicar as “dicas” sobre como escolher uma escola, que características devem ser observadas e que serviços uma escola moderna deve oferecer. As revistas de circulação nacional farão o mesmo, como todo ano, lançando seus desafios para os pais da nação em busca da escola ideal para seus filhos.

E os pais cristãos, devem ter algum critério para escolha da escola de seus filhos? Com certeza, sim. Sabemos que a situação da educação cristã em nosso pais é muito precária e o número de escolas cristãs é ainda diminuto em relação às necessidades que temos. Mas, em havendo a possibilidade de escolhas, o que devemos procurar em uma escola cristã?

Um compromisso inalienável com a Verdade , sabendo que toda a verdade é verdade de Deus e que a realidade do mundo a nossa volta deve ser inquirida com os olhos da Revelação Especial de Deus, as Escrituras. Só uma escola legitimamente cristã é capaz de fazer isto. Logo, é fundamental que os pais procurem reconhecer a filosofia da escola onde pretendem expor seus filhos a educação. Se é verdade o que Escritura diz, que Cristo deve ter a primazia em todas as coisas (Cl 1.18), isto deve incluir a educação escolar. Se é verdade o que a Escritura diz, que em Cristo estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência (Cl 2.3), estes tesouros só podem ser plenamente descortinados com uma visão clara de Cristo. Se o fundamento teológico exposto por Calvino for verdadeiro, que o homem foi criado para conhecer a Deus, é na escola cristã que nossos filhos terão a melhor condição de fazê-lo.

O segundo compromisso essencial da escola cristã, que necessariamente deve acompanhar o primeiro, é o compromisso com o desenvolvimento intelectual do aluno. Logo, o serviço da escola cristã, exatamente por ser escola, deve enfatizar o desenvolvimento intelectual de seus alunos, para a glória de Deus. Escolas cristãs não podem ter apenas “fachada” de escola e promoverem uma educação desqualificada. A boa escola cristã deve buscar em todas as áreas de sua atuação a excelência acadêmica. Deve ficar estampado no ensino da escola cristã o fato de que ela não está ai simplesmente “servindo à vista, como para agradar a homens, mas como servos de Cristo, fazendo, de coração, a vontade de Deus.” (Ef 6.6)

Em terceiro lugar, a escola cristã deve buscar a excelência entre os Educadores Cristãos. A questão é muito simples: educação cristã, na sua essência, é feita por seguidores comprometidos com Cristo. Só o educador cristão pode entender e implementar os dois princípios acima de maneira completa.

É também fundamental que a escola cristã promova as experiências de aprendizado com o fim de que seus alunos alcancem o seu pleno potencial em Cristo, preparando o educando para uma vida de serviço cristão, compreendendo as suas responsabilidades com os pais, família, autoridades, nação e a criação de Deus como um todo. Procure saber se a escola busca envolver seus alunos no discipulado e se há uma preocupação de que as atividades curriculares apontem para o desenvolvimento do aluno.

Uma última questão a ser analisada é a Integridade Operacional. A escola cristã precisa ser conhecida pelo mais alto padrão de justiça e verdade em todos os seus processos administrativos. É uma incoerência para a comunidade e para o próprio aluno que sua escola cristã seja motivo de desconfiança em meio à sociedade. A integridade operacional da escola cristã precisa ser clara desde a sala de aula até os níveis mais altos de sua administração.

Onde se encontra esta escola? Creio que não a encontraremos na próxima esquina e nem tão próximo de nosso tempo. No entanto, existem escolas cristãs que estão buscando estas coisas e nós, como pais, devemos procurá-las e incentivá-las. Ainda mais, deve ser sonho de pais e educadores cristãos buscarem e sonharem em construir esta escola. Peço a Deus que dê a muitas igrejas, conselhos e pastores a visão de começarem escolas legitimamente cristãs junto a suas comunidades.

Um dos recentes projetos em que eu e Solano temos trabalhado (junto com uma crescente equipe) é na criação de um sistema de ensino que parte de uma cosmovisão cristã.

Recursos:
Conheça o site da ACSI - Associação Internacional de Escolas Cristãs
Conheça o site da AECEP - Associação de Escolas Cristãs de Educação por Princípios

Livros:
  • Educação Cristã? Solano Portela (FIEL)

  • Livros publicados pela ACSI-Brasil:
  • Fundamentos Bíblicos e Filosóficos da Educação
  • Fundamentos da Psicologia da Educação
  • Fundamentos Pedagógicos
  • Enciclopédia das Verdades Bíblicas - Fundamentanção para o Currículo Escolar Cristão
  • Sala de Aula, Disciplina e Gestão
  • Introdução à Educação Cristã - Perry G.Downs - Ed.Cultura Cristã

  • Sobre a formação de uma cosmovisão cristã:
    • Todos o livros de Francis Schaeffer, principalmente a 'trilogia': O Deus que Intervém, Morte da Razão e O Deus que se revela. Também, Como viveremos e Morte na Cidade.
    • Verdade Absoluta (uma tradução infeliz do título original -Total Truth) - Nancy Pearcey - CPAD
    • Alma da Ciência - Nancy Pearcey & Charles Thaxton - Cultura Cristã
    • E agora, como viveremos? - Charles Colson & Nancy Pearcey - CPAD
    • O Universo ao Lado - James Sire - Editorial Press
    • O Cristão e a Cultura - Michael Horton - Cultura Cristã
    • Fundamentos Inabaláveis - Normal Geisler / Peter Bocchino - Editora Vida
    • Crer é também pensar - John Stott - ABU
    Leia Mais