domingo, setembro 24, 2006

Aumenta a indignação, surge a esperança

EU, cidadão do Brasil, residente e domiciliado no mesmo, encontro-me indignado e esperançoso. Creio que, pela liberdade de consciência e pelo direito constitucional de eleitor, tenho direito de falar. Os amigos que discordam, tem este direito e me dêem este direito.

Primeiro, confesso que durante as duas últimas semanas estive quase que alienado do contexto político. Razões funcionais não faltaram... mas hoje, tentando me atualizar e sair da alienação, decidi prestar a atenção ao mesmo. Minha fonte de informação foi a revista Veja... e vejo-me mais uma vez profundamente indignado.

Percebi que o tamanho do monstro da corrupção é maior do que se pode imaginar, e olha que sou calvinista e creio plenamente na depravação total. Não penso, por um minuto sequer, que os valores morais dos homens da direita sejam melhores do que os dos homens da esquerda... Deixa eu melhorar isto: creio que os homens da direita (religiosos ou não) são capazes de fazer as mesmas coisas que os da esquerda estão fazendo. As evidências são enormes e as táticas desavergonhadas e impressionantes. A tática preferida da esquerda, ultimamente, é a do ‘eu não sabia’.

Aliás, esta seria a razão mais básica para não votar em nosso atual candidato da esquerda: ignorância. Um chefe de estado que vive na total obscuridade dos fatos não pode continuar a sê-lo.

Mas, se não for por ignorância, uma segunda razão seria a incompetência. Uma vez que o próprio governo está tão envolvido na lama da corrupção, falta-lhe competência até mesmo para ser corrupto. Uma das frases publicadas na Veja na seção "Veja Essa" é interessante e retrata bem isto: “O que atrapalha o governo não é a incompetência do PT para fazer a coisa certa, é a falta de competência para fazer a coisa errada” (atribuída a José Edson Barbosa, delegado de polícia, lembrando o humorista Jésus Rocha).

Porém, se estas duas não servem, parto ainda para uma terceira: o ideário da esquerda tende a levar o homem a livrar-se mais facilmente de valores externos que o impedem de chegar ao fundo do poço tão rápido. A esquerda materialista tende a ver menos razões para o temor a Deus, uma vez que parte do pressuposto que Ele não existe. E, aparentemente, não têm o menor respeito pela lei civil, que, segundo Calvino, foi dada como inibidora do não regenerado, como "um freio com que sejam coibidos" (Institutas, Livro II, p.122). Não existe ideologia sem caráter religioso. O presidente candidato até se vê como o messias, o salvador pleno das massas oprimidas:

"Numa mesa de 12 pessoas, Cristo foi traído por um, mas mesmo assim ele não perdeu sua importância", disse o candidato. Lula também defendeu que sua campanha presidencial é do povo, da "luta do trabalhador contra a elite"
.Mesmo indignado, surgiu-me um raio de esperança. Creio que, desta vez, não será tão fácil acobertá-lo em seu messianismo ignorante, repetindo ‘ eu não sabia’. Minha indignação se manifesta em palavras e voto. Minha esperança é de estar certo e de que o povo brasileiro ainda possa ver que a situação pode tornar-se pior do que já está.

quarta-feira, setembro 20, 2006

Como é mesmo isso? - Violência e Infalibilidade na era pós moderna.

Nessa época de contradições intrínsecas convivendo harmonicamente lado a lado, estou tentando entender e ponderar sobre os últimos acontecimentos envolvendo o pronunciamento do Papa Bento 16 sobre o islamismo. Aliás, aconselho que leiam o mesmo na íntegra, clicando nesta frase, em link que me foi enviado pelo grande autor do Blog “Politicamente (In)Correto”.


Duas coisas me intrigam:

1. Os islâmicos promoveram violentos protestos para provar que não são violentos! Em Basra, no Iraque, a efígie do Papa foi queimada; no oriente médio, muçulmanos jogaram bombas incendiárias em sete igrejas, no fim de semana seguinte ao pronunciamento; enquanto líderes islâmicos, em todo o mundo, condenaram o pronunciamento e exigiram um pedido integral de desculpas, com reconhecimento de erro. Acredito que se aumentaram um pouco mais a violência talvez consigam provar o seu ponto – seremos violentamente forçados a acreditar que eles realmente não o são.


2. O que eles não estão alcançando é o grande dilema em que estão jogando o pobre Papa: querem que ele reconheça erro no pronunciamento! E a infalibilidade, como fica? É verdade que o Papa estava somente citando registros de interações históricas de Manoel II Paleologus emitidas em 1391. Mas eu li o texto-todo, cara-pálida – que ele está concordando com a compreensão do Manoel, lá isso ele está (e eu assino embaixo) e ressuscita essa exposição em boa hora! Alguém dirá: “pera, aí”! Ele só é infalível quando fala ex cátedra (ou, como pedem os puristas, ex cattedra)! Mas querem mais cátedra do que aquela – sentado, lendo um discurso preparado de antemão, no ambiente totalmente acadêmico e formal da Universidade de Regensburg? Como é que ele vai dizer que o que disse foi um erro?


Bom, o Papa já declarou que ele está chateado com essa celeuma toda. Acho que ele espera que a violência, demonstrada pelos não-violentos, venha a cessar rapidamente. Esperar mais do que isso dele e deles é meio utópico, não acham?

sexta-feira, setembro 15, 2006

A Guerra Que Nunca Existiu


Na foto (ainda do meu celular) a Nancy Pearcey trata na quarta-feira à noite da "guerra que nunca existiu". Ela traçou através da história o surgimento do mito de que o Cristianismo sempre perseguiu os cientistas que trouxeram novas visões do mundo e da realidade, a começar com Galileo. Com farta documentação, Nancy mostrou que longe de ser antagonista de Galileo, Copérnico ou quaisquer outros dos famosos cientistas que nos ajudaram a ter uma visão melhor de mundo, o Cristianismo havia na verdade fornecido os pressupostos necessários para o surgimento das idéias destes homens e de outros como Kepler, tais como o conceito de que há ordem e propósito inteligente no universo, e que o homem é capaz de compreender e entender o funcionamento do universo.

Quanto as gravações das palestras da Nancy, ainda não temos resposta se poderemos ou não disponibilizá-las, estamos trabalhando no assunto, mas sem promessas.

Um abraço.

quarta-feira, setembro 13, 2006

A Verdade Fragmentada

Na foto (tirada com meu celular ultrapassado, desculpem!) a Nancy Pearcey no Café Acadêmico das 14h de hoje, sendo interpretada por Eros Pasquini. Falou sobre a arte como uma janela para o mundo intelectual. Durante 45 minutos ela analisou os diversos estilos de pintura surgidos após o Iluminismo até os dias de hoje, mostrando como a história da arte moderna reflete a fragmentação do conceito de verdade e de realidade introduzido pelo racionalismo. Reivindicou ao final que os artistas cristãos não têm e nunca tiveram o dilema dos modernos e pós-modernos, de achar um lugar para arte depois que a mesma foi desconectada da verdade e da realidade. Muuuuuito bom e esclarecedor. Bem ao estilo do Francis Schaeffer e do Shoemaker no livro "A Arte Moderna e a Morte de Uma Cultura" (não traduzido para português). Para quem mora em São Paulo, ainda tem lugar hoje a noite para ouvir a palestra de Nancy sobre "O Mito da Guerra entre Ciência e Cristianismo".

Um abraço a todos.

segunda-feira, setembro 11, 2006

Nancy Pearcey: Cristianismo e Ciência no Mackenzie

Começa nessa terça-feira dia 12 de setembro o II Congresso Internacional de Ética e Cidadania promovido pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Com as inscrições online já esgotadas, o Congresso começa às 19h no auditório Rui Barbosa, no campus Itambé, São Paulo.

No ano passado, o Dr. Egbert Schuurman, senador e cientista holandês, membro da Igreja Reformada da Holanda, foi o preletor principal do I Congresso, falando sobre Fé e Tecnologia.
Dessa feita, Nancy Pearcey, historiadora da ciência, apontada por muitos como a sucessora de Francis Schaeffer, estará falando sobre Religião e Ciência nos dias 12, 13 e 14, sempre às 19h.

Os temas das palestras serão: "Verdade Total", que é o título do seu mais novo livro, traduzido e publicado em português pela Casa Publicadora das Assembléias de Deus (o lançamento será durante o evento), "O Mito do Conflito entre Religião e Ciência" e "Darwinismo e cultura".

Durante a semana, dezenas de palestras menores estarão sendo oferecidas no Mackenzie pela manhã e à tarde sobre o tema geral de ética, reunindo pesquisadores e estudiosos do assunto da USP, metodista, PUC e do próprio Mackenzie. Mais de 200 estudiosos já inscreveram seus trabalhos para análise de um comitê científico, pois o evento tem a aprovação da CAPES e do Mackpesquisa, órgão de fomento do Mackenzie.

Nancy Pearcey é uma das autoras mais lidas hoje sobre esse assunto e tem diversos livros publicados, inclusive no Brasil.

O nosso alvo é mostrar ao público acadêmico e em geral que longe de ser um obstáculo à fé, a ciência moderna nasceu da cosmovisão cristã e que somente depois de abandonar os pressupostos cristãos é que se tornou materialista. O Cristianismo continua oferecendo uma visão de mundo que fornece os fundamentos para a verdade na sua forma mais abrangente.

segunda-feira, setembro 04, 2006

Chega a hora de votar novamente...

As eleições se aproximam e a frustração diante da situação política da nação cresce. Vemos todo tipo de propaganda política, das mais ridículas e/ou intelctualóides até algumas que fazem algum sentido. Na internet correm milhares de emails com as mais estranhas ideias a respeito de política e políticos, inclusive a crescente campanha ‘eu não voto em pastor’, que deve ter muitos adeptos entre evangélicos e não evangélicos (com provável razão). Em alguns casos, denominações fecham apoio político com um ou mais candidatos e pressionam seus fiéis a votarem, num tipo de antigo ‘voto de cabresto’. Existem, ainda, aqueles que entendem que a separação entre Igreja e Estado envolve o silêncio absoluto de pastores e líderes quanto a política, ou seja, no ensejo de separar as esferas de soberania, as igrejas locais e seus líderes devem ficar mudos... Tudo isto faz com que tomar uma decisão de voto se torne ainda mais difícil.

É obvio que quando nos voltamos para as Escrituras não vamos encontrar instruções diretas sobre como votar nas eleições brasileiras. Logo, temos que buscar os princípios da Escritura que nos orientam na escolha de nossos líderes, na igreja e fora dela.

Volto-me para o texto em que Moisés é orientado por seu sogro, Jetro, na escolha de líderes para ajudá-lo no árduo trabalho de julgar o povo durante a sua caminhada pelo deserto (Êxodo 18):

21 Procura dentre o povo homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade, que aborreçam a avareza; põe-nos sobre eles por chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinqüenta e chefes de dez; 22 para que julguem este povo em todo tempo. Toda causa grave trarão a ti, mas toda causa pequena eles mesmos julgarão; será assim mais fácil para ti, e eles levarão a carga contigo. 23 Se isto fizeres, e assim Deus to mandar, poderás, então, suportar; e assim também todo este povo tornará em paz ao seu lugar. 24 Moisés atendeu às palavras de seu sogro e fez tudo quanto este lhe dissera. 25 Escolheu Moisés homens capazes, de todo o Israel, e os constituiu por cabeças sobre o povo: chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinqüenta e chefes de dez. 26 Estes julgaram o povo em todo tempo; a causa grave trouxeram a Moisés e toda causa simples julgaram eles. 27 Então, se despediu Moisés de seu sogro, e este se foi para a sua terra.

O que este texto nos ensina, basicamente, é que deve-se buscar para a liderança do povo homens com determinados traços na sua capacidade e caráter:

• Capazes
• Tementes a Deus
• Homens de verdade
• Que aborreçam a avareza

Logo, ao buscar o candidato em quem votar, deve-se buscar alguém competente para desempenhar seu papel político, com competência, habilidade e compromisso na qualidade de agente político. Votar em alguém incompetente é votar contra a nação. Dificilmente os candidatos são ‘marinheiros de primeira viagem’, logo, neste quesito é possível avaliar grande parte dos candidatos.

No segundo ponto, ‘tementes a Deus’, fica mais difícil de avaliar, mas não é impossível. Obviamente um candidato não cristão não poderá ser ‘temente a Deus’. No entanto, ao tratar-se de votos para cargos políticos, não precisamos, primariamente, escolher “políticos crentes”. Se pudéssemos ajuntar as duas coisas, melhor, mas caso não seja possível, precisamos observar a ideologia do candidato e verificar se suas propostas políticas não são conflitantes com os princípios mais básicos da fé cristã. Mesmo os candidatos não cristãos podem manifestar conceitos e ideais que se aproximem mais dos valores do cristianismo. Não podemos nos esquecer que Deus criou o homem com consciência e esta pode estar mais ou menos cauterizada pela prática do pecado. Observar a vida de um candidato pode nos mostrar a respeito de sua consciência.

O terceiro aspecto trata do caráter do candidato. Os seus candidatos são homens que costumam falar a verdade e sustentá-la em meio às tempestades políticas? São candidatos que lutaram pelas propostas que fizeram nas últimas eleições ou em cargos que ocuparam? Estão envolvidos em casos de corrupção? Tem coragem de declarar seu voto? Estas são perguntas básicas que podem servir de guia para nossa busca de ‘homens da verdade’.

O quarto e último quesito torna-se mais fácil de ser avaliado com as novas regras eleitorais estabelecidas que exigem a publicação na internet a declaração de bens dos candidatos. Mas também significa estar sintonizado com o que o político tem feito em sua vida pública, quais os escândalos nos quais tem se envolvido; quais as negociatas das quais tem participado. Aborrecer a avareza é o antônimo de enriquecimento ilícito, escândalos, fuga de esclarecimentos e atitudes duvidosas diante de problemas. A avareza é sinônima da aceitação de suborno e perversão do direito.

Tenho dificuldade com os pontos IV e IX do Decálogo do Voto Ético publicado em 1998 pela Associação Evangélica Brasileira, mas, no cômputo geral, me parece uma boa orientação quanto ao que não se deve fazer com o voto:

► I. O voto é intransferível e inegociável. Com ele o cristão expressa sua consciência como cidadão. Por isso, o voto precisa refletir a compreensão que o cristão tem de seu País, Estado e Município;
► II. O cristão não deve violar a sua consciência política. Ele não deve negar sua maneira de ver a realidade social, mesmo que um líder da igreja tente conduzir o voto da comunidade numa outra direção;
► III. Os pastores e líderes têm obrigação de orientar os fiéis sobre como votar com ética e com discernimento. No entanto, devem evitar transformar o processo de elucidação política num projeto de manipulação e indução político-partidário;
► IV. Os líderes evangélicos devem ser lúcidos e democráticos. Portanto, melhor do que indicar em quem a comunidade deve votar é organizar debates multi-partidários, nos quais, simultânea ou alternadamente, os vários representantes de correntes políticas possam ser ouvidos sem pré-conceitos; (tenho dificuldades com este ponto. Minha preocupação principal é que a confusão tome conta do povo de Deus ao ver seus líderes promoverem este tipo de debate e que, finalmente, estes debates acabem por descambar em promoção de apoio explícito de um ou de outro candidato)
► V. A diversidade social, econômica e ideológica que caracteriza a igreja evangélica no Brasil deve levar os pastores a não tentar conduzir processos político-partidários dentro da igreja, sob pena de que, em assim fazendo, eles dividam a comunidade em diversos partidos;
► VI. Nenhum cristão deve se sentir obrigado a votar em um candidato pelo simples fato de ele se confessar cristão evangélico. Antes disso, os evangélicos devem discernir se os candidatos ditos cristãos são pessoas lúcidas e comprometidas com as causas de justiça e da verdade. E mais: é fundamental que o candidato evangélico queira se eleger para propósitos maiores do que apenas defender os interesses imediatos de um grupo religioso ou de uma denominação evangélica. É óbvio que a igreja tem interesses que passam também pela dimensão política. Todavia, é mesquinho e pequeno demais pretender eleger alguém apenas para defender interesses restritos às causas temporais da igreja. Um político evangélico tem que ser, sobretudo, um evangélico na política e não apenas um “despachante” de igrejas.
► VII. Os fins não justificam os meios. Portanto, o eleitor cristão não deve jamais aceitar a desculpa de que um político evangélico votou de determinada maneira, apenas porque obteve a promessa de que, em fazendo assim, ele conseguirá alguns benefícios para a igreja, sejam rádios, concessões de TV, terrenos para templos, linhas de crédito bancário, propriedades ou outros “trocos”, ainda que menores. Conquanto todos assumamos que nos bastidores da política haja acordos e composições de interesse, não se pode, entretanto, admitir que tais “acertos” impliquem a prostituição da consciência de um cristão, mesmo que a “recompensa” seja, aparentemente, muito boa para a expansão da causa evangélica. Afinal, Jesus não aceitou ganhar os “reinos deste mundo” por quaisquer meios. Ele preferiu o caminho da cruz;
► VIII. Os eleitores evangélicos devem votar, para Presidente da República, sobretudo, baseados em programas de governo, e não apenas em função de “boatos” do tipo: “O candidato tal é ateu”; ou: “O fulano vai fechar as igrejas”; ou: “O sicrano não vai dar nada para os evangélicos”; ou ainda: “O beltrano é bom porque dará muito para os evangélicos”. É bom saber que a Constituição do país não dá a quem quer que seja o poder de limitar a liberdade religiosa de qualquer grupo. Além disso, é válido observar que aqueles que espalham tais boatos, quase sempre, têm a intenção de induzir os votos dos eleitores assustados e impressionados, na direção de um candidato com o qual estejam comprometidos;
► IX. Sempre que um eleitor evangélico estiver diante de um impasse do tipo: “o candidato evangélico é ótimo, mas seu partido não é o que eu gosto”, é de bom alvitre que, ainda assim, se dê um “voto de confiança” a esse irmão na fé, desde que ele tenha as qualificações para o cargo. A fé deve ser prioritária às simpatias ideológico-partidárias. (minha observação: nem sempre! Apesar de alguns andarem propagando que programa de partido não é programa de governo, o partido, supostamente, defende algumas idéias que devem ser comparadas com os absolutos de justiça que emanam de Deus às sociedades. O irmão que entra em uma canoa furada pode naufragar junto com ela. Ele não tem o direito de esperar um milagre divino que o salve, fazendo-o andar sobre as águas).
► X. Nenhum eleitor evangélico deve se sentir culpado por ter opinião política diferente da de seu pastor ou líder espiritual. O pastor deve ser obedecido em tudo aquilo que ele ensina sobre a Palavra de Deus, de acordo com ela. No entanto, no âmbito político, a opinião do pastor deve ser ouvida apenas como a palavra de um cidadão, e não como uma profecia divina.

Num pequeno artigo, nosso colega, Dr. Valdeci Santos, levanta 4 pontos muito pertinentes quanto ao votar em candidatos evangélicos:

1. Descubra se o candidato evangélico é um evangélico candidato;
2. Conheça o conceito de “serviço cristão” que o candidato possui;
3. Procure fazer distinção entre caráter e carisma;
4. Entenda que o moto “irmão vota em irmão” só é justificado quando o irmão em Cristo possui vocação política comprovada (e adiciono, uma agenda política apropriada).

No mais, eu gostaria de encontrar candidatos que se encaixassem no perfil e que nosso espaço no blog servisse para que apresentássemos perfis, ferramentas de busca para candidatos. Fundamental, em tudo, é obedecer a ordem de Paulo na carta a Timóteo:


Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, 2 em favor dos reis de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito.( 1Tm 2:1-2)

Recursos:
Para investigar a vida de políticos:
http://noticias.uol.com.br/fernandorodrigues/politicosdobrasil/
Para uma aula de política, veja os mais experientes: http://www.youtube.com/watch?v=ArQ2AtzMv4I

Piada eleitoral (Publicada no Blog da Revista Época http://www.blogbrasil.globolog.com.br/)

Xeque Humberto, o candidato do PTC ao governo do Rio Grande do Norte, não desiste. Depois de prometer leite encanado e um trem-bala entre as cidades de Natal e Mossoró, num e-mail enviado a ÉPOCA na manhã de hoje diz que vai construir um disco voador para a polícia atender às ocorrências com mais rapidez.

sexta-feira, setembro 01, 2006

Cuidado! O Ministério da Justiça pode ser prejudicial à família!


O protesto abaixo foi encaminhado ao e-mail: acs@mj.gov.br que foi o único endereço eletrônico do Ministério da Justiça que consegui encontrar. O "fale conosco" do site do Ministério, não funciona e dá erro, toda vez que você tenta:


Sr. Ministro da Justiça, digníssimo Dr. Márcio Thomaz Bastos:

Os considerandos da recente portaria No. 1.100, que regulamentam a classificação de espetáculos e filmes, apontam, corretamente:
"... que cabe ao poder público regular as diversões e espetáculos públicos" que se mostrem inadequados... "nos termos art. 74 da Lei 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA)";

Ocorre que, na prática, o Ministério da Justiça está fazendo EXATAMENTE o contrário - em vez de proteger a criança, a expõe; em vez de proteger a FAMÌLIA, a dissolve; em vez de proteger os valores, os DESTROI.

Não pode haver outra interpretação, além dessa, para a ação liberatória de chamado "beijaço gay" em horário livre; programa a ser mostrado antes das 20 horas na MTV.

Registro o meu mais veemente protesto, na esperança de que haja uma lúcida reversão desse curso em suas decisões.

Respeitosamente,

Solano Portela, cidadão brasileiro, cristão afrontado e pai irado.